Casa cheia, mais uma, na Luz, para assistir a um clássico do futebol europeu, com o Benfica a receber o Celtic.
Um clássico europeu bem diferente do que acontece por cá, em clássicos ou não. Começa logo por ser um jogo sem truques, aberto e leal. Com poucas faltas, sem tempos mortos, com muitos remates, muitas oportunidades, muitos golos. Resumindo, com muito futebol!
O Benfica entrou demolidor, com faz por cá. Com um golo logo a abrir, um golo como por norma por cá não tem. Um penálti, claro. Mas que cá seria sempre sonegado pelo árbitro, fosse quem fosse, e pelo VAR. Que nem foi preciso. Um penálti que Duran, hoje titular, tal como Trubin, Lukebakio e Sudakov, converteu à Panenka.
Á meia hora de jogo, pouco depois, já o Benfica ganhava por 3-0. Bah tinha marcado o segundo, ia a primeira a meio. Duran bisava, pouco depois da meia hora. Mas o jogo não tinha só golos, tinha bolas nos ferros e mais oportunidades para marcar.
O Celtic foi o primeiro a acertar nos ferros, e logo por duas vezes no mesmo lance. O Benfica responderia logo a seguir, com Aursnes em fora de jogo, e o intervalo chegaria quase sem se dar por ele, tão entretido - e bem jogado - o jogo estava.
A segunda parte foi diferente. O Celtic nunca virou a cara à luta, nunca desistiu, nunca teve mau perder. O Benfica nunca deixou de ser superior, mas deixou de ser dominador. Foi melhor, mas apenas ocasionalmente dominador. Não foi exactamente aquilo a que se chama um jogo partido, mas esteve longe de ser um jogo dominado.
À entrada do segundo quarto da segunda parte o Duran deles marcou, antecipando-se de cabeça a Trubin. E mais bolas aos ferros das duas balizas. Por duas vezes. Do Celtic, logo seguido da resposta do Benfica. Schjelderup - entrado na partida tal como Echeverri, Pavlidis, El Karouani e Circati - e Tomás Araújo!
O jogo só "sossegaria" com o quarto golo, de Pavlidis. Os adeptos, esses não. Nunca estiveram desassossegados, vibraram sempre Prestianni!
