segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013

Por Eduardo Louro


 


Mesmo que mal recebido, já cá está, acabadinho de chegar!


Treze é de azar. Vê lá como te portas...

domingo, 30 de dezembro de 2012

sábado, 29 de dezembro de 2012

MANIAS...

Por Eduardo Louro


 PASSOS-COELHO-LC-1


Esta fotografia não é para mostrar detalhes interiores do carro do nosso primeiro. É apenas para perguntar: por que não tapou aquilo com o sobretudo?


Bastava deixá-lo cair só um bocadinho!


O homem acha-se mesmo providencial...

ADEUS 2012

Por Eduardo Louro


 


Há um ano deixava aqui uma curiosa mensagem para o ano novo, este que agora está velho e acabado. Escrevia que, “tendo como certo e adquirido que 2012 vai ser o nosso annus horrbilis, é de admitir que, bom mesmo, seria … que passássemos para 1 de Janeiro de 2013. Ou de 2014. Ou de 2015! … Se não conseguimos trocar as voltas este ano novo, se ele vai ser o que se anuncia - e já que, contra crenças, profecias e mitos, o mundo não irá acabar em 2012 - então que seja mesmo o pior. Que não voltemos a ter mais nenhum como este, que seja o da remissão definitiva dos nossos pecados, para que possamos voltar a ter a esperança de anos melhores para todos!”


É triste a nossa sina! Poderia voltar a escrever tudo de novo, com o mesmo a propósito… Foi aqui que chegamos, desesperadamente encurralados: sem esperança e sem futuro. Apenas com medo!


Olhamos para 2013 e distinguimos dois vultos. Um algures ali por Abril, tenebroso. Chama-se execução orçamental do primeiro trimestre, e todo ele é desgraça. Outro lá mais para frente, em Setembro, e chamam-lhe – vejam bem - eleições na Alemanha!


Do primeiro só temos razões para ter medo. Muito medo. Do segundo… medonho é pensar do que nos deixamos reféns!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

ACONTECIMENTO DO ANO

Por Eduardo Louro


 


Por esta altura é costume puxar a memória atrás, a 1 de Janeiro, deixá-la correr ao longo do ano e escolher. Escolher os mais do ano. Em qualquer coisa, ou em tudo e mais alguma coisa…


Vou também aqui fazer esse exercício. Mas numa versão minimalista, apenas numa única categoria: acontecimento nacional do ano!


Para mim o acontecimento nacional do ano é um não acontecimento. É o que acabou por acontecer por não ter acontecido o que era suposto acontecer!


Refiro-me ao facto de o governo ter resistido - intacto – todo o ano. O governo não caiu, nem sequer foi remodelado. E isso, há uns meses, era impensável!


Ninguém admitiria que o governo resistisse aos sucessivos casos Relvas: secretas, Público, RTP, ERC…. licenciatura, mentir no Parlamento… Aos pequenos e sucessivos episódios de abuso de poder. Mas também à quarentena a que se sujeitou - tipo hibernação, à espera que o mau tempo passasse – mantendo-se afastado (protegido) do governo, como se não existisse!


Sabia-se – ou foi se sabendo - que Relvas era apenas uma face da moeda que do outro lado tem Passos Coelho. O que não se adivinharia era que o primeiro-ministro conseguisse convencer o seu chefe - Vítor Gaspar – que Relvas era indispensável para as suas privatizações!


Ninguém admitiria que o Álvaro resistisse à sua estratégia do pastel de nata. Ele que até foi o primeiro a sentir os apertões da rua… Mas, pé ante pé, lá se foi aguentando e ganhando imprensa. Ao ponto de já nem a sua estratégia terceiro-mundista de desenvolvimento industrial, provavelmente encorajada pela política ambiental do seu Canadá - que acabara de mandar às ortigas o protocolo de Quioto - e que lhe valeria uma pequena guerra com a colega Assunção Cristas, lhe ter afectado a cotação. Em alta!


Poucos admitiriam que falhadas todas as previsões económicas, e com todos os objectivos orçamentais rapidamente transformados nas mais extravagantes miragens, o governo se pudesse aguentar. Que, batidos todos os recordes de desemprego, com o país entregue a um dos mais violentos ritmos de empobrecimento de que há memória, um governo que não podia sair à rua, suportado por uma coligação em permanente rotura e sempre em rota colisão, pudesse resistir.


Poucos admitiriam que depois daquele dia 7 de Setembro, depois do que o país inteiro disse ao mundo em 15 de Setembro, o governo chegasse ao fim do ano.


E no entanto resistiu. Sem uma baixa!


A situação do país e dos portugueses continuou a agravar-se todos os dias. Mas a do governo não. Relvas voltou a fazer negócios – mesmo que o último lhe não tenha corrido bem – e à sua condição de picareta falante, sem o mínimo de reserva, decoro e vergonha. E até Passos Coelho, em vez de fugir pelas traseiras como vinha sendo hábito, já atravessa a rua para se dirigir aos que protestam (bem sei que até pode ser encenação, mas o resultado é o mesmo)!


Todos os acontecimentos têm protagonistas. Este tem dois: Cavaco Silva, o senhor que ocupa o Palácio de Belém sem que se saiba exactamente para quê, e Seguro, o senhor de quem se diz que é líder da oposição. Foram eles que fizeram este acontecimento...


O drama, deste e dos próximos anos, é que não há coincidências. Não é mera coincidência que a maior crise, o pior governo, o pior presidente e a pior oposição se tenham encontrado ao mesmo tempo, no mesmo local!

MENSAGEM FATAL

Por Eduardo Louro


 


A mensagem de Natal do primeiro-ministro (alguém me sabe dizer qual foi o efeito do apagão?) não surpreende pela novidade. Ainda há bem pouco tempo Sócrates fazia exactamente o mesmo, vendia-nos um país imaginário, que não existia em lado nenhum.


Mas francamente, o que isto me traz mesmo à memória é aquele ministro iraquiano, aqui há uns anos, em 2003: já a estátua do Sadam era arrastada pelas ruas e continuava a dizer que o inimigo estava a ser repelido e que a vitória era certa…


Uma mensagem fatal!


 

domingo, 23 de dezembro de 2012

O GATO, A LEBRE E OS ANJINHOS

Por Eduardo Louro


 


Não. Não é uma história de Natal, é uma história de todos os dias!


De repente, vindo do nada, surge em conferências, rádios, jornais e televisões. Tem a lição bem estudada, evita obstáculos e contorna as curvas, num discurso bem embrulhado e que soa bem ao ouvido.


Usa o plural majestático, nunca fala por apenas si: "nós na ONU"!


Vi-o, como provavelmente muitos dos leitores, ainda na última sexta-feira no Expresso da Meia Noite, da SIC Notícias. Respondia pelo nome de Artur Batista da Silva, e dizia coisas que quase encantavam. Confesso que achei “fruta a mais”: tinha alguma dificuldade em ver a ONU por trás daquelas posições!


O Nicolau Santos foi um dos que se deixaram encantar. Deu-lhe palco ns SIC Notícias, no Expresso da Meia Noite, e deu-lhe corda no Expresso, na sua coluna do caderno de Economia: espalhou-se ao comprido. Vai passar o Natal estatelado, sem se conseguir levantar!


É um impostor, com acusações de burlas e desfalques. A ONU não faz ideia do que seja esse nome, nem do observatório que ele diz dirigir. Nem tem nada a ver com que ele diz... 


Como é possível?


É possível como sempre foi. Talvez mais possível do que alguma vez tenha sido. A informação corre tão depressa que toda a gente a quer agarrar antes que fuja. Mesmo que se agarre o gato, se deixe fugir a lebre e se faça figura de anjinho!


 


PS: Rádios (TSF) e Jornais (Jornal de Negócios) retiraram já as notícias que estavam "linkadas"!

FELIZ NATAL

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O DIA EM QUE O MUNDO ACABAVA

Por Eduardo Louro


 


Portugal está em guerra: a guerra da crise. É preciso que em cada português haja um soldado para a vencer – disse, ao fim da tarde, Passos Coelho na Associação dos Deficientes das Forças Armadas.


Há muito que deveria ter declarado guerra à crise. Mas alimentou-a, em vez de a combater. Agora até poderá ter soldados, mas não tem exército. Ou tem, mas faminto, abatido, roto e esfarrapado…


De manhã já dissera que 2012 tinha sido o pior ano desde 1974. Talvez nessa altura ainda acreditasse que o mundo acabaria mesmo… Já todos pudemos confirmar que não acabou, que vamos mesmo ter que enfrentar 2013. E 2014… E a Comissão Europeia a dizer que o corte dos 4 mil milhões na despesa não é suficiente…


Ainda nos vamos lembrar deste dia em que o mundo acabava. E se calhar perguntar por que é que não acabou!


 

21-12-12

Por Eduardo Louro


 


Lá porque começa o inverno não é o fim do mundo…


O mundo não acaba só porque este é o mais pequeno dos dias. Amanhã poderá não ser melhor, mas é de certeza maior!  


 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

NEGOCIATA ABORTADA

Por Eduardo Louro


 


O Conselho de Ministros decidiu não vender a TAP ao plurinacional Senhor Efromovich. Vale a pena uma opinião pública crítica. Vale a pena protestar e agitar consciências…


Ou alguém acredita que um negócio destes pudesse abortar por falta de uma garantia bancária de 25 milhões de euros?


Finalmente uma pontinha de asseio!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O CIRCO EM ALVALADE

Por Eduardo Louro


 


O Sporting apresentou Jesualdo Ferreira: o novo treinador, apresentado como manager!


No meio de tanta incongruência dificilmente poderia ser apresentado como outra coisa, mas é do novo treinador que se trata.


Apesar da excitação não passa de mais um novo treinador e de mais um coelho que Godinho Lopes tira da cartola… Certamente o último!


Os mais crentes – sim, o clubismo é mais que uma religião – acham que Jesualdo é Jesus, o Messias, por que há tanto suspiram. E deixam-se invadir por uma onda de excitação que os ventos que correm em Alvalade, paradoxalmente, até podem justificar.


Não me agrada nada o papel de desmancha-prazeres. Mas não posso deixar de avivar a memória dos mais entusiasmados, referindo que Jesualdo teve sucesso no Porto, onde chegou em circunstâncias invulgares, se bem estamos lembrados. Neste Porto das últimas duas décadas onde, como há muitos anos Mário Wilson (já não há gente desta humildade) disse do Benfica, qualquer um se arrisca a ser campeão. Ali, não importa agora como nem porquê, todos os treinadores são bem sucedidos. Até o Vítor Pereira!


Antes, fora um desastre no Benfica – o treinador das duas piores classificações: o sexto lugar que nos envergonha, de 2000-2001, ano do título do Boavista, e o quarto da época seguinte, no último título do Sporting – e, no Braga, um dos treinadores de menor performance da nova era de Salvador, onde Jesus, Domingos e Leonardo Jardim se encarregaram de reduzir os seus resultados à simples dimensão de suficiente. Depois … bem, depois foi o desastre no Málaga, onde se não aguentou mais de três meses. Uma equipa que o seu substituto – Manuel Pellegrini – levou à Champions, onde acaba de se apurar em primeiro lugar no seu grupo, sem qualquer derrota, mesmo depois da sangria – o sheik do dinheiro deu à sola - do último Verão. E viu-se grego no Panathinaikos, de onde acabou de ser despedido, para se oferecer ao Sporting, ao mesmo tempo que desenterrava o velho tema dos túneis. Um tema que, para ele, era dois em um: mitigava o seu último inêxito nacional, e com ele todos os que lhe sucederam, e entrava directamente por uma das portas de afronta ao Benfica. Sabendo qualquer uma é a porta 10 A para entrar em Alvalade!


No seu discurso de apresentação começou por exaltar o Sporting como um clube diferente. Exactamente como eles gostam de dizer. E mais ainda de ouvir! E quase ia dizendo que era sportinguista desde pequenino. Vá lá, segurou-se a tempo…


Ouviu-se da boca de um dos portistas residentes num desses múltiplos programas que as televisões dedicam ao confronto clubístico que, no meio da tertúlia azul e branca, alguém terá perguntado ao Jesualdo o que é que ia fazer para o Sporting. E que a sua resposta terá sido: “pagam-me; enquanto me pagarem estou lá”…


Confesso que a última coisa que me apetecia agora era atirar com água gelada para cima dos sportinguistas. Juro que não quero mais nada que pôr alguma água na fervura. Que alguma ordem chegue ao circo que Godinho Lopes armou ali à entrada do Lumiar!


Mas desconfio que o tipo que está ligado à pior classificação de sempre do Benfica (e à pior do Porto neste século, a par de Octávio, também de boa memória em Alvalade) não deixará de fazer menos no Sporting… 

AVALIAR A CREDIBILIDADE DO PAÍS

Por Eduardo Louro


 


 


(foto do El País)




Ontem, no Parlamento, Vítor Gaspar teve mais uma das suas habituais prestações. Para além de voltar a falar dos impostos como se neles não tivesse qualquer responsabilidade, e de se transformar os falhanços rotundos e grosseiros das suas previsões em acertos raramente vistos em tempo de recessão, salientou os verdadeiros mas escassos aspectos positivos: a descida dos juros da dívida pública, a redução do défice primário e … o aumento da credibilidade do país.


Se a descida das taxas de juro da dívida pública nos mercados secundários e a redução do défice primário são dados objectivos e factos provados, o aumento da credibilidade externa do país já o não é. Não há nada que a meça, apenas se poderá concluir a partir de dados e indicadores que possam apontar nesse sentido. O comportamento das taxas de juro até poderá ser um deles, mas só isso!


Mas quando um jornal como o El País diz que o governo está a vender Portugal e se refere, da forma que o faz, aos processos das privatizações recentes, como a da EDP, ou em curso, como as da TAP e da RTP, não há razão nenhuma para avaliar em alta a credibilidade do governo. Que é quem precisamente faz a do país!


 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

COISAS DE HOJE VII

Por Eduardo Louro


 


Miguel Relvas já está reformado: certamente uma das tais que Passos Coelho denunciava. Parece que é suspeito de marosca neste mal explicado processo de privatização da TAP, envolvendo-se com gente grande do Brasil.


TAP que, entretanto e mau grado não ter se não um único interessado nesse processo, não pára de receber prémios internacionais: desta vez foram os americanos a considerá-la a melhor da Europa.


Que relação há entre todas estas notícias?


São todas más! Más notícias para Relvas, claro. Mas ele não se importa. E Passos Coelho também não…

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

METER OS PÉS PELAS MÃOS

Por Eduardo Louro


 


Passos Coelho deu ontem, nas palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, uma canelada a Cavaco. Referindo-se às pensões, dizendo que não correspondiam às contribuições efectuadas para concluir que não pode ser inconstitucional que sejam mais tributadas que os salários, Passos bateu duas vezes em Cavaco com uma só cacetada: atingiu-o directamente na(s) sua(s) própria(s)  reforma(s) – para as quais não descontou – e na sua decisão de remeter o Orçamento para fiscalização sucessiva do Tribunal Constitucional.


Cavaco merece isto e muito mais, mas esta é uma leitura suave das palavras de Passos Coelho, uma leitura própria de Marcelo, também ele interessado em dar-lhe umas bicadas. Porque, podendo ter atingido Cavaco, o que Passos fez - e quis fazer – foi, a partir de uma matéria que sabia tornar-se popular, desvalorizar a Constituição e os limites constitucionais às suas ideias. O que fez foi manipular uma realidade para meter no mesmo saco coisas que não se podem misturar.


Para ser sério Passos não pode tratar da mesma forma o que é diferente. E é diferente, completamente diferente, uma pensão de reforma que resulta directamente de uma vida de contribuição – e essa é a condição normal dos cidadãos normais – e uma pensão de reforma abusiva, como todas as que decorrem do exercício de funções políticas directas e indirectas, sendo estas ainda mais escandalosas, como as do Banco de Portugal e de outras instituições públicas.


Pensões verdadeiramente escandalosas e ilegítimas – venham de entidades públicas ou mesmo de privadas, como é o exemplo de Jardim Gonçalves – só têm que ser tratadas à luz do abuso que representam. Não podem nunca ser abusivamente usadas para justificar o autêntico assalto ao pensionista comum que Passos Coelho e Vítor Gaspar perpetram neste orçamento.


Não param de meter os pés pelas mãos. Mas sempre com má-fé!

domingo, 16 de dezembro de 2012

O PROGRAMA SEGUE DENTRO DE MOMENTOS

Por Eduardo Louro


 


O programa Trio de Ataque, na RTP Informação, onde decorria uma entrevista ao presidente do Sporting, foi subitamente interrompido e saiu para intervalo. Um intervalo que ultrapassou a meia hora, com uma série de buchas pelo meio que meteu pássaros, livros e até Croácia.


No regresso, o apresentador - Hugo Gilberto – disse que o intervalo se tinha alongado por motivos de força maior e retomou a entrevista a Godinho Lopes.


Que se terá passado?


Um trio de (ataque) de hipóteses:


a)     O Luís Filipe Vieira entrou por ali dentro a chamar-lhe aldrabão;


b)    O Vercauteren entrou por ali dentro a pedir explicações sobre o Jesualdo;


c)     O Ismailov entrou por ali dentro a exigir que lhe não chamassem maçã podre.


Nas três hipóteses uma coisa é certa: alguém entrou por ali dentro, ao ataque!

UMA ESPREITADELA À BOLA AQUI DO LADO

Por Eduardo Louro


 


Caprichos do calendário da Liga de Futebol Espanhola colocaram hoje frente a frente as duas principais equipas de Madrid e Barcelona: o Real recebeu no Barnabéu o Espanhol de Barcelona – penúltimo classificado – e o Barça recebeu em Camp Nou o Atlético de Madrid.


Em Madrid, o super favorito Real empatou (2-2), prosseguindo a série mais negra de Mourinho e despedindo-se definitivamente do título. Limitou-se a jogar dez minutos – os primeiros da segunda parte – ao nível que lhe é exigido, e por isso não mereceu ganhar um jogo em que se viu a perder no primeiro remate do adversário, que teve a felicidade de empatar no último minuto da primeira parte e de chegar ao segundo golo logo no arranque da segunda. Aos dez minutos da segunda parte os merengues acharam que já tinham feito o suficiente. Correu mal!


Quem assistiu aos primeiros trinta minutos do jogo do Camp Nou convenceu-se que os colchoneros eram capazes de quebrar a invencibilidade dos culés. O Atlético dominava o jogo, Falcão enchia o campo e, mesmo no final desse período, à terceira oportunidade – depois de um remate de cabeça a um poste e de um remate a rasar o outro, isolado frente ao Valdez - o colombiano maravilha abria o marcador. Do Barcelona nem sombra, apenas as camisolas!


Durou cinco minutos a vantagem. O brasileiro Adriano, hoje a jogar a lateral direito, no que foi o primeiro remate da equipa, empata com um golo tão espectacular quanto improvável. Depois seguiram-se 10 minutos à Barcelona: sem jogar bem, mas sem que os madrilenos pudessem sequer respirar. No fim dos quais, já no último minuto da primeira parte, surgiu o segundo golo: na sequência de um canto e na segunda oportunidade.


Ainda dentro do primeiro quarto de hora da segunda parte, Messi, na primeira vez que lhe foi dado espaço para rematar, fez o terceiro golo. Siemeone, percebeu que o tempo não voltaria para trás, e que a equipa fora engolida após o golo do empate, e que o melhor mesmo era evitar males maiores. Reforçou o meio campo, abdicou do ataque e o jogo estabilizou naquele habitual e entediante domínio do Barcelona. E Messi ainda faria mais um!


Ainda se não chegou ao Natal e em Espanha já se sabe quem é o campeão. Com este futebol do Barcelona nunca se pode dizer que a equipa joga mal, mas a verdade é que também se percebe que não joga assim tão bem. Mesmo assim, mesmo sem entusiasmar, é de uma eficácia única, com a equipa a bater todos os recordes e, como se gosta de dizer por cá, a poder encomendar as faixas!


 

sábado, 15 de dezembro de 2012

AutoMATICamente

Por Eduardo Louro


 


AutoMATICamente na frente. AutoMATICamente a jogar bem. AutoMATICamente a marcar golos. E marcar golos é, AutoMATICamente, Cardozo: dois hattricks consecutivos!


AutoMATICamente, o Ola John a partir os rins àquela gente toda. AutoMATICamente, André Gomes confirma-se, jogo após jogo, como um belíssimo jogador. AutoMATICamente, a equipa defende bem: Garay é simplesmente imperial, e  até o Jardel é já um central a sério!


De Matic nem vale a pena falar. AutoMATICamente está tudo dito: que grande jogador ele está!


Ainda bem que o Javi e o Witsel partiram. Matic não concentra apenas o melhor dos dois: é mesmo melhor que ambos juntos!


É mais que dois em um. É três em um: ele é 6, ele é 8 e ele é até 10… Que abre, que rompe, que faz o último passe… Como se acabou de ver, à procura do golo para o Lima!


AutoMATICamente 4 a 1...


 

LONGA VIDA AO ORÇAMENTO

Por Eduardo Louro


 


O Presidente, segundo anuncia hoje o Expresso, vai promulgar o Orçamento e enviá-lo depois para o Tribunal Constitucional para fiscalização sucessiva.


É Cavaco no seu melhor: o Presidente que concorda e discorda ao mesmo tempo da mesma coisa, que decide não decidir coisa nenhuma, pretendendo deixar a ideia que decidiu. Que adia os problemas em vez de os enfrentar, pensando que escolhe sempre o caminho que lhe permita passar entre os pingos da chuva…


Assim, os problemas virão lá para meados do ano. E pela mão do Tribunal Constitucional… Nessa altura a execução orçamental estará em tal estado que as inconstitucionalidades já não contam para nada… Ninguém lhes liga nenhuma e o Tribunal Constitucional é a força de bloqueio que não bloqueia coisa nenhuma!


É esta a aposta de Cavaco.


O país?


Que importa?


É assim há 30 anos e ainda não se deu mal com isso!


 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

TRAGÉDIA: MAIS UMA!

Por Eduardo Louro


 


Não é fácil evitar estes dramas nos Estados Unidos. Fácil é aceder a armas!


Por isso se sucedem tragédias destas…


É impossível que as autoridades americanas continuem a ignorar esta relação causa/efeito!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

NEGÓCIOS DA CHINA

Por Eduardo Louro


 


As privatizações, neste último acto que rapa o que do pote sobrou para rapar, estão a revelar-se autênticos negócios da China. E não é porque as primeiras, quando o negócio foi energia, o tenham sido em sentido literal. Em sentido literal e no outro!


O modelo da negociação directa, a que o governo agora lançou mão, é também propício a isso. E a falta de transparência na negociação directa apenas faz crescer a suspeição!


Vem isto a propósito da privatização da TAP, onde, ao que parece, o Estado se apresta a entregar a transportadora aérea nacional ao milionário multinacional - tem, pelo menos, nacionalidade polaca, brasileira e colombiana - Germán Efromovich, por 20 milhões de euros. É a única proposta, mais ninguém se mostrou interessado!


A opção de abrir mão de uma companhia de bandeira como a TAP é tudo menos pacífica. Haverá certamente um milhão de argumentos para defender a privatização. Tantos quantos os que podem ser usados em sentido contrário!


Vamos por isso deixar de lado esse pormenor (ou pormaior?) do sentido - e da própria qualidade - da decisão de privatizar a nossa transportadora aérea, e foquemo-nos apenas nos dois factores mais decisivos da operação: precisamente o valor (20 milhões de euros) e a falta de propostas alternativas.


Vinte milhões de euros será sempre um valor ridículo. Mais do que ridículo: de fazer rir. Um valor que nem por símbolo pode ser tomado!


Argumenta Efromovich que a proposta é de 320 milhões de euros (argumenta até mais, que ainda assume o todo o passivo, como se não assumisse também o activo…): 300 milhões para injectar no capital da sociedade e os tais 20 milhões para os cofres do Estado. Não é verdade, tal como não é legítimo referir-se ao passivo. Propõe-se a adquirir a TAP por uns míseros 20 milhões de euros – dá vontade de dizer que até o trágico BPN, em circunstâncias não muito diferentes, foi nominalmente entregue pelo dobro – e, depois, investe 300 milhões na empresa!


O valor de uma empresa depende de uma série de variáveis. Que não só financeiras e muitas mais que as que decorrem do seu balanço. A TAP foi evidentemente avaliada. Não se poderá entender que alguém se prepare para vender um bem, seja ele qual for, sem ter uma ideia do seu valor de mercado. O governo tem evidentemente esses dados. É discutível se os deveria tornar públicos, se bem que a sua divulgação fosse um contributo decisivo para a transparência que reconhecidamente está afastada deste processo. O que já é indiscutível é que, agora, tenha que o ser!


Outros dos pecados destas privatizações é o timing. Vender, nas actuais condições de mercado, é desastroso e só o faz quem está com a corda na garganta. A opção de avançar com operações de privatização é, nesta altura, uma opção de vender em saldos. É essa a opção que o governo fez!


Mas uma coisa é saldar a TAP, outra é vendê-la por um preço meramente simbólico apenas porque é a oferta do único cliente que bateu à porta. Se apenas há um cliente, e se esse único cliente está longe de oferecer o preço justo, só resta a opção de não vender.


Se não for esta a opção, e o governo não explicar tudo muito bem explicadinho... 

GENTE EXTRAORDINÁRIA XXX

Por Eduardo Louro


 


Era, com Relvas, dado como o primeiro a remodelar. Não se aguentava, era um desastre: cada tiro cada melro!


De repente, e curiosamente de novo a par de Relvas, o homem desata a aparecer. E a ganhar pontos, ao ponto de ninguém mais se lembrar de remodelação. Mais: ao ponto de começara a surgir como um dos elos mais fortes deste fraco governo!


Ainda ontem à noite apresentava o seu ar triunfal na entrevista ao José Gomes Ferreira, no “Negócios da Semana”, da SIC Notícias. Tudo não tinha passado de ataques de inimigos, a quem ele incomodaria!


De repente cai tudo. Bastou a Álvaro Santos Pereira – é dele que se fala - pensar que era mesmo assim, que o problema estava nos inimigos, e passar a dar conta das suas mais profundas convicções, para voltar a cair em desgraça!


Logo agora, que tudo corria tão bem… É gente extraordinária, este nosso Álvaro.

COISAS INTRAGÁVEIS XIII

Por Eduardo Louro 



O Eurostat revelou hoje que o poder de compra em Portugal caiu quase 3% em relação à média europeia. O país ocupa, como já ocupava desde 2010, o décimo quinto lugar entre os 17 da união monetária – atrás apenas a Estónia e a Eslováquia – mas cada vez mais longe dos outros. O 19º lugar entre os 27 da EU e o 21º entre os 37 da Europa onde o indicador é aplicado!


O poder de compra cai quase o dobro da queda do PIB. Quer dizer, não ficamos apenas cada vez mais pobres pelo que, ano após ano, produzimos a menos. Produzimos menos, e mesmo esse menos vale-nos ainda menos!


 


 

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...