quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Zé Pedro

Resultado de imagem para ze pedro xutos eu não sou o único


 


Está activa, a besta. Não pára, não dá descanso nem poupa ninguém... 


Nem dá para recompôr. São uns atrás dos outros. Agora foi o Zé Pedro. Que também não merecia partir tão cedo.


Que merda!

Belmiro de Azevedo

 


Imagem relacionada


 


Não terá  sido apenas por ter criado o maior grupo económico do pós 25 de Abril, que chegou a representar 4% do PIB, e esteve representado em 70 países, que Belmiro de Azevedo terá de ser o maior, e o melhor, dos empresários portugueses. Belmiro de Azevedo fez escola, foi referência na gestão empresarial, e  marcou um estilo único em Portugal, um país habituado a viver de e para o Estado, mesmo que declare sempre o contrário.


Belmiro de Azevedo foi ousado, frontal e inovador. E foi disso que precisou para ter sido quem foi, e para se tornar no exemplo de que "se pode enriquecer de forma honesta", como ele próprio afirmou.


Não precisou de bajular a classe política, que sempre colocou no devido lugar, por sinal um lugar a que não devia grande respeito. Criticou-a com dureza, usando às vezes até de um certo populismo. Não poupou nem vacas sagradas, como Marcelo, Guterres ou Cavaco, nem plásticos como Sócrates, Passos Coelho ou Marques Mendes, de quem um dia disse que nem para porteiro da Sonae servia...


 

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Pronta para ser primeira-ministra

Resultado de imagem para a rã assunção cristas


 


Mais do que na sua própria relevância, Assunção Cristas acredita na irrelevância da próxima liderança do PSD. E acredita mesmo que é a rã que pode vir a alcançar o tamanho do boi... 


 


 

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Rotura

Resultado de imagem para rendas excessivas edp


 


O segundo aniversário do governo ficará certamente como um marco n a legislatura, mas também, mais que na geringonça, no futuro da solução governativa que representa. E não é pela controversa comemoração, em Aveiro.


É provável que aprovação do terceiro orçamento deste governo, que poderia  querer dizer que a geringonça continua  a funcionar e imune ao próprio desgaste de que o governo vem dando sinais, tenha trazido a resposta quanto ao futuro do entendimento da esquerda. E a resposta é - tudo o indica - que a actual solução dificilmente se repetirá.


A sustentar esta opinião está justamente o rompimento do PS com o compromisso assumido com o Bloco a propósito das rendas na energia. Não tanto pela facada, pela falta à palavra, como salientou com todas as letras a deputada Mariana Mortágua, porque não é raro que essas coisas se perdoem. Uma facadinha aqui, um amuo ali, fazem parte das relações.


Não é bonito, mas não é o problema. O problema é que António Costa e o PS fizeram, nesta matéria, o mesmo que Passos Coelho e o PSD e o CDS tinham feito à troika, quando fizeram ouvidos de mercador à recomendação de rever as rendas excessivas da EDP. 


Na altura, Passos Coelho preferiu cortar salários e pensões e optar pelo aumento colossal de impostos a afrontar a EDP, em circunstâncias que levaram até à demissão do Secretário de Estado da tutela. Agora, António Costa prefere pôr em causa as condições da governação do país a tocar nos previlégios da EDP. 


Antes, Passos, como agora, Costa, do mesmo lado. Antes, como agora, primeiros ministros de governos legítimos da República. Numa semana em que António Costa voltou a proclamar a sua total incompatibilidade com Passos, manifestando a esperança que possa ter com a próxima liderança do PSD a possibilidade de diálogo que nunca existiu com a actual, é legítimo perguntar: que interesses são os da EDP, que empresa é esta que, ao que se vê, consegue unir o que não há interesse nacional que una?


O problema é que, num regime capturado pelos interesses, António Costa mostrou de que lado está. Do lado em que invariavelmente têm todos estado. E isto tem que dar em rotura - não rompendo com o passado, rompe-se inapelavelmente com o futuro!


 


 

domingo, 26 de novembro de 2017

Aumento de 20% no pão?

Imagem relacionada


 


O preço do pão vai aumentar 20%. Não se percebem agravamentos de 20% nos preços em tempos de taxas de inflação de1%, mas... Sei lá, podia ser da seca. Com a seca, os preços dos cereais poderiam ter disparado. Ou com os furacões na América. Ou com o embargo à Rússia. Ou até com o diabo. Mas não, os industriais explicam-no com o aumento do salário mínimo. E justificam-no com uma ameaça: ou aumenta o preço ou aumenta o desemprego.


Podem ter todas as razões para aumentar o preço do pão em 20%. Mas expliquem-nas. Se quiserem. Se não se quiserem dar a esse trabalho, pelo menos não digam disparates. 

Soube bem. Sabe bem!

Benfica-V. Setúbal, 6-0 (destaques)


 


Ninguém certamente esperaria que o Benfica voltasse hoje às grandes exibições e às goleadas das antigas. Mas, como se diz em futebolês, "o futebol é isto mesmo".


Isto, hoje, foi isto mesmo. Foi a habitual entrada forte, e o habitual golo madrugador, desta vez por Luisão. O que não é muito habitual. Também fugiu do habitual que a equipa se mativesse ligada ao jogo depois do primeiro golo. Nem sempre jogando bem, é certo, Mas ligada.


O segundo golo, o golo 100 de Jonas pelo Benfica, também na sequência de um dos muitos cantos de que a equipa usufruiu, libertou finalmente os jogadores. E, libertos, foram outros. Ou melhor, passaram a ser o que já foram num passado não muito distante.


A segunda parte teve períodos de grande brilhantismo, que já na primeira se tinham começado a desenhar. Logo a abrir, uma grande jogada de futebol. Não deu golo. Mas deu outra, logo no minuto seguinte. Como deram, e não deram, outras que se sucederam a um ritmo impressionante.


Nunca se poderá dizer que a expulsão de lateral esquerdo do Vitória de Setúbal, no final da primeira parte, - com um primeiro amarelo por protestar uma falta que de facto não tinha cometido, e um segundo "arrancado" pelo Luisão, e nessa medida porventura mal expulso - não teve qualquer influência no que foi o jogo. Mas também não se poderá dizer o contrário. O contra factual nunca se pode provar.


Por isso, o que fica, e sem mácula, é uma bela exibição do Benfica. Com seis golos, que poderiam ter sido muitos mais. E disso, não estávamos à espera. E as boas coisas sabem muito melhor quando surgem de surpresa!


Ver o jovem Luisão a jogar assim, ver Pizzi e Grimaldo de regresso, ou confirmar que Zivkovic continua com tudo no sítio, sabe muito bem. Ver que Varela se manteve na equipa, sabe bem quando testamos o paladar da liderança e de gestão do grupo. E ver tudo isto, e esta exibição individual e colectiva do Benfica, sabe muito bem nesta altura do campeonato, a cinco dias da visita ao Dragão.


É verdade. Tenho a boca doce. E não é só por ter abusado dos melhores doces do mundo, que por aqui têm andado nestes útimos dias... 


 


 

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Irrelevâncias

Imagem relacionada


 


Há gente que sabe que só consegue sair da sua irrelevância pela porta do disparate. Estão mesmo convencidos que, quanto mais aberrante for a alarvidade, mais engalanada fica essa porta de saída. São sempre os mesmos, mas um há que é sempre mais o mesmo.


Mas, ir a botar palavra aos jotinhas populares para declarar Portas o melhor ministro da defesa que o país conheceu, juntar a essa declaração orgulho no negócio dos subamarinos, à conta do qual há gente presa em todo o lado menos neste cantinho cheio de gente desta, só o torna ainda mais irrelevante. Para não utilizar outro (des)qualificativo...

Um de nós

 


Resultado de imagem para pedro rolo duarte janela indiscreta


 


A vida continua a pregar-nos partidas. E cheia de injustiças. Morreu Pedro Rolo Duarte, para além de tudo, também um de nós.


Não é justo!

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O debate da austeridade*

Resultado de imagem para austeridade


 


Embora há muito no centro do debate político, a austeridade regressou esta semana em força aos jornais e às televisões. O debate já leva dois anos: a esquerda diz que acabou com a austeridade, o primeiro-ministro utilizava a expressão “virar a página da austeridade”; a oposição sempre teimou que não, que o governo segue uma austeridade encapotada.


Quando, no tema central desta semana – o descongelamento das carreiras -, o primeiro-ministro veio dizer aos professores que não há dinheiro, a oposição fez uma festa: ali estava a confirmação!


Mas afinal o que é a austeridade?


Austeridade serve para adjectivar um comportamento severo aplicado a costumes e a modos de vida, e gira à volta de ideias de rigor e disciplina e, algumas vezes, de penitência.


Em democracia, a política de austeridade deve referir-se a comportamentos de âmbito económico. Apenas deve tocar em costumes e modos de vida na exclusiva medida em que traduzam efeitos económicos.


Por isso a política de austeridade não tem que ter nada a ver com penitência. Mas tem que ter tudo a ver, e isso não tem mal nenhum, com rigor e controlo nos gastos. E tendo a ver com isso tem a ver com opções e escolhas nos gastos. 


Não tendo nada a ver com penitência ou punição, e tendo tudo a ver com rigor e disciplina no controlo da despesa, a austeridade não é o diabo que pintam.


O diabo está na austeridade punitiva como foi apresentada pelo governo anterior e por toda a sua entourage política. A política de austeridade que implementou, até com a vontade expressa de ir para além da troika, não era mais que o justo castigo para os desvarios e pela irresponsabilidade dos portugueses. E o diabo ainda está no objecto da punição, em quem é punido e quem é premiado.


O actual governo, para salvar os portugueses dessa punição, só tinha que declarar morte à austeridade – a essa austeridade punitiva. Tinha que virar essa página. Podia ter outro discurso?


Como dizia um anúncio publicitário: Podia, mas não era a mesma coisa!


Entretanto, enquanto tudo faz para contrariar a ideia que o governo acabou com a austeridade, a oposição refere-se agora ao governo anterior não como o seu próprio governo, mas como o governo da troika. Com o qual já não quer ter nada a ver…


Pois. O que por aí está em debate não é a austeridade, mas o habitual fait divers da nossa (baixa) política!


 


* Da minha crónica de hoje na Cister FM

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Os doces estão de volta. Imperdíveis, como sempre...

  


 


Aí estão de novo, pela décima nona vez, os doces conventuais. No sítio do costume... Na capital do doce. Daqui não saem, daqui ninguém os tira. 


Deixem-se lá de black friday. Tenham juízo e passem por aqui. 

Pronto. Contas (des)feitas!


 


O Benfica desfez hoje, em Moscovo, todas as contas que teimosamente se andavam a fazer. Voltou a perder - cinco jogos, cinco derrotas - e voltou a deixar uma  confrangedora imagem de incapacidade.


Voltou a não ter uma pontinha de sorte, é certo, sofrendo um golo muito cedo, em posição de fora de jogo, e depois um auto-golo, de Jardel, que começa a ficar especialista. Foi, também é verdade, mais uma vez penalizado pela arbitragem. Mas nem isso são atenuantes: a equipa mostrou em campo que, ao contrário do que toda a gente disse, incluindo José Mourinho, foi a pior equipa do grupo, em que entrara como cabeça de série.


O CSKA não tinha ganho qualquer jogo em casa. Contou com o Benfica para ganhar o primeiro. Ia em seis anos, e 42 jogos da Champions, sempre a sofrer golos. Contou com o Benfica para quebrar esse enguiço.


Foi este o Benfica europeu desta época. Pior que uma equipa sem sorte, uma equipa sem qualquer capacidade para a procurar. Sem alma, sem chama e sem futebol!

Rebuçado? Porquê?

 


Resultado de imagem para antónio costa e rui moreira


 


A cedência do governo à insensatez e ao populismo mais parolo é já deveras preocupante. A imediata resposta ao resultado da insensata cedência ao populismo de Rui Moreira foi a incompreensível, populista e insensata decisão de transferir o Infermed de Lisboa para o Porto.


Ninguém consegue perceber um mínimo de racionalidade na decisão, que ninguém consegue perceber se não como rebuçado.  Mas... porquê um rebuçado para Rui Moreira? 


O que é que se vai fazer com as 400 pessoas que lá trabalham? 


Vão ser deslocadas para o Porto, com subsídios disto, daquilo e e mais alguma coisa?


Vão de manhã e regressam à tarde?


Ou anda tudo doido, ou alguma coisa me está a escapar...

terça-feira, 21 de novembro de 2017

A seca ou "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"...

Imagem relacionada


 


Dantes, em resposta a um "bom dia", era comum ouvir-se: "se não chover". Hoje, só há bom dia se chover...


Bom dia para todos!


 

"A Europa nem sempre faz as melhores escolhas"

 


Resultado de imagem para antónio costa e candidatura do porto a EMA


 


Já toda a gente sabia que a EMA - não, não é a Dª Ema do quinto esquerdo, é a Agência Europeia do Medicamento, no seu acrónimo original, brexitado - não viria para o Porto. Toda a gente sabia, e toda a gente sabia que era Milão a cidade escolhida, o que explica o comunicado da Câmara Municipal do Porto a dar os parabéns a Milão, que só mais tarde corrigiria para Amesterdão.


Amesterdão, como acabou por ser no sorteio de desempate, ou Milão, como sempre se dissera, pouco nos interessa agora para o caso. Já interessa um pouco mais que todos os três edifícios propostos na candidatura nacional tenham sido chumbados em quase todos os requisitos técnicos. Não importa muito se havia muita gente que acreditase na candidatura portuguesa - sabe-se agora que o Presidente da República não acreditava, seja porque não acreditava mesmo, ou porque tem horror à derrota - mas importa perceber se o primeiro-ministro, tão rápido a ceder à pressão de Rui Moreira, acreditava.


É precisamente por isso, porque António Costa percebeu que isso importava que, ontem, quando ninguém tinha qualquer dúvida  sobre o destino da candidatura portuguesa, fazia declarações públicas que, mais que de campanha, eram de fé inabalável no sucesso da proposta do Porto. E que, quando toda a gente percebia as limitações da candidatura - e não faz agora sentido falar do que teria sido o potencial da candidatura de Lisboa -, António Costa tenha reafirmado que era a melhor e que a Europa nem sempre faz as melhores escolhas.


É isso: António Costa pretende que acreditemos na sua profunda convicção nas virtudes desta candidatura. Lá saberá por quê. E nós também...

domingo, 19 de novembro de 2017

Fotografias


 


 


Há fotografias que dizem tudo. Outras que são dúbias. E outras, ainda, que nas dúvidas dizem tudo, Como esta, tal qual a situação em Harare. Lá, ainda não se sabe se Mugabe vai, ou fica. Se pelo seu pé, se empurado. Se ao de leve, mas fortemente coberto de imunidade, se atropelado e entregue à sua sorte... 


Na fotografia, a dúvida será se o general se "está a fazer" à mulher do velho ditador, se é ela que "se está a fazer" ao poder. A cara de Mugabe é que não deixa dúvidas: "it´s a loose/loose game"!


 


 

sábado, 18 de novembro de 2017

A vê-los passar

Benfica-V. Setúbal, 2-0


Foto: Pedro Ferreira 


 


O Benfica segue em frente, para os oitavos da Taça, depois de ganhar hoje por 2-0 ao Vitória de Setúbal - a besta negra dos últimos tempos -, na Luz, com meia casa.


Apresentou uma equipa com algumas mexidas. Quer dizer, na nova linguagem de Rui Vitória, com "alguns cavalos a passar". Procuraram montá-los Douglas, Jardel, Samaris, Rafa e Cervi, já que Krovinovic está montado no seu já há umas semanas e não apeia. A não ser na Champions, onde, como se sabe, o seu cavalo não corre. E manteve o novo 4x3x3, que parece ter vindo para ficar, mesmo que nos custe um bocado ver Jonas meio entregue aos bichos. Pior que assim, só de fora.


Não falei do Varela porque, para esse, não há cavalo. Mas também lá esteve. E bem, a defender remates de adversários isolados. Em fora de jogo de metros, que daqueles que toda a gente viu, menos os árbitros... Mas também menos bem. .. Lá que tenha deixado passar aquela bola pelo meio das pernas, acontece. Que depois não tenha visto que o Jardel já se ia embora com a bola por ali fora, e tenha feito uma coisinha feia, que dizem por aí que é penalti, é que custa a perdoar.


Já agora, en passant, a arbitragem de João Capela foi simplesmente deplorável. Mas não foi nada do que, no fim, disse o Sr Couceiro. E porque o Varela defendeu os remates em fora de jogo, e o Benfica não precisou nem dos (três) penaltis que não assinalou, nem de jogar em superioridade numérica, não teve a influência no resultado que, por exemplo, na véspera tinha tido o Sr Artur Soares Dias. Mas, enfim, é o costume... Estamos também a vê-los passar...


Fora isso, o Benfica ganhou bem, mesmo sem ter feito uma grande exibição, coisa que continua ainda longe das actuais possibilidades da equipa. Voltou a jogar bem até marcar o primeiro golo, mas voltou a não dar sequência à exibição depois do golo. Mas também - e é bom que se diga - não caiu como caía há umas semanas atrás.


Voltando aos cavalos, Douglas continua a vê-los passar. Rafa atirou-se ao seu, ainda lá se aguentou um bocadinho, mas não está fácil. O raio cavalo do é selvagem, não se deixa domesticar. Já o cavalo do Keaton Parks, se calhar por ele vir da terra dos cowboys, pôs-se a jeito. Boa estreia, a do miúdo. Aquele passe para o segundo golo não engana!


 


 


 


 


 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Brincadeiras*

 


Resultado de imagem para marcelo a correr com antónio costa


 


A indignação voltou a tomar conta do país, seguindo aquilo a que já poderíamos chamar os trâmites do costume. Tudo começou nas redes sociais, afinal o local onde hoje tudo começa, para depois passar para os mais altos representantes do poder: o Presidente da República e o primeiro-ministro.


Nestes trâmites costuma ser mesmo essa a ordem: primeiro chega sempre o presidente, e depois lá vem o primeiro-ministro.


Desta vez – e estou a referir-me, como não podia deixar de ser, ao celebérrimo repasto no Panteão Nacional de Santa Engrácia – António Costa, farto de ser segundo, de chegar sempre atrás de Marcelo, deu à perna e chegou primeiro. Desconfio que o presidente estaria ainda entretido a arranjar madrinha para os portugueses. Não fosse isso, e teria conseguido, também desta vez, chegar à frente.


Marcelo consegue ler 40 livros ao mesmo tempo, ver 10 filmes e ler 10 livros numa noite e ainda dormir três horas, mas não consegue – ainda, talvez lá chegue dentro de pouco tempo – arranjar madrinha e indignar-se ao mesmo tempo.


Pode parecer uma brincadeira, mas é um retrato do país. E um país que é uma brincadeira, só pode ter um retrato destes.


A indignação foi tal que ninguém se indignou com a brincadeira. Nem com a madrinha com que Marcelo quis brincar com a malta!


Sim. Só pode ter sido por brincadeira, pelo tal lado traquina do irrequieto Marcelo, já cansado de se portar bem.


 


* A minha crónica de hoje na Cister FM

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Fim de festa?

Imagem relacionada


 


Temos todos a ideia que o chico-espertismo é coisa portuguesa. Com certeza. E nos negócios, com mais certeza ainda.


Na Altice - tinha de ser! - há um português. É o senhor Armando Pereira, que até já abriu uns "call center" lá na terra. 


A Altice de Armando Pereira comprou, há mais de três anos, a PT, e está em processo de compra da TVI, com a benção de Carlos Magno. Como já comprara a ONI e a Cabovisão. Compra tudo, com habilidades e com dívida. Numa palavra - chico espertismo!


Da habilidade de impôr o nome e a marca Altice para depois cobrar royalties por isso, já aqui falamos. São cerca de 50 milhões de euros por ano. De outras habilidades, como as que têm por objecto os trabalhadores, vamos sabendo todos os dias, mesmo que delas pouco se fale.


A dívida, essa já vai nos 50 mil milhões de euros, e a isso é que a Bolsa não está a achar grande piada. Em pouco mais de uma semana a empresa perdeu metade do seu valor em Bolsa... Cheira a fim de festa...


Mas não foi apenas com chico-espertismo que a PT morreu às mãos de Ricardo Salgado, Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, e foi a enterrar pela Altice, em cerimónias fúnebres presididas pelo anterior governo...


 


 

Sem direito a RIP

 


Capa do Jornal Negócios


 


 


Nem depois de morta a PT tem paz. Depois de tudo o que lhe fizeram, só lhe faltava negarem-lhe o direito de qualquer morto:"descansa em paz"!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Segundas linhas, há. Terceiras é que não!

Portugal empata com os EUA em Leiria com 'perú' de Horvath


 


Como se tinha visto, segundas linhas, há. Terceiras é que não, viu-se hoje. E quarenta jogadores, como diz Fernando Santos, também não.


Está explicado que não... O que não está explicado é o rendimento do Nelson Semedo na selecção. Não se entende como é que um jogador sempre em alto nível no seu clube, chega à selecção e não passa de uma sombra triste de si próprio. Não tem explicação. A continuar assim é bem capaz de perder o avião para a Rússia...


 


 


 


 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Insólito. Injusto, só para Buffon...

Resultado de imagem para buffon


 


O mundo do futebol está incrédulo, com o afastamento da Itália do Campeonao do Mundo do próximo ano, na Rússia.


Tem o seu quê de insólito. É apenas a terceira vez que a Itália falha um Mundial, antes falhara em 1930 e em 1958, há 60 anos; e é o único campeão do mundo - e a Itália conquistou o antepenúltimo campeonato do mundo, na Alemanha, foi quatro vezes campeão mundial, tantos quanto os germânicos, e apenas menos um que o Brasil - ausente da Rússia. Mas não se pode dizer que seja uma grande surpresa...


A Itália tem hoje um único jogador de nível mundial: chama-se Gianluigi Buffon, é  guarda-redes e tem 40 anos. É um Senhor - ainda ontem, quando o público italiano assobiava o hino da Suécia, ele aplaudia - e é a grande vítima da actual falta de qualidade do futebol italiano, falhando o feito único, e de todo irrepetível, de jogar seis campeonatos do mundo!   


É insólito. Mas, injusto, só para Buffon... 

Fake news

 


Capa do i


 


António Costa foi claro a propósito do jantar da Web Summit no Panteão Nacional. Classificou-o de "ofensivo", numa utilização “absolutamente indigna do respeito devido à memória dos que aí honramos”. Em nota enviada à imporensa, o gabinete do primeiro-ministro declarou "ofensivo utilizar desse modo um monumento nacional com as características e particularidades do Panteão Nacional”.


Desde logo a generalidade da imprensa, seguindo de resto a pista do secretário de Estado da Cultura do governo anterior, que permitira aquela utilização e fixara a respectiva tabela de preços, entendeu que a coisa não podia ficar bem assim, e que António Costa teria de ter as suas responsabilidades. Tivera dois anos para alterar a lei, apressaram-se os jornais...


Logo depois, agora seguindo a pista da senhora que é responsável pelo monumento, que fez o negócio, que nem pediu desculpa a ninguém nem se demite, relativizou: o Panteão Nacional já tinha sido usado para fins idênticos em várias outras ocasiões. Para, logo a seguir, e como o jornal i traz hoje à capa, mas que podemos ver em todos os jornais e televisões, identificar António Costa como "padrinho" ou mesmo promotor de uma dessas ocasiões: um jantar organizado em Setembro de 2013 pela Associação de Turismo de Lisboa, de que António Costa era, por inerência, presidente, destinado à promoção do Fado. 


O desmentido foi imediato. O então presidente da Câmara de Lisboa, confirmado pelo então Director Geral de Turismo, não teve sequer conhecimento de tal realização. 


Como sempre, o desmentido não tem qualquer impacto, e as caixas de comentários da notícia já estão invadidas por um frenético exército fortemente armado de impropérios e ignorância, pronto a destruir tudo à sua passagem.


Ainda há poucos dias, enquanto nas televisões passavam imagens (incluindo a de António Costa) da tomada de posse dos dois novos ministros  e secretários de Estado, uma delas, a TVI, com o ângulo da câmara mais fechado, dizia através da repórter no local, e reproduzia em rodapé, que o primeiro-ministo estava ausente da cerimónia. 


Sabemos que é assim, que as fake news são isto mesmo. Temos é dificuldade em perceber por que tem de ser assim!


 


 


 


 

sábado, 11 de novembro de 2017

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Não será por falta de jogadores...

Manuel Fernandes celebra o golo de Portugal diante da Arábia Saudita com Pepe.


 


O adversário não era um colosso do futebol mundial, mas é um dos finalistas do próximo campeonato do mundo, na Rússia. O resultado também não foi assim tão esmagador, embora pudesse ter sido. Mas foi bonito de ver esta selecção feita de estreias e de regressos. Foi bonito o que jogou, e foi bonito ver que não vai ser por falta de jogadores que não continuaremos a ter uma grande selecção. Que não será por falta de bons jogadores que a selecção deixará de praticar um grande futebol. E que não será por falta de grandes jogadores que não se fará a necessária renovação da selecção.


E não podemos deixar de pensar que futebol é este que, numa equipa de estreias - tantas que até os marcadores dos três golos (Manuel Fernandes, um regresso à titularidade dez anos depois, Gonçalo Guedes e João Mário) foram nisso estreantes - não há jogadores a actuar em Portugal. 


Sim, há uma excepção. Mas só para confirmar a regra. No onze inicial, onde até havia nomes que não conhecíamos - digam lá, quantos é que conheciam Kevin Rodrigues? - apenas Danilo joga na Liga portuguesa. O improvável Danilo, já um consagrado, e campeão da europeu em França.


Tão improvável, e tão pouco excepção, que estará por pouco...

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Bebedeira*

Imagem relacionada


 


Mesmo com o surto de legionella, a passar da dimensão da saúde pública para a da política, permanentemente nas notícias, no topo da semana está inquestionavelmente o Web Summit, que ontem terminou em Lisboa.


Confesso alguma dificuldade em olhar para este grande certame mundial das tecnologias digitais, algures entre uma feira comercial e um festival de  cenas virtuais, sem ver uma grande nuvem de piroseira, com alguma gente, durante algum tempo, disposta fazer algumas figuras um bocado parvas, como que tomadas por uma bebedeira de entusiasmo digital.


Percebo que mais de 50 mil visitantes estrangeiros com bom poder de compra, durante uma semana, deixem uma interessante pegada económica, reforçando ainda mais o bom momento da indústria hoteleira e da noite lisboeta. E que isso seja suficiente para o entusiamo com que os nossos governantes acolhem o certame, que não para as figuras que fazem. Mas confesso que não vejo resultados para além daí. A tal contribuição para colocar Portugal no primeiro plano da economia digital, a tal mola que fará com que o país que perdeu todas as revoluções industriais, ganhe agora a revolução digital, parece-me … virtual.


Promover esta realidade virtual é entrar no espírito do Web Summit, é pisar a passadeira, mas a cambalear por ela fora, como um bêbado!


Entre as vedetas que por lá desfilaram destacaria dois robots: Mister Einstein, um pouco comedido sem abdicar da extravagância, como compete aos cientistas, e a Sofia, que já conhecíamos, que andou sempre numa roda-viva, e a que a Arábia Saudita ofereceu nacionalidade. Que, ao contrário de qualquer mulher, não deverá ter dificuldade em aceitar, a julgar pela sua mais sonante declaração: que sim, que vêm para roubar os empregos aos humanos, mas de que é que isso importa, se trabalhar é uma chatice?


Quem também por lá passou, mesmo que apenas em vídeo, como dificilmente poderia deixar de ser, foi Stephen Hawking, o mítico cientista britânico, para despejar um pouco de água fria naquela bebedeira toda. Para dizer que a inteligência artificial tanto pode ser o maior evento na história da nossa civilização, como o pior. Que os computadores em muito pouco tempo vão ficar tão inteligentes como nós. Só que, depois, vão evoluir muito mais rapidamente que nós. E a partir daí é impossível saber se inteligência artificial nos vai ajudar, ou simplesmente destruir. Ninguém diga que não foi avisado… Ou que estava bêbado, e não ouviu…


 


* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Coisas do diabo

Resultado de imagem para coisas do diabo


 


Como o diabo não apareceu, tudo serve de diabo... E o diabo é que agora o diabo até vai bucar mortos aos velórios.


Ele não veio, mas anda por aí. E não se quer ir embora...

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Efeméride do dia

 


Imagem relacionada


 


Passa hoje um ano sobre a eleição de Donald Trump como 45º presidente dos Estados Unidos da América. Faz hoje um ano, aconteceu o que ninguém julgaria possível acontecer. NInguém imaginava que um tipo bizarro e embecil pudesse rapidamente passar de superempresário de falências a candidato republicano. Daí a presidente da ainda maior potência mundial, só em ficção... Só no mundo de Homer Simpson!


Mas às vezes o impossível acontece, e Trump lá está. E em 10 meses de presidência, não se limitou a admitir e despedir pessoas ou a dizer diariamente disparates no twitter. Teve ainda o imenso mérito de fazer de Goerge W Bush um presidente  (quase) inteligente, (quase) respeitável e (quase) moderno e progressista!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Quem não "off-shora" não mama...

 


Resultado de imagem para paradise papers


 


Depois dos Panamá Papers, surgem agora os Paradise Papers. Mas nada muda. A mesma coisa, off shores para lavar dinheiro e fugir aos impostos. Sempre com os mais insuspeitos, de altas figuras de Estado, a grandes embaixadores da boa vontade e artistas da arte de fazer o bem.


Veja-se: Rainha Isabel II, a rainha da Jordânia Noor al-Hussein, Donald Trump e  o seu secretário do Comércio, o principe herdeiro da Arábia Saudita ou o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau ... Ou Madonna, ou Bono... Ou Lewis Hamilton... Ou Wilbur Ross, Pierre Omidyar, George Soros... E tantos outros...  

domingo, 5 de novembro de 2017

Web Summit

 


 


Imagem relacionada


 


Arranca hoje mais uma, a segunda, edição da Web Summit em Lisboa. Mesmo que, para além dos resultados "próprios",  ainda se não vejam os outros - a catrefada de ideias a jorrar em investimento - é um acontecimento. Com as suas vedetas, como todos os grandes acontecimentos.


Desta vez, à já conhecida Sofia, junta-se Mister Einstein. São eles a estrelas, que todos querem ver e abraçar. Apenas tocar ou pedir um autógrafo...  

Nada como dantes!


 


Nada como dantes. O Benfica surgiu em Guimarães, para um jogo decisivo, completamente diferente daquilo que tem sido nos últimos largos tempos. 


Tacticamente diferente, com um 4x3x3 que há muito não se via. O Benfica, especialmente nos jogos da Champions, com o Manchester United, tinha já abandonado o 4x4x2 herdado de Jorge Jesus - que Rui Vitória tivera de recuperar logo no arranque da sua primeira época, quando as coisas também não estavam a correr bem - e passado a jogar em 4x3x3. Só que esse era um 4x3x3 de tracção traseira, era um modelo táctico montado para introduzir mais uma peça no meio campo com os olhos postos no reforço da consistência defensiva.


O que hoje apareceu em Guimarães foi o mesmo modelo mas virado para a frente. Com os olhos postos na baliza contrária, montado para atacar, não para defender. E aquilo que era um jogo previsível, com a bola invariavelmente a morrer na meia lua dos adversários, que já todos sabiam como anular, deu lugar a um jogo com mais espaços e muito mais intensidade.


O golo, o 13º de Jonas, voltou a surgir cedo - assinalava o relógio 21 minutos mas, de jogo, por força da interrupção logo aos 4 minutos por desacatos numa das bancadas vimaranenses, pouco mais de dez. E não produziu os efeitos habituais, de desligar a equipa, que esteve sempre por cima durante toda a primeira parte. Criou mais duas oportunidades de golo, sem que o Vitória fizesse sequer um remate à baliza de Svilar.


Na segunda parte o Vitória subiu linhas, aumentou a agressividade na disputa da bola e praticamente abdicou do meio campo para se entregar ao jogo directo. Foi assim praticamente durante toda a primeira meia hora, com mais bola, mais intensidade, mas pouco mais. À entrada do último quarto de hora o Benfica pôs fim a esse estado de coisas, com dois golos em três minutos.


Com o jogo fechado e completamente dominado, a 4 minutos dos 90, reapareceu o Benfica desconcentrado - provavelmente pela indefinição que as duas últimas substituições introduziram na equipa - que permitiu ao Vitória marcar um golo e desperdiçar ainda uma grande penalidade.


Foram meia dúzia de minutos que retiraram brilho e expressão a uma grande vitória num jogo que o Benfica não podia deixar de ganhar. E que esperemos não tenham consequência na retoma que se deseja, e que agora parece começar a ganhar sustentação. Mesmo com esse apagão final, neste jogo nada foi como dantes!


 


 


 


 

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Nas estrelas*

 


Resultado de imagem para asteróide 2012 ff25


 


Em 2012, já lá vão pois 6 anos, foi descoberto um novo corpo no sistema solar. Trata-se de um novo asteróide, que ficou identificado como 2012 FF25, uma espécie de nome de código em fase experimental.


Seis anos, foi quanto cientistas e astrónomos demoraram a validar a descoberta e, muitas observações telescópicas depois, a confirmar com rigor a sua órbita e a sua localização. Só agora a descoberta foi finalmente tornada oficial pelo Minor Planet Center. Só agora deixou de ser um projecto científico para passar a ser um novo membro do sistema solar. Chegou agora a hora de o baptizar, de lhe dar o nome próprio com que passará a figurar no catálogo dos corpos do Sistema Solar.


São normalmente os progenitores que escolhem os nomes aos filhos. O mundo da ciência e da astronomia respeita essa regra, e indigitou já os autores da descoberta para atribuírem nome por que passará a responder o novo asteróide.


O que é que haverá aqui de mais? – perguntarão. Muita coisa, respondo já!


É que esta descoberta aconteceu em Portugal, fruto de uma campanha organizada pelo Núcleo Interactivo de Astronomia (NUCLIO) com quatro Escolas do ensino secundário: a Escola Secundária D. Maria II, em Braga; a Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Paço D’Arcos; o Agrupamento de Escolas de Valpaços; e a nossa Escola Secundária D. Inês de Castro.


Mais importante que a escolha do nome – é a primeira vez que Portugal vai escolher um nome para um asteróide, mesmo que já haja um com o nome de Portugal (o“3933 Portugal”), mas descoberto por um astrónomo dinamarquês, em 1986 – mais importante que a escolha do nome – dizia eu - é que a descoberta se deve mesmo a portugueses e, mais importante ainda, a jovens estudantes do Ensino Secundário. Entre os quais, e mais uma vez, gente da nossa terra que, mais do que de orgulho, nos enche de esperança.


Daqui, desta modesta tribuna, deixo um forte aplauso e os meus parabéns a todos os jovens e professores envolvidos no projecto. Naturalmente que um bocadinho mais forte, e mais emocionados, para o Bernardo Figueiredo e para o Professor Paulo Carapito, que constituem a equipa da nossa D. Inês de Castro em tão marcante descoberta científica.


Agora, venha de lá esse nome!


 


* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Há cada uma...

 


Imagem relacionada


 


Parece que uns biólogos da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, demonstraram que a imortalidade é matematicamente impossível. Ainda ninguém tinha dado por isso, mas se a Matemática o demonstra não há como duvidar...


Por mim, fico convencido. Nem quero falar mais  nisso...


 


 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Coisas extraordinárias

Imagem relacionada


 


O Cardeal Patriarca de Lisboa recomendou oração, para que chova. O povo diz que "vozes de burro não chegam ao céu"... O IPMA diz que voz de cardeal demora a chegar lá. Tanto que, quando lá chega, já não dá para nada... Diz que vai chover, mas pouco. Que não vai dar para nada!


Há que rezar mais. Há que rezar muito mais! 


Portugal continua cheio de coisas extraordinárias...


 


 

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...