O Benfica foi a Milão defrontar o Milan (que homenageou Rui Costa, a provar que não esquecem a velha camisola 10) no arranque da fase de grupos da Liga Europa, com uma equipa alternativa aos habituais titulares. Destes, jogaram dois - Tomás Araújo e Palhinha.
Por isso vale a pena conhecer os restantes nove. Trubin, com a titularidade recentemente perdida, regressou à baliza. Sem traumas, não teve um erro. Banjaqui estará provavelmente no lançamento para a titularidade, o que diz tudo. Circati jogou no lado direito, foi o Tomás que se deslocou para a esquerda. E estiveram perfeitos. Do lado esquerdo jogou El Karouani, o menos entrosado, ainda assim muito influente, com uma assistência.
No meio campo estiveram dois titulares. Mas a verdade é que Aursnes foi titular pela primeira vez esta época. O outro era Palhinha. Depois, Lukebákio, Sudakov e Kaminski, e Duran na frente.
Sudakov perdeu também a titularidade recentemente. Teve uma bola ao poste, quando tanto precisava que ele entrasse. Falta-lhe o golo. E faz-lhe muita falta. Acabou por confirmar o que se lhe conhece. Ao contrário de Kaminski, que se revelou um outro jogador. Jogou muito e bem, assistiu para o primeiro e marcou um grande golo, o segundo. Não é jogador - isso vê-se - para ataque continuado, com pouco espaço. Mas, para este jogos, provou que é uma alternativa válida.
Na frente, Duran jogou muito. Não fez golos, mas foi muito importante. Lukebákio foi quem menos surpreendeu. Nem no primeiro golo, que alguma vez haveria de resultar.
Marco Silva ganhou jogadores, e assim se faz uma equipa. Uma equipa que fez um jogo muito competente.
Na primeira parte, com o domínio claro do jogo. Sem permitir nada ao Milan. Nada - nem remates, quanto mais oportunidades. O Benfica poderia ter então resolvido o jogo, tal foi a superioridade. E não foi apenas no tal remate de Sudakov, ao poste, já depois de Lukebákio ter inaugurado o marcador, logo aos 16 minutos.
O Milan também tinha deixado de fora alguns jogadores importantes. Rabiot, Pulisic e Modric (não entrou, sequer) eram pesos pesados que tinham ficado de fora. Entraram na segunda parte. Pulisic e Gila, logo ao intervalo. Diogo Moreira, o jogador formado no Benfica, e Saelemaekers, logo depois do segundo golo. E Rabiot mais tarde, nos últimos 20 minutos.
Logo no início da segunda parte, aí pelos 8 minutos, o Benfica chega ao segundo golo. Um bom lance pela esquerda, com um bela remate de primeira de kaminski. Só a partir daí, e com as aquelas entradas, o Milan ganhou algum ascendente.
Mas nunca uma ascendente prolongado e evidente. E com uma única ocasião de golo, num remate que nem acertou na baliza, depois de dois atropelamentos, em falta clara que, se desse golo, certamente o VAR não deixaria passar.
Temos razões para estar confiantes. Marco Silva gere a equipa, mas ela responde. Com bom futebol, organização e resultados. Provavelmente dirão que este é o pior Milan dos últimos 50 anos. Ou talvez não, porque este é o Milan de Rúben Amorim.
No Dragão regressarão os habituais titulares. Como regressarão as provocações que são habituais por aquelas bandas. Não se sabe é de que forma vêm!
Sem comentários:
Enviar um comentário