segunda-feira, 31 de outubro de 2016

A bomba do FBI

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De repente, o cenário eleitoral das presidenciais americanas virou-se de pernas para o ar. Aquilo que os debates televisivos pareciam ter garantido, não está mais garantido e a ameaça de Trump poder vir a ser presidente da ainda mais influente potência mundial é agora mais real. Mais real do que alguma vez tinha sido, e mais assustadora ainda. Até porque ganhou forma e dimensão depois de estar praticamente aniquilada.


Tudo isto porque o FBI, a uma semana das eleições, decidiu entrar de repente pela campanha dentro. À bruta, e sem pré-aviso!


Na sexta-feira, o director nacional do FBI, James Comey, enviou uma carta ao Congresso dando conta de reabrir a investigação aos mails de Hillary, que tinha sido dada por concluída em Julho. O tema, recordo, tem a ver com a utilização, por parte da Srª Clinton, enquanto responsável pela diplomacia americana no primeiro mandato de Obama, de contas privadas de correio electrónico, e portanto à margem dos requisitos de segurança  do Estado. Em causa estava se essa utilização tivera o propósito intencional de desviar informação dos canais normais, e em causa está que é crime utilizar essas contas privadas para veicular informação classificada de segredo de estado.     


Se o assunto estava encerrado, que sentido tem reabri-lo a uma semana das eleições?


Bom, o senhor do FBI diz que, ao investigar um congressista (Weiner), acusado de troca de mensagens de cariz sexual com uma menor, que fora casado com uma assessora da então Secretária de Estado, foram encontrados no seu computador novos mails, que eventualmente poderão conter informação classificada. E diz que, ao ter disso conhecimento, não o revelar seria favorecer Clinton.


O que não diz, mas toda a gente vê, é quem favorece, revelando-os. Pois... O que toda a gente no mínimo percebe é quem o Sr Comey decidiu favorecer, a oito dias das eleições. Quando sabe que não tem sequer tempo para concluir a investigação, e que acaba de lançar para o ar coisas - decisivas - que não tem condições de deixar provadas.


O patrão do FBI decidiu lançar uma bomba de elevado efeito destruidor para favorecer Trump. E lançou. Não é a primeira vez que o FBI se porta mal... Não é a primeira vez que o FBI alinha pelo lado mais reaccionário da América. É comum!


E nem é preciso recuar ao sinistro J. Edgar Hoover...


 


 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Festa na Luz


 


O Benfica abriu a nona jornada desta Liga com mais uma grande exibição. No 13º aniversário da nova Catedral, e depois da reeleição de Luís Filipe Vieira, acontecimentos quase indissociáveis, o jogo só podia ser como o próprio dia: de festa!


E foi. Foi um grande jogo de futebol, para o que contribuiu a grande exibição do Benfica, é certo, mas também a boa organização e o bom futebol do Paços de Ferreira. Que entrou muito bem, ocupando os espaços com mestria, com uma ideia de jogo positivo; o jogo é para se jogar no campo todo, e a bola é para ser disputada onde quer que esteja.


Foi isto que o Paços disse, na Luz.


Depois, claro... O Benfica é o Benfica, e este Benfica é muito Benfica. O seu futebol de primeira água começou a vir ao de cima e o Paços teve de se conformar com o que os jogadores de encarnado lhes permitiam. Que então não era muito!


Toda aquela torrente de futebol que saía dos pés de do Nelson, do Feija, do Pizzi, do Salvio e do Gonçalo acabou por dar apenas um golo: mas que golo, o do Gonçalo Guedes. O guarda redes, Difendi, estava lá para isso - para difender.


O reinício, na segunda parte, foi uma cópia do início do jogo, com o Paços a entrar de novo muito bem. E de novo, passados esses primeiros minutos, lá voltou o futebol de alta voltagem do Benfica. Que renderia mais dois golos, bonitos como o primeiro. Salvio faria o segundo, e Pizzi o terceiro.


Coisa rara: os três melhores em campo, cada um com o seu golo. Até isso foi bonito!


E até o Carrillo - de quem, e muito bem, Rui Vitória não desiste - desta vez aproveitou bem a oportunidade...


 

Intrujices*

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Sabemos que somos gente de grande fascínio pelos graus académicos. Somos um país de doutores e engenheiros. Quem não for senhor doutor, senhor engenheiro ou senhor arquitecto não conta.


Então na política não conta mesmo. Podia lá ser ... um deputado, ou um ministro, que não é doutor? Ou engenheiro?


Não pode!


Mas há um problema. É que a gente da política faz-se nas organizações partidárias. E como é de pequenino que se torce o pepino, começam novinhos nas jotas a subir os degraus que os hão-de levar lá acima – percurso que lhes rouba o tempo mas, acima de tudo, a vontade de estudar.


Tivemos um número um de um governo que começou a cair em desgraça por pretender parecer engenheiro. Depois pretendeu parecer muitas outras coisas, todas bem piores. E bem mais graves!


Logo a seguir foi o número dois – mas com ar de número um – do governo seguinte. Também não resistiu a querer parecer doutor, e acabou mal. Ou talvez não, para esse nunca nada acaba mal.


Vergonhas passam-nas os outros, os que a têm.


Podia pensar-se que depois destes maus exemplos. a gente da política tivesse metido na cabeça que não vale a pena intrujar no currículo. Mas não. Há quem não consiga resistir.


Foi o que aconteceu com um adjunto do primeiro-ministro. Constatou-se que tinha feito quatro cadeiras de uma licenciatura em engenharia: a primeira em 1998, e a última em 2002.


Ora aí está: quatro anos. Com Bolonha, já dá – deve ter pensado!


Já se demitiu. Obviamente!


 


 


* Da minha crónica de hoje na Cister FM

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

João Lobo Antunes

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Um dia acordei com uma dor, suportável mas mas já suficiente incomodativa, por voltas do ombro esquerdo. Uma dor aguenta-se, e começamos sempre por achar que vai passar. Um qualquer mau jeito durante o sono, nada mais que isso... Não passou, e foi-se agravando. A ponto de se tornar insuportável, e numa noite sem  dormir.


O diagnóstico caseiro apontou logo para qualquer coisa de índole neurológica. E a decisão imediata de contactar com o Professor João Lobo Antunes. Já o conhecíamos, uns anos antes tinha-nos ajudado numa preocupante, mas felizmente sem consequências, paralesia facial da nossa filha mais velha.


A sua resposta foi pronta, e poucas horas depois recebia-me em consulta, com a competência de sempre e o seu trato único. A conclusão chegou rápida: "não tem qualquer problema neurológico. Coisa de ossos, talvez. Neurológico, não"!


Ligou de imediato a um colega ortopedista, que credenciou. A dor continuava insuportável e a maleita teria de ser tratada. Entregou-me - literalmente - ao colega, que procedeu ao diagnóstico, a requerer ntervenção cirúrgica.


A partir daqui já não entra o Professor Lobo antunes, a que regressei meses depois apenas para contar o resto da história. Já lá vai mais de uma dúzia de anos, e nunca mais voltei a encontrá-lo.


Fica o resto da história, que lhe contei.


Agendada a intervenção, partiu-se de imediato para uma ressonância magnética. Ao que percebi, não tanto para confirmar o diagnóstico mas para preparar a cirurgia.


O insólito surgiu quando regressei com a ressonância: "não tem aqui nada, eu mandei fazer a ressonância ao ombro esquerdo, e fizeram-na ao direito". Neguei. Garanti que tinha sido ao esquerdo. "Não pode ser. Vou consigo e vamos fazer outra".


Assim foi. Nada: também não era problema ortopédico. Nem ninguém fazia ideia do que fosse...


Depois aconteceu uma daquelas coisas tão frequentes: um lamento a um amigo, e ... "olha que eu também tinha uma dor, fui a um osteopata, fulano de tal, e ele resolveu-me o problema.


Lá fui, quando é assim vamos sempre... " Há aqui uma rotura na comunicação ente o músculo x e o y (não faço ideia dos nomes). Vamos tratar disso"! 


E tratou-se. Em três meses...


Obrigado Professor João Lobo Antunes. Até sempre!


      

Depressões e inconformismos

 


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Com a entrada em funções do actual governo Pedro Passos Coelho caiu numa tremenda e profunda depressão. Não foi fácil: entrou em fase de negação, enfiou-se na cama e não mais de lá saiu. Aos poucos foi começando a ficar sozinho, e sabe-se como a solidão aprofunda ainda mais a depressão.


Já lá vai um ano e Passos percebeu que tinha de reagir, que aquilo não era vida. Que, assim, não ia a lado nenhum...


Percebe-se hoje que já começou a sair dessa fase negra. A ponto de - ao que se diz - já ontem à noite, no Conselho Nacional do partido que ainda lidera, ter aberto o peito e desafiado toda a gente que  havia a desafiar: "venham, mas terão de se haver comigo"!


Quem fala assim não só não é gago. Também não está deprimido. Poderá não estar lá muito bem da cabeça, mas deprimido é que não!


É verdade. A coisa já passou a Passos Coelho. A quem não há forma de passar é a Herr Schauble: o homem não se conforma. Nem há quem o possa conformar!


Não vejo grande problema - nem pequeno, confesso - nisso. Que não se conforme, é lá com ele. Eu é que não me conformo com os desmandos desse maníaco-depressivo alemão. Nehum português (pronto, está bem: à excepção do Camilo Lourenço) se deve conformar, e não ficava nada mal ao governo português chamar o embaixador alemão a S. Bento ou às Necessidades. Já é tempo de dizer, alto e bom som, que basta de intromissões. Que se preocupe com aquilo que lhe diz respeito, e que não é pouco preocupante, e que deixe em paz o governo legítimo e democrático de um país parceiro, mas soberano.


 


PS: Depois de publicado este texto dei por este sinal de inconformismo, em que não quis deixar de participar.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Atracção fatal pela trapalhada

 


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Começa a ser demasiado frequente e comum que, mais cedo ou  mais tarde no ciclo da legislatura, os governos comecem a embrulhar-se em trapalhadas. 


Nunca ninguém está livre de cair em trapalhadas, e por isso a trapalhada não está em cair numa trapalhada. Está em não sair dela depressa. Está em criar uma nova para esconder a anterior, criando um ciclo de trapalhadas.


O actual governo, que parecia capaz de romper com tanta coisa que atrapalhava, não está a conseguir fugir a este fatalismo da trapalhada, com dois pontos altos nestes dias: o primeiro, ainda no já longo ciclo de trapalhadas à volta da nova administração da CGD é, depois do salário milionário e da legislação especial à revelia do estatuto de gestor público,  a dispensa de apresentação da declaração de rendimentos e interesses às entidades competentes; o segundo é a inexplicável falta de dados que fazem normalmente parte do relatório de um Orçamento.


Com tanta e tão grossa trapalhada na nomeação da equipa de António Domingues, o mais elementar bom senso aconselharia a evitar mais esta. Ninguém consegue apresentar uma boa razão para esta isenção declarativa, e teria sido muito fácil emendar a mão. Mas o governo preferiu, como de costume, insistir na trapalhada.


No meio desta trapalhada, bem que o governo devia fugir como o diabo da cruz de tudo o que lhe pudesse cheirar a mais trapalhada. Tinha de preocupar-se em canalizar as energias para defender o seu orçamento e, se faltavam dados, reconhecê-lo e entregá-los. De preferência com um pedido de desculpas. Mas não. Começou por negar ("o que faltam é os números que a oposição quer" - chegou a dizer o ministro das finanças) e, depois de instalada a confusão, acabou ainda ontem por entregar novos dados e prometer os restantes para a próxima sexta-feira.


É uma espécie da atracção fatal. Com Mário Centeno sempre bem no centro da fotografia ...


 


 


 

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Uma história com final feliz

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A criança ontem desaparecida numa aldeia de Ourém, o Martim, de dois anos, já apareceu. Felizmente!


Perdeu-se, apenas. E ficou perdido durante cerca de 24 horas...


Para trás ficaram as diversas teorias de conspiração, desde logo, e á cabeça, as que apontavam ao pai. Sobrarão agora outras, onde a negligência será certamente rainha.


Tenho de confessar que o que mais me surpreendeu no meio de tudo o que em tão pouco tempo ouvi, foram os relatos dos vizinhos que, na maior das normalidades, davam conta de uma criança de dois anos que se passeava livremente pelas ruas do lugar, de casa em casa, convivendo com os vizinhos. Eu sei que houve tempos em que era assim. Era assim na minha infância. O que eu não sabia é que ainda havia lugares em Portugal onde ainda pudesse continuar a ser assim. 


Confesso que fiquei feliz por ficar a saber isso. E que, perdoem-me, fiquei tão aliviado pelo aparecimento do Martim de boa saúde quanto por saber que não houve rapto nenhum, mas apenas um acidente que acontece quando uma criança afoite decide afoitar-se ainda um pouco mais.


Ah... e já me esquecia... Esta história ensina-nos ainda outra coisa: negligência não é a mesma coisa em sítios diferentes! 


 


 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A "manha" da comunicação

Capa do Jornal de Notícias


 


Depois de um fim de semana em que muito se falou de "manha" na comunicação - mais na dimensão blogosférica da coisa, com muita conversa sobre o tal blogger pago pela causa Socrática e nenhuma sobre os que, pagos ou não mas igualmente feitos assessores de tudo e mais umas botas, se dedicaram com o mesmo empenho e a mesma falta de vergonha à causa Passista - deparamo-nos com uma primeira página de "manha".


A "manha" não é exclusiva do Correio. Também mora nos Notícias. Onde o Saraiva - o Nuno, castigado mas sempre em acção,  também sob disfarce, como o Abrantes - se mexe bem.


Que hoje dê jeito que se desenterrem os "vouchers", todos percebemos. Que o façam de forma tão obviamente desajeitada é que não. Esperava-se mais destes manhosos da comunicação... Sei lá... Podiam acrescentar que também estes cinco pontos de avanço desta altura do campeonato estão sob investigação...


 


 

domingo, 23 de outubro de 2016

Derbi de resultado curto


 


Talvez ainda tivesse havido quem chegasse a pensar que o jogo do Benfica, esta noite em Belém, viesse a ser um daqueles jogos que, com tudo para correr bem, acabasse por correr mal. 


O Benfica entrou muito bem e marcou logo aos 10 minutos, à terceira oportunidade de golo. Depois, nos dez minutos seguintes, outras tantas oportunidades de golo criadas e desperdiçadas. Se nos primeiros vinte, ou vinte e cinco minutos o Benfica desperdiçara em série oportunidades de golo, nos últimos vinte da primeira parte passou a desperdiçar oportunidades de criar oportunidades de golo. O volume de jogo mantinha-se, dominava o jogo da mesma maneira, criava os mesmos desiquilíbrios mas, na altura da decisão, as coisas passaram a correr um pouco pior. Os jogadores não passaram apenas a afunilar o jogo, afunilaram-se a eles próprios!


Ao intervalo, com apenas um golo e numa jornada marcada pelo 1-1 (resultado em cinco dos sete jogos já realizados), poderia haver quem pensasse que Rui Vitória não iria bater o velho recorde de Hagan.


O arranque da segunda parte tirou logo as dúvidas a quem as pudesse ter. O ritmo não abrandou, a clarividência regressou, as oportunidades de golo continuaram a suceder-se e o segundo golo nem tardou. Poderia ter repetido o 5-0 da última época mas, depois de uma bola no poste, outra na barra, e mais outras oito ou nove oportunidades claras, o resultado ficou-se no 2-0. Muito curto para a exibição do Benfica no derbi!  


 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Coisas com graça*

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Os vencimentos da nova administração da Caixa Geral de Depósitos voltaram à ordem do dia, e prometem algumas fissuras no edifício que alberga a propalada geringonça.


O tema não é novo. Nem pacífico, sabendo-se que o novo responsável máximo da Caixa – o CEO como agora se diz – não exigiu apenas um salário confortável, ao nível do melhor que se pratica na praça, logo a seguir ao que pagam BPI e Santander Totta, e acima de todos os restantes. Mas sabendo-se também que apenas aceitou o cargo depois de ver garantidas as condições de sucesso, designadamente de capital, que lhe permitam atingir os objectivos que lhe possam garantir os ainda mais chorudos prémios.


Não admira que o Bloco tenha declarado inaceitáveis esses “salários milionários”, e que não dará o tema por encerrado. Nem que o PCP tenha levado ao Parlamento, à Comissão de Orçamento e Finanças; uma proposta para limitar as remunerações dos gestores. Se calhar não admira que tenha sido prontamente chumbada pelos votos do PS e do PSD, mesmo que admire que o CDS tenha votado a favor, ao lado dos partidos do lado esquerdo de geringonça. Ou que o Presidente da República se tenha juntado ao coro de protestos, mesmo depois de ter promulgado o diploma que o governo já fizera à medida das exigências do novo “patrão” da Caixa.


Nada disto deixa de ser engraçado. Mas,  graça mesmo, têm as justificações do primeiro-ministro. Poderia simplesmente dizer que os gestores bancários constituem um mundo à parte. Tão à parte que destroem bancos e ainda recebem prémios por isso. Mas, não. Teve de dizer que têm de ganhar bem para que não sofram pressões do accionista. 


Não lembraria ao diabo. Ao outro!


 


* Da minha crónica de hoje na Cister FM 

Goodbye, Trump...

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No fim do terceiro e último combate televisivo são já muito remotas as possibilidades de Trump chegar à Casa Branca. O mundo pode começar a respirar de alívio. 


Não é que Hillary tenha deixado Trump no tapete, inanimado. Foi uma tareiazinha, não foi um tareão dos antigos. É que o ridículo Donald já diz que não aceita os resultados eleitorais... 


Não precisa de dizer mais nada!


 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Benfica bem vivo

 


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Veio do frio, como o espião, a primeira vitória do Benfica nesta edição da Champions. Não foi com uma exibição fulgurante - nem poderia ter sido - mas foi com uma exibição segura e personalizada que o Benfica ganhou, hoje em Kiev, um jogo que não poderia deixar de ganhar.


Não ganhar, hoje, e mais a mais com a inesperada vitória dos turcos do Besiktas em Nápoles, signiificaria já o adeus à mais bonita e importante competição do futebol mundial. Ganhar, como ganhou, conjugado com o surpreendente - ou talvez não, a equipa italiana tem vindo a cair a pique desde o jogo com o Benfica - resultado de Nápoles, deixa tudo em aberto para a segunda volta desta fase de grupos. Onde o Nápoles entra com mais pontos, mas com poucas mais vantagens. Em teoria, claro.


Também na Champions o Benfica acaba por sair vivo desta fase negra de lesões, mesmo que as coisas não tivessem corrido bem nos dois primeiros jogos, que teve que abordar com demasiadas e óbvias fragilidades. A partir de agora só há que esperar mais. E melhor!   


 


    

Casamento perfeito

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Seria provavelmente muito difícil encontrar duas pessoas que casassem tão bem incompetência e charlatanismo como Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque. As suas reacções ao Orçamento constituem as mais evidentes provas de incompetência técnica e política. Mas também põem exuberantemente a nu o charlatão que há em cada um deles. 


A "tentativa de ilusão" de Maria Luís Albuquerque com as "pensões mínimas" casa perfeitamente com os "truqes" de Passos Coelho! Um embuste, é o que é!

terça-feira, 18 de outubro de 2016

A resposta

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Bob Dylan já tinha cantado alguma dificuldade em atender o telefone. Já em 1963 cantava que o telefone tocou, tocou, tocou... Mas aí acabou por atender. Era Kennedy.


Agora, não. Não  atende mesmo o telefone, e a Academia Nobel já desistiu de o contactar.


Acho que é a melhor resposta que Bob Dylan encontrou para a polémica que se instalou à volta da atribuição do Nobel::não dar sinal de vida. Assim deixa toda a gente satisfeita com a sua razão.


Os que acham que foi a escolha errada, reforçam as suas razões: não merece um prémio quem lhe falta ao respeito desta maneira - dirão. Os que, pelo contrário, concordam com a escolha da Academia, sentem as suas razões ainda mais reforçadas: só um espírito livre e desalinhado, próprio de um grande criador, merece incontestavelmente um prémio que despreza desta forma!


Acho.eu... E acho que nem lá vai pôr os pés no dia 10 de Dezembro...

domingo, 16 de outubro de 2016

Sem ciclone, sem surpresa...

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Nenhuma surpresa nas eleições regionais nos Açores. Nenhuma novidade na quinta maioria absoluta do PS - a segunda de Vasco Cordeiro. Nenhuma novidade na abstenção galopante - já está praticamente nos 60%. Se não preocupa ninguém, deveria preocupar toda a gente. Nenhuma surpresa no ar triunfal da Cristas. Nem sequer no bem preenchido séquito com que se apresentou a festejar não se sabe bem o quê. Que apenas realçou ainda mais a solidão de Passos Coelho na hora de mais uma derrota.


Passos, sozinho, também já não é novidade. E muito menos surpresa!   

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Histórias mal contadas*

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Não estamos habituados – felizmente que não – a crimes de sangue tão violentos e repugnantes como os que ocorreram no início da semana.


Estamos habituados – diria agora que infelizmente – ao tratamento que as televisões dão a este tipo de ocorrências. Exploram até à exaustão o filão emocional da tragédia, muitas das vezes de forma absolutamente gratuita, em longos directos de encher chouriços, cada vez mais deprimentes. E ficam-se por aí…


Serve isto para dizer que não há, nem haveria, grandes razões para esperar grande coisa da inevitável ampla cobertura que as televisões fizeram dos trágicos acontecimentos de Aguiar da Beira. Que, por aí, a história não viesse bem contada não nos surpreenderia por aí além. Surpreende-nos a sucessão de incongruências. E surpreende-nos ainda mais que percebamos que é a GNR quem nos conta coisas inconsistentes.


O que fomos ouvindo foi uma sucessão de histórias mal contadas logo desde o início. Os suspeitos eram dois, mas depois apenas um. Surpreendidos por dois militares da GNR em pleno roubo. De materiais de construção. Mas também podia ser de cobre. Ou outra coisa. No fim, o suspeito acaba identificado pela sua carta de condução, que deixa no bolso do agente que matou …


A carta de condução na posse do militar da GNR sugere mais propriamente um acto de identificação do que um espontâneo e explosivo encontro entre o polícia e o ladrão, em pleno acto criminoso. Com a boca na botija!


E um assassino frio e calculista, como o descreve a GNR, com tempo para tudo – largas horas, mesmo – acaba por fugir e deixar a sua identificação no bolso do militar que matou, e que deixou na mala do carro.


Que está mal contado, está. Acredito que se venha a descobrir por quê…


 


* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Acho que o Nobel da Literatura...

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Não se lhe conhecem livros, mas conhecem-se-lhe canções. Livros e livros de música e de palavras. Das melhores que se escreveram...


Diz-se que escreveu dois livros com canções. Eu acho até que escreveu muitos mais. E que escreveu uma obra de ficção. Eu acho que eram mais canções. E que também escreveu um volume de memórias. Eu acho que nem era preciso...


 Acho que não sei o que lhes passou pela cabeça para que lhe entregassem o Nobel da Literatura. Acho até que o Bob Dylan merece. Mas acho que é apenas porque acho que ele merece tudo...

Alguém viu por aí o diabo?

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Hoje é dia de conhecermos o Nobel da Literatura. Mas também de aprovação em Conselho de Ministros da proposta de Orçamento de Estado para 2017.


Certamente já um dos mais discutidos de sempre. Mas também o de maiores expectativas de sempre: todos nos lembramos de, ainda há bem pouco tempo, a propósito de tudo e de nada se dizer que "com o Orçamento de 2017 é que vai ser ". É que seria o golpe final de Bruxelas... É que seria o inevitável rompimento do precário acordo que segura o governo... É que seria a revolta dos números, com as contas a deixarem definitivamente de bater certas...  É que se seria enfim o colapso decisivo da geringonça...  


Afinal, aqui chegados, são muitas as dúvidas sobre o que aí vem do Orçamento. Mas há duas certezas: nem a geringonça engasga, nem há razões para golpes de Bruxelas. Ou três, porque falta talvez a mais decisiva de todas: pode vir aí muita coisa, mas não vem aí o diabo. O tal!

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Disparates

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O presidente Marcelo tem sido praticamente unânime. Tenta agradar a toda a gente, e a verdade é que o tem conseguido. Mas a verdade é, também que, consegui-lo, vai contra a sua natureza irrequieta: "agradar a todos é bom; mas é uma grande chatice"!


Por isso de vez em quando resolve fazer uns disparates, para que isto não seja uma grande chatice. Esta semana tivemos notícia de dois, e ambos têm a ver com concedorações : um ocorreu há já três meses, e só agora teve destaque com o estrondo de um vídeo dos terroristas do daesh; o outro é do início da semana, e a sua notícia chegou de mansinho, quase sem se dar por ela.


A condecoração do rei de Marrocos, Mohamed VI, com o Grande-Colar da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada é um disparate, é uma autêntica gafe. Condecorar um chefe de estado islâmico com símbolos de uma religião adversa contraria as mais elementares regras de bom senso. Tanto pior que, como se sabe, a figura de Santiago foi sempre a mais invocada nas campanhas de expulsão dos mouros da península. a ponto de ter até ficado conhecido por mata-mouros. Que Mário Soares tenha feito exactamente o mesmo, em 1993, com Hassan II, o pai do actual monarca, não serve de atenuante. Pelo contrário!


Marcelo teria muitas razões para condecorar Cavaco Silva. A mais forte de todas seria certamente por Cavaco ter sido tão mau que lhe permite a ele próprio, agora, parecer tão bom. Mas... condecorá-lo pela sensiblidade social? "Agradecer-lhe ter sabido compreender o que se passava na sociedade portuguesa"?


Por amor de Deus... Ou de Santiago...


 




 


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Espreitando por trás dos taxis

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Por trás da forma como se manifestam os taxistas, com mais ou menos arruaça, com mais ou menos - geralmente com mais - desacatos, com mais ou menos perturbação da ordem pública, ou mesmo com a subversão das formas de luta - como ontem aconteceu ao transformar uma marcha lenta num bloqueio - não há apenas uma desproporção de regulação difícil de perceber. E de aceitar.


Mesmo que este confronto se limite a opor dois tipos de agentes que basicamente desempenham a mesma actividade económica, mas a quem o Estado regulador coloca exigências completamente diferentes, ao ponto de, a uns, exigir tudo e, aos outros, não exigir nada, percebe-se o que está por trás.


Percebe-se a marcha do neo-liberalismo global que leva á frente tudo o que seja regulação. Que esmaga à sua passagem tudo o que encontre e que, de alguma forma, crie obstáculos ao resplandecente laissez fair laisser passer da globalização. 


A uberização das sociedades é isto que hoje se vê embrulhado nestas plataformas de mobilidade, que no fundo coloca aos cidadãos um trade off  que cheira a chantagem: toma lá vantagens e facilidades inidividuais enquanto cliente, e dá cá, enquanto cidadão, todos os direitos colectivos que possam constituir os nossos deveres e obrigações. A uberização é a precarização das relações sociais, é um mundo sem direitos laborais nem obrigações contratuais. Sem regularização. E sem Estado que não seja em serviço próprio!


O que não quer dizer que o regulado mundo dos taxis esteja cheio de virtudes. Nada disso...


 

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A bota do Duarte

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Esse grande pensador, e incontornável mestre da teoria política do PSD que se dá pelo nome de Duarte Marques, garante que “o maior desafio da democracia portuguesa é resgatar o PS do sequestro da extrema-esquerda”. 


Escapa-lhe sempre qualquer coisa. À tese falta sempre o fio que a liga à realidade: a bota não joga com a perdigota.  Desta feita escapou-lhe o síndrome de Estocolmo!


 

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Perdão fiscal: sempre na mesma!

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Mais um perdão fiscal. Cada governo tem o seu. Cada partido o adopta no governo, exactamente como o critica na oposição ...  É a vida: sempre na mesma. Quando as coisas apertam e o défice fica mais difícl de cumprir... lá vem mais um perdão fiscal, na expectativa que o empurrão inicial - a primeira prestação - resolva a coisa. Sempre na mesma.


Já são tantos os perdões fiscais que é já possível começar a perceber tendências. E já se começa a perceber que cada perdão só resulta para as dívidas fiscais surgidas depois do último. É por isso que os seus resultados nunca fogem muito de 1,5 a 2 mil milhões de euros, e aquele número assustador, que resolvia para sempre todos os problemas do país, continua imutável. Sempre lá. Sempre na mesma...

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

A vitória da ONU. E de Guterres!*

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António Guterres é o próximo secretário-geral das Nações Unidas, depois de, perante os membros do Conselho de Segurança, ter passado com sucesso praticamente absoluto seis provas de avaliação. Apesar disso, dessa sucessão de sucessos, eram muitas as dúvidas sobre o êxito final da difícil tarefa a que Guterres se lançou que, como se sabe, o levou a rejeitar liminarmente qualquer hipótese de candidatura às presidenciais do início do ano. À medida que ia ultrapassando as sucessivas provas dizia-se até que seguia de vitória em vitória, até à derrota final.


Tudo porque, dizia-se, o novo secretário-geral teria de ser, primeiro, mulher e, depois, do leste europeu, adjectivação que se julgava já fora de moda enquanto conceito geo-estratégico. O próprio Ban ki-moon – também ele a não resistir a meter-se onde não devia – também tinha as "suas mulheres", que não eram de leste - eram de dentro. E porque, à última e completamente a destempo, a Senhora Merkel, e atrás dela a Instituição Europeia, com o Presidente Juncker à cabeça, lançaram a candidatura de uma vice-presidente da Comissão Europeia: uma mulher do leste da Europa. Búlgara, tal qual outra candidata, líder da Unesco, a quem o seu governo retiraria o apoio, transferindo-o para a candidata lançada pela Alemanha, que não continua a não aceitar a velha ordem do pós-guerra que impera na ONU.


 Contra tudo isto, Guterres acabou mesmo por reforçar a votação na sexta e última ronda. Porque era de facto o melhor candidato. E por isso mesmo, porque era o melhor, a sua vitória é uma vitória da própria Organização das Nações Unidas. Só depois é uma vitória pessoal, do grande mérito de António Guterres, a quem o cargo assenta como uma luva. E só mais remotamente uma vitória da diplomacia portuguesa. E mesmo do país.  


Não há ganhadores sem perdedores. Perdeu a búlgara Kristalina Georgieva, que se prestou à triste figura que Merkel lhe reservou. Perdeu a líder alemã. Perdeu o governo búlgaro. Mas, acima de tudo, perdeu a União Europeia. Que mostrou que é cada vez mais um projecto falido.      


 Por cá também houve quem saísse a perder. Mas nem parece. Querem todos ficar na fotografia…


 


* Da minha crónica de hoje na Cister FM


 


 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Museu, dizem eles...

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Não sei por quê mas a avalanche de gente que ontem, na abertura ao público do MAAT, fez filas intermináveis e que levou ao encerramento da ponte pedonal de acesso sobre a linha de combóio, pareceu-me a abertura de um novo shoping. E fez-me lembrar aquelas campanhas do Pingo Doce no primeiro de Maio... 


Em mais fino, claro...

António Guterres - Secretário Geral das Nações Unidas

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Foi um longo processo, este que levou António Guterres ao topo da hierarquia das Nações Unidas. 


Para trás tinham ficado cinco votações dos quinze membros do Conselho de Segurança, com Guterres sempre a ser o mais pontuado. O mais encorajado, na linguagem específica do meio. Uma maratona.


À entrada para a sexta - e última - votação, como que à entrada da porta da maratona (a porta de acesso ao estádio onde, em duas voltas à pista, se completam as últimas centenas de metros dos 42,195 quilómetros da prova), com o candidato português bem isolado na frente, a Srª Merkel e o Sr Junckers empurraram para lá um concorrente que não vinha integrado na corrida. Para correr apenas os últimos 800 metros, e ganhar. Afiançavam.


António Guterres ganhou, na mesma. Reforçou até a sua votação, com treze votos de encorajamento e apenas duas abstenções. E a candidata oficial da União Europeia, a concorrente da batota, acabaria no oitavo lugar. Em dez. Uma vergonha!


Parabéns a António Guterres. O homem certo no lugar certo: o que provavelmente mais ambicionou. E o que provavelmente melhor lhe assenta. Mesmo que não tenha a importância que parece que tem!


 


    

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Mais um...

 


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Mais um. Alemão, como não podia deixar de ser. E fatalmente comissário europeu... Da energia, sabe-se agora. Não é Schauble - esse não seria mais um. Seria mais uma... Vez, evidentemente. E esse não é comissário, embora mande mais que qualquer um.  Presidente incluído. É ministro. Das finanças, e não está nada preocupado com o Deutsch Bank...


Chama-se Günther Oettinger e ao que se diz veio a Lisboa para falar dos desafios e das oportunidades do mercado europeu digital. Mas não falou em nada disso, se calhar porque não sabe nada disso. O homem sabe é de energia, por que raio o chamaram para falar de digital?


Se calhar também não sabe muito de energia... Às vezes as coisas não correm assim tão bem, e trocam-lhes as pastas. O homem sabe é de resgates: ele é um resgatador. Um súper herói. Que também não sabe nada de bancos!


 

domingo, 2 de outubro de 2016

As rendas do sector energético

Capa do Jornal Negócios


 


Ora aí está. Depois de umas bicadas meio ziguezaguiantes, nem sempre bem sucedidas e até com alguma coisa de tiro no pé, eis que o Bloco acerta em cheio. Na mouche!


Que não largue. Não é só de temas fracturantes que se faz o protesto. Também se faz com temas consensuais, e muito especialmente com os que o poder quer manter escondidos. 


 


 

Regresso aos jogos de domingo à tarde. E outros...


 


Jogo às quatro da tarde, de uma tarde bonita, soalheira, à maneira antiga. Estádio cheio, com os adeptos a dizerem que se lixe Nápoles que o jogo é para o campeonato. Nada que parecesse ter impressionado o Feirense, que entrou desinibido, logo com uma oportunidade de golo no primeiro minuto. No primeiro e único remate que fez à baliza em oitenta minutos de jogo. Rui Vitória promoveu três alterações no onze que esteve à beira do desastre no São Paolo: uma, por mais uma lesão – de André Horta – , outra com o regresso de Ederson, que nada teve a ver com os descalabro de Júlio César em Nápoles, mas tão só com a sua politica de alternância na baliza, que a opinião publicada continua a não ver e, por fim, com o regresso do capitão Luisão. Que tem muito a ver com o que o Benfica tem sofrido nos lances de bola parada. E manteve a titularidade de Carrillo, hoje mais metido na equipa, mas ainda muito longe do que sabemos que é capaz. Do que fez no passado, e do que todos continuamos à espera que volte a poder fazer.


O Benfica não jogou mal, raramente esta equipa joga mal. Pode passar por momentos de desconcentração, ou de menor fulgor, mas nunca deixa de produzir bom futebol. Mas faltou-lhe, e falta-lhe com frequência, intensidade. Que tem dois ingredientes fundamentais: velocidade e agressividade.


Faltaram ambas, e isso foi demasiado flagrante na primeira parte deste jogo com o Feirense. Em que, mesmo com 75% de posse de bola, o Benfica não só não criou muitas oportunidades de golo, como não esmagou o adversário. Fez mesmo assim o suficiente para justificar a vantagem ao intervalo, mesmo que resultante de um auto golo. E despropositado.   


Na segunda parte o Benfica cresceu muito. Não que essa intensidade de jogo tenha aumentado por aí além, mas porque o segundo golo chegou e acabou com a resistência do Feirense. Foi um golo decisivo, mas de novo um golo com alguma felicidade, se bem que, desta vez, em resultado directo da agressividade – ora aí está! – de Salvio, hoje o melhor em campo e muito mais perto daquilo que foi, e do que já se duvidava que pudesse voltar a ser. E a confirmar a sua ligação ao golo. Um regresso que se saúda!


Como se saúda o de Luisão, que confirmou toda a sua importância na equipa. E acima de tudo o de Zivkovic, um jogador fantástico, que tem tudo para se tornar rapidamente num caso sério. E o de Cervi, à equipa e aos golos, e a acentuar as dificuldades de Carrillo...


E outros haverá a chegar, agora que a competição será interrompida por umas semanas. Com o Benfica a golear (4-0) e a alargar para três pontos a distância para o rival, como diz o outro…


Hoje foi também dia de entrega dos prémios do CNID referentes à época passada:


Melhor treinador – Rui Vitória;


Melhor jogador – Jonas;


Jovem revelação – Renato Sanches.


Não tem nada a ver com o que por aí andaram a fazer crer. Pois não?


 


 

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...