Georgia Meloni e Mette Frederiksen pareciam ter pouco em comum, a não ser serem ambas as únicas mulheres a chefiar governos na União Europeia. Meloni, populista da direita mais radical, da extrema direita, mesmo. Frederiksen, social-democrata, do norte da Europa. Afinal, têm mais em comum!
Têm em comum - quem haveria de dizer - o medo dos imigrantes. Contra todas as evidências científicas, contra todas as políticas de imigração oficiais europeias que, como se sabe, se limitam a empurrar, com dinheiro - muito dinheiro -, imigrantes para as portas das União Europeia, mas com todas as percepções que por aí circulam, as duas chefes de governo femininas, dizem que ninguém pode negar o aumento da criminalidade - cometem crimes violentos, traficam drogas, e praticam actos de violência sexual -, a pressão sobre os serviços públicos, e a erosão da confiança das populações.
Dizem ambas também - que Meloni o diga é natural, que Frederiksen corra atrás a bater palmas é esquisito - que os valores civilizacionais do ocidente estão em perigo. E atiram ao governo espanhol.
Trump, amigo de Meloni - tem dias, mas é amigo - anda, há muito, a ameaçar ficar com a Gronelândia. E não é pelos bons ares da ilha!
Não precisa - também já se sabia - de invadir a maior ilha do mundo para ficar com o quer quer. Sem qualquer autorização já enviou máquinas de perfuração para começar a explorar os 900 mil milhões de euros de petróleo que lá estão.
Com a invasão do aliado, dos valores partilhados e do património cultural cristão, provavelmente Mette Frederiksen, que tem soberania sobre a ilha, irá precisar da solidariedade europeia. Provavelmente precisará da ajuda de Espanha.
Provavelmente o que se passa na fronteira norte deveria preocupar mais a primeira-ministra dinamarquesa do que as percepções do seu eleitorado. Provavelmente até dará mais votos!
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