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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Benfica 4 - Celtic 1

 


Casa cheia, mais uma, na Luz, para assistir a um clássico do futebol europeu, com o Benfica a receber o Celtic.

Um clássico europeu bem diferente do que acontece por cá, em clássicos ou não. Começa logo por ser um jogo sem truques, aberto e leal. Com poucas faltas, sem tempos mortos, com muitos remates, muitas oportunidades, muitos golos. Resumindo, com muito futebol!

O Benfica entrou demolidor, com faz por cá. Com um golo logo a abrir, um golo como por norma por cá não tem. Um penálti, claro. Mas que cá seria sempre sonegado pelo árbitro, fosse quem fosse, e pelo VAR. Que nem foi preciso. Um penálti que Duran, hoje titular, tal como Trubin, Lukebakio e  Sudakov, converteu à Panenka.

Á meia hora de jogo, pouco depois, já o Benfica ganhava por 3-0. Bah tinha marcado o segundo, ia a primeira a meio. Duran bisava, pouco depois da meia hora. Mas o jogo não tinha só golos, tinha bolas nos ferros e mais oportunidades para marcar.

O Celtic foi o primeiro a acertar nos ferros, e logo por duas vezes no mesmo lance. O Benfica responderia logo a seguir, com Aursnes em fora de jogo, e o intervalo chegaria quase sem se dar por ele, tão entretido - e bem jogado - o jogo estava.

A segunda parte foi diferente. O Celtic nunca virou a cara à luta, nunca desistiu, nunca teve mau perder. O Benfica nunca deixou de ser superior, mas deixou de ser dominador. Foi melhor, mas apenas ocasionalmente dominador. Não foi exactamente aquilo a que se chama um jogo partido, mas esteve longe de ser um jogo dominado.

À entrada do segundo quarto da segunda parte o Duran deles marcou, antecipando-se de cabeça a Trubin. E mais bolas aos ferros das duas balizas. Por duas vezes. Do Celtic, logo seguido da resposta do Benfica. Schjelderup - entrado na partida tal como Echeverri, Pavlidis, El Karouani e Circati - e Tomás Araújo!

O jogo só "sossegaria" com o quarto golo, de Pavlidis. Os adeptos, esses não. Nunca estiveram desassossegados, vibraram sempre Prestianni! 

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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Milan 0 - Benfica 2



O Benfica foi a Milão defrontar o Milan (que homenageou Rui Costa, a provar que não esquecem a velha camisola 10)  no arranque da fase de grupos da Liga Europa, com uma equipa alternativa aos habituais titulares. Destes, jogaram dois - Tomás Araújo e Palhinha. 

Por isso vale a pena conhecer os restantes nove. Trubin, com a titularidade recentemente perdida, regressou à baliza. Sem traumas, não teve um erro. Banjaqui estará provavelmente no lançamento para a titularidade, o que diz tudo. Circati jogou no lado direito, foi o Tomás que se deslocou para a esquerda. E estiveram perfeitos. Do lado esquerdo jogou El Karouani, o menos entrosado, ainda assim muito influente, com uma assistência. 

No meio campo estiveram dois titulares. Mas a verdade é que Aursnes foi titular pela primeira vez esta época. O outro era Palhinha. Depois, Lukebákio, Sudakov e Kaminski, e Duran na frente. 

Sudakov perdeu também a titularidade recentemente. Teve uma bola ao poste, quando tanto precisava que ele entrasse. Falta-lhe o golo. E faz-lhe muita falta. Acabou por confirmar o que se lhe conhece. Ao contrário de Kaminski, que se revelou um outro jogador. Jogou muito e bem, assistiu para o primeiro e marcou um  grande golo, o segundo. Não é jogador - isso vê-se - para ataque continuado, com pouco espaço. Mas, para este jogos, provou que é uma alternativa válida.

Na frente, Duran jogou muito. Não fez golos, mas foi muito importante. Lukebákio foi quem menos surpreendeu. Nem no primeiro golo, que alguma vez haveria de resultar.

Marco Silva ganhou jogadores, e assim se faz uma equipa. Uma equipa que fez um jogo muito competente.

Na primeira parte, com o domínio claro do jogo. Sem permitir nada ao Milan. Nada - nem remates, quanto mais oportunidades. O Benfica poderia ter então resolvido o jogo, tal foi a superioridade. E não foi apenas no tal remate de Sudakov, ao poste, já depois de Lukebákio ter inaugurado o marcador, logo aos 16 minutos.

O Milan também tinha deixado de fora alguns jogadores importantes. Rabiot, Pulisic e Modric (não entrou, sequer) eram pesos pesados que tinham ficado de fora. Entraram na segunda parte. Pulisic e Gila, logo ao intervalo. Diogo Moreira, o jogador formado no Benfica, e Saelemaekers, logo depois do segundo golo. E Rabiot mais tarde, nos últimos 20 minutos.

Logo no início da segunda parte, aí pelos 8 minutos, o Benfica chega ao segundo golo. Um bom lance pela esquerda, com um belo remate de primeira, de kaminski. Só a partir daí, e com as aquelas entradas, o Milan ganhou algum ascendente. 

Mas nunca um ascendente prolongado e evidente. E com uma única ocasião de golo, num remate que nem acertou na baliza, depois de dois atropelamentos, em falta clara que, se desse golo, certamente o VAR não deixaria passar.

Temos razões para estar confiantes. Marco Silva gere a equipa, e ela responde. Com bom futebol, organização e resultados. Provavelmente dirão que este é o pior Milan dos últimos 50 anos. Ou talvez não, porque este Milan é o de Rúben Amorim.

No Dragão regressarão os habituais titulares. Como regressarão as provocações que são habituais por aquelas bandas. Não se sabe é de que forma vêm!

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Aahrus 1 - Benfica 3

 


O Benfica está na fase de grupos da Liga Europa, depois de confirmar o resultado da primeira mão, em Lisboa. Perante os dinamarqueses do Aahrus confirmou o resultado, confirmou a exibição, e confirmou-se também a perdulário. Voltou a perder muitos golos, a começar num remate ao poste, de Barreiro, logo aos seis minutos.

Voltou a recorrer à sua equipa base, onde nesta altura falta Palhinha, para o onze inicial. E voltou a ser penalizado com um golo sofrido, na única oportunidade que concedeu. Foi tudo mau, nesse golo, em saída para o ataque. Foi completamente despropositado o passe de Tomás Araújo, foi de total negligência a recepção de Sudakov, a deixar-se antecipar, e foi de grande felicidade o remate de Carstensen, que sofreu um ressalto que enganou Samuel Soares.

O Aahrus foi uma equipa chata, como já se esperava. Muito física, mesmo dura, por vezes. Ficaram por mostrar alguns cartões, e pelo menos por expulsar um jogador. Com o seu futebol feito de posse e verticalidade o Benfica rapidamente impôs o seu jogo. Tranquilamente, mesmo sem foçar demasiado, impôs a sua superioridade e mandou o campeão dinamarquês directamente da Champions para a terceira divisão da Europa, a Liga Conferência.

Numa primeira parte muito forte, com Prestianni e Rafa em muito bom plano, e com grande consistência defensiva, o Benfica chegou ao golo pelo jovem argentino, a contar também com o desvio no pé de um defesa adversário. 

A segunda parte não foi muito diferente. Começou praticamente com o aviso sério de Rafa, com a bola a sair rente à barra, a deixar à vista o segundo golo, que marcaria logo a seguir, à passagem dos 10 minutos. Cinco minutos depois o Aahrus marcou o tal golo, a que Prestianni respondeu no minuto seguinte, com um golo sensacional. Um golaço!

E a partir daí veio o jogo das substituições, sem mais alterações no marcador. Primeiro Sudakov e, para não parecer mal, Rafa, por Schjelderup e Gonçalo Moreira, em estreia, nesta época. Mais tarde Duran e Lukebákio substituíram Pavlidis e Prestianni, o melhor em campo. E finalmente estreou-se Circati, substituindo Lenglet.

Sugeri acima que, na primeira substituição, Rafa saiu para não ser apenas Sudakov a sair. Marco Silva tem mantido a aposta em Sudakov. Até a substituí-lo usa "pinças", para não o melindrar. Foi isso a meu ver que fez, ao substituí-lo em simultâneo com Rafa. Pare-me no entanto que, após este jogo, fica mais difícil a Marco Silva defendê-lo.

Não foi só pelo comportamento no golo. Nem pela falta de golos e assistências. É que, sempre que vem ao meio, e isso acontece variadíssimas vezes por jogo, Prestianni mostra como se joga ali. Naquela posição.

Já que tanto falo em Prestianni, seria aconselhável - e desejável - que se renovasse já o contrato. E com um salário apropriado. Para evitar aquelas coisas que acontecem no Benfica.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Benfica 3 - Aahrus 1

 



Hoje na Luz, cheia, o Benfica, com o onze habitual, realizou uma grande exibição, na primeira parte do jogo, frente aos dinamarqueses do Aahrus - uma equipa eliminada da fase de apuramento da Champions -, para a primeira mão do "play-off" de acesso à Liga Europa.

A segunda parte foi diferente - já lá vamos - mas, mesmo que sejam as últimas imagens a perdurar, não nos podemos esquecer daquela primeira parte.

Aí, o Benfica apresentou um futebol que dá gosto ver. Rápido, pressionante, e de um enorme caudal ofensivo. O primeiro golo surgiu logo ao segundo minuto, em resultado de uma excelente jogada de futebol, com envolvimento pela direita, culminado com um centro de Bah, e da pressão colocada em jogo, com o golo (de Rafa, o melhor em campo) a surgir apenas ao terceiro remate, com os dois primeiros defendidos em cima da linha de golo. 

A partir daí seguiu-se uma enxurrada de futebol, de oportunidades de golo, e de defesas extraordinárias do guarda-redes dinamarquês. Só à meia hora o Benfica lograria o segundo, na sequência de um canto (foram seis, na primeira parte), por Barreiro. A cena repetiu-se, foi na garra que Barreiro encostou ao segundo poste, já depois de a bola ter mostrado intenções de não querer entrar.

O terceiro foi de Pavlidis, de pênalti. Muito bem marcado, e tirado a ferros. Porque já um tinha sido sonegado, e porque, no lance anterior, Rafa tinha sido derrubado dentro da área no momento do remate, e o árbitro italiano marcou ... canto. Porque, no canto, a bola foi desviada com a mão, e o árbitro nada assinalou. Porque, finalmente, foi chamado pelo VAR, e não teve como não assinalar o pênalti.

Antes, numa perda de bola no ataque de Langelet, mas também com bastante sorte nos ressaltos, o Aarhus marcou, por sinal num belo remate, à entrada da área, no único que fez baliza. Onde é que já vimos isso? Tantas vezes!

Ficava assim feito o resultado. Uma mentira do tamanho do mundo!

O Benfica fez na primeira parte 21 remates (contra 2 dos dinamarqueses). O guarda-redes Mads Hedenstad fez sete defesas. Cinco de de golo certo: Rafa (14 e 27 minutos), Prestianni (19 e 29), e Pavlidis (41). Para além destas grandes oportunidades de golo, o Benfica teve mais três anuladas por defesas dinamarqueses: Pavilidis (11 minutos), Sudakov (13) e Lengelet (37).

A segunda parte foi diferente. Bastante. A equipa dinamarquesa apareceu diferente, e o Benfica sentiu mais dificuldades para se adaptar às novas exigências do adversário. Construiu oportunidades de golo suficientes para dar outra expressão ao resultado, especialmente no último quarto de hora, quando os adeptos voltaram a puxar pela equipa, para que melhorasse o resultado. Fez "apenas" 10 remates, e dispôs de, pelo menos, quatro boas oportunidades, por Rios (75 minutos), Schjelderup e Dahl (78 e 90 minutos, de novo com grandes defesas de Mads HedenstadI) e Duran (90+2). Todos, à excepção de Dahl, entrados perto do último quarto de hora.

O Aarhus foi na segunda parte uma equipa muito mais defensiva, mais vertical e muito mais física. Com alguma violência, até. A estatística volta a confirmá-lo: a posse de bola do Benfica subiu de 65%, ao intervalo, para 71%; e as faltas, que na primeira parte (tem que se dar o desconto ao desastrado árbitro italiano) tinham sido de cinco para o Benfica, e apenas duas para os dinamarqueses, passaram para 10 e 17, respectivamente. 

Mas, é verdade, o futebol do Benfica nunca teve o mesmo brilho.




quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Benfica 1 - Hearts 1

 


O Benfica tinha a eliminatória assegurada, frente aos escoceses do Hearts, graças ao 6-1 da primeira mão. Por isso Marco Silva apresentou muitas alterações na equipa, recorrendo a jogadores menos rodados, que não segundas figuras.

E a verdade é que, em particular na primeira parte, o Benfica fez bom jogo. Não há dúvida nenhuma que a equipa está a crescer. Nem da qualidade do trabalho que Marco Silva está a realizar - joguem uns, ou outros, as ideias estão lá. E o futebol também. Depois, uns têm mais condições que outros para as pôr em prática. 

Pavlidis, que hoje não jogou, faz o que Duran, que jogou na sua vez, não sabe fazer. E por aí fora.

O problema não está na qualidade de jogo. O problema está na falta de agressividade, a atacar e a defender. O Benfica cria muitas oportunidades. O problema é concretizá-las. É a eficácia. São as bolas nos ferros. E são os remates que esbarram nos pés, nas pernas, nas costas dos jogadores. E aí, mais agressividade na hora de rematar, na de cruzar, ou na assistência, ajudariam. Sem dúvida nenhuma.

O jogo teve domínio do Benfica, com mais de 60% de posse de bola, 20 remates (contra 5), 11 cantos (contra nenhum). E não contam os remates bloqueados pelos defesas. Mas, à baliza, apenas cinco. Contra três. 

É aqui que "a porca torce o rabo". Porque é sempre a mesma coisa: os adversários vêm que o resultado está em aberto e acreditam cada vez mais. O Hearts acreditou três ou quatro vezes. Uma na primeira parte, e três na segunda. Numa dessas três teve um golo anulado. Noutra marcou, aos 77 minutos. 

O Benfica até respondeu de imediato, no minuto seguinte. Schjelderup, escapa para linha de fundo, na esquerda, deixa em José Neto, na área, que, de primeira, passa para Lukebákio, à entrada da área, acertar na baliza fazer o golo.

A bola ao poste, três defesas do guarda redes por instinto, e este remate foi, afinal, a produção do Benfica. Eu sei que há quem faça melhor produzindo menos. Mas não é o Benfica!

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Benfica 6 - Hearts 1

 


Mais de 60 mil na Luz para testemunhar uma grande exibição do Benfica, uma equipa desenvolta, com um futebol alegre e variado que há muito se não via por aquelas bandas. 

O Benfica apresentou hoje, frente aos escoceses do Hearts, um onze com algumas novidades. A começar na baliza, com o Samuel em vez do Trubin, e sem uma série de habituais titulares.  Sem António Silva, que já lá não está, jogou o Tomás, ao lado de Lengelet. Nas laterais, Bah e Dahl. No meio do meio campo, Enzo, a revelar-se um outro jogador, e Barreiro. Mais á frente, a crescer na alegria de jogar, Sudakov, com Rafa (não há incompatibilidades) não na ala direita, mas partir da dela. Na esquerda Prestiani, a dar a irreverência que a equipa precisa, e o homem do jogo, e na frente Pavlidis.

Fora da equipa, e do onze inicial, Aursnes, Trubin, Schjeldrup, Rios e Dedic, titulares indiscutíveis na época passada. Ainda Lukebakio e as contratações kaminsky e Duran. É qualquer coisa!

Sabemos que as últimas imagens são as que perduram. As últimas, mesmo as últimas, são de festa, compatíveis com o que foi o jogo. Com os quinto e sexto golos no últimos minutos, de Duran e Schjeldrup (de pênalti) a festa regressou às bancadas, e esqueceram-se as outras. Que eram as imagens que tinham então prevalência. Eram da segunda parte. Do golo do Hearts, das substituições, que acrescentaram aos escoceses e diminuíram ao Benfica, que levaram os escoceses dos 28% aos 40% de posse de bola. Apenas interrompido pelo golo mais aplaudido de jogo. O quarto, de Prestiani. Que interceptou, na raça, um passe entre os defesas escoceses, foi por ali fora e desferiu um remate em arco. E como o mereceu!

Seria injusto que do jogo ficassem essas imagens. Para trás ficava uma primeira parte brilhante, verdadeiramente espectacular, como há muito se não via na Luz. Ficavam três golos, de Rafa, logo abrir, de Tomás Araújo, na sequência de um dos muitos cantos, quase todos a levarem grande perigo á baliza do Hearts, e de Pavlidis, de pênalti. 

Para trás ficava uma primeira parte em que o Benfica, no mínimo, poderia facilmente ter marcado o dobro dos golos!

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Benfica 5 - St Gallen 0

 


Quando uma equipa marca individualmente no campo todo, se do outro lado estiver um adversário com um mínimo de classe, competente na recepção e no passe, sai invariavelmente goleada. Se o adversário não tiver essas competências, se do outro lado não houver um mínimo de classe, em vez da goleada perde-se o jogo, como há uma semana, na Suíça, ou passam-se por momentos tenebrosos, como aconteceu nos primeiros dez minutos do jogo de hoje. 

Benfica e St Gallen comprovaram isso, mais uma vez, hoje no Estádio da Luz. Ao marcar no campo todo, "homem a homem", o St Gallen fez o campo grande, tornando mais fácil a tarefa das equipas tecnicamente mais apetrechadas. Há mais espaço para jogar. Depois, é preciso sabê-lo explorar. Porque, caso contrário, se houver passes e recepções falhados, quando há espaços, a marcação individual mantém-se. Mas já sem espaço.

Na primeira parte aconteceu de tudo. Até 10 minutos assustadores. O Benfica tentou aproveitar o campo grande, mas nem sempre conseguiu. Consegui-o no primeiro golo, de Pavlidis, logo aos 11 minutos. E mais umas duas ou três vezes, não mais.

Com 74% de posse de bola na primeira parte, o Benfica teve apenas 2 remates enquadrados na baliza, de um total de 10. Não muito diferente da equipa suíça: os mesmos remates enquadrados, de um total de sete. É o espelho o que se disse acima.

Na segunda parte, em que o St Gallen voltou a tentar entrar mais intenso na sua marcação individual, o Benfica já se aproximou das expectativas dos quase 60 mil que se deslocaram à Luz. O segundo golo, de Pavlidis novamente, acabou com essa tentativa, logo aos 10 minutos. Que acabou, de todo, com a expulsão, logo a seguir - segundo amarelo - de Stanic, que agarrou Pavlidis, que se esgueirava à entrada do meio campo, em mais um aproveitamento do espaço que o campo (grande) dava. 

Mais dez minutos e novo golo de Pavlidis, a colocar ponto final na eliminatória. Um golo onde se viu que o árbitro alemão - Florien Bastdubner, por sinal muito fraquinho - tinha auxílio de VAR. Em dois penáltis anteriores nunca se dera por ele, mas viu-se neste golo, inicialmente anulado, quando a bola tinha voltado a Bah devolvida por um adversário.

Antes de sair Pavlidis (John Duran) ainda faria o "poker", de penálti, culminando uma exibição muito bem conseguida. Como a António Silva, em jogo de despedida, e a deitar mais uma achas para a fogueira que vai consumindo Rui Costa. António Silva, a jogar assim (como se percebe que Marco Silva o deixa jogar, como já deixara Roger Schmidt), não podia ter chegado a este ponto.

Rios, Shcjeldrup, Lukebakio e Dedic também entraram, e o Benfica poderia ter marcado mais uns quantos golos. Marcaria apenas mais um, de excelente recorte, diga-se, por Langelet, fechando a goleada em 5-0. Num jogo com 78% de posse de bola, 25 remates, com 10 enquadrados, e com mais seis grandes oportunidades, claras, de golo.






O aldrabão mor

Sem surpresas. Era esperado! O aldrabão mor do reino juntou-se aos protestos que grassam no país.  Tal e qual como no caso de legislação lab...