quinta-feira, 30 de maio de 2024

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


A Web é provavelmente uma das maiores e mais fascinantes ferramentas que o Homem construiu. Mas presta-se a tudo e presta para tudo. E presta-se muitas vezes, vezes de mais, para o que não presta…


Desta vez prestou-se para mais um boato que, diz-se, é um vírus. Como se o boato não fosse já o maior dos vírus…  

quarta-feira, 29 de maio de 2024

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Como se sabia, o orçamento em vigor, como sucedera nos anteriores, contém diversas inconstitucionalidades. Faltava apenas que o Tribunal Constitucional as confirmasse…


Conforme se esperava confirmou hoje três delas – outras, como por exemplo a CES, ficam ainda à espera – entre as quais os cortes salariais na função pública.


O primeiro-ministro, ameaçando o Tribunal Constitucional e pelo caminho todos nós, garantira que iria aumentar impostos. Com o IRS a bater no tecto, já só o IVA está à mão… Rebenta com a minúscula réstia de esperança na espécie de crescimento que alimenta o milagre económico que o Pires de Lima anda a vender… Traz de volta a recessão, que não fora embora sem deixar na porta um Volto Já 


Resta a Passos e Portas a tentação enorme, tão enorme quanto o enorme aumento de impostos do sucesso da sua governação, de tirar partido imediato da situação no PS. Uma tentação que Seguro, hoje no mais desastrado dos seus dias de uma semana miserável - que, depois de completamente perdido no meio da moção de censura do PC, culminaria na patética reacção à decisão do Tribunal Constitucional – torna certamente irresistível.

A parcimónia que falta e a que sobra

À terceira foi de vez. As imagens da chegada de Zelensky a Portugal


Ontem foi dia de Zelensky, duas semanas depois da programada visita à península Ibérica. Depois de, no dia anterior, ter estado em Madrid, e de, pela manhã, ter dado um salto a Bruxelas, o líder - e ícone - ucraniano passou a tarde em Lisboa.


Poucos minutos depois de ter partido de Figo Maduro iniciou-se o último debate televisivo entre os principais cabeças de lista às Europeia do final da próxima semana. O único com todos - os oito - contra todos, em que Sebastião Bugalho aproveitou para declarar "dia de festa": "Parece-me que hoje é um dia feliz, a democracia portuguesa no seu 50º receber um Presidente de um país pelo PM e PR. Hoje é um dia de festa"!


Estranha noção de festa, de imediato atacada pelos oponentes à esquerda. O "puto" fez beicinho e partiu para a emenda, pior que o soneto: festa, mesmo, "é quando a Ucrânia derrotar a Rússia". À inocente noção de festa, o Sebastião acrescentava infantilidade.


O que diria o Sebastião, prodígio dos comentadores, do Sebastião político?


Se calhar diria que toda a gente sabe que o apoio à Ucrânia, o que Zelensky cá veio pedir, e o que pede, e é parcimoniosamente dado pelo Ocidente, apenas pode ter, como melhor dos objectivos, encaminhar a guerra para o impasse que permita abrir caminho para negociar os termos do seu fim. 


Mas Sebastião já não é comentador. É político. E, para já, pára-raios de Montenegro.


E por isso, sem parcimónia, faz a festa com a promessa de 26 milhões de euros que Zelensky levou de Portugal. Sim, foram anunciados 126 milhões de euros mas, desses, 100 milhões foram já pagos pelo governo anterior, em Março


Que festa faria com os 1,129 mil milhões de euros de Espanha, ou com os 977 milhões da Bélgica, (em 30 F16) que Zelensky leva de promessas deste périplo? 


Ou para que data marcará a festa da vitória da Ucrânia face à parcimónia belga que, mesmo restringindo - evidentemente - a utilização dos F16 ao território ucraniano, apenas entregará um este ano, deixando os restantes 29 para entregar faseadamente até ao final de 2028?


 

terça-feira, 28 de maio de 2024

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Quando, em cima da hora, aqui dei a notícia da decisão de António Costa chamei a atenção para a importância de se tratar de um imperativo de responsabilidade e não do simples aproveitamento da melhor, e talvez última, oportunidade de chegar ao poder.


Provavelmente nunca se saberá da verdadeira motivação de António Costa.


Admito que muitos julguem que isso não é importante, que ao presidente da Câmara de Lisboa se abriu o melhor de dois mundos, e que apenas teve de se limitar a juntar o útil ao agradável. Mas não me parece que seja bem assim, não me parece que perceber a situação política em que o país mergulhou, e agir em conformidade em função do interesse do país seja a mesma coisa que simplesmente somá-la às restantes condições que fazem deste momento político uma oportunidade única e irrecusável.


Pode admitir-se que o imperativo de António Costa tenha surgido da súbita perturbação que Guterres tenha introduzido na tranquilidade com que, sentado na cadeira da Câmara da capital, esperava pelas presidenciais. Mas ao fazê-lo não resta outra alternativa que não seja perceber que tudo fica na mesma, que não é aberta nenhuma janela de oportunidade para sanear um regime que, como tenho vindo a dizer, se encontra esgotado e bloqueado.


O crescente divórcio dos portugueses com o sistema partidário instalado traduz-se numa abstenção que já ultrapassou todos os limites, na pulverização do voto de protesto dos que ainda não desistiram e, com isso, no esgotamento do espaço eleitoral capaz de gerar soluções governativas. Chegamos ao momento em que resta apenas o bloco central como espaço de solução de governo. O PSD e o CDS, como quer a governação destes três anos quer estes resultados eleitorais demonstram, já não preenchem esse espaço. O PS, como se outras evidências não houvesse também estes resultados eleitorais demonstram, não tem igualmente condições para isso. Não há mais condições para manter a roda do regime: derrota, mudança de líder – cada vez mais fraco, mais jota e mais plástico – vitória, derrota…


O bloco central em que o regime acabou por desembocar, e que o Presidente da República - curiosamente o coveiro da única experiência que o país conheceu - deseja, não é solução. Quer dizer, é. Mas é justamente a solução final. Tapa a última válvula de escape do regime, e a partir daí é a explosão!


Por isso seria muito importante – decisivo mesmo – que o imperativo de António Costa seja de verdadeira responsabilidade e não de mera oportunidade. Que resulte, se não exactamente desta avaliação, de qualquer coisa não muito distante. Sem que seja o Messias, o salvador do regime e muito menos da Pátria, António Costa poderá ter condições para, enquanto abre novas pontes para o regime, ou simplesmente frestas por onde entre algum ar respirável, se não refundar o partido, pelo menos quebrar as velhas lógicas.


Sendo certo que, sendo bem sucedido no PS, o PSD não poderá – nem quererá – ficar para trás!


Não deixa de ser curioso reparar que quando se ouve falar de António Costa no PS se ouve, de imediato, falar de Rui Rio para o PSD. Não quer dizer que seja, também ele, o Messias do PSD e a outra chave do desbloqueamento do regime. Nada disso, mas enquanto um duelo Costa/Rio pode sugerir o adjectivo estimulante o equivalente para Seguro/Passos não passa de penoso!


Tão dificilmente este passo de António Costa será tudo como será nada. Se nem nesta altura Seguro estiver à altura das responsabilidades e insistir em esconder-se, desta vez atrás das suas tropas, é que nunca conheceremos a dimensão deste imperativo.

segunda-feira, 27 de maio de 2024

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Com o arranque da negociação dos direitos de subscrição é dado hoje o pontapé de saída no processo de aumento de capital do BES que decorre das dificuldades financeiras do grupo que têm vindo a público.


A este aumento de 1045 milhões de euros no capital do Banco, juntam-se outros, em particular no capital da holding dos negócios não financeiros do grupo – Rio Forte. Tudo somado são 2745 milhões de euros, que o grupo terá de ir captar ao mercado nacional e internacional no mais curto prazo de tempo para evitar males maiores, incluindo ter de recorrer ao fundo de capitalização da banca – de que o BES fizera ponto de honra em afastar-se –, onde ainda restam 6 mil milhões. E junta-se a alienação de activos imobiliários em Portugal e no estrangeiro, especialmente no Estados Unidos.


As dificuldades financeiras do grupo poderão até ser resolvidas com estas medidas de emergência em curso. Mas o banco – e o grupo – não atravessa apenas dificuldades financeiras… Acrescem sérias dificuldades de reputação … E a essas não há capital que acuda!


Foi multado em Espanha por problemas de branqueamento de capitais, e está a ser investigado nos Estados Unidos por infracções idênticas. O próprio Ricardo Salgado também passou por problemas com as suas declarações fiscais, para o que contou, como de resto é costume, com a complacência da administração fiscal…


A forma como o grande público tomou conhecimento do descalabro financeiro também não abona. Foi o próprio Ricardo Salgado, cabisbaixo e longe daquela pose altiva com que fazia recomendações ao poder político e dava opiniões de governação que, obrigado a esclarecimentos no quadro da operação de aumento de capital,  veio a público prestar a informação e  – pasme-se – culpar o contabilista. Não foi porque os reguladores, o Banco de Portugal – que inclusivamente havia pedido a auditoria externa que detectou "irregularidades materialmente relevantes" que esconderam 1200 milhões de dívidas nas contas de 2012 - e a CMVM, tivessem cumprido com a sua obrigação de informar…


Não admira por isso que, quando tudo isto acontece num grupo que é o expoente máximo do regime, de onde ao longo dos últimos 30 anos têm saído deputados, ministros, dirigentes de políticos de toda a espécie e administradores de empresas e demais orgãos do Estado, a única demissão tenha sido a do contabilista… E que quase só por espírito santo de orelha se fosse sabendo destas coisas!

Giro 2024

Giro d'Itália 2024 - Pogacar entra na história - TopCycling


O Giro, na sua 107ª edição, acabou ontem, sem que aqui o tivesse trazido, ao contrário do habitual. Talvez porque, também ao contrário do habitual, não tivesse portugueses a brilhar.


Só teve a presença (discreta) de um português: Rui Oliveira, colega de Pogacar na UAE, que concluiu a sua segunda participação (tinha estado em 2022) no 122º lugar da classificação, entre os 142 corredores que terminaram em Roma.


Sem concorrência à altura - essa ficará para o Tour, daqui a pouco mais de um mês - Tadej Pogacar dominou por completo a primeira das três grandes Voltas da competição mundial. E deu espectáculo. Correu para ganhar o seu primeiro Giro, mas muito especialmente para dar espectáculo -  permanentemente ao ataque - e para desafiar o recorde dos seis triunfos de Eddy Merckx, em 1973.


Igualou-o, e não o ultrapassou porque foi batido no segundo contra-relógio da prova, à 14ª etapa, pelo especialista italiano Filippo Ganna (Ineos), ex-bicampeão mundial da especialidade, por 29 segundos. No anterior, à 7ª etapa, com mais cerca de 8 quilómetros que terminava com uma subida prolongada, tinha sido ao contrário. Pogacar, muito melhor na subida, recuperou o tempo que perdera no trajecto plano e acabou por ganhar por 18 segundos, naquela que seria então a sua segunda vitória.


Ganhou ainda a classificação da Montanha (maglia azurra) com grande vantagem (64 pontos) sobre o jovem (20 anos) Pellizzari (Green Project). E deixou o segundo da geral, o colombiano Daniel Martínez (BORA), a 9.57 minutos, a maior vantagem desde 1965. O britânico Geraint Thomas (Ineos), vencedor do ano passado, fechou o pódio, a 10.24 minutos. 


Jonathan Milan (Lidl-Trek) foi o rei dos sprinters.


Este Giro, apesar do domínio esmagador de Pogacar, revelou que novos talentos continuam a chegar ao topo do ciclismo mundial. O italiano Antonio Tiberi (Baharain), quinto na geral e primeiro da juventude, a fazer lembrar a participação do nosso João Almeida nos últimos anos, é um deles. Pellizzari é certamente outro. E o neerlandês Thymen Arensman (DSM) outro ainda.

O bailinho

Albuquerque fala em vitória “inequívoca” e não exclui governar em minoria |  Eleições regionais | PÚBLICO


Na Madeira, seja como for, chova ou faça sol, ganha o PSD. 


Mesmo com um líder indiciado por corrupção, por isso demitido, e que a muito custo, e muito empurrado, lá teve que largar a liderança do partido na Região. Mesmo que logo que regressado pela porta da recandidatura, como se nada se tivesse passado. Como se o desembarque de dois aviões com magistrados e polícias da Judiciária na Ilha só não tivesse sido apenas mais um desembarque de duas centenas de turistas por terem saído de aviões da Força Aérea . Mesmo com os vícios e podres à mostra, mesmo com Miguel Albuquerque de "calças na mão", não há volta a dar e só o PSD lá ganha eleições. 


Não sei - francamente - se isto diz mais sobre o habitat frondoso da ilha se sobre o desértico da oposição. 


É certo que longe vão os tempos das maiorias absolutíssimas do Alberto João. Que agora já só dá para baralhar e voltar a dar, sem sair do bailinho. Que roda, roda, sem sair do mesmo sítio. Valha que dois irmãos se juntaram pelo povo e lá dão alguma animação àquilo...

domingo, 26 de maio de 2024

Há 10 anos

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António Costa chegou-se à frente. Deu o passo que faltava, não podia ser de outra forma... 


Mas o país precisa que tenha sido um imperativo de responsabilidade e não o simples aproveitar da melhor oportunidade. Que António José Seguro potenciou com o patético discurso e os absurdos festejos de domingo à noite, a fazer lembrar aquele ministro dos negócios estrangeiros de Sadam!

Duas Taças

Troféus do Futebol: Taça de Portugal


Pelo que se vê por aí o Porto, hoje, não ganhou a Taça de Portugal. Ganhou duas de uma vez: a última de Pinto da Costa, e a primeira de Villas-Boas!   


Já não bastava ao Sporting ter perdido a oportunidade de chegar à dobradinha, ainda perdeu duas Taças.

sábado, 25 de maio de 2024

Há 10 anos

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Ontem, com os resultados das eleições ainda quentes – em boa verdade as projecções, porque os resultados, por força de mais uma das muitas aberrações que por aí se vêm, ficaram congelados durante horas, pelo que já estavam bem frios quando apareceram – olhei-os à procura de surpresas e novidades. Hoje olho-os como um túnel, lá para o fundo, à procura da luz …


A coligação no governo, mesmo com o pior resultado de sempre, acha que não foi mau. Perderam por poucos, disseram. E isso deixou-os felizes e satisfeitos, prontos para voltar hoje ao trabalho, cheios de coragem e motivação.


Na verdade não perderam por poucos. O pior resultado de sempre não dá para perder por poucos… Apenas olham muito curto, só ali para o lado. Para o adversário que é também parceiro … de partilha do poder!


Pretendem ignorar a derrota escrita nos 28% dos votos, e procurar a vitória nos escassos 4 pontos de vantagem do PS, S de Seguro. Que por sua vez pretende fazer crer que são suficientes para reclamar legitimidades que não se vislumbram e para os festejos patéticos a que assistimos. Realça o pior resultado de sempre da direita, mas quer ignorar que, sobre o ponto mais baixo de sempre do adversário/parceiro, não conseguiu mais que uns escassos 4 pontos, menos do que os 5 que perdeu desde as autárquicas, há apenas 8 meses. E que o resultado que lhe assegura esta vitória está praticamente ao nível do que, há cinco anos, com Sócrates, se traduzira numa das maiores derrotas do partido.  


Quer isto dizer que em boa verdade ambos – e este é um caso de ambos os três – perderam! Uns, perderam perdendo. Outro, perdeu mesmo ganhando!


Estes três partidos que têm dividido entre si o poder, e que por isso se intitulam do arco da governação, ficaram pela primeira vez aquém dos 60% dos votos. Há razões para acreditar que a coligação salvou Portas e o CDS de serem varridos do mapa político, e isso não vai passar despercebido.


Quer isto dizer que a única razão para que a coligação se mantenha para as legislativas do próximo ano é levar o governo até ao fim da legislatura. Se, e quando, Portas perceber que não há coligação faz cair o governo, disso não há qualquer dúvida.


Porque se percebe que a mudança, mesmo que lenta, está em curso e que os portugueses começaram mesmo a responsabizlizar estes três partidos pela destruição do país. PSD e CDS já não são capazes de garantir fórmulas governativas maioritárias, o que devolve o mais pequeno à marginalidade. É agora inevitável que o próximo governo saia do bloco central, e que Portas se torne descartável. A partir de agora, no ponto a que chegou o processo de erosão do campo da governação, apenas PSD e PS juntos conseguem formar soluções governativas maioritárias. Tanto destruíram, cada um para seu lado, que foram ficando sem espaço. Resta-lhes agora um pequeno reduto onde, para sobreviver, ambos, bem juntinhos, se vão acantonar.


Com Seguro e Passos juntos num governo também esse pequeno reduto será rapidamente destruído. Só então se verá o fundo do túnel em que estamos metidos. Se ainda houver país, pode ser que lá esteja alguma luz...

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Não há grandes novidades nos resultados eleitorais de hoje. Os partidos que dominam o regime foram bem menos penalizados do que seria necessário. Mas isso já não é novidade…


Como também não é novidade o resultado da coligação de governo levada até às europeias. E que por aí se deve ficar… Novidade é que a conjugação da obrigatória penalização do governo com a miserável campanha que fizeram não tenha dado ainda piores resultados. Porque não é novidade que muita gente continua a votar como se o partido fosse um clube.


O Bloco caiu para metade dos votos e para um terço dos deputados das últimas europeias, há cinco anos. Mas na verdade a queda não foi assim tão abrupta, porque há muito que está em queda livre. Sabe-se bem porquê, e por isso não é também novidade.


Novidade mesmo é o resultado de Marinho Pinto. Que não totalmente surpreendente, a sua eleição era esperada. Porque estas eleições prestam-se a alguns epifenómenos. Porque se trata de uma figura bem conhecida do grande público, por força de uma duradoura e intensa exposição mediática, mas também porque tem um estilo muito próprio, que vai bem com o mercado do voto de protesto. Um estilo apoiado numa imagem de uma certa exuberância salpicada de veemência e frontalidade, que facilmente se pode designar de populismo. Mas que não deixa por dizer as verdades que têm de ser ditas e que o regime esconde. Se a sua eleição não é por isso uma grande surpresa, o mesmo já não se pode dizer da expressão eleitoral que atingiu. O extraordinário score que torna o MPT na quarta força política destas eleições, bem acima do Bloco de Esquerda é, esse sim, a verdadeira surpresa e a grande novidade. Quiçá a única!


Porque nem a abstenção é novidade, está mesmo abaixo dos 70% que chegaram a ser esperados, e dentro da média europeia, nem a meia vitória do PS deixa de ser o que se esperava. Porque Seguro até pode ter ficado seguro, mas não dá para mais que isso. É bom que as bases do PS o percebam, porque a cúpula não está nada preocupada com essas coisas.


O PS vence mas não convence. Não há nenhuma grande vitória, não vale a pena tentar tapar o sol com a peneira... Mesmo com PSD e CDS – juntos não fazem mais que 28% – no pior resultado de sempre! 

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Há 10 anos

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Não há que desesperar, o momento de glória acaba sempre por chegar... Pode ser um simples minuto, ou todo um dia... O do aeroporto de Beja chegou hoje!

quarta-feira, 22 de maio de 2024

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Enquanto uma reportagem televisiva dava conta de polícias a abordar turistas em Lisboa questionando-os sobre a satisfação na sua estadia, aconselhando-os sobre cuidados a ter na sua protecção e – pasme-se – prontificando-se a carregar na máquina fotográfica para que nenhum ficasse de fora, uma outra contava-nos que a direcção da PSP tinha trinta outros polícias fechados num armazém da Abel Pereira da Fonseca, a separar por cores tampinhas de plástico para a construção de uma mega bandeira de Portugal para mais um record para o Guiness, que irá servir de promoção à selecção nacional de futebol.


Digam-me lá se isto não é um país de contrastes, capaz das coisas mais inimagináveis?


Até capaz de esperar à porta de um tribunal para ver chegar e aplaudir um criminoso fugido da Justiça que, mesmo sujeito a pulseira electrónica, assassinara duas mulheres e tentara assassinar outras duas - a mulher e a filha…


 

Que se lixem as aspirinas, somos bergamascos!

Atalanta conquista inédito título da Liga Europa com hat-trick de nigeriano  e quebra invencibilidade do Leverkusen – Notícias do brasil


Em Dublin, a Atalanta acabou de ganhar a Liga Europa, depois de ter literalmente atropelado o Bayer de Leverkusen, campeão alemão sem derrotas, como nunca tinha acontecido na bundesliga.


Esta foi de resto a primeira derrota da equipa alemã em toda a época. No penúltimo jogo, já que ainda lhe falta disputar a final da Taça. 


Gasperini, o velho treinador italiano, deu um banho a Xabi Alonso, o jovem que por esta altura é o mais pretendido treinador na Europa. Com uma marcação cerrada a todo e qualquer adversário, e em todos os metros quadrados do campo, a equipa italiana asfixiou a super-favorita equipa alemã. O resto foi obra de Lookman: três golos, qual deles o melhor.


Contávamos todos - os benfiquistas - que fosse a equipa de Grimaldo a ganhar, o que garantiria a entrada directa do Benfica na Liga dos Campeões. Contava também Rui Costa, ao marcar para amanhã a entrevista por que todos aguardamos.


Éramos todos do Leverkusen; agora passamos a ser todos do Atalanta. Bergamascos. A torcer para que ganhe os dois jogos da Série A que lhe faltam jogar, para assegurar o quarto lugar na classificação. Que, depois desta primeira e épica vitória europeia, certamente pouco lhe interessará. Interessa tudo ao Benfica, já que é agora a única porta para a entrada directa na "Champions".  Agora ainda mais decisiva!

terça-feira, 21 de maio de 2024

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Não admira que à medida que esta campanha eleitoral se está a aproximar do fim se encha cada vez mais de balelas, de guerras de alecrim e manjerona. Não é apenas porque Paulo Rangel se presta a isso, um verdadeiro mestre dessa arte, capaz de, num abrir e fechar de olhos, virar um discurso do avesso, passar de agressor a vítima, de vilão a herói... Sempre empolgado e empolgante, arrebatador. Nem que, como ontem dizia o Joaquim Vieira, esteja apenas a contar o que comeu ao pequeno-almoço… É de resto disto que os media gostam, é a isto que chamam de capacidade política!


É porque a máscara da festa do governo está a cair todos os dias, e é preciso que as pessoas não reparem nisso. Pelo menos por mais três dias, que é também preciso que passem depressa. E com muitas luzes e muito barulho...


O PIB caiu no I trimestre. A dívida pública – soube-se hoje – está já nos 132,4% do PIB, continua a crescer e já não há peneira para tapar o sol da sua sustentabilidade. Os juros estão a subir. Ontem, ir ao mercado, já saiu mais caro. Estão a chegar decisões do Tribunal Constitucional sobre o Orçamento em vigor. Sabe-se já que uma das inconstitucionalidades é o corte dos salários da função pública, que deverão ter de ser repostos nos níveis de 2010. E sabe-se, como o primeiro-ministro ameaçou, que tudo isso – cerca de mil milhões de euros – será coberto com mais impostos… 


O tempo é de fim de festa. A festa está a dar as últimas, mas é preciso que se aguente até domingo!

Os 26 para a Alemanha

Eis os 26 convocados de Portugal para o Euro 2024 - Euro - SAPO Desporto


Roberto Martínez anunciou ao início da tarde os 26 convocados da selecção portuguesa para o Campeonato da Europa, a realizar-se na Alemanha entre os dias 14 de Junho e 14 de Julho. São eles:


Guarda-redes: Diogo Costa (FCP), Rui Patrício (Roma), José Sá (Wolverhampton)


Defesas: Pepe (FCP), Gonçalo Inácio (Sporting), Rúben Dias (Manchester City), António Silva (Benfica), Danilo (PSG), Diogo Dalot (Manchester United), João Cancelo (Barcelona), Nélson Semedo (Wolverhampton), e Nuno Mendes (PSG)


Médios: Rúben Neves (Al-Hilal), João Palhinha (Fulham), Vitinha (PSG), Bruno Fernandes Dalot (Manchester United), Bernardo Silva (Manchester City), João Neves (Benfica) e Otávio (Al-Nassr)


Avançados: Cristiano Ronaldo (Al-Nassr), Gonçalo Ramos (PSG), Rafael Leão (Milan), Diogo Jota (Liverpool), João Félix (Barcelona), Pedro Neto ( Wolverhampton) e Francisco Conceição (FCP)


Dir-se-á que sem surpresas, mesmo com mais três em relação ao anterior limite de 23. Poderão perguntar por Pote e Nuno Santos, do Sporting e habituais ausentes, Jota, do Vitória Sport Club, ou Ricardo Horta e Bruma, do Sporting de Braga, todos anteriormente convocados. A resposta sairia em pergunta: e quem tirariam?


A parte fácil da resposta seria Pepe e Cristiano Ronaldo. Mas essa é a parte impossível. Têm lugar cativo! Mesmo que o mais provável seja que o defesa luso-brasileiro nem esteja sequer em condições de jogar cinco minutos. E que "o melhor do mundo" jogue cada um dos minutos de cada jogo que a selecção dispute.


Há 10 anos foi divulgada a convocatória para o (frustrante) Mundial do Brasil. Desses 23 de então permanecem três: os dois atrás referidos e Rui Patrício. E em actividade William Carvalho e Rafa - que renunciou à selecção -, já que Neto colocou ponto final na carreira há dois dias.


 

segunda-feira, 20 de maio de 2024

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Andaram a convencer-nos que estas eleições europeias serviriam também para, pela primeira vez, escolher o presidente da Comissão Europeia. O Senhor Schultz e o Senhor Juncker têm até andado por aí – nem sempre muito felizes, o primeiro numas selfies pouco bem sucedidas, e o segundo em alardes de ignorância – também eles convencidos que eram os candidatos. Ou então – quem sabe? - actores de mais um enorme embuste, nada a que esta Europa não nos tenha habituado…


Pois é. A Senhora Merkel veio hoje dizer que o governo europeu, a Comissão Europeia, não tem que ter nada a ver com eleições. E que até já o escolheu, no que tem o apoio do SPD, o seu parceiro de coligação e …  partido do Sr Schultz. E que o presidente será uma presidenta: Christine Lagarde!


Aposta de diplomatas europeus, dizem... É esta a democracia na Europa. E a Senhora Merkel já nem se preocupa em esconder o que quer que seja: tomou o poder e exerce-o, sem restrições nem limites. Foi aqui que chegamos, foi a isto que Durão Barroso conduziu a Europa.


Nada que preocupe os nossos candidatos, que preferem andar entretidos em jogos florais de supostas ofensas e pedidos de desculpa. Não merecem a abstenção de 70%. Merecem 100% de desprezo!

E tudo o resto ficou de pé

Meteorito pintou o céu de Portugal de verde e azul. As imagens são  incríveis – NiT


Um helicóptero caiu nas montanhas fronteiriças com o Azerbaijão, daí resultando a morte do presidente do Irão (e do ministro da defesa). Os governantes de Israel apressaram-se a dizer que não tinham nada a ver com aquilo, e acreditamos que desta vez estejam a falar verdade.


Um meteorito passou por aqui a velocidade vertiginosa, e ainda não percebi se caiu no Atlântico se em Castro de Aire. 


O Presidente da Assembleia da República achou que o André Ventura pode dizer lá mesmo tudo o que lhe apetecer, sem que isso lhe mereça qualquer reparo, porque a liberdade também serve para publicamente, “difamar ou injuriar pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua origem étnico-racial, origem nacional ou religiosa, cor, nacionalidade, ascendência", por acaso crimes punidos por lei da Instituição a que preside. Por acaso  numa reunião extraordinária - se não estou enganado a primeira em cinquenta anos de democracia - destinada a responsabilizar o Presidente da República pelo crime de traição à pátria. Por acaso, armado em campeão da liberdade de expressão, freneticamente aplaudido pelos 50 deputados que desencadearam um processo criminal para condenação do Presidente da República por delito de opinião.


E o mesmo que acusa o Presidente de traição à pátria, e gratuitamente injuria pessoas pela nacionalidade, foi a Madrid, à convenção de um partido que celebra a "hispanidade" ibérica, e ostenta um mapa que elimina Portugal, declarar-se - em "portuñol", ao lado de parceiros como o senhor Milei, ou a senhora Le Pen, a expressarem-se nas suas línguas - o próximo primeiro-ministro do país. 


E foi assim este fim de semana, em que só caiu um helicóptero e um meteorito. Tudo o resto ficou de pé!


 


 

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Surpreende-me a enorme decepção que Paulo Rangel está a representar. Nem a boa imprensa, que indiscutivelmente tem, o salva das gritantes fragilidades políticas que não consegue disfarçar.


Rangel, que na candidatura à liderança do PSD tinha deixado a ideia de solidez, política e de carácter, está a revelar-se um político de plástico igual a todos os outros que por aí andam. Mesmo que com menos alguns quilos e menos uns centímetros de perímetro abdominal, está muito mais gelatina do que então parecia!


Pode até parecer uma máquina de campanha, pode até sugerir aos mais descuidados uma boa capacidade de empolgamento de massas, mas não tem qualquer substância. Como de resto já se desconfiava da sua apagada passagem pelo Parlamento Europeu, nos últimos quatro anos...


É por isso que se lhe não ouve uma ideia sobre a Europa, nem se lhe percebe uma reflexão sobre os grandes problemas que hoje afligem e ameaçam os europeus, e os portugueses em particular. Foca-se nas questiúnculas internas e efabula sobre o despesismo socialista, na retórica fácil para esconder o absoluto vazio de ideias. Mas também para desvalorizar a sua responsabilidade no resultado eleitoral que aí vem, e acentuar a de Passos Coelho. Escondido atrás do discurso populista do despesismo, de aparente solidariedade com o governo, Paulo Rangel não está a fazer mais nada que a sacudir  a água do capote!


E, claro, quanto mais abébias – como a de Manuel Alegre – o PS lhe der, melhor. Essa é a sua praia!

domingo, 19 de maio de 2024

Parabéns meninas!


Com a conquista, hoje, no Jamor, da Taça de Portugal, a equipa feminina de futebol do Benfica ganhou tudo o que havia para ganhar. Tudo - Supertaça, Taça da Liga, Campeonato e Taça de Portugal!


Tratando-se de futebol, e do Benfica, dá vontade de perguntar se tudo foi tão diferente apenas e só porque são mulheres.


Sem resposta, ficam os parabéns àquelas fantásticas meninas!

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


O mote do despesismo socialista que, em modo de pouca imaginação e de muita demagogia e parcialidade, Paulo Rangel elegeu para motor da campanha eleitoral da coligação que suporta o governo, revelou-se fatal para o seu homem que a direita europeia apoia para substituir Durão Barroso – Jean-Claude Juncker.


 “Eles lembram-me um dos vossos compatriotas mais prestigiados: Cristóvão Colombo. Quando partia nunca sabia para onde ia, quando chegava nunca sabia onde estava, e era o contribuinte que pagava a viagem. É desta forma que procedem os socialistas dos nossos dias”, disse Juncker.


 Na ânsia de dar gás ao motor de Rangel, e de o articular com os (de)feitos históricos portugueses, o conservador e ex-primeiro ministro luxemburguês revelou, para além de enorme deselegância e ainda maior ignorância, muito pouco respeito pela História dos povos que deram novos mundos ao mundo!


Que não saiba que Colombo é genovês e não português, que foi a Espanha, e não a Portugal, que prestou os seus serviços, e ignorar que as viagens de Colombo foram o investimento mais rentável da História dos país europeus, é muita ignorância. Mas pegar num dos maiores feitos da Humanidade protagonizado pelos dois povos ibéricos, que hoje tanto desprezam, para alinhar na chicane política é uma deselegância inqualificável!

sábado, 18 de maio de 2024

Há 10 anos

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Há um novo léxico no futebolês: triplete!


Não nasceu do Acordo Ortográfico. Tem o Benfica como progenitor, o que desde logo lhe dá uma importância ímpar!


Há a partir de agora uma nova referência, um novo standard a desafiar objectivos ambiciosos. A fasquia mais alta que o Benfica estabeleceu para o futebol nacional!


Dito isto, parabéns ao Benfica. Parabéns àqueles jogadores, esgotados mas cheios de alma benfiquista. E parabéns ao Rio Ave, aos seus jogadores e ao seu treinador. Porque foram grandes e dignos. Porque nos fizeram sofrer. Porque valorizaram como ninguém admitiria esta primeira conquista tripla no futebol português. Porque foram, no campo - onde o futebol se joga - o maior adversário que o Benfica encontrou nesta época em Portugal!

sexta-feira, 17 de maio de 2024

O retrato do campeonato


O último jogo do Benfica no campeonato, nos Arcos, com o Rio Ave, foi o retrato da época. Era impossível acabar o campeonato de outra forma.


Foi o jogo de despedida de Ukra, a que o Benfica se associou, com mais três pontos para o campeonato do fair play desportivo, o único que consegue vencer repetidamente. Ao minuto 17 - do número na camisola - Ukra abandonou o campo, colocando o ponto final na carreira, por entre uma ala aberta pelos seus colegas e pelos jogadores do Benfica. 


A festa durou três ou quatro minutos, e quebrou o ritmo com que o Benfica tinha entrado no jogo, que lhe trouxera já duas excelentes oportunidades de golo. Durante cerca de 10 minutos o Benfica andou à procura de reentrar no jogo, de re-afinar a máquina. Depois retomou o fio à meada e prosseguiu.


Sem Trubin, Di Maria, Rafa e António Silva (Neres, Cabral e Leonardo já não tinham estado disponíveis no último jogo), substituídos - respectivamente - pelo nervoso Samu, pelo talentoso (tanto talento para potenciar!) Rolleiser, e pelo fiável Morato, o Benfica jogou como normalmente faz.


Tenho aqui repetido que o Benfica não sabe jogar mal. Foi assim durante praticamente todo o campeonato, com as excepções de Guimarães (aí com culpas nas condições climatéricas que tornaram o relvado impróprio para jogar futebol) e do Dragão. O problema não é, nem nunca foi, de qualidade de jogo. Foi de intensidade, nuns jogos. De velocidade, noutros. De estratégia, noutros ainda. E de eficácia em praticamente todos.


Depois de retomar o fio à meada, por volta da meia hora de jogo, o Benfica marcou. Por Kokçu, assistido por Tengstedt, que deve hoje ser o jogador com mais capacidade de irritar os adeptos. Dominou por completo o jogo e desperdiçou mais de uma dúzia de oportunidades claras de golo. Dessas, três ou quatro foram-se em enormes defesas de um guarda-redes de que nunca tinha ouvido falar: Miszta. A que se juntam mais três ou quatro em que foram os jogadores do Benfica (especialmente Tengstedt) a acertarem-lhe com a bola. Duas foram retiradas de dentro da baliza pelos defesas do Rio Ave. E todas as outras morreram em remates por alto ou ao lado.


Foi de tal forma que, mesmo a jogar bem e a dominar por completo o jogo - nenhuma das equipas do topo do campeonato dominou tanto nos Arcos -, a partir do meio da segunda parte a dúvida já não era quando é que o Benfica marcaria o segundo; era quando é que o Rio Ave marcava.


Porque essa era exactamente a história deste campeonato. E a sina de uma equipa que não consegue matar os jogos que domina.


O aviso chegou pouco depois da entrada no último quarto de hora. Na primeira vez que o Rio Ave conseguiu sair em contra-ataque marcou. Mas em fora de jogo, pelo que ficou apenas o aviso. Até que, no último minuto, o VAR descobre uma mão do Florentino na defesa de um pontapé de canto, que até acabou num remate de cabeça ao poste. 


Não importa agora que o penálti não tenha existido. O Florentino saltou com a mão "em posição não natural", como justificou o árbitro a sua decisão. É verdade que sim. Mas não tocou, nem poderia ter tocado na bola, pela simples razão que ela não sofreu qualquer desvio. Se as imagens não permitem garantir que tenha, ou não, tocado com a mão na bola, o simples facto de a bola ter saído direitinha da cabeça do jogador do Rio Ave para o poste, sem o mínimo desvio, prova o erro da decisão do árbitro e do VAR.


Para este Benfica a velha lei "do quem não marca sofre" é cruel. Mas justa. Porque a equipa não falha apenas  golos. Falha no controlo do jogo. O que só quer dizer que falha na mentalidade.


O Rio Ave fez uma festa. Quis o empate e foi mentalmente forte para o conseguir. E fechar o campeonato com o notável registo de 13 jogos consecutivos sem perder. Enquanto o Benfica o fecha, muito provavelmente, a 10 pontos da frente.


Só uma nota para as estreias demais dois miúdos - Gustavo Varela e Prestianni. E a prova de vida de Barnat, no último jogo. A entrada de Gustavo Varela ainda terá sido a pensar "na fezada" das substituições dos pontas de lança, que às vezes marcam na primeira vez que tocam na bola. As dos outros foram apenas para fazer número.


 


 

Há 10 anos

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Em Portugal nascem Manifestos e Petições por tudo e por nada. Até parece que somos uma sociedade civil activa e participativa. Não somos, como bem sabemos… Somos é muito dados a formalidades … E, agora, de tecla fácil!


Servem para pouco, ou mesmo para nada. O último com grande notoriedade foi o dos setenta – depois passaram a 74 – que lançou o tema da reestruturação da dívida. Deu discussão, o que já não é mau. Mas não deu para mais nada!


Acaba de surgir outro – já chamado dos 17 mas que os 17 chamam de “Nunca Mais” – que, mais que não servir para nada, como todos os outros, nem sequer se entende. Entende-se o 17, que é hoje, o dia... Dia de festa marcado pelo relógio, mesmo que o do relógio ande amuado, como se esperava. E de conselho de ministros em festa... Entende-se até que sirva para reforçar a narrativa oficial do sucesso da execução do programa dito de ajustamento e para entrar no comboio das festividades da saída limpa, mas para isso deveriam ter procurado outro veículo. Manifesto é capaz de não ter sido a melhor escolha…


A não ser em oposição ao outro, o da dívida. Ou para que se fale de certas pessoas que gostam de ser faladas… Se calhar é mesmo - e só - para isso!


Nunca mais ... isto muda...

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Ler os outros

"A Comissão Nacional de Eleições que quer igualdade de tratamento entre actores políticos num programa de humor é a Comissão Nacional de Eleições que não deu por dois programas de propaganda política sem contraditório, em canal aberto e horário nobre, disfarçados de análise independente, por conta de dois ex líderes partidários do PSD e CDS - Mendes & Portas, e que nunca se abstêm de "analisar" enquanto participam activamente nas campanhas eleitorais. A Comissão Nacional de Eleições a gozar com quem vê televisão".


José Simões, no Der Terrorist


 


 

Há 10 anos

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Afinal o milagre económico não aconteceu, como toda a gente que não corre atrás de canas de foguete sabia, e o anémico crescimento foi interrompido logo no primeiro trimestre deste ano. Como sempre aqui se disse a interrupção da recessão resultou mais de comportamentos da física do que da economia: simplesmente nalgum ponto deixa de se cair, é quando se toca no fundo.


O governo, este governo agora sempre em festa, reagiu aos dados do INE que agora lhe não davam jeito nenhum. Não deixou de ser curioso que a conta tenha sobrado para o ministro Marques Guedes. O primeiro-ministro Passos Coelho, o vice Portas ou o ministro da economia, Pires de Lima continuam entretidos, e embriagados, com a festa. Não podiam deixar que os números a viessem agora estragar…


Não menos curiosa é a explicação apresentada para o regresso ao crescimento negativo, como agora se diz. Para não estragar a festa o ministro Marques Guedes veio descansar os portugueses, dizendo que não havia qualquer razão para alarme porque a quebra do PIB no I trimestre resultava apenas de uma quebra nas exportações provocada por uma situação irrepetível durante o ano – o encerramento para manutenção da refinaria da GALP em Sines. Não é apenas curioso que no mesmo período não tenham diminuído as importações de petróleo. É mais curioso ainda que o governo vá pegar exactamente no ponto que sempre foi utilizado para negar a verdade do governo no sucesso da economia e das exportações. Toda a gente se lembra que o governo fazia assentar o seu sucesso económico no aumento exponencial das exportações quando muita gente, entre as quais este modesto escriba, alertava exactamente para o facto de estarem a crescer sim, mas à custa da exportação de refinados de petróleo coisa que, para quem não é infelizmente produtor daquele ouro negro, não tem grande significado porque justamente não tem valor acrescentado.


Não é ironia do destino, é simplesmente a perna curta da mentira. O governo vai buscar para explicar a diminuição exactamente aquilo que sempre negou que explicasse o aumento!


quarta-feira, 15 de maio de 2024

A escolha do diabo

Construtoras espanholas ganham mais de 80% das grandes obras públicas


O governo, no seu programa habitação com que abriu a campanha eleitoral para as (bem) próximas legislativas antecipadas, insiste que o problema se resolve pelo lado da oferta. Constroem-se mais casas, os preços baixam, e fica tudo resolvido.


A par da construção de mais casas, constroem-se as obras que ainda há pouco eram faraónicas, mas são agora inadiáveis.


Sabemos quem é que trabalha na construção, e imaginamos as centenas de milhares de imigrantes necessários. Se não há casas, e precisamos que venham para as construir, das duas, uma: ou criamos um ciclo vicioso (não se fazem casas porque não há casas para quem as construa); ou contamos replicar as condições em que vive grande parte dos que já cá estão. 


Entre as duas, que venha o diabo e escolha. Mas convém que, quando vier, e escolher, se lembre que multiplicar "Odemiras" à escala das centenas de milhares de imigrantes é capaz ser qualquer coisa tão perigosa como o rebentamento de uma central nuclear.

terça-feira, 14 de maio de 2024

Há 10 anos

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Há dois mil anos, segundo os evangelhos, foi com um beijo que Judas identificou Jesus Cristo aos soldados que o prenderam. Ontem, a UEFA recorreu ao mesmo método para identificar o melhor em campo…


O Carriço não será Judas – nunca enganou ninguém e, como se sabe, não traiu os seus – mas arrisca-se a que o seu beijo não fique menos famoso. Não consta que Judas Iscariotes tenha levado a coisa tão a sério!


Se isto pega...

Já há aeroporto?

Finalmente, decidido: Alcochete vai receber o novo aeroporto de Lisboa


O governo anunciou hoje a construção do novo aeroporto em Alcochete, em conformidade com o Relatório da Comissão Técnica Independente. Vamos a ver se será desta. Já foi Rio Frio, já foi Ota, e deixou de ser para voltar a ser, e já foi Montijo. Já foi margem sul "jamais"... 


Mas desta é que é. Agora é a valer. Tanto que até já tem nome: Luís. Luís de Camões!


Se alguma decisão de incidência ambiental, a Vinci quiser um porco muito gordo para dar o chouriço, ou o dinheiro faltar, e não tivermos aeroporto em Alcochete, sempre teremos o nome. Esse é que é garantido. Até porque nem tem discussão!

segunda-feira, 13 de maio de 2024

Há 10 anos

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Há maldição, há… Mas não é do velho húngaro que repousa seja lá onde for, certamente em paz. É a maldição da arbitragem da UEFA, essa é que continua e para essa é que não há macumba que resulte!


Foi a arbitragem da UEFA que amputou a equipa que o Benfica teve de apresentar hoje. Foi a arbitragem da UEFA do Sr Platini que hoje permitiu a violência com que o Sevilha entrou no jogo, enviando de imediato mais um jogador do Benfica para estaleiro. Foi essa mesma arbitragem que deixou por assinalar três – não foi um, nem dois, foram três – penaltis a favor do Benfica. De que resultaria a expulsão de dois jogadores do Sevilha, um ainda na primeira parte e outro logo no início da segunda. E foi esta mesma arbitragem – qual cereja no topo do bolo – que validou as defesas do guarda-redes Beto depois de ter dado não um, nem dois, mas três passos em frente nos penaltis que decidiram a final…


Esta é a maldição, e não outra qualquer!


Que o Benfica não merecia voltar a perder uma final, é claro. Que mesmo a equipa que apresentou, e mesmo com muitos erros de jogadores e treinador, é muito superior ao Sevilha, também não ficaram dúvidas. Mas nada disso conta, e conta apenas que a equipa que não perdeu qualquer jogo numa competição a eliminar não a ganhou. Conta que o Benfica perdeu esta Liga Europa sem perder qualquer jogo. Não conta nada que o Benfica tenha sido a equipa que mais golos marcou, a melhor da prova e a melhor do jogo da final…


E conta, conta muito, a profunda tristeza que nos invade. Conta muito que se tenha esgotado a ilusão do pleno que tudo redimia… Que tudo apagava. Até as maldições!

Há 10 anos

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A garotada que constitui a legião de assessores do governo, e em particular do primeiro-ministro, não pára com as suas traquinices. É certo que os putos são por natureza traquinas e inconvenientes: dizem o que lhes vem à cabeça e prontos!


No meu tempo não era nada assim. Tínhamos que as pensar antes de as dizer, porque se saía asneira entrava tabefe. Mas sabemos que hoje os miúdos dizem tudo, mesmo quando já têm obrigações de contenção. Porque as de educação nunca sequer as sentiram!


A coisa é de tal jeito que os mais velhos são contagiados por aquele ambiente de travessuras. Desta vez foi o (ou um?) assessor económico de Passos Coelho, que se dá pelo nome de Rodolfo Rebelo e que até já nem tem bem idade para patifarias de traquina, que no facebook se atirou a Bagão Félix e a Mira Amaral. E não fez a coisa por menos:


Mira Amaral, o ultrapassado, parece conviver momentos de lucidez com outros de menor felicidade (estou a ser simpático). É mais um instalado ex-barão, que aparece para aí a cuspir nas TV, defensor das reformas… altas. Na linha de Bagão Félix. Porque será que a mais incapaz elite do pós 25 [de Abril], que se abasteceu no pós-cavaquismo, se atira ao Governo?”.


Não admira que diga coisas destas e que o pai lhe não dê uma lambada nas ventas, nem uma simples reprimenda. É que o puto que afinal ainda é usa a táctica da canelada por baixo da mesa: aquilo não tem nada a ver com instalados e barões abastecidos no cavaquismo ou ainda em abastecimento. As caneladas vão só para os que se atiram ao governo. E isso dá muito jeito ao pai. Não admira que em vez de o repreender lhe diga: boa, boa…dá-lhe mais...dá-lhe mais...

domingo, 12 de maio de 2024

Festa de despedida


Um pouco menos de 50 mil - e ainda assim uma das mais fracas assistências na Luz desta época - no jogo das despedidas. Da despedida da época na Luz, e da despedida maior, no adeus de Rafa ao Benfica, oito anos depois.


Poderia falar-se de um jogo de festa. As despedidas nem sempre se fazem de tristeza e de nostalgia. Também se fazem de festa. Se até as despedidas de solteiro/a se fazem em festa...


Bem sei que a festa seria se, em vez da despedida da época - que não deixa saudades a ninguém, mesmo que o Benfica até só tenha deixado fugir quatro pontos na Luz -, ou de Rafa que, deixando saudades, também lá tem os "haters" do costume, se tratasse da despedida de Schmidt. 


Como essa despedida não estava anunciada, a Luz dividiu-se entre uma maioria que queria estar na festa, mesmo que já não goste do treinador, e uma minoria ruidosa que queria, dali mesmo, despedi-lo.


Apesar disso o jogo foi uma festa.


Para isso contou com a preciosa colaboração da equipa do Arouca, é bom de salientar. Sabe jogar à bola e surgiu na Luz apenas empenhada em mostrá-lo, sem nada que chateasse ninguém. Mais que um bom adversário foi um adversário bem simpático.


O Arouca pretendeu, e conseguiu, repartir a bola com o Benfica. Nunca conseguiu atingir a intensidade que lhe permitisse fazer mais que simplesmente circular a bola. Por isso não criou uma única oportunidade de golo em todo o jogo, e demorou uma hora para fazer o primeiro remate, mesmo que sem a direcção da baliza. Por isso o Benfica marcou cinco golos, e bem poderia ter marcado mais do dobro, mesmo não contando com as defesas "impossíveis" do guarda-redes Arruabarrena, que está lá para isso. Contando apenas com as bolas, como aquela do João Mário no poste (18ª bola nos ferros neste campeonato!) que, tendo tudo para entrar, acabaram por ter outro destino.


E por isso o jogo teve mais que apenas a festa do golo. Fez-se festa quando as bancadas exigiram Rafa para cobrar o penálti. Quando Di Maria, por recusa de Rafa, o converteu em golo. No primeiro. Quando, logo a seguir, a Luz celebrou o minuto 27. Do número nas costas de Rafa. Quando, também logo a seguir, a da festa do golo se fez no penálti (dois, viva o luxo!) que Rafa voltou a não querer cobrar, deixando o golo para Kokçu. Fez-se festa, de arromba, quando Rafa, depois de iniciar a jogada com um chapéu sobre David Simão, recebeu de volta a bola de Aursnes para a rematar, de primeira, para um grande golo. Às portas do intervalo.


E a festa continuou na segunda parte. Logo na abertura com Rafa a voltar a marcar. Um golo com assinatura, e mais alguma coisa, a avaliar pela imagem da celebração, na fotografia. E continuou, à espera do hat-trick da despedida. Não chegou. A festa do quinto golo fez-se com Tengstedt - o  único ponta de lança disponível - que tinha entrado na segunda leva de substituições e, como já faz parte da "estória", marcou na primeira vez que tocou na bola. Assistido por Rafa.


E acabou ao minuto 85, quando Rafa foi substituído (pelo menino João Rego) para o aplauso final de despedida. Deixando já saudades!


O resto é o resto...


 

Há 10 anos

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Não sei se diga, se conte. Isto vem bem de dentro da  Comissão Europeia: Ajudas a Portugal e à Grécia foram para resgatar bancos alemães e franceses!


 

sábado, 11 de maio de 2024

Tetra

Conheça melhor o Lyon, adversário do Benfica na Liga dos Campeões feminina


Depois de uma brilhante participação na Liga dos Campeões, caindo apenas nos quartos de final frente ao Lyon (oito vezes campeãs europeias), de vencer a Supertaça e a Taça da Liga, a equipa feminina de futebol do Benfica acabou de conquistar - desta vez mais difícil, acabando até por ter chegado a estar em risco - o tetra. Ganhou o campeonato nacional pela quarta vez consecutiva!


Falta ainda disputar a Taça de Portugal. E ganhá-la, para que estas meninas ganhem tudo o que por cá há a ganhar!


Parabéns meninas. São o nosso orgulho. E não é por serem o pouco que apenas nos resta...


 

sexta-feira, 10 de maio de 2024

Há 10 anos

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No PS, de há umas semanas a esta parte, não se fala noutra coisa que num próximo governo do bloco central. De Assis a Ana Gomes não tem faltado quem fale nisso, mesmo que esta última diga que teria de ser com outro PSD, que não este de Passos Coelho. Seguro já resolveu o problema, garantino que mesmo com maioria absoluta estabelecerá acordos parlamentares de governação. E ambos, Seguro e Coelho, em entrevistas nesta semana ao Expresso admitem que o casamento está à vista. Que na primeira página apenas dá mais ênfase à posição do actual patrão do governo...


Este é um namoro para um casamento por interesse. Um quer chegar ao pote de qualquer maneira, e outro não o quer largar de maneira nenhuma. E ambos sabem que dele depende a sua sobrevivência, que sem o pote do poder não valem nada. Desaparecem... 


Paulo Portas que se cuide? Isso sabe ele fazer! 

quinta-feira, 9 de maio de 2024

Há 10 anos

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Quase não parecia, mas hoje foi dia de clássico. Um clássico, por definição, nunca é a feijões, tem sempre qualquer coisa em jogo. Mas este de hoje teria certamente sido o mais a feijões dos clássicos a feijões.


Para o Benfica, mesmo assim, estavam duas coisas em causa. Em primeiro lugar, marcar, para não interromper uma série enormíssima de jogos consecutivos sempre a fazer golos. E, em segundo, prolongar também a série de jogos sem derrota. Tinha perdido no primeiro jogo, não conseguiu evitar que voltasse a perder no último…


Mesmo a feijões, e mesmo perdendo, o Benfica fez uma exibição agradável, em especial na segunda parte. Creio que não poderei ser acusado de parcialidade se disser que os melhores nacos de futebol que o clássico apresentou foram servidos pelo Benfica, na segunda parte. Na primeira foi notória a superioridade do Porto, alimentada por um golo logo à entrada - com o guarda-redes Paulo Lopes mal batido -, que não pela juventude e pela novidade da equipa que, como se esperava, Jorge Jesus apresentou.


Aos poucos o Benfica foi equilibrando o jogo, até passar para cima na segunda parte. Chegou ao empate na primeira jogada que criou com real perigo, que culminou num inédito penalti a favor no Dragão. Que só não quis dizer que também o árbitro Rui Costa já estaria a ser atingido pelos ventos de mudança que parece começarem a soprar porque pouco depois repôs tudo, inventando o penalti que definiria a vitória portista. De resto, ao não expulsar o Alex Sandro depois de uma inqualificável entrada – mais agressão que entrada violenta – sobre o Sálvio, e ao ver algumas curvas na linha (recta) final do Benfica, acaba por nos deixar perceber que, desses ventos de mudança, o árbitro do Porto não terá sentido mais que um simples bafo.


Durante toda a segunda parte se esperou que o golo acabasse por surgir, na sequência das muitas boas jogadas que se iam sucedendo. O Duricic esteve por duas vezes bem perto do golo, negado numa delas pela trave, e o resultado acabaria como acabara na primeira parte. Curiosamente o mesmo da primeira jornada. E do tal, de há um ano atrás...


Ainda bem que o Benfica ganhou ao Rio Ave na final da Taça da Liga. Não fosse isso e já hoje toda a gente diria que o Benfica não ganhava há três jogos… E sei lá se não começam por aí a dizer que só ganhou um dos últimos quatro!

quarta-feira, 8 de maio de 2024

Há 10 anos

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Não sei se a notícia passou despercebida. Nem o que é que se possa chamar a isto…


Palhaçada não, porque aquela gente não tem categoria para a nobre arte do palhaço. Talvez fantochada, é isso. Fantoches, é o que eles são!


Os palhaços somos nós!


 

terça-feira, 7 de maio de 2024

Há 10 anos

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Enquanto o governo continua com o regabofe da saída limpa, Cavaco perde os últimos pingos de vergonha que supostamente ainda lhe restariam e Portas volta a apresentar o mesmo Guião para a Reforma do Estado cheio de nada, que já apresentara em Outubro, o Diário Económico dizia ontem que, caso se verifique um agravamento significativo das condições de financiamento nos mercados externos, o Executivo de Pedro Passos Coelho, estará a ponderar apresentar o pedido de um programa cautelar depois das eleições europeias.


A tal saída limpa que alimenta o festim da campanha eleitoral que aí está, e ainda mais umas insanas e inenarráveis provocações no facebook do inquilino de Belém, poderá não ser limpa. Mais, poderá não ser sequer saída. Como, de resto, muita gente suspeita…


Resta saber se esta ideia de recorrer à posteriori a um programa cautelar é de geração espontânea no governo ou se, pelo contrário, resulta de um acordo preestabelecido com a União Europeia – leia-se com a Alemanha – como contrapartida da saída limpa que, em véspera de eleições, a todos convinha.


Em qualquer dos casos estamos perante mais um gritante caso de batota. Um programa cautelar, como de resto ainda recentemente o presidente do eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, referia em entrevista ao Expresso, tratando de cautela, implica antecipação. Se for pedido quando e porque as coisas correm mal é tão só um novo pedido de resgate.


A ser verdade, e nestas coisas o Diário Económico é pouco menos que insuspeito, veja-se o embuste que por aí vai…E o carácter de um presidente que não lembraria a ninguém…


Seja como for, a verdade é que ninguém quis nada com cautelas e caldos de galinha. É tudo gente mais dada às trancas na porta, mas depois de casa roubada...

Preocupações

Está fora de questão". Lucília Gago vai deixar de ser PGR


A Senhora Procuradora Geral da República acha que não tem que se pronunciar sobre nada do que se relaciona com as suas funções e responsabilidades. Tem a casa a arder, mas não tem nada a ver com isso. E deixa arder...


No entanto, sobre o que lhe não diz directamente respeito, não se escusa a comentários. E se for para lançar gasolina para cima do que já está a arder, melhor ainda. 


Com as repugnantes barbaridades cometidas no Porto, na noite da última sexta-feira, na ordem do dia, a Senhora achou que era oportuno, e boa ideia, manifestar-se preocupada com a entrada no país de  jovens "desenraizados" e "indocumentados", que “com elevada probabilidade poderão vir a denotar necessidades educativas manifestadas na prática de factos criminalmente relevantes”.


Não se lhe ouviu uma expressão de preocupação sobre os crimes que chocaram o país. Ouviram-se, em vez disso, palavras alinhadas com o discurso de ódio instalado, que alimenta a violência deste tipo de criminosos. 


 


 


 

Há 10 anos

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Dei hoje com uma notícia curiosa. Jim O´Neil, o economista britânico que foi até há pouco presidente da Goldman Sachs, anuncia hoje numa publicação económica espanhola que Portugal, Espanha, Itália e Grécia são agora os melhores países para investir na Europa. Ao ver isto lembrei-me da imperdível rábula que por aí apareceu há uns tempos a explicar a origem de tudo isto - a crise do subprime - que acaba justamente com o especulador a dizer que tudo está bem, e tudo acaba em bem, logo que lhes devolvam o dinheiro que eles perderam, para que possam voltar ao mesmo.


Quando o governo festeja por todo o país a saída limpa do programa da troika, com uma enorme legião de analistas, comentadores e jornalistas a apanhar as canas, não deixa de ser interessante constatar como este Jim O´Neil, o banqueiro da Goldman Sachs, encarna o George Parr, o banqueiro da rábula!

segunda-feira, 6 de maio de 2024

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Sabe-se como nós, portugueses, somos muito dados ao messianismo, criamos mesmo uma versão portuguesa - o sebastianismo. Esperamos por D. Sebastião durante séculos, mas em vez do jovem rei, que deveria chegar numa manhã de nevoeiro cheio de pó do deserto, chegou-nos um menos jovem, desempoeirado e fresco que nem uma alface do interior da Beira. Por cá reinou durante 50 anos, transformando o país numa remota aldeia rural afastada do mundo e do futuro, onde nos manteve em cativeiro feitos prisioneiros da ignorância. Partiu, por obra e graça de uma cadeira que também se partiu, mas deixou marcas que não se apagam. O país saltou os muros da aldeia, abriu-se ao mundo e deixou entrar o futuro... Mas os prisioneiros deixaram-se ficar, fiéis à ignorância. Conhece-se hoje o fenómeno, chamam-lhe síndroma de Estocolmo!


E como orfãos procuraram novos Messias. Sem grande critério, sem grande exigência. Tudo tem servido... O José Gomes Ferreira, com programa de governo e tudo. E, claro, o Medina Carreira, o taxista a quem bastava uma hora de televisão para mudar o país...


Que depois de centenas de horas, em todas as estações e horários, desistiu. Não da Televisão, que paga bem, mas de mudar o país. Isso deixou agora para Pinto da Costa!


Falta-lhe sentido de oportunidade, esta não será a melhor altura para entregar a Pinto da Costa o que quer que seja. Mas sabe-se que o país sempre teve problemas de pontualidade, e nem por isso deixou de chegar aqui, a quase nove séculos de vida. Um taxista experimentado tem sempre por onde sair...

domingo, 5 de maio de 2024

Que pressa!


Esta deslocação do Benfica a Famalicão, no jogo que fechava a penúltima jornada do campeonato, tinha como principal interessado o Sporting. Que, se o Benfica não ganhasse, festejava o título. Não propriamente no sofá, como é da gíria, mas em Alvalade, onde tudo estava pronto para a festa. 


Até por isso, o Benfica "só" tinha que ganhar este jogo. 


O jogo iniciou-se com dois golos, logo no arranque, um para cada lado, e ambos anulados por fora de jogo. Primeiro o do Benfica, que parecia "sem espinhas". Desde logo porque o penúltimo jogador do Famalicão era o seu guarda-redes. Depois, porque a linha do VAR deu uns 9 centímetros. Já o de Jhonder Cadiz, logo na resposta, era visível a olho nu. 


Depois foi preciso esperar um quarto de hora para se voltar a sentir o cheiro a golo. E de novo para ambos os lados. E, ainda de novo, primeiro para o Benfica, com resposta imediata do Famalicão. Mas não foi preciso tanto tempo para se perceber que a anarquia táctica no Benfica tornara o jogo caótico. 


Poderia dizer-se que a equipa não teve meio campo. Que era uma equipa partida ao meio, que apenas defendia ou atacava. Mas foi ainda pior - não foi sequer equipa, foram simplesmente 10 jogadores mais Di Maria.


Ao intervalo não havia golos, mas poderia ter havido. E muitos, em ambas as balizas.


Roger Schmidt emendou a mão, e tentou pôr alguma ordem no jogo. Fez três substituições na entrada para a segunda parte, retirando o "inexistente" Kokçu (supostamente a jogar a 10), trocado por Rafa; Neres (trocado pelo inexistente João Mário, que jogara no meio, para onde entrou Florentino; e Marcos Leonardo - o ponta de lança que desta vez saiu na rifa de Roger Schmidt - foi trocado por Artur Cabral.


A necessidade da entrada de Florentino era óbvia. Como a da saída de Kokçu. O resto, era esperar para ver. 


Não foi preciso esperar muito. A equipa parecia outra, passou a dominar por completo o jogo, e as oportunidades de golo surgiam agora de forma continuada, mas apenas na baliza do Luiz Júnior. Foram vinte minutos de asfixia, mas sem golos, com o Artur Cabral a fazer lembrar ... Marcos Leonardo. À falta de melhor ...


A meio da segunda parte tudo mudou. O Famalicão, com apenas uma substituição, conseguiu soltar-se da teia em que estava capturado. E, na primeira vez em que chegou à baliza do Benfica, marcou.


Se Luiz Júnior defendera tudo o que havia para defender,  Trubin - paralisado, estático, desconcentrado - fez exactamente o contrário. 


A partir daí o Benfica desapareceu do jogo, e voltou à fórmula de 10 mais o Di Maria. Incapazes de reagir ao golo - não pareceu que conseguissem reagir mas, ainda assim, essa hipotética reacção seria logo inviabilizada de novo por tochas, desta vez lançadas do exterior do estádio - os jogadores iam, uns atrás dos outros, batendo no fundo. Schmidt ainda lançou o Tiago Gouveia, retirando finalmente João Mário, mas já nada levantava a equipa. E acabaria por ser o Famalicão a aproveitar o desnorte instalado para voltar a marcar, e selar uma derrota que é, muito, a imagem desta época.


Na realidade o Benfica sempre pareceu ter pressa em entregar de bandeja este título!

sábado, 4 de maio de 2024

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Há muito que a saída limpa estava anunciada. De tal forma que foi mesmo Paulo Portas a dizer que a saída seria sempre limpa: seria uma saída limpa directa para o mercado, ou seria uma saída limpa com um programa cautelar, ou com um seguro, como também dizia.


Era mesmo um segredo de polichinelo, como o Marques Mendes – e de segredos ninguém sabe mais que ele – não se percebendo por isso tão grande cerimonial, e menos ainda razão de tanta festa. Saída à pescada (antes de ser já o era) é que lhe deveriam chamar!


A festa de Passos, a festa de Portas e a festa de cada um dos membros do governo, até do Maduro, e de cada um dos deputados da maioria, percebe-se. Claro, é campanha eleitoral, e em campanha vale tudo, como já estamos fartos de saber. A festa da comunicação social, dos jornais e das televisões, é que se tem mais dificuldade em perceber. Ou será que também estão envolvidos na campanha eleitoral? Se calhar estão…


É que ninguém diz que a saída do programa é só isso: saída deste programa. Que não há programa cautelar nenhum. Que não há, nem nunca houve, porque quem manda nisto não está mais para isso. 


Quem ficou um bocado entalado foi o Seguro que, assim, não morre de velho. No sentido político, bem entendido!

sexta-feira, 3 de maio de 2024

Bola para o pinhal

Manifesto dos 50 - Por uma reforma da justiça em defesa do estado de  direito democrático.


Foi hoje divulgado um manifesto que, nas palavras de Rui Rio, um dos signatários e uma dos agentes políticos que há mais tempo, e com maior insistência vem metendo o dedo na ferida, pretende provocar um sobressalto cívico.


O título dado ao manifesto - subscrito por personalidades dos diversos quadrantes políticos, e outras ligadas à Justiça, como como João Caupers (antigo presidente do Tribunal Constitucional), Germano Marques da Silva (penalista e professor catedrático) ou Fernando Negrão (juiz) - “Por uma Reforma da Justiça em Defesa do Estado de Direito Democrático”, tem tanto de comprido como de claro.


Um título longo poderá não ser o mais indicado para fazer passar a mensagem, mas ela está logo lá dentro. E bem expressa: o estado da Justiça está a fazer mal à democracia. E isso justifica um "sobressalto cívico"!


Tenho a ideia - poderá estar errada, mas a é minha convicção - que a maioria dos portugueses se sobressalta com o estado da Justiça em Portugal. Por isso percebo mal que o governo, sem ignorar o manifesto, se tenha limitado a chutar para fora, mandando a bola bem lá para o fundo do pinhal. Mais valia que o tivesse ignorado...


 

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Foi hoje dada por concluída a décima segunda e última avaliação trimestral da troika, que formalmente coloca o ponto final no programa de ajuda externa, de resgate, de ajustamento ou do que lhe queiram chamar.


Quando há três anos foi anunciado o pedido de ajuda externa, muitos foram os portugueses, entre os quais me incluo, que viram nessa intervenção externa a oportunidade de resolver uma série de estrangulamentos que afectavam a nossa economia, o nosso Estado e a nossa sociedade. Dizíamos que finalmente iria ser feito aquilo que há muito se andava a adiar. Que, obrigado, o país iria fazer o que as classes dirigentes nunca quiseram fazer de livre vontade, por falta de vontade política, por conveniência própria ou por incapacidade de enfrentar interesses instalados.


Chegados aqui, três anos passados e dado por cumprido o programa, vemos que nada disso se passou. Que nada de estrutural foi alterado, que nenhum dos grandes interesses foi beliscado, e que os bloqueamentos na sociedade portuguesa são hoje ainda maiores. Que o país está muito mais pobre e que os portugueses naturalmente também. À excepção dos mais ricos, que mais ricos estão!


A única reforma de que demos conta foi a laboral. Elegeu-se a legislação do trabalho como fonte de todos os males e foi aí, e apenas aí, que se mexeu. Tudo o resto permaneceu na mesma. Nuns casos fez que se mexeu – como na administração local, que deixou os municípios intactos para brincar às freguesias – e noutros nem sequer se ouviu falar!


Se os objectivos não foram atingidos, seja na estrutura da economia seja na forma de organização do Estado, como é possível que o programa tenha avaliação positiva e seja dado por concluído e, mais, apresentado como um caso de sucesso?


É apenas possível porque a União Europeia mudou. Foi mudando ao longo deste três anos. Começou no plano financeiro, pelo BCE, quando sinalizou aos mercados que o euro seria defendido, custasse o que custasse. Passou mais tarde para o plano político, quando a Alemanha percebeu que tudo estava errado, e que era preciso rapidamente começar a encontrar histórias de sucesso para os países intervencionados. E concluiu-se, em parte como consequência dos dois passos anteriores, com o fim da recessão generalizada e o regresso, mais cedo e a maior ritmo que o esperado, ao crescimento económico.


Quem mais de perto acompanha estas coisas sabe que ainda em Novembro passado, há apenas cinco meses, toda a gente, governo incluído, tinha por certo um segundo resgate. Era claramente inevitável.


O que é que se passou desde então? Que medidas tomou o governo para inverter isso?


Nada. Ninguém consegue apresentar uma única medida do governo que tenha produzido tão radical inversão!


Apenas as taxas de juro desceram e a previsão para o crescimento económico passou dos 0,8 – em que ninguém sequer acreditava – para 1,5%. Para o dobro!


Sejamos sérios: o governo tem alguma coisa a ver com a descida das taxas de juro? E que medidas tomou para fazer crescer a economia?


A resposta é uma única e a mesma – nada. As taxas de juros não desceram por termos resolvido os problemas que as teriam levado a subir. Nem um único foi resolvido. Porque o resultado positivo nas contas externas não decorre de qualquer alteração estrutural, mas apenas da contracção do mercado interno. Que por um lado obrigou as empresas a procurar a respectiva compensação nas exportações, flagrante por exemplo nos refinados de petróleo, e, por outro, fez cair as importações. Á medida que a austeridade abrande e o consumo regresse, o desequilíbrio externo estará de volta.


Tudo isso aconteceu apenas e só porque a economia europeia saiu da recessão começou a crescer. Por nada mais!


Estes três anos foram apenas mais uma oportunidade perdida e de mais sacrifícios em vão. E nada da história de sucesso que Paulo Portas, com a esperteza saloia e a falta de vergonha que o caracterizam – a que estranhamente chamam capacidade política – hoje veio contar. Comparou as actuais taxas de juro com as de há três anos atrás, negou que aumento de impostos seja aumento de impostos e desatou a inventar a história de sucesso que lhe vai alimentar a campanha eleitoral.

Lata

Tropa obrigatória para delinquentes – Escola Portuguesa


O Ministro da Defesa - sim, exactamente o que tutela as Forças Armadas - num jantar-conferência da 13.ª edição da Universidade Europa, faz precisamente amanhã uma semana, defendeu que o serviço militar poderia ser uma alternativa para jovens que cometem pequenos delitos em vez de serem colocados em instituições que, “na maior parte dos casos, só funcionam como uma escola de crime para a vida”.


E sustentou este ponto de vista, esta proposta, esta recomendação - é só escolher e riscar o que não interessa - na questão, interrogação, pergunta retórica (é, de novo, só escolher e riscar o que não interessa):


- “Quantos destes jovens é que, se em vez de estarem institucionalizados sem nenhumas condições, pudessem cumprir um serviço militar, ter oportunidade de um exercício de formação, de autoridade, de valores, não poderiam ser mais tarde cidadãos muito melhores e simplesmente não lhes foi dada essa oportunidade?”


O ponto de vista, a proposta, ou a recomendação - tão bizarra quanto ideologicamente significativa - foi, como não podia deixar de ter sido, desancado/a no espaço mediático. Os militares saltaram-lhe logo para cima. Partidos requereram ouvi-lo no Parlamento. E nem Marcelo faltou, como também não podia deixar de ser, mesmo que, desta vez, por "omissão expressamente não omitida". 


Praticamente uma semana depois, em visita à Ovibeja - o que é uma feira agropecuária terá a ver com a Defesa? - , Nuno Melo negou tudo o que afirmou  e falou de "realidade paralela", e de "uma falsidade feita notícia": 


- “Só para que fique claro em começo de conversa, o ministro da Defesa, que por acaso sou eu, nunca propôs qualquer coisa sequer parecido. Aliás, eu não propus nada, não apresentei uma proposta, não apresentei um estudo, não apresentei uma intenção sequer”.


Nada disto é assim tão estranho. Nuno Melo tem lata para isto e muito mais. O que não tem é jeito, nem condições, para Ministro da Defesa. Mas isso também já se sabia.


 


 

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Épico!


Esta jornada de Turim, que lá nos leva de volta, vai ficar como uma das mais brilhantes da gloriosa história do Benfica. Teve tudo. Teve a categoria imensa dos jogadores, um imenso querer, um crer ilimitado e muito, muito sofrimento …


O jogo era difícil, de elevadíssimo grau de dificuldade. Porque a Juventus, grande no orçamento, é também uma grande equipa, como mostrou. Mais na Luz que hoje, em casa… Porque a final era ali no seu estádio, e a perspectiva de jogar a final em casa era factor de motivação suplementar. Porque, seja a UEFA, seja Platini ou seja lá o que for, a verdade é que o árbitro inglês não foi nada inglês. Foi italiano, foi descaradamente caseiro. Expulsou o Enzo, sem qualquer justificação, e cedo deixou o Benfica a jogar com dez, naquilo que foi o pleno das três meias-finais que ultrapassou com sucesso. Distribuiu amarelos numa gritante dualidade de critérios, e mais um incompreensível vermelho a Markovic, já no banco. E nunca mais dava o jogo por terminado, deixando-o chegar mais perto dos 10 minutos de compensação do que dos seis anunciados, todos com o Benfica reduzido a nove jogadores, já sem Garay…


Mas este Benfica é, como nunca se esperasse que pudesse ser, uma equipa solidária e unida numa confiança e numa crença que provavelmente só encontrará paralelo no Atlético de Madrid de Simeone. Resistiu por isso a todas as adversidades e ainda teve tempo, mesmo com dez e depois com nove, para aqui e ali deixar espalhadas no relvado manchas de enorme categoria.


Também porque a Juventus nunca primou exactamente pelo desportivismo, antes, durante e depois do jogo, esta vitória com direito a regresso a Turim tem ainda mais significado. É ainda mais épica!


 “E prontos, não há mai nhuma”

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...