domingo, 9 de agosto de 2026

Benfica 2 - Académico Viseu 2



O Benfica jogou á porta fechada. Na abertura do campeonato o Benfica viu-se privado dos seus adeptos no Estádio, que não na Luz. 

Á Luz, à Praça Centenário, acorreram milhares adeptos. Primeiro para receber os jogadores, no autocarro. Depois, para apoiar a equipa ... de fora. Enquanto isto decorria, no Dragão, o Porto recebia o Alverca. Era subjugado pelo futebol do Alverca, e jogava em contra-ataque. Chegava à área adversária por duas vezes. Por duas vezes os seus jogadores fizeram fita. Por duas vezes o árbitro, alarmado pela fita e chamado pelo VAR, marcaria pênalti. 

Por duas vezes. O mesmo sistema, duas realidades.

Um jogo sem público não é um jogo. Não há muito a dizer.

Na espécie de jogo que aconteceu, aconteceu de tudo. O Benfica, dizem as estatísticas, dispôs de 18 oportunidades de golo. Fez 27 remates, três aos ferros. Contando com os remates interceptados, que não chegaram ao destino porque bateram nas pernas, nas costas, nas mãos, nas barrigas, nas costas, seriam uns cinquenta. Os cantos não foram muitos, foram 10. Fez dois golos.

O Académico de Viseu teve dois cantos. Num deles fez um golo. O outro golo decorreu de um lançamento lateral. Lance estudado, mas lançamento lateral.

O Benfica fez um grande jogo na primeira parte. Chegou cedo ao golo, logo aos 10 minutos, num grande golo da Pavlidis. Aos vinte minutos já levava quatro oportunidades claras. Ao intervalo contavam-se mais de dez. 

Mas o resultado mantinha-se em um a zero, por incrível que parecesse. Percebia-se claramente como isso era perigoso. Porque os jogadores do Académico sabiam trocar a bola, quando a tinham, e porque o Benfica não não revelava grande consistência a controlar o jogo defensivamente.

A segunda parte iniciou-se como a primeira, com mais oportunidades de golo sucessivamente perdidas. Mas gradualmente, e por maioria de razão, o risco do empate aumentou. O Benfica transmitia insegurança defensiva, e perdia quase todos os duelos. E sabe-se como é: os adversários acreditam. Aos 10 minutos o Académico empatou, no tal canto.

O Benfica reagiu em três minutos, e voltou à frente do marcador. Prestiani marcou um grande, um enormíssimo, golo. E continuou a desperdiçar oportunidades.  A vantagem durou cerca de 10 minutos. O Académico, no tal lançamento lateral, voltou a empatar. Até ao final mais oportunidades, mais peripécias. Uma bola que pareceu estar dentro da baliza, mas não contou. Um pênalti reclamado, em vão. Mais uma bola no ferro...

Não é normal perderem-se tantas oportunidades de golo, é certo. É azar. Sofrer dois golos, não pode ser azar. Depois da dificuldade em marcar o segundo golo, sofrer novo golo, não pode ser azar.

Não queremos acreditar que, depois época passada, este seja o nosso fado!

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