quinta-feira, 30 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Já ninguém tem dúvidas. Isto não está a ser fácil. Nem vai ser fácil... A equipa está longe da forma de há bem pouco tempo e, à excepção do guarda-redes - do fantástico Ederson - e dos dois centrais, todos os outros jogadores estão bem abaixo do seu melhor. Por cansaço, evidentemente que sim. A exigência física e mental tem sido imensa, e equipa está esprimida, já deu tudo... E não foi pouco, como toda a gente sabe!


E depois há o outro lado. Os adversários aproveitam os jogos com o Benfica para correr como nunca correm. Fazem desses os jogos das suas vidas... 


O Vitória de Guimarães, hoje, não foi diferente. Os jogadores correram como nunca, bateram-se (e bateram) como nunca e, enquanto não sofreram o golo, mandaram-se para o chão como nunca. E como todos os que têm sido os adversários do Benfica nos últimos jogos ...


A primeira parte foi exactamente assim: os jogadores da equipa de Guimarães passaram mais tempo no chão que de pé. E quando não estavam no chão a sua principal preocupação era deixar lá os do Benfica, sempre com a complacência do árbitro, devidamente pressionado durante a semana, como é hábito.


A segunda foi substancialmente diferente, porque o Benfica chegou ao golo logo no primeiro minuto. Golo que fez bem ... ao Vitória. Pelo menos à saúde dos seus jogadores, que não mais precisaram de assistência médica. E como tinham descansado muito, deitados no chão, durante toda a primeira parte, estavam frescos para continuar a fazer daquele o jogo das suas vidas. Não estou nada convencido que, jogando daquela maneira, o Vitória fosse já em onze jogos consecutivos sem ganhar...


 Criaram duas ocasiões, melhor, aproveitaram dois erros, um de Renato Sanches e outro de Jardel (também os tem, às vezes acontece), para as suas duas oportunidades de golo. Contra três ou quatro do Benfica, uma delas num remate á barra do Raúl Jimenez. Que brilhou ainda num espectacular remate de letra em cima da linha final, que o guarda redes minhoto desviou, sem que o árbitro visse.


Mas não deixa de ser curioso que, entre os dois jovens e excelentes guarda-redes, quem mais tenha brihado tenha sido o do Benfica. Que começa já a ter um lugar especial na conquista do título, se vier a ser o caso...


Ah... Já me esquecia: o Sérgio Conceição é um artista. Mas já toda a gente sabia disso...


 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Mais um sábado, mais uma edição do Expresso nas bancas, mais novidades a conta gotas do Panama Papers... Podia ser assim, começou a parecer que assim seria...


Mas nem assim é. É ainda pior. E depois de um arranque em modo comendadores de Cavaco, e dos anúncios bombásticos de "listas de várias páginas", com "mais de uma centena de nomes" que “incluem várias pessoas influentes”, “políticos, autarcas, funcionários públicos, gestores, empresários e jornalistas”, nada!


Tudo contimua à volta do saco azul do BES. Dali não sai. Mesmo que de volta esteja mais um comendador de Cavaco, mesmo que Alexandre Relvas seja bem mais que isso. E mesmo que no fundo nem tenham - ele e o seu sócio Boutom - grande coisa a ver com a coisa.


De políticos e jornalistas ... nada. É pouco sério. E pouco ético. E é curioso que só o Miguel Sousa Tavares tenha reagido... 


 

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Não sei se os partidos também batem no fundo, porque não sei se têm fundo. Sei que têm fundos (às vezes não têm, mas tudo se resolve), mas não sei têm fundo. Nem bom, nem mau, porque, no fundo, são sempre as pessoas que lhe dão o fundo. Bom ou mau.


Quando Maria Luís Albuquerque se chega á frente para tomar conta do PSD está, no fundo, a dar um bom exemplo de tudo isto. Que parece confuso, mas, no fundo, não é. É bem simples: é o PSD a bater no fundo!

terça-feira, 28 de abril de 2026

O jogo do ano

Jogo do ano: PSG vence Bayern Munique com contribuição de João Neves em jogo épico com 9 golos


Dizia-se que a meia final entre o Bayern e Paris Saint Germain era a final antecipada da presente edição da Liga dos Campeões. Para já, o jogo da primeira mão, esta noite, em Paris, foi o jogo do ano, e um dos melhores jogos da História da competição rainha do futebol europeu. Digno de uma final, que seria sempre uma das mais espectacular finais da História.


PSG e Bayern confirmaram ser as duas melhores equipas da Europa e, concomitantemente, do mundo. O resultado, um extraordinário 5-4, a favor do PSG, é só uma consequência natural de um jogo mágico.


Em que, do Bayern, brilharam a grande altura Luís Diaz, claramente o melhor, Kane e Olisé. Em que Neuer sofreu 5 golos nos cinco remates do PSG à baliza. E não sofreu 6 porque, no sexto, a bola bateu com estrondo nos ferros que fazem o ângulo direito da sua baliza. E, do PSG,  Kvaratskhelia, Dembélé e João Neves

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


O governador do Banco de Portugal veio ontem dizer que tem de se encontrar outro índice de referência para as taxas de juro do crédito à habitação. Isto porque, com a(s) euribor(es) negativa(s), os agressivos spreads com que os bancos disputavam negócio há uns anos atrás começam a ser comidos e, em muitos casos, começam aritmeticamente a resultar em taxas negativas. E alguns, e de forma oficial - chamemos-lhe assim - o PC e o Bloco, reclamam que seja dada expressão prática e efectiva a esse resultado: que os bancos passem, agora, a pagar eles próprios (não seria devolver, obviamente, tratar-se-ia de abater ao capital em dívida o valor negativo dos juros) juros aos seus clientes.


Evidentemente que o bom senso aponta o dedo a este anacronismo. Evidentemente que se percebe que nem os bancos estão em condições de fazer isso, nem o próprio sistema resistiria muito tempo a essas condições. Tudo isto é verdade. Tão verdade como é verdade os bancos terem à sua disposição mecanismos para contornar o problema: basta-lhes - e muitos fazem-no - introduzirem nos respectivos contratos uma cláusula de impedimento. Ou até de fixação de uma taxa mínima.


Quando as taxas de juro subiam e deixavam muitas famílias em dificuldades, ninguém se preocupou. Pior: era lançado o anátema e a culpa sobre as pessoas. Coisas dos portugueses... Que não faziam contas, que queriam ter uma casa sem cuidar de saber se a poderiam ter. Nunca a culpa foi dos bancos, nem da publicidade agressiva que faziam ao crédito, nem do assédio aos clientes por todos os balcões do país. 


Quando o bico do prego se vira, mudam-se as regras. 


É certo que temos que colocar alguma contenção na nossa justificada indignação contra  bancos e banqueiros. O que grande parte deles fez ao país não pode ser esquecido, nem tem desculpa. Mas não podemos aceitar que o Banco de Portugal, o árbitro, venha mudar as regras durante o jogo.


Mas... Pronto: é mais uma pérola de Carlos Costa!

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Era uma vez na América ...

Faz parte do trabalho”, reagiu Trump ao terceiro ataque de um atirador no  seu segundo mandato: o que se sabe sobre o tiroteio no Hilton - Expresso


Era mais um jantar dos correspondentes da Casa Branca. Um evento criado no início do século XX  pela Associação de Correspondentes da Casa Branca, que se tornou num dos mais simbólicos da política americana, que reúne jornalistas, políticos e o próprio presidente. Que, para além do espectáculo mediático, tem também tem uma dimensão filantrópica, financiando bolsas de estudo para estudantes de jornalismo.


A associação foi fundada justamente por jornalistas que cobriam a Casa Branca, numa altura em que circulava o rumor de que um comité do Congresso poderia passar a controlar a selecção dos jornalistas autorizados a assistir às conferências de imprensa do então presidente Woodrow Wilson. E foi a resposta que, há 112 anos, os jornalistas então encontraram para a garantir autonomia da imprensa no acesso ao poder político. 


O centro do evento são os jornalistas, e os trabalhos distinguidos, mas sempre em ambiente de muito humor e crítica, mas leve e de diplomacia. Sem recuar muito, ficam para a História, George H. W. Bush ao lado do comediante Dana Carvey, o seu mais sarcástico imitador; George W. Bush (filho), a recorrer à comédia para ironizar a procura por armas de destruição maciça no Iraque; ou as brincadeiras de Obama Donald sobre a sua naturalidade de nascimento, posta em causa por Trump.


Tudo mudou com a chegada de Trump, e com o ambiente de alta tensão que criou com o jornalismo, os jornalistas e, naturalmente, a Associação. Trump foi mesmo o primeiro presidente recente a deixar de comparecer ao jantar. Nunca compareceu durante todo o seu primeiro mandato. E arrancou para o segundo, no início do ano passado, a anunciar que a Associação deixaria de determinar quais os meios de comunicação social com acesso ao presidente.


 Hoje Trump escolhe quem entra na Casa Branca. Escolhe a quem responde, e quem humilha.


No sábado, pela primeira vez - sem solução para o que criou no Irão, em vertiginosa queda de popularidade, com a economia no estado em que está, e com eleições à porta - Trump surgiu no jantar dos correspondentes da Casa Branca. O resto é conhecido: de repente um tiroteio,  e Trump - e Vance, e Rubio - a ser retirado e levado para "local seguro".


Atentado, dizem. O terceiro que sofre. Minutos depois, poucos, já Trump surgia nas televisões a contar pelo que tinha passado. Percebia-se que lia um papel... 


 

domingo, 26 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


No dia em que na Assembleia da República se discute, mas não vota - o que é bom para o (bom) funcionamento da dita geringonça -, o Programa de Estabilibilidade (não sei se ainda se pode chamar de crescimento, se nunca dá para crescer) para Bruxelas ver - e que bem se poderia chamar, com sotaque, para ter mais estilo, "vá... me engana, que eu gosto" -, volta a falar-se da legalização da prostituição.


Não, não é o Bloco. Desta vez é a JS, que há muito se não via por estas paragens. Quem faz trabalho sexual tem de ter direito a protecção social e a reforma, defende - e bem - o deputado João Torres, Secretário Geral da Juventude Socialista. Acredito até que, legalizada, passe a ser uma actividade pouco dada à evasão fiscal, dispensando assim os governos de medidas como as que implementou sobre os cabeleireiros e as oficinas de automóveis. A curiosidade fica para a resposta à sacramental pergunta: "com, ou sem número de contribuinte?"

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


A política brasileira não pára nem para intervalo. O novo ministro do Turismo (empossado na sexta-feira passada) e a mulher decidiram-se por uma sessão fotográfica no gabinete ministerial. E decidiram - a senhora quis partilhar o seu "primeiro dia como primeira dama do ministério do turismo do Brasil" - dar-se a conhecer ao mundo.  Que não perdia nada por não conhecer o embevecido ministro e a sua voluptuosa esposa. Como se vê pela foto, já bem mais famosa pelo seu bumbum, que o ministro pela sua patetice...


Não defraudemos as expectaivas deste dois. Vamos lá dar uma espreitadela...


 

sábado, 25 de abril de 2026

Benfica 4 - Moreirense 1

Richard Ríos festeja golo marcado ao Moreirense - Foto: Filipe Amorim/LUSA


Para esta recepção ao Moreirense - das equipas ditas pequenas a que mais mossa tem provocado na Luz -, em dia de celebrar a liberdade, com as bancadas da Luz bem perto de cheias, Mourinho mudou metade da equipa, apenas mantendo o trio do meio campo. Mudou toda a frente de ataque, hoje com Lukebakio, Pavlidis e Rafa, justamente a que, há uma semana, acabou o dérbi de Alvalade, e metade da linha defensiva, donde saíram o Tomás Araújo, lesionado, e Dedic. 


Com muitos dos quase 60 mil adeptos ainda a sentarem-se nas suas cadeiras o António Silva arrancou com a bola por ali fora, deixou para trás quem lhe apareceu pela frente, e assistiu para o golo de Leandro Barreiro. E o Benfica entrava a ganhar!


O que é sempre bom, mas que no Benfica ... vale o que vale. E quase sempre vale pouco!


Até porque o Moreirense respondeu de imediato, com duas ou três oportunidades de golo na sequência de uma mesma jogada, com dois cantos (o primeiro com uma notável preparação)  consecutivos. A que o Benfica respondeu logo de seguida com António Silva a acertar no poste. Foram 10 minutos numa dinâmica mais própria de um combate de boxe que propriamente de um jogo de futebol.


Nos minutos seguintes o jogo estabilizava, com o Benfica por cima. Antes de, a meados da primeira parte, o jogo entrar numa fase de posse de bola dividida, mas estéril, Lukebakio falhou por pouco a baliza, e Pavlidis teve então a sua primeira oportunidade,  roubada - literalmente - por um defesa do Moreirense. Quando o grego ia a rematar a bola para dentro da baliza, de trás, como que invisível, o defesa afasta a bola, desviando-a sete ou oito metros da baliza, pela linha final. Serve o momento para assinalar a primeira das muitas provocações do Sr Vasilica, o tal daquele fantástico penálti do Porto que lhe valeu os três pontos naquele jogo com o Arouca: assinalou pontapé de baliza. 


Estava o jogo já estabilizado nessa posse estéril quando, de um canto a favor do Benfica, o guarda-redes, André Ferreira, formado no Benfica - como a maioria dos jogadores do Moreirense - chutou para a frente para  o número 2 - Travassos, outro miúdo, este formado no Sporting - que jogou em todo o lado, aparecer a correr pela direita, aproveitar o monumental falhanço do Dahl e, sozinho à frente de Trubin, empatar o jogo.


Valeu que ainda havia um bocadinho de combate de boxe no ADN do jogo. E Rios, assistido por um toque soberbo de Barreiro, menos de três minutos depois, voltou a deixar o Benfica na frente do marcador. Fechava-se aqui meia hora de um jogo palpitante. 


Foi preciso esperar mais de uma hora para voltarmos a vibrar com o jogo. O que se seguiu foi um jogo desinteressante, aqui e ali partido, na maior parte do tempo mal jogado, e entregue às bizarrias do Sr Vasilica. Entre elas ignorar o empurrão claro e óbvio a Otamendi na área do Moreirense. Ele que conseguiu ver penálti para resolver aquele jogo a favor do Porto, quando Fofana só trocou os pés (Schjelderup ainda tentou uma coisa parecida mas, com uma camisola vermelha, para o Sr Vasilica já não dá), não conseguiu ver aquele empurrão a impedir o capitão do Benfica de chegar à bola para a rematar para a baliza. Mas viu mais uma meia dúzia deles, fora da área, quando os jogadores do Benfica encostavam nos adversários.


Na segunda parte o Moreirense não criou coisa nenhuma, nem sequer apoquentou Trubin. E o Benfica só depois das substituições, à entrada do segundo quarto de hora, conseguiu voltar a agitar o jogo. Lukebákio, que só corre para a frente, desaparecera do jogo. Bah tarda a reaparecer, e nunca revelou entendimento com o belga, na ala direita. Rafa praticamente nunca existira no jogo. 


Schjelderup, Prestianni e Dedic, que os substituíram, cortaram logo com o adormecimento da equipa. O resto caberia a Ivanovic, a substituir - tarde, José Mourinho foi insistindo na esperança que o golo redentor lhe pudesse acontecer - o triste e descrente Pavlidis, já à entrada para os últimos 15 minutos. Com dois golos em três minutos. E quatro grandes oportunidades em 10!


Parece-me no entanto que o Benfica não pode, nesta altura do campeonato, depois de ganhar em Alvalade, ter uma prestação como a que assistimos na maioria da segunda parte. Porque foi assim que perdeu 10 dos 18 pontos até agora perdidos no campeonato. Não tivessem sido os últimos cinco minutos,  e este seria o jogo que bem poderia explicar por que, querendo Mourinho continuar no Benfica, se calhar, não pode!


  

Temos Presidente!

Sessão solene do 25 de Abril


Foi um grande discurso, o do Presidente da República neste 25 de Abril. Uma ode à liberdade e à democracia. Um discurso maciço, todo ele substância, uma pedrada no charco que acertou no que neste momento mais apoquenta o país, mas também a desbravar caminhos de consenso no espaço político da decência.


Temos Presidente. Valha-nos isso, 52 anos depois de Abril!

25 de Abril

 


Carpediem...: O significado do cravo vermelho, 25 de Abril


Celebremos a Liberdade. A democracia. E a paz. Celebremos sempre, de coração cheio!

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Saco azul e verde

Benfica Statements Rui Costa Saco Azul - SL Benfica


A SAD do Benfica, bem como o seu ex-presidente, Luís Filipe Vieira, e restantes arguidos, foram ilibados no processo "Saco Azul", a exemplo, de resto, de todos os processos já julgados.


A decisão ainda não transitou em julgado - o Ministério Público anunciou que iria recorrer da sentença -, mas isso não limita, em nada, o juízo de que se tratou de uma construção jurídica, erigida a partir do maior, e mais indecoroso, processo de conspiração e espionagem industrial (de que há, pelo menos, tantas provas como do "apito dourado", ou do "cash-ball") de que há memória em Portugal, estrategicamente alinhada com a comunicação social, com o fim de minar o bom nome e a credibilidade do Benfica,  e comprometer o sucesso do seu desempenho social, desportivo e económico, para romper com a hegemonia que tinha conquistado.


O Benfica - que é o que me interessa - foi ilibado. Mas todos os perversos objectivos do processo foram atingidos. 


Os casos do Saco Azul, dos Vouchers, dos e-mails - o mais escabroso de todos - , tudo farinha do mesmo saco azul e verde, só resultaram em vitórias do Benfica nos tribunais. Não é aí que o Benfica joga. Onde o maior clube português joga andou dez anos a ser achincalhado. Na comunicação social, toda ela tomada e arregimentada (veja-se como deram a notícia da sentença). Horas, dias, semanas, meses e anos a fio. Nos campos e pavilhões deste país, perseguido e achincalhado pelos árbitros. Nos gabinetes das Federações, das Ligas, dos Conselhos de Arbitragem e de Disciplina, perseguido e achincalhado nas decisões. 


Os parceiros de negócio do Benfica desconfiaram. Até adeptos. Acossado e pressionado até o clube desconfiava de si próprio. E perdeu a iniciativa. Deixou de agir, para apenas reagir. Em posição defensiva, perante tudo e todos. 


O Benfica de hoje é o resultado de todo(s) este(s) processo(s). Criminoso(s)! 


Não se sabe quando poderá voltar ao que era. Nunca será ressarcido do que perdeu. Nunca haveria sequer dinheiro para lhe pagar o que deixou de ganhar...


 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Era mais ou menos consensual que o  jogo de hoje, em Vila do Conde, era decisivo para as contas do campeonato. Ganhando-o, como aonteceu, o Benfica não deixaria fugir o título desta época: o tri, que foge há 40 anos. O 35!


Lembro-me - lembramo-nos todos os benfiquistas - que há três atrás também se passou qualquer coisa semelhante. Então na Madeira, no jogo com o Marítimo. Como hoje, o Benfica ganhou. Como hoje, ficavam a faltar três jogos: dois em casa e um fora, como hoje. No jogo seguinte, na Luz, o Estoril, com um empate, estragou a festa. O resto da história já se conhece...


Começo por aqui exactamente para dizer que este jogo de hoje era tão decisivo como será o próximo. Era o mais importante porque era o próximo. Agora é o próximo, na sexta-feira, na Luz, com o Vitória de Guimarães!


Se o Benfica tinha - e queria - ganhar este jogo, o Rio Ave não queria mais que empatá-lo. Desde cedo se percebeu isso. Mesmo sendo dada como uma das equipas que melhor futebol pratica neste campeonato, o Rio Ave não fez nada de muito diferente do que têm feito os últimos adversários do Benfica: só defendeu... e queimou tempo. É certo que não defendeu como os dois últimos (Académica e Vitória de Setúbal), com dez jogadores à frente do guarda-redes. Tem outros argumentos, e conseguiu na maior parte do tempo defender um pouco mais á frente. Também não foi tão exuberante a queimar tempo, mas fez bem a sua parte....


O Benfica, que queria e tinha de ganhar o jogo, não foi mais competente - tem de dizer-se - que o Rio Ave na perseguição aos seus objectivos para o jogo. Entrou logo com uma grande oportunidade, mas depois, até ao fim da primeira parte, só conseguiu criar mais outra. Com pouca velocidade, com Renato Sanches e Pizzi longe do que têm feito, e com a bola a sair das alas sempre bem antes de chegar à linha final, o Benfica não conseguia desiquilibrar a certinha equipa do Pedro Martins.  


Na segunda tudo foi diferente. Ao conseguir meter mais velocidade - e com a subida de rendimento do Renato - o Benfica encostou o Rio Ave lá atrás. Que passou a defender com toda a gente em cima da área e, como sempre que assim é acontece, os erros começaram a aparecer. E as oportunidades de golo, umas atrás das outras... Até ao golo, na menos construída das muitas oportunidades. E no maior de todos os erros da equipa que não os cometia...


Porque é assim que se ganham os jogos: indo para cima do adversário, envolvendo-o, obrigando os jogadores adversários a sair das suas posições, a correr atrás da bola, a perder a concentração. Os decisivos e os outros!


É isso que a equipa tem de continuar a fazer nos três (já agora, nos cinco, porque a Taça da Liga também conta) jogos que faltam. O resto é com os adeptos, que continuam a encher todos os campos por onde o Benfica passa. E a Luz, como voltará a acontecer já na sexta-feira.


   

A revolta da jarra de flores

Vaso De Flor Para Mesa - FDPLEARN


A UGT tem sido utilizada pelos governos como a jarra de flores no centro da mesa da concertação social. Quando chegou a altura de reclamar um pouco mais de participação, de dizer que, assim, não, que quer um pouco mais que apenas decorar a mesa, toda a gente ficou  surpreendida, e até alarmada. Ninguém contava com uma coisa dessas.


Quando, sem mudar o que quer que seja na sua proposta de alteração da legislação laboral, a ministra do trabalho lhe está a dar mais duas semanas  - a imitar as estratégias de negociação de Trump -, o governo está  apenas, de dedo espetado, a lembrar à UGT que o seu papel é mesmo - e só! - decorativo.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


E pronto. Já ninguém liga nada aos nomes do "Panama Papers"... Nem o Expresso. O conta-gotas pode não entupir, mas as gotas já passam despercebidas...

terça-feira, 21 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Este 2016 parece apostado em não querer nada com as maiores estrelas da música... Agora foi a vez do mais diferente de todos. E, se calhar, também do mais talentoso de todos...


Este é um mau ano.

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Dilma vai aos Estados Unidos discursar na ONU e deixa a presidência entregue ao traidor-mor, o vice Michel Temer, antecipando - imagine-se - aquilo que está prestes a acontecer. Mas tudo aponta para que, ao impeachement de Dilma, se suceda o próprio impeachment de Temer. Não pelas acusações de corrupção que sobre ele pesam, mas porque a figura central de todo este processo, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha - o mais acusado dos acusados de corrupção, e com o seu processo na Comissão de Ética guardado numa gaveta do congelador - ou da geleira, como por lá lhe chamam - já ameaçou fazê-lo. A não ser que Temer se comprometa a protegê-lo...


É isto a política no Brasil. Isto e aquilo que se viu naquele pavoroso desfile de deputados que esconderam a sua insignificância atrás de um voto de raiva e ódio, invocando Deus, filhos, netos e primos, versículos bíblicos aprendidos nas igrejas do dízimo, ou circunstâncias das suas regiões, cidades, sindicatos ou corporações. E até a "memória do coronel Brilhante Ustra", um dos maiores torturadores da ditadura militar, o pavor de Dilma Rousseff, a quem teria chegado a introduzir ratos na vagina... E, no país do futebol, sempre ao pontapé. A mesas, cadeiras ... tudo. Mas acima de tudo na gramática. Não na bola.


 

domingo, 19 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Quem segue a campanha para a nomeação dos candidatos às presidenciais americanas, e se preocupa com estas coisas da democracia, aguardava o dia de ontem em Nova Iorque com grande expectativa. De New York esperamos sempre tudo, esperamos sempre que nos dê o melhor que podemos esperar. No fundo, de New York, esperamos sempre que supere as nossas mais altas expectativas. Por isso é mítica...


Mas este New York não é a nossa New York: o Estado não é a Cidade que nos esmaga o imaginário. E confirmou a tendência de outras paragens que perderam a capacidade de nos surpreender, confirmando Trump - com 70% dos votos - e Hillary Clinton - com 60% - matando de vez a esperança que os americanos conseguissem encontrar um digno sucessor de Obama. E também um sucessor digno de Obama...


Depois da miséria brasileira que vimos entrar porta dentro, esta a não é uma boa notícia para a democracia "all over the world". Escolher entre um louco extremista reacionário e o pior do stablishment político é, agora, a opção que resta aos americanos.

Sporting 1 - Benfica 2

Sporting CP cai para o 3º lugar ao perder em casa com o SL Benfica ...


Não foi um enorme espectáculo de futebol, este dérbi de Alvalade. Mas foi um grande jogo, e foi um espectáculo completo. Não teve aquele futebol de fino recorte, mas teve tudo o que de resto pode caber num jogo futebol.


Do lado do Sporting não houve surpresa. A mesma equipa que na quarta-feira empatou em Londres, com o Arsenal, e o mesmo (bom) futebol que a caracteriza. O futebol do Benfica também não surpreendeu. Não varia muito o futebol de Mourinho, está bem padronizado, goste-se mais, ou menos. O onze inicial sim, pode dizer-se que surpreendeu ... algumas pessoas. 


Na verdade ninguém ficou surpreendido com Rafa e Pavlidis no banco. Mais que expectável, era natural. Tal qual a presença de Ivanovic no onze.


4x4x2, com Barreiro a ajudar Ivanovic na pressão alta, Aursnes e Rios a controlarem o meio-campo, e os dois alas do costume, Pestianni e Schjelderup, a carregar jogo, era a arma do Benfica para contrariar o futebol mais trabalhado do Sporting. 


Depois era o choque de sistemas. E, claro, os incidentes do jogo, aquelas pequenas coisas que se não controlam, mas que são sempre decisivas.


Foi um intranquilo Trubin a desviar de forma pouco ortodoxa um remate traiçoeiro, já antes desviado, para a trave, logo no início do jogo. E o Rui Silva a evitar, logo a seguir, o golo de Otamendi. O Trubin a defender o penálti de Luis Suarez, e o guarda-redes do Sporting a ser batido no de Schjelderup.


Foi assim a primeira parte, em que o Sporting teve naturalmente mais bola, sem que lhe valesse qualquer outro tipo de superioridade no jogo. Pelo contrário, era o Benfica que, por essa "pequena coisa" de Schjelderup ter marcado o que Suarez falhou, saía na frente do marcador. E não foi muito diferente a primeira meia hora da segunda, mas com mais oportunidades de golo para ambas as equipas.


Com o Benfica sempre a responder da mesma moeda a cada oportunidade de golo do Sporting. Na maior parte das vezes com oportunidades mais claras. O Sporting voltaria a ter uma bola no ferro, desta vez no poste, no remate do Pote. Schjelderup responderia duas vezes, com dois remates para golo. Um deles (52') para uma enorme defesa de Rui Silva, a superiorizar-se a Trubin na quantidade e na qualidade de trabalho .


Quando o Sporting fez algo diferente - um raro cruzamento de Debast (cedo Rui Borges entrou no jogo das substituições, começando curiosamente pela defesa, para lhe dar qualidade com bola com a entrada de Debast, em vez de Diomandé, e profundidade, com Vagiannidis, por troca com Quaresma) para a resposta de cabeça de Morita (72'), à entrada da pequena área - marcou. Trubin nem tentou a defesa. 


A partir do golo do empate o jogo cresceu ainda mais. E atingiu então a emoção que fez dele um grande espectáculo. 


Mourinho mudou a frente de ataque com a entrada - tardia, há muito que Prestianni e Schjelderup se arrastavam em campo; e os serviços de Ivanovic também já há muito que eram dispensáveis (roubou uma bola a Prestianni, quando ele ainda tinha gasolina, e rompia pela área do Sporting com tudo para fazer golo) -  de Pavlidis, Rafa e Lukebakio, que mexeram substancialmente com jogo. E rapidamente (82`)  Lukebakio construiu a mais flagrante de todas as oportunidade de golo do jogo, com Leandro Barreiro a ter o seu momento Bryan Ruiz. Há 10 anos que em Alvalade se não via uma coisa assim.


E assim o empate entrava pelos 5 minutos de compensação atribuídos por João Pinheiro, finalmente com um desempenho irrepreensível. Logo no primeiro desses 5 minutos o Sporting marcou. Para que o sabor fosse ainda mais amargo, marcado - e com que categoria! - por um defesa central que os de Alvalade foram buscar à formação do Benfica que, afinal, é ponta de lança. E dos bons, ao que parece!


O golo foi anulado por fora de jogo do rapaz e, na resposta, foi o outro Rafael, o Silva, o nosso Rafa, a entrar com a bola pela baliza dentro para o golo da vitória.


Mais emoção era impossível!


Para o campeonato é que acabou. Ao Porto só falta a Matemática para ser campeão. E o segundo lugar, que hoje, com todo o mérito, o Benfica poderia ter igualmente deixado só dependente da Matemática, com aquele inaceitável empate com o Casa Pia, em Rio Maior, depende agora de uma improvável escorregadela do Sporting.

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Concluída a reversão das medidas do anterior governo, segue-se a reversão das actuais. A reversão da reversão, porque é preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma: "Bruxelas força corte das reformas". "Bruxelas quer travar corte do salário mínimo".


Volta o tal corte dos 600 milhões nas pensões, velho e famoso... E a comissão explica que o aumento do salário mínimo impede que baixe o desemprego de longa duração...


Nada que surpreenda, sabendo-se o que a casa gasta. Muita gente estava á espera disto. Alguns apostaram apenas nisto... Têm-lhe chamado plano B!

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Há coisas inexplicáveis, que ultrapassam qualquer capacidade de entendimento.


Percebe-se que, às vezes, os jogadores entrem a dormir. Percebe-se que às vezes tenham alguma difculdade em perceber que o jogo começa logo que o árbitro apita. E que também só acaba ao último apito. 


Percebemos que os jogadores do Benfica tivessem entrado a dormir, e sofrido um golo na bola de saída, aos 10 segundos. E percebemos como esse golo serviu de despertador. Como os jogadores acordaram e partiram para meia hora de sonho, mas bem acordados. A alta velocidade e numa pressão asfixiante sobre o adversário, com as oportunidades de golo a sucederem-se a um ritmo alucinante. Mas tanto volume e tanta qualidade de jogo, e tanta oportunidade só deu dois golos: aos 20 e aos 24 minutos. 


O que não percebemos é que, consumada a reviravolta, feito o segundo golo, a equipa tenha começado a desligar-se do jogo. Os últimos 10 minutos da primeira parte já foram uma chatice. Mas nada que fizesse esperar o que estava para vir...


Com o arranque da segunda parte os jogadores começaram a desaparecer. Um a um, todos foram desaparecendo e à passagem da hora de jogo já só lá andavam as camisolas, como que transportadas por fantasmas apostados em assombrar a noite da chuvosa da Luz. Valha que o Ederson ficou até ao fim - foi o único!


A partir dessa altura, dos 60 minutos, no Estádio ou em casa, em frente ao televisor, apenas se esperava pelo golo do Setúbal. Sentia-se que o Benfica não conseguia mais voltar a um jogo que já só tinha para dar o golo do empate. A cada minuto que passava mais se sentia isso. Não eram os briosos jogadores do Vitória de Setúbal que assustavam; eram mesmo os do Benfica.


De tal forma que, mesmo no fim, e como o adversário não conseguira criar uma única oportunidade nessa assustadora meia hora final, Pizzi, que não sabia o que era acertar um passe havia mais de uma hora, resolveu efectuar um passe a rasgar a sua própria defesa e isolar um avançado adversário. Valeu que o Ederson não se tinha ido embora, e com a sua incrível rapidez de decisão e de execução - verdadeiramente única - evitou o golo. E o empate. E sabe-se lá mais o quê...


Os adeptos, que voltaram a encher a Luz - mais de 55 mil numa segunda-feira! -, puxaram pela equipa. Deram-lhe todo o colinho, mas também se cansaram. E assobiaram, pela primeira vez desde há muito tempo.


Porque foi mesmo mau demais. Não há ressaca de Champions que consiga explicar o que se passou esta noite... Mas também não é fácil explicar a passividade de Rui Vitória perante aquela segunda parte. O homem é de gelo? 


 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


O governo empenhou-se na solução do problema do BPI, e tudo parecia ter acabado em bem, livrando o Banco das pesadas sanções do BCE. 


O acordo entre Isabel dos Santos e os catalães do La Caixa foi dado por certo à CMVM, e ao próprio BCE. Nos últimos dias começou a notar-se algum recuo do lado da filha do presidente angolano, e percebeu-se que nada era assim tão definitivo. Que havia trunfos na manga...


AcaResultado de imagem para isabel dos santos e carlos costabamos de perceber que Isabel dos Santos tinha pendentes umas declarações de idoneidade do Banco de Portugal, entre as quais a da sua própria idoneidade. E que, de pé atrás, terá achado prudente esperar que o Banco de Portugal despachasse o assunto para, então sim, assinar o acordo.


A verdade é que Isabel dos Santos, sem nunca ter invocado essa condição, fez depender a confirmação do acordo no BPI da atribuição de idoneidade para a nova admnistração do Banco BIC, que vai substituir Mira Amaral, de saída para a reforma. E a verdade é que isto é chantagem. E é inaceitável!


Mas há o outro lado. Não custará muito a admitir hipotéticas razões que justifiquem que o Banco de Portugal, bem menos criterioso em tantas outras circunstâncias, recuse a idoneidade a Isabel dos Santos (é isso que está em causa, evidentemente). Mas custa ainda menos admitir que, depois do envolvimento do governo na solução do caso BPI, ao que constou com o comprometimento num reforço da posição accionista de Isabel dos Santos no BCP, este seja mais um espisódio da guerra (ab)surda entre o administrador do Banco de Portugal e o governo. Dificilmente poderá deixar de ser mais uma batalha na guerra entre António e Carlos Costa... O que  não é menos inaceitável!


 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


As novidades dos Panama Papers deste sábado continuam à volta do GES/BES, passam por Sócrates e pela Operação Marquês, pelo também falido BPP de João Rendeiro e por mansões na Quinta do Patino, e revelam mais três nomes: Helder Bataglia - está em todas: BES/GES, Vale do Lobo, Operação Marquês - Manuel Tarré Fernandes e José António Silva e Sousa. Todos feitos comendadores por Cavaco Silva que, como bem se sabe, tem verdadeiro olho para a coisa. Já aqui se falou de amostra não ser significativa. 


Condecorações era com ele. Um mãos largas para gente acima de toda a suspeita. Como se veio vendo, e como não podia deixar de se ver neste escândalo das offshores... Já aqui se falou de amostra não ser significativa. Continua, à segunda vaga de divulgação, a não o ser. Se o fosse, poderia dizer-se que 85% dos condecorados por Cavaco não é gente muito recomendável. Cá estaremos para ver se à medida que a amostra ganha signnificado não ganham mais significado (ainda) os resultados.  

terça-feira, 14 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


O governador do Banco de Portugal pediu ao BCE que restringisse o acesso do Banif à liquidez do euro-sistema e, depois, veio utilizar as dificuldades que criou para fundamentar a resolução.


Parece macabro, mas é verdade. Quando Carlos Costa vem dizer que o BCE foi para além daquilo que propusera está apenas a confirmar essa verdade. O resto é jogo de palavras.


Isto logo depois da notícia que a dupla Passos/Maria Luís, em Maio passado, recusou uma oferta 700 milhões de euros pelo Banif. Com mais jogo de palavras: não era uma oferta, "era uma manifestação de interesse", de alguém já conhecida por não lidar muito bem com a verdade.


E no meio disto tudo é o Centeno que é chamado de volta para regressar à Comissão de Inquérito... Isto vai bonito...

segunda-feira, 13 de abril de 2026

... e ainda por cima o porco gosta ...

André Ventura e José Pacheco Pereira em frente a frente esta noite na ...


Não acredito que o Pacheco Pereira não conheça George Bernard Shaw. E muito menos que ignore o seu mais conhecido conselho: “Nunca lutes com um porco, ficas todo sujo, e ainda por cima o porco gosta”!

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Vem aí o Programa de Estabilidade a apresentar em Bruxelas. E com más notícias, que o governo está já a dar aos parceiros que o vão segurando.


Não se percebeu muito bem o que foi António Costa fazer a Atenas logo no início da semana. Nada do por lá se ouviu fazia muito sentido, e quanto a eficácia ... menos ainda. Percebe-se agora que foi perguntar a Tsipras como é que se anda tanto para trás sem cair. Como é que se recua tanto sem trocar os pés...


Tsipras tem um capital de experiência nessa matéria que António Costa acha que não pode desperdiçar. Recuou, recuou, recuou e não caiu. Conseguiu ir-se aguentando...


Já ninguém se irá admirar muito que dentro de pouco tempo a geringonça troque de pneus. Ou de rodas...

Hungria

Eleições na Hungria: Péter Magyar vence enquanto o favorito de Trump ...


Viktor Orbán perdeu claramente as eleições na Hungria. Tão claramente que reconheceu a derrota, "dolorosa", com pouco mais de metade dos votos apurados. 


Péter Magyar, que atingiu uma maioria qualificada de dois terços no Parlamento, reafirmou o alinhamento europeu, garantiu "restaurar a democracia húngara" e consequências para os que "roubaram o país". 


Na capital húngara a noite foi de festa, na Europa deitaram-se foguetes. E por agora o melhor é esquecer que Péter Magyar se fez grande ao lado de Orbán, e que até há pouco conviveu bem com a sua autocracia plutocrática.

Só faltava esta ...


 


... Só lhe faltava esta ...

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Começaram as trapalhadas. Já não há dúvida nenhuma que o dossier Diogo Lacerda Machado é uma grande trapalhada.


É amigo, o maior amigo, do primeiro-ministro, e essa é, na óptica de António Costa, a mais insuspeita das suas qualificações. Afasta-o de qualquer limitação. Estranho!


Não integra o governo, nem é assessor. Nem foi recrutado para o gabinete do primeiro ministro. Estranho!


Já negociou em nome do governo em pelo menos três temas importantes: na reversão do negócio de privatização da TAP, nas negociações com os chamados lesados do ex-BES, e na intermediação para resolver a questão accionista no BPI. Mas sem qualquer competência formal para isso, sem poderes para o(s) acto(s), na gíria do notariado. Estranho!


Parece que também já estivera na negociação da ruinosa operação de manutenção que a TAP adquiriu no Brasil. Menos estranho...


E depois de toda a polémica, António Costa diz que, e apenas para que o seu trabalho não seja desvalorizado, é contratado por dois mil euros mensais... Até ao final do ano.


Se não é estranho, é trapalhada a mais. E que bem dispensavamos agora coisas estranhas... Melhor, muito melhor ainda, dispensavamos tanta trapalhada. 

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Foi muito bonito o ambiente da Luz esta noite. Foi muito bonito o jogo, foram muito bonitos aqueles onze minutos de chama imensa, intensamente acesa a iluminar a esperança de chegar às meias finais da Champions. E com o dois a zero ali tão perto...


Foi bonita a forma como o Benfica discutiu com o Bayern o acesso ao acesso à final de Milão. Mas só isso, dirão alguns... Não me parece, foi mais que isso. Foi a confirmação que o Benfica tem uma muito boa equipa, um excelente grupo de jogadores, que lhe permite encarar de frente um jogo destes sem três dos seus principais jogadores - e não me refiro evidentemente a Luisão e Júlio César, refiro-me a Gaitan, Jonas e Mitroglou -, toda a frente de ataque, e um grande treinador. Muito competente, muito capaz, sem precisar de se pôr em bicos de pés.


Porque - sejamos francos - não era provável eliminar o Bayern, uma equipa que dispõe de recursos técnicos e tácticos como nenhuma outra. Que conhece todos os segredos do jogo, que tem soluções - que varia e doseia como ninguém - para todos os problemas. Que ocupa o campo todo, não deixando um metro quadrado por utilizar. E que, como se tudo isto não fosse muito, nos momentos chave, quando um ou outro incidente do jogo o poderá marcar decisivamente, tem pelo seu lado quem pode decidir. Foi assim em Munique, num penalti que ficou por assinalar. E voltou hoje a ser assim, quando o árbitro holandês poupou o espanhol Javi Martinez à expulsão, evitando a superioridade numérica do Benfica no último quarto de hora, com a equipa galvanizada pelo golo (excelente, do Talisca) do empate.


Pena mesmo - mais ainda que aquela oportunidade perdida pelo Jimenez que daria o 2-0 logo a seguir ao primeiro golo - foi aquele miúdo de 18 anos, em noite de estreia na Champions e depois de uma recepção espantosa em plena grande área adversária, no último lance do desafio ter permitido a defesa a Newer. Teria sido o fim ainda muito mais bonito...

domingo, 12 de abril de 2026

Benfica 2 - Nacional 0


Afinal ...


Esperava-se das bancadas da Luz uma reacção de desagrado a exibição e ao resultado da última segunda-feira. Afinal ... nada. Ou muito pouco. É certo que as bancadas cheias - perto de 60 mil - nem com a entrada exuberante da equipa no jogo se entusiasmaram muito. Mas também não cobraram nada. Ia já a segunda parte adiantada quando, e então com razão, quando das bancadas começou a vir alguma hostilidade.


Esperava-se, depois das declarações de Mourinho no final da partida de Rio Maior, do (nono) empate com o Casa Pia, com tanta acusação a tantos jogadores, uma revolução no onze inicial. Afinal ... apenas três entradas no onze. Nenhuma delas nova - Dedic, Leandro Barreiro e Prestianni. Nenhuma surpresa: Dedic, cumprido o castigo, rendeu Bah; Barreiro, recuperado da lesão, no lugar de Enzo, que viria a entrar na primeira leva de substituições; e Prestianni, que só não fora titular em rio Maior por ter chegado doente da selecção argentina, em vez do causticado Lukebakio.


Afinal sobraram calmas as águas que Mourinho agitou.


Pela agitação, ou por coisa qualquer, o Benfica entrou forte como poucas vezes no jogo. Com pressão alta a sufocar os jogadores do Nacional logo na saída de bola, com Prestianni e Schjelderup bem abertos, e bem apoiados, com Rafa mais solto, nas costas de Pavlidis, e com muito compromisso de Ríos e Barreiro, pode falar-se dos (primeiros) 15 minutos à  Benfica.


Nesse quarto de hora passou pela cabeça de muito boa gente aquele "dez a zero" de 2019. Ninguém imaginava então que o resultado do jogo ficasse fechado nos dois golos fabricados pela aceleração de Prestianni e concluídos, o primeiro, nos pés de Schjelderup, logo ao três minutos e, o segundo nos de Rafa, onze minutos depois.


O jogo continuou até ao intervalo em modo de sentido único. As oportunidades chegaram e sobraram para repetir o 10-0, mas a bola teimou em não voltar a entrar na baliza de Kaíque. Claro que o "desaparecimento" de Pavlidis, que já nem de penálti marca, tem muita responsabilidade nisso. 


Na segunda algumas coisas mudaram. O Nacional entrou mais atrevido, chegou a ter alguns períodos com bola, obrigou Trubin a algumas intervenções, e chegou até a marcar um golo, imediatamente anulado pelo árbitro Fábio Veríssimo (que bem fez das suas, como não podia deixar de ser), por carga sobre Pavlidis, em acção defensiva. E aí as bancadas sentiram-se.


Essa fase, capaz de introduzir alguma dúvida no jogo, durou pouco tempo. Terminou com o penálti cometido sobre Schjelderup, ainda dentro do primeiro quarto de hora, que Kaíque defendeu. Mas que Pavlidis falhou.


Com as substituições - entradas de Ivanovic (Pavlidis), Aursnes (Rafa), Lukebakio (Prestianni, o melhor em campo), e Enzo Barrenechea (este pela inesperada lesão de Rios) -, à entrada do último quarto de hora, o Benfica voltava ao controlo absoluto do jogo, e a somar oportunidades de golo, sucessivamente desperdiçadas, algumas delas das formas mais caricatas.


E afinal ... o Gonçalo Moreira, a convocatória pomposamente anunciada, só entrou já nos descontos. Afinal ... uma estreia com dois minutos. 

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


No âmbito da sua (discutível, mas legítima) estratégia de divulgação pública das ligações portuguesas aos "papéis do Panamá", o Expresso apresentou no sábado os três primeiros dos anunciados 240 nomes, não considerando o já conhecido saco azul do BES: Manuel Vilarinho, Luís Portela e Ilído Pinho. Um ex-presidente do Benfica, e dois dos mais proeminentes empresários do país, ambos com fundações certamente destinadas a promover o bem comum.


Não deixa de ser interessante reparar nas reacções de cada uma destas três personalidades que tiveram o privilégio de abrir esta lista de celebridades (estou certo que, neste país de  brandos costumes, será assim que serão vistos): Manuel Vilarinho disse logo que já estava à espera de ser contactado, não negou nada e explicou tudo. Bem ou mal, não interessa agora, confirmou e deu a sua justificação para a coisa. Luís Portela, o presidente da Bial, negou que - ele ou o grupo - tivesse alguma relação com quaisquer offshores. Tem, sim, "uma filial no Panamá que coordena toda a actividade do grupo na América Latina”. E Ilídio Pinho, o comendador Ilídio Pinho, negou tudo: "não tenho, nem nunca tive, contas no Panamá" - apressou-se a garantir.


Ora, os dois jornalistas portugueses com acesso ao "Panama Papers" confirmaram a existência de documentos que indicam que Luís Portela controlava a Grandison International Group Corp, a offshore que o grupo farmacêutico adquiriu antes de criar a Bial América Latina SA, na cidade de Panamá. Mas vão mais longe no que se refere a Ilídio Pinho concluindo, através de ampla documentação que conta com a assinatura do comendador, que a offshore IPC Management Inc, que antes já fora Fraybell Company, e a Fundação Ilídio Pinho são a mesma coisa.


Estes três primeiros nomes não constituirão certamente uma amostra significativa que nos permita caracterizar o envolvimento português neste escândalo. Ainda bem, porque, pela amostra, poderíamos concluir que a vigarice aumenta á medida que aumenta o peso institucional dos intervenientes. Quanto mais referência são, quanto mais importância têm no regime, quanto mais comendas têm ... mais aldrabões são!


E isso seria trágico...

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


No último momento, à beira do precipício, quer dizer, mesmo à entrada da última hora do último dia, como num filme de suspense, os catalães do CaixaBank e a angolana Isabel dos Santos chegaram a entendimento. Fica cumprida mais uma ordem do BCE. No mesmo sentido das outras, mas certamente por mera coincidência...


O BPI fica a ganhar? Não. Ao perder a sua maior fonte de rendimento, só pode mesmo ficar a perder...  

As eleições mais importantes da Europa


Eleições Hungria 2026 | PÚBLICO


A Hungria vai a eleições no próximo domingo. Provavelmente nunca umas eleições num tão pequeno país europeu foram tão importantes para a Europa.


Viktor Orbán está poder há 16 anos. Logo que acabou de ganhar as eleições de 2010 começou a construir o seu regime autocrático.


Alterou a Constituição, começando por eliminar a exigência de uma maioria de quatro quintos para a rever e, menos de um ano após o início do mandato, já apresentava uma nova. À sua medida, diminuindo para metade o número de deputados (sempre a primeira medida populista), e redesenhando os círculos eleitorais em função da representação eleitoral do seu partido (circunscrições maiores em áreas com tendência para a oposição, e divisão das áreas favoráveis ao Fidesz em vários círculos).


Criou um Gabinete de Protecção da Soberania, que não foge muito de uma polícia política, e criou a Fundação para os Media da Europa Central (KESME) para consolidar os meios de comunicação que controla, e que hoje agrega cerca de 470 rádios, jornais nacionais e locais e sites de informação.


É hoje o governante mais corrupto da Europa -  a Hungria é o país mais corrupto da Europa, segundo a Transparência Internacional - e um dos mais corruptos do mundo. E o autor da maior fraude com fundos europeus, que chantageia e sabota permanentemente a União Europeia.


Mais do que amigo, é o cavalo de Troia de Putin na União Europeia. Acabou de se saber que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Péter Szijjártó, transmitia ao seu homólogo russo, Sergei Lavrov, dados confidenciais da União Europeia. Mas é também o amigo que Trump escolheu na Europa, a ponto de JD Vance se ter deslocado - coisa nunca vista num vice-presidente americano - esta semana, a Budapeste para participar, com ele, num comício de campanha, em que o próprio Trump também participou por telefone. “Quando é que, na História recente, a Hungria teve aliados tão poderosos quanto os EUA, a China e a Rússia?”, exaltava o mestre de cerimónias do comício.


 Ao fim de 16 anos Orbán tem pela primeira vez um adversário a disputar-lhe o poder: Péter Magyar, do Tisza (o partido que tem nome de um rio), que nas sondagens citadas pelos media independentes, dados por fidedignos, aparece com 58% de intenções de voto, contra 35% de Orbán.


Magyar foi durante 18 anos parte da engrenagem do Fidesz.  Foi apoiante entusiástico das políticas de Orbán até a sua ex-mulher, a ex-ministra Judit Varga - que chegou a ser apontada como sucessora de Orbán - se demitir do governo. No entanto o programa do Tisza “escolhe a Europa”, compromete-se a reconstruir a confiança com os aliados da UE e da NATO e assume o objectivo de aderir à zona euro até 2030.


Os opositores de Orbán agarram-se à esperança. Mas desconfiam de Magyar. Interrogam-se se será capaz de desmantelar uma estrutura de favorecimentos da qual beneficiam muitos dos seus familiares e amigos, e da sua rede.


Subsiste ainda, com forte probabilidade, a hipótese de fraude eleitoral. Com Putin, de um lado, Trump do outro, e Orbán no meio, não seria grande surpresa.


Nada é muito animador!



 

 

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Com os Papéis do Panamá em cima da mesa, gostaria de ter ouvido do primeiro-ministro de Portugal qualquer coisa do género: Vamos criar um mecanismo para que os bancos tornem públicas as listas do seus devedores de todo o mal parado que têm em carteira, e as entreguem ao Ministério Público. E vamos criar mecanismos para que o Ministério Público actue sobre esses devedores, confiscando-lhes todos os bens e valores que detenham, directa ou indirectamente, ou de que, por qualquer forma, ususfruam.


Com os Papéis do Panamá em cima da mesa ouvi do primeiro-ministro de Portugal qualquer coisa como: Vamos criar um mecanismo para, à custa dos contribuintes, limpar todo o crédito mal parado do sistema financeiro.


 Com os Papéis do Panamá em cima da mesa, pior era difícil ...

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


O Chefe de Estado Maior do Exército apresentou a demisão, pela tradição homofóbica das gentes das armas. A Joana Vasconcelos disse umas palermices, na tradição dos artistas do regime. João Soares ofereceu umas bofetadas a uns cronistas, no melhor da velha tradição republicana, agora que já não há duelos. Francisco Louçã fez sucesso no Conselho de Estado com a sua gravata azul. Ó pá... lá se foi a tradição...

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Depois de Carlos Costa ter ido dizer à Comissão Parlamentar de Inquérito dizer que não tinha culpa nenhuma no que nos aconteceu com o Banif. E de Maria Luís Albuquerque, logo de seguida, lhe ter seguido as pisadas, que também não, que nem por sombras tem alguma responsabilidade naquilo, foi a vez de Mario Centeno desdizer isso tudo. E desancar de alto a baixo em ambos. 


Mais esclarecedor não pode ser. Agora é só esperar pelo Relatório, que vai dar no mesmo. Por entrepostas pessoas, à medida da representação parlamentar das mesmas teses.


Mario Draghi veio cá ao Conselho de Estado - orgão consultivo do Presidente da Repúbica, é bom não esquecer - explicar o que os mails (que ordenaram a venda do Banif ao Santander) já tinham explicado: quem é que manda. Ao que parece, de forma menos cuidada. Ou mais arrogante, como se queira...

O destruidor de civilizações

CartaCapital | A ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de  apagar do mapa a civilização iraniana caso o Estreito de Ormuz não seja...  | Instagram


Trump ameaçou destruir toda uma civilização: “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada.” Referia-se à iraniana, que carrega mais de dois mil anos de história da civilização persa, cuja produção cultural, filosófica e científica atravessou séculos e moldou parte da organização do mundo.


Fá-lo-ia com mais propriedade se se referisse à civilização ocidental. Na verdade, Trump está é a destruir a civilização ocidental. E aceleradamente!

terça-feira, 7 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Hoje é quinta feira. Os "Papéis do Panamá" começaram a ser revelados no domingo. Há muito tempo. Tanto que já um primeiro-ministro caiu: tempo suficiente para, na Islândia, o povo sair à rua a exigir a demissão do chefe do governo, o presidente resistir, o primeiro-ministro ser demitido e um novo ser nomeado e estar já em funções...


E no entanto, por cá, no que nos diz mais respeito, todos estes dias depois, sabemos o que sabíamos ao primeiro dia: 244 empresas, 23 clientes, 34 beneficiários e 255 accionistas. Sabemos isto, e nem sabemos o que é nada disto. 


Sabemos que, pela sua qualidade de membro do consórcio internacional que teve acesso aos ficheiros da Mossak Fonseca, o Expresso reserva para si o monopólio das notícias que respeitam a Portugal. E podemos até fazer um enorme esforço para perceber que, saindo a edição em papel ao sábado, o jornal entenda reservar as notícias para potenciar a tiragem e naturalmente as vendas. Mas é mesmo preciso fazer um esforço muito grande. Em primeiro lugar porque este é um tipo de conteúdo muito próximo - e próprio - das plataformas digitais. Em segundo porque, como de resto o Expresso anunciou em circunstâncias de alguma forma similares, a edição em papel privilegia o tratamento, mais que a simples divulgação da informação. E, por último, porque o tempo também mata a notícia, como se está a provar.


Torna-se por isso muito difícil de perceber as razões que poderão levar o Expresso a não soltar a informação do envolvimento português neste escândalo mundial. E quando mais difícil for perceber as coisas, mais fácil é especular sobre elas...


Hoje é quinta-feira. E o Presidente Marcelo reúne pela primaveira vez o Conselho de Estado. Pela primeira vez com um convidado especial. E que convidado: Mario Draghi, nem mais, nem menos!

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Casa Pia 1 - Benfica 1


Não é possível aceitar que o Benfica não consiga ganhar um jogo ao Casa Pia, uma equipa que luta para evitar a despromoção, com a segunda defesa mais batida do campeonato. Nos últimos três jogos com este adversário, em 9 pontos, o Benfica conquistou ... dois. Perdeu 7 com um adversário destes. Só nesta época perdeu quatro, 4 pontos que dariam outro rumo às contas do campeonato.


Nem é possível aceitar que, numa jornada - quando já só faltam seis - que foi mais do mesmo, com escândalos em Alvalade  no Dragão, curiosamente com dois (Manuel Mota, em Alvalade e Luís Ferreira, no Dragão) dos três VAR que mais escandalosamente fazem resultados em Portugal, o Benfica não tenha feito o que tinha de fazer para alcançar o único resultado a que estava obrigado.


Desde cedo o Benfica deixou perceber que não estava ali para levar o jogo muito a sério. Nos primeiros cinco minutos não conseguiu sequer sair do seu meio campo, o que, claramente, não era a entrada afirmativa de quem quer ganhar o jogo. 


Por muitas que tenham sido as incidências do jogo só nos últimos 10 minutos da primeira parte o Benfica começou a ameaçar seriamente a baliza do Sequeira, um guarda-redes de engate, que engata sempre nos jogos com o Benfica. De tal forma que parecia que, chegando na melhor altura da equipa, o intervalo ia chegar na pior.


No entanto o pior pode sempre ser pior. E tê-lo-ia sido se naquele último lance, no único remate à baliza (contam dois, o remate defendido por Trubin e a recarga, safada pelo Enzo, mas é um único momento) o Casa Pia tivesse marcado. Um lance sintomático: numa bola sacudida pela defesa do Casa Pia,  o árbitro assinalou uma falta ao Enzo numa disputa de bola, que pareceu não ter acontecido; como já tinha acontecido num livre anterior, sem que  ninguém tivesse aprendido nada, os gansos marcaram rapidamente deixando os jogadores do Benfica a ver a bola passar. 


A entrada do Benfica para a segunda parte, estranhamente com os mesmos jogadores, deixava perceber as melhorias dos últimos minutos da primeira. As oportunidades de golo, como os cantos, iam-se acumulando. Antes do primeiro quarto de hora Mourinho trocou o inoperante Lukebakio pelo irrequieto e incisivo Prestianni, no banco por ter regressado da selecção argentina com febre. Não era propriamente um futebol extraordinário mas o jovem argentino trazia mais intensidade ao cheiro a golo.


A substituição tinha sido tardia. E como o jogo corria, insuficiente. Queimar um dos três momentos de substituição com uma apenas não parecia grande decisão. Foi já com Sudakov e Ivanovic junto à linha que, aos 68 minutos, o Benfica finalmente marcou, num encosto de cabeça de Rios, assistido também de cabeça por Schjelderup, em resposta a um  bom lance de Prestianni.


O golo mudou a ideia de Mourinho, que fez apenas entrar o ucraniano, retirando Rafa. Não foi grande ideia. A não ser que Rafa não tivesse condição física prosseguir, finalmente a ganhar, e com o Casa Pia a ter de sair para disputar o jogo sem ser a defender, o português era muito mais útil em campo que o ucraniano, que tem sempre mais uma volta a dar com a bola, antes de a passar ... para trás. O mesmo se aplica ao ponta de lança croata que, com espaço, é mais útil que propriamente dentro da área.


Ou seja, também Mourinho errava. E bastaram 10 minutos para o Casa Pia marcar. É um golo dos distritais: Pavlidis e Enzo saltam à bola lançada pelo guarda redes adversário, e perdem automaticamente a primeira e a segunda bola. A partir daí, a defesa desposicionada, e a falta de intensidade na disputa da bola, fez com que fossem os jogadores casa-pianos a ganhar todos os ressaltos, até ao remate final do Rafael Brito, formado no Benfica.


Do nada, mas de um sucessão de erros - também de Mourinho, tem de o assumir - em apenas 10 minutos, e sem ter tido de se expor, o Casa Pia voltava ao empate. Que defendeu até ao fim, como só tinha feito durante todo o jogo.


No desespero, Mourinho tirou Enzo e Bah para entrarem Anísio e, finalmente, Ivanovic. Claro que o Benfica teve ainda mais oportunidades de ganhar o jogo mas, com três pontas de lança, e dois alas, nunca teve quem mostrasse ser capaz de os marcar.


Não é só Pavlidis que é hoje um fantasma. É toda a equipa. É todo o Benfica!


 

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Faz hoje 5 anos que Portugal pediu ajuda externa ou, dito de outro modo, se entregou às mãos da troika. O que veio a seguir já sabemos... A dívida é maior, muito maior, os bancos são menos e piores. Como nós, afinal. Somos menos, grande parte foi embora, e provavelmente piores. Certo é que, se não somos, estamos. Pior. Ainda.


Ainda não sabemos quem são os portugueses - e as portuguesas - entre a fina flor da vigarice mundial nos papéis do Panamá. Mas sabemos que por cá, com ou sem recurso a offshores, mais dois destacados membros da Polícia Judiciária cederam à corrupção, e passaram para o lado de lá, ao serviço do narcotráfico, que diziam combater. Não são os primeiros, nem serão os últimos. A boa notícia é que foram apanhados. A má não é notícia, é preocupação: e quantos não são?


Preocupantes são também as declarações do Governador do Banco de Portugal, ontem na Comissão Parlamentar de Inquérito  ao Banif: não tem culpa de nada - nunca tem culpa de nada, coitado -, culpados são o governo anterior - ingrato! -, a administração do banco, o BCE e a Comissão Europeia. Ele é que não. Não tem culpa, porque não tem poderes... Coitado. Outra vez..

sábado, 4 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Podemos não ter a noção da dimensão da economia suja que grassa no submundo das offshores, mas estamos perfeitamemente conscientes que, mais que paraísos fiscais para um certo capitalismo selvagem, são resorts de alto luxo para a corrupção e para todas as formas de crime que inapelavelmente destroem o mundo. 


Talvez por isso não estejamos muito surpreendidos com as revelações - por ora poucas e no entanto tantas - do Panama Papers, e talvez também por isso, por esse mundo fora, a regra seja reacções de circunstância, num discurso previsível e politicamente correcto. Todas as regras têm excepções, e a excepção vem mais uma vez da Islândia: de imediato, logo que conhecida a notícia do envolvimento do seu primeiro-ministro, os islandeses sairam à rua a exigir a sua demissão. Em simultâneo lançaram uma petição no mesmo sentido, em poucas horas assinada por perto de metade dos 300 mil de islandeses.


A mesma Islândia que ainda há pouco tempo mostrava ao mundo como um pequeno país, numa sociedade democrática moderna, pode reagir à corrupção do Estado e aos crimes e abusos do sistema financeiro. A mesma Islândia que, ensinando, não aprendeu nada. Logo depois, com tudo esquecido, foi rápida a devolver o poder aos mesmos, e a deixar tudo como dantes. Como agora se provou!

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


O Congresso do PSD tinha de dizer qualquer coisa sobre o que aí vem. E disse, coisa pouca, porque o tema por lá mais apetecido continua a ser o passado - como se lá pudessem encontrar alguma coisa de que se pudessem orgulhar - mas disse.


Melhor: deixou dito, nas entrelinhas. Deixou dito que Passos Coelho, depois de grande esforço, acredita finalmente que já não é primeiro-ministro. Mas que já não acredita que possa voltar a sê-lo. Por isso começou a preparar a sucessão, para assegurar a sua dinastia. Por isso deixou dito que seria Maria Luís Albuquerque a seguir-lhe na linha sucessória. Porque uma desgraça nunca vem só!

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


O Benfica não entrou bem no jogo. Bem, muito bem mesmo, entraram os adeptos, mais de 60 mil, que no minuto de silêncio de homenagem ao magriço e sportinguista Fernando Mendes acabaram por encontrar nas palmas a forma de abafar (o verbo está na moda, lá voltarei) a arruaça de uma meia dúzia. E bem, também muito bem, entrou o Braga, com 10 minutos extraordinários, a superiorizar-se claramente ao Benfica e a criar duas claras oportunidades de golo, uma das quais numa bola ao poste, no primeiro minuto.


A partir daí, e ainda antes de atingido o primeiro quarto de hora, o Benfica conseguiu libertar-se daquela teia, subiu no terreno e começou a pressionar o adversário logo à saída da sua área, invertendo por completo o que vinha sendo o jogo. Os erros, e os passes falhados na primeira fase de construção, que até ai tinham atingido o Benfica, passaram a acontecer no outro lado. Quando, aos 17 minutos, surgiu o primeiro golo, exactamente em consequência directa dessa pressão alta, já o Benfica tinha recuperado duas ou três bolas nas mesmas circunstâncias.


A partir daí o Benfica abafou - lá está o verbo de volta - o Braga por completo, fazendo desaparecer do jogo aquela que, na opinião de muito boa (ou talvez não) gente, era a equipa que melhor futebol pratica em Portugal. E fazer isso, fazer eclipsar a excelente equipa do Braga, é coisa que ainda se não tinha visto por cá.


No regresso para a segunda parte o Benfica refinou ainda mais o jogo, chegando a atingir aquilo que vulgarmente se designa por baile. Foi isso - o Benfica deu baile!


Foram cinco, mais cinco golos da máquina de os fazer, bem poderiam ter sido mais. E um sofrido, de penalti, no último lance do jogo. O penalti que os adversários tanto têm reclamado chegou finalmente. Não foi a pedido, foi mesmo penalti. Desnecessário, evitável, mas penalti. Quando houve razões para um árbitro o assinalar, o penalti aconteceu. Nada de mais. É isso que se pretende, seja um ano ou um jogo depois. O resto, é o resto é conversa de quem vem atrás!


 

Constituição da República Portuguesa (1976 - 2026)

CONSTITUIÇÃO PORTUGUESA desde 1976 a defender-nos – Nestor de Agiesto


Faz hoje 50 anos, a Constituição da República Portuguesa, a "Bíblia" da democracia portuguesa saída do 25 de Abril.


Na Assembleia da República houve sessão solene, com a presença dos deputados constituintes sobreviventes a estes 50 anos. Alguns deles saíram quando o Ventura, o inimigo número 1 da Constituição no Parlamento, começou por os responsabilizar pelas mortes das FP 25, e a acusá-los nunca terem sabido “conviver com a liberdade”, e de “... só sabem viver com a sua liberdade”. Já não o ouviram dizer, sob os entusiásticos aplausos dos outros 59 sentados na bancada, entre outras barbaridades, que a seguir ao  25 de Abril havia mais presos políticos que antes.  


Aguiar Branco, o presidente provisório da anterior sessão parlamentar que passou a definitivo nesta, sempre com pouco, e ainda menos interessante para dizer, em vez de falar da Constituição falou de revê-la, em registo de arrebatadora retórica: "A revisão constitucional não é um drama ou obrigação, não é uma traição ou um dever irrenunciável. É uma possibilidade livre ao alcance do Parlamento”. Brilhante!


Já o presidente da República preferiu repetir a ideia que já tinha deixado na tomada de posse, que não é a Constituição que impede a resolução de problemas concretos dos portugueses. Que, pelo contrário, "é o seu incumprimento” que não os resolve. O que não deixa de explicar a ânsia de tanta gente em alterá-la até acabar com ela!

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


A Constituição faz hoje 40 anos. Está uma quarentona, mas diria que que pelos liftingsbotoxes e outras recauchutagens - desculpem: revisões - parece mais velha. Talvez seja dos maus tratos, sabe-se como é... Não fazem bem a ninguém, nem uma quarentona balzaquiana o consegue disfarçar. A verdade é que tem sido muito maltratada. Veja-se só o que lhe fizeram nos últimos quatro ou cinco anos... Vejam o que lhe fizeram uns gajos que por aí andavam e que a acusavam de tudo. Até de não dar de comer a ninguém, como se essa fosse uma obrigação dela. E não deles...

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


A Assembleia da República deu ontem mais um espectáculo ao país. Em causa estava o protesto pela absurda sentença da Justiça de Angola que condenou a pesadas penas de prisão os 17 jóvens angolanos. 


O PS apresentou um voto de condenação. O Bloco, outro.


O CDS votou contra, provavelmente porque Paulo Portas está agora virado para os negócios. Que, como já se viu, passam por lá, por Angola. PSD também, porque agora vota contra tudo. E o PCP também, porque continua a não perceber que o mundo mudou. Continua convencido que o MPLA ainda é dos seus, que Moscovo ainda é Moscovo e que Putin é o sucessor de Brejnev. 


Como se não bastasse este caldo que chumbou o voto de condenação do PS, o próprio PS viria ainda a abster-se na votação do do Bloco.


Bonito. Apetece aplaudir... 

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...