segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Benfica 2 - Estoril 1

 


O Campeonato chegou pela primeira vez à Luz, com público nas bancadas. Muito mais de 60 mil. E em comunhão com a equipa. Sempre. Todos os 90 minutos.

O Benfica apresentou o onze inicial habitual, mas cedo teve que o desfazer. A lesão de Barrenechea - num jogo em que as faltas eram todas praticadas pelos jogadores benfiquistas, na visão do árbitro, como é habitual no Hélder Carvalho - facilitou a estreia de Palhinha. 

E diga-se que deve ter pegado de estaca, foi até considerado o melhor em campo. Mesmo que me pareça que deveria ter sido o Robles, o guarda redes do Estoril, que tirou quatro ou cinco golos da sua baliza.

O jogo estava complicado. O Benfica jogava bem, com paciência, mas não havia meio de desmobilizar a equipa estorilista, muito organizada, muito fechada, e com muita sorte. Uma bola aliviada, um corte atabalhoado, tudo resultava em passes precisos. Até ao primeiro golo, aos 40 minutos, o Benfica produzia muito jogo ofensivo, mas poucas oportunidades de golo. 

Claro que, comparando com os rivais, o Benfica não tem jogos fáceis. Que lhe corram de feição. Os rivais, invariavelmente, conseguem golo em todos os primeiros remates que fazem. Ao intervalo já ganham por três ou quatro, em três ou quatro remates.

Antes de fazer o primeiro, primeiro o Benfica tem que rematar à barra. Como hoje, aos 13 minutos, por Sudakov. Mas vá lá ... hoje marcou à segunda oportunidade. Num remate à ponta de lança, de Pavlidis. Faltavam 8 minutos para o intervalo, e aí mudou. O Benfica criou cinco oportunidades de golo claras, a maioria delas grandes defesas de Robles.

Também no comportamento dos árbitros teremos que recorrer à comparação com os rivais. Qualquer encosto na área é pênalti. Para o Benfica, não. O Barreiro foi duas vezes placado dentro da área, mas para Hélder Carvalho - que nunca vê os pênaltis do Benfica, precisa sempre do VAR; mas esse, hoje, era Tiago Martins - não houve nada. Qualquer encosto dos jogadores do Benfica, é falta. Nos rivais, não. Fazem o que lhes apetece, e dá até para marcarem golos. Sem que ninguém os anule. Ao contrário, tudo é assinalado. 

O Benfica teve - tem sempre! - mais faltas assinaladas que o adversário. A jogar ao ataque. Hoje, ao intervalo, tinha cinco faltas assinaladas. E apenas quatro sofridas. No final do jogo esses números subiram para 14 praticadas, e 12 sofridas. De cartões nem se fala. Apenas um amarelo. Com inúmeros ataques cortados, em faltas grosseiras.

Na segunda parte o Benfica acrescentou mais quatro, perfazendo 10, e um golaço, de Lenglet. De levantar a Luz. E tem que se voltar a comparar com os rivais. Onde as oportunidades de golo consentidas vão esbarrar na barra, no poste ou, em último caso, em grandes defesas dos seus guarda redes. No Benfica, não. Ao primeiro remate à baliza, é golo. Por muito bem marcado que seja, por Begraoui. Praticamente igual ao de Pavlidis. No único remate que fez!

E assim, um jogo de enorme superioridade, com quase 70 % de posse de bola, 22 remates, e nove cantos (contra nenhum), chega ao fim com as bancadas a suspirar pelo apito final. Mas o Benfica é assim!


Há 10 Anos

 



Acaba Agosto, o mais mítico e romanceado dos meses do ano. Acabam as férias e praticamente acaba o Verão. Mais que mudar o calendário muda uma forma de vida.


É sempre assim, todos os anos. Hoje no entanto é muito mais que isso. Muitas páginas se viram hoje com a do calendário.


Mesmo que o mercado de transferências no futebol feche sempre nesta data, nunca fechou como hoje, com a porta a ir lentamente fechando com inusitado suspense. Nunca a coisa por cá fervilhou tanto, com tanto negócio de última hora, tanta volta e reviravolta, tanta lágrima, tanto amuo e, inevitavelmente, tanto dinheiro.


Chega ao fim o processo de impeachement de Dilma Roussef no Brasil. Depois de mais um longo e insuportável desfile de senadores, cada um a tentar ser ainda mais deprimente que o anterior. Depois da advogada anónima que virou gente - figura central em todo este processo, Janaína Paschoal de seu nome - garantir, em choro por ventura comovido mas nada comovente, que o impeachment era um ato divino, e de, não menos absurdo, pedir desculpas aos netos de Dilma. E depois do advogado de defesa chorar, porque a outra já chorara, o golpe de Estado está consumado. Na América Latina, agora, os golpes de Estado são assim. Os generais já passaram de moda!


Em Espanha, Rajoy tenta ser de novo empossado à frente de um governo que já tarda vai quase para um ano. Não vai dar em nada. Mesmo com o acordo com o Ciudadanos, faltam-lhe seis deputados que, diga-se, não fez muito por encontrar. É agora claro que a alternativa a novas eleições - as terceiras consecutivas, e provavelmente também inconclusivas - é a geringonça portuguesa. Com molho á espanhola.


E é também hoje que toma finalmente posse a nova administração da Caixa Geral de Depósitos, naquele que se espera seja o último capítulo de uma novela lastimável, toda ela cheia de tesourinhos deprimentes. Mas caros, todos muito caros.


É verdade. Não me lembro de um 31 de Agosto tão quente! 

sábado, 29 de agosto de 2026

Vuelta 2026 - III

 



O ciclismo é assim. Nunca nada é definitivo!

Pogaçar, líder incontestável, e incontestado, sofreu hoje uma queda e está fora da competição. A 30 quilómetros do fim da oitava etapa, Pogaçar foi derrotado, à traição, pelo imponderável. 

Enric Mas assumiu a liderança. Num assomo de dignidade, numa dimensão ética que só o ciclismo tem, na cerimónia do final da etapa, não vestiu a camisola vermelha. Ela não lhe pertencia!

No final das três semanas, em Granada, alguém vai chegar em primeiro lugar. Provavelmente o mesmo Enric Mas. E seria a primeira vitória numa grande volta, como é agora primeira vez que veste o símbolo da liderança. Ou Roglic, e seria a ressurreição do esloveno, mas seria, acima de tudo, e contra todas as expectativas, a inédita quinta vitória na Vuelta, deixando de emparceirar com as quatro do espanhol Roberto Heras. Ou Felix Gall, o austríaco que sai bem nos contra-relógios. Mas que, aos 28 anos, não tem qualquer vitória digna de registo.

Mas, e por muito injusto que então pareça, ninguém se sentirá com direito àquela camisola. Ela era de Pogaçar. Que assim ficará sem conseguir juntar a Vuelta ao Giro, e aos cinco Tours.

Haverá maior competitividade. Ninguém duvida. Mas o ciclismo é também um espectáculo!

Histórico

 



Brilhante, a vitória da selecção de basquetebol sobre a Espanha. Foi em Saragoça, por 95-89, e uma grande partida de basket. Como os próprios espanhóis reconheceram! 

Há 10 anos

 

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"Quem é que põe dinheiro num país dirigido por comunistas e bloquistas"?


A pergunta, formulada por Passos Coelho em Boticas, com aquele ar convencido de bota de elástico ingénuo que só ele consegue, é a sua fotografia de corpo inteiro.


Veja-se no retrato como é de tão baixa estatura política: entregou ele próprio as joias da coroa da economia portuguesa a um país dirigido por comunistas. Tem vistas curtas, e não percebe que o dinheiro não tem ideologia, que vai para países dirigidos por comunistas, exactamente como vai para outros. Basta que os mercados interessem, como se confirma all over the world. À mínima falta de argumentos não resiste a ameaçar com o papão. E por fim, the last not the least, é a mentira, a falta de rigor e a intrujice. O país é dirigido por um governo de um partido com o qual o seu tem repartido o poder. E com o qual, no essencial, historicamente converge!

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Aahrus 1 - Benfica 3

 


O Benfica está na fase de grupos da Liga Europa, depois de confirmar o resultado da primeira mão, em Lisboa. Perante os dinamarqueses do Aahrus confirmou o resultado, confirmou a exibição, e confirmou-se também a perdulário. Voltou a perder muitos golos, a começar num remate ao poste, de Barreiro, logo aos seis minutos.

Voltou a recorrer à sua equipa base, onde nesta altura falta Palhinha, para o onze inicial. E voltou a ser penalizado com um golo sofrido, na única oportunidade que concedeu. Foi tudo mau, nesse golo, em saída para o ataque. Foi completamente despropositado o passe de Tomás Araújo, foi de total negligência a recepção de Sudakov, a deixar-se antecipar, e foi de grande felicidade o remate de Carstensen, que sofreu um ressalto que enganou Samuel Soares.

O Aahrus foi uma equipa chata, como já se esperava. Muito física, mesmo dura, por vezes. Ficaram por mostrar alguns cartões, e pelo menos por expulsar um jogador. Com o seu futebol feito de posse e verticalidade o Benfica rapidamente impôs o seu jogo. Tranquilamente, mesmo sem foçar demasiado, impôs a sua superioridade e mandou o campeão dinamarquês directamente da Champions para a terceira divisão da Europa, a Liga Conferência.

Numa primeira parte muito forte, com Prestianni e Rafa em muito bom plano, e com grande consistência defensiva, o Benfica chegou ao golo pelo jovem argentino, a contar também com o desvio no pé de um defesa adversário. 

A segunda parte não foi muito diferente. Começou praticamente com o aviso sério de Rafa, com a bola a sair rente à barra, a deixar à vista o segundo golo, que marcaria logo a seguir, à passagem dos 10 minutos. Cinco minutos depois o Aahrus marcou o tal golo, a que Prestianni respondeu no minuto seguinte, com um golo sensacional. Um golaço!

E a partir daí veio o jogo das substituições, sem mais alterações no marcador. Primeiro Sudakov e, para não parecer mal, Rafa, por Schjelderup e Gonçalo Moreira, em estreia, nesta época. Mais tarde Duran e Lukebákio substituíram Pavlidis e Prestianni, o melhor em campo. E finalmente estreou-se Circati, substituindo Lenglet.

Sugeri acima que, na primeira substituição, Rafa saiu para não ser apenas Sudakov a sair. Marco Silva tem mantido a aposta em Sudakov. Até a substituí-lo usa "pinças", para não o melindrar. Foi isso a meu ver que fez, ao substituí-lo em simultâneo com Rafa. Pare-me no entanto que, após este jogo, fica mais difícil a Marco Silva defendê-lo.

Não foi só pelo comportamento no golo. Nem pela falta de golos e assistências. É que, sempre que vem ao meio, e isso acontece variadíssimas vezes por jogo, Prestianni mostra como se joga ali. Naquela posição.

Já que tanto falo em Prestianni, seria aconselhável - e desejável - que se renovasse já o contrato. E com um salário apropriado. Para evitar aquelas coisas que acontecem no Benfica.

Há 10 anos

 

.... Com Jonas é outra coisa ... Mas a precisar de afinação. Há por ali gente a desafinar. 

É este, de resto, o grande problema deste Benfica de início de época - desafinação. A momentos em que parece já muito afinandinho, sucedem-se momentos de desafinação. Frequentemente desafinação colectiva, mas também individual, com muita gente fora do tom em muitos momentos do jogo.  


Com Jonas - sensacional recuperação: em vinte dias lesionou-se, foi operado, e voltou a jogar ao seu nível - no jogo a música sai com outra qualidade, já sabíamos. Tudo o que toca, toca bem. Irrepreensível. Mas este jogo de hoje na Madeira, com o Nacional, mostrou que a excelente música que sai dos pés de Jonas precisa de mais. De mais concentração, de mais intensidade, de mais acerto - especialmente na hora do último passe ... e do remate. 


E tudo isto é mais visível quanto é sabido, e hoje mais uma vez confirmado, que contra o Benfica toda a gente corre mais, é mais agressiva e está mais motivada. É curioso que, invariavelmente, no fim dos jogos com o Benfica, dos adversários sempre se diz que, a jogarem assim, o futuro é radioso. Depois, vai-se a ver, e não é assim tão radioso. Não conseguem repetir...


Claro que as desafinações não se notariam tanto se o Benfica conseguisse matar os jogos em tempo. Se no início da segunda parte tivesse aproveitado um terço das oportunidades de golo criadas, também a música seria outra. E talvez o Pizzi não tivesse perdido aquela bola, não tendo depois de fazer a falta que daria o livre. Que o Júlio César não segurou, obrigando o Lisandro a completar para canto. Que deixou a defesa a olhar para a bola, permitindo que o defesa do Nacional emprestado pelo Sporting fizesse o golo do empate.


As intermitências ainda são muitas. Especialmente de André Horta - uma história bonita, sem dúvida, esta de um de nós lá dentro, a jogar de cachecol -, de Rúben Semedo, ou de Pizzi. Em grande, mesmo, só Salvio, que parece de volta ao grande jogador que conhecemos. E que bem lhe fica a braçadeira, mesmo que não lhe dê grande uso... E, claro, Carrillo. Pelo seu primeiro golo de manto sagrado. Um golo importante, para ele e para o jogo, mesmo que já lá estivesse o pé de Jonas para fazer o mesmo.


De fora ficaram Cervi e Mitroglou (só Gimenez marcaria aquele terceiro golo). De fora de tudo, sem que se perceba a trapalhada que para ali vai, continua Danilo, que me parece um jogador fundamental para esta equipa do Benfica. E Rafa. Mas aí percebe-se a trapalhada. E bem!

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Dolly Parton (1946-2026)

 



Morreu uma lenda. Dolly Rebecca Parton Dean, a rainha do country, e autora de mais de três mil canções.

A ler os outros

 

José Simões, "Mistérios do Organismo" (ex - Der Terrorist):

" Diz que "a estratégia de Hugo Soares é clara", quando a culpa não é do PS é do partido da taberna, ou de ambos, e quando o Alfa é José Luís Carneiro o Ómega é o taberneiro, ou vice-versa, e assim sucessivamente. Diria que é uma estratégia do caralho. E tem tudo para correr bem, "tem mais poder que ministros, controla o aparelho e é quem o líder mais ouve". Alguém que nunca exerceu um cargo de governação e que fez toda a carreira, política e civil, à sombra do cartão do partido. Nem a falar para dentro funciona, pelo que se viu da reacção entusiástica do Pontal ao monólogo de Montenegro.

 Como é que chegámos aqui? Hugos Soares, Duartes Marques, Rutes Sousas, Sebastiões Bugalhos, Ritas Matias, zero substância, zero capacidade de raciocínio que não vá além da intriga política, incapacidade total em antecipar cinco jogadas num tabuleiro de xadrez, arrogância, sobranceria, artistas a jogarem com as palavras do pouco vocabulário que dominam."

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Vuelta 2026 - II

 



Pogaçar já arrumou com a Vuelta. Á quarta etapa, porque a terceira, ontem, foi cancelada. Devido à tempestade do sul de França.

Hoje, em Andorra, na primeira montanha a sério, Pogaçar arrancou a mais de 50 quilómetros da meta, abriu vantagem sobre os que o acompanharam, voou sozinho para a meta, ganhou largos minutos, e vestiu todas as camisolas. A vermelha, que vai vestir da primeira à última etapa. Em condições normais. A verde, dos pontos. E a das bolinhas azuis, da montanha.

Por equipas, também está encaminhado.

O belga Jarno Widar, da Lotto/Intremarché, foi surpreendentemente o segundo, e desconfio que vai ser um caso sério. Felix Gali, da Decathlon, a equipa que mais endureceu a corrida, fechou o pódio. Com eles chegaram ainda, a 2 minutos e 39, Oscar Onley (Netcompany), o melhor jovem, Sepp Kuss (Visma), e dois veteranos -  Enric Mas (Movistar), e ... Primoz Roglic (Red Bull). Roglic, segundo na geral, e Mas, terceiro. Na casa dos três minutos e meio de atraso!

É por isto que ... Pogaçar já ganhou a Vuelta, que acabou de começar.

Sabia-se que João Almeida precisava de uma corrida calminha nas quatro primeiras etapas. Foi o que não teve hoje. Furou, fez um esforço e reentrou no pelotão, mas não resistiu ao endurecimento da corrida feito pela Decathlon, acabando por descolar a mais de 80 quilómetros da meta. 

Caiu para 59ª, a mais de 23 minutos. Curiosamente com o mesmo tempo de Ivan Romero, da Movistar, a quem era augurada uma grande Vuelta.

Ivo Oliveira, o outro português em prova, também da UAE, é 141ª, a quase 37 minutos de Pagaçar.


 


Há 10 anos

 

A notícia é de um destes dias – anteontem, se não estou em erro – e é mais um exemplo da forma como somos informados.


Reza assim: “Juiz manda arrestar mais de mil milhões em contas suspeitas”.


Foi dada pelo Jornal de Notícias, referia-se a saldos de contas bancárias de responsáveis do BES indiciados de acções criminosas e foi praticamente replicada em todos os jornais e televisões. Com mais ou menos pormenores, mas sempre sem qualquer perplexidade. Entre os pormenores ressaltava o objectivo de arrestar um montante de mil milhões de euros, com destino a pagar as indemnizações de todos os chamados lesados do BES, objectivo que apenas o jornal que deu a notícia em primeira mão considerou difícil de atingir. Para os restantes, nem isso.


Quer dizer, dois anos depois da resolução do BES, a Justiça portuguesa decide arrestar as contas bancárias das pessoas e empresas ligadas ao Banco e ao grupo que o integrava. E a imprensa portuguesa acha que o dinheiro que existia nessas contas lá continuou durante dois anos, à espera que alguém se lembrasse de o ir a buscar para pagar a todos os que os seus titulares tinham enganado. Ou quer fazer-nos crer que acha…


Não sei se existem formalidades e preceitos que impedissem a Justiça de fazer o óbvio na altura própria. No acto de resolução, evidentemente.


O arresto das contas bancárias agora anunciado é tão mais ridículo quanto, já em Maio de 2015, a mesma Justiça foi mal sucedida quando decretou o arresto de imóveis dos mesmos arguidos. Se, nove meses depois da resolução, não foi, como não poderia ir, a tempo de encontrar os imóveis na posse dos arguidos, a Justiça portuguesa acha que, passados mais quinze meses, vai encontrar dinheiro nas contas bancárias.


E os media, que insistem em fazer de nós parvos, também. Quando é também notícia que o Tribunal de Contas apurou que a tentativa falhada de venda do Novo Banco custou 10 milhões de euros. Ou que as propostas que há para a compra estão ao nível da venda do BPN… Ou os prejuízos dos bancos, praticamente de todos, por causa das imparidades…


Parece que se continua a brincar com coisas sérias.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Há 10 anos

 



Não é por serem naturais que estas tragédias são menos trágicas.

Amatrice, uma das mais belas cidades italianas, ficou assim.

domingo, 23 de agosto de 2026

Vuelta 2026 - I

 



Aí está, na Estrada, a Vuelta. Edição de 2026.

Arrancou no glamoroso Mónaco, com 184 ciclistas, de 23 equipas, percorrerá 3.275 quilómetros, e passa por quatro países: Mónaco, França, Andorra e Espanha. Terminará em Granada.

No Mónaco, Pogaçar, a tentar conquistar a única grande volta que lhe falta, e por isso a sua presença este ano, foi igual a ele próprio. O prólogo, um contra-relógio de 10 quilómetros, tinha como melhor tempo os 11 minutos de Joshua Tarling, irmão de Finley Tarling, o jovem falecido na Vota a Portugal, há pouco mais de uma semana. Pogaçar achava que assim estava bem, que era justo que este excelente contra-relogista ganhasse a etapa. Em memória do irmão, que quis homenagear correndo a Vuelta. Perdeu ainda o avô, a quem estava muito ligado, logo a seguir ao irmão. 

Estava a fazer a sua prova quando soube que o tempo de Joshua Tarling (Ineos) já não era o melhor. Tinha sido batido pelo de Ethan Eayter (Quick Step)), também britânico, abaixo dos 11 minutos, 4,19 segundos mais rápido. E fixado a marca de 10 minutos, cinquenta e sete segundos e 23 centésimos. Tinha "roubado" a vitória a quem a merecia. E Pogaçar achou mal. Não podia repor a justiça, mas podia evitar a injustiça. E ainda foi a tempo de bater o tempo do jovem britânico, por 9 centésimos.

Ganhou, quando não queria ganhar, e vestiu a camisola vermelha da liderança. Ele, o canibal, mostrou mais uma vez o que é um campeão!

Os dois portugueses da UAE tiveram um excelente desempenho. Ivo Oliveira fez mais 14 segundos que Pogaçar, o décimo segundo registo. E João Almeida, o regressado "bota lume", cheio de dúvidas, fez mais 4 segundos, no 18º lugar. 

Na segunda etapa, hoje, Pogaçar manteve a liderança. O que não era fácil, face às bonificações. O mesmo Ethan Eayter foi para a fuga. Aguento-a, já sozinho, quase até à meta. O pelotão anulou-a, e perdeu tudo.. A Visma quis ganhar, e ganhou, pelo britânico Brennan.



Há 10 anos

 

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Imunidade diplomática não significa impunidade. Diplomática ou qualquer outra.


A imunidade diplomática é um instrumento indispensável nas relações internacionais ao nível das respectivas representações. Não pode ser um instrumento de impunidade de quem quer que seja. Por isso o Estado português não pode, sob nenhum pretexto, deixar passar em claro a absurda e selvática agressão de Ponte de Sor.


A investigação tem de ser feita rapidamente e sem quaisquer condições que não as que determinam o apuramento da verdade. A embaixada iraquiana lançou já uma campanha de reversão dos factos. Mal amanhada, com duas peças: um comunicado oficial, em árabe, e uma entrevista dos suspeitos, á SIC, sem pés nem cabeça. Mas a deixar entender que lançou mão de todos os meios de que dispõe para uma defesa na esfera oficial. 


O anterior embaixador declarou-se de imediato envergonhado. E os responsáveis pela política externa iraquiana já chamaram o actual embaixador e pai dos supostos bárbaros agressores. Da atitude do governo português ainda não se sabe grande coisa. Mas se calhar também não se deve, por agora, saber muito mais...


 

sábado, 22 de agosto de 2026

Há 10 anos

 

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Desceu o pano sobre os Jogos Olímpicos do Rio, os primeiros sob língua portuguesa. Foi bonita a festa de encerramento. Mais bonita ainda a de abertura. Entre as duas, os jogos. A competição, os resultados, os heróis...


Comecemos por eles, o verdadeiro centro de tudo. Usain Bolt, claro: mais três medalhas de ouro na velocidade. Aos 30 anos completou os seus terceiros jogos com nove medalhas de ouro - todo o ouro que havia para ganhar. Depois, logo a seguir, Michael Phelps, ressuscitado para os seus quartos jogos olímpicos, acumulando 23 medalhas de ouro - feito porventura inigualável. 


Foram ambos vedetas imbatíveis. Mas já lá chegaram assim. Por isso a estrela made in Rio é a pequena Simone Biles, a americana raínha da ginástica com 4 medalhas de ouro e uma de bronze. Aos 19 anos é o futuro. Sim, porque já vai o tempo em que essa era a idade da reforma na modalidade: Nadia Comaneci foi há quarenta anos. Tinha quinze!


Na História dos Jogos ficará também a etíope Almaz Ayana, que pulverizou o imbatível recorde mundial dos 10 mil metros, velho de 23 anos, fixado em 1993 pela chinesa Wang Junxia, em condições nem sempre isentas de dúvidas, retrirando-lhe 42 segundos.


Os Estados Unidos (121 medalhas) ocuparam como habitualmente o topo. Seguiram-se a surpreendente Grã-Bretanha, e depois a China, a Rússia e a Alemanha. Nesta classificação Portugal ficou-se pelo 78º lugar. Medalhas, apenas uma. A de bronze da Telma Monteiro.


É, nesta medida, o pior resultado da participação portuguesa do último quarto de século. Podendo ter sido melhor, foram os resultados possíveis. As medalhas estão cada vez mais caras, e Portugal não tem uma política desportiva que permita grandes sonhos. 


Tudo o que sempre conseguiu resultou de condições excepcionais, entre as quais o extraordinário empenho de atletas e treinadores. Raramente de uma política desportiva sustentada e estruturada. Por isso, os nossos parabéns aos atletas que nos representaram nos Jogos que falaram português.  


E já vem aí Tóquio 2020...


 

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Há 10 anos

 

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Tenho andado afastado do futebol neste início de época. Passei ao lado da Supertaça e não acompanhei a primeira jornada da Liga.


Cheguei hoje à época 2016/2017. E bem podia ter esperado mais uns tempos...


Sabia, mesmo assim, pelo fui lendo e ouvindo, que o Benfica não estava a entrar muito afirmativo. O categórico resultado do jogo da Supertaça não dizia assim tanto, e a qualidade da exibição esgotou-se em meia hora, a primeira. No jogo de entrada na Liga tinha-se salvado o resultado, e a exibição tinha atenuantes: o primeiro jogo é sempre especial, por ser o primeiro; o campo, o adversário aguerrido, ainda com a dinâmica do sucesso da épica fase final da época anterior... 


Hoje já teria de ser outra coisa. Era a estreia em casa, com a Luz cheia e os adeptos ansiosos por receberem a equipa no seu colinho. O adversário era convidativo: o Vitória de Setúbal tem tradições no futebol nacional.


Mas as coisas não correram bem. O Benfica deu sempre a ideia que não tinha preparado este jogo da melhor forma, e as opções menos óbvias não resultaram. Pizzi atrás de Mitroglou, a fazer de Jonas, não é uma boa ideia. Mas o grande problema era a dinâmica pouco rotativa da equipa, logo depois das perdas de bola. Quando, perante um adversário bem organizado - Couceiro não descobriu a pólvora, vai ser assim que a maioria dos adversários enfrentará o Benfica - como foi o Vitória, se não há velocidade, se não se coloca intensidade no jogo, e se os passes errados engasgam a circulação de bola, fica difícil ganhar. Se a juntar a tudo isso também as individualidades resolverem não aparecer, fica ainda mais difícil. Se em cima de tudo isto surgir uma arbitragem desastrada, a empurrar o jogo sempre para o mesmo lado, temos a tempestade perfeita: tudo para correr mal!


E foi assim. A um Benfica colectivamente ainda muito por baixo, sem as estrelas que resolvem jogos (que se passa com o Carrillo? Por que é que o Danilo não está inscrito? Será que o Rafa também não é para inscrever?), juntou-se um árbitro que fez tudo para complicar as coisas.


Marcou faltas inexistentes contra o Benfica (de uma delas resultou o livre que resultou no golo do Vitória) e não marcou faltas mais que evidentes contra os setubalenses, uma das quais no mesmo golo. Marcou faltas ao contrário, fazendo com que as estatísticas das faltas cometidas assinalassem 17 para o Benfica e 13 para o Vitória. Recuperações de bola limpas dos jogadores do Benfica em zonas promissoras foram sistematicamente transformadas em faltosas. Faltas grosseiras (mãos, derrubes, pisadelas) junto à área foram repetidamente ignoradas. Uma agressão, num golpe de karaté sobre o Gonçalo Guedes (o único suplente que realmente mexeu com o jogo), foi penalizada com cartão amarelo. Pactuou com as perdas de tempo dos jogadores vitorianos, compensado com uns ridículos 4 minutos no final do jogo que teve seis substituições (em cada uma dos setubalenses perdeu-se sempre mais de um minuto).


Claro que o Benfica tinha obrigação de ganhar. Criou apesar de tudo ocasiões mais que suficientes para isso, mesmo descontando a soberba exibição do Varela. Mas este é um resultado com impressões digitais do árbitro do Porto. Pela segunda vez em duas actuações de Manuel Oliveira na Luz.


quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Benfica 3 - Aahrus 1

 



Hoje na Luz, cheia, o Benfica, com o onze habitual, realizou uma grande exibição, na primeira parte do jogo, frente aos dinamarqueses do Aahrus - uma equipa eliminada da fase de apuramento da Champions -, para a primeira mão do "play-off" de acesso à Liga Europa.

A segunda parte foi diferente - já lá vamos - mas, mesmo que sejam as últimas imagens a perdurar, não nos podemos esquecer daquela primeira parte.

Aí, o Benfica apresentou um futebol que dá gosto ver. Rápido, pressionante, e de um enorme caudal ofensivo. O primeiro golo surgiu logo ao segundo minuto, em resultado de uma excelente jogada de futebol, com envolvimento pela direita, culminado com um centro de Bah, e da pressão colocada em jogo, com o golo (de Rafa, o melhor em campo) a surgir apenas ao terceiro remate, com os dois primeiros defendidos em cima da linha de golo. 

A partir daí seguiu-se uma enxurrada de futebol, de oportunidades de golo, e de defesas extraordinárias do guarda-redes dinamarquês. Só à meia hora o Benfica lograria o segundo, na sequência de um canto (foram seis, na primeira parte), por Barreiro. A cena repetiu-se, foi na garra que Barreiro encostou ao segundo poste, já depois de a bola ter mostrado intenções de não querer entrar.

O terceiro foi de Pavlidis, de pênalti. Muito bem marcado, e tirado a ferros. Porque já um tinha sido sonegado, e porque, no lance anterior, Rafa tinha sido derrubado dentro da área no momento do remate, e o árbitro italiano marcou ... canto. Porque, no canto, a bola foi desviada com a mão, e o árbitro nada assinalou. Porque, finalmente, foi chamado pelo VAR, e não teve como não assinalar o pênalti.

Antes, numa perda de bola no ataque de Langelet, mas também com bastante sorte nos ressaltos, o Aarhus marcou, por sinal num belo remate, à entrada da área, no único que fez baliza. Onde é que já vimos isso? Tantas vezes!

Ficava assim feito o resultado. Uma mentira do tamanho do mundo!

O Benfica fez na primeira parte 21 remates (contra 2 dos dinamarqueses). O guarda-redes Mads Hedenstad fez sete defesas. Cinco de de golo certo: Rafa (14 e 27 minutos), Prestianni (19 e 29), e Pavlidis (41). Para além destas grandes oportunidades de golo, o Benfica teve mais três anuladas por defesas dinamarqueses: Pavilidis (11 minutos), Sudakov (13) e Lengelet (37).

A segunda parte foi diferente. Bastante. A equipa dinamarquesa apareceu diferente, e o Benfica sentiu mais dificuldades para se adaptar às novas exigências do adversário. Construiu oportunidades de golo suficientes para dar outra expressão ao resultado, especialmente no último quarto de hora, quando os adeptos voltaram a puxar pela equipa, para que melhorasse o resultado. Fez "apenas" 10 remates, e dispôs de, pelo menos, quatro boas oportunidades, por Rios (75 minutos), Schjelderup e Dahl (78 e 90 minutos, de novo com grandes defesas de Mads HedenstadI) e Duran (90+2). Todos, à excepção de Dahl, entrados perto do último quarto de hora.

O Aarhus foi na segunda parte uma equipa muito mais defensiva, mais vertical e muito mais física. Com alguma violência, até. A estatística volta a confirmá-lo: a posse de bola do Benfica subiu de 65%, ao intervalo, para 71%; e as faltas, que na primeira parte (tem que se dar o desconto ao desastrado árbitro italiano) tinham sido de cinco para o Benfica, e apenas duas para os dinamarqueses, passaram para 10 e 17, respectivamente. 

Mas, é verdade, o futebol do Benfica nunca teve o mesmo brilho.




quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Uma fraude política




Ontem apareceu-nos um senhor a dizer que uma comissão estudou as contas da Segurança Social e chegou à conclusão que estavam erradas, que em vez de positivas, estavam negativas. Hoje enche as primeiras páginas dos jornais.

A comissão era constituída por "especialistas independentes". O relatório estritamente técnico. 

A comissão de "especialistas independentes" é coordenada por Jorge Bravo, professor, economista, actuário e especialista em pensões, o senhor que veio às televisões todas, na mesma noite. É de facto um especialista. Tanto que exerce actividade de consultoria científica para seguradoras, sociedades gestoras de fundos de pensões e fundos de investimento, e participa no Fórum de Especialistas do Instituto de Pensões do BBVA. E participou na Comissão Interministerial da Reforma da Segurança Social, do governo de Passos Coelho, em 2014, que previa um déficit superior a 2,4 mil milhões de euros em 2025, se não fossem aplicadas as "reformas estruturais profundas".

Depois há ainda Carla Castro, economista, antiga deputada da Iniciativa Liberal, criadora e antiga responsável pelo Gabinete de Estudos da IL, com percurso profissional no sector segurador. Pedro Serrasqueiro, antigo vice-presidente do IGFSS e professor universitário, com passagem pela assessoria parlamentar do CDS e da Iniciativa Liberal. Os restantes nove membros da comissão vêm de gabinetes governamentais e de organismos públicos ligados ao Trabalho, às Finanças e à Segurança Social.

De independente, estamos entendidos.

Do resto, é simples. Um relatório importante - de 600 páginas -, sobre a matéria mais importante para o futuro da população, é de repente apresentado no pico das férias.

Se este governo não é uma fraude, por favor, digam-me o que é uma fraude em política.

 

Há 10 anos

 

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Não sei se o pior já passou. Admito, e acima de tudo, desejo que sim. Sei – sabemos – que o país se cobriu de incêndios, como todos os anos acontece nesta altura do ano. Ou mais, ainda … Apenas numa semana, na última, arderam mais de cem mil hectares de terreno florestal, agrícola e urbano em Portugal. Um pequeno país, onde arde mais de metade do que arde na Europa… É verdade, mais de metade do que arde na Europa é português!


É assim, ano após ano. As televisões invadem as chamas e invadem-se de histeria, pela mão de repórteres que são uma tragédia em cima da tragédia. Fazem também parte da calamidade. Especialistas, sempre os mesmos, enumeram sempre as mesmas causas, e propõem sempre as mesmas soluções. Políticos expressam solidariedade, e ficam-se por aí. Porque fica bem. Os governos negam as evidências: “a minha área ardida é sempre menor que a tua”. E depois prometem mais meios. E cumprem, na maioria das vezes: a cada ano que passa há mais bombeiros, há mais viaturas, há mais aviões, há mais helicópteros … Mas também mais incêndios. E mais gravosos.


Os autarcas reclamam do isolamento, e do centralismo. E pedem mais apoios financeiros para as suas populações. Mas nunca dizem – nem ninguém lhes pergunta – o que é que, da sua parte, fizeram para prevenir ou minorar a tragédia.


Os populares culpam os criminosos. Tudo se resolvia com penas adequadas. Que os tribunais incompreensivelmente não aplicam. Fala-se nos interesses, que não são pequenos, da chamada indústria do fogo. E fala-se de Máfia… Fala-se da Protecção Civil, e de bombeiros. E do eterno presidente da respectiva Liga, que foi presidente de Câmara durante quatro décadas, deputado em não sei quantas legislaturas, e até incendiário num dos três grandes do futebol. Que fala, ralha e barafusta, sempre sem dizer nada que não seja culpar tudo e todos, e exigir mais dinheiro para a organização que domina. Sem nunca dizer o que fez em tantos anos e em tantos cargos.


Fala-se dos ministros que estão de férias. Dos que as interrompem e dos que as não interrompem. Mais grave ainda é se aparecem numa dessas festas de Verão das revistas cor de rosa…


É sempre assim, ano após ano. Como se, tal qual as cigarras que também ardem, assobiássemos todo o ano à espera do Agosto que há-de acabar por devorar o país. Como fossemos todos muito burros, sem nunca conseguir aprender nada…


terça-feira, 18 de agosto de 2026

Transparência

 



Luís Montenegro e Nuno Melo anunciaram transparência máxima na compra das fragatas italianas, o gasto militar mais caro de sempre. São custos para várias gerações, no valor de aproximado de quatro mil milhões, mais coisa menos coisa.

Para isso diz que a operação vai ser acompanhada por uma Comissão de Acompanhamento de Investimentos na Defesa. Criada dois dias depois de o negócio ter sido fechado. Independente, mas presidida por alguém por si escolhido. E com mais seis elementos, quatro dos quais nomeados pelo governo.

Terá ainda outro órgão de fiscalização, a Comissão de Auditoria e Controlo, com três elementos. Dois indicados pelo governo, com o terceiro a ser um auditor independente, escolhido por eles. Para dizer que nunca uma operação foi tão escrutinada junta-lhe o Tribunal de Contas e o Ministério Público, mas a participar por convite, e sem direito a voto.

Nenhum destes órgãos está a funcionar, nem se sabe com quem serão preenchidos. Desconhecem-se os nomes que fizeram a escolha das fragatas italianas. E as recomendações e avaliações que fizeram permanecem confidenciais.

O Presidente da República, comandante supremo das Forças Armadas, não foi tido nem achado nos grupos de acompanhamento e fiscalização.

É isto a transparência do governo. Com as mesmas forças políticas da compra dos submarinos, a tal em que houve corruptores sem corrompidos. 

E depois, Montenegro vem dizer que em Portugal só se diz mal. 


Há 10 anos

 


Não estivéssemos já habituados a tamanha falta de vergonha e diríamos que este sol de Agosto é terrível, e faz mesmo mal à cabeça desta gente...


O CDS resolve ir suicidar-se a Angola, e pelo caminho descobre que o MPLA é um partido irmão. Para reforçar a fraternidade altera até a certidão de nascimento da líder, para fazer dela angolana.


Um secretário de Estado, dos poucos que ainda falam - os outros foram todos ver a bola à conta da Galp e perderam o pio, que não a vergonha - diz que vai mudar a lei, para que nela caibam todos os 19 administradores da Caixa. Os que o BCE aceitou, os que mandou primeiro para a escola, e os que chumbou. Só se tinham lembrado de a alterar para lá caberem os ordenados exigidos pelos novos administradores, esquecendo-se do resto. Mas nunca há problema: nem se confere a legalidade, e se as nomeações são ilegais, altera-se a lei. Tantas vezes quantas as necessárias. 


Não há qualquer problema em colocar na administração banco público o co-líder de um dos maiores grupos nacionais. Provavelmente a SONAE nem trabalha com a Caixa Geral de Depósitos. E que importância tem que não tenham qualquer experiência no negócio? 


Nenhuma. É tudo gente com grande capacidade de aprendizagem. Vão tirar um curso e ... pronto. Até pode ser na Novas Oportunidades, agora ressuscitadas em Qualifica!

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Casa Pia 0 - Benfica 7

 


Desta vez, em Rio Maior, na segunda jornada do campeonato com o Casa Pia, o Benfica imitou os seus mais directos adversários, marcou nas duas primeiras oportunidades, e na maioria das que teve. O desperdício veio depois, mas com conta, peso e medida, que não pôs em causa um resultado gordo. Candidato ao mais gordo do campeonato. 

Marco Silva recorreu ao onze inicial desta primeira fase da época. Com Samuel Soares definitivamente na baliza, a insistência em Sudakov, aquele meio-campo meio simétrico, de Barrinechea e Barreiro, a criatividade de Rafa, a capacidade de Pavlidis e a super forma de Prestianni. Na defesa é que não tem outros: Bah, Tomás, Lengelet e Dahl.

Foi com uma fantástica exibição que o Benfica acabou com a maldição do Casa Pia. Marcar nas duas primeiras oportunidades também foi importante para isso. Prestianni abriu o marcador logo aos 3 minutos, num slalom para dentro, que contou ainda com o desvio num adversário. E Rafa, aos 14 minutos, fez com classe, o segundo, à segunda oportunidade.

Seguiu-se mais de meia hora, até ao final da primeira parte, de um jogo com relativo equilíbrio na posse de bola - saúda-se a nova postura do Casa Pia, uma equipa muito mais empenhada em jogar futebol - e nas faltas, treze no total. A diferença foi na qualidade de jogo, com o Benfica muito por cima, e nos remates (10-1). André Gomes, a antiga promessa do Benfica na baliza, adiou a goleada para a segunda parte, com boas defesas a remates de Sudakov e Pavlidis. O árbitro, João Pinheiro, também deu uma ajuda. E voltaria a dar na segunda parte.

No regresso do intervalo Pavlidis veio endiabrado. Fez um hat-trick em 7 minutos, e antes de esgotados os primeiros dez minutos da segunda parte já o resultado subia para cinco golos sem resposta, altura em que começaram as substituições. E o resultado ficaria fechado no final do primeiro quarto de hora da segunda parte, o que diz bem da forma como o Casa Pia foi trucidado.

Como diz bem da diferença que faz quando a bola entra. O Benfica marcou sete golos no primeiro quarto de hora, das duas partes. Precisamente nos momentos chave do jogo. Se entra, os jogadores empolgam-se. Se não entra, são os adversários que acreditam, cada vez mais. E lá aparecem erros defensivos. É isto o futebol. Os rivais que o digam!

Este jogo não foi melhor que o da primeira jornada. Foi fora, num relvado miserável. Cortaram uma bancada, que naturalmente reduziu o número de adeptos presentes. Do Benfica, é óbvio que não seriam do Casa Pia. Mas não foi à porta fechada!

Que pensem nisto!

Há 10 anos

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Quando o tema é o burkini venho falar de biquinis, enquanto Agosto ainda dura, o sol ainda queima e eles continuam por aí, a encher as praias de graça.


Mas não é por isso, por deixarem as praias tão cheias de graça quanto vazia de gente ficou o atol do Pacífico com o mesmo nome, que venho falar de biquinis. Venho falar deles para relevar o assinalável esforço de investimento em I&D que a indústria desenvolveu nos últimos anos para atingir os limites da ergonomia, aquilo a que se poderá chamar perfeição ergonómica.


Antes de continuar talvez deva recordar o que é isso da ergonomia. Não como sinal de qualquer menosprezo pelos conhecimentos do estimado leitor, mas apenas para poder transmitir uma ideia mais aproximada do gigantismo da tarefa que esta indústria empreendeu. É uma ciência que trata da interacção do ser humano com os outros elementos, ou sistemas, que o rodeiam, com vista a obter deles - de um e dos outros - o melhor desempenho. Recorre-se a esta ciência para tornar os produtos compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas, que decorrem - entre outros que agora não são para aqui chamados - dos aspectos físicos de cada um. 


O que se pode dizer é que o empreendimento teve tanto de arrojo quanto de sucesso. A clientela aderiu em massa aos novos modelos da perfeição ergonómica e os resultados estão á vista. São um regalo para a vista, e podem ser contemplados em todos os areais do nosso mundo, nas mais variadas posições, na plenitude da arte do impossível de tudo mostrar e tudo esconder. 


O que só prova que se, ao contrário do que está a acontecer, não lhes cortarem mercado, os burkinis também lá chegarão. Imaginação não falta aos mais criativos...

domingo, 16 de agosto de 2026

Volta a Portugal 2026 (Fim)

 



"A morte saiu à rua num dia assim" ... Um "dia assim" que marcará para sempre esta Volta. Que a manchará para sempre.

Mesmo "assim" a Volta continuou. E acabou, hoje, no Porto. Nos Aliados.

Ontem, no dia seguinte ao "dia assim", subiu-se a Senhora da Graça. Duas vezes. Acertaram-se as últimas classificações, com muito pouco para acertar. Acertou-se o pódio.

Adria Percas, o espanhol da UAE que muita animação trouxe á Volta, vencedor no Gerês, uma das principais etapas, e que por certo estaria de "pedra e cal" no pódio, pelo menos no terceiro lugar que ocupava à partida, foi apeado. Não o foi derrotado por qualquer dos rivais, foi derrotado por um furo. Na primeira subida, na terra batida, furou. Esperou pelo carro de apoio - preferiu o do seu carro ao do carro do apoio neutro - e perdeu muito tempo. Perdeu o terceiro lugar, o quarto, e desceu a quinto da geral.

Na Senhora da Graça destacaram-se Alexis Guerin, José Neves e Artem Nich. Por esta ordem. A mostrar que que a vitória na Torre não tinha sido circunstancial, que não teve nada a ver com atacar primeiro. Alexis Guerin estava melhor. Melhor que Artem Nich, e melhor que qualquer outro. Com a Volta ganha, o francês achou por bem dar a vitória na Senhora da Graça ao russo. Já tinha ganho na Torre, era de bom tom oferecer a vitória ao colega de equipa da Anicolor, que não ganhara nada. Mas Artem Nich não tinha pernas, ficou-se nas covas, e não aguentou sequer o ritmo de José Neves (GI Grupo Holding Simoldes/Oliveirense), segundo na etapa, a reclamar, achando que o francês lhe devia a vitória. De maneira nenhuma!

José Neves alcançou o quarto lugar, a apenas 6 segundos de Pedro Silva (Feira dos Sofás/Boavista) , sexto na Senhora da Graça, a 59 segundos.

Hoje, no Porto, João Neves ainda experimentou. A ver se dava lhe ganhar os 6 segundos. Não deu! 

Ganhou e mereceu ganhar Rui Oliveira, em casa. Tentou sempre ganhar, todas as chegadas ao "sprint", que não foram muitas. Foram quatro. Foi quarto em Sintra. Sexto em Albufeira. Quinto em Elvas. E segundo, no Peso da Régua. 

Tentou em fugas. Não é por acaso que foi o mais combativo da Volta. Nem por acaso foi o vencedor dos pontos, o camisola laranja. Foi tão reconhecido o mérito desta vitória que o derrotado do "sprint", o espanhol Daniel Cávia (Burgos BH),  foi o primeiro a aplaudir. Como se vê na imagem. Depois, todos os restantes adversários.

Final bonito, de uma Volta trágica. Com a primeira vitória, em competição de estrada, do campeão olímpico, com Iúri Leitão. Que foi, indiscutivelmente, uma das principais figuras desta volta!

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Volta a Portugal trágica

 


Há muito que estava para voltar à Volta Portugal. Tinha aqui dado o "sinal de partida", pensava voltar a ela, mais cedo ou mais tarde, mas, por isto ou por aquilo, não tinha ainda voltado.

Deixei passar a Torre, no domingo. Etapa marcante, que Guerin venceu, chegando à liderança. O francês antecipou-se e lançou o ataque, deixando Artem Nich na obrigação de não atacar o colega de equipa. E obrigado a conformar-se com o segundo ligar. Deixei passar, no dia seguinte, o contra-relógio. Ganho novamente por Johansen, e onde Guerin, não sendo especialista, resistiu muito bem, perdendo apenas 50 segundos, com um oitavo lugar. E onde um jovem galês, de uma família de ciclistas, irmão do especialista Josh Tarling, Finlay Tarling, permaneceu durante longo tempo na cadeira do mais rápido. Deixei passar o dia de descanso. Deixei passar a bonita etapa da Régua e, ontem, a não menos bonita, e espectacular, etapa do Gerês.

Voltei hoje, a caminho de Fafe, no que seria mais uma bela etapa. À entrada para a subida da Penha, a 14 quilómetros da meta, a interrupção da etapa e a notícia da tragédia. A morte chegou à Volta, pela primeira vez. 

Um jovem de 19 anos perdeu a vida a correr de bicicleta. 

Em Ponte de Lima, o jovem ciclista da NSN, Finlay Tarling - sim, o jovem do contra-relógio, que seguia sozinho, cerca de 10 minutos atrás do pelotão - foi mortalmente colhido por um carro, em contra-mão. Não foi um acidente de corrida, esses fazem parte da competição. Sim, um carro em contra-mão entrou na bolha do pelotão.

Não tem explicação. Mas o inesperado não se explica!

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Benfica 1 - Hearts 1

 


O Benfica tinha a eliminatória assegurada, frente aos escoceses do Hearts, graças ao 6-1 da primeira mão. Por isso Marco Silva apresentou muitas alterações na equipa, recorrendo a jogadores menos rodados, que não segundas figuras.

E a verdade é que, em particular na primeira parte, o Benfica fez bom jogo. Não há dúvida nenhuma que a equipa está a crescer. Nem da qualidade do trabalho que Marco Silva está a realizar - joguem uns, ou outros, as ideias estão lá. E o futebol também. Depois, uns têm mais condições que outros para as pôr em prática. 

Pavlidis, que hoje não jogou, faz o que Duran, que jogou na sua vez, não sabe fazer. E por aí fora.

O problema não está na qualidade de jogo. O problema está na falta de agressividade, a atacar e a defender. O Benfica cria muitas oportunidades. O problema é concretizá-las. É a eficácia. São as bolas nos ferros. E são os remates que esbarram nos pés, nas pernas, nas costas dos jogadores. E aí, mais agressividade na hora de rematar, na de cruzar, ou na assistência, ajudariam. Sem dúvida nenhuma.

O jogo teve domínio do Benfica, com mais de 60% de posse de bola, 20 remates (contra 5), 11 cantos (contra nenhum). E não contam os remates bloqueados pelos defesas. Mas, à baliza, apenas cinco. Contra três. 

É aqui que "a porca torce o rabo". Porque é sempre a mesma coisa: os adversários vêm que o resultado está em aberto e acreditam cada vez mais. O Hearts acreditou três ou quatro vezes. Uma na primeira parte, e três na segunda. Numa dessas três teve um golo anulado. Noutra marcou, aos 77 minutos. 

O Benfica até respondeu de imediato, no minuto seguinte. Schjelderup, escapa para linha de fundo, na esquerda, deixa em José Neto, na área, que, de primeira, passa para Lukebákio, à entrada da área, acertar na baliza fazer o golo.

A bola ao poste, três defesas do guarda redes por instinto, e este remate foi, afinal, a produção do Benfica. Eu sei que há quem faça melhor produzindo menos. Mas não é o Benfica!

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Notícia do dia

 



A notícia do dia é, naturalmente, o eclipse solar. E a histeria na procura dos óculos, á última hora. 

Depois, foi olhar para o céu. Nos mais variados pontos de observação, já que nem toda a gente foi para Bragança. Menos ainda para Espanha.

Ultrapassa largamente a outra. Que, antes ainda do sol nascer, seis planetas se alinharam no céu. A "estrela" é o sol, tapado pela lua.

Na notícia de ontem a "estrela" foi Cristiano Ronaldo. E Georgina Rodríguez, que casaram. Finalmente. Civilmente, na presença dos cinco filhos. A igreja, e a presença de outros ricos e famosos, fica ... para segundas núpcias. 

Não sei há relação entre as duas notícias. A não ser que a notícia do último eclipse do sol em Portugal, tenha eclipsado a do naufrágio do Titanic, dos dias depois, a 15 de Abril de 1912.






terça-feira, 11 de agosto de 2026

A Senhora Mette Frederiksen



Georgia Meloni e Mette Frederiksen pareciam ter pouco em comum, a não ser serem ambas as únicas mulheres a chefiar governos na União Europeia. Meloni, populista da direita mais radical, da extrema direita, mesmo. Frederiksen, social-democrata, do norte da Europa. Afinal, têm mais em comum!

Têm em comum - quem haveria de dizer - o medo dos imigrantes. Contra todas as evidências científicas, contra todas as políticas de imigração oficiais europeias que, como se sabe, se limitam a empurrar, com dinheiro - muito dinheiro -, imigrantes para as portas das União Europeia, mas com todas as percepções que por aí circulam, as duas chefes de governo femininas, dizem que ninguém pode negar o aumento da criminalidade - cometem crimes violentos, traficam drogas, e praticam actos de violência sexual -, a pressão sobre os serviços públicos, e a erosão da confiança das populações.

Dizem ambas também - que Meloni o diga é natural, que Frederiksen corra atrás a bater palmas é esquisito - que os valores civilizacionais do ocidente estão em perigo. E atiram ao governo espanhol.

Trump, amigo de Meloni - tem dias, mas é amigo - anda, há muito, a ameaçar ficar com a Gronelândia. E não é pelos bons ares da ilha! 

Não precisa - também já se sabia - de invadir a maior ilha do mundo para ficar com o quer quer. Sem qualquer autorização já enviou máquinas de perfuração para começar a explorar os 900 mil milhões de euros de petróleo que lá estão.

Com a invasão do aliado, dos valores partilhados e do património cultural cristão, provavelmente Mette Frederiksen, que tem soberania sobre a ilha, irá precisar da solidariedade europeia. Provavelmente precisará da ajuda de Espanha. 

Provavelmente o que se passa na fronteira norte deveria preocupar mais a primeira-ministra dinamarquesa do que as percepções do seu eleitorado. Provavelmente até dará mais votos!


domingo, 9 de agosto de 2026

Benfica 2 - Académico Viseu 2



O Benfica jogou á porta fechada. Na abertura do campeonato o Benfica viu-se privado dos seus adeptos no Estádio, que não na Luz. 

Á Luz, à Praça Centenário, acorreram milhares adeptos. Primeiro para receber os jogadores, no autocarro. Depois, para apoiar a equipa ... de fora. Enquanto isto decorria, no Dragão, o Porto recebia o Alverca. Era subjugado pelo futebol do Alverca, e jogava em contra-ataque. Chegava à área adversária por duas vezes. Por duas vezes os seus jogadores fizeram fita. Por duas vezes o árbitro, alarmado pela fita e chamado pelo VAR, marcaria pênalti. 

Por duas vezes. O mesmo sistema, duas realidades.

Um jogo sem público não é um jogo. Não há muito a dizer.

Na espécie de jogo que aconteceu, aconteceu de tudo. O Benfica, dizem as estatísticas, dispôs de 18 oportunidades de golo. Fez 27 remates, três aos ferros. Contando com os remates interceptados, que não chegaram ao destino porque bateram nas pernas, nas costas, nas mãos, nas barrigas, nas costas, seriam uns cinquenta. Os cantos não foram muitos, foram 10. Fez dois golos.

O Académico de Viseu teve dois cantos. Num deles fez um golo. O outro golo decorreu de um lançamento lateral. Lance estudado, mas lançamento lateral.

O Benfica fez um grande jogo na primeira parte. Chegou cedo ao golo, logo aos 10 minutos, num grande golo da Pavlidis. Aos vinte minutos já levava quatro oportunidades claras. Ao intervalo contavam-se mais de dez. 

Mas o resultado mantinha-se em um a zero, por incrível que parecesse. Percebia-se claramente como isso era perigoso. Porque os jogadores do Académico sabiam trocar a bola, quando a tinham, e porque o Benfica não não revelava grande consistência a controlar o jogo defensivamente.

A segunda parte iniciou-se como a primeira, com mais oportunidades de golo sucessivamente perdidas. Mas gradualmente, e por maioria de razão, o risco do empate aumentou. O Benfica transmitia insegurança defensiva, e perdia quase todos os duelos. E sabe-se como é: os adversários acreditam. Aos 10 minutos o Académico empatou, no tal canto.

O Benfica reagiu em três minutos, e voltou à frente do marcador. Prestiani marcou um grande, um enormíssimo, golo. E continuou a desperdiçar oportunidades.  A vantagem durou cerca de 10 minutos. O Académico, no tal lançamento lateral, voltou a empatar. Até ao final mais oportunidades, mais peripécias. Uma bola que pareceu estar dentro da baliza, mas não contou. Um pênalti reclamado, em vão. Mais uma bola no ferro...

Não é normal perderem-se tantas oportunidades de golo, é certo. É azar. Sofrer dois golos, não pode ser azar. Depois da dificuldade em marcar o segundo golo, sofrer novo golo, não pode ser azar.

Não queremos acreditar que, depois época passada, este seja o nosso fado!

Há 10 anos

   Em entrevista ao Jornal de Negócios, Maria Luís Albuquerque, induzida a responder que as actuais circunstâncias da situação económica e f...