sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Entrando no jogo sem Talisca - dir-se-ia que poupado a um eventual amarelo que o pudesse retirar do jogo de Alvalade, não fosse ter entrado para jogar a última meia hora - e com Pizzi, cada vez mais em fase pirilampo, no seu lugar, o Benfica começou por não esconder a frustração e a inquietação da inesperada derrota de Paços de Ferreira. Que as sucessivas ocasiões de golo acabariam por mitigar e que, mais tarde, os dois primeiros golos acabariam por decidamente enterrar.


Ficou clara a sensação que Paços não passou de um acidente, com o Benfica, na despedida de Janeiro, a regressar às exibições de ... Janeiro. Jogadas de bom recorte, jogadores sempre em movimento, muita bola, muitas ocasiões, e apenas poucos golos. Muito poucos golos para tantas ocasiões criadas. Apenas três, dois na primeira parte e outro logo a abrir a segunda, na conversão de um penalti assinalado para punir uma falta sobre o Samaris cometida ainda fora da área. Que não compensou nada dois outros que o árbitro Hugo MIguel - mais um mau árbitro - deixou por marcar por faltas sobre o Lima!


Tivesse o Benfica aproveitado um terço das ocasiões criadas e estaríamos perante uma goleda das antigas. O Boavista fez dois remates. Ambos ao minuto 69: o primeiro, à baliza - com grande defesa de Júlio César - e o segundo, na sequência do canto consequente a essa defesa, muito por cima da trave. 


Fica um amargo de boca, e não é pela oportunidade falhada de uma goleada histórica. É pela estúpida lesão muscular de Júlio César, que o afastará, para já, de Alvalade. Lesionou-se a correr para uma bola que ia sair pela linha de fundo, junto à lateral. Não, não foi para evitar um canto. Para evitar um pontapé de baliza...


E já agora outro lamento: por que é não está já resolvida a situação do Maxi Pereira? Não é que se note em campo. É precisamente por isso!

Marianne Faithfull (1946-2025)

Marianne Faithfull, iconic British singer, dies at 78 - BNO News


Foi um ícone pop e musa inspiradora. Pelo que compôs e cantou, mas também pela pronunciada sensualidade que marcou a sua passagem pelo cinema.


Desceu ao inferno, mas sempre se reergueu. Caiu e levantou-se sempre, como que renascendo. E renasceu muitas vezes!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


 


"Os portugueses podem confiar no BES" - em que parte do mundo é que isto é tranquilizar alguém sobre o BES?


O homem estava apenas a referir-se ao Banco de Portugal. Nada mais... Para serem mais honestos que ele têm que nascer duas vezes. Está tudo dito, não há nada a esclarecer, o presidente da República não deve explicações a ninguém...


Palavras para quê? É o chefe do estado a que isto chegou!

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Em carta enviada - mais uma - à Comissão de Inquérito Parlamentar do BES, Ricardo Salagado veio agora informar que, para além dos pedidos de apoio escondidos mas já conhecidos, também bateu á porta do Presidente da República e do vice-primeiro ministro, Paulo Portas. Em Maio, poucos dias antes do aumento de capital!


Quer isto muito simplesmente dizer que, somando estes dois contactos aos outros já conhecidos e igualmente ocorridos em Maio, que antes do aumento de capital, tiveram conhecimento das dificuldades do BES e do GES, através do pedido de apoio que Ricardo Salgado - que pelos vistos todos lhe negaram -, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, o presidente da República, Cavaco Silva, o primeiro ministro, Passos Coelho, o vice-primeiro ministro, Paulo Portas, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque o secretário de estado Carlos Moedas, e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. 


Com o chico-espertismo que caracteriza Paulo Portas, o CDS emitiu um comunicado pretendendo matar a notícia com a simples nota que não tinha dado provimento às pretensões do líder do BES. Todos os restantes - à excepção de Cavaco, que esse acha que não deve explicações a ninguém -, depois de conhecidos esses encontros disseram, exactamente o mesmo. Ele veio pedir ajuda, mas nós negamo-la. Não nos envolvemos com interesses privados, disseram em coro!


Não é evidentemente isso que está em causa. Em causa está simpelsmente que, curiosamente ao contrário de todos os administradores do BES já ouvidos na Comissão de Inquérito, toda a gente, do governo ao presidente da República, passando por Durão Barroso, conhecia as dificuldades do grupo e do banco. E todos eles, com Cavaco em primeira linha e, manhoso, escudando-se em informações recebidas do governo e do governador do Banco de Portugal, proclamaram a saúde financeira do banco, e as almofadas financeiras para fazer face à exposição ao grupo. O que quer rigorosamente dizer que foram coniventes com a gigantesca burla que foi o aumento de capital do BES, em que cairam milhares de pequenos aforradores. E não só, embora os outros tenham tido tempo e informação para virar a agulha e minimizar perdas! 


Note-se que, ao contrário do que Cavaco já quis fazer crer, é completamente irrelevante que as declarações tenham sido proferidas antes ou depois do aumento de capital. O que releva é que essas afirmações foram feitas por quem conhecia os problemas do banco e do grupo. Que os conhecia e que sabia que não tinham solução. De outra forma não se perceberia a recusa de qualquer tipo de ajuda ...


A Comissão de Inquérito quer agora chamar Paulo Portas e Cavaco, sendo que ao Presidente da República assiste o direito - de que, sendo quem é, evidentemente não abdicará - de não comparecer, e responder por escrito. Saberá certamente encontrar mais uma boa desculpa, mas já não encontrará certamente quem o desculpe. Está em todas!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Inacreditável - Parte II


Há uma semana foi inacreditável como o Benfica perdeu aquele jogo. Hoje foi inacreditável como o Benfica ganhou este jogo, em Turim, e acabou a garantir o apuramento para o play-off de acesso aos oitavos de final da Champions.


Há uma semana foi inacreditável porque o Benfica esteve em vantagem folgada no marcador, e acabou traído - também por falhas próprias, é certo, mas que fazem parte do jogo - por uma arbitragem escandalosa, que transformou uma vitória numa derrota.


Hoje foi inacreditável como, depois da exibição e da derrota de sábado passado, com o Casa Pia, e especialmente de tudo o que de lamentável se lhe sucedeu, a equipa se apresentou em Turim para jogar com a Juventus. Ir ganhar à Juventus de forma tão clara, demonstrando uma competitividade, um espírito de equipa e uma organização de tão elevado nível, era de todo improvável depois do terramoto do fim-de-semana com epicentro naquele áudio deplorável. 


Que Rui Costa prometera explicar e esclarecer em Turim, depois do jogo. Não explicou nada, e apenas deixou esclarecido que a exibição e o resultado resolveram tudo. O futebol é isto, é também um jogo do gato e do rato, em que as vitórias ora curam tudo, ora escondem tudo.


O contexto do jogo, todos o percebemos, não podia ser pior. Bruno Lage estava mais que fragilizado, e crescia o impedimento de Carreras, há meses o jogador do Benfica em melhor forma. Muito mais que um lateral esquerdo - ele é defesa, é ala e é até o 10, e o melhor  transportador de bola da equipa. E no entanto tudo saiu perto da perfeição.


Com Bah, a fazer de lateral esquerdo, na única alteração àquele que é o onze base de Bruno Lage, o Benfica entrou no jogo decidido a mostrar que trazia fragilidades de nenhuma espécie. Que a haver fragilidades elas estavam na Juventus. Começou logo aos 32 segundos, com Pavlidis a centímetros de desviar para a baliza um centro de Di Maria. Continuou aos dois minutos, com Schjelderup a falhar uma grande oportunidade, que repetiria cinco minutos depois, na primeira grande defesa de Perin, o tal que esteve na Luz, há pouco mais de cinco anos. Pelo meio a única defesa a sério de Trubin na primeira parte. 


A superioridade do Benfica começou a ganhar expressão no marcador logo à passagem do primeiro quarto de hora, como o golo de Pavlidis, a concluir uma jogada simples: passe longo, a rasgar, de Otamendi, Bah a ganhar na antecipação ao central Gatti e a deixar bola para o grego fuzilar Perin. E poderia ter-se aproximado mais da realidade da exibição mesmo ao fechar a primeira parte, se o mesmo Pavlidis, isolado em frente a Perin, e ainda com Schjelderup e Di Maria em linha de passe, não tivesse optado por rematar e permitir uma fantástica defesa ao guarda-redes italiano, com a bola a acabar por cair sobre a barra da baliza, quando parecia levar o caminho das redes. 


Na segunda parte o registo do jogo não se alterou. O Benfica continuou a controlar o jogo e a Juventus apenas por meia dúzia de minutos, na transição do primeiro para o segundo quarto de hora, com as duas substituições operadas por Thiago Motta, empurrou o Benfica para trás e ameaçou a área de Trubin. 


Bruno Lage refrescou a equipa, retirando Di Maria e Schjelderup para entrarem Aktürkoğlu e Leandro Barreiro. Que trouxe uma nova dimensão às saídas da equipa e, à entrada do último quarto de hora, falharia um golo feito. O segundo, já mais que justificado. 


Que chegaria pouco depois, aos 80 minutos, em mais uma fantástica jogada colectiva do Benfica, com Aursnes a conduzir pela direita, o passe de Pavlidis e a simulação de Akturkoglu, a deixar a bola redondinha para Kokcu atirar colocado para o 2-0. E deixar o jogo definitivamente arrumado, e a Juventus sem capacidade de reacção.


Foi notável o trajecto do Benfica fora de casa. Apenas perdeu em Munique, com o Bayern, no tal jogo do 0-1. Ganhou claramente os restantes três. Ao contrário, em casa, apenas ganhou naquela goleada de 4-0 ao Atlético de Madrid. Na verdade apenas perdeu bem o jogo com o Feyenoord, em teoria o mais acessível. Mas é o oito ou oitenta desta equipa. Acabou no 16º lugar, o segundo do grupo dos 13 pontos, atrás do PSG, que ao marcar quatro golos em Estugarda (4-1) ficou com um golo de vantagem.


Não fossem os muitos oitos e, na Champions, o Benfica tinha atingido o apuramento directo para os oitavos de final. E no campeonato, em vez dos 6 pontos de atraso, levaria mais de 10 de avanço.


E para isto não há explicação. Na verdade, para o resto também não.

Solos inundados por um mar de conflitos

Governo adia apresentação da revisão da lei dos solos — idealista/news


Ao final do dia, ontem, depois do Presidente Marcelo ter metido mãos à massa, obrigando Luís Montenegro a obrigar o secretário de Estado, Hernâni Dias lá apresentou a demissão. A contragosto  Montenegro lá teve que aceitar a primeira baixa no seu governo. Sem falar, sem dizer nada...


E no entanto teria muito para dizer, se não quisesse "mandar às urtigas a ética e a moral que na oposição sempre apregoou"


É que, soube-se entretanto, Carlos Lobo, professor de Direito e ex-Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, que foi contratado pela secretaria de Estado da Habitação para a elaboração da dita lei dos solos (as leis nunca são feitas pelos órgãos do Estado, acabam sempre nas mãos do lobbying) é, também ele,  sócio de várias empresas imobiliárias.


Não é membro do governo, não é ministro, nem secretário de Estado, é consultor do Governo para esta lei em concreto. E, também como Hernâni Dias, não vê nesta acumulação de funções qualquer conflito de interesses. Exactamente tal e qual Luís Montenegro não viu, não via e continua a não ver!


 

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Surpreendentemente e à última hora, Luís Figo apresentou a sua candidatura à presidência da FIFA. E fê-lo na CNN, o que não é de desprezar e poderá querer dizer muita coisa. Desde logo ambição!


Platini, mesmo que institucionalmente a UEFA não apoie qualquer candidatura, já veio dizer que Figo é o melhor candidato. E é unânime que é tempo de pôr fim a uma FIFA velha e cheias de infecções. Opaca e corrupta que Blatter, como no passado Havelange, corporiza!


Não ficam agora dúvidas que Figo, mesmo que não seja um modelo de comunicação, irá ser presidente da FIFA. Se não for já - é difícil que seja - será da próxima!

Nunca nada é mau para todos

Almirante Gouveia e Melo - NOVA School of Law | Faculdade de Direito da  Universidade NOVA de Lisboa


O secretário de Estado do Ordenamento do Território, Hernâni Dias, já membro do governo, criou duas empresas que podem beneficiar com a nova Lei dos Solos, da tutela do Ministério a que pertence. E, como é fácil de perceber pela própria designação da Secretaria de Estado, das suas próprias funções governamentais.


É grave, claro que é. Mais, ainda, é que Montenegro não tenha uma palavra, ou uma acção, sobre o caso. Que deixe seguir a marcha, mandando às urtigas a ética e a moral que na oposição sempre apregoou. Ou que não perceba, ou finja não perceber, que não tem, nem ele nem já ninguém - já todos esgotaram os créditos todos -, espaço para proteger e defender os seus à margem dos princípios.


Como isto soma - no espaço de poucos dias -  aos princípios mandados às urtigas pelo Bloco de Esquerda no despedimento de duas mães de recém-nascidos; e à atabalhoada troca de princípios de Pedro Nuno Santos, ninguém se salva. 


Estamos lixados, é o que é!


Todos. Até os que pudessem estar mesmo convencidos que seria o Chega a limpar isto. Depois das malas do deputado Miguel Arruda, e de tudo o que se tem sucedido, desses já não há. Só restam os da fé. Podem até continuar a ser muitos, mas apenas e só por fé!


Todos, menos o Almirante. Esse - claro! - esfrega as mãos de contente com isto tudo. Nunca nada é mau para todos!


 


 


 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Não sei se, para a Europa e para o discurso político em geral, as reformas estruturais são uma panaceia se uma obsessão.


Pouco mais de seis meses depois da saída da troika de Portugal, a Comissão Europeia manifestou a sua desilusão com a capacidade reformista do governo. E no entanto tinha dado o programa português por concluído!


Ainda agora, na Grécia, quando se esperava que na sequência da vitória do Syriza – em consonância aliás com toda a pressão, e até chantagem, a que a União Europeia recorreu antes das eleições – a Europa desatasse a levantar reservas e obstáculos, apenas se ouviu falar de reformas estruturais. Não há problema nenhum desde que o novo governo grego avance com as reformas estruturais, foi o que de Bruxelas se ouviu.


Por cá, o governo afirma-se como campeão das reformas… Mesmo que na principal, na mãe de todas as reformas, a reforma do Estado, se tenha ficado por aquelas inacreditáveis e inconsequentes duas páginas que Portas, depois de mais de um ano de incumbência na tarefa, apresentou e chamou Guião.


Toda a gente fala de reformas estruturais, mas nem todos querem dizer o mesmo. Para uns são uma coisa, para outros são outra. Coisas completamente diferentes, e muitas vezes opostas!


Para a União Europeia germanizada, e para aplicar nos países do Sul, reformas estruturais são cortes. Cortes de salários e cortes de despesa social. Para o governo de Passos Coelho, sempre afinado pelo diapasão germânico, é exactamente o mesmo, e por isso não há nada a reformar – no Estado, na Justiça, na Educação, na Economia… – que não seja cortar salários e recursos. O governo cortou salários aos funcionários públicos e fez a reforma da função pública. Cortou salários a médicos e enfermeiros e cortou nos quadros de pessoal, e fez a reforma da saúde. E o mesmo na Educação e na Justiça… Com isto destroçou o mercado interno, fecharam milhares de empresas e foram para o desemprego centenas de milhares de pessoas. Resistiram as exportadoras e, sem consumo nem investimento, equilibram-se as contas externas pela quebra nas importações. E aí está a maior reforma de sempre na economia portuguesa, complementada depois com a sucessiva, imparável e insaciável reforma da legislação laboral...


Isto não é reforma estrutural nenhuma. Isto é austeridade!


Vem isto a propósito do que está para acontecer na Grécia. O Syriza declarou de imediato o fim da austeridade, e a União Europeia respondeu logo que não havia problema nenhum desde que se fizessem as reformas estruturais. Que podem acabar com a austeridade desde que continuem com a austeridade!


Entretanto hoje, na primeira reunião do conselho de ministros, o novo governo grego parou com todas as privatizações que estavam em curso. Isto é, tocou justamente na outra face da moeda das reformas estruturais que a União Europeia tem para o Sul. Nem mais, reformas estruturais são austeridade e privatizações!


O sucesso do Syriza passa fundamentalmente pela resolução destes equívocos. Ou destas contradições, numa linguagem mais própria... É tarefa para Hércules. Ou para Herácles, com mais propriedade!

Auschwitz - 80 anos!

Relatos de sobreviventes do nazismo marcam 80 anos de Auschwitz | Metrópoles


Passam hoje 80 anos sobre a entrada das tropas soviéticas no campo de concentração de Auschwitz, que os nazis construíram apenas nove meses depois de tomarem a Polónia, e para onde deportaram mais de 1,3 milhões de pessoas.


Dessas, 1,1 milhões morreram. Dessas, 900 mil eram judeus.


A 26 de Janeiro de 1945, quando as portas foram abertas, restavam lá 7 mil presos. Em absoluta debilidade física, incapazes para aguentar a marcha da morte imposta e organizada pelos comandantes nazis na retirada em fuga.


Hoje, muita gente vai estar em Auschwitz a assinalar a data, no mais perverso cenário dos mais hediondos crimes contra a humanidade. Ironia da História: lá estará Netanyahu, apesar do mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional - o governo polaco decidiu incumprir o mandato -, também por crimes contra a humanidade.


 


 

domingo, 26 de janeiro de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


O Benfica perdeu. Três meses depois, em condições bastante diferentes.


Perdeu, interrompeu uma longuíssima série de 9 jogos sem sofrer golos e perdeu a oportunidade de dar a machadada final no campeonato, com consequências que estão para ver. Perdeu muito, como se vê. Perdeu mais que um jogo!


Não importa que a derrota se tenha revestido de uma injustiça tremenda, até porque isso é normal. Raramente as melhores equipas portuguesas perdem com as pequenas por serem inferiores no jogo jogado, como se diz. Não importam as três bolas nos ferros, até porque também isso é habitual no Benfica. Jogo com menos de três no ferro não é jogo para o Benfica!


O que importa é saber por que é que, tendo entrado bem no jogo e encostado a equipa do Paços de Ferreira lá atrás, com duas bolas nos ferros, uma delas no penalti falhado de Lima, a partir de meados da primeira parte, o Benfica deixou que o adversário adormecesse o jogo. Adormecido o jogo, adormeceram os jogadores, adormeceram os adeptos… Com tudo a dormir, o Paços foi deixando o tempo passar, queimando-o a torto e a direito, para agarrar o pontinho… No fim saiu-lhe a taluda, num penalti caído não se sabe de onde, mesmo que o Eliseu seja useiro e vezeiro em disparates.


Saber por que é que o miúdo Gonçalo Guedes entrou a meio do tempo de compensação, não importa nada. É simples curiosidade!


Não tenho dúvida nenhuma que, sem se deixar adormecer, o Benfica teria ganho, e mais uma vez por muitos, este jogo de hoje. Mas tenho uma dúvida. A minha dúvida é se o Benfica se deixou adormecer pelo Paços ou se se terá deixado adormecer por outras coisas. Perigoso é que tenha sido por outras coisas...

Equívocos

 Rui Costa ainda falou com Bruno Lage - Benfica - Jornal Record


Ontem disse aqui que era preciso uma explicação. Não terá sido por isso que Rui Costa, sentado na primeira fila, obrigou Bruno Lage à conferência de imprensa, hoje. 


Se não foi por isso, também não foi para isso. Para explicar coisa nenhuma. Como cantava o Zeca, o que é preciso é animar a malta. Nem que seja com equívocos.


Rui Costa voltou a fugir com o rabo à seringa, e equivocou-se, pensando que Bruno Lage o safava. Bruno Lage, com o equívoco aberto, entrou por ele dentro, a toda a velocidade: "malta, o que é preciso é o vosso apoio, do resto trato eu". Isto é, a confirmação oficial e solene do "se eu tiver o vosso apoio vou resolver esta merda".


O equívoco de Lage não é a falta de conteúdo da lamentável mensagem. O grande equívoco de Lage está em pedir apoio aos adeptos, sem perceber que só eles nunca faltam ao Benfica. Que enchem sucessivamente a Luz, e esgotam todos os campos do país onde a equipa jogue.


O que falta ao Benfica não é apoio dos adeptos. Falta é gente que faça mais alguma coisa que simplesmente tentar a safar a pele!

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


... De democracia sabem eles, foi lá que nasceu, há muitos, muitos séculos. E por isso valeu a pena ouvi-los, afinal o impossível é possível, o irremediável pode ser remediado, e o inevitável pode ser evitado. 


Há gente assustada por esta Europa fora. Por cá ainda não se notou muito mas, em Espanha, Rajoy está cheio de medo. Eles lá sabem por quê... Não será certamente por se falar em fim da austeridade, porque já toda a gente percebeu que esse caminho é errado. Nem por se falar em renegociar a dívida, porque toda a gente está farta de saber que uma dívida como a grega (também a portuguesa, mas é da Grécia que estamos a falar) que representa180% do PIB não é pagável. Esteja ela nas mãos de quem estiver...


E, agora que os gregos falaram, sem medo das muitas pressões e chantagens que sobre eles quiseram exercer, a expectativa é grande. Porque não basta ter alternativas, é preciso implementá-las e executá-las.


Para já, o Syriza foi rápido na resposta ao desafio de formar governo, apresentando em poucas horas uma solução de governo. A dois deputados da maioria absoluta, Alexis Tsipras conseguiu em poucas horas construir com um partido de direita, nacionalista e eurocéptico - os Gregos Independentes (ANEL), que elegeu 13 deputados - uma improvável (ou talvez não) solução de governo. 


O próximo desafio é contrariar a ideia que a esquerda moderada instituiu por todo o lado segundo a qual, chegada ao poder lhe, um banho de realidade impede o avanço das suas propostas eleitorais e ideológicas. Se o Syriza for bem sucedido acabará de vez com o alibi da tradicional esquerda de poder, obrigando-a a escolher entre a reconversão e o desaparecimento!

sábado, 25 de janeiro de 2025

Três jogos num e três pontos em doze


Há jogos que são três num só. Foi o caso do jogo do final desta tarde, em Rio Maior, onde o Benfica foi defrontar o Casa Pia, em casa emprestada. 


Foi o jogo da passada terça-feira, com o Barcelona, pelas marcas que deixou, foi o próprio jogo com o Casa Pia, e foi o jogo da próxima quarta-feira, em Turim, com a Juventus. Que ainda nem aconteceu, mas que teve forte presença em Rio Maior.


Se o que por esta altura não falta ao Benfica é sobrecarga de jogos, jogar três num só é acrescentar dificuldade ao que já está difícil!


O Benfica só jogou este jogo na primeira meia hora. Depois jogou o da próxima quarta-feira e, por fim, acabou a jogar os últimos minutos do da passada terça.


Para este jogo Bruno Lage poupou Tomás Araújo (Bah), Aursenes (Leandro Barreiro), Schjelderup (Akturkoglu) e Pavlidis (Arthur Cabral), e fez regressar Di Maria. Normal, não seria por aí que as coisas correriam mal. Até porque começaram mesmo a correr bem. Quando, logo aos 12 minutos, Barreiro sofreu a falta para o penálti que Di Maria transformaria - com a habitual classe - no primeiro golo do jogo, já Arthur Cabral tinha desperdiçado duas oportunidades para marcar. Logo a seguir Akturkoglu só não fez o segundo porque, depois de sobrevoar o guarda-redes do Casa Pia, a bola embateu na barra.


Na meia hora em que o Benfica jogou este jogo marcou um golo e criou oportunidades para mais três. Foi claramente dominante, e isso deverá ter levado os jogadores a pensar que o facto de a equipa da casa mostrar que sabia jogar à bola servia apenas para tornar o jogo ainda mais agradável à vista, pelo que poderiam seguir para Turim.


Poderia dizer que não vejo outra razão para o António Silva ter decidido fazer a assistência para o golo do empate do adversário, aos 32 minutos. Mas deve haver. São tantos e tão repetidos estes erros que tem mesmo de haver. Até porque logo a seguir voltou a repetir-se mais um, que acabou num penálti que o VAR obrigou António Nobre a transformar em livre directo.


Já desligada, a equipa não conseguiu regressar ao jogo na segunda parte. Então apenas o Casa Pia conseguia apresentar um futebol ligado, capaz de jogar de uma área à outra. O Benfica atacava, mas tudo acabava invariavelmente em cruzamentos. E em cantos. A uns, e a outros, a defesa adversária chamava um figo.


Já não era com a cabeça em Turim, era com a cabeça perdida no jogo da Luz com o Barcelona. Foi já assim que o Casa Pia marcou o segundo golo, logo à passagem do primeiro quarto de hora. Quando já se percebia que dificilmente o Benfica escaparia a mais uma derrota, a terceira nos últimos quatro jogos do campeonato. 


O terceiro golo do Casa Pia, já no último minuto dos cinco de compensação, que só não é exactamente como o do Barcelona porque não tem atrás qualquer ilegalidade, apenas veio dar ao resultado a expressão pesada de uma derrota inapelável.


O futebol pode ser isto mesmo. Não pode é deixar passar entre os pingos da chuva uma equipa que em 12 pontos perde 9. Tem que haver explicação para a intermitência da equipa. É preciso explicar como é uma equipa jogou o que jogou com o Atlético de Madrid, com o Porto, com o Braga (na Taça da Liga), ou até agora com o Barcelona, depois joga o que jogou na primeira parte com o Sporting, com o AVS, com o Braga, com o Casa Pia. E como é que, à crise dos adversários, por maior que seja, se responde com uma ainda maior.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Quando aqui me referi ao programa do BCE conhecido por QE (Quantitative Easing), chamando-lhe euromilhões, deixava em nota de graça - não era das notas de graça que o BCE vai imprimir -  um alerta para as condições de rating que eram exigidas para acesso ao programa.


São tantas as pantominices que ouvimos do lado da propaganda oficial do governo, a começar na patética pirueta de Passos Coelho, e passando pelos saltos mortais de Portas e pelos passes de mágica de deputados, comunicadores e opinadores que constituem o spin governamental, que não poderia deixar de regressar a essa pequenina nota.


Uns dizem que isto só é possível pelos sacrifícios todos por que passamos, e que esta é a recompensa por esse esforço. Outros, que é possível porque reconquistamos a credibilidade externa. Outros ainda porque já cá não está a troika. Há ainda os que vêm dizer que só é possível porque atingimos um défice de 3%, o que nem sequer é verdade. Esse é o objectivo para este ano, não está atingido.


Pantominices à parte, Portugal só não ficou de fora deste programa do BCE porque há uma agência de rating, a canadiana DBRS que, ao contrário de todas as outras que contam (Fitch, Moddy´s, Standard & Poors...) classifica o rating da República Portuguesa acima de lixo, condição de acesso ao programa. Diz-se por aí que este rating desta agência canadiana já tem uns anos, e nunca foi mexido. Que é até anterior à tomada de posse deste governo!


Já eram pantomineiros. Agora ainda são excêntricos...


 

Uma semana agitada

   Tempestade do século' na Irlanda também vai afetar Portugal - SIC Notícias


Foi uma semana agitada, esta que hoje termina, ainda agitada, no dia em passam sessenta anos sobre a morte de Churchil, hoje um monumento político.


Começou com a tomada de posse de Trump. E agitação maior não podia haver. Foi o chapéu da Srª Melania Trump, mais o seu look Gestapo, bem apanhado pela Cristina Torrão. Foi Elon Musk,  exuberante na mal disfarçada saudação nazi. Foram Bezos, Zuckerberg e Elisson, no inédito que junta os quatro mais ricos do mundo na posse de um presidente de um Estado. Onde, ainda assim, não faltaram portugueses. Lá estiveram Marco Galinha e André Ventura. E foi a produção televisiva aos pés de Trump, a despachar na festa que se seguiu, em público, ou na reserva da sala oval, reservada para o mesmo efeito.


Prolongou-se pelo mesmo Trump, a ameaçar taxar tudo o que viesse de fora. E a convidar as empresas que produzem fora para que os americanos comprem barato a regressarem. Para produzir no país a preços a que não conseguem vender. Ou nem sequer conseguirem produzir porque, ao mesmo tempo, Trump quer expulsar de lá a mão de obra latina e sul-americana, para meter os americanos a trabalhar na agricultura, na pecuária, a lavar louça no Macdonald´s, a limpar as ruas, nos táxis e ubers, a meter gasolina, ou a entregar hot dogs, pizzas e hamburguers em casa dos outros americanos.


Continuou com o pipy da Cristina, e sabe-se como a Cristina, com ou sem pipi, agita o país.


Passou pelo sismo no Bloco de Esquerda - primeiro desmentiu e acusou o mensageiro, depois reconheceu o desvio - com a notícia de ter despedido trabalhadoras (inicialmente as notícias falavam de cinco, mas acabaram por se ficar em duas) que haviam sido mães e estavam a amamentar.


E pela surrealidade a tomar conta do Chega, com o deputado açoriano Miguel Arruda apanhado a roubar malas nos aeroportos de Lisboa e de Ponta Delgada, e a vender "on line" o produto do roubo. André Ventura, como é costume, foi esperto a tratar do assunto. Nem assim lhe correu bem... 


E vai acabar com a Hermínia, a tempestade que se está neste momento a desenvolver no Atlântico para passar por cá o fim-de-semana. Espera-se que  bem menos agitada que a Éowyn, que espalhou o caos por toda a Grã-Bretanha, e obrigou milhões de britânicos a ficarem hoje em casa.


 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Que me tenha apercebido, a primeira reacção de um membro do governo às decisões do dia de ontem veio de Pires de Lima, em Davos.  O que não admira. Para Passos Coelho, a intervenção do BCE na compra de dívida era um disparate, e o governo não tem nada a ver com o que se passa na PT.


Como não podia deixar de ser Pires de Lima aplaudiu entusiasticamente a medida do BCE, o que não deverá causar grandes embaraços a Passos Coelho. E não foi menos entusiasmada a reacção que dispensou à decisão da assembleia Geral da PT, exaltando até o valor da oferta da Altice - por acaso inferior ao da venda que a mesma PT fez à Telefonica, aqui há anos, no verdadeiro ínício do fim, de uma simples participação na Vivo - e aproveitando para voltar a dar nas orelhas da anterior gestão da empresa.


Até aí tudo bem, até porque só se perdem as que cairem no chão... Só que fez isso através do elogio precoce, infundado e suspeito à futura gestão francesa da PT. Que, e aí está a estocada, não vem para cá para fazer investimentos no futebol...


Não faço ideia do que tenha sido o retorno do investimento da PT no futebol. Sei, mesmo que daí nada releve, que foi o seu principal concorrente quem, cá no país, abriu a entrada no futebol. Sei também, e mesmo que também daí nada volte a relevar, que muitas congéneres pelo mundo fora investiram no futebol. E sei, e isso sim é o que releva, que ele próprio, no seu anterior emprego, decidiu também investir no futebol. E só não terá investido tanto como a PT, que sponsorizou os três grandes, porque se ficou pelos dois mais pequenos dos três. Não sei se o que parece, é. Mas um é o seu e o outro é da área da sede da empresa que lhe entregaram para gerir. Com ou sem investimentos em futebol!


É de todo evidente que deveria ter batido com outro instrumento, mas há muito que percebemos que há um certo clima que insiste em atingir sucessivamente os nossos ministros da economia. Apesar de tudo, e da boa imprensa em particular, Pires de Lima não deixa de ser mais um apanhado pelo clima. E não é por andar a dizer que ja se podem baixar impostos...

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Ontem foi dia de grandes decisões.


Em Frankfurt, Draghi anunciou o euromilhões, a basuca ou, mais prosaicamente, simplesmente lançou mão da última arma de estímulo monetário. Tarde, depois de já não ter por onde mexer nas taxas de juro, mas também superando as expectativas, anunciou um programa de compra mensal de 60 mil milhões de euros de dívida soberana (88%) e privada (12%), durante, pelo menos, 19 meses. 


Em Lisboa, a Oi (e os outros grandes accionistas) levou a melhor sobre o país, os pequenos accionistas e até o Presidente da Assembleia Geral, na decisão de vender a PT à Altice.


Hoje sentem-se as primeiras consequências. Que não deixam de ser curiosas: as acções da PT valorizaram mais 20% (40% em dois dias) e, a contar já com a desvalorização do euro, anunciam-se aumentos dos combustíveis já para a próxima segunda-feira!

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Tenho insistentemente aqui trazido a tese, já suficientemente demonstrada, que o Benfica de Jorge Jesus – e de Luís Filipe Vieira, não só porque já começam a estar umbilicalmente ligados, mas pelo autêntico ciclo vicioso criado pelo presidente (compra – vende para financiar o que compra – compra para substituir o que vendeu) – só começa a funcionar em Janeiro.


Está mais que provado que é assim, e dificilmente poderá ser de outra maneira. A história repete-se anualmente, quando a equipa deveria estar a preparar a época, faltam jogadores, invariavelmente com férias desencontradas pelo envolvimento nas diferentes selecções, e a pré-época é sempre feita com jogadores que acabam por nunca chegar à competição. Uns porque vão embora, outros porque nunca lhes será dada oportunidade para isso. A época de transferências fecha a 31 de Agosto, já com todas as competições em andamento e, por estratégia ou por falta dela, acaba por sempre nessa altura que se dão as saídas. Quando já se percebe que o que se comprou não serve e já não há tempo de corrigir, mesmo que nesta época, de forma verdadeiramente excepcional e irrepetível, tenha surgido esse verdadeiro achado que é Jonas, já após o encerramento do período de transferências – apenas e só possível por estar desempregado – e até das inscrições para a Champions.


Que é assim, não há dúvidas. Que as incidências de cada início de época condicionam, também não. Difícil de explicar é que, acontecendo em Dezembro muitas das mais deprimentes exibições como, por exemplo, há um mês o jogo da Luz com o Gil Vicente ou, há um ano e um mês, o jogo com o Arouca, o Benfica surja sempre a este alto nível logo em Janeiro. Ainda por cima quando, também invariavelmente, perde sempre um dos seus jogadores tidos por fundamentais. Se alguém tiver uma explicação, e evidentemente esteja na disposição de ma dar, ficarei imensamente agradecido… Não se esqueçam é que, dizer que os jogadores que saem em Janeiro, em boa verdade, já tinham saído em Agosto, só explica que essas saídas não sejam sentidas. Não explicam o resto!


Ao queimar desta forma a primeira metade da época, o Benfica tem sistematicamente deitado fora o apuramento para os oitavos de final da Champions. Esta época o prejuízo foi bem maior, e este determinismo custou ainda o afastamento da Taça de Portugal e da Liga Europa, onde o Benfica de Janeiro era sempre um crónico favorito.


Como me parece que nada de significativo se altere no Benfica, o melhor seria mesmo alterar a Champions e abrir a competição apenas em Janeiro!

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Inacreditável!


O que aconteceu nos últimos segundos desta noite a Luz pertence ao domínio do irreal. Tivemos que nos beliscar para sentir que era real, que aquilo não era um sonho.


E não foi. Aquilo aconteceu mesmo!


O Barcelona chegou à Luz de mão estendida, à espera de generosidade. E ela não lhe faltou. Não lhe faltou a generosidade de alguns jogadores do Benfica, especialmente de Trubin. Nem lhe faltou a da arbitragem. 


O Benfica entrou para fazer um grande jogo, a única forma de ganhar ao Barcelona. Também a única de manter vivas as aspirações a seguir em frente nesta Champions, depois de todos os oitos e oitentas


Marcou logo aos dois minutos, num grande lance de futebol, quando Tomás Araújo descobriu Alvaro Carreras nas costas de Koundé, no flanco contrário, para o lateral espanhol cruzar de primeira, e Pavlidis marcar, também de primeira. Logo a seguir, em mais um excelente lance com a marca da superioridade do Benfica, Aursenes falhou incrivelmente o segundo, com a baliza de Szczęsny à mercê.


Estava o jogo neste pé, com o Benfica a mandar no jogo como queria, quando o VAR detecta um penálti que passara despercebido ao árbitro. Tinha marcado canto, considerando que o Tomás Araújo tinha cortado a bola pela linha final. Não tinha, chegou atrasado e pisou mesmo pé de Baldé, o lateral esquerdo, e o minuto 13 foi mesmo de azar. E Lewandowsky empatou!


O Benfica não sentiu o golo, e continuou, como nada se tivesse passado. E na verdade o Barcelona também. Quando, 10 minutos depois, também Szczęsny quis ser generoso, e Pavlidis marcou o segundo golo, tudo parecia natural. O Benfica estava melhor no jogo, e fazia sentido estar a ganhar. E nem o 3-1, antes da meia hora de jogo, do hat-trick de Pavlidis (parecia o frasco do ketchup), no penálti com que  Szczęsny derrubou Akturkoglu que, desmarcado por Aursenes, lhe picara a bola por cima, pareceu outra coisa que não o rumo natural do resultado, lado a lado como o do jogo.


Ao intervalo o que ficava era um jogo controlado pelo Benfica. O Barcelona tinha marcado um golo num penálti caído do céu, e Trubin tinha feito uma defesa, e negado a Gavi o golo na única oportunidade criada. 


Na segunda parte o jogo manteve-se nas bases que trazia da primeira parte, com o Barcelona com muita bola e o Benfica a controlar e tapa os espaços, com autoridade e solidez. Era o Benfica dos oitenta desta Champions, e aos 10 minutos Aursenes volta a falhar o cheque-mate. Isolado frente ao guarda-redes polaco do Barcelona, embrulhou-se (nas ideias) com a bola e desperdiçou o quarto golo.


Estava o jogo nisto, e a segunda parte a meio, quando a generosidade de Trubin lhe deu a volta. Do nada, sabe-se lá como e porquê, ao repor a bola em jogo o guarda-redes do Benfica atira-a contra a cabeça de Raphinha. Depois ficou a contemplar o seu percurso até dentro da baliza. 


De repente o Barcelona voltava ao jogo. Só que logo a seguir, quatro minutos depois, em mais uma cavalgada de Schjelderup, Araújo esticou-se para interceptar o cruzamento para Pavlidis, e desviou para a própria baliza a bola que, certamente, Szczęsny iria recolher. O quarto golo repunha a diferença em dois golos, e pagava, sem apagar, a generosidade de Trubin.


O jogo caminhava para o quarto de hora final, e o Barcelona apertava. Os jogadores do Benfica já acusavam o desgaste físico, e as substituições de Hansi Flick - de incidência táctica - resultavam melhor que as de Bruno Lage, que trocava os que não podiam mais. 


Chega então a generosidade de um senhor holandês, já conhecido da época passada do jogo com o Inter, que se chama Danny Makkelie. Aos 78 minutos arranjou um novo penálti para Lewandowski marcar, só porque Carreras passou com a mão pelo braço de Yamal. Imprudência de Carreras, sim. Não no gesto em si mesmo, mas em fazê-lo com este árbitro. 


Então sim, o Benfica sentiu o golo. E a injustiça. O cansaço dos jogadores retirava-lhes a concentração e os erros começaram a pesar. Na defesa, mas também na saída de bola. Os jogadores do Barcelona sentiram pela primeira vez que poderiam não perder este jogo, e acabaram por empatar, na marcação rápida de um canto, já  com os 90 minutos à porta. A chuva caía impiedosa no relvado, com a mesma impiedade com que o empate caíra sobre os 64 mil benfiquistas nas bancadas da Luz.


Ao minuto 90 Di Maria - que entrara para o lugar de Schjelderup -, isolado, teve nos pés o golo da vitória. Daqueles que não falha, mas Szczęsny defendeu. Também conta: Szczęsny compensou a sua generosidade com duas grandes defesas, que valeram dois golos. Trubin não teve essa oportunidade.


Quatro minutos de tempo de compensação. A esgotarem-se quando Carreras - que grande jogo! - foi ceifado a meio do meio campo. Livre cobrado por Di Maria, e toda a gente para a área do Barcelona. Natural, o tempo de compensação estava esgotado, e não tinha havido qualquer interrupção que motivasse o seu alargamento. O apito final surgiria na conclusão desse lance.


A bola sai do pé de Di Maria, chega à esquerda, e é de novo cruzada para o centro da pequena área, onde surge Barreiro, primeiro empurrado pelas costas e depois, já no chão, imobilizado por um defesa adversário. Penálti - grita-se. E gritam e gesticulam os jogadores do Benfica, enquanto a bola sobra para Lewandowski, na meia lua, que a atira para a frente, na direcção de Raphinha. Sozinho, com tempo para correr o campo todo e marcar o quinto do Barcelona. 


O VAR vai intervir - pensou-se. Vai mostrar ao Sr Danny Makkelie que penálti é aquilo que fizeram ao Barreiro, e não o que Carreras fizera a Yamal. Vai anular o golo, e se o Benfica concretizar o penálti - e já lá estava Di Maria - vai escrever-se direito o resultado deste jogo.


Não. Nada disso. Na UEFA não se tira uma vitória ao Barcelona. Na verdade só isso é que não é inacreditável!


 


 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Confesso que não sei o que acho mais estranho: se a ostensiva vontade comum de António Costa e Rui Rio exibirem as suas convergências; se a própria convergência de ambos na oportunidade e na importância de ressuscitar agora a regionalização?


Não faço ideia do que passará pela cabeça de ambos. Poderei até perceber que Costa pretenda continuar a fazer de morto - mesmo que para isso tenha de me esquecer que foi por aí que morreu António José Seguro - adiando, se calhar para sempre, qualquer posição sobre os verdadeiros e gravíssimos problemas do país. Não aceito, mas não me surpreende... E que por isso, em vez de falar do tempo ou do Benfica, venha falar de regionalização ... E, tratando-se de uma deixa de Rui Rio...


Poderei até perceber que, nesta altura, para Rui Rio não haja até melhor tema que a regionalização. É também a maneira de não dizer nada sem estar calado, e muita da sua gente gosta do tema...


Mas o que eu gostaria mesmo de entender é por que é que eles fazem isto assim ... 

Não é só o mundo. É o Universo que vai ficar mais perigoso!

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Ouvi a meia hora do discurso de posse de Trump, "president again". Quando o ouvi dizer que ia renomear o Golfo do México, passando a chamar-se Golfo da América; que iria tomar de volta o Canal do Panamá e erguer bandeiras noutros locais, pensei logo no Canadá e na Gronelândia.


O tipo vai mesmo invadir o Canadá e, pura e simplesmente, anexar a Gronelândia - pensei.


Mas não. E ainda bem ... Vai só conquistar Marte!

E o mundo fica mais perigoso no dia de Martin Luther King

Capa Público


Segunda temporada de Trump?


Hoje é dia de Martin Luther King, um dos apenas três feriados nacionais em que os Estados Unidos celebram uma pessoa. Foi estabelecido em 1983, na era Regan, e celebra-se na terceira segunda-feira de Janeiro.


É com indisfarçável ironia que este 20 de Janeiro acontece à terceira segunda-feira. Que o dia que a América destinou ao seu maior símbolo de paz e harmonia, seja o mesmo em que vai entregar o poder ao mais disruptivo e perturbador dos seus presidentes.


O mundo agradeceria que esta fosse apenas uma segunda temporada de uma série melodramática americana. Trump é capaz de tudo, e seria até capaz de reduzir esta segunda oportunidade a apenas isso. Só que desta vez é diferente. Nesta segunda oportunidade Trump surgiu rodeado de outra gente. Desta vez de gente realmente perigosa, que quis ela própria transformar-se em poder e atrair à sua volta os mais poderosos dos poderosos.


Não. Hoje não é uma segunda temporada que começa. Hoje é o dia em que o mundo começa irreversivelmente a andar para trás. E a ficar muito mais perigoso!


 

domingo, 19 de janeiro de 2025

Há 10 anos

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É sabido que Ricardo Salgado bateu às portas todas: Passos Coelho, Durão Barroso, Carlos Moedas, Cavaco... Quando surgiu a notícia que José Luís Arnault entalou os patrões, ficou a saber-se que afinal só se conheciam as portas que se não abriram. As que se tinham aberto mantinham-se mais ou menos econdidas... 


Só que, lendo melhor a notícia, Ricardo Salgado nem sequer teve que bater á porta de Arnault. Foi o próprio que se ofereceu para dar uma mãozinha, enquanto proclamava aos sete ventos que "o BES era um banco profundamente estável" e que Salgado, que tinha anunciado a demissão dias antes, "tinha deixado um banco robusto com capital e credibilidade".


Qualquer um, que em qualquer sítio do mundo tivesse lesado desta forma a empresa que lhe paga, ficaria em muitos maus lençóis. Mas Arnault não é qualquer um, é alguém que é pago por e para ter relações com poder... E quando assim é estas coisas de centenas de milhões de euros não passam de pequenos acidentes de percurso, coisas sem importância... Que já passaram!


Umas passaram tão depressa que ainda deram para vender as acções do BES a tempo, dando para perceber a ponta do iceberg chamado inside trading que logo aqui foi levantada.

Há 10 anos

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Os 80 mais ricos detém tanta riqueza quanto metade da população mundial... Chegamos aqui em quatro anos, entre 2010 e 2014. No próximo ano, 1% da população deterá 99% da riqueza mundial...


É a globalização? É o neo-liberalismo? Foi Regan? Foi Thatcher? 


Seja lá o que for, e fosse lá o tivesse sido, isto é obsceno. E dificilmente poderá dar bom resultado!


 

sábado, 18 de janeiro de 2025

Hoje*

Eu, Psicóloga | O que aprendi com a morte da minha mãe – LITORAL CENTRO –  COMUNICAÇÃO E IMAGEM


Os dias, mesmo quando correm todos iguais, não são todos iguais. São curtos e cinzentos no Inverno e longos e luminosos no Verão. Sucedem-se no calendário sem que nada os distinga!


Mas nunca são todos iguais… Os dias são o que são, não têm identidade. Somos nós que lha damos, pelo que nos recordam e pelo que nos marcam!


O sol dá-lhes o brilho que as nuvens logo lhes roubam. E o calor que foge da chuva e do frio. Mas é a memória, a nossa memória, que faz a identidade de cada dia. O frio ou a chuva e o sol ou o calor mexem com a nossa disposição – versão light do nosso estado de alma –, com a forma como, logo pela manhã, encaramos mais um dia que temos para agarrar. Mas é a nossa memória que talha a marca que timbra os nossos dias. E que faz com que nalguns se nos tolham os movimentos e se nos arrefeça a alma… Que alguns, por mais que brilhe o sol, nunca deixem de ser cinzentos e frios. De reflexão, de memórias e de muita saudade!


Não, os dias não são todos iguais. Hoje é um dia diferente dos outros. Diferente, muito diferente do de ontem. Diferente do de amanhã!


Como canta o Rui Veloso: “… para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar…”


 


* Texto publicado todos os anos, neste dia 19. Em que a minha mãe partiu. Hoje passam 16 anos!

Há 10 anos

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Resposta categórica e inequívoca do Benfica à incrível campanha que por aí anda. É assim, dentro de campo, que se dá a resposta que é devida… 


Como vem sendo habitual, o Benfica asfixiou durante a primeira parte, mas marcou apenas um golo, deixando por marcar mais três ou quatro. Na segunda parte, com o jogo ligeiramente mais repartido, surgiram os golos que acabam por dar ao resultado uma expressão mais condizente como que se passou.


O Benfica ganhou por 4-0, o que é sempre um grande resultado, mas bem podia ter duplicado o score. O Marítimo fez o primeiro remate aos 60 minutos, já lá iam dois terços do jogo e já perdia por três a zero. Acresce que, para além de ser o primeiro, foi o único remate intencional e com verdadeiro perigo, que Júlio César defendeu para a barra. E bloqueou completamente o Marítimo – como Jorge Jesus bem referiu na flash interview, a propósito dos famosos bloqueios que o treinador dos madeirenses, sem preocupações de originalidade, decidiu também agora recuperar – afogado num imenso banho de bola...Com a nota artística que Janeiro sempre resgata!


Tudo foi bonito, a equipa voltou a não sofrer golos, Luisão atingiu os 440 jogos e a marca de Eusébio, e quase tudo correu bem – até a expulsão de Talisca, sempre muito desejada pelos comentadores da Sport TV. Mas nem tudo correu bem: Gaitan, o artista mor da companhia, lesionou-se logo nos primeiros minutos. Esperemos que não seja nada de grave, e que para delícia dos nossos olhos possa regressar depressa…

Histórias à volta de golos

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Jogo tranquilo na Luz, a abrir a segunda volta do campeonato. Não tivesse sido a agitação que o Sr João Gonçalves - mais uma encomenda que chegou do Porto - introduziu no jogo e teria sido dos mais tranquilos a que assisti na Luz, desta vez um pouco abaixo das enchentes do costume, com "apenas" 54 mil nas bancadas.


O adversário era o Famalicão, uma sombra daquela equipa que iniciou o campeonato "a fazer a cama" ao Schmidt, naquela derrota 0-2 na abertura do campeonato, que ainda não ganhou um jogo desde que trocou o treinador Armando Evangelista pelo Hugo Oliveira, há mais de um mês. E foi na realidade inofensivo. Mas ... lá está o axioma do futebolês - "uma equipa joga o que a outra deixa".


E o Benfica fez o "qb" para que o Fama não jogasse nada. Ninguém diria que era o quarto jogo em 10 dias. Sem Di Maria, substituído por Akturkoglu - com vantagem na pressão e na recuperação de bolas, mas sem comparação em tudo o resto - Bruno Lage apostou em Leandro Barreiro para as funções de Aursenes (este ano a precisar do descanso que não teve nos dois anteriores). No resto não fugiu do onze inicial estabilizado nesta fase da época, que passa já por Schjelderup na ala esquerda, Tomás Araújo no lado direito da defesa, e António Silva ao lado de Otamendi, o grande capitão. Provavelmente muita gente não repara, mas vale a pena desligarmos da bola por momentos para o ver aos comandos do jogo. 


Como comecei por dizer a tranquilidade que a qualidade da exibição do Benfica transportou para as bancadas só foi perturbada pelo tal árbitro do Porto. Depois de ter subjugado o adversário, a exibição do Benfica teve ainda de tornar o tal João Gonçalves irrelevante. Mas não foi fácil. Durante toda a primeira parte, que acabou precisamente com o apito final quando a bola ia a caminho do Pavlidis, a isolar-se na cara do guarda-redes, depois de garantir total imunidade aos jogadores da equipa famalicense, já ter amarelado os dois jogadores do eixo central do meio campo Benfica, e de uma séria de faltas, e até lançamentos, marcadas ao contrário.


Daí a assobiadela monumental à saída para o intervalo, já mais arrefecida no regresso.


Para além da história dos quatro golos que fizeram o resultado, de outros tantos remates que acabaram por sair um bocadinho ao lado dos postes, ou acima da barra, e de oito grandes defesas do Carevic, o único jogador do Famalicão a exibir-se a grande nível, o jogo tem outras histórias. Também de golos!


A primeira é a de um goleador improvável. Parece que o Leandro Barreiro só tinha marcado um golo na sua carreira. No Benfica - sabia-se - estava em branco, mas também não tem assim tantos jogos. Marcou três, um hat-trick sem espinhas. Seguidinhos: 11, 36 e 67 minutos. Até para os grandes goleadores é um feito raro. Para um jogador do meio campo que ainda não tinha marcado, é do outro mundo. Mas a sua movimentação e a forma como rompe em desmarcações para dentro da área, fazem com que marcar golos não seja tão improvável quanto possa parecer. Hão-de certamente vir aí mais!


A segunda é a do suposto goleador que não marca golos. Pavlidis joga para a equipa, assiste, voltou a fazer um bom jogo, não regateia uma gota de suor, esforça-se, mas não consegue marcar. Voltou a ter quatro ou cinco oportunidade claras de o fazer, mas a verdade é que a bola não entra. Quando as bancadas se levantaram a gritar-lhe o golo, porque a bola estava mesmo a entrar, sem se saber como o Carevic tirou de lá dentro. Quando ia mesmo a marcar, a bola foi à barra. Ainda foi a tempo de procurar a recarga. Consegui-a e, quando finalmente marcou, o árbitro assinala-lhe fora de jogo no início da jogada. Que ninguém tinha visto (depois viria a saber que as linhas marcavam 17 centímetros, o que só "prova o olho de facão" do auxiliar) e que por isso deu festa. Em vão.


Por isso o aplauso das bancadas a Pavlidis na substituição (por Cabral) é também um dos momentos bonitos do jogo.


Acabada, com a sua substituição, a saga de Pavlidis e, com o terceiro golo, a de Barreiro (o homem do jogo, evidentemente), não acabou a história do jogo. Ela passou ainda pela fantástica jogada do João Rego - como gosto deste miúdo! - que passou por toda a gente por aquele lado direito até entregar a bola atrasada para Akturkoglu, de calcanhar, a deixar à frente de Kokçu, a jeito do remate rasteiro, de grande qualidade técnica, para o quarto. E último da história dos golos.


 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Há 10 anos

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Já se percebeu que, perante as hesitações de Guterres - é genético, não há muito a fazer -, António Costa e o PS se viraram para António Vitorino que, dizem as sondagens, tem idêntico potencial eleitoral.


O que não se percebe é isso. O que não se percebe é o que é faz de Vitorino um eterno desejado... O que não se percebem é os encantos eleitorais de alguém sem qualquer encanto especial... Embora se perceba que queira sempre estar na crista de todas as ondas e que aprecie especialmente o papel que reservou para si próprio... Porque se percebe que é também disso que se alimentam os seus negócios de influência, que nunca trocará  por nada... Até um dia, mais tarde, lá para a velhice...


Às vezes a velhice chega quando menos se espera, sem darmos por ela... Poderá ser agora o caso!

Há 10 anos

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O Porto ganhou (3-1) em Penafiel. Com dois golos irregulares e com um penalti contra por marcar. Pelas contas que por aí se fazem, a verdade do resultado seria 2-1 a favor do Penafiel... E menos 3 pontos para o Porto!


Mas está tudo bem: o árbitro Soares Dias não viu e Lopetegui também não. Nem a Sport TV, sem linhas para o fora o jogo, e com o lance do penalti bem escondido no fundo de uma gaveta, não fosse alguém ver...


Ninguém perguntou a Lopetegui se estava triste com a arbitragem. E, como já se sabia, também ninguém se preocupou com Quiñones...

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Com a desvantagem de 6 pontos para o Benfica a manterem-se teimosamente desde que, há 4 jornadas atrás, os campeões nacionais foram ganhar categoricamente ao Dragão, o Porto decidiu fazer ressuscitar Pedroto e renascer Pinto da Costa. 


Pretendendo fazer ignorar que esses seis pontos de diferença se devem à claríssima vitória do Benfica no Dragão, que não fosse esse resultado e ambos estariam com os mesmíssimos pontos, na contingência de não conseguir por si só evitar o bi-campeonato do rival, a estrutura do Porto volta-se para os jogos de bastidores da arbitragem, donde verdadeiramente nunca saiu. Tudo como dantes... 


O aniversário do falecimento de Pedroto, o mentor da estratégia, já lá vão quase 40 anos, e o regresso de um dos seus agentes comunicacionais a um programa televisivo ao serviço da causa, foram a alavanca deste regresso em força aos velhos métodos. Lopetegui, que tanto demorou a entender o futebol de cá, e que tanto tempo perdeu em experiências com  jogadores que tinha obrigação de conhecer bem foi, desta vez, muito rápido a perceber a coisa. Não diz palavra (em) que não (se) meta árbitros!


Há quatro anos atrás, a última vez que o bi-campeonato poderia ser hipótese, trataram de tudo logo no início, e á quarta jornada já levavam 9 pontos de vantagem... No ano seguinte deixaram para mais tarde, e a coisa começou a dar resultados em Coimbra, com Carlos Xistra - justamente o árbitro para este jogo do Benfica no Funchal, o último da primeira volta - para acabar em beleza com o inevitável Pedro Proença no jogo do título, na Luz. E há dois anos foi já mesmo no fim, com Paulo Batista - por mera coincidência o árbitro do penúltimo jogo, em Penafiel (e, já agora, Rui Costa, do Porto, foi o árbitro escolhido para o último jogo, com o Guimarães). No ano passado aquilo foi tudo tão mau que não havia nada a fazer!


Com o campeonato a virar para a segunda volta e com o calendário do Benfica a apertar, numa sequência que começou em Penafiel para prosseguir, na Luz, com o terceiro classificado, na Madeira, com o Marítimo, em Paços de Ferreira e com Alvalade já aí, quando o Benfica exibe níveis exibicionais e de confiança em ascensão, este é o momento escolhido para este ano. 


Faixas, atrasos a ocupar as bancadas, repetir incessantemente benefícios alheios e prejuízos próprios em jornais e televisões até que passem a verdades, tudo vale para condicionar arbitragens e respectivas nomeações. Nada portanto de novo nesta estratégia portista. Sempre assim foi, quando não foi muito pior, como todos nos lembramos e o "apito dourado" haverá de guardar para a posteridade.


Poderia até pensar-se que entretanto muita coisa mudou, que a máquina portista está velha e gasta, e que no quartel general há gente séria, sem medo e imune a pressões. Mas aí está Carlos Xistra, já amanhã...  Com quem o Benfica, sempre com erros grosseiros, conquistou apenas 17 pontos (perdeu 10) nos 9 jogos que disputou, e com quem o Porto conquistou 36 nos (perdeu 6) nos 14 jogos que lhe arbitrou ...


E Artur Soares Dias em Penafiel, onde o emprestado Quiñones não jogará. Sem ponta de polémica, evidentemente... 

Dia de presidentes

Desenho contínuo de uma linha Discurso do presidente no dia do presidente  Conceito do Dia dos Presidentes Desenho de desenho de linha única  ilustração gráfica vetorial | Vetor Premium


Ontem foi dia de Presidentes.


Daniel Chapo foi empossado Presidente da República de Moçambique. Sem a presença do Presidente Marcelo, que não quis assinar por baixo. Assinou Paulo Rangel, porque Moçambique não é a Venezuela. Dirá ele, sem se safar da coça que levou do Venâncio Mondlane, o auto-declarado “Presidente eleito pelo povo”.


O Presidente Biden despediu-se da Casa Branca, num discurso em que basicamente disse aos americanos que agora terão que se deitar na cama que fizeram. E anunciou o acordo de cessar fogo, que dura o que durar, e até pode nem chegar a durar, entre Netanyahu e o Hamas. Trump - Presidente dentro de três dias, já no próximo domingo - levantou-se logo da cama para dizer que foi ele que tratou de tudo.


Mas também foi o dia de não a presidente. Centeno acabou a dizer que não vai ser Presidente porque não vai ser candidato. Porque não quer, ou porque não pode, é que não explicou. E não custava assim tanto explicar. Custou-lhe certamente muito mais explicar que queria continuar governador do Banco de Portugal, quando sabia muito bem que o governo lhe viria logo explicar que não.


Que nem pensasse!


Ah ... e foi ainda o dia que mostrou a careca do "presidente dos presidentes". Por muito que há muito, como estava toda a gente careca de saber, tivesse a careca à mostra. 


 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Não deixa de ser notável a forma como a imprensa, e a comunicação social em geral, compactua com mais uma cínica demonstração de hipocrisia da política europeia, e ocidental. Viu-se como jornais e televisões difundiram a fotografia com aqueles hipócritas todos supostamente a encabeçar a mega manifestação de Paris. Nenhum dos inúmeros correspondentes presentes em Paris fez o menor reparo à cabeça da manifestação. Nenhum manifestou o menor indício de não ter visto ninguém daquela gente na manifestação; o máximo que se soube foi que os chefes de Estado e de governo presentes, entre eles como se sabe Passos Coelho - cuja ausência da primeira fila foi objecto dos mais diversos comentários, por razões de segurança - teriam apenas percorrido 200 metros na manifestação. Nada mais!


Sabe-se agora, porque alguém no Le Monde - o proprietário da fotografia oficial que todo o mundo "comeu" - resolveu pôr cá fora a outra fotografia, a que não mente, que os sérios e respeitáveis chefes de Estado e de governo que se juntaram a Hollande (e a Merkel) participaram, não na manifestação, mas numa encenação. Que se limitaram a fechar uma rua para dela fazerem estúdio fotográfico...


Não fosse a dimensão da  fraude e disser-se-ia que o fotoshop faria a mesma coisa por muito menos dinheiro. Que aquela é uma fotografia que sai bem cara aos contribuintes. Mas com fraudes não se deve brincar. Nem o Charlie o faria... Já a Marine Le Pen, mesmo perdida a rir, não deixará de levar isto bem a sério!

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

As últimas imagens é que ficam


Ao terceiro dia o Benfica - não, não ressuscitou, isso aconteceu só na segunda parte - depois do dérbi, e dos festejos da conquista da Taça da Liga, apresentou-se no S. Luís, em Faro, para disputar os oitavos de final da Taça de Portugal. 


Para um jogo ao terceiro dia, com outro já para fazer em três dias, este na Luz, com o Famalicão, para o campeonato, logo seguido da recepção ao Barcelona, para a Champions, no meio de um ciclo de cinco jogos em menos de duas semanas, Bruno Lage poupou Tomás Araújo, Kokçu e Pavlidis. Na realidade foram quatro as alterações no onze, mas Trubin não foi por poupança, foi para a clássica oportunidade a Samuel Soares, na Taça.


Ao contrário do que até tem sido mais habitual, o Benfica entrou no jogo a todo o vapor, deixando claro que a ideia era resolver depressa o problema do resultado, para depois poder gerir o jogo e o cansaço acumulado. Logo na jogada de saída Barreiro desmarcou Scheljderup na esquerda, que virou a bola para a direita, para o extraordinário remate de Di Maria, que saiu a milímetros do ângulo superior direito da baliza de Ricardo Velho. Seria mais um golaço à Di Maria, mas foi apenas o mote para os cinco minutos iniciais de domínio absoluto do Benfica. E de bom futebol!


Na primeira vez - parece que é sina - que o Farense conseguiu sair daquele colete de forças, e chegar à frente, num canto resultante de um ressalto no António Silva, com toda a gente do Benfica a dormir - se não era de sono era de hipnose - marcou. Havia 7 minutos de jogo. Que mudou, naquele momento!


O Farense fechou-se lá atrás, defendendo com competência e gerindo, com manha, o tempo de jogo. Com Florentino e Barreiro faltava dinâmica e visão de jogo ao meio campo do Benfica. Aursenes, que também não atravessa um grande momento de forma, não podia resolver tudo. O regressado Bah não acertava uma, e o futebol do Benfica engasgava-se sistematicamente. Os cantos sucediam-se, uns atrás dos outros, mas só isso. A reforçada defesa do Farense não passava por grandes incómodos. Esperava-se que Di Maria resolvesse mas, se não estava fácil, pior ficaria com a sua saída, queixando-se do que parecia ser uma dor muscular. 


Entrou Amdouni, a frio. Como frio se arrastou o jogo até ao intervalo, sem que o Benfica tivesse conseguido acrescentar grande coisa ao que tinham sido os primeiros cinco minutos.


No intervalo Amdouni fez aquecimento, e Bruno Lage diz que alterou uns posicionamentos, e que explicou aos jogadores o que era o campo no S. Luís. Estranho é que só ao intervalo tenha dito aos jogadores que o campo é mais pequeno, e que não dá largura para explorar as alas, nem comprimento para a profundidade. 


A verdade é que a segunda parte foi completamente diferente. Admito a ignorância, mas a mim pareceu-me mais que foi por ter marcado três golos em cinco minutos que propriamente por grandes alterações tácticas. É que nem o primeiro quarto de hora da segunda parte foi muito diferente dos últimos quarenta minutos da primeira, nem nenhuma alteração foi introduzida no onze.


Aconteceu que Scheljderup - hoje, para além de Di Maria (mas noutro registo) o único jogador do Benfica com capacidade para desequilibrar no drible e na velocidade - novamente lançado por Barreiro, fez um grande jogada individual e um grande golo. E que no minuto seguinte num espectacular cruzamento de Carreras - este sim, em grande forma - Arthur Cabral marcou o segundo, numa execução irrepreensível.


Depois de tanto terem defendido, de tanto terem queimado tempo, e de tanto terem acreditado que eliminariam o Benfica, os jogadores do Farense caíram a pique. E, quando passavam apenas 5 minutos do golo do empate, de Scheljderup, Bah marcou o terceiro. 


Depois - sim - o Benfica jogou bem e dominou como quis o jogo. E depois é que Bruno Lage fez as substituições. Essa é que é essa!


No fim, com 5 minutos de boa qualidade na primeira parte, e outros 5 na segunda, estes de rara eficácia, o Benfica resolveu uma eliminatória que chegou a parecer complicada. Mas o "futebol é isso mesmo", já diz o futebolês. Se aquele fantástico remate de Di Maria tem entrado logo no primeiro minutos, tudo teria também sido diferente. Assim, o Benfica acabou a dominar completamente o jogo e, como se sabe, o que fica são as últimas imagens. 

Há 10 anos

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Começaram por mandar os jovens emigrar, praticamente uma ordem de expulsão embrulhada numa embalagem com um rótulo paternalista que lhes ordenava que saíssem da sua zona de conforto e procurassem trabalho lá fora.


Começaram por dizer aos jovens que, viver num país que era o seu, era um luxo, e que a vida e o país não estava para luxos. Viver no seu país, na sua terra, com a sua família era um luxo a que se não podiam dar. Era viver acima das suas possibilidades!


Não restaram alternativas, e os jovens, a geração mais formada que o país alguma vez conhecera, começaram a sair. Às dezenas de milhar, ano após ano, sem que os que os mandavam embora percebessem, por mais que fossem os avisos, que estavam a mandar fora dinheiro, muito dinheiro que o país gastara na sua formação. Que estavam a gerar fortes desequilíbrios demográficos, e a pôr em causa a própria segurança social. Sem que percebessem que, assim, não eram só os jovens que não tinham futuro. Era também o país!


Foi por aqui que se iniciou o processo de destruição do país iniciado há quatro anos, numa política de terra queimada que queria fazer crer que, depois, sobre as cinzas, haveria de nascer um país novo, pujante, viçoso... Destruíram-se centenas de milhar de postos de trabalho, mandaram-se para a falência milhares de empresas e para o estrangeiro centenas de milhares de jovens. Venderam-se ao desbarato as melhores empresas nacionais, estratégicas e monopolistas, e empobreceu-se o país e os portugueses, que passaram a ganhar menos e a pagar mais. Mais impostos e mais pelas funções sociais do Estado, cada vez mais degradadas…


Propositadamente, confundiram-se reformas com cortes. Cortou-se indiscriminadamente em todas as funções do Estado, até as deixar inoperacionais. Por incompetência, na maior parte das vezes, mas também para as esvaziar e mais facilmente transferir para o domínio privado.


O que se passa na Saúde – e note-se que se fala do que dizem ser o mais competente dos ministros – é sintomático. Doentes morrem em macas dos bombeiros, á espera de atendimento nos corredores dos hospitais, sem camas. Nem médicos, numa roda-viva sem saber onde acudir, expostos à ira – e quantas vezes às agressões – de doentes e familiares, abandonados e mal pagos mas, acima de tudo desrespeitados por quem, criando o caos, se presta depois à calúnia, à demagogia e à mentira manipuladora.


E por isso médicos e enfermeiros de todas as idades juntam-se aos jovens e saem também do país. Já não são apenas jovens, e já não são apenas jovens enfermeiros acabados de formar. São médicos especializados, alguns deles já entre os 55 e os 65 anos. São famílias completas – pais e filhos – que, mais que sair, desistem do país. Trocam-no por outros, onde vão encontrar as condições de trabalho e de vida que cá lhe negam e a dignidade que por cá lhe roubaram. Vão ganhar cinco vezes mais, em França, no Reino Unido, na Bélgica ou na Alemanha. Sim, na União Europeia, onde evidentemente há países com visão estratégica, desejosos por receber quadros que lhes poupem 10,15, 20 ou mais anos em formação. Por cá nenhum valor é atribuído a todos esses anos de formação. Nem a esses nem a outros, porque o abandono de médicos especializados irá ainda fazer-se sentir na capacidade de formar os mais novos. Que por cá ainda ficarem…


Engana-se quem ache que nada mudou ao longo destes quatro anos. Mudou, mudou muita coisa. Tantas que ainda não demos por muitas delas…

Não quero assustar, mas diz-se que Elon Musk vai comprar o TikTok ...

China avalia Elon Musk como novo proprietário do TikTok nos EUA - Update or  Die!


Depois de ter comprado o twitter, de o ter renomeado X - o fetiche alfabético do senhor - eliminado qualquer mecanismo de verificação de factos, para deixar a mentira à solta e ao sabor do algoritmo, ao que se diz, Elon Musk prepara-se para comprar o TikTok


Depois de ter comprado a rede social dos cotas, vai comprar a dos putos. Curiosamente proibida por Trump no primeiro mandato, em 2020, por ser chinesa. Decisão que, curiosamente, se tornará efectiva no próximo dia 19, na véspera da tomada de posse de Trump. E - por que não dizê-lo - também de Elon Musk. Curiosamente, nos últimos dias, Trump  pediu á Justiça americana para adiar essa data.


Não há curiosidades. Nem coincidências. Há apenas mais razões para termos mais medo!

Há 10 anos

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Deu para tudo, este segundo jogo do Benfica na Taça da Liga, com o Arouca. Deu para goleada (4-0), e deu para bons bocados de excelente futebol, a deixar-nos sem dúvidas nenhumas que é mesmo Janeiro. Com os outros, ou com estes, regressou o tempo da nota artística... Deu - meio jogo, mas mesmo assim... - para Rui Fonte (pouco intenso, mas vem de uma lesão) e Gonçalo Guedes (a mostrar muito, mas também muita ânsia de mostrar)... Deu para mais duas baixas nas baixas, depois dos regressos de Salvio e Eliseu, hoje foi a vez de Sílvio e Sulejmani regressarem. E de que maneira...Deu também para mais uma lesão, em mais um central. Agora foi o César, que já estava a carburar...


E deu para uma grande exibição do Pizzi, de novo no papel de clone de Enzo, a deixar a ideia - já percebida na despedida da Champions, há um mês atrás - que, dentro do plantel, é quem melhor substitui o argentino. Se conseguir manter o nível desta noite, não restarão muitas dúvidas! 


 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Há 10 anos

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A Autoridade Fiscal e Aduaneira, as Finanças, como a conhecemos, foi-se transformando numa máquina de cobranças coercivas, num autêntico terror para os cidadãos agora vistos apenas como contribuintes. 


A fama correu rápida, e não tardou que toda a gente passasse a querer recorrer aos seus serviços para cobrar dívidas. Primeiro foi o Estado. Ninguém se indignou muito, afinal era o Estado, o mesmo Estado todo poderoso, tudo contas da mesma casa. Não era bem assim, cobravam-se como impostos tudo o que fossem dívidas de que o Estado se lembrasse...


Depois, os privados abençoados pelo Estado lembraram-se que, melhor que seguros de crédito, factoring ou um simples departamento de cobranças, era mesmo recorrer a essa súper máquina de cobranças que o Estado detém. Os parceiros privados entenderam que o parceiro Estado também tinha a obrigação de lhe fazer as cobranças, e toca de cobrar dívidas das taxas moderadoras da saúde e das portagens...


Mesmo que alguma coisa comece a não correr bem, não me admiraria muito que, a curto prazo, a coisa extravase as PPP e passe a uma nova área negócio, com a oferta generalizada de serviços de cobrança. Que Autoridade Fiscal e Aduaneira, as Finanças, se transforme rapidamente num novo cobrador do fraque. Só que muito mais eficiente!


 

Há 10 anos

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O preço do petróleo continua em baixa e Angola vai passar por dificuldades. As empresas portuguesas vão ter que se preparar para alguns atrasos nos pagamentos, avisou Rui Machete. Que, como se sabe, com um microfone á frente e a cabeça um bocado oca, depois de tomar balanço ninguém mais pára... Daí que, logo de enfiada e sem tomar fôlego, tenha tratado de sossegar toda a gente. Em especial os angolanos, com a imediata iniciativa de ajuda. Não temais, Portugal vai ajudar. Desde logo com a receita mágica: austeridade


Não há volta a dar, angolanos. Agora terão de ser pelo menos dois anos de austeridade. E nisso, já sabem: podem contar com Portugal, de austeridade sabemos nós. Nisso, Portugal tem uma larga experiência e inestimável Know How. Os amigos são para as ocasiões, e Angola tem a sorte de ter em Portugal um amigo dos velhos, e que sabe de austeridade como ninguém...


E a gente a pensar que Angola teria de deixar de ser simplesmente uma petro-economia, que teria de acelerar estratégias de diversificação da sua economia, e de acrescentar valor à imensidão dos seus recursos naturais...


Que imbecis que somos. Então não se está mesmo a ver que austeridade é que é a solução? 


Não fora esta mente brilhante, este verdadeiro pateta visionário a quem Passos Coelho, em boa hora, entregou a condução da política externa portuguesa, e ninguém teria visto aquilo que está mesmo à frente dos olhos. 

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...