terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Traição à América

Procuradora-geral americana pede ao Departamento de Justiça para não apoiar decreto de Trump


 


 "You are fired" -  a expressão que Trump não deixou em casa, ou na sua Torre, e levou para a Casa Branca. Já não há dúvida, Trump comporta-se na presidência da América como na administração das suas empresas. Quem se lhe opuser é acusado de anti-americanismo, e demitido. Para já. Lá mais para a frente, mais se verá certamente.


Não é nada de novo. Pensavamos era que isto se passava apenas na América Latina, nunca ninguém achou possível que pudesse acontecer no farol da liberdade... Aos Estados Unidos da América acaba de chegar o maior crime da sua História: o da traição à América!


No sentido obviamente dual.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O futebol não é só impiedoso. É cruel!

 



(Foto Record) 


 


Tem sido notória a quebra - física e anímica, a que geralmente se chama de forma - do Benfica. É inegável que a equipa - e não é um ou outro jogador, é mesmo toda  a equipa - se deixou cair num mau momento, seja por sobrecarga de jogos, seja por outra razão qualquer que, se não está já identificada, é importante rapidamente identificar.


O futebol é por norma impiedoso. Nesta altura, com o Benfica, está a ser cruel. O adversário chega uma vez à baliza, como hoje se voltou a repetir em Setúbal, e faz golo. O treinador, homem cordato e educado, fala com a equipa de arbitragem no final do jogo, à vista de toda a gente, olhos nos olhos, sem quaisquer sinais de exuberância, e é imediatamente suspenso por 15 dias. Quinze dias tão cirúrgicos que correspondem a três jogos. Os árbitros, agora de apito tão leve para assinalar penaltis a favor dos principais concorrentes, ignoram olimpicamente takles e mãos dentro da área dos adversários, como ainda hoje, de novo, se voltou a repetir. Que têm os cartões ali tão à mão, e que tão rápidos são a deixar a concorrência em superioridade numérica, deixam-nos em casa. Ou trazem-nos tão no fundo do bolso que se torna muito difícil que de lá saiam, como também hoje se viu. O amarelo ficava sempre no bolso, bem lá no fundo. O vermelho deve ter mesmo ficado esquecido em casa...


Mesmo jogando pouco, o que o Benfica está nesta altura a jogar daria normalmente para ganhar. Os concorrentes estão a jogar menos, e basta-lhes. A crueldade não está apenas em perder um jogo em que o adversário fez um único remate à baliza e nem chegou a ter 20% de posse de bola,  Também está aí!   


É ainda cruel perder 5 dos 6 pontos em disputa com o Vitória de Setúbal. Ou perder outros tantos em apenas três jornadas. Ou que afinal as lesões contem...  


Podemos dizer que ainda vamos à frente. Mas é melhor nem dizer, pode dar azar...

domingo, 29 de janeiro de 2017

E ao sétimo dia...

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...  Depois de uma primeira semana em rédea solta, o fim-de-semana começa a mostrar os primeiros travões a Trump. Não é só a rua, é o próprio sistema a reagir.


As instituições funcionam. Têm de funcionar!


E há todo um mundo para além da meia dúzia de admiradores de Trump. E há até quem se encarregue de mostrar que o terrorismo que se alimenta das suas ideias não é em nada diferente do outro. Porque terrorismo é simplesmente terrorismo

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Excessivo*

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Não se tem falado de outra coisa que de salário mínimo e da redução da TSU. 


Há muito que o aumento do salário mínimo é um drama, em Portugal. Não se vêem grandes preocupações com o facto de praticamente 1/4 da população que trabalha estar abrangida pelo salário mínimo. Não se vê muita gente incomodada com um salário mínimo que é um terço do de alguns dos nossos parceiros europeus, e que raia o limiar da pobreza.


Quando se fala em aumentá-lo é que surgem as preocupações. Aí é que não falta gente seriamente preocupada. E não falta gente a reclamar medidas de compensação.


Até aqui não havia grande problema: reduzia-se a famosa TSU aos empregadores e não se falava mais nisso. Tem sido de tal forma assim que ao governo – e ao Presidente da República, acabou agora por se saber – não se levantaram quaisquer dúvidas que continuaria a ser assim.


Mas não foi. Uma improvável conjugação de linhas vermelhas da esquerda com interesses tácticos do PSD acabou com esta solução mágica.


Muito se discutiu sobre a intransigência do PSD, ao arrepio dos seus princípios e da sua prática recente. Indiferente à pressão – houve até cartas de figuras proeminentes do partido e dos patrões - Passos Coelho manteve a sua posição contranatura. Tão evidentemente contranatura, que logo se começou a suspeitar que, o que o movia não era a oposição à TSU, mas ao próprio aumento do salário mínimo nacional.


No debate parlamentar Passos Coelho desfez por completo as suspeitas, dizendo com todas as letras que, na verdade, era ao aumento do salário mínimo que se opunha. Porque, justificou, era “excessivo”!


Um aumento de 27 euros num salário, que é uma retribuição de trabalho, e não um subsídio social, que está ao nível do limiar da pobreza, é “excessivo”?


Num país decente, um partido cujo líder dissesse uma coisa destas, não ganharia eleições enquanto houvesse uma pessoa a lembrar-se disto!


 


* Da minha crónica na Rádio Cister

Um manual político escarrapachado num muro

 


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Faz hoje uma semana que Trump tomou posse como presidente dos Estados Unidos da América, e o que já se pode dizer é que não está a defraudar as expectativas. Nenhuma das ameaças corre o risco de se não concretizar: o Obamacare, já era; a mentira, quotidiana e permanente, é uma infindável sucessão de factos alternativos; a comunicação social é para estar calada, e para ser desacreditada todos os dias; a tortura funciona "absolutamente" e por isso é um instrumento legítimo na estratégia de "combate ao fogo com o fogo"; os tratados comerciais já foram rasgados; e o muro na fronteira com o México já começou a ser construído. 


Hoe recebe a visita da primeira-ministra britânica, Theresa May, mas para a semana já não irá receber a do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, que a cancelou depois de Trump ter reafirmado que o muro iria ser pago pelos mexicanos. Depois de cancelada, Trump voltou ao tema e, para a confusão que tanto preza, e de que necessita como ar para respirar, lançou ele o conselho ao seu congénere e vizinho para que, se não queria pagar, não viesse.


E rapidamente garantiu que pagariam. A bem ou mal. E já que não pagam a bem pagarão a mal, através de um imposto de 20% sobre os bens importados do México, que trará uma receita de 10 mil milhões de dólares por ano.


Ora, vamos lá a ver: admitamos que Trump pode fazer isso, contra o Tratado em vigor entre os três países do continente, designado por NAFTA. Que não pode. Admitamos que, com o imposto, as importações não caem, apesar de 20% mais caras. Admitamos ainda que esse aumento no custo dessas importações não tem qualquer efeito na economia americana. E admitamos, finalmente e para facilitar, que a receita do imposto seja mesmo aquela. Mas quem é que paga esse imposto? Não são os americanos?


Então onde é que estão os mexicanos a pagar o muro?


Evidentemente que ninguém acredita que, por mais estúpido que Trump seja, o seja tanto que não perceba isto. Ele aposta é em que os americanos o não percebam. Por isso manipula, confunde e mente. Para que a manipulação, a pós-verdade e os factos alterantivos  façam o seu caminho é preciso uma imprensa desacreditada, se não mesmo calada. Se resistir é incendiária, e lá vem o fogo, que se combate com o fogo...


É todo um manual político escarrapachado num muro!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Os jogos têm 90 minutos divididos em duas partes

 


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A Taça da Liga é uma competição desenhada para os grandes. Os quatro primeiros classificados do campeonato anterior são encaminhados para as meias-finais, ou para, agora, com mais pompa, a final four.  


Creio que nunca lá chegaram os quatro. Desta vez lá estiveram o Vitória de Setúbal, no lugar do Sporting, e o Moreirense, no do Porto. Benfica, com a folha limpa, e Braga, com muita dificuldade e bastante sorte, acabaram por cumprir com o que era a sua obrigação. Lá estavam os únicos três vencedores da competição. E o Moreirense: o outsider que chega à final, com o Braga.


Porque ganhou ao Benfica, e logo por 3-1. Porque o Benfica tem-se dedicado a jogar apenas a metade de cada jogo. Se joga a primeira, desaparece na segunda, como fez hoje. Se não aparece na primeira, joga na segunda, como no último jogo.


O Benfica saiu para o intervalo bêbado com a superioridade que tinha exercido. Tão bêbado que se esqueceu que só estava a ganhar por um a zero. Tão inebriado que se esqueceu  de regressar para a segunda parte. Deixou os rapazes do Morerirense a jogar sozinhos que, de repente e incrédulos, se viram a ganhar por 3-1. Em apenas 10 minutos, como com o Boavista, de má memória, com apenas dois remates - do primeiro golo só se percebeu que nem foi preciso rematar à baliza - o Moreirense marcou por três vezes.


Não importa que o segundo golo tenha acontecido porque ficou por marcar uma falta sobre o Eliseu. Nem as bolas nos ferros. Nem um penalti que ficou por marcar. Nem as seis ou sete oportunidades desperdiçadas no tempo que sobrou para jogar à bola. Agora importa apenas que o Rui Vitória consiga meter na cabeça dos jogadores que os jogos têm 90 minutos, divididos em duas partes, de 45 cada uma.


E que têm de ser disputados em cada minuto desses 90. Que as peladinhas, para brincar com a bola, ficam para os treinos. Mesmo assim só naquela parte de descompressão, no espaço de lazer que o trabalho ás vezes tem que ter. 


 


 

O governo cabulou

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Um dia depois de a redução da TSU, como medida de compensação do aumento do salário mínimo, ter sido chumbada no Parlamento, confirma-se a redução do Pagamento Especial por Conta (PEC)  - mais uma aberração fiscal à portuguesa - como plano B, que deixa toda a gente satisfeita. 


Obtem o pleno: de patrões, de sindicatos - não, não é apenas a UGT, é também a CGTP - do governo e da maioria!


O que não admira, porque é, de longe, uma solução melhor. Desde logo porque deixa a Segurança Social de fora, e em paz. Mas também porque não tem qualquer ligação ao salário mínimo, pelo menos não o incentiva. E não provoca nenhum tipo de clivagem no suporte parlamentar do governo, antes pelo contrário, pois a sugestão até veio daí.


Dá por isso vontade de perguntar por que é que complicaram o que era simples. Se calhar é por falta de imaginação, e porque copiar sempre foi mais fácil. É isso: o governo foi cábula!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Intrujices

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Quando a intrujice e a aldrabice entram pela porta grande dos nossos dias elegantemente travestidas de pós-verdade e, agora, de factos alternativos, não admira que ouçamos o que hoje, bem cedo, ouvi num noticiário radiofónico a propósito da questão do dia, da semana, ou mesmo do mês: a redução na TSU, a ser hoje chumbada no Parlamento.


Dizia um dirigente de uma associação patronal do sector têxtil - não retive os nomes, nem o da associação nem o do respectivo dirigente - que o chumbo da medida aprovada em concertação social era uma catástrofe, que  iria provocar largos milhares de despedimentos. E para justificar o apocalipse que se vai abater sobre o sector começou a apresentar dados em rácios que tinham por base 100 trabalhadores: o aumento do salário mínimo - dizia - já representava para as empresas um agravamento de 12 mil euros por ano, por cada 100 trabalhadores. Sem a compensação pela  redução da TSU - continuou - o agravamento de custos sobe 80 mil euros por ano, por cada centena de trabalhadores.


Não sei se as contas estão certas ou erradas, nem isso é, para o efeito, significativo. Sei é que o número 100 (de trabalhadores), que lhe dá jeito para que os números ganhem um mínimo de expressão, não bate certo com o perfil de micro e pequena empresa a que a medida que a medida teria como destinatário. E que isso é intrujice!


Bem sei que o sector têxtil nacional vive do salário mínimo. Mas também sei que não pode ser aí que o sector encontre a chave da competitividade. Porque há-de haver sempre noutras latitudes quem faça o mesmo com salários mais baixos.


 Não sei, mas admito que, se estes dirigentes associativos fossem tão criativos nos esforços para acrescentar valor, como são para defender o enquadramento tradicional das suas empresas, seriam bem menores os problemas de competitividade do sector. E se calhar teríamos menos vergonha de um país que pára por um aumento de 27 euros num salário mínimo nacional que abrange quase 1/4 da população que trabalha, é um terço do de alguns dos seus parceiros europeus, e já é inferior ao de alguns países de leste.


  

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Factos alternativos

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Depois de uma carreira de sucesso no pós-verdade, a mentira, ainda pela mão de Trump, alcandora-se à categoria dos factos alternativos


Digamos que, depois de levado ao poder pelo pós-verdade, Trump vai consolidá-lo por factos alternativos. O que, convenha-se, é mais fácil, mais imediato e, provavelmente, muito mais eficaz. O pós-verdade é mais difícil de construir, obriga a tapar a verdade com a mentira. No facto alternativo basta construir a mentira ao lado. Depois é só demolir a verdade...


O trumpismo fez isto logo no primeiro dia. Nem precisou de dizer ao que vinha...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A (des)vantagem de falar muito

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O presidente Marcelo, que amanhã assinala o primeiro aniversário da sua eleição, deu ontem a sua primeira entrevista a um orgão de comunicação social - à SIC.


Não é por acaso que começo com esta frase. É que não tenho muitas dúvidas que a maioria dos meus caríssimos e estimados leitores vai pôr em dúvida esta afirmação: a primeira entrevista?


É esse o ponto. Estamos tão habituados a ver e ouvir o presidente sobre tudo e mais alguma coisa que nem nos passaria pela cabeça que tinha sido esta a sua primeira vez. Não fosse a excitação de toda a comunicação social e ninguém daria por ter sido esta a primeira entrevista do presidente Marcelo: antes, transformada no grande acontecimento do fim de semana, obrigando até à antecipação, para sábado, da homilia de Marques Mendes. Depois, ocupando todas as primeiras páginas e desafiando a capacidade criativa dos comentadores à procura de notícia.


Porque, na verdade, o presidente não disse nada que não tivesse já dito. Não disse nada que não soubessemos. Bom, disse que em Setembro de 2020 diria se se recanditaria, mas nem aí há nada de novo: tanto sabemos que naturalmente se recandidatará, como que só o anunciará no último dos momentos. Como, de resto, já fizera na candidatura inicial. 


Nem os lapsus linguae foram novidade. Quando confrontado com o seu frenesim mediático, comparou-se com o  Presidente Obama, a chanceler Merkel e com  a primeira-ministra britânica, Theresa May, que também falam todos os dias...  Nem esta irresistível tentação pelo poder executivo é nada que não conhecessemos!


Nada disto é necessariamente mau. Defendem os mais ortodoxos da comunicação política - ou da política de comunicação na política, que vai dar no mesmo - que se deve falar poucas vezes para que aquilo que é dito ganhe importância. Ou que só se deve falar quando há algo de novo e de importante para dizer. 


Confesso que gosto mais assim. Que prefiro um presidente que diga todos os dias o que tem a dizer, que se torne previsível e que não seja muito dado a surpresas. Até porque, no fim de contas, a única revelação que fez não correu bem. Ficamos a saber que o primeiro-ministro pretendia tratar o aumento do salário mínimo exclusivamente por via legislativa e que foi ele, presidente, que o empurrou para a concertação social. Correu mal, como hoje sabemos: era uma medida prevista no programa eleitoral do PS, nos acordos de formação do governo e no seu próprio programa. Não havia necessidade, como dizia o outro...

domingo, 22 de janeiro de 2017

O primeiro golo do Rafa só podia ser assim...

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A segunda volta começou como tinha acabado a primeira, na semana passada. Tarde de sol, de domingo, desta vez, e a Luz cheia. Para que as diferenças não fossem muitas até a primeira parte foi muito parecida. 


Não tivesse o Benfica feito a segunda parte que fez e lá teríamos de estar a dizer que a equipa atravessava a pior fase da época. A primeira parte do jogo de hoje foi francamente má, na globalidade ainda pior que há uma semana, com o Boavista. A diferença foi que, na única vez que o Tondela foi à baliza de Ederson, ao contrário da semana passada, o árbitro estava lá para aplicar as leis do jogo. 


O Benfica até entrou bem, a deixar claro que não iria permitir que o jogo se complicasse. Desperdiçou uma grande oportunidade logo aos sete minutos, mas depois começou a deixar andar. Pouca intensidade, lentidão nos processos e no pensamento e, por vezes - vezes de mais - falta de concentração. Que se traduzia em passes errados, precipitação na saída de bola e muitos foras de jogo. Houve até, aí pelo meio dessa primeira parte, um período de 5 ou 6 minutos que chegou a ser assustador, a lembrar o pior do jogo com o Boavista, com os jogadores - todos, mas especialmente Lindelof, Samaris e André Almeida - a deixarem notar grande intranquilidade.


Acrescia então que, a cada vez que o Benfica conseguia colocar o jogo sob alta intensidade, em cada jogada que finalizava, o guarda-redes do Tondela arranjava uma lesão.


Na segunda parte, já com Salvio (substituiu Cervi) na direita e Zivkovic, pela primeira vez titular, fixado na esquerda, o Benfica entrou logo com mais velocidade, mais agressividade e mais intensidade, e  o primeiro golo não tardou mais que uma dúzia de minutos. Obra de Pizzi, e resultado directo da maior agressividade na disputa da bola. Sabe-se como neste jogos com adversários muito fechados e bem organizados, como já são quase todos, o primeiro golo faz toda a diferença. A partir daí o jogo muda.


E mudou. A equipa começou a conseguir chegar à linha de fundo, e o reportório passou a ser outro. O segundo golo é um exemplo disso mesmo, e chegou pouco mais de um quarto de hora depois, de novo por Pizzi. Oito minutos depois o Estádio da Luz explodiu em festa, com a obra-prima de Rafa, que entrara para substituir Mitroglou, lesionado, ao que pareceu.


O primeiro golo de Rafa no Benfica tinha de ser assim, não podia ser de outra maneira. Pela sua qualidade, tinha de ser um golo de rara beleza. Pela sua malapata, tinha de ser um grande golo.


Tão bonito como esse momento só o momento que se seguiu, na forma como os colegas festejaram o seu primeiro golo, a repetirem o que a meio da semana, no jogo da Taça de Portugal, com o Leixões, haviam feito com André Almeida. É nestas coisas que se vê o espírito de equipa!


Já no fim, no último suspiro do jogo, Jonas, de penalti, fixou o resultado final: 4-0. De todo improvável depois daquela primeira parte. E depois de uma enorme exibição do Cláudio Ramos, o excelente guarda-redes do Tondela.


Mas, atenção: não é muito provável que todos os jogos com uma metade destas tenham um final feliz destes. O melhor é não repetir!


 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

É verdade. É hoje!

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Chegou o dia que ninguém acreditava que pudesse chegar. Há 8 anos - a 20 de Janeiro de 2009 - poder-se-ia ter dito a mesma coisa. Mas não é da mesma coisa  que se está a falar...


Se há oito anos a surpresa estava na cor da pele do presidente em cerimónia de posse, hoje, a surpresa está na cor das ideias do presidente que vai tomar posse. Negras, mas muito mais negras que a cor da pele do seu antecessor. E bem capazes de mudar a face do mundo... Tanto, que muitos até acham que poderá ter começado hoje a terceira guerra mundial!


E não faltam razões para pensar assim. Trump já provou que, por maiores que sejam os disparates que diga, não os diz apenas por dizer. É mesmo para fazer. E o choque frontal contra a China, a anulação da NATO, a desvalorização das Nações Unidas, a mudança da embaixada americana de Telavive para Jerusalém, o muro do México, a hostilização da União Europeia, a negação do aquecimento global, e todos os  retrocessos incorporados no "Make America Great Again", só dão para admitir o pior.


Diz-se que, mais que divididos, os americanos estão arrependidos. Nunca um presidente tomou posse com tão baixos níveis de popularidade. Mas também nunca um presidente fora eleito com tantos (3 milhões) votos a menos que o adversário. Nem com ideias tão perigosas... E fala-se já num impeachement, a curto prazo. Não faltarão certamente razões, mas também não faltavam para que não fosse eleito!


 


 


 

Diabo ponto dois

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O presidente Marcelo tem andado numa lufa lufa para atingir o pleno da popularidade, para agradar a toda a gente. Bem pode tirar o cavalinho da chuva: se já sabia que nunca chegaria a Pedro Passos Coelho, ficou agora a saber que também Francisco Assis está completamente fora de alcance.


A não ser que dissolva de imediato o Parlamento. Mas não parece que Marcelo faça isso só para agradar ao inconformado euro-deputado, que é quem agora não perde oportunidade para anunciar o diabo.    

Hoje*

Os dias, mesmo quando correm todos iguais, não são todos iguais. São curtos e cinzentos no Inverno e longos e luminosos no Verão. Sucedem-se no calendário sem que nada os distinga!


Mas nunca são todos iguais… Os dias são o que são, não têm identidade. Somos nós que lha damos, pelo que nos recordam e pelo que nos marcam!


O sol dá-lhes o brilho que as nuvens logo lhes roubam. E o calor que foge da chuva e do frio. Mas é a memória, a nossa memória, que faz a identidade de cada dia. O frio ou a chuva e o sol ou o calor mexem com a nossa disposição – versão light do nosso estado de alma –, com a forma como, logo pela manhã, encaramos mais um dia que temos para agarrar. Mas é a nossa memória que talha a marca que timbra os nossos dias. E que faz com que nalguns se nos tolham os movimentos e se nos arrefeça a alma… Que alguns, por mais que brilhe o sol, nunca deixem de ser cinzentos e frios. De reflexão, de memórias e de muita saudade!


Não, os dias não são todos iguais. Hoje é um dia diferente dos outros. Diferente, muito diferente do de ontem. Diferente do de amanhã!


Como canta o Rui Veloso: “… para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar…”


 


*Publicado todos os anos, neste dia. Hoje!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Já desconfiávamos!

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Ricardo Salgado é mais um arguído na Operação Marquês. Acabadinho de chegar... 


Com os anos a passar e novos arguídos a entrar, a investigação não acaba.... Há sempre mais qualquer coisa para investigar, a acusação pode esperar.


Não sou jurista, mas sei que se podem tirar certidões de qualquer processo e, a partir delas, desenvolver processos de investigação em paralelo, sem que umas investigações prejudiquem outras. Investigações e acusações, se for o caso. Estar ainda agora, nesta altura do campeonato, a enfiar Ricardo Salgado no processo quer apenas dizer que José Sócrates que pode ficar descansado.


Já desconfiávamos!

Pantominices

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Já tínhamos percebido que a pantomineira Assunção Cristas não fica a dever nada ao pantomineiro Paulo Portas, acentuando a ideia  que a mensagem política do CDS se esgota na pantominice. 


O pantomineiro quer estar sempre lá, mesmo quando nem sequer é ali o seu lugar. O pantomineiro é como o emplastro, quer aparecer sempre na televisão. Só que em vez de se colar às costas de quem quer que seja cola-se à estridência.


O que importa é passar nas televisões com uns sound bytes: "O senhor acabou de mentir a esta câmara, o senhor mentiu. Começamos por ficar habituados, o senhor mente sempre que aqui vem e acabou de mentir objectivamente. O acordo não está ainda assinado". E que, para a imprensa, pantominice não seja pantominice, mas tão só o momento mais quente do debate... 


 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Psst: ó senhores aí em Davos!

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O Relatório da Oxfam (Oxford Committee for Famine Relief , ou seja, Comité de Oxford de Combate à Fome), ontem publicado, faz-nos revelações absolutamente chocantes. Que oito homens têm tanto dinheiro como a metade mais pobre do planeta; que os rendimentos dos mais pobres subiram três dólares/ano entre 1998 e 2011, quando o rendimento de 1% dos mais ricos aumentou 182 vezes; que na última três décadas o crescimento dos rendimentos dos 50% mais pobres foi zero, mas o dos 1% dos mais ricos foi mais de 300%; ou que, por exemplo, o homem mais rico do Vietname ganha mais num dia do que o mais pobre em dez anos.


Para termos uma mais clara noção da dinâmica real que sustenta o cliché dos ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres, basta reparar - como há  precisamente um ano aqui fazia notar, chamando-lhe "Monstro Autofágico" - que em 2013 eram precisos mais de 300 dos mais ricos para igualar o rendimento da metade mais pobre do mundo. Na ano seguinte esse número baixou para metade. Novo ano, 2015, e baixou para 62. Pois agora, dados de 2016, são precisos apenas 8!


Começa hoje o forum de Davos. Devia começar exactamente pela leitura deste Relatório. Não é por aí que vai começar, e o mais provável é que ninguém sequer fale destes números obscenos. Fazem mal!


Porque isto é insustentável. E não pode acabar bem!


 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Histórias sem final feliz

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Continua a apertar-se o cerco a Pedro Passos Coelho. De novo a malfadada TSU: dê por onde der, PPC e TSU não jogam. Há uns anos virou todo o país contra si; agora foi todo o partido. Ou o que ainda faltava...


Não vai ter um final feliz, a história de Pedro Passos Coelho à frente do PSD.


É curioso como só à medida que se aproxima a data da tomada de posse se vai tomando consciência que Trump vai mesmo ser o presidente da América. Ainda há muita gente a beliscar-se para confirmar que está mesmo a acontecer. E está... 


Já se tinha congratulado com o Brexit, e recorrido à sua linguagem própria para dizer que a Inglaterra tinha sido esperta. Anuncia o fim da União Europeia, levanta o bloqueio à Rússia, e diz que a NATO não serve para nada. E é já o próprio director da CIA a vir publicamente recomendar-lhe tento na língua...


Não vai ter final feliz, esta história de terror.


Há muito que conto que Bruno de Carvalho e Jorge Jesus me fazem lembrar dois bêbados, rua abaixo, bem juntinhos, amparando-se um ao outro. Se um caísse, o trambolhão do outro era certo. E nenhum se safaria... Daí que tivessem de seguir juntos, mais S menos S, até que chegassem a algum destino. Mesmo que já de gatas.


As eleições fazem o destino e o presidente do Sporting convenceu-se que o melhor é seguir sozinho. O treinador já não lhe serve de apoio, e o melhor mesmo é dar-lhe um empurrão e deixá-lo ali estatelado. E enquanto uns curiosos ficam ali a olhar para a cara partida do outro, sempre são menos os que reparam como cambaleia sozinho rua abaixo. E a esses sempre irá dizer que aquilo não é falta de equilíbrio, mas uma nova coreografia eleitoral.


Mais uma história sem final feliz...


 

sábado, 14 de janeiro de 2017

Os golos também se capitalizam

Jonas fez o que mais nenhum brasilero conseguiu no Benfica


 


Último jogo da primeira volta. Sábado à tarde. Tarde bonita, cheia de sol. Estádio da Luz cheio que nem um ovo, mais uma vez acima dos 60 mil. e a passar a barreira dos 15 milhões de espectadores. Adeptos eufóricos, as última exibições do Benfica não davam para menos... 


Tudo para uma tarde de sonho, depressa transformada em pesadelo. O jogo iniciou-se como seria previsível, com o Boavista a pressionar no campo todo, nada que seja novidade. Também não foi exactamente novidade que o Benfica passasse os primeiros dez minutos sem dar muito boa conta do recado.  Nem que saísse desse período com a primeira oportunidade de golo, na melhor jogado do desafio. Só que o remate de Gonçalo Guedes, isolado por Rafa, levou a bola fugir por milímetros do golo.


O Benfica tomou conta do jogo e começou a vir ao de cima a matreirice e o poder físico dos jogadores de xadrez - o Boavista é certamente uma das equipas fisicamente mais fortes do campeonato. Que é uma das mais duras já se sabia...


Estavamos nisto quando, em pouco mais de 10 minutos, o Boavista marca três golos. Todos com a assinatura da arbitragem: no primeiro, o árbitro não assinalou uma falta sobre o Rafa à saída da área do Benfica, no segundo, o marcador fez falta sobre o André Almeida, e o terceiro resulta de um fora de jogo inacreditável.


Tenho sempre aqui dito que os erros dos árbitros são incidentes do jogo. Que jogando bem, como habitualmente o Benfica faz, os golos aparecem e acabam por se sobrepor a esses erros. O que, de resto, e mesmo com erros tão raros e tão influentes como estes - três golos em 10 minutos - até este próprio jogo confirmou.


E o que me dá toda a legimidade para perguntar: o que seria, se esta arbitragem de Luís Ferreira tivesse acontecido com o Sporting, ou com o Porto? E para expressar claramente que esta arbitragem é o resultado da pressão que ambos têm vindo a construir, especialmente nas últimas semanas.


Dito isto há que dizer que o Benfica não esteve ao nível que nos tem habituado. Mesmo assim, criou oportunidades de golo suficientes para chegar ao intervalo já com a desvantagem no marcador anulada. Aproveitou apenas uma, aos 40 minutos, por Mitroglou (substituiu Rafa) que entrara 4 minutos antes.


Na segunda parte não melhorou muito, mesmo que a entrada de Cervi, com a saída de Luisão, tenha trazido coisas novas ao jogo do Benfica. Chegou cedo ao segundo golo, num penalti cometido sobre o jovem argentino, que Jonas concretizou. E o empate chegaria também a partir de uma substituição, a última, na troca de Gonçalo Guedes por Zivkovic, que cruzou para um defesa boavisteiro, pressinado, fazer auto-golo.


Faltavam 20 minutos para o fim, e acreditou-se na reviravolta completa. Mas o Boavista continuava imperturbável, a defender com tudo e de toda a maneira. E a queimar tempo, sempre com a complacência do árbitro. Mesmo assim foi nesse período, em pleno assalto final do Benfica, que criou as duas únicas oportunidades de golo imaculadas, ambas anuladas em intervenções superiores de Ederson. 


É certo que o Benfica poderia chegado ao golo da vitória. Dispõs de mais duas ou três ocasiões para isso, mas também ia ficando a ideia que os jogadores, esgotados, já se contentavam por terem evitado a derrota.


Claro que não se pode esquecer que a arbitragem deu três golos ao adversário. Que a qualidade de jogo foi inferior ao desejável, e que jogadores que têm sido fundamentais tiveram fraco desempenho, como Pizzi, Nelson Semedo e Salvio. E que os níveis de eficácia estiveram abaixo do habitual. Mas o Benfica só não ganhou o jogo porque não soube, não pôde, ou não quis, capitalizar os golos que iam fazendo a recuperação.


Quando uma equipa se encontra numa situação daquelas tem obrigatoriamente que tirar partido de cada golo. Tem que ter coração e alma para fazer de cada golo um trampolim para o seguinte, ir para cima do adversário sem o deixar recuperar do golpe. Não o deixar respirar, atirá-lo ao tapete. E o Benfica não fez isso. Os jogadores foram a correr buscar a bola á baliza do Boavista, mas ficaram-se por esse gesto. A bola ia ao centro e tudo voltava ao normal, como se nada se tivesse passado: o Boavista continuava confortável com o resultado e arrefecia de imediato o jogo.  


Não me digam que não faltou alma, nem coração, que o que faltaram foi forças. Antes de faltarem as forças já percebíamos que faltava aquele coração que resolve os jogos quando não é possível jogar bem. Aquele suplemento de crença que é preciso quando as adversidades aumentam.


Ao cair do pano sobre a primeira volta deste que desejamos que seja o campeonato primeiro tetra, e quando os adversários pretendem mascarar a superioridade que o Benfica  demonstrou até aqui com o colo da arbitragem, não se devem esquecer os pontos perdidos com o dedo das gentes do apito: Vitória de Setúbal e Boavista, na Luz (4) e Marítimo, nos Barreiros (3). Sete pontos, num total de nove perdidos, estão a débito nas contas da arbitragem. Não fosse a qualidade da equipa e do futebol que pratica superar normalmente os erros de arbitragem e o saldo seria bem mais gordo.


Não sei se a isto se chama colo, se andor... Nem sei se o Rui Vitória se não irá arrepender de ser tão elegante. Tenho a impressão que a elegância e os bons modos não são lá muito bem vistos no mundo português do futebol.  


 


   


 


   

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Só duas coisas *

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O tema para esta semana é incontornável: o desaparecimento de Mário Soares. Incontornável e inesgotável: nunca tudo terá sido dito sobre uma personalidade que tanto marcou a História contemporânea de Portugal.


Mesmo que nem tudo esteja, nem pudesse estar dito, até porque nunca se pode olhar para a História de perto – a distância é um instrumento indispensável para a análise histórica – não vou dizer nada de novo sobre Mário Soares, sobre a sua importância para aquilo que é hoje Portugal, sobre o seu legado. Porque não seria provavelmente capaz de dizer nada de novo, nada que não tivesse sido dito e redito, mas porque também não é nada disso que quero dizer.


O que quero dizer, a propósito não de Mário Soares, mas da sua morte, são apenas duas coisas: uma de congratulação, a outra, nas antípodas, de repúdio.


Na primeira para me congratular pela dignidade das cerimónias fúnebres, como foi honrada a sua memória, e como o povo saiu à rua para lhe prestar a sua última homenagem, que nem os habituais excessos televisivos ensombraram.


Na segunda para repudiar o ódio destilado pelas redes sociais por gente escondida atrás do anonimato, a que dificilmente poderemos deixar de chamar energúmenos. Não são apenas ignorantes. São intolerantes, que não odeiam apenas Mário Soares, odeiam a liberdade e a democracia. Não sabem nada de História, nem querem saber. Não distinguem a verdade da mentira, apenas lhes interessa o que lhes convém. Não sabem olhar para a frente, só para trás.


Lembro-me de um programa televisivo, em que a Clara Ferreira Alves ia falando com Mário Soares: “o caminho faz-se caminhando”, assim se chamava. É verdade: o caminho faz-se caminhando. Mas só caminha quem quer. E esses não querem. Nunca caminham. Não saem do mesmo sítio e nunca chegarão a lado nenhum!


 


* Da minha crónica de hoje na Rádio Cister

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Congresso dos jornalistas

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Os jornalistas estão desde ontem reunidos em congresso, o que já não acontecia há quase 20 anos. E pelo que se foi sabendo, em particular pelas denúnicas da Maria Flor Pedroso, não foi nada fácil conseguir que se reunissem para falar da sua profissão.


Pelo que se ouviu ontem, no primeiro dia, dir-se-ia que se percebem as essas dificuldades. Da mesma forma que se percebe o estado a que a profissão e os seus profissionais chegaram. A precariedade, e a insegurança que provoca, os baixos salários e o desemprego, e a dependência que criam, explicam as dificuldades na realização do congresso. Explicam que o jornalismo e a informação que temos se esgotem em graças e desgraças do quotidiano, e explicam muitas outras coisas. Como, por exemplo, os Panamá Papers, provavelmente a maior vergonha do jornalismo português das última décadas.

Lua cheia ... de anos

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A Lua atingiu a provecta idade de 4,51 mil milhões de anos. Quem diria? Não se nota nada...


Ainda ontem à noite apareceu numa forma de fazer inveja. Bem que aquilo me cheirava a maluqueira de festa de anos de arrebenta!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

"Yes, we did"

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Obama despediu-se ontem - já hoje, cá - em Chicago, a sua cidade natal, politicamente falando. Foi uma despedida emocionada, concluída num "yes, we did".


Não se poderá dizer que tenha "feito" tudo, que tenha cumprido toda a esperança do "yes, we can" de há oito anos atrás. Mas o que fez é certamente suficiente para ser lembrado como um dos maiores presidentes da História da América. E para que já nos deixe saudades!  

Tudo se repetiu sem que nada se tivesse repetido

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No regresso ao D. Afonso Henriques, desta vez para disputar o acesso às meias finais da Taça da Liga, o Benfica repetiu apenas três jogadores da equipa que aí apresentara três dias antes: os dois laterais - Ruben Semedo e André Almeida - e Pizzi.


Repetiu o resultado, a vitória por 2-0, e até o timing dos golos. E repetiu ainda o quadro geral do jogo: domínio absoluto na primeira parte, e controlo do jogo e do resultado na segunda.


Mas nada mais se repetiu. O domínio da primeira parte foi muito mais acentuado, e a exibição, nesse período, foi bem mais exuberante e assente em nouances de jogo substancialmente diferentes. Desta vez Rui Vitória optou por um ataque móvel, entregue a Gonçalo Guedes (dois golos em duas jogadas colectivas absolutamente perfeitas) e a Rafa, envolvidos por Carrillo - finalmente a mostrar que também ele pode ser mais um reforço de inverno - e Zivkovic. E o que se viu chegou a ser deslumbrante. Não fosse a indisfarçável má relação de Rafa com o golo, o penalti desperdiçado por Pizzi, logo aos 11 minutos, e a soberba exibição do jovem guarda-redes do Vitória (não se percebe por que o Miguel Silva não é o titular da baliza, mas o Pedro Martins terá razões que a razão desconhece) e o resultado ao intervalo teria sido altamente punitivo para a boa equipa de Guimarães,


E foi assim, com uma primeira parte fulgurante, a lembrar Arouca, aqui há uns meses, que o Benfica garantiu a participação na inédita final four, no Algarve, lá para o fim do mês, e a possibilidade de discutir um título que apenas por duas vezes lhe fugiu, numa competição desenhada para ser ganha pelos grandes do futebol nacional.


Os primeiros quatro classificados do campeonato são os cabeças de série. E para que as meias finais não escapem aos mais fortes, jogam em casa dois dos três jogos de cada grupo de apuramento. Os mais pequenos jogam apenas um.


O Benfica jogou em casa com o Paços e com o Vizela, ambos apenas com um jogo em casa. O Vitória fez o seu jogo fora no único jogo em casa do Vizela. O Benfica fê-lo em Guimarães. o que quer dizer que, dos quatro grupos, coube ao Benfica o adversário mais cotado. E coube-he jogar fora contra o adversário mais cotado.


Contando por vitórias os jogos disputados, com 8 golos marcados e nehum sofrido, o Benfica é o único dos três grandes que vai discutir o título. Os outros, como se sabe, foram afastados pelos árbitros. O Porto, com dois pontos, conquistados nos dois jogos em casa. O Sporting com seis pontos, com duas vitórias por 1-0 nos dois jogos em casa, com o Varzim e com o Arouca!   


E por isso, como sabemos, a Taça da Liga não tem importância nenhuma... Nem devia contar como troféu!


 

Portugal todo numa só fotografia


 


No dia em que nos despedimos de Mário Soares, o Pedro Santos Guerreiro deu-me a dica para esta fotografia do Rui Ochoa e do Expresso, onde cabe todo um país que é o nosso. Não por Mário Soares ser a última destas figuras maiores de Portugal a partir. Nem por, muito provavelmente, se vir a juntar-se-lhes no Panteão Nacional. 


Por muito mais do que tudo isso. É toda uma simbologia que retrata Portugal. No melhor, porque são do melhor que Portugal teve. E porque, enquanto mostra a gigantesca ponte com que Mário Soares uniu o país, esconde tudo o que de pior o país é capaz de fazer aos seus melhores... 

domingo, 8 de janeiro de 2017

"A morte saiu à rua num dia assim"...

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Não tem muito a ver com o tema de Zeca Afonso que escolhi para título, mas este foi um fim de semana que a morte aproveitou bem. O sol, brilhante e luminoso, convidava  a enceher praças e esplanadas, e a morte não se fez rogada - saiu à rua. E não deixou escapar nada, do peixe grosso à raia miúda...


Começou em Lisboa, por Mário Soares, o maior de todos. Deu uma volta ao Porto e encontrou-se com Daniel Serrão. E com Guilherme Pinto. Passou por uma estrada de França que usa com frequência e levou quatro emigrantes portugueses que estavam de regresso à Suíça.


Nem eu, que fujo deles como fujo dela, escapei a dois funerais neste fim de semana: no sábado e no domingo!

sábado, 7 de janeiro de 2017

Resposta à altura

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A 16ª jornada levou o Benfica a Guimarães para disputar um jogo que é já um clássico do futebol nacional, sempre aguardado com grande expectativa, e sempre difícil. Desta vez talvez mais, ainda. Porque o Vitória está bem lá em cima na tabela classificativa, lado a lado com o Sporting, no quarto lugar. Porque atravessa uma fase excelente, tem uma boa equipa, muito bem orientada e a jogar bem. E porque a semana, como sabemos, foi bastante complicada, criando um ambiente muito crispado à volta do Benfica, que nada tinha a ver com o que se passava.  


As expectativas não sairam frustradas: foi um grande jogo de futebol, onde o Benfica não entrou bem. Nos primeiros dez minutos sucederam-se muitos passes errados, levando o Vitória a recuperar a bola com grande facilidade e a partir com grande frequência para o ataque. Para agravar as dificuldades, e para que nada se estranhe nesta caminhada do Benfica, perdeu bem cedo Fejsa, por lesão. Mais uma! 


A primeira grande oportunidade de golo acaba por surgir mesmo ao minuto 10, e para o Benfica, E o jogo mudou. Os passes passaram a sair no tom, e o Benfica assenhoriou-se do jogo. Tomou o controlo da partida para não mais o perder até ao intervalo, às portas do qual o Benfica faria o segundo golo e fecharia o resultado. O primeiro fora marcado ainda antes da primeira parte ter chegado a meio. Ambos sob a marca do regresso: do regresso de Jonas, e do regresso da dupla maravilha da época passada, com Mitroglou. Que fez o segundo, assistido pelo fantástico Jonas. Que fizera o primeiro, assistido por Salvio, depois do trabalho do grego que, com Jonas, é outro.  


E falando de regressos há que referir o de Salvio, o de André Horta - que substituiu Jonas a meio da segunda parte - e o de Zivkovic (substituiu Salvio, já no último quarto de hora), se é que deste se pode falar de regresso. O que, se a lesão de Fejsa não representar o início de um novo ciclo negro (e neste momento, para não falar em lagartos, estou a bater com os nós dos dedos na madeira), dá conta da força com que o Benfica pode arrancar para a segunda volta. 


Na segunda parte o Benfica abordou o jogo de maneira diferente. Mas nem tudo foi diferente. O Vitória voltou a entrar melhor, e nos primeiros 10 minutos teve as suas duas melhores oportunidades de golo; numa o remate saiu por cima, na outra o Ederson fez uma defesa daquelas que só os grandes guarda-redes fazem. O Benfica preocupou-se em controlar o jogo, em ter bola e fazê-la circular, em adormecer o jogo, para de um momento para o outro criar sobressaltos na defesa vitoriana. E acabou por ser o guarda-redes Douglas a impedir por duas ou três vezes que o resultado se mantivesse inalterado.


No fim, mais um obstáculo ultrapassado com grande capacidade afirmativa: a melhor resposta que, em nome do futebol, podia ser dada aos lamentáveis e vergonhosos acontecimentos dos últimos dias. 

Mário Soares (1924-2017)

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Morreu Mário Soares, um dos nomes maiores da História de Portugal do século XX. Esteve, como mais ninguém, no centro de todas as encruzilhadas em que a História colocou o país ao logo de toda a sua vida.


Mas nem isso fez dele uma figura consensual entre os portugueses. Esteve sempre longe de congregar a unanimidade. Uns odeiam-no mesmo, como ficou nítido nestes últimos dias da sua vida. Mas quando suscitou ódios teve sempre a razão da História do seu lado: os que o odiaram, odiaram e odeiam a liberdade e a democracia. Outros, sem o odiar, não são capazes de o perdoar. Uns não lhe perdoam ter metido o socialismo na gaveta. Outros não lhe perdoam que, já na parte final da sua carreira política, o tenha desesperadamente procurado encontrar, se calhar procurando na gaveta errada.


Ninguém lhe é indiferente e são muitos os que o amam e tudo lhe perdoam. Como merece alguém que marcou o país como Mário Soares!


 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Tudo bons rapazes*

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O Banco de Portugal acaba de confirmar que é dos americanos da Lone Star - um fundo de investimentos que já fez vários negócios em Portugal no ramo imobiliário, entre os quais a compra, logo seguida da venda, de alguns centros comerciais, e onde detém a gestão da Marina de Vilamoura – a melhor oferta para a compra do Novo Banco.


A oferta deste Fundo americano, sem tradição nem experiência no negócio bancário, mas que faz das suas margens – nas bordas ou na vizinhança do sector financeiro - o seu espaço privilegiado de manobra, é de 750 milhões de euros. Exatamente: a melhor oferta pelo que era BOM do BES, pela parte sã que o Banco de Portugal lhe arrancou para, com mais 4.900 milhões de euros de dinheiro fresco do Estado, através do Fundo de Resolução, criar num fim-de-semana o Novo Banco, é agora de 750 milhões de euros. Mas…


Mesmo assim, há um mas: Esta oferta só é válida se o Estado prestar uma garantia que cubra a avaliação da componente imobiliária do negócio. Isto é, se o imobiliário do Novo Banco – que, recordo, é a verdadeira área de negócio do Fundo – não render o valor por que está avaliado, o Estado repõe a diferença.  


Não se sabe se o governo aceitará ou não esta proposta. Nem isso é agora o que mais importa. Sabe-se que isto é o melhor que o Banco de Portugal teve para apresentar. Depois de ter aceitado ser a cobaia do BCE para a experiência da resolução bancária. Depois de ter gasto centenas de milhões de euros em assessoria internacional para o negócio, e depois, por fim, de contratar Sérgio Monteiro, o Secretário de Estado dos Transportes do último governo, por um salário de 30 mil euros por mês, para vender o banco... 


Sabe-se que o melhor que o Banco de Portugal conseguiu pelo banco não chega sequer para pagar o que gastou para vender. E sabe-se o que é que aconteceria a qualquer vendedor que, no final da jornada, chegasse à sua empresa com um relatório em que só o valor das suas despesas já fosse superior ao valor das vendas que realizara. E ainda a pedir uma garantia bancária para cobrir todos os riscos do negócio do seu cliente.


Mas todos sabemos que o ridículo não mata. Que não se passa nada. E que são todos bons rapazes…


 


* Da minha crónica de hoje na Rádio Cister 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Época de incêndios

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Todos sabemos que o futebol não é apenas um jogo apaixonante, é também um fenómeno de alienação que permite todo o tipo de manipulações. Todos temos amigos e familiares que se transformam por completo logo que a conversa chega ao futebol. Todos conhecemos pessoas por quem temos grande apreço intelectual, que nos seduzem pela inteligência, comportamentos e atitudes,  que deixamos  de reconhecer logo que o tema é futebol. 


É assim, mesmo que seja pena que assim seja. 


O que se está a passar com os árbitros é verdadeiramente inaceitável e é consequência da impunidade com que os dirigentes do futebol - e também muitos treinadores - o incendeiam para esconder os seus erros e a sua incompetência. Os jogadores podem falhar golos de baliza aberta, os guarda-redes podem dar os frangos que derem. Os treinadores podem escalar mal a equipa, podem dar cabo da motivação dos jogadores, podem fazer as substituições erradas. Os dirigentes podem contratar jogadores que nem conhecem, ou que nem se integrem nas necessidades da equipa. Mas, no fim, o culpado é sempre o árbitro. Nunca o presidente, que diz aos adeptos que ganha tudo e, depois, não tem competência para isso. 


Reparei, por exemplo, que no famoso jogo do Porto com o Morerirense que afastou os portistas da continuidade na Taça da Liga sem que tivessem ganho um único jogo, os adeptos gritavam: "joguem à bola". Era o sinal claro que o que estavam a ver era que a equipa não estava a jogar nada. No entanto, dois dias depois, estavam a invadir o centro de treinos dos árbitros, e a ameaçá-los, bem como às suas famílias, lançando um clima de terror absolutamente intoierável. 


Nas redes sociais sucedem-se os apelos sportinguistas às suas claques para que façam o mesmo, que repliquem o exemplo que vem do Porto.


É isto que os dirigentes pretendem. Para que ninguém se lembre dos actos de gestão danosa, das decisões erradas, das contratações falhadas, das promessas incumpríveis... E já que nem aqueles de nós que temos a obrigação de resistir à exacerbada paixão clubística, e de denunciar a manipulação que dela fazem, cumprimos com a nossa responsabildade, só resta ao orgão máximo da direcção do futebol, à Federação Portuguesa de Futebol, a par da máxima transparência nos processos, passar a punir severamente as declarações dos agentes do futebol sobre a arbitragem que, pela sua natureza e persistência, sejam obviamente impróprias. Não com multas irrisórias, nem com suspensões inócuas. Com multas a sério para a realidade do futebol e com perda de pontos. Com coragem e sem medo de ninguém! 

Mal me quer... Bem me quer... Banco bom... Banco mau...

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A oferta dos americanos da Lone Satar foi, diz o Banco de Portugal, o melhor que se pôde arranjar... 


Uma oferta de 750 milhões de uros, que não deve sequer cobrir as despesas com acessorias e consultorias. E ainda falta o ordenado do Sérgio Monteiro, que vende que se farta... E a garantia do Estado, porque de imobiliário é que os americanos não percebem nada... Ou será de bancos?


"Nascer com mais de dois milhões de clientes é um bom começo". Pelos vistos não é um bom fim!


E era o banco bom. Imagine-se se fosse mau...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Mais uns trocos

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Começa hoje, com a entrada de metade dos 5,2 mil milhões de euros que nos vão tirar dos nossos bolsos, o processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos. Que não tem presidente, como se sabe... Porque se sabe que houve uma troca de sms entre Domingues - que hoje poderá explicar qualquer coisa no Parlamento - e Centeno...


Enfim... a Caixa não precisa de presidente. Nem de ministro das finanças, precisa é de dinheiro. E para isso cá estamos nós. Sem cheta, completamente depenados, mas sempre e ainda com uns trocos para os bancos. 


Não olhemos muito para trás. Nem é preciso recuar dois anos:



  • 2015 Novo Banco - 4,9 mil milhões;

  • 2016 Banif - 3,3 mil milhões;

  • 2017 CGD - 5,2 mil milhões.


Tudo pelo cano. Como já se viu no Banif, e se está a ver com o Novo Banco. Que, sem que ninguém lhe pegue, ainda aí está para lavar e durar. Quer dizer: de mão estendida apontada aos nossos bolsos.


 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Solidariedade mediatizada

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Depois dos quinze minutos de fama no Verão, na A1, a distribuir água pelos automobilistas bloqueados pelo inicêndio, um casal de Avanca volta a tomar conta do espaço mediático. 


Por solidariedade, em ambas as circunstâncias: da primeira vez como agente activo; agora como agente passivo, como destinatário. Da primeira vez, compraram mil litros de água, saltaram rails e mataram a sede a gente desesperada dentro de um automóvel parado numa auto-estrada. Poucos meses depois, a braços com a doença e com o desemprego, pedem ajuda. E estão a tê-la, ao que parece. E merecem-na, se é como contam!


Pelo meio, sempre a mediatização. E no meio de tudo a televisão, que usa e abusa das pessoas. Acho eu...


 

domingo, 1 de janeiro de 2017

Só nos faltava esta: subirem o preço dos combustíveis em dois dias seguidos!

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Quem, ontem, chegou a um posto de abastecimento de combustíveis e olhou para o preço na bomba, notou que aquilo tinha dado mais um grande pulo. Quem se tivesse limitado à constação e abafado o desabafo, lembrava-se da passagem de ano, uma horas atrás, apontava o dedo para Orçamento Geral do Estado e seguia em frente. Quem se fizesse de desentendido e não resistisse ao desabafo acabaria por ouvir:"e amanhã há mais, e ainda vai ser pior"... E lembrava-se então que hoje é segunda-feira, que já não é só o primeiro dia da semana, é o dia em que o cartel dos combustíveis lhes aumenta o preço...


 


 


 

Um presidente de fazer inveja!

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Chamem-lhe o que quiserem. Achem o que acharem. Por mim, "curto bué" ter um Presidente que tem a "pancada" de se mandar ao mar no primeiro dia do ano, de dar umas valentes braçadas e de, no fim, dizer que lá é que está bem: só ele e o mar. Nem me interessa se não é exactamente assim, como não me interessou nada que Marcelo tivesse estado, ou não, na primeira sessão da Cornucópia...


E acho até que que aqueles turistas todos que lhe interrompiam cada passo de regresso casa por uma selfie morrem de inveja de nós. Eu, no lugar deles, roía-me de inveja!

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...