domingo, 30 de junho de 2024

Tour 2024 - I

Tour de France 2024: confira a classificação e o resultado do dia


Já está na estrada o 111º Tour de France, a prova rainha do ciclismo mundial. Capicua, e estranho. Estranho por, pela primeira vez, não terminar em Paris, tomada pelos Jogos Olímpicos. Termina em Nice, em 21 de Julho, e num contra-relógio de pouco mais de 37 quilómetros. Também por, em vez de em princípios de Julho, se ter iniciado ainda em Junho. E, se vai terminar num contra-relógio, também não começou com o habitual prólogo. 


Iniciou-se em Itália, e por lá andará nas primeiras quatro etapas. Quem olhar hoje para a classificação geral, à segunda etapa, não diria que tinha começado de forma tão atípica. Lá se vêem os 10 primeiros separados por 21 segundos, como se tivesse iniciado com o habitual prólogo, seguido de uma etapa em linha. E lá se vêem os quatro primeiros - e logo os principais favoritos, Pogacar, Evenepoel, Vingegaard e Carapaz - exactamente com o mesmo tempo. Só olhando bem mais lá para baixo, para o 42º segundo lugar de Thomas, a 4minutos e 24 segundos, o 49º de Van Aert, a 11 minutos exactos, ou Cavendish - o velho "sprinter" na derradeira tentativa para a 36ª vitória no Tour, que lhe permitirá bater o velho record  que detém com  Merckx nas 35 - no 171º lugar, a bem mais de uma hora, se percebe que estas duas etapas iniciais não tiveram nada a ver com tradição.


Não foram duas etapas de montanha, mas foram duas etapas com muitas subidas, algumas delas com grande dureza. Na primeira, ganhou um trepador, Bardet, aproveitando a última subida para escapar e conseguindo, no limite, por apenas 5 segundos, resistir à perseguição do pelotão dos favoritos, com a ajuda do companheiro de equipa Van den Broek, o jovem que vestiu a camisola branca. Para trás, com muito tempo perdido, ficou desde logo gente importante do pelotão.


Na segunda, hoje, Nelson Oliveira  - um dos três portugueses presentes, com Rui Costa e João Almeida (às ordens do Sr Pogacar) - foi protagonista. Integrou a fuga e escapou dela após a penúltima subida. Acabaram por se lhe juntar o francês Vauquelin e o norueguês Jonas Abrahamsen, líder da classificação montanha. Logo no início da última subida o francês foi embora para ganhar, na segunda vitória francesa nas duas primeiras etapas. E o ciclista português foi apenas sexto, a 50 segundos.


Já na etapa de ontem Pogacar tinha tentado testar Vingegaard que, depois do acidente na Volta ao País Basco, em Maio - que o levou para o hospital com a omoplata e costelas partidas, tendo-lhe até uma delas perfurado o pulmão -, não poderia estar nas melhores condições para competir à altura da sua dimensão. Hoje não o testou apenas. Atacou-o na última subida. Vingegaard respondeu. Rapidamente ganharam ambos vantagem sobre a concorrência, mesmo que Carapaz e Evenepoel se lhes viessesm a juntar na descida, a caminho da meta, e mostraram que estão à altura um do outro.


E os dois prontos para as curvas deste Tour. Com Pogacar já de amarelo!


 


 

É notícia

GP da Áustria: Russell herda vitória após Norris e Verstappen baterem no  fim | fórmula 1 | ge


Há uns anos não era notícia, agora é: a Mercedes ganhou!


Vinha de dois "pódios" consecutivos mas, ganhar um Grande Prémio- aquilo que há uns anos era comum, e que, já de forma esporádica, não acontecia há dois anos - é mesmo notícia. Aconteceu hoje, com a vitória de Russel na Áustria, a casa da Red Bull.


Mas só foi possível porque Verstappen e Norris, que disputavam a vitória palmo a palmo, deixando prever que a coisa iria acabar mal, a três voltas do fim eliminram-se mutuamente. Verstappen - já se sabe, não conhece limites  competitivos - abusou e travou Norris. Tocaram-se. O holandês campeão do mundo ficou apenas sem pneu traseiro direito, a tempo de ir às boxes substituí-lo e acabar em quinto. O britânico ficou pior, e já não saiu das boxes.


E, desta "guerra", saiu vencedor (que não "herdeiro") Russel. Que era então terceiro, mas ainda dentro da disputa. Piastri - esse sim, "herdeiro" de Norris, numa recuperação notável e na demonstração da força da Mclaren, foi segundo. E Sainz terceiro, a completar o pódio. Hamilton, a confirmar que a Mercedes já é a terceira potência da actual fórmula 1, atrás da Mclarem e da Red Bull. foi quarto.

Manuel Gargaleiro (1927-2024)

Manuel Cargaleiro, o mestre ceramista que viveu para dar cor à pintura -  Vida - SAPO 24


 


Partiu um MESTRE.

sábado, 29 de junho de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


A ministra das finanças não está nada preocupada com o BES.  Não tem consequência nas contas públicasPois, pois... O Tribunal Constitucional é que tem!


E ainda há tanto para contar...

sexta-feira, 28 de junho de 2024

Alarmes accionados no Partido Democrata

Presidential debate analysis: 4 takeaways from the Biden-Trump match-up :  NPR


Foi preciso o debate desta noite (madrugada em Portugal) para soarem os sinos no Partido Democrata americano. Só quando "viram as barbas a arder" perceberam o risco de ceder à insensata teimosia do Presidente Biden em levar para a frente uma recandidatura para que já não tem condições. Não sei se não é já tarde de mais, afinal estamos a apenas três meses das eleições na América.


Depois da fragilidade demonstrada por Biden, aproveitada até ao limite por Trump para acentuar a mentira e o populismo, aos democratas restam duas alternativas: conformarem-se com a entrega do poder a Trump, com tudo o que isso representa neste momento histórico; ou encontrarem rapidamente (a convenção de nomeação realiza-se Chicago, de 19 a 22 de Agosto) um candidato com capacidade e energia para se lhe opor.

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Euro 2024 - VI

Euro 2024: confira todos os jogos dos oitavos de final


Concluída a primeira fase do campeonato da Europa que se disputa na Alemanha, e apuradas as 16 selecções que seguem para os oitavos de final, ficam algumas indicações.


Algumas delas poderão vir a ser desmentidas na fase a eliminar, em que tudo se decide num só jogo - e num só jogo de futebol tudo pode sempre acontecer -  que vire tudo do avesso. Quem não se lembra do que aconteceu à selecção do Brasil - provavelmente a melhor equipa de sempre - no Mundial de 1982?


A primeira indicação é que, à excepção da Espanha - a única selecção 100% vitoriosa, a única que não sofreu qualquer golo, e que, à partida, não era incluída no grupo dos principais favoritos - ninguém apresentou um futebol francamente entusiasmante. A qualidade do futebol apresentado não passou da mediania, e daí que as selecções que melhor impressão deixaram tenham sido as que se revelaram mais bem organizadas. Ou trabalhadas.


Dessas, porém, apenas a Áustria atingiu um resultado surpreendente, ao ganhar o grupo D, à frente da super-favorita França. A Suíça, mercê do surpreendente empate com a Escócia, a que equipa que mais golos sofreu (7), acabou por se qualificar atrás da selecção da casa, a quem, no confronto directo, se superiorizou em tudo menos no resultado. 


A segunda é que todas as principais favoritas desiludiram. Desiludiu a Alemanha, mesmo que tenha sido a que mais golos (8) marcou, à conta da goleada à entrada, contra a Escócia.


Desiludiu a Inglaterra, recheada de jogadores que podem discutir a "bola de ouro", com apenas uma vitória, tangencial e pouco merecida sobre a Sérvia, e apenas dois golos marcados e um sofrido. Num grupo (C) onde a Dinamarca e a Eslovénia (próximo adversário da selecção portuguesa) empataram os três jogos (como Portugal, quando ganhou, em 2016), acabaram com os mesmos 3 pontos, e com os mesmos dois golos marcados e sofridos, acabando por ser um cartão amarelo, mostrado a um membro do staff esloveno, a fazer o desempate a favor dos nórdicos.


Desiludiu a França, a mais poderosa das selecções em competição, que em tudo imitou a Inglaterra. Apenas também ganhou um jogo e marcou dois golos. Sofreu também apenas um, mas simplesmente à conta da sua fortíssima defesa e do excelente Maignan, capaz de discutir com Donnarumma, Oblak e Mamardashvili (sim, o de ontem, da Geórgia) o título de melhor guarda-redes da Europa.


E, claro, desiludiu Portugal, mais uma vez incapaz de reflectir na selecção a qualidade individual dos seus jogadores. Não é muito difícil encontrar a justificação para esta crónica incapacidade. Não é preciso procurar muito para a encontrar nos poderes instalados. É fácil apontar os erros ao seleccionador - e são tantos - mas não são apenas os seus erros técnicos a condenar ao fracasso a melhor geração de sempre. Ele é escolhido para fazer assim, e assim manter os poderes instituídos!


Há outras selecções que também desiludiram, mas pela sua História. A Itália, campeã em título, pela qualidade que lhe falta na frente, não pode fazer muito mais. Parece até que Spalleti tem dificuldade em encontrar nesta geração de jogadores italianos a qualidade necessária para o futebol que tem na cabeça. A Bélgica já só tem De Bruyne e o jovem Doku. Ambos excelentes, mas apenas dois. E a Holanda - pronto: Países Baixos -, mais a mais desfalcada de Frenkie de Jong e De Ligt, também não mostrou ter por onde responder á sua História. 


Ainda assim apuraram-se as três, ao contrário da Croácia, em anunciado fim de ciclo (Modric), que não passou dos 2 pontos, dos empates com a Itália e a Albânia. A Itália em segundo, atrás (e muito) da Espanha. A Holanda em terceiro. E a Bélgica em segundo, num grupo (E) em que todos somaram os mesmos 4 pontos, acabando a Ucrânia no último lugar, e a Roménia no primeiro, por força da expressão do resultado (3-0 para os romenos) no primeiro jogo, entre si. 


Agora está tudo alinhado até à final. Em duas alas. Uma parece boa para a Inglaterra. A outra será o grande teste à Espanha. À nova e entusiasmante Espanha.


 


 


 


 


 


 

Pronto. Já está!

Negociadores de altos cargos da UE dão luz verde a António Costa para o  Conselho Europeu | Euronews


Pronto. Já está!


António Costa é oficialmente presidente do Conselho Europeu. Como sempre quis!


O Presidente Marcelo ameaçou-o quando o empossou para o terceiro, e último, governo: se for para Bruxelas, demito o governo e vamos para eleições. E a coisa ficou preta.


Ironicamente - há sempre ironia na História - o governo caiu pela própria demissão e fomos para eleições. Por outras e conhecidas razões. E a coisa voltou a ficar preta. Com a velocidade a que por cá corre a Justiça, seria difícil apagar a tempo o fogo em que António Costa ardia sem se ver.


O fogo é assunto de bombeiros, não da Justiça. E os bombeiros apareceram. Em força, e a tempo!


Parabéns senhor ex-primeiro-ministro. E boa sorte, porque o ordenado não é mau. E comparado com o do Presidente da República nem tem comparação...

quarta-feira, 26 de junho de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Quando o apuramento para o Brasil estava em dúvida – e isso aconteceu durante muito tempo, porque cedo a selecção começou a desperdiçar pontos e só tarde, no segundo jogo do paly-off na Suécia, o assegurou – toda a gente dizia que seria impensável um campeonato do mundo, no Brasil, sem a selecção portuguesa. Pelo peso que o futebol português (já ou ainda?) tem, por ser no Brasil, o romântico país irmão mas, acima de tudo, por Cristiano Ronaldo…


Hoje, com a selecção portuguesa já afastada, com um desempenho pior que medíocre, pode concluir-se que não faz lá falta nenhuma. Não faz, como não fez… Não acrescentou nada ao campeonato do mundo e retirou muito a si própria. E não só...


Diz-se hoje que a selecção veio de menos para mais, que fez o pior no primeiro jogo, na goleada da Alemanha. Que melhorou no segundo, no empate com os Estados Unidos, e que esteve finalmente bem no terceiro, da vitória magra e amarga contra o Gana. Não me parece, nunca me pareceu que tivesse sido isso o que se passou. Isso aconteceu apenas nos resultados, que são soberanos mas não são tudo. O pior dos três jogos foi o segundo, contra a selecção de um país que despreza tanto o futebol - e tantas outras coisas - que nem o trata pelo nome. Porque o primeiro tem um sem número de atenuantes: má preparação do jogo, adversário do melhor que há, influência decisiva da arbitragem, expulsão, com inferioridade numérica durante mais de dois terços do jogo, lesões... O segundo, não. Não tem nada disso, antes pelo contrário. Contra um adversário fraco - agora a cumprir um alto serviço ao país, dando-lhe a saber que existe algures, não sabem bem onde, um país chamado Bélgica -, e com vantagem no marcador logo aos cinco minutos, sem surpresas quanto ao estado físico, e de forma, pelo menos dos jogadores que já tinham sido utilizados e sem qualquer razão para facilitar na preparação do jogo, que depois do empate entre a Alemanha e o Gana era decisivo, a selecção portuguesa foi simplesmente cilindrada. Os americanos, que haviam ganho ao Gana simplesmente porque às vezes há milagres no futebol, que simplesmente tinham mostrado saber defender - coisa que hoje em dia qualquer equipa que não seja africana sabe fazer - logo que se viram a perder mandaram-se para cima dos portugueses. E foi um não mais parar de oportunidades, uma autêntica humilhação que só parou quando viraram o resultado. Um golo no quinto e último minuto de compensação, com que ninguém contava, salvou o resultado. Apenas isso!


No terceiro, com o Gana, Paulo Bento recorreu finalmente a outros jogadores. Também isso contribuiu para que fosse o mais bem conseguido, ou, talvez melhor, o menos mau. Mas, francamente, decisivos mesmo foram os problemas internos na selecção africana. Tivessem repetido as exibições dos dois jogos anteriores e teria sido mais um suplício. Como de resto se percebeu na breve e intermitente, mas também imediata reacção que tiveram ao golo alemão, no outro jogo.


Há muito que se percebia que era grande a probabilidade de ser assim. Porque já não temos grandes jogadores, porque se deixou de lado a formação, porque a base de recrutamento é pequena. Porque, tantas coisas que tanta gente diz...


E que são verdade, mas não são a verdade toda. Nem talvez a verdade que, agora, no imediato, mais interessa. 


Como já se percebeu, o jogo que, na minha opinião, mais marcou a eliminação foi o tal com os Estados Unidos. No texto que então aqui publiquei não me pareceu oportuno escrever tudo o que me ia na alma, e por isso ilustrei-o com um fotografia que hoje aqui repito. Ali estão Fernando Gomes, o líder da Federação, o seleccionador Paulo Bento e Cristiano Ronaldo, todos reunidos à volta do ícon. Parece-me simbólico. E sugestivo!


Porque a idolatria iconográfica à volta de Cristiano Ronaldo foi prejudicial. É estrategicamente inaceitável que domine, como dominou, a selecção nacional. E revela as fragilidades de liderança na Federação e na selecção. O mediatismo do craque português, a sua dimensão universal, e a sua condição de figura incontornável do showbiz internacional, não podem ser transferidos para o seio de uma equipa. Têm o seu espaço, mas é outro!


Mas o descalabro da selecção tem também a ver com o jogador fantástico que é Cristiano Ronaldo. E tudo começa por não perceber o papel da selecção nacional no seu sucesso desportivo. Talvez ainda seja um súper atleta, mas não é, nem nunca foi, um súper homem. E por isso não pode passar um ano de campeonato do mundo obcecado por recordes individuais. Tem que optar: ou abdica de um ou outro, ou abdica de aparecer em grande forma no maior palco do futebol mundial. Sabe-se qual é a escolha dos seus principais concorrentes!


Mas não se fica apenas por aí. Cristiano não foi apenas um jogador que chegou a este mundial em condições inaceitáveis para o seu estatuto. Falhou ainda, porque é o capitão, na liderança da equipa. Mostrou não ser o líder dentro do campo, não saber agarrar a equipa e impedi-la de se afundar. Mas também mostrou não o saber ser fora de campo, sendo o primeiro a atirar a toalha, a desvalorizar a equipa e os colegas. Mostrou-se acima de tudo e de todos, como nunca se lhe tinha visto. Falou quando não devia e calou-se deselegantemente quando devia falar. A cereja no topo deste bolo intragável surgiu quando, na qualidade de homem do jogo da despedida, apareceu na sala de imprensa para uma simples declaração, sem direito a perguntas mas, coisa estranha, com direito a exibir um boné de publicidade à sua própria marca.


Paulo Bento não fica mal na fotografia apenas pelas convocações, por contar sempre com os mesmos, independentemente do estado de forma e, até, dessa coisa nova que aprendemos nesta semana chamada índices de suspeição lesional. Não se percebe que, não havendo pontas de lança ou avançados-centro de qualidade minimamente aceitável, ele queime três lugares da convocatória com três specimens como os que levou. Nem se percebe a insistência até à exaustão em Veloso e Meireles. Mas, pior que tudo isso, foi deixar cair aquela imagem de impoluto. Deixa agora perceber que cede a interesses, sejam eles de jogadores, de directores ou de outros agentes que se movimentam no futebol profissional. Declarou-se responsável por tudo o que envolveu a preparação da selecção, mas não se vê como a estadia prolongada nos Estados Unidos não corresponda a cedência a interesses. Ou os treinos abertos no Brasil. Ou a súbita titularidade do Eduardo, retirada logo que arranjou novo contrato. Ou até a lesão de Rui Patrício, que mais não pareceu que uma encomenda de Alvalade, um pouco na linha das convocações, dos portistas Licá e Josué, no início da época, em contra-mão com o seu conservadorismo convocatório


Por último a estrutura federativa, personalizada no presidente Fernando Gomes. Em vez de uma estrutura profissioanlizada, com competências específicas para as diferentes valências do negócio, a Federação dedicou-se ao compadrio. A distribuir lugares como se de tachos de trate, seja para pagar favores seja para obedecer a lobbies


As caras da estrutura federativa são, para além do presidente, o vice Humberto Coelho e o director João Pinto. Sabe-se que o lobby dos jogadores de futebol reclama sempre protagonismo na organização do futebol português, mas a verdade é que raramente se lhe reconhecem atributos que lhes garantam especiais competências para o efeito. Lá está o João Pinto, sem que sequer se saiba o que lá anda a fazer. De quando em vez ouve-se, mas é para debitar lugares comuns que dizem nada, levando toda a gente a pensar que está lá porque tem uns problemas pessoais para resolver. Qualquer dia - se não chegou já - chega a vez do Vítor Baía...


Humberto Coelho foi um extraordinário jogador de futebol. Depois foi durante pouco tempo treinador de segunda linha e, de repente, chegou a seleccionador nacional. Teve a seu cargo o melhor conjunto de jogadores que Portugal já conheceu, e com eles, com pouco ou muito mérito, fez a melhor selecção nacional de sempre, que brilhou no euro-2000, na Holanda e na Bélgica. Depois, mais nada... E pelo discurso percebe-se mesmo que mais nada. Lugares comuns, nada mais... E quando sai daí é disparate, do grosso. Como se viu na conferência de imprensa desta semana, onde se percebeu que naquela estrutura não há liderança, nem estratégia, nem nada por onde alguma coisa dessas pudesse passar. Viu-se, sim, fazer o discurso da derrota, lavar os cestos - e alguma roupa suja - quando a vindima ainda prometia. 


A FPF está (mal) habituada às receitas da presença consecutiva nas fases finais das grandes competições permitida pela aposta na formação dos primeiros vinte dos últimos trinta anos. A actual direcção - e também a anterior - está sentada em cima de um saco de dinheiro, e acha que isso basta. Por isso não precisa de quem pense no futebol, até porque se alguém começar a fazê-lo vai dar-lhe cabo da tranquilidade. E isso é muito desconfortável!


 

Euro 2024 - V Portugal apoucado


Sem alma, sem chama e sem tino. Outra vez!


Um erro de António Silva - é assim que ficará para a História, se bem que o de Danilo tenha sido bem mais evidente - acabava o ponteiro dos segundos de dar a sua primeira volta, e o talento de Kvaratskhelia, a estrela da Geórgia que brilha no Nápoles, deixaram os georgianos na frente do marcador e confortáveis na sua estratégia, praticamente decalcada da da Chéquia, no primeiro jogo da selecção portuguesa. Como Roberto Martinez também decalcou as asneiras desse jogo, sem a sorte de então, a exibição e o resultado não poderiam ser diferentes do que foram esta noite em Gelsenkirschen.


Relativamente ao último jogo, com a Turquia, o seleccionador manteve apenas três jogadores: o guarda-redes, Diogo Costa, o trinco, Palhinha e o ponta de lança, Ronaldo. Este tem de jogar sempre. Mudou oito jogadores e mudou tudo, regressando aos três centrais, às invenções, com os laterais a jogar por dentro - desta vez foi com Dallot -, e aos jogadores fora das suas posições naturais, da falhada experiência com a Chéquia.


Mas conseguiu ainda fazer pior: juntar Palhinha aos três centrais.


Não. Não começou tudo no erro de António Silva. Começou antes. E não se esgotaram os erros nos de António Silva. Que cometeu outro, no início da segunda parte, que deu num penálti, e no segundo golo da Geórgia. Que, na estreia num Europeu, conseguiu o apuramento para os oitavos de final, pondo de fora a Hungria (com que já contávamos para os oitavos de final) e deixando-nos a Eslovénia pela frente.


Começou na mediocridade de Martinez. Que não é de agora, e que só por milagre melhorará.


A partir do segundo golo - no penálti convertido por Mikautadze, que é por esta altura, com três golos, o melhor marcador da competição -, ainda nos primeiros 10 minutos da segunda parte, esteve sempre mais iminente o terceiro da Geórgia que o ponto de honra da selecção portuguesa.


É verdade que a arbitragem - talvez a pior de toda esta fase de grupos - não ajudou nada. Nem, ao contrário daquilo a que nos estávamos a habituar, a sorte. Mas não é menos verdade que a selecção portuguesa não mereceu melhor que o enxovalho de uma derrota clara perante um adversário que ocupa a 74ª posição do ranking mundial.


Seguem-se os oitavos de final. Onde há gente que não merecia lá estar. Por exemplo a Inglaterra, a maior decepção no que à qualidade de jogo diz respeito, e a Itália. Mas onde estão a Suíça, a Áustria, a Eslovénia e a Dinamarca, as equipas mais bem trabalhadas. A Espanha é de outro campeonato.


Voltou, doze anos depois, a ser a selecção mais completa da Europa. Agora num registo completamente novo, sem o velho - e às vezes entediante - tiki-taka.


 

terça-feira, 25 de junho de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Este PSD actual tornou-se num partido singular: tem sempre uma proposta chocante à mão... mas nunca dá a cara por ela. Tem sempre uma JSD ou um PSD Madeira para esse papel. Reconhecem pelo menos que esses já perderam a vergonha. Mas que também já ninguém os leva a sério...


Não havia necessidade...

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Nem só de lavar roupa suja vive a disputa interna do PS. Nem só de insultos e golpes baixos. Nem só de basófia e oportunismo…


No meio disto tudo era preciso que alguém dissesse o que disseram alguns militantes socialistas. Da forma que o fizeram, ou doutra qualquer, mas sem permitir que fique debaixo do tapete aquilo que lá não pode ficar. Sem lavar o que não pode ser lavado. Com os esqueletos todos fora do armário...


E para que não mudem só as moscas, é tão mais importante o que for dito quanto menos importantes forem os que o dizem...

Nós por cá

Tuguices


(Foto daqui)


Na Madeira vamos tendo um governo sem programa, sem orçamento, mas com um chefe inamovível. Por cá, pelo continente, André Ventura não tem vergonha nenhuma da forma como "inquiriu" (na Comissão Parlamentar de Inquérito) a mãe das gémeas brasileiras. Marques Mendes diz que o "Dr Nuno", ao não dizer nada, continua a criar problemas ao pai, Marcelo. Que, nada mais dizendo disso, diz que as "poucas vergonhas" das escutas, e das violações do segredo de justiça, serão resolvidas com a reforma da Justiça, remetendo uma questão de "simples vergonha" para as calendas das reformas. Já não se adiam reformas, adiam-se os problemas de simples aplicação da lei para as sempre inexecuíveis reformas.


E Cristiano Ronaldo continua a dividir. E a extremar, com "haters" de um lado e, do outro, os "haters dos "haters". 


Nem sei quem é mais extremista. Para os "haters dos haters" já vale tudo: um passe - uma assistência, a quinta em seis participações, que iguala o record de Poborsky, numa única - uma carícia numa criança, ou a recepção a invasões de campo para a selfie a preceito. Para os "haters" o passe só aconteceu por ter pensado que estava fora de jogo, e tanta invasão de campo, num território de competência como o alemão, só pode ser manobra da toda poderosa "Nike", o patrocinador da selecção alemã, da portuguesa ... e de Cristiano Ronaldo.


É assim. E somos assim ...

domingo, 23 de junho de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Não é só a malta da selecção que desatou a dizer coisas estranhas... O Ricardo Salgado também diz umas coisas assim: Que está assegurada a transição interageracional.  E que "no limiar de cumprir 70 anos", decidiu "que era chegado o momento de passar o testemunho da liderança executiva do BES"... 


Pois decidiu,decidiu... É que os outros, lá no Brasil, têm desculpa. Diz que estão apanhados pelo clima...

sábado, 22 de junho de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Se existia alguma dúvida que a selecção portuguesa não se apresentou no Brasil minimamente preparada para este mundial, perdeu-se logo na primeira parte deste jogo com a selecção americana.


Deixemos de lado as difíceis condições climatéricas, porque são iguais para ambos, e porque não são novidade nenhuma. Por muito que as notícias dos portugueses de quinhentos sobre as condições climatéricas que lá encontraram pudessem não ser as mais correctas, há muito tempo que são conhecidas. E não consta que se tenham alterado recentemente!


Limitemo-nos pois apenas ao que foi a exibição portuguesa. E juntemo-la à de segunda-feira, contra a Alemanha!


Pela constituição da equipa inicial percebia-se que, para Paulo Bento, não se havia passado nada no jogo da Alemanha. Não mexeu se não no que foi obrigado pelas lesões de Coentrão e Hugo Almeida, e pelo castigo de Pepe. Rui Patrício é outra história, mas fica para outra vez…


Estava portanto tudo bem, não havia necessidade de nada alterar. E por isso nada se alterou, e nem mesmo a vantagem – com um golo mais oferecido que construído – alcançada logo aos cinco minutos de jogo, permitiu à equipa controlar o jogo e superiorizar-se ao adversário mais fraco do grupo.


As lesões musculares repetiram-se, duas em cada jogo. A Hugo Almeida e Fábio Coentão, juntaram-se Postiga e André Almeida… Como se repetiu o desacerto da defesa. E do meio campo. E do ataque. Mas tudo estava bem…


Parece aliás que para Paulo Bento tudo está bem, mesmo que acabe mal! Mesmo que se esteja perante a mais desastrada participação portuguesa numa fase final de um mundial. Pior que no México. Só que em 1986 Portugal estava a regressar a um mundial vinte anos depois. Não tinha qualquer prestígio a defender, não era a terceira ou a quarta selecção do ranking da FIFA, seja lá isso o que for e venha lá de onde vier. E não tinha o melhor do mundo!

Euro 2024 - IV Portugal apurado

Portugal 3-0 Turquia: Calculadora? Não, obrigado - Euro - SAPO Desporto


A selecção nacional ganhou, de forma clara e inequívoca, à Turquia - o único adversário que remotamente lhe poderia questionar o primeiro lugar no grupo F - no segundo jogo neste Euro 2024, e assegurou, desde logo, não só o apuramento para os oitavos de final da competição, mas mesmo o primeiro lugar do grupo. Com toda a importância que isso tem.


Nem a vitória clara perante o principal adversário no grupo, nem o que ela garantiu, constituem razões para qualquer euforia. Menos, ainda, para vermos profissionais da comunicação social a classificar a exibição da selecção de perfeita. Ou, no mínimo, a "roçar a perfeição", como bastas vezes ouvimos.


Não. Foi apenas um jogo em que tudo correu bem. Tudo correu pelo melhor que podia correr. De tal forma que tudo o que havia na equipa para correr mal, e era muito, acabou por ficar escondido.


Em futebol, coeficientes de eficácia (rácio entre oportunidades de golo criadas e golos marcados) entre os 30 e os 50% são normalmente considerados elevados, e só ao alcance ou das grandes equipas, ou do aleatório factor sorte.


Pois, na primeira parte deste segundo jogo da selecção nacional no Euro 2024, com a Turquia,  a equipa portuguesa teve um coeficiente de eficácia de 200%. Nem mais - criou uma oportunidade para marcar, e obteve dois golos. 


Mais: em quatro golos, em jogo e meio, de que a selecção usufruiu, dois (50%) foram marcados pelo próprio adversário.


Basta ter isto para esconder tudo. Incluindo, mais uma vez, a falta de concretização do talento destes jogadores. 


O segundo golo, mais ainda pela forma como aconteceu - um desentendimento entre Cancelo e Ronaldo (que, como é habitual, ficou a protestar, quando tinha sido ele próprio a falhar a desmarcação) deixou a bola num defesa turco que, com toda a tranquilidade, sem pressão de lado nenhum, resolve atirar a bola para dentro da sua própria baliza -, deixou a selecção da Turquia derrotada. A partir daí, com um mínimo de talento à solta, a equipa portuguesa tinha todas as condições para golear.


Não o fez apenas porque voltou a faltar esse talento. Vitinha foi "great again", mas foi Bernardo "the best". Bruno Fernandes continua longe daquilo que é capaz, tal como Rafael Leão. E Cristiano Ronaldo só para o selecionador - e para grande parte do público da selecção, que continua a idolatrá-lo - justifica estar na equipa. Está diferente - é certo - de há uns tempos. Antes, o terceiro golo da selecção portuguesa era impossível. Nunca Ronaldo, independentemente da probabilidade de sucesso, deixaria de rematar. Nunca escolheria passar a bola para o golo certo de Bruno Fernandes. 


Com tanta gente fora do seu melhor, e tantos dos melhores fora da equipa, a selecção garantiu a qualificação e o primeiro lugar no grupo (também era só o que faltava, não o fazer num grupo destes!). Mas não se deve enfiar a cabeça na areia. Houve sorte a mais, e talento e futebol a menos!


E não me venham contar "estórias" dos tempos em que, nesta altura da competição, andávamos de credo na boca e calculadora nas mãos!

sexta-feira, 21 de junho de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Rui Costa venceu pela terceira vez consecutiva a Volta à Suiça. Mais do que um feito... é um feito inédito!

A praga da bisbilhotice

Manifesto dos 50+50 exige explicações à PGR sobre divulgação de escuta de  Galamba e Costa - Expresso


Poderemos até conceder que, sem meios - entre eles competência nos seus recursos humanos -, o Ministério Público reduza os seus processos de investigação a escutas telefónicas. Quem não consegue investigar segue pelo caminho da bisbilhotice. Não é assim que se faz Justiça, mas é assim que por cá se faz tudo.


Não dá é para conceder que essas escutas surjam a público nas televisões e nos jornais. Se as escutas divulgadas tiverem conteúdo probatório relevante, é um problema de funcionamento da Justiça. Porque não é à opinião pública que cabe fazer o julgamento judicial. Quando são divulgadas publicamente conversas absolutamente marginais ao que está em "investigação" temos um problema grave no regime. São as instituições a alimentar a velha prática bisbilhoteira que faz de Portugal um país eternamente atrasado.

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Não foi só em Espanha que, ontem, um rei abdicou. Também em Portugal o rei abdicou!


A diferença é que, em Espanha, rei abdicado – não é morto, com a natural satisfação do próprio – rei posto. Ricardo Salgado reinou em Portugal durante as duas últimas décadas, com bem mais poder que Juan Carlos, em Espanha. Foi o homem mais poderoso do nosso país, coisa que o monarca espanhol esteve longe de ser no seu…


 E enquanto o espanhol entregava a coroa ao seu filho herdeiro, o reinado do português pode ter morrido com ele. Não tanto por falta de sucessor, mesmo que um sucessor imposto, a abrir outra dinastia no reino do divino Espírito Santo, mas porque toda a idoneidade da divindade se afundou com ele.


Ao contrário dali ao lado, aqui, as caçadas, os golpes e as traições impediram a assinatura do decreto de sucessão. O Banco de Portugal não aceitou o papel a que vezes de mais se tem prestado – assinar por baixo!


Não falta agora apenas saber quem sucederá a Ricardo Salgado. Falta acima de tudo saber se, não se tendo salvo a si próprio, salvou pelo menos o banco. Tudo o resto que possa faltar ainda saber interessará porventura às revistas cor-de-rosa. E – como diz a outra – isso agora não interessa nada!

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Feito lerdinho, o governo entendeu a aclaração que o Tibunal Constitucional não fez. Feito lerdinho, disse que quem recebeu, recebeu. Se recebeu menos, paciência... Afinal é mesmo isso que se pretende!


O governo não é só lerdinho. É também chico esperto... Aproveitou bem a abébia do Tribunal Constitucional, dispensando-o da rectroactividade. É no que dá a inconstiucuinalidade com prazo. E a ingratidão!

terça-feira, 18 de junho de 2024

Euro 2024 - III


Ao quinto dia do Campeonato da Europa chegou a vez do Grupo F, o de Portugal. Abriu com o Turquia - Geórgia, que os turcos, com muita sorte, ganharam por 3-1.


Depois veio a estreia da selecção nacional, com a Chéquia. E foi uma desilusão!


À selecção faltou tudo. E faltou aquilo que - dizem - tem para dar e vender: talento. Contra a mais fraca equipa do grupo - e, pelo que se pôde ver até agora, a mais fraca da competição depois da Escócia - a selecção nacional só não perdeu porque os jogadores checos (ou será chéquios?) fizeram-nos o que os nossos nunca conseguiram: o golo do empate, e a assistência para o da vitória, de Francisco Conceição (entrado ao minuto 90, com Pedro Neto, que fez a "pré-assistência"), já na "compensação".


À excepção esses dois decisivos momentos de ajuda checa a selecção foi os equívocos de Roberto Martinez, e foi Vitinha. Apenas Vitinha se salvou da confusão que o seleccionador lançou na equipa, incapaz de jogar outro futebol que não aquele de duas velocidades (parado e devagar), de passe para o lado, e para trás.


Frente a uma equipa que só defendeu, a selecção passou o tempo a andar por ali com a bola, incapaz de um passe de ruptura, de um lance bola parada minimamente preparado, de um cruzamento com nexo. Na primeira vez que os checos chegaram à área portuguesa, e remataram à baliza, marcaram. Para trás tinha tinha ficado mais de uma hora de jogo naquilo. Para a frente restou meia hora do mesmo, dividida em duas partes: uma primeira, de 7 minutos, até que o amigo Hranac metesse a bola na sua baliza, e uma segunda de 23 minutos, como se o golo do empate não tivesse existido.


Se é isto que, com estes jogadores, Roberto Martinez tem para mostrar, ninguém consegue perceber donde é que vem essa ideia de Portugal ser candidato a ganhar este Europeu.


 


 

Há 10 anos

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O governo pediu ao Tribunal Constitucional – de resto, e bem vistas as coisas, continua a pedir – que lhe explicasse muito bem explicadinho, como se fosse assim para o lerdinho, o que é havia de fazer. Chamou-lhe pedido de aclaração, mesmo que toda a gente tivesse vindo explicar-lhe que não podia ser. Que o governo – lui même – tinha acabado com isso…


Daí o lerdinho!


E para lerdinho, nada como a resposta do Tribunal Constitucional : “Não cabe ao Tribunal Constitucional esclarecer outros órgãos de soberania sobre os termos em que estes devem exercer as suas competências no plano administrativo ou legislativo.” Por unanimidade!


O lerdinho já veio dizer que ficou esclarecido...

segunda-feira, 17 de junho de 2024

Euro 2024 - II

Mbappe: “PSG told me with violence that I was not going to play again this  season” - Managing Madrid


No "pré-match" da estreia da França neste Euro 24, Mbappé decidiu não falar de futebol. Não falou do jogo, sobre o qual era suposto que dissesse aquelas banalidades que é costume os jogadores dizerem naquelas circunstâncias.


Falou - e bem - do país que representa, e do que lá se passa. E irá passar, com eleições (primeira volta) no fim deste mês, bem antes de ele, e os seus colegas, regressarem a casa. Falou dos valores que estão em risco, e apelou ao voto dos da sua geração para os defender. Falou do respeito e da tolerância que sabe estarem em causa com a vitória da extrema-direita que as sondagens anunciam. Como já tinham falado Marcus Thuram e Dembelé.


A UEFA não gostou. Não gosta desta coisas. Nem gosta que as estrelas do futebol se envolvam em assuntos para que não são chamados. Acha que lhes deve bastar que ganhem muito dinheiro. 


Não surpreende. Quem conhece as linhas com que se cosem as altas estruturas do futebol sabe que é assim. O que surpreende é que no seu próprio país tenha havido muita gente a não gostar. 


Já por cá, a preocupação da rapaziada que ganha a vida a comentar estas coisas da bola era a medida em que aquilo prejudicava a concentração da equipa.


Já devem estar descansados. Os franceses nunca se desconcentraram e ganharam, com um auto-golo austríaco. Mbappé partiu o nariz, e poderá vir a ficar de fora do(s) próximo(s) jogo(s). Nada que lhe retire o estatuto de principais favoritos. 


Com aqueles jogadores nem precisam de treinador. Ao contrário dos ingleses. E se calhar também dos portugueses, logo veremos. Que selecções seriam estas duas nas mãos do suíço Murat Yakin, ou do alemão Ralf Rangnick, que já mostraram que fazem da selecções que treinam (Suíça e Áustria) equipas de futebol de autor?

Há 10 anos

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António Costa não alinha nisso dos debates televisivos, o que até já levou gente de Seguro a avançar com uma petição pública...


Percebe-se tão bem que o António Costa não queira dar para esse peditório, como se percebe os que o fazem. E ao perceber isso, percebe-se quem é quem…


O que não se percebe é por que raio aceita que figurinhas secundárias – e terciárias e quaternárias… – se prestem ao que ele próprio recusa… E que não perceba que o resultado é o mesmo, como se vai vendo pelos tristes espectáculos que vão deixando por essas televisões fora!

domingo, 16 de junho de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Enquanto grande parte de nós anda entretida com o mundial do Brasil, hoje ainda mais, com a entrada em campo da selecção nacional; enquanto o PS arranjou maneira de andar entretido – e de entreter muita gente – da Primavera até ao Outono, há um país que sofre. Há portugueses que desistem porque é a crise que resiste. Porque essa não desiste… Não se cansa de desmentir um governo que, mesmo em choque diário com a realidade, vive dias tranquilos a caminho das férias. Em paz, mesmo que numa muito estranha paz… 


Paradigmático, as capas das jóias da coroa da Global Notícias. São mais 150 mil famílias lançadas ao desepero, na mesma capa, no mesmo contraste com a mesma fotografia...  Que, se calhar, quer dizer que bem pode mandar mais 160 jornalistas para a rua...

sábado, 15 de junho de 2024

A falta de referências da Imprensa de referência

Reportagem na Suíça: “Estas pessoas têm a sensação de estar a salvar  Portugal” - Expresso


É na Suíça que o Chega atinge a sua maior expressão eleitoral, tendo sido o partido mais votado nos dois actos eleitorais. Nas legislativas, de 10 de Março, e agora, nas europeias.


O Expresso deste fim-de-semana - no contexto das visitas do Presidente da República e do Primeiro-Ministro ao país, e à comunidade portuguesa que lá vive, a propósito das comemorações do 10 de Junho - publica uma reportagem que pretende dar conta das motivações para aquele sentido de voto.


Entre as diversas justificações apresentadas, umas simplesmente muito "tugas", outras de evidente permeabilidade ao discurso populista, há uma que saliento. O entrevistado é apenas apresentado por António, e explica que as pessoas não votaram em André Ventura por todas aceitarem as suas ideias, mas por nele encontrarem "um refúgio" para a sua revolta. "As pessoas estão revoltadas" - rematou!


Não explicou por quê. Nem isso lhe foi perguntado. Mas é a própria autoria da reportagem a avançar que a "perceção de insegurança, as medidas da habitação do Governo anterior e as dificuldades no Serviço Nacional de Saúde" são os principais motivos da revolta.


Não quero concluir que os principais motivos da revolta que leva os emigrantes na Suíça a votarem no Chega tenham sido dados pelos autores da reportagem. Da sua conta e risco. Mas faz alguma espécie que os emigrantes na Suíça, que por lá têm vida organizada - supõe-se que bem - sintam por lá a insegurança, as dificuldades de habitação, ou as do Serviço Nacional de Saúde, em Portugal. Onde não vivem. E faz-me mais ainda que as sintam tão intensamente que lhes provoquem a tamanha revolta que só afogam no voto no Chega.


Mas não posso deixar de concluir que é com reportagens destas, tratadas e divulgadas desta forma, que a imprensa dita de referência vai normalizando e alimentando o Chega.


 


 

sexta-feira, 14 de junho de 2024

Euro 2024 - I

Euro 2024: Alemanha vence a Escócia no jogo de abertura - SIC Notícias


Aí está o Euro 2024. Da Alemanha.


Começou em Munique, com o Alemanha - Escócia, que acabou há momentos, com 5-1 para os alemães. 


É certo que a Escócia não revelou capacidade para servir de teste (ainda por cima a jogar com dez desde o fim da primeira parte) a esta selecção alemã. Que já é de Musiala e Wirtz, mas é ainda é de Kroos (em despedida), Gundogan (dois maestros em campo), Kimmich e Neuer. 


Grandes nomes, a que Nagelsmann acrescenta ambição e ... futebol. Vai ser interessante acompanhar esta selecção alemã. É bem capaz de ressuscitar a velha profecia de Gary Lineker, que o próprio já dera por morta!


 


 

É obra

Ministra da Saúde aceita demissão do diretor-executivo do SNS


O Conselho de Ministro aprovou hoje o decreto de nomeação de António Gandra d’Almeida como o director executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), lugar que era ocupado por Fernando Araújo.


As danças de cadeiras são sempre as primeiras grandes medidas dos governos. Esta, em particular, começou a produzir resultados ainda de ser sentada, e até antes de ser oficialmente nomeado o novo ocupante. 


Quando apresentou o Plano de Emergência para a Saúde, no final de Maio, o Governo dissera que havia 9.374 doentes oncológicos fora do Tempo Máximo de Resposta Garantido (TMRG). Anteontem, a direcção executiva do SNS desmentiu aquele número, e informou que eram 2.300. Menos de um quarto!.


Confrontada no Parlamento com este desmentido, a ministra Ana Paula Martins reconheceu o erro mas não lhe deu importância nenhuma. É que - "explicou" - os números divulgados pelo governo justificam-se pelo facto de o Executivo entender que não pode haver um único destes doentes fora do TMRG.


Entende o governo, e entendemos todos nós. O que não entendemos é por que tinha de (se) enganar multiplicando por mais de 4 um número que já era esmagador. Com um esforçozinho percebemos que era para o baixar para um quarto ainda antes do "seu homem do leme" tomar posse.


Isto é que é obra!


 


 

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Um "problemita"

Página oficial do Governo recupera anterior logótipo


O famoso logótipo que o Governo de António Costa encomendara ao atelier de Eduardo Aires -  e que Luís Montenegro, como primeira medida do governo retirou,  não lhe permitindo mais que seis meses de vida, para repor as quinas e os castelos,  - no espaço de um mês arrecadou dois prémios


Quando, ontem, se voltou a ver na página oficial do governo, pensou-se que, fosse por tanto prémio, ou por tanto entusiasmo no apoio à candidatura de António Costa à Presidência do Conselho Europeu, Montenegro tivesse decidido repo-lo.


Afinal não!


Soube-se por uma assessora do primeiro-ministro que não. Que foi apenas uma alteração temporária devido a “um problemita”, tendo já tudo “regressado ao normal”.

quarta-feira, 12 de junho de 2024

Françoise Hardy (1944-2024)

O legado de estilo de Françoise Hardy - ELLE Brasil


Foi um ícone da cultura pop e do "yé-yé". Irreverente e bela, a cantora francesa fez as delícias da minha juventude.


"Tous Les Garçons et les Filles" envelhecem e morrem. Françoise Hardy partiu, aos 80 anos.

terça-feira, 11 de junho de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


A ministra das finanças lá decidiu prescindir da última tranche do empréstimo da troika, no caso do FMI.


Não podia fazer outra coisa, com acesso a taxas de juro no mercado mais baixas, como já aqui se dissera. Não havia necessidade era de baralhar tudo para continuar a absurda cruzada contra o Tribunal Constitucional. De justificar a decisão com a falta de tempo para apresentar novas medidas e a necessária reabertura do programa, com o objectivo único de confundir a opinião pública.


A verdade é que mais uma vez a decisão do Tribunal Constitucional veio favorecer o país… Os funcionários públicos é que não ganharam muito com isso, nem tempo tiveram para esfregar as mãos. Aqui já foi baralhar para dar de novo!

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


À medida que a constituição da equipa se aproxima do onze base, sobe a qualidade do jogo da selecção nacional. Esta madrugada, frente à Irlanda – sim, o mais fraco dos três adversários desta fase final da preparação para o Brasil – com uma equipa já muito próxima da que será titular frente à Alemanha, com Cristiano Ronaldo já integrado, a selecção mostrou colectivo e mostrou qualidade.


A partir de agora é a sério, já não há tempo para mais experiências!


Estes três jogos de preparação deixaram a ideia de uma defesa a bom nível. Ainda sem Pepe – jogou os primeiros, mas bem poucos, minutos neste último jogo e não deu para tirar conclusões – mas sempre muito bem, com os três centrais utilizados (Ricardo Costa, Bruno Alves e Luís Neto) a darem boa conta do recado. Os laterais mais utilizados foram os polivalentes benfiquistas Ruben Amorim – fantástico na primeira parte do jogo desta madrugada – e André Almeida, sempre em bom nível. São no entanto lugares destinados ao João Pereira, que apenas jogou no primeiro, contra a Grécia, e ao Fábio Coentrão, que esteve a excelente nível, e até com um golo, neste último jogo.


Dos guarda-redes foi o Eduardo quem mais deu nas vistas, pelo que fez contra o México. Dispensado do Braga, precisava de espaço para brilhar na selecção para que pudesse tratar da sua vida. O Paulo Bento foi amigo – só lhe fica bem – o Eduardo respondeu à altura mas, assinado contrato lá para a Croácia, a baliza foi definitivamente entregue ao Rui Patrício.


No meio campo, regressado Raul Meireles e com o João Moutinho a subir de produção, fica um lugar em aberto. Cada vez menos ao alcance de William Carvalho – o jogador do sector que mais desiludiu – e cada vez mais seguro pelo Miguel Veloso. Mesmo que Rúben Amorim mostre, como tem mostrado, que tem futebol dos pés à cabeça!


Na frente, assim o permita o tal rotuliano, com o melhor do mundo e com o Nani já perto do seu melhor nível, como mostrou neste último jogo, permanece em aberto o lugar do meio. Parece-me que desta vez não há quem valha ao Postiga, mesmo que nenhum dos outros dois convença ninguém. O Éder movimenta-se bem, mas isso só importa de tiver consequências. E não tem tido. O Hugo Almeida terá até sido o menos mau de todos. Esteve até bem durante quase toda a primeira parte deste último jogo e marcou dois golos. Depois desapareceu e não se deu mais por ele.   


É sem dúvida a posição mais frágil da selecção. Se procurássemos numa lista dos cinquenta melhores “nove” do mundo não encontraríamos lá nenhum português. Simplesmente porque um rapazito chamado Nelson Oliveira resolveu não ter juízo!

Quinta Emenda -14 anos!

Desenho de 14 anos pintado e colorido por Usuário não registrado o dia 11  de Dezembro do 2015


Foi há 14 anos, neste dia 11 de Junho, que o Quinta Emenda surgiu na blogosfera. Catorze anos é muito tempo!


Para um blogue é mesmo muito tempo. Mais, muito mais, do que imaginaria à partida. 


Mas por cá vamos continuando, enquanto para tanto houver condições... Ferroada aqui, bicada ali. Umas vezes mais a sério, outras mais a brincar. 


Para os leitores, dos mais fiéis aos mais esporádicos, o nosso obrigado. 

segunda-feira, 10 de junho de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Aos funcionários públicos que ganham a partir dos 1.500 euros - 400 mil, segundo o JN - nem vai dar para tomar o gosto do chumbo do Tribunal Constitucional. Em Junho não lhe vêm a cor… por razões técnicas… Cheiram-no em Julho, mas em Agosto lá se vai. De vez!


De vez, não – diz a ministra das finanças. Como prometido – e como se sabe para este governo o prometido é devido, pelo menos em ano de eleições – para o ano o governo repõe 20% do que agora volta a tirar. Depois logo se vê… Se volta a haver eleições ou se lá para 2019 a economia se passa dos carretos e desata a crescer à maluca


Engraçado é chamar-lhe regresso: "Cortes salariais regressam para 400 mil". Em vez do "vou só ali e venho já" é "nem saio daqui, já regressei ". Ou, como se diz do coelho: é tão bom, não foi?

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Chilique, sulipampa, indisposição ou reacção vagal, chame-se-lhe o que se quiser. Não importa o nome, importa é o efeito. Remédio santo - não há melhor para trocar as voltas à popularidade, afastar apupos e atrair aplausos!


Viva o 10 de Junho. Venham daí as condecorações! 

"Poucochinhas obras valerosoas"

Pedro Nuno Santos: “O PS é hoje a primeira força política em Portugal” –  Observador


Ao contrário de "há 10 anos", a vitória "por poucochinho" do PS nestas europeias fortalece-lhe a cúpula. Desta vez, ao contrário de António José Seguro há 10 anos, Pedro Nuno Santos (PNS) pode clamar vitória. 


Claro que exagerou a fazê-lo - bem mais que Marta Temido, o rosto da vitória - mas sabemos que é sempre assim. Quem ganha, ganha. Mesmo que por "poucochinho". Foi assim nas Legislativas, há três meses, quando Montenegro por "um poucochinho", à luz da participação eleitoral - a abstenção nestas Europeias, ainda que inferior às anteriores e a mais baixa dos últimos 20 anos (graças ao novo instrumento do voto em mobilidade, que se saúda), foi superior a 63% - ainda mais  "poucochinho", ganhou. E voltou ontem a ser assim, numa espécie de desforra.


Quem perde por "poucochinho" não deixa de perder, mas quase não conta. Viu-se como quase não contou para PNS há três meses, saindo cheio de vigor para fazer oposição. E voltou a ver-se com Montenegro a sair cheio de vigor para ... continuar a governar. E abrir as portas do futuro político de Sebastião Bogalho, o rosto da derrota que foi só e apenas rosto.


De resto, estas foram as eleições do "poucochinho".


Foi também por "poucochinho" que o Chega segurou o terceiro lugar no campeonato partidário nacional, no "trambolhão" de 800 mil votos que levou das legislativas de 10 de Março para ontem. Com a IL à perna, e com os mesmos dois deputados eleitos.


Que o Chega perdeu - e com força -, não há dúvidas. Se alguma houvesse ter-se-ia dissipado no final da noite, quando André Ventura empurrou o pobre Tânger Corrêa para a frente das câmaras e microfones.


A IL ganhou, é reconhecido por unanimidade. Mas, ao contrário de PNS, Rui Rocha não tem grandes razões para cantar vitória. E se calhar foi por isso que não cantou. Menos ainda para estar descansado. É que não só ficou demonstrado que este resultado é de Cotrim de Figueiredo, como ficou claro que há anos-luz a separar a capacidade de liderança e mobilização de um, do outro. 


Foi também "poucochinho" o que separou a votação dos partidos da esquerda. O BE teve mais uns "pozinhos" que a anacrónica CDU, e esta, ao contrário de todas as sondagens, mais uns que o Livre. Que, ao contrário dos doutros dois - o BE elegeu Catarina Martins e, a CDU, João Oliveira, perdendo ambos um dos dois deputados que antes tinham no Parlamento Europeu - não conseguiu eleger o cabeça de lista, Francisco Paupério, a "vedeta" da campanha eleitoral que foi perdendo gás, depois de esbatido o efeito-surpresa.


Também aqui, no fundo da tabela deste campeonato, os líderes saem em perda para os cabeças de lista apresentados. Catarina Martins está muitos furos acima de Mariana Mortágua, como João Oliveira está de Paulo Raimundo, por mais impossível que seja a sua missão. Também Rui Tavares saiu a perder para Francisco Paupério. Começou a perder logo no processo de escolha do candidato, continuou a perder quando apenas se colou a ele quando percebeu que estava a ter sucesso. E, definitivamente, perdeu para Paupério na imagem de transparência, coerência e humildade.


Anunciar, como Rui Tavares fez às 8:30 da noite, a eleição do deputado do Livre, e a vitória por essa Europa fora que, de todo, não lhe pertencia foi, mais que um tiro no pé, o sinal de desnorte do "homem só" do Livre nestas eleições. Do céu ao inferno apenas em três meses. Não se ouvindo o estrondo da queda de André Ventura, ela não foi menor.


Quem ganhou sem ter sequer aparecido foi António Costa. Como há dez anos!


Nesta conjugação de factores, com Ven der Leyen praticamente a assegurar a recondução na presidência da Comissão Europeia, António Costa está agora mais perto da ambicionada presidência do Conselho Europeu.


E foram assim estas eleições europeias n´"esta que é a ditosa pátria minha amada". Que Camões, hoje celebrado, cantou "espalhando por toda a parte, com engenho e arte, as obras valerosas daqueles que se vão da lei da morte libertando". 


Que hoje já não são assim tantas. Nem tantos!

domingo, 9 de junho de 2024

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Já não bastava tudo o que se tem passado à volta das eleições para a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a mostrar a verdadeira face do dirigismo do futebol em Portugal. Não bastava o discurso do presidente do Sporting. A figura do presidente do Vitória de Guimarães e a do Nacional. De cada um e de ambos em simultâneo. Para não falar do triste espectáculo de uma figura da magistratura e outra da política, qual delas a mais triste, a mostrar que quando os dirigentes do futebol estão atolados na lama há sempre quem, de fora, sirva para ... trazer mais lama ainda. Nem da falta de transparência dos três grandes, sem excepção!


Não bastava tudo isto, era ainda preciso que, das quatro candidaturas, apenas a do anterior presidente, apresentada em última hora, fosse regular. Uma coisa é certa, goste-se ou não - e poucos gostam - Mário Figueiredo confirma que o último a rir é o que ri melhor. Só não ri sozinho porque seremos certamente muitos a rir de Fernando Seara. E de Rui Rangel. E de Júlio Mendes. E de Rui Alves. E de Pinto da Costa. E de ... Luís Filipe Vieira!


E, claro, o Bruno de Carvalho acaba por também se partir a rir...


Desta gente, que pelo tacho faz tudo, não se pode esperar mais nada. Nem que tenha o mínimo de vergonha para manter agora algum recato!

sábado, 8 de junho de 2024

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Nunca se mentiu tanto em Portugal, nunca nenhum outro governo manipulou tanto a realidade, nunca em Portugal um primeiro-ministro foi tão pouco sério… E não sou dos que têm memória curta, lembro-me bem de Sócrates, mesmo que muitos já o tenham esquecido e outros o queiram fazer esquecer.


Passos Coelho mente a propósito de tudo. Pensões, salários, impostos… Tudo lhe serve para a pantominice!


Então este último acórdão do Tribunal Constitucional (TC) é um filão inesgotável. A trapalhada faz parte integrante da pantominice e hoje, em plena Feita Nacional da Agricultura, em Santarém, as trapalhadas sobre o noticiado pedido de extensão do programa de resgate ao FMI eram pegadas que nem cerejas. Que não, que simplesmente o Tribunal Constitucional não esperou que o FMI fechasse o programa...


- Mas o programa de assistência não está fechado? - Perguntavam os – que eram as – jornalistas. Que sim, “minha senhora” – sempre a minha senhora a iniciar a frase de resposta – “o programa foi fechado a 17 de Maio”, mas o FMI não o fechou, o Tribunal Constitucional não esperou…


- “Um problema técnico”? – Rematava a jornalista.


- “Não minha senhora, um problema de dinheiro. É mesmo um problema de dinheiro…” Como para o FMI o programa não estava fechado…


- “Mas o programa não foi fechado a 17 de Maio”?


- “ Foi, minha senhora, mas o Tribunal Constitucional…” “... E agora temos que lhe dizer o que é que vamos fazer, porque Portugal não cumpriu com o que estava acordado…” “… E é o dinheiro, minha senhora, a última tranche não vem…”


Pois é. Já saímos do programa de assistência. Saída limpa, lembram-se? Mas para a pantominice isso não conta para nada.


Dentro de dois dias o Tesouro regressa ao mercado – onde as taxas de juro, perfeitamente indiferentes à decisão do TC, continuam a cair, porque o que conta é que o BCE na semana passada fixou um novo mínimo histórico – com bem melhores condições que as da troika. Se o país tem acesso a financiamento mais barato que o do FMI, que interesse há nessa última tranche?


O da pantominice, evidentemente!

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Fora de horas, a selecção nacional realizou mais um apronto para afinar a equipa para o arranque do Mundial, daqui a pouco mais que uma semana. Desta feita foi com a selecção do México. Fica a faltar o jogo com a Irlanda, ainda em terras do tio Sam…


Voltou a não entusiasmar, agora com mais alguns titulares que há uma semana com a Grécia. Não fosse a nossa eterna fezada e estaríamos com razões para recear que as coisas não corram bem. Valha-nos a fezada na recuperação do tendão mais famoso do mundo – o rotuliano que rima com Cristiano – porque sem Ronaldo a máquina não arranca. Tenhamos fé na fezada de Paulo Bento em Vieirinha. Animemo-nos com a fezada de que o Eder não ameace apenas com aquela pinta de ponta de lança que se lhe percebe na movimentação gingona, e consiga um dia fazer um remate. E, já agora, se não fosse pedir muito, um golo. Acreditemos que o João Moutinho não tenha deixado perdida no glamour de Montecarlo a intensidade com que jogava à bola. Ou que o Miguel Veloso não tenha lugar cativo na equipa de Paulo Bento…


Foi esta fé, e a fezada de que a sorte com que a selecção ganhou tenha vindo para ficar, que o jogo desta madrugada despertou. Para desespero bastou a frustração de não perceber o que é que o Paulo Bento pretendeu com a posição que inventou para o Fábio Coentrão. E a constatação de que até a selecção mexicana tem melhores valores individuais!

Despudoramente inaceitável

Pacto corruptivo” condena ex-ministro a 10 anos de cadeia e Ricardo Salgado  a seis - Portugal - Correio da Manhã


De todos os "mega-processos" que há uma década - alguns há mais - se arrastam pelo sistema judicial português, um, ontem, pariu finalmente uma sentença. Que condenou em prisão efectiva Ricardo Salgado (seis anos) e Manuel Pinho (10 anos).  


Claro que vai haver recurso para a Relação. Que, se as penas aí forem confirmadas haverá, depois, novo recuros para o Supremo, e por aí adiante. O mais provável é que, quando transitar em julgado, já ninguém cá esteja para cumprir pena que eventualmente venha a subsistir.


Até aqui nada a que não estejamos habituados. É a Justiça a funcionar, dizem... Que seja!


Também não poderemos dizer que não estejamos habituados a que advogados de defesa nestes processos venham ao espaço público fazer aquilo que apenas lhes compete fazer na barra do Tribunal. De uma maneira ou de outra, todos eles - famosos, mediáticos e por isso altamente bem pagos - tratam de não deixar os seus créditos de notoriedade pública por mãos alheias. Mas aquilo a que pudemos assistir ontem à noite, na CNN Portugal, nunca tinha sido visto. 


Num dos seus sucessivos espaços noticiosos, em "braking news", ou seja lá o que lhe chamem, depois de dar a notícia da sentença do Tribunal, a CNN Portugal convidou para entrevista em estúdio precisamente o advogado de defesa de Manuel Pinho, Ricardo Sá Fernandes. Precisamente o mais useiro e vezeiro em utilizar as televisões para vender "o seu produto". 


Sem contraditório, dispôs de cerca de 10 minutos a seu bel-prazer para convencer a opinião pública do que não tinha conseguido convencer o Tribunal. Não tenho conhecimento de qualquer indignação. Fica aqui a minha!


Indignado me confesso com tamanho despudor. Da estação, da direcção aos jornalistas, e do próprio Ricardo Sá Fernandes, advogado, político e suposto activista. Que tem bem a noção do seu inaceitável comportamento. E da sua impunidade!


 

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Corrupção na atribuição dos vistos gold? 


Não me digam... Qualquer dia ainda vão dizer que há lixo nas lixeiras. E ratazanas nas estrumeiras!

É isto!

Declaração do Panamá contra a Corrupção dos Funcionários Públicos e o  Branqueamento de Capitais | Portal do Ministério Público - Portugal


O Dr Nuno meteu uma cunha ao pai para que as duas gémeas brasileiras fossem tratadas em Portugal com o tal tratamento de milhões. O pai do Dr Nuno, presidente da República Portuguesa, despachou o assunto para a Casa Civil da Presidência. Que encaminhou o assunto para onde bem entendeu, "a bem da Nação". 


Isto aconteceu há cinco anos. E veio a público há mais de seis meses.


Do Dr Nuno, não se soube mais nada. Do pai do Dr Nuno, soube-se que foi "metendo os pés pelas mãos", dizendo e desdizendo. Entre o que disse e desdisse, acabou, há apenas umas semanas, a dizer que cortou relações com o filho, com quem nada quer ter a ver. 


Da Casa Civil da Presidência nunca mais se ouviu falar. Nem de "quem é quem".


A três dias de umas eleições para o Parlamento Europeu, e cinco anos depois, o Ministério Público avançou com buscas no Ministério da Saúde, no Hospital de Santa Maria. E constitui arguido um ex -secretário de Estado por abuso de poder.


E é isto!


Só que "isto" já cheira mal de mais. Só não o sente quem perdeu o olfacto. Por culpa do covid ou por outra qualquer.

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Há 35 anos Sá Carneiro teve um sonho e deu-lhe uma formulação: um presidente, um governo, uma maioria. Morreu sem o conseguir, nas circunstâncias conhecidas, precisamente quando procurava acrescentar o presidente ao governo que liderava e à maioria da AD que o suportava. Mas o sonho ficou e, mais do que num desafio, transformou-se na obsessão do centro-direita. Quis a História – ou o destino, não sei bem quem hei-de culpar – que o sonho se concretizasse nas pessoas de Passos Coelho e Cavaco, e em gente como Duarte Marques, Hugo Soares, Carlos Abreu Amorim...


Alcançado o velho sonho, logo a inédita trilogia lançou mãos à obra, e foi por aí fora como se não houvesse limites à sua fúria de recuperar o tempo perdido. Aos primeiros obstáculos não ligou muito, afinal não passavam de avisos. Nada que devesse ser levado a sério...


Até que, lá pelo oitavo aviso, já com alguma mossa na sua repetida fúria violadora, se lembram que, afinal, um presidente, um governo e uma maioria não é suficiente. Não chega, é preciso ainda acrescentar-lhe o Tribunal Constitucional!


Foi aqui que ontem chegou o nosso visionário primeiro-ministro, a uma nova formulação que passará agora a constituir o sonho da direita – já desligada do centro – e a nova ambição que Passos Coelho, como um dia Sá Carneiro - agora às voltas no túmulo -, deixará para o futuro: um presidente, um governo, uma maioria e um Tribunal Constitucional!  

Dia D: 80 anos!

Dia D: o que foi, causas, consequências, desfecho - Mundo Educação


Celebram-se os oitenta anos do "dia D". Ou do "dia mais longo" imortalizado na "sétima arte" pela autoria de Cornelius Ryan, pela produção de Darryl F. Zanuck, pela realização de Ken Annakin, Andrew Marton e Bernhard Wicki, num elenco de luxo, à época, em 1962, constituído por Robert Mitchum, Richard Burton, John Wayne,Rod Steiger e Robert Ryan.


No dia 6 de Junho de 1944, a invasão da França pela Aliados marcou o início do fim do domínio nazi na Europa.
O ataque envolveu milhares de homens, aviões e navios, na maior operação militar alguma vez vista. Era a "
Operação Overlord", mas ficou para a História como "dia D". O dia que lhe mudou o rumo traçado!


Mesmo que esse rumo tivesse começado a mudar na frente oriental, nas batalhas de Moscovo, Estalinegrado, ou Kursk. Ou no norte de África e no Mediterrâneo.


As forças nazis alemãs sabiam do ataque dos aliados, começado a planear um ano antes. Tinham previsto que a entrada na França ocupada fosse feita pelo estreito de Calais, mas aconteceu 300 quilómetros a norte, na praia de Omaha, na costa da Normandia. Onde os primeiros desembarques começaram às 00:25 de 6 de Junho de 1944.


Nem esse efeito surpresa evitou largos milhares de mortos: mais de 10 mil nas forças aliadas (6600 americanos e 3700 britânicos e canadianos) e um número indeterminado de alemães, estimado numa ordem de grandeza muito semelhante.


A paz demoraria ainda mais de um ano, já depois da tragédia nuclear de Hiroshima e Nagasaki ter dizimado, nos primeiros dias de Agosto do ano seguinte, o último aliado de Hitler na mais trágica guerra da História da Humanidade.

terça-feira, 4 de junho de 2024

Há 10 anos

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Tornou-se ensurdecedor o silêncio do Presidente da República a propósito da intolerável escalada da afronta ao Tribunal Constitucional que o governo desencadeou. Assistir ao que se está a passar, sem sequer um ponto de ordem do Presidente, diz bem do ponto sem retorno a que Cavaco chegou.


É ele o principal responsável por o governo ter ultrapassado todas as linhas. Porque justamente lhe permitiu que as fosse sucessivamente pisando. Porque, ao romper com o seu juramento de cumprir e fazer cumprir a Constituição, não só se demitiu das suas mais altas responsabilidades, como abriu as cancelas a um governo verdadeiramente insaciável quando se trata de atacar as condições de vida dos portugueses. Foi Cavaco quem, promulgando os sucessivos orçamentos sem requerer a sua fiscalização preventiva, criou este estado de guerra aberta entre dois órgãos de soberania.


Não é de agora que Cavaco é refém de si próprio, das suas ambiguidades e dos seus jogos de interesse. Há muito que teceu as malhas em que se enredou, e por isso este é apenas mais um entre os silêncios, as omissões e as demissões que o deveriam envergonhar, e que fazem dele o mais impopular, e o menos respeitado, presidente da História da democracia portuguesa. 


Claro que, daqui a uns tempos, alguém se encarregará de fazer de mais um deplorável momento do seu mandato um marco de serenidade, bom senso e sentido de Estado. Já estamos habituados a isso, e não iremos ficar nada surpreendidos quando ouvirmos explicar que Cavaco agora não reage porque, se o fizesse, daria argumentos ao governo para abrir uma crise política que iria levar à sua demissão, numa altura em que o país nada ganharia com isso.


Mas então ninguém acrescentará que Cavaco, para além de refém de si próprio, há muito que é também refém deste governo autoritário e obcecado na missão de empobrecer e destruir o país!

Há 10 anos

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Depois de tanto ter feito pelo país, depois da inovação nas técnicas de mobilização popular para o 1º de Maio, a Jerónimo Martins presta mais um grande serviço aos portugueses, em concreto à língua portuguesa.


Passo a explicar: o que se vê no cartaz, e que está a indignar o país por esse facebook fora, não é um erro de um copy qualquer que apanhou desprevenida toda a - certamente vasta - equipa de Marketing da companhia. Simplesmente, ao estudar os hábitos e comportamentos do consumidor, que tão distintos marketers fazem como ninguém, chocaram de frente com este erro. Eles, que como qualquer um de nós, vêem como tudo se passa facebook  - que justamente agora os desanca - aí encontram os ganhas-te, os emprestas-te ou até o voltas-te. Vai daí e resolvem lançar esta campanha, evidentemente provocatória, de fazer inveja à Benetton. 


Primeiro provocam, depois... o facebook faz o resto. E ninguém mais volta a cair nestes erros... Primeiro a língua portuguesa, só depois os gelados!


Bem haja Olá, bem haja Jerónimo Martins. Bem haja Sr Soares dos Santos!


Ah... Diz-se que já mandaram retirar os cartazes... Que modestos!

Há 10 anos

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Se alguém tinha dúvidas que Passos e Seguro têm a mesma escola, que são farinha do mesmo saco, perdeu-as: acossado, Seguro sacou da cartola as primárias – a que sempre se opusera, queimando um importante instrumento democrático – apenas para empurrar para a frente um problema que não quis enfrentar; Passos, pela mesma razão, sacou da cartola uma figura que não existe, e inventou-lhe o nome de aclaração.


Acresce que ambos têm exactamente o mesmo objectivo: chegarem juntinhos às eleições. Que, pelo interesse comum agora invertido, querem ambos antecipar.


Afinal não partilharam apenas o trajecto. Partilham também destino… 

segunda-feira, 3 de junho de 2024

O anúncio

Jose Mourinho: Portuguese named new coach of Turkish side Fenerbahce - BBC  Sport


Num anúncio publicitário a uma dessas plataformas de levar comida a casa - que dão emprego (o segundo, porque o primeiro é às portas da AIMA) a milhares de imigrantes asiáticos -, recentemente surgido nas televisões, uma jovem - os jovens é que dominam estas coisas das plataformas digitais - explica ao pai (os pais dos jovens têm mais dificuldade em dominar a matéria) as maravilhas do serviço. O pai é José Mourinho, a filha não deverá ser a sua, mas o pai é que importa. Evidentemente!


Explica-lhe ela que pode pedir tudo.


- Tudo, mesmo? - interroga ele. 


- Sim, tudo! 


- Então peço um clube para treinar...


A resposta ao pedido não tardou, e logo apareceu o Fenerbahçe, de Istambul, na Turquia, onde não se gosta de trabalhar, pelo que diz o outro. Que logo lhe disse, como a "filha" do anúncio, que pode pedir tudo.


Não se sabe se, como no anúncio, chegou a perguntar se era mesmo tudo. Imagina-se que não. Que tenha saltado por cima da pergunta e desatado a pedir tudo. A começar pela indemnização ... Depois - diz-se - Lukaku, Dybala, Humells ...


Há quem tenha de pagar anúncios a pedir emprego. Mourinho recebe - e não terá sido pouco - por um anúncio a pedi-lo. Genial. Mais uma vez!


Os desgraçados que, para trabalhar sem nunca terem um emprego, têm passar dias e noites à espera de um papel que lhes custa três ou quatro meses de trabalho, não fazem parte desta história. Nem cabem no anúncio!


 

Há 10 anos

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Quatro dias depois de conhecido o acórdão do Tribunal Constitucional – que deixava passar umas e impedia outras das muitas medidas que toda a gente, governo incluído, sabia que eram inconstitucionais – em vez de começarmos a conhecer as alternativas que o governo deveria ter preparado, assistimos a um processo de dramatização com propósitos que, sendo escuros, estão claros.


Evidentemente que o governo tinha um plano B. O pano A é o de mandar barro à parede do Constitucional. É o B que contém as medidas a implementar, sempre sob o espectro da inevitabilidade.


Só que desta vez Seguro não lhe abriu apenas mais uma janela de oportunidade, escancarou-lhe as janelas e as portas todas. Por isso Passos Coelho empata, pede aclarações, deixa andar e dramatiza. Conta para isso, como sempre, com a imprensa, particularmente com a especializada, que invariavelmente faz do Tribunal Constitucional o mais odioso órgão de soberania. Que se substitui ao executivo, que bloqueia o país, que não permite cortes na despesa e obriga o governo a aumentar de impostos. Que impedem o crescimento que estava lançado e manda o país de regresso à banca rota… Falam de novo resgate – seguem a Bíblia, o  Financial Times, que de imediato lembrou a persistência dos “riscos de um novo empréstimo de resgate”- quando até aqui entregavam os foguetes ao governo e iam depois apanhar as canas  da  saída limpa. Apregoavam o sucesso do programa, o milagre económico, o crescimento mesmo quando não existia e tantas outras maravilhas.


A coisa está hoje tão preta que nem os números do desemprego – não importa agora se há emigração, limpeza de ficheiros, desistência de procura de emprego ou formação disfarçada de emprego – hoje apresentados merecem qualquer nota. Fosse há uma semana atrás e ninguém calaria tamanho feito, cantado por toda a parte, tanto quanto ajudassem o engenho e a arte…


Não. Agora é que o “país está bloqueado, e tem de haver uma solução política, eventualmente a partir de Belém, e de Cavaco Silva”


Bem me parecia. É curioso como me apercebi logo dessa tentação irresistível!

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...