terça-feira, 31 de dezembro de 2024

De Steve Bannon a Elon Musk

Elon Musk e Steve Bannon, gurus de Donald Trump, brigam publicamente por  causa de imigração


 


A versão Trump 2.0 destingue-se da inicial na exacta medida em que Elon Musk se distingue de Steve Bannon. Enquanto este vendia banha da cobra nas redes sociais, Elon Musk é dono delas (e de tudo e mais umas botas) e escreve nos jornais.


Que a editora do jornal onde escreveu tenha escolhido a rede de que é dono para anunciar a sua demissão é mera ironia.


Gostava de vos desejar um bom Ano Novo ...

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Está a chegar ao fim este que, depois de um longo e duro período de dificuldades e privações, era o ano de todas as expectativas.


Fosse para mera expiação dos nossos pecados, como muitas das nossas elites políticas sugeriam, fosse como convicta estratégia de salvação do país, para trás teríamos deixado três anos de degredo e privação a que chamaram austeridade. E, tivéssemos expiado todos os nossos pecados ou salvo o país, esperava-se que neste ano os portugueses pudessem abrir as janelas e deixar entrar os primeiros raios de sol.


Os que nos governam sabiam disso. Era a libertação, o novo 1640, os impostos a baixar, o milagre económico, os ganhos de competitividade, o turismo, as exportações …


Era o desemprego a cair, a cair… E a economia a crescer ao ritmo alucinante de 0,0% ao trimestre. Não era apenas a credibilidade recuperada, era a credibilidade do país nos máximos de sempre. E por isso as taxas de juros caem, caem …


As janelas estavam bem abertas, de par em par. O raio de/do sol é que teimava em não entrar… E alguém descobriu porquê: afinal era apenas o país que estava melhor. O país estava melhor, os portugueses, não. Ainda não!


Andávamos nisto, percebendo que afinal tanto sofrimento, tantas dificuldades e tantas privações não tinham dado em nada. Que estes três anos não foram afinal mais que apenas mais três anos perdidos. Que nenhuma alteração estrutural tinha ocorrida na economia e na sociedade portuguesa que permitisse a entrada do sol. Que apenas tínhamos empobrecido muito: perdemos salários, serviços do Estado, emprego, empresas… Perdemos nosso parco património, que já só tem valor para a famigerada Autoridade Tributária, a quem pagamos muito mais IMI. E muito mais IRS!


Andávamos nisto quando descobrimos que uma só família rebentou com um grande banco e, criminosamente, estourou com milhares de milhões de euros da economia, asfixiou centenas de pequenas empresas e destruiu ainda uma das maiores empresas do país, e uma referência internacional no mundo das telecomunicações. E que, governo e entidades de regulação e supervisão bancária e financeira, não só permitiram que tudo isto acontecesse como, com conivências múltiplas, entre as quais a do próprio Presidente da República, enganaram ainda milhares de cidadãos no aumento de capital do Banco que a seguir extinguiriam.


Que o primeiro-ministro em funções, durante muito tempo recebeu mensalmente dinheiro, sem saber ou sem se lembrar, de uma empresa, através de uma fundação, com ligações a fundos europeus, onde tinha a função de “abrir portas” (palavras do patrão, que lhe não estava a chamar porteiro). Viria mais tarde a lembrar-se que esse dinheiro se referia ao pagamento de despesas, e o que pareceria mais um caso de fraude fiscal acabou por servir como justificação, calando tudo e todos.


E que dois antigos ministros, e figurões do regime, eram condenados a prisão, no chamado processo face oculta. Pouco depois era a operação labirinto que levava à prisão uns quantos altos funcionários do Estado, e amigos e sócios de ministros, suspeitos de corrupção na corrupção aberta de um Estado que decide fazer negócios com vistos de residência. Logo de seguida, sem dar sequer para respirar, na operação marquês, é preso o anterior primeiro-ministro, suspeito de corrupção, de branqueamento de capitais e de fraude fiscal. Não ficaria por aqui – nem o ano ainda acabou – e Duarte Lima, uma das figuras – mais uma – do cavaquismo, era condenado a 10 anos de prisão…


E foi isto, este ano … O ano de quem tanto esperávamos acabou afinal por nos levar tudo. Já não há raio de sol!


Está a chegar ao fim este que, depois de um longo e duro período de dificuldades e privações, era o ano de todas as expectativas.


Fosse para mera expiação dos nossos pecados, como muitas das nossas elites políticas sugeriam, fosse como convicta estratégia de salvação do país, para trás teríamos deixado três anos de degredo e privação a que chamaram austeridade. E, tivéssemos expiado todos os nossos pecados ou salvo o país, esperava-se que neste ano os portugueses pudessem abrir as janelas e deixar entrar os primeiros raios de sol.


Os que nos governam sabiam disso. Era a libertação, o novo 1640, os impostos a baixar, o milagre económico, os ganhos de competitividade, o turismo, as exportações …


Era o desemprego a cair, a cair… E a economia a crescer ao ritmo alucinante de 0,0% ao trimestre. Não era apenas a credibilidade recuperada, era a credibilidade do país nos máximos de sempre. E por isso as taxas de juros caem, caem …


As janelas estavam bem abertas, de par em par. O raio de/do sol é que teimava em não entrar… E alguém descobriu porquê: afinal era apenas o país que estava melhor. O país estava melhor, os portugueses, não. Ainda não!


Andávamos nisto, percebendo que afinal tanto sofrimento, tantas dificuldades e tantas privações não tinham dado em nada. Que estes três anos não foram afinal mais que apenas mais três anos perdidos. Que nenhuma alteração estrutural tinha ocorrida na economia e na sociedade portuguesa que permitisse a entrada do sol. Que apenas tínhamos empobrecido muito: perdemos salários, serviços do Estado, emprego, empresas… Perdemos nosso parco património, que já só tem valor para a famigerada Autoridade Tributária, a quem pagamos muito mais IMI. E muito mais IRS!


Andávamos nisto quando descobrimos que uma só família rebentou com um grande banco e, criminosamente, estourou com milhares de milhões de euros da economia, asfixiou centenas de pequenas empresas e destruiu ainda uma das maiores empresas do país, e uma referência internacional no mundo das telecomunicações. E que, governo e entidades de regulação e supervisão bancária e financeira, não só permitiram que tudo isto acontecesse como, com conivências múltiplas, entre as quais a do próprio Presidente da República, enganaram ainda milhares de cidadãos no aumento de capital do Banco que a seguir extinguiriam.


Que o primeiro-ministro em funções, durante muito tempo recebeu mensalmente dinheiro, sem saber ou sem se lembrar, de uma empresa, através de uma fundação, com ligações a fundos europeus, onde tinha a função de “abrir portas” (palavras do patrão, que lhe não estava a chamar porteiro). Viria mais tarde a lembrar-se que esse dinheiro se referia ao pagamento de despesas, e o que pareceria mais um caso de fraude fiscal acabou por servir como justificação, calando tudo e todos.


E que dois antigos ministros, e figurões do regime, eram condenados a prisão, no chamado processo face oculta. Pouco depois era a operação labirinto que levava à prisão uns quantos altos funcionários do Estado, e amigos e sócios de ministros, suspeitos de corrupção na corrupção aberta de um Estado que decide fazer negócios com vistos de residência. Logo de seguida, sem dar sequer para respirar, na operação marquês, é preso o anterior primeiro-ministro, suspeito de corrupção, de branqueamento de capitais e de fraude fiscal. Não ficaria por aqui – nem o ano ainda acabou – e Duarte Lima, uma das figuras – mais uma – do cavaquismo, era condenado a 10 anos de prisão…


E foi isto, este ano … O ano de quem tanto esperávamos acabou afinal por nos levar tudo. Já não há raio de sol!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Já todos podem ficar descansados, António Costa visitou finalmente Sócrates na prisão... Tinha passado o Natal bem perto, mas guardou para o último dia do ano... Afinal havia um site de apostas e tudo...


Calado, sem dizer palavra, disse que veio, sim, mas ... obrigado!


 

Jimmy Carter (1924-2024)

Jimmy Carter, ex-presidente dos EUA, morre aos 100 anos | Jovem Pan


Jimmy Carter foi muito mais que o 39º Presidente dos Estados Unidos da América, lugar que ocupou entre 20 de Janeiro de 1977 e 20 de Janeiro de 1981. Foi o maior ex-Presidente dos Estados Unidos da América.


E não foi por até hoje ninguém o ter sido por tanto tempo. Foi por o ter sabido utilizar como ninguém.

domingo, 29 de dezembro de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Desconfiávamos que o jogo de futebol que estava marcado para hoje, em Guimarães, seria muito mais que um jogo de futebol. E não nos enganamos!


Sabíamos que o Sporting iria entrar em campo com uma equipa maioritariamente constituída pelos Messis que o presidente Bruno de Carvalho contratara no início desta época, e que o treinador Marco Silva teimava em ignorar, sabotando as competências futebolísticos do querido líder. Os dados estavam lançados para, mais que perceber a teoria da sabotagem construída pelo presidente do Sporting e dada a conhecer ao mundo por essa iminência verde chamada José Eduardo, assistir à sua demonstração.


Assim foi, e este jogo de Guimarães confirmou em absoluto a tese da maior conspiração de sempre no futebol nacional. A partir dele bem pode Marco Silva limpar as mãos à parede com a acção judicial movida contra o José Eduardo. E em vez de ficar à espera da indemnização, o melhor é ir-se preparando para pagar!


Vejamos: Com os jogadores do presidente, o Sporting ganha por 2-0 ao mesmo adversário que, com os jogadores escolhidos pelo infiltrado Marco Silva, lhe tinha imposto a maior derrota da época. Uma goleada que, como se sabe, seria a gota de água que faria transbordar o copo de Bruno de Carvalho, rapidamente transformado num tsunami!


Mas o jogo foi mais longe na exposição das debilidades do treinador e das competências do presidente. Com os jogadores do treinador, o Sporting tem sofrido golos atrás de golos, e com eles cedido muitos pontos, a partir de bolas paradas. Pois o jogo fez questão de mostrar a toda a gente que, com os jogadores do presidente, cantos e livres não metem medo a ninguém. Só cantos foram 17! 17 cantos e mais uns tantos livres na sequência das 30 faltas que a equipa cometeu… Golos, nada. Nem sombras…


Coisa idêntica se passa com os auto-golos. Os jogadores do treinador marcaram na própria baliza uma série de golos, também eles a custarem pontos. Como se viu, com os jogadores do presidente nada disso … Os cortes saem todos certinhos, a rasar a barra, ou a tirar tinta ao poste, mas para o lado de dentro das redes… nada.


E com os golos? Os jogadores do treinador falham oportunidades de golos umas atrás das outras e, claro, isso custa pontos. Com os jogadores do presidente é outra coisa: 4 remates à baliza, dois golos. Nem mais!


É pois claro e óbvio – entra mesmo pelos olhos dentro – que, com os jogadores do presidente, em vez de 10 pontos de atraso para o primeiro, o Sporting estaria com 10 pontos de avanço para o segundo classificado do campeonato. Não só estaria nos oitavos da champions, como teria os cofres cheios dos milhões da liga milionária…


E, claro, teria agora os tubarões da Europa às portas de Alvalade, todos em fila – Real Madrid, Barcelona, os dois Manchesters, Arsenal, Chelsea, Bayern Munique, só lá faltariam os russos, mas sabemos por quê – com os cheques das cláusulas de rescisão na mão. A 45 milhões cada um, a coisa andaria à volta dos 500 milhões de euros!


Pronto. Está tudo explicado. Alguém agora tem dúvidas que Marco Silva é o rosto de um polvo que asfixia o SCP? Um diabo pintado de anjo


Que seria dos sportinguistas sem gente como esse José Eduardo?

Perder a mostrar como ganhar


Cabia ao Benfica entrar mandão no jogo para tentar explorar o momento depressivo do Sporting,  acentuar a desconfiança dos seus adversários, e criar dúvidas à volta do novo comando técnico de Rui Borges, acabado de chegar. Por muito que "dérbi seja dérbi", com a sua imprevisibilidade, e até com a badalada tendência para favoritismos invertidos em função do momento das equipas, seria inevitável que uma forçada má entrada do Sporting marcasse o destino do jogo.


Mas bem sabemos que o Benfica, e em particular o de Bruno Lage, não é dado a essas coisas de entrar de peito feito nos grandes jogos, nos de maior exigência. Por isso permitiu que o Sporting crescesse em crença, errasse menos e crescesse no jogo. E passou a ser o Benfica a errar.


E como errou!


O golo que ditou o resultado, perto da meia hora de jogo, é o paradigma do erro: Otamendi errou, com uma mudança de flanco despropositada a enviar a bola para fora das quatro linhas; depois, a equipa desligou da reposição da bola; depois, ainda, Tomás Araújo falhou completamente a abordagem ao Gyokeres; finalmente ninguém compensou na defesa, permitindo que o Catamo surgisse sozinho na direita a rematar para a baliza.


E no entanto o Benfica sabia - e era capaz - de fazer isso. De entrar mandão no jogo e empurrar o adversário para as profundezas da sua depressão. Mostrou-o na segunda parte, com toda a clareza. 


Esse é o problema. Foi o problema hoje, como já o foi noutros jogos. Nos grandes jogos o Benfica reage, em vez de tomar a iniciativa. 


Se o Benfica foi capaz de ir para cima de um Sporting já refeito da depressão, moralizado por estar a ganhar, e por uma primeira parte de clara superioridade, e de criar situações de golo suficientes para ganhar o jogo, mais facilmente o poderia ter feito ao Sporting que iniciou o jogo. Bastava querer!


Não digo que o Bruno Lage não quis. Digo que não teve coragem, nem rasgo, nem ambição para o querer. 


Assim, o Benfica perdeu o jogo. Mal, porque ainda assim não o mereceu. Perdeu a liderança do campeonato, que tinha acabado de atingir. Caiu de primeiro para terceiro. E ressuscitou o Sporting!


 


 

sábado, 28 de dezembro de 2024

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Em todas as últimas privatizações, todas as administrações das empresas objecto de privatização estiveram invariavelmente de acordo com o modelo de privatização escolhido pelo governo. Em todas as últimas privatizações, as administrações das empresas objecto de privatização asseguraram a sua continuidade na gestão das empresas privatizadas...

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Afinal o francês L´Equipe segue as ordens do francês Platini. Desde que a FIFA passou também a a atrbuir o prémio, e a designá-lo para o melhor do mundo, a escolha tem praticamente sido a mesma.


Não tem grande jeito, dois melhores do mundo... Mas quando se deixa um francês daqueles de mão estendida, com todo o mundo a ver... o melhor que pode acontecer é isso!

Mensagem de Natal?

Igreja/Portugal: Papa nomeia D. Francisco Senra Coelho como arcebispo de  Évora – Agência ECCLESIA


Dirigindo-se aos ucranianos que vivem no território da sua Arquidiocese, na sua mensagem de Natal o arcebispo de Évora, Francisco Senra Coelho, agradeceu-lhes a resistência perante as "ondas avassaladoras do comunismo ateu".


Ninguém acredita que tão alto dignitário da Igreja Católica, um arcebispo, ignore que a Rússia que invadiu a Ucrânia, e a martiriza numa guerra sem tréguas - para a qual o Papa Francisco ontem, na sua mensagem de Natal, voltou a apelar à paz: "calem-se as armas na martirizada Ucrânia"- é um regime ultra-conservador e nacionalista de extrema-direita, apoiado pela cúpula de igreja ortodoxa russa, e que Putin, o inclemente ditador que a dirige com mão de ferro, financiou católicos militantes como Le Pen, Salvini e até o antigo seminarista André Ventura.


Ora, se não pode ser por ignorância própria, só pode ser exploração da ignorância dos outros. E isso não é nem mensagem, nem Natal. Muito menos é as duas juntas.

Mensagem de Natal de Sua Excelência o Sr Primeiro Ministro de Portugal

A mensagem de Natal do primeiro-ministro Luís Montenegro na íntegra |  Jornal da CNN | TVI Player


Que as eleições nunca nos lixem


De maneira nenhuma. De lado nenhum ...

Há 10 anos


Mensagem de Natal de Sua Excelência o Sr Primeiro Ministro de PortugalQue se lixem as eleições!!!


 

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Percepções

Luís Montenegro AD e André Ventura Chega  Debate com todos os partidos com assento parlamentar legislativas 2024


 


 


A propósito de percepções


"O Chega, pode-se dizê-lo, está no Governo. E tem um primeiro-ministro: chama-se Luís Montenegro. É a minha percepção, pelo menos. Também tenho direito, não?"


João Pedro Henriques, jornalista. Hoje, no Expresso curto, donde aproveito também a foto.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Natal na frente


Esta 15ª jornada, a do Natal, entrará para a História dos campeonatos nacionais. É comum, nos tempos que correm, jornadas espalhadas por três ou quatro dias; não é comum, é mesmo inédito, uma jornada com três lideres diferentes.


Anteontem, no sábado, ao ganhar em Moreira de Cónegos (3-0, num jogo que explica como o Porto, mesmo em crise, pontua como nenhum rival no campeonato dos outros), onde perdera, e fora eliminado da Taça há um mês, e onde o Benfica deixara dois pontos e o Sporting três, o Porto chegou ao primeiro lugar do campeonato, com 37 pontos. Ontem, domingo, com o empate (0-0) em Barcelos, que terá ditado o despedimento imediato do João Pereira, o Sporting igualou aquela pontuação, mas regressou ao primeiro lugar. Ao vencer (3-0) hoje o Estoril, na Luz novamente cheia, o Benfica passou a somar 38 pontos, e chegou pela primeira vez ao topo da classificação deste campeonato.


Deseja-se que de lá não saia. É Natal, tempo de desejos.


O jogo desta noite não nos permite grandes conclusões sobre esse desejo. Foi um jogo que o Benfica poderia ter ganhado de forma ainda mais expressiva, mas que também poderia não ter ganhado. Foi um jogo que em grande parte controlou, mas em que também teve largos momentos de subalternização. 


O Estoril entrou melhor no jogo - confesso que aprecio o treinador escocês Ian Cathro, e não é apenas por se expressar num português impecável - dominou praticamente o primeiro quarto de hora, e o Benfica teve que crescer no jogo para tentar equilibrar a primeira parte. Quando não tinha a bola o Estoril defendia com uma linha de cinco, mas de forma muito compacta, com as linhas muito juntas. Quando a recuperava subia da mesma forma compacta, e com os jogadores muito próximos uns dos outros, a facilitar a circulação. Mas também a pressão.


O Benfica começou por acusar a falta de meio campo. Sem Florentino (na equipa base Bruno Lage apenas trocou dois jogadores - Otamendi, que se deslocou à Argentina na passada quinta-feira, partindo logo da Madeira, por António Silva e Florentino por Beste - mas mudou muito no xadrez, com Kokçu ao lado de Aursenes e Akturkoglu atrás de Pvlidis, para Beste jogar na esquerda do ataque) o meio campo do Benfica esteve sempre muito desconfortável com a movimentação dos estorilistas.


Fechado o primeiro quarto de hora, ficou a ideia que o Benfica estaria a começar a resolver esses problemas. Durou apenas 4 ou 5 minutos, que acabaram com o remate de Pavlidis ao poste, e só a  partir do meio da primeira parte, e mais claramente depois do golo de Pavlidis (finalmente!) o Benfica passou para cima do jogo. 


O Benfica tinha antes tido oportunidades para marcar, a maior das quais na tal bola ao poste, aos 18 minutos, mas o primeiro golo chegou na altura e nas circunstâncias certas. E isso foi decisivo. Não é que, a partir daí e até ao intervalo, o jogo tivesse passado a ter como único sentido a baliza do espanhol Robles. Não foi assim, mas foi a partir daí que o Benfica conseguiu encontrar espaços para  jogar, e verdadeiramente impor respeito ao adversário. 


Não os aproveitou da melhor maneira, e esse é outro problema. É um problema de forma de alguns jogadores. Da forma perdida por Akturkoglu e Pavlidis, e da nunca adquirida de Beste.


A segunda parte começou a fazer lembrar os primeiros minutos. E logo o árbitro - António Nobre faz parte da elite do habilidoso sistema de arbitragem, e confirmou-o até ao limite - assinalou um penálti contra o Benfica. O VAR mostrou-lhe que não podia ser, que não havia por onde.


Em tempo de percepções, os jogadores do Benfica perceberam o aviso. E o penálti que António Nobre quis inventar funcionou como alerta. 


Novamente sem grandes alardes, e sem entusiasmar as bancadas por aí além, o Benfica voltou a tomar conta do jogo. Mas o golo da tranquilidade tardou. Como tardaram as substituições que entravam pelos olhos dentro...


Estava Amdoumi há 3 minutos em campo, substituindo (em simultâneo Leandro Barreiros substituiu Aursenes) Pavlidis, acabado de falhar mais um golo de forma inacreditável, quando marcou o segundo, que afastou das bancadas os fantasmas das Aves. E deu o golpe de misericórdia no Estoril. O marcador só atingira a sua expressão final já no quarto dos justificados 6 minutos de compensação, de novo por Amdoumi, num canto cobrado por Beste.


Um golo que deu ao marcador o colorido da liderança, e que foi o regresso aos golos de canto. Que também pareciam esquecidos. 


Acabou em festa a noite na Luz. Há razões para festejar, há muito que o Benfica não estava lá em cima, em primeiro. Mas nem tudo são rosas no momento actual da equipa!


 

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Por que é que toda a gente percebe que estar morto é o contrário de estar vivo, e depois há tanta gente com dificuldade em perceber que, estar preso, é exactamente o contrário de estar em liberdade?


Se calhar é porque lhe falta  a dimensão axiomática de uma resposta tonta de uma socialite qualquer... Se for isso, pode falar-se com a mesma.

sábado, 21 de dezembro de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


De Poiares Maduro já ouvimos tudo... Na maior parte das vezes, disparates...


Se calhar é por isso hoje já não se liga nada ao que diz aquele que foi um homem respeitado e prestigiado que chegou ao governo para substituir Relvas. E por isso ele pode continuar, hirto e firme, na sua espiral do disparate. Para negar o óbvio, e até natural, neste estado de coisas - o governo sempre mandou na RTP, e quando criou o tal Conselho Geral (e "independente") da RTP continuou a mandar, só que por interposta(s) pessoa(s) -, Poiares Maduro diz que o Bloco de Esquerda tem mais influência no órgão que criou para mandar na RTP que o governo.


Só que começa a ficar muito difícil alimentar a espiral... A fasquia do disparate está agora muito alta mesmo!

Dia do mais pequeno

Solstício de inverno: entenda por que hoje é o dia mais curto do ano | CNN  Brasil


A partir de hoje é sempre a crescer. Refiro-me aos dias, evidentemente!


Porque nas noites é ao contrário. Esta, a de hoje, é a maior de todas.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Os primeiros dez minutos foram medonhos… Os últimos dez foram de puro terror!


Os primeiros dez deixaram-nos em choque. Sem nada que o fizesse esperar, o último do campeonato - mais que último, ultimíssimo - que ainda não conseguiu ganhar um jogo que fosse, entrou a mandar no jogo. E a rematar. Mal, mas também não se pode pedir muito a esta equipa do Gil Vicente. Foram 10 minutos assim. O Benfica, sem Enzo, não funcionava. No seu lugar estava, estranhamente, Talisca. Estranhamente porque – dizia-se – o trabalho de laboratório de Jorge Jesus tinha produzido em Pizzi um clone do argentino. O último jogo da champions, na semana passada, na Luz com os alemães das aspirinas, tinha servido para apresentar esse último sucesso de laboratório. A seguir, no Porto, com Enzo, Pizzi ainda entrou para os últimos minutos e na passada quinta-feira, quando Jesus resolveu ao intervalo dar descanso ao internacional argentino e perder o apuramento para os quartos da Taça, foi ao novo clone que recorreu.


A coisa não correu bem, como se sabe, mas daí a ser razão para deitar tudo fora… Não dá para perceber!


Passados que foram esses primeiros 10 minutos medonhos, as coisas começaram a compor-se. Sem nunca jogar bem, mas com o jogo controlado, o Benfica chegou ao golo por volta da meia hora de jogo. Um golo irregular, obtido numa recarga de Gaitan a um remate do Maxi, em fora de jogo, ao poste.


Pensou-se na altura que era o costume: o mais difícil estava feito, a partir dali viria uma enxurrada de golos que trataria de cobrir de ridículo as habituais reclamações dos nossos adversários. Quando se ganha por quatro ou cinco o que é que importa um golo em fora de jogo?


Não foi nada disso. Os primeiros minutos da segunda parte encarregaram-se de matar essa ideia. E quando, à hora de jogo, a primeira substituição é para fazer entrar o Tiago ou o Bebé – ou lá o que é – ninguém queria acreditar. Era claro que o pior ainda estaria para vir, e que não havia forma nenhuma de fugir das habituais provocações dos adversários. Desta vez, se conseguisse segurar o golito em off-side, seria mesmo uma vitória com o selo da arbitragem, também ela má, como o jogo, de um João Capela realmente muito mau!


E lá vieram os 10 minutos finais que aterrorizaram toda a gente. Até Jorge Jesus que, no fim e depois de alguns minutos para se recompor, veio pedir a união e o apoio dos adeptos… Mas desconfio que também ajudaria se ele explicasse por que é que, à primeira dificuldade, desiste das apostas que faz crer que trabalhou… Ou o que é que viu, e continua a ver, no tal Bebé … É que não basta mudar o nome às coisas!

"A mulher que fez a vergonha mudar de lado"*

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* Título retirado da capa do JN de hoje


 

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


A greve da TAP - evidentemente impopular, e evidentemente só possível de levar em frente por uma corporação que disfruta de condições profissionais muito acima da média - põe mais uma vez a nu a falta de competência deste governo cheio de gente impreparada. E de má fé!


Nem sequer vale a pena ir procurar razões políticas, que são tantas. A começar na falta de transparência, no timing político, ou na degradante trapalhada que arranjaram à volta das versões, em inglês e em português... Basta ter visto hoje o ministro Pires de Lima garantir, com a sua palavra, que está agora disposto, na condição de a greve ser cancelada, a acolher as propostas dos trabalhadores da TAP para o caderno de encargos da privatização.


É que, evidentemente e como toda gente percebe, na primeira vez que se falasse na agenda para a privatização de uma empresa como a TAP, a primeira coisa que tinha de ser conhecida era exactemente o respectivo caderno de encargos. Que ninguém de bom senso consegue admitir que seja possível desenhar sem, numa empresa como a TAP, envolver os seus trabalhadores... 


Claro que o governo tem o caderno de encargos da privatização concluído. Pretendeu sempre mantê-lo escondido, longe da discussão e sem o envolvimento de quem quer que seja. Mas, escudado no mais que provável ponto de não retorno da greve, decide arriscar e fazer de conta. Fazer de conta que se lembrou do que só agora percebeu que deveria ter feito.


É esta demonstração de incompetência, de inépcia, e de falta de senso, de boa-fé, e de capacidade política o que, para já, de mais relevante fica desta greve. Ao pé disto, o resto são fait divers!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

O nevoeiro trouxe o que o nevoeiro levou


Contra o que era dado por expectável, o jogo da Choupana, relativo à oitava jornada, lá se realizou. Era tido por certo que o nevoeiro - que neste século já obrigou a interromper e adiar 17 jogos - voltaria a aparecer. Àquela hora, às 17 para que o jogo foi marcado, a mesma a que se iniciara o jogo a 6 de Outubro, é inevitável. 


Apareceu, e chegou a ser ameaçador, à medida que o intervalo se aproximava. O intervalo e o anoitecer afastou-o, e ainda bem.


Mais de dois meses e meio depois, o jogo foi retomado com um lançamento de linha lateral a favor da equipa do Nacional. É estranho ver um jogo começar desta forma, e nunca um lançamento lateral terá certamente sido tão treinado.


Talvez por isso, por ter sido tão preparado, este acabou por ser o único momento do jogo em que o Nacional teve presença no meio campo defensivo do Benfica. Passados esses dois ou três minutos o Benfica tomou conta do jogo, e nunca mais o largou.


Com aquele que é o onze inicial de eleição de Bruno Lage, o Benfica tomou conta do jogo, e começou a criar oportunidades de golo umas atrás das outras. Golos, é que nada. Porque o guarda-redes "nacionalista", o brasileiro Lucas França, defendia tudo. Mas também porque Pavlidis e Akturkoglu estão muito longe da forma que apresentavam há dois meses. 


Não quer isso dizer que o Benfica tenha realizado uma grande exibição, daquelas de encher o olho. Não, nem isso é nesta altura possível. Porque não são apenas aqueles dois que atravessam dificuldades, esses são os que lá estão, no sítio onde se tem de marcar os golos. Há muitos mais jogadores que não passam pela melhor condição. Quer apenas dizer que o Benfica ganhou sem qualquer espécie de reticências, sem tremideiras e sem nunca deixar de ter o jogo completamente sob controlo.


E quer dizer que o que se passou na Vila das Aves, no passado domingo, e que impediu o Benfica de ser hoje o líder da classificação, ficou para trás. Foi um acidente.


O Benfica entrou com pressa no jogo, e esse foi o primeiro sinal disso mesmo. Na verdade não dispunha de muito tempo: oito minutos já tinham desaparecido no nevoeiro de 6 de Outubro, e o que se esperava para hoje poderia surgir a qualquer instante, e acabar com o tempo que faltava.


O aproximar do intervalo e do nevoeiro, o adiar do golo pelo tal Lucas França - com três defesas impossíveis, a remates de Akturkoglu (por duas vezes) e Otamendi  - e a degradação do estado do relvado, poderiam ter complicado as coisas. 


O início da segunda parte acrescentaria os ferros da baliza do Nacional a estas contrariedades. Com o guarda-redes batido, foi a trave a devolver o remate de Kokçu. Só o nevoeiro era boa notícia, finalmente a dar sinais que o jogo poderia ser disputado até ao fim. 


À passagem do quarto de hora um defesa do Nacional cortou com a mão uma bola rematada por Di Maria, e desta vez, ao contrário do que sucedera na primeira parte (até o gesto de esconder a mão atrás das costas, depois de ter sido usada para cortar a bola, é igual), o árbitro e o VAR não puderam deixar de ver. Di Maria converteu o penálti - à sua maneira, com a classe do costume - no primeiro golo, e o assunto ficou resolvido. Desta vez ficou mesmo resolvido!


O Benfica nunca permitiu qualquer tipo de chance ao adversário. Di Maria voltou a marcar, menos de um quarto de hora depois, já com Amdouni em campo, no lugar de Pavlidis. A bola voltou a bater nos ferros da baliza do Nacional, o seu guarda-redes continuou a defender o que lhe aparecia e, no fim, o resultado acabou por ser melhor a coisa que aconteceu à equipa madeirense.


Ao Benfica, e apesar do escasso resultado, as coisas acabaram por não correr mal. Nada que, no entanto, limpe a estrutura do Benfica neste processo. O jogo podia e devia ter-se realizado naquele dia 6 de Outubro. E era isso, e apenas isso, que competia à estrutura do Benfica aceitar.

As percepções

 


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Assinalou-se ontem, dia 18, o dia internacional das migrações. Em Portugal, quando não se fala de outra coisa, não se deu por isso.


Diz-se que a execução do PRR não avança por falta de mão de obra. Que a construção do novo aeroporto ficará em causa. Auscultam-se as empresas e a maior dificuldade que revelam - não, não é o IRC - é a falta de mão de obra. O equilíbrio financeiro da Segurança Social é mantido precisamente pela contribuição dos imigrantes.


E no entanto o país debate os perigos da imigração. Na saúde, na educação, na segurança ...


Barómetro da imigração realizado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, dado a conhecer há dois dias, dá conta que os portugueses acham que há imigrantes a mais. Têm até a percepção que são já 40% da população. Na verdade, a totalidade de estrangeiros com autorização de residência em Portugal é de 1.164.606 pessoas (dados de 31-10-2024), pelo que os verdadeiros imigrantes não serão muito mais de 10%.


Por muito que as estatísticas e relatórios de segurança o desmintam em absoluto, os portugueses - dois terços, conforme aquele barómetro - acreditam que os imigrantes contribuem para um aumento da criminalidade. 


O país que precisa de centenas de milhares de imigrantes, é o mesmo que acha que eles já são de mais. O país que é tido por um dos mais seguros do mundo, é o mesmo que tem percepção de insegurança.


É o novo fenómeno da percepção, introduzido pela extrema direita através do extraordinário instrumento de manipulação de sensações que são as redes sociais. Introduzida em vastos segmentos da sociedade, a percepção passa a comandar largos sectores de eleitorado. A partir daí é a democracia a funcionar em regime de auto-destruição. 


Primeiro são os próprios partidos da extrema direita a capitalizar a percepção. E a entrar nos diversos eleitorados. Depois, lideranças políticas frágeis, e a mera visão instrumental do voto,  desencadeiam a reacção à perda de eleitorado, e transformam a percepção em realidade política.


É a isto que estamos a assistir em Portugal. Em grande parte do mundo também não é muito diferente.


 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Prometeu o título, para o qual - garantia - partia na pole position. À chegada ao Natal ... o costume!


Já culpou e humilhou os jogadores... Passou a disparar para o treinador e, claro, virou-se para o rival - é cada vez mais claro que só há um rival. Mandá-los para a 2ª divisão é que era... Com eles na segunda até poderia continuar sem ganhar nada, mas eles também não. E isso basta-lhe!


Azar... "insuficiência de factualidade". Na verdade deveria dizer-se ausência de factualidade, mas a conclusão é a mesma: não tem ponta por onde se lhe pegue!


Então ... saia um plebiscito. E venha daí uma assembleia geral para plesbicitar a gestão... Uma gigantesca vaga de fundo de laboratório. Em ambiente controlado!


É dos livros... Vem logo na introdução de qualquer manual do populismo e por aí começam todos os projectos de poder.

Há 10 anos

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... Mas também não era preciso tanto!


Depois de perder em Braga, num jogo que acabou com o mesmo desfecho e na única derrota no campeonato, o Benfica saltou fora da Taça. Desta vez na Luz, onde o Braga só uma vez tinha ganho, já lá vão 60 anos... Este também é um recorde de Jesus, que uma vez, então treinador do Braga, numa visita à Luz e após mais uma derrota disse que, ganhar na Luz, só na playstation.


O jogo não foi muito diferente do do campeonato, em Braga. O Benfica jogou bem, marcou primeiro e foi imensamente superior. Do outro lado um guarda redes, que nem sequer foi o mesmo, que defendeu tudo. E três remates... dois golos, em duas inacreditáveis ofertas. Primeiro de André Almeida, depois do Ola John, que ainda não conseguiu perceber o objectivo do jogo!


Por isso, porque o Braga não foi nenhuma surpresa, Jorge Jesus também tem culpas no cartório. Especialmente quando, ao intervalo, tirou Enzo Perez. Porque perdeu o mais influente e decisivo jogador da equipa - e que, por castigo, nem sequer pode jogar o próximo jogo do campeonato - e porque Pizzi nunca se encontrou. Porque facilitou, e pior que facilitar, transmitiu uma ideia de facilitismo!


É futebol? Se calhar é... E no ano que aí vem já só há campeonato. E Taça da Liga... É pouco, muito pouco para tanto jogador... Estão a perceber?

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Há 10 anos

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Finalmente alguém que sabe alguma coisa... Álvaro Sobrinho sabe mesmo muito, mas diz pouco. E sabe, como poucos, o que deve dizer... Apenas o que quer, e pouco, sempre. Com grande jogo de cintura, sempre de menos para mais, rompeu com o tom deprimente das anteriores audições...


Por mim estou esclarecido: o homem é esperto. Muito esperto! 

O bicho da Madeira

Moção de censura aprovada na Madeira


Mesmo que ainda há poucos anos fosse de todo improvável, foi sem surpresa que este governo da Região Autónoma da Madeira, de Miguel Albuquerque, caiu. Já nem deveria ter tomado posse, se bem nos lembrarmos ... Mas Miguel Albuquerque e o PSD entenderam por bem passar por isto, e sujeitarem-se a cair por censura, sem honra nem glória. Por uma moção de censura aprovada por toda a oposição.


Nada disto foi nesta altura surpreendente. Há muito que a moção de censura tinha sido apresentada, e há muito que que toda a oposição anunciara que a aprovaria. Apenas foi empurrada por Miguel Albuquerque o mais possível para a frente.


E também não foi surpreendente que, com um microfone à mão, Alberto João Jardim tenha logo culpado a República disto tudo. Que só quer acabar com a autonomia... Vá lá que se esqueceu dos cubanos. Lembrou-se apenas que só depois de ter saído - "quando quis e não quando de Lisboa o empurraram" - é que o caldo se entornou. Que Miguel Albuquerque nunca conseguiu ter o partido na mão. 


E que o partido ganhou bicho. Da Madeira!


 


 

Há 10 anos

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Ao fim de oito anos - oito - o Ministério Público não encontrou nada que, na compra dos submarinos, lhe permitisse encontrar por cá, sequer, as outras faces da moeda que, na Alemanha, levou a que onze pessoas fossem condenadas por corrupção. E mandou arquivar tudo, por falta de provas, mas ainda com a singular lata de lavar as mãos da forma mais abjecta possível: "não foram encontradas provas, mas os crimes, a terem existido, já teriam prescrito"!


Não se pedia muito. Pedia-se apenas que conseguissem encontrar os que receberam aquilo que os alemães pagaram. E tiveram oito anos para isso!


Mas nem isso... Houve corrupção, os alemães corromperam, mas em Portugal não se sabe quem foi corrompido. Os alemães pagaram, mas em Portugal não se sabe a quem... Mesmo que todos os dias surjam uns cavalheiros na Assembleia da República a dizer que receberam uns milhões... Mas que não sabem por quê!


Não são dois submarinos... É o porta aviões que vai ao fundo!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Há 10 anos

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Começam a ser demasiados os equívocos que António Costa lança. Começa a parecer que o novo líder socialista se está a especializar nas artes da pesca, a começar pelo lançamento da rede...


Ontem, no jantar de Natal com o Grupo Parlamentar do PS, lançou a rede ao bloco central. Melhor dizendo - voltou a lançar a rede para aquele lado!


Hoje veio desmentir que o tivesse feito. Que, quando ontem evocou o bloco central de 1983-85, não pretendia recuperar essa fórmula, mas apenas "evocar o exemplo da liderança de Mário Soares". Ora, António Costa não está apenas a recuperar uma fórmula política, está a repetir a mais gasta formulação política do regime, que é justamente fazer de nós parvos. 


António Costa tem tido inúmeras ocasiões para evocar todos os exemplos de Mário Soares. E tem-nas aproveitado. Ainda há apenas uma semana, por ocasião dos seus 90 anos, teve mais uma oportunidade que - e muito bem - não desperdiçou.


Então para quê, completamente a despropósito, voltar ontem a fazê-lo?  Não faz qualquer sentido. E muito menos sentido faz, nesta altura em que o antigo e carismático líder do PS está até voltado para outro lado, ir procurar ao quadro da única experiência de Bloco Central as melhores razões para evocar Mário Soares. Nesta altura, António Costa não precisa nada do bloco central para evocar Soares. Poderá é precisar de Soares para evocar o bloco central!


Do que não precisa mesmo é de nos tratar por parvos. Pode dar as voltas que quiser, do rotundo não do congresso a coligações com a direita, para o nim da semana passada a Passos Coelho, já com um depois das eleições a gente fala com vista privilegiada para os braços de Rui Rio. Mas sem truques. Nem outras habilidades circenses...

Há 10 anos

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Continua a saga dos Espírito Santo, que de nada sabem. De nada são responsáveis, para nada tinham competência... Os contabilistas sim, esses é que sabem de tudo ...


Estranho grupo este ... mandado por contabilistas. Não admira nada que o fim tenha sido este. Não podia ter sido outro!

domingo, 15 de dezembro de 2024

Brincar com o fogo


Quem brinca com o fogo arrisca queimar-se. O Benfica brincou com o fogo - e não foi apenas hoje, na Vila das Aves - e queimou dois pontos. 


Esperemos que não tenha queimado mais nada. Que o resto tenha apenas ficado chamuscado.


O Benfica chegava a este jogo com a equipa da SAD constituída em Vila Franca de Xira que joga na Vila das Aves - é mais uma singularidade do futebol profissional em Portugal, onde também há uma equipa que não tem campo para jogar -  com uma sequência de oito vitórias consecutivas, com o jogo da oitava jornada em atraso, e em condições de à 14ª jornada chegar à liderança do campeonato. 


Bruno Lage chamou a isto pressão da liderança, para dizer que a equipa não sofria disso. Não tinha falado do trauma pós champions, que atingiu grande parte das equipas neste fim-de-semana (Liverpool, Manchester City, Aston Villa, Bayern, Real Madrid ...), mas preveniu-se. E apresentou uma equipa sem cinco dos habituais titulares: o capitão Otamendi, Carreras (este por impedimento disciplinar), Florentino, Di Maria e Pavlidis. Mudou meia equipa!


Não foi no entanto por aí que começou a brincadeira com o fogo. A equipa dominou por completo a primeira parte do jogo, impedindo praticamente o adversário de sair lá de trás. Não fez uma exibição brilhante - o que também não surpreende, porque isso vem rareando - mas marcou logo à saída do primeiro quarto de hora (com Amdouni a concluir uma excelente combinação entre Aursnes e Akturkoglu, já dentro da grande área adversária), e criou oportunidades suficientes para marcar mais dois ou três golos.


Ao intervalo o Benfica poderia ter o resultado decidido, e estar a jogar contra 10.  Em cima do minuto 45, Devenish, o defesa central da equipa de Vila Franca das Aves, cravou os pitons nas costas de Akturkoglu que, por acaso, até seguia isolado para a baliza. O avançado do Benfica ficou com as costas rasgadas, o árbitro assinalou falta e entendeu por bem resolver aquilo com o cartão amarelo. Que já lhe devia há uma enormidade de tempo. 


A perder por um simples golo, o Aves - ou lá o que é - acreditou que se se aventurasse um bocadinho poderia não perder. E de repente o Benfica perdeu o controlo do jogo, muito - também - pelas alterações de Bruno Lage, quando ficou sem meio campo. Ainda pareceu que poderia repor a ordem com a entrada de Florentino, mas não.


No último lance, no último segundo dos 4 minutos de compensação, num livre na cobrança de uma falta estúpida, o tal Devenish - ironia do destino - que deveria ter sido expulso, empatou o jogo. E já não havia nada a fazer.


O Benfica sai claramente chamuscado desta brincadeira com o fogo. E tem agora nova prova de fogo, na quinta-feira. No tal jogo - é inadmissível que a estrutura do Benfica não tenha imposto que o jogo se realizasse na altura, já com o nevoeiro levantado - em atraso. Que, marcado para a mesma hora, pode voltar a ter nevoeiro, e complicar-se ainda mais. 


Hoje a equipa viu-se confrontada com a sua incompetência. Na próxima quinta-feira, na Madeira, já lhe bastará a da estrutura. Não poderá acrescentar-lhe mais nenhuma! 


 

Há 10 anos

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Não se cansaram de fazer correr por aí que este era o dia das bruxas do Benfica. O dia de todos os fantasmas, dos papões e do lobo mau. A 14 de Dezembro de não sei quando, o Porto ganhara ao Benfica por não sei quantos. Tudo isto não sei quantas vezes…


Também a 14 de Dezembro, há 28 anos, diziam, acontecera qualquer coisa em Alvalade, não sei bem o quê… De tudo isto se fizeram os jornais e os programas de rádio e televisão durante a semana. “Assalto ao primeiro lugar” – com quatro palavrinhas apenas se enchiam as capas dos jornais. Tinha chegado a hora de colocar o implacável Porto de Lopetegui no lugar que é seu por direito divino: o primeiro!


Nada disto assustou ninguém. Desta vez ninguém teve medo… Não havia papão, nem lobo mau!


A começar, como tinha que ser, por Jorge Jesus. Muitas vezes dado a invenções, como bem sabemos. Lima tinha de jogar, porque Talisca tinha de jogar, e já se percebeu que Talisca é Talisca, transportador de jogo e desequilibrador quando o Lima lá anda, a abrir espaços por onde ele possa entrar. A partir daí já se sabe: Gaitan, Enzo e Salvio são de confiança… Só faltava que o Samaris confirmasse a sua evolução na adaptação às exigências que Jorge Jesus lhe colocou. Confirmou, e pronto… Lá foi o Benfica levado ao colo para a parte de cima do jogo. Onde esteve sempre, á excepção dos últimos 10 minutos quando, depois da saída por lesão do capitão Luisão, o Benfica se deixou encostar lá atrás e permitiu ao Porto duas oportunidades de golo. Duas!


O Benfica ganhou um jogo que não podia ter deixado de ganhar. Foi mais equipa, muito mais adulta e, quando chegou a altura própria, com as melhores individualidades. Ganhou com indiscutível mérito, reconhecido por toda a gente. Excepto o Sr Lopetegui...  Mas quando o discurso do treinador do Porto é o que é (orgulhoso da exibição, e que a jogar assim o título fica mais perto) isso é irrelevante!

Há 10 anos

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Depois de, sem grande sucesso, se ocupar da menina que lhe falou das senhoras avantajadas com que os deputados se ocupariam na Assembleia da República, Marcelo virou-se para Ricciardi. Não teve aí maior sucesso... Antes pelo contrário. Ser chamado de mentiroso ainda é o menos. Nem foi a primeira vez, nem grande surpresa... Ficarmos de saber quem lhe pagava as férias - de luxo - é que é de mais!

sábado, 14 de dezembro de 2024

A treta do direito de propriedade

Sem função social, a propriedade deixa de existir | Jornalistas Livres


O direito à propriedade é provavelmente o mais apregoado dos direitos, liberdades e garantias. E é, indiscutivelmente, o que mais alvoroço provoca no quadrante ideológico dominante na sociedade portuguesa.


Rasgam-se vestes a propósito de tudo e de nada que coloque em causa sacrossanto direito à propriedade privada. Mas só quando dá jeito. Só para certos proprietários. Há outros, muitos, para quem o direito de propriedade não é direito nenhum. É meramente acessório face aos interesses de outros.


Sabemos bem quem são uns e outros.


Vimos esta semana nos jornais e nas televisões que o governo autorizou a Savannah a ocupar terrenos privados para exploração de lítio em Boticas. Os interesses da empresa a quem o governo entregou a exploração do lítio atiram para a valeta o direito de propriedade da pobre gente de Boticas. Não vem nos jornais, nem aparece nas televisões, o que a REN - propriedade do Estado chinês - faz do direito de propriedade de centenas, ou milhares, de portugueses que têm o azar de ser proprietários de terrenos florestais atravessados pelas suas linhas de transporte de electricidade.


Simplesmente ignora o direito de propriedade e abate indiscriminadamente, a seu bel-prazer, e sem aviso prévio, tudo o que seja árvore nesses terrenos, reduzindo num momento a nada o investimento de anos e anos dos outros. 


Se o inalienável e sagrado direito de propriedade não é uma treta, é areia para nos ser atirada aos olhos. Com força suficiente para nos deixar cegos.


 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Há 10 anos

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Aí está uma nova polémica. Desta vez é a guerra aberta entre António Costa e o PS, por uma lado, e Passos Coelho, o governo e os partidos da coligação, por outro, à volta da leitura do Memorando da Troika, no que respeita à privatização da TAP.


Entre os vários links que o Quinta Emenda disponibiliza ao longo da sua margem direita, encontra-se o Memorando da Troika, logo a seguir ao Futebolês. Trata-se da tradução portuguesa da versão original, justamente aquela que António Costa reclama para a sua verdade. E  com toda a razão, como pode confirmar-se:


No capítulo "Privatizações"(3.31), na página 14, diz que  "... para o período que decorre até 2013 abrange transportes (Aeroportos de Portugal, TAP, e a CP Carga), energia (GALP,EDP, e REN), comunicações (Correios de Portugal), e seguros (Caixa Seguros)... O plano tem como objectivo uma antecipação de receitas de cerca de 5,5 mil milhões de euros até ao final do programa, apenas com alienação parcial prevista para todas as empresas de maior dimensão. O Governo compromete‐se a ir ainda mais longe, prosseguindo uma alienação acelerada da totalidade das acções na EDP e na REN, e tem a expectativa que as condições do mercado venham a permitir a venda destas duas empresas, bem como da TAP, até ao final de 2011". 


O que António Costa diz é rigorosamente o que está escrito na tradução portuguesa. O porta voz do PSD, Marco António Costa, veio defender -se com o original em inglês, sugerindo erros de tradução e dizendo que é esse que conta. 


O original em inglês - curiosamente ali é o ponto 3.30 do capítulo relativo às privatizações -  diz que "... The existing plan,elaborated through 2013, covers transport (Aeroportos de Portugal, TAP, and freight branchof CP), energy (GALP, EDP, and REN), communications (Correios de Portugal), and insurance (Caixa Seguros)... The plan targets front-loaded proceeds of about €[5.5] billion through the end of the program, with only partial divestment envisaged for all large firms. The Government commits to go even further, by pursuing a rapid full divestment of public sector shares in EDP and REN, and is hopeful that market conditions will permit sale of these two companies, as well as of TAP, by the end of the 2011".


O documento de tradução para português começa logo com uma nota que avisa e esclarece que, em caso de divergência, é original em inglês que vale. Como se vê, não há qualquer divergência. O que está traduzido para português corresponde exactamente ao que está escrito em inglês, pelo que se conclui, com grande faciidade, que o argumento porta voz do PSD não é mais do que aquilo a que já nos habituou. 


Ontem à noite, dizia-me um colega e amigo - que muito respeito, muito entendido nestas matérias, mas também algo vulnerável às teses deste governo - que o governo tinha razão. Que no original havia um "as well as of TAP" a seguir à referência á privatização total da EDP e da REN. Expressão que, a ser assim, colocaria a TAP no mesmo saco da REN e da EDP.


Não é assim. A verdade é que a expressão não se refere à privatização total mas tão só, como se lê perfeitamente quer em inglês quer em português, ao timing das respectivas operações de privatização: na espectativa de condições de mercado para as realizar até ao fim de 2011. Permanecem intocáveis, e prevalecem, os dois pilares do capítulo: "receitas de cerca de 5,5 mil milhões de euros até ao final do programa, apenas com alienação parcial prevista para todas as empresas de maior dimensão"!


Não há lugar a qualquer dúvida. António Costa tem razão. Infelizmente, como é habitual, o governo e a maioria não deixam fugir uma oportunidade para lançar a confusão, estando-se verdadeiramente nas tintas para a verdade. Como diz o outro, não lidam maravilhosamente com a verdade


 

Há 10 anos

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Aí estão as primeira sondagens após a detenção de Sócrates, e a confirmação da vantagem do PS: 38% das intenções de voto, contra 33 da actual maioria. 


Isto quererá dizer algumas coisas. A primeira é que Passos Coelho não é Mcnamara, e não consegue surfar a onda gigante de populismo a que se lançou. A segunda é que António Costa, continuando em boa onda, soube evitar que Sócrates se tornasse num caso de política. E a alternativa é, agora, ser caso de polícia!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Há 10 anos

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Já passaram dois dias depois do Banco de Portugal ter mostrado ao país a aldrabice dos números do emprego e ainda não apareceu ninguém do governo a dizer o que quer que seja. Nem Paulo Portas... Nem Pires de Lima... Nem Passos Coelho, que não está cá e, de lá, só fala para dar mais uns recados à comissão de inquérito do BES... Nem nenhum dos inúmeros papagaios destacados para o comentário nas televisões, que por aí andam só por ver andar os outros...


Mas alguém haveria de aparecer ... É que a semana está mesmo a correr mal para a propaganda que Passos Coelho anda a espalhar pelo país fora. Ainda mal tinha acabado de vender banha da cobra do mexilhão e já a OCDE desmentia tudo... 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

"Jogo de Champions" deixa Champions em jogo

Notícia


O jogo desta noite na Luz, com mais de 60 mil nas bancadas, era para a "Champions". Mas foi mesmo um jogo de "Champions", daqueles que cansam só de ver, e que no fim deixam marcas.


O Benfica, com o onze habitual, hoje já novamente com Kokçu, entrou bem no jogo. E marcou logo, num lance que só não foi excelentemente finalizado por Pavlidis por estar ligeiramente adiantado. E bem que poderia ter evitado esse adiantamento, e ficar-se apenas pelo excelente movimento de finalização. Que, de resto, não mais repetiria.


E o VAR anulou o golo que teria certamente traçado outro destino para o jogo.


Aos 10 minutos já o jogo começava a mudar de feição - curiosamente com o lance mais perigoso de todo o jogo para a baliza de Trubin que, bem secundado por Tomás Araújo, anulou as intenções de Dallinga, isolado -  com o Bolonha a impor a sua estratégia de pressão. Pressão sobre todos os jogadores do Benfica, e sobre a bola, em todas as zonas do campo. Não fosse esta é a estratégia habitual da equipa italiana e dir-se-ia que estava a decalcar o jogo do Guimarães, no passado sábado. Só que, com melhores jogadores, a colocar ainda mais dificuldades.


A meio da primeira parte o Bolonha dominava o jogo. Os seus jogadores chegavam sempre primeiro, ganhavam todos os duelos, e todos os ressaltos. Circulavam a bola em todas as zonas do campo - a posse de bola chegou a andar pelos 65% - começando a deixar  a cabeça dos jogadores do Benfica feita em água. Alguns começavam até a dar sinais de perda do controlo, para que também o árbitro romeno contribuía, tudo permitindo aos jogadores da equipa italiana, e nada aos do Benfica.


Valia que o Bolonha não tirava qualquer partido desse domínio. Nem um remate à baliza. E que era fisicamente impossível prolongar por muito tempo aquela pressão. Assim foi: durou menos da terça parte do tempo de jogo, e aos 35 minutos acabou. Os últimos 10 da primeira parte já foram do Benfica, com duas situações de golo, mais que a equipa italiana em todo o jogo.


Ao intervalo já o Benfica tinha recuperado grande parte da desvantagem na posse de bola, tinha rematado mais (5-2), e mais cantos (5-1). Tinha também mais faltas (9-4) mas apenas pela contribuição do desastrado árbitro romeno.


E na segunda parte o Benfica inverteu por completo as feições do jogo. Os jogadores passaram a ser eles a chegar primeiro, a ganhar as bolas divididas e a pressionar os adversários. A equipa dominou, rematou, criou mais quatro ou cinco oportunidades de golo mas não marcou. Porque o guarda-redes polaco Lukasz Skorupski defendeu tudo o que lá lhe chegou, já depois de tudo o que era filtrado pelos seus defesas. Porque Pavlidis falhou um golo de forma inacreditável.


O Benfica fez um grande jogo?


Não. E poderia ter feito melhor. Provavelmente tudo teria sido diferente se o Pavlidis tivesse evitado aquele fora de jogo logo aos 3 minutos. Também poderia ter sido diferente se Bruno Lage tivesse mexido mais cedo na equipa: Pavlidis e Akturkoglu, que passou ao lado do jogo, deveriam ter saído bem mais cedo. Mas os jogadores, com o capitão Otamendi à frente, foram bravos, e dignos do manto sagrado. E tudo fizeram para merecer ganhar o jogo.


Com este empate o Benfica soma 10 pontos, quando lhe falta defrontar o Barcelona, na Luz, e a Juventus, em Turim. No início dizia-se que 9 pontos seriam suficientes para assegurar a continuação na Champions, através do play-off para os oitavos de final. Agora sabe-se seguramente que não. 


Fora dos primeiros 24 classificados estão, pelo menos, dois que lá terão que entrar: o PSG e o Stuttgart. Palpito que basta que não sejam o Dínamo de Zagreb (com 8 pontos), e o Celtic (com 9), a ceder-lhe os seus lugares para que os actuais 10 pontos não cheguem para o apuramento.


 


 

Há 10 anos

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Não deixa de ser engraçado: as pessoas que estão a desfilar perante os deputados que constituem a Comissão de Inquérito ao BES foram as que, há quatro anos, pagaram para que nós fossemos reeleger o actual Presidente da República.  No total deram à campanha de Cavaco perto de 300 mil euros... Cada um deu o máximo permitido por lei: 25.560 euros. À excepção do homem da KPMG, o da auditoria. que se ficou pelos 5 mil euros.


O hoje mais célebre exemplar da generosidade nacional -  o empresário José Guilherme que, tanto quanto julgo saber, não tenciona passar por lá - arranjou maneira de, à sua conta - evidentemente sem nunca violar o tecto permitido pela lei - também entrar com 100 mil euros. Coisa irrelevane, à luz dos 14 milhões da prenda que, mais tarde, viria a oferecer a Ricardo Salgado. 


Por enquanto Cavaco não tem nada para dizer: deve manter sob reserva tudo o que é reservado. Daqui por 6 meses, talvez um ano, Cavaco haverá de dizer qualquer coisa sobre isto...


Sei lá... Que o Espírito Santo é uma coisa, e a Santíssima Trindade outra...Mais que outra coisa, é um mistério... Ou mesmo que, naquele tempo, Ricardo Salgado era um respeitável e virtuoso chefe de família... da família dona disto tudo. Ou - quem sabe? - não virá dizer que bem avisou. Que, se forem ver bem ao discurso de tomada de posse, Sócrates não passava lá de figura de retórica... Aquela carga de porrada toda, era, afinal, para os generosos Donos Disto Tudo!

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Festas e pesadelos

Lone Star sonda banca espanhola para vender Novobanco por dois mil milhões  – ECO


Parece que acabou finalmente um pesadelo que já dura há mais de dez anos. Enquanto o julgamento do que sobra do caso BES, iniciado há poucos meses, lá vai andando a passo de caracol, o pesadelo que de lá saiu em forma de Novo Banco acabou.


 Foi ontem conhecido o acordo estabelecido entre o Fundo de Resolução e a administração do Novo Banco para o fim antecipado (em um ano) do Acordo de Capital Contingente (CCA), que fazia parte da entrega do Banco à Lone Star, em 2017. O tal que obrigava, todos os anos, os contribuintes (a quem nada disto custava coisa nenhuma, como apregoara Passos Coelho à data da bronca) a ir pagando tudo o que a rapaziada da Lone Star quisesse. Permitia-lhes, por exemplo, até vender património abaixo do seu valor de mercado, para depois outro alguém engrossar mais valias, e depois apresentar a factura aos contribuintes.


Portanto ... acabou. E, pela festa do Ministro das Finanças, acabou bem. Para Miranda Sarmento a Lone Star é gente de bem: prescindiu do último ano, que ainda lhes garantiria 75 milhões de euros; e vai entregar ao Estado cerca de 300 milhões em dividendos. A festa de Miranda Sarmento e do Fundo Resolução soma, arredonda, e dá 400 milhões de euros.


Festejemos nós contribuintes também: ganhamos 400 milhões de euros com o Novo Banco. Depois de lá termos metido 4 mil milhões!


Não dá para festejar? 


Pois não. E para Miranda Sarmento ainda menos. Primeiro, porque sabe mais disso que nós. Depois, porque sabe, mas não diz, é que, com a extinção do CCA, extingue-se a cláusula que o integrava e previa que a participação da Lone Star seria diluída no caso de ocorrerem aumentos de capital por conta da conversão dos activos por impostos diferidos. 


Se há coisa que sabemos é que os senhores da Lone Star podem ser acusados de tudo, menos de parvos. Com a extinção do CCA, a extinção dessa cláusula mantém intactos os 75% da Lone Star no capital do banco, enquanto a do Estado cairá dos 25% para 13,5%. 


Vender o banco sempre foi o único objectivo da Lone Star, como fundo que é. Com a antecipação de um ano do CCA o fundo americano não quis outra coisa que vender o banco um ano mais cedo. Para encaixar mais cedo, e para aproveitar o valor em alta do banco, decorrente do actual desempenho económico. 


Pois bem, é só fazer contas: bastaria à Lone Star vender o Novo Banco por 3.300 milhões de euros para recuperar os 400 milhões da festa. Não faço ideia de qual seja o valor do Novo Banco nesta altura; mas sei que em 2017 o valor de venda atribuído foi 1.000 milhões. Imaginemos que valorizou apenas 5 vezes: seria vendido por apenas 5 mil milhões de euros. Os 12% que a Lone Star tirou ao Estado valem 600 milhões. 


É verdade. Este é um pesadelo de que se não poderia acordar de outra maneira!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


O discurso de Malala, hoje em Oslo ao receber o prémio Nobel da Paz, foi arrepiante... Arrepia - acho mesmo que assusta - aqule discurso numa menina, paquistanesa, de 17 anos. É um Nobel. O mais jovem Nobel de sempre, mas não deixa de ser uma menina... 

O regresso da Mclaren e a despedida de Hamilton. Para o ano há mais. E diferente!


Terminou ontem, com o Grande Prémio de Abu Dhabi, a temporada de 2024 da Fórmula 1.


Com o título de condutores já entregue - mais uma vez a Verstappen, faltava decidir o de construtores, entre a Mclaren e a Ferrari, as duas mais míticas marcas da Fórmula 1. A marca inglesa tinha alguma vantagem, e bastava-lhe ter um carro a ganhar a corrida. Com os dois carros na primeira linha da grelha, à frente de Sainz, e Leclerc, por penalização, a sair do último lugar, reforçava essa vantagem.


Mas corrida, é corrida. Logo no arranque Verstappen - intratável, está-lhe na massa do sangue, não há volta a dar -, que partira da quarta posição, atirou-se para cima de Piastri, deixando o segundo Mclaren logo fora das contas da corrida. E Leclerc partiu para uma recuperação notável (à décima volta já era sexto!) que o levaria ao terceiro lugar, atrás de Norris e Sainz. 


Nem assim houve na verdade muitas dúvidas que Norris ganharia a corrida, e que, 26 anos depois, a Mclaren voltaria a ser campeã do mundo. Foram, sem dúvida, os melhores carros e Norris só não foi campeão mundial já este ano porque Verstappen ... é Verstappen. E trazia uma vantagem muito grande da primeira parte da temporada.


Sainz despediu-se da Ferrari (vai para a Williams), entregando o seu lugar a Hamilton, que se despediu da Mercedes, desfazendo-se a mais bem sucedida dupla da História da Fórmula 1. Na despedida, um último e rijo despique com Russel, seu colega de equipa e compatriota, que animou a parte final da corrida na disputa pelo quarto lugar. Ultrapassou-o na última volta, e no fim deu espectáculo.


Para o ano há mais. E tudo indica que bem diferente!

domingo, 8 de dezembro de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Ricardo Salgado, depois de por lá já ter passado tanta gente, está finalmente no Parlamento. Só agora chegou a vez de quem mais tem a ver com aquilo... E, ao que começou por dizer, está ali para lavar a honra, porque passou seis meses a ser acusado de tudo sem de nada se poder defender... Não está ali para ajudar ao que quer que seja no apuramento de responsabilidades. Não, está ali porque quer, no legítimo direito de defender a sua honra e a da família!


O resto advinha-se: não tem nada a ver com nada, ninguém tirou dinheiro nenhum.. Não ocultou contas... foi o contabilista.  Tipo dado a essas coisas de manipular contas... Com a complacência do supervisor. Angola só é problema porque ficou no banco mau. Não tivesse sido isso e aí estaria a garantia do estado angolano a tapar o buraco... E por aí diante...

E de repente Assad caiu ...

Guerra na Síria: 5 razões por que é tão difícil acabar com o conflito - BBC  News Brasil


Catorze anos depois do começo da sangrenta guerra civil na Síria, com o mundo apenas com olhos para o que se passava ali ao lado, a velha - de mais de 50 anos - e brutal ditadura da família Assad chegou de repente ao fim. 


O Hayat Tahrir al-Sham (HTS), com origem na Al-Qaeda, inicialmente de inspiração jihadista, liderado por Abu Mohammad al-Julani, um dos principais grupos rebeldes que lutam contra Assad há mais de uma década, através de uma mistura de pressão militar no terreno e diplomacia nacional, com militares e políticos do regime, conquistou a capital, Damasco. Sem grande oposição e, por isso, sem que, aparentemente, o país caísse numa espiral de violência e vingança.


O que aí virá cabe ao desconhecido. Não é despiciente que Putin não tenha conseguido evitar a caída de Assad. Nem será de admirar uma ressurgência do Estado Islâmico.


 

Há 10 anos

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Ontem, na comemoração dos 90 anos de Mário Soares, António Costa lançou a rede Jorge Sampaio num excesso de entusiasmo, no calor do fervor que o aniversariante cada vez mais suscita.


António Costa é, porventura a grande distância, o mais inteligente, hábil e arguto líder político da actualidade, não é fácil que se deixe trair por excessos emocionais! 


Esta arrastar da asa a Jorge Sampaio, ontem, assim de repente, sem mais nem menos, faz-nos lembrar aqueles impulsos da adolescência (pelo menos do meu tempo) em que, de repente, nos mandávamos de cabeça para uma arrebatada declaração de amor, sem minimamente avaliar as circunstâncias e menos ainda as probabilidades de êxito. Valia que as consequências de uma humilhante tampa eram pouco menos que inócuas!


Quer isto dizer que as coisas não colam? Que o mais inteligente, hábil e arguto líder político não pode, por um excesso de entusiasmo qualquer, cair num momento de adolescência?


Pelos vistos pode. Seja porque nem sempre consiga resistir aos ambientes de mais aconchegante íntimidade ou porque simplesmente, com toda a frieza e racionalidade, ache que esses são os momentos próprios para mostrar e potenciar o seu lado afectivo. 


Há sempre outra hipótese: a irrepremível tentação de repetir os erros do passado. Qualquer coisa de genético na família socialista!


Valha-nos a juventude de Jorge Sampaio, que lhe permite manter a lucidez de resolver tudo com uma dessas tampas da adolescência. Sem consequências!

sábado, 7 de dezembro de 2024

Jornada 13. De ironia, em vez de azar!


Não foram 60 mil, mas andou por lá perto, o número de benfiquistas que esta noite se deslocou à Luz (hoje com a novidade de se ter transformado numa árvore de Natal gigante) para assistir a um bem disputado jogo de futebol, e pedir o 39 aos jogadores.


Pediu-se, é certo. Mas, na verdade, pelo que o jogo deu e exigiu dos adeptos, quase que não deu para isso. Os jogadores precisaram de tanto apoio das bancadas para ganhar o jogo que nem sobrou tempo, nem empolgamento, para insistir muito no pedido do 39.


Praticamente desde o apito inicial do árbitro Miguel Nogueira - de Braga, mas de Lisboa para arbitrar - se percebeu que nem o Benfica estaria em grande noite, nem o Vitória (de Guimarães) estaria ali para entregar os cordelinhos do jogo, ficar lá atrás à espera do que acontecesse. Logo nos primeiros minutos se viu que o jogo seria duro, disputado, dividido e equilibrado. Equilíbrio à custa de menos Benfica, e de mais Vitória.


Menos Benfica por falta de inspiração, individual e colectiva, faltava sempre qualquer coisa, fosse na última decisão, fosse na execução. Mais Vitória porque os jogadores disputaram todos os lances como se fosse o último, lutaram sempre mais e, por isso, ganhavam a maioria das bolas divididas e dos ressaltos. Isso empolgou-os!


Com Kokçu impedido, por cumprimento de castigo pelo quinto amarelo visto em Arouca, Lage optou pelo improvável Leandro Barreiro para o seu lugar, regressando o Benfica à dupla Florentino-Barreiro tão criticada nos tempos de Schemidt. Não terá sido por isso que a exibição não era brilhante, mas isso também terá tido a sua contribuição, mesmo que o internacional luxemburguês não tenha comprometido. Pelo contrário, safou um golo, logo no fim do primeiro quarto de hora, contribuiu decisivamente para o único golo do jogo e, quando saiu - porventura na altura em que deveria ter entrado - o que mais se notou foi a sua falta. 


O Benfica tinha mais bola, mas era a equipa de Guimarães que era mais dinâmica quando a tinha. O Benfica rematou pela primeira vez aos 25 minutos- já o adversário ia com três - por Di Maria, que saiu ao lado do poste direito de Varela. E marcou menos de cinco minutos depois, próximo da meio hora, no primeiro remate enquadrado com a baliza. Que seria aliás o único em todo o jogo.


Marcou no primeiro remate enquadrado, mas também na única jogada construída com cabeça, tronco e membros. Na única em que nada falhou, em que as decisões foram todas correctas, e correctamente executadas, numa transição ofensiva rápida e bem desenhada, a apanhar o Vitória em contra-pé. Leandro Barreiro combinou com Pavlidis, que abriu em Akturkoglu, solto na esquerda - lado contrário - que rematou de pronto, em jeito, fazendo a bola entrar junto ao poste mais próximo, de Bruno Varela. Se alguém falhou foi Varela, que ainda defendeu o remate mas para dentro da baliza, embora tenha como atenuantes a espontaneidade e a violência do remate. E a opção de Akturkoglu pelo primeiro poste, quando o destino mais normal da bola seria precisamente o segundo.    


A partir do golo o jogo tombou mais para o Benfica, e esperou-se o segundo, da tranquilidade. E eventualmente da alteração das bases do jogo, e particularmente da resistência do adversário. Esteve eminente em dois remates de Akturkoglu e Pavlidis, desviados acidentalmente do caminho das redes, e essa esperança passou para a segunda parte.


Em vão. A segunda parte foi apenas ainda pior. Na realidade a maior - e a única verdadeira - oportunidade de golo coube ao Benfica, já ao minuto 77, na única jogada que conseguiu construir na segunda parte, em que Akturkoglu serviu de bandeja Pavlidis, que incrivel e inacreditavelmente não acertou com a baliza.


Só a partir daí o Vitória perdeu algum ímpeto, e as bancadas, percebendo a  importância de segurar aquele magro 1-0, começaram a puxar pela equipa para a agarrar ao resultado. Antes, até aí, foi o susto permanente. Não que o Vitória criasse situações de golo - a única eminente resultou de mais um erro, desta vez de Florentino, que isolou um adversário, quando Otamendi, ao tentar interceptar o cruzamento, conseguiu evitar introduzir a bola na própria baliza, acabando ele próprio espetado contra o poste. Mas porque o Benfica simplesmente não conseguia controlar o jogo, nem domar o ímpeto vimaranense.


Há jogos assim. Daqueles que só têm que ser ganhos. De que não há mais nada a esperar. Por mim não gosto muito deles, e não consigo dourar-lhe a pílula. Houve muita coisa mal, mesmo em Lage. Que nunca pareceu entender-se com o jogo. E falhou as substituições, especialmente logo a primeira, a meio da segunda parte, de Barreiros por Amdouni, que apenas agravou a assustadora primeira meia hora da segunda parte.


Como esta jornada, com a derrota do Sporting em Moreira de Cónegos, e o empate (podia ter sido pior, não tivesse o Diogo Costa defendido aquele penálti) do Porto em Famalicão - perdendo curiosamente ambos os rivais os mesmos (e únicos) pontos que o Benfica tinha perdido precisamente nesses dois campos - caiu que nem mel na sopa, provavelmente poucos se lembrarão das dificuldades deste jogo.


Não foi de azar a jornada 13. Foi apenas de ironia!


 


 


 

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...