segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Pronto, já fechou...

Por Eduardo Louro


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A noite louca do fecho do mercado dos jogadores de futebol chegou ao fim. Não foi, nem de perto nem de longe, tão louca como outras, mas nem por isso foi menos rocambolesca. Com nota alta para Madrid, com o Real a fechar finalmente De Ghea: tão finalmente que parece que já não foi a tempo... E para o Manchester United, que não precisa certamente desse dinheiro para a louca contratação de Martial - 19 anos - ao Mónaco, por números que podem chegar aos 75 milhões de euros.


Por cá, o Porto continuou a dar cartas. No último dia, que não na última hora, acrescentou mais dois mexicanos, ao que parece gente com valor. E despachou uns tantos problemas. Dinheiro, por ali, não é problema, O problema é outro, já se percebeu... Já se tinha percebido o ano passado!


O Sporting acalmou, deve ter sido pelos ares de Moscovo. Problema é mesmo Carrillo - mas isso já se previa - que pode seguir por tuta e meia para Inglaterra, onde, por ontem ter sido feriado, o mercado só fecha hoje, lá mais para o fim da tarde.


No Benfica não se esperava e desesperava apenas pelo futuro de Gaitan. Esperava-se e desesperava-se pelo regresso de Siqueira, e queria acreditar-se que as trutas que vinham sendo anunciadas, muito baixinho para parecer mesmo que era verdade, acabariam por aparecer no meio do nevoeiro da meia noite. Suspirava-se por um 8, uma coisa assim parecida com Enzo Perez, mas nada... Parece que importante era mesmo reforçar a equipa B. Por isso, ou para isso, chagaram dois miúdos: um central sérvio, ainda júnior de quem se dizem maravilhas, e um avançado cuja maior credencial é não ter ficado no Porto.


Valha-nos que o Gaitan fica. Claro que ainda há hoje o dia todo - que sirva para despachar o Ola John, não se peça mais -, mas ninguém pode acreditar que, depois disto tudo, o Benfica e o jogador não estejam completamente sintonizados numa onda que põe definitivamente fim a uma novela que já dura há anos. Agora é actualizar a linha do payroll onde se começa por ler Nico, dar-lhe a braçadeira de sub-capitão, e jurarem amor eterno. Recíproco!  


E talvez valha a pena dar uma vista de olhos pelos centros de emprego. Foi aí que, no ano passado, o Benfica foi encontrar a melhor contratação da época!


 


 


 

Diferenças evidentes

Por Eduardo Louro


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Paulo Rangel consegui neste fim de semana sair daquela zona cinzenta, onde tão bem se mexe, para entrar decidida e espalhafatosamente no circo da demogogia e do cinismo político montado por Passos Coelho e Paulo Portas.


Travestido de actor - não poderei dizer de professor porque, como dizia o Joaquim Vieira, na sua vasta experiência universitária, quer a receber quer a dar aulas, nunca viu professores serem aplaudidos no fim da aula, quanto mais no fim de cada frase, acrescentaria eu - Paulo Rangel foi ao tempo de antena do PSD, a que pomposamente chamaram Universidade de Verão, dizer o que Passos Coelho não quer dizer mas quer que seja dito.


Imagem relacionadaNão sei se este Rangel, de Passos, é tão diferente do Rangel de Ferreira Leite quanto são, ou estão, eles um do outro. Sei é que entre o Rangel que discutiu a liderança com Passos e o Rangel às ordens de Passos há diferenças bem evidentes ...


Não sei por quê, mas o outro tinha aspecto mais saudável!

sábado, 29 de agosto de 2015

O senhor governador é que sabe...

Por Eduardo Louro


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Ora aí está! Já se sabia que perante o descalabro que vai ser a venda a qualquer preço do Novo Banco, o governo iria passar a culpa toda para o governador do Banco de Portugal. Como a desgraça está aí, e só faltam dois dias para ser conhecida, Passos Coelho não perdeu tempo a lavar as mãos. Não tem nada a ver com isso. Isso é tudo com o senhor governador...


Nada que o senhor governador não mereça. Mas também nada que deixe ninguém surpreendido!

Têm que trabalhar mais... E falar melhor!

Por Eduardo Louro



 


"Temos que trabalhar mais nos treinos" - disse Samaris no final do jogo. Não sei se há neste expressão alguma traição da língua onde o grego dá os primeiros passos, com excelente desenvoltura, diga-se de passagem, porque não estamos nada habituados a que os jogadores de futebol cheguem a Portugal e se esforcem para falar a nossa língua. Também não sei se o tal sms - "mister, desde que foi embora que isto é um descanso" - existiu, e se, tendo existido, tenha sido enviado pelo Samaris.


Mas sei que precisam mesmo de trabalhar mais nos treinos. E melhor. Porque continua sem se ver fio de jogo, continua sem se ver intensidade, continuam sem se ver automatismos... Não se percebe a estratégia, e nem sequer nas bolas paradas se percebe que haja trabalho. E se a equipa não sabe defender - e não sabe - e se é por aí que, dizem os entendidos, se começa o trabalho, então não há mesmo dúvida que é preciso trabalhar mais nos treinos. Mas muito mais!


Mas também precisam de trabalhar mais nos jogos. Têm que correr pelo menos tanto como os adversários, têm de chegar a cada bola pelo menos ao mesmo tempo que o adversário e, fazendo pelo menos isso, têm de meter o pé com, pelo menos, a mesma intensidade do adversário.


E já que começamos com uma declaração, falta também trabalhar isso: a comunicação. O discurso numa equipa como o Benfica não pode ser o mesmo que numa equipa como o Guimarães. Pela simples razão que treinar o Benfica não tem nada a ver com treinar o Guimarães... Porque é o diabo quando se começa a perceber que há ali uma ligação qualquer entre a moleza do discurso e a moleza da atitude da equipa...


E não adianta dizer-se que "sou assim" e "não mudo"... Isso era a cantiga da Gabriela, não sei se se lembram. Essa não é música para os nossos ouvidos. Quando a equipa é prejudicada pelas arbitragens, como foi em Aveiro na semana passada, com um penalti e um golo anulado que dariam os três pontos, e como voltou a ser hoje, com um golo em fora de jogo, que só não levou dois pontos porque não calhou, tem de haver alguma coisa a dizer. Pela simples razão que são essas as regras instaladas no jogo em Portugal, como de resto se vê todos os dias... E, muito provavelmente, agora mais do que nunca...


 


 


 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Preocupante

Por Eduardo Louro


 


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Não acho piada nenhuma que chamem porta 18 a uma operação policial. Pior ainda quando essa é a porta da minha Catedral... Por onde, dizem, entrariam diariamente bandos de colombianos para fazer negócio... 


Não acho grande piada a que funcionários do meu clube andem envolvidos em negócios com colombianos. Até achava, se não tivessemos a experiência de os ver fugir todos lá mais para cima...


Mas também - confesso - não seria a coisa que mais me preocupasse. Afinal ninguém nunca poderá dizer que está livre de ter um empregado qualquer que se possa dedicar a negócios com colombianos. Também - se calhar, digo eu - ninguém poderá dizer que consegue controlar todas as portas de todas as instalações, mais a mais  quando se trata de uma catedral aberta a tantos fiéis. E infiéis...


Não me choca que só tenhamos tido conta da notícia um mês depois, mesmo que não tenha achado piada nenhuma às primeiras reacções. Um pecado desses, numa catedral destas, deveria chegar de imediato ao conhecimento dos fiéis, mas concedo que até se possam levantar valores mais altos.


O que me choca é que, um mês depois, quando se soube, o presidente do meu clube se venha dizer chocado. Deve ter sido um choque daqueles: um mês depois ainda está em choque... Não admira, conforme ele próprio explica, conhecia o José Carriço - assim se chama o sujeito do negócio colombiano - há muito. Era pessoa de sua confiança, foi o seu motorista durante muito tempo!


E o que verdadeiramente me preocupa é que, no meu clube, um tipo qualquer passe directamente de motorista do presidente a diretor. Aprecio e defendo a mobilidade social, tanto na sociedade como nas organizações. Acho fantásticas aquelas histórias do antigamente, de gente que chegava paquete aos 14 anos e saía presidente da empresa, aos 70.  


Mas, francamente: de motorista do presidente a director do Departamento de Apoio aos Jogadores, faz-me alguma impressão. Preocupa-me mesmo! 

Não insistam mais: não sou candidato!

Por Eduardo Louro


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Santana Lopes anunciou que não é candidato à Presidência da República. E eu a pensar que só se anunciavam candidaturas...


Pensava mal, já percebi. Tanto que - acredito agora - não será o único a fazê-lo. Seguir-se-ão outros... Espero é que sejam mais sensatos na justificação, para não deixarem a ideia que primeiro respondem a um arrebatador chamamento interior, e só depois caem na real dos seus deveres e das suas responsabilidades... Pelos vistos só agora, depois de um arrebatamento de vários meses, Santana Lopes deu conta dos seus "deveres enquanto Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa" e das suas "responsabilidades profissionais"...


Há pessoas que para se manterem vivas precisam que se fale delas todos os dias... Pedro Santana Lopes é uma delas, pouco se importando que seja para dizer bem ou para dizer mal. É preciso é falem dele. É uma questão de sobrevivência... 


E em sobrevivência é ele especialista. Um dia destes ainda será o presidente nacional da protecção civil, se é que isso existe.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Sorteio pouco simpático

Por Eduardo Louro


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Tenho visto por aí muita gente a dizer que o sorteio da "Champions" foi simpático para o Benfica. Ainda há pouco o José Peseiro afinava por esse diapasão...


Acho que quem está a ir por aí ou sabe pouco de futebol ou anda muito distraído. O Atlético de Madrid é hoje uma equipa de top mundial: tem a capacidade financeira dos maiores da Europa e tem, se não o melhor, um dos três melhores treinadores mundiais da actualidade. Não tem - é certo que não - nenhum dos melhores plantéis, mas sabe-se  que Simeoni não precisa disso para contruir uma das cinco ou seis melhores equipas da Europa.


O Galatasaray é uma parada de estrelas. Às vezes isso não faz uma grande equipa, mas os grandes jogadores são indispensáveis para uma grande equipa. E grandes jogadores é coisa que não falta à equipa turca.


E por último o Astana, com o nome da capital do Casaquistão que, depois do investir no ciclismo - onde há muito que é uma equipa de top, na alta roda do ciclismo mundial - se virou agora para o futebol. Não é que seja já um adversário de topo europeu, mas para o Benfica será a maior deslocação da história da Champions, em fins de Novembro, no pico das dificuldades climatéricas naquela região do mundo a que ainda chamam Europa.


Chamar a isto facilidades...


Mais sorte teve o Porto. Mas também já é habitual... Mesmo assim houve quem achasse que ao Porto saiu a fava... Devia ter saído o PSV, não era?


 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Também os objectivos da caça à multa estão a correr bem

Por Eduardo Louro


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Também aqui sou contribuinte. Também aqui sou vítima da atitude saqueadora de um Estado que não existe para servir os cidadãos, mas para se servir dos cidadãos. Que não actua para prevenir, para corrigir comportamentos, mas para atingir objectivos. Que não age às claras, à vista de toda a gente para que toda a gente saiba ao que vem, mas sempre escondido nos mais secretos esconderijos e disfarçado nos mais improváveis disfarces... À espera do incauto, do desprevenido, do distraído... 


É a caça à multa, atrás dos objectivos. Não admira que os objectivos anuais estejam praticamente atingidos. É também disto que se faz a prepotência deste Estado que, porque não respeita, não merece respeito. Sempre forte com os fracos, e fraco com os fortes...

Será que os directórios continuam a ajudar as empresas a ser encontradas?

Muitas empresas ainda procuram os directórios para colocar o seu site na grande lista de empresas que cada um tem. A verdade é que há muito poucos directórios que o Google conta para o ranking de posições nas listagens de resultados.


Um dos grandes motivos para que o Google deixasse de contar com os directórios é que muitas empresas os usavam como fonte de links, usando e abusando deles com o mesmo título e descrição, gerando com isso muitas páginas de conteúdo duplicado. O que não acrescentava nada de relevante ao índice do Google.


O tráfego dos directórios caiu drasticamente quando esta actualização foi feita pelo Google e muitos deixaram simplesmente de existir. Exemplo disso foi o Directório do Sapo, um dos melhores de Portugal que encerrou a sua actividade.


Mas há resistentes, e esses são sem dúvida os melhores, pois só os melhores resistem. Um bom exemplo é o Dmoz, um diretório internacional, que é um dos mais antigos do mundo (nascido em 1998, quase antes de o próprio Google) e é controlado por voluntários que gerem os links.


Em Portugal temos o Infoisinfo Portugal uma comunidade de empresas e profissionais, que é um directório gratuito e que ainda ajuda muito as empresas a ter mais representatividade nos resultados do Google. Mas há regras, como ao colocar a sua empresa faze-lo de modo a que o título e descrição sejam únicos.


Em resumo: os directórios continuam a ser importantes para as empresas, mas agora tem de ser com mais informação. Ao registar a sua empresa num directório acrescente algo de novo, se não o fizer corre o risco de ser mais penalizado que beneficiado. E, claro, registe a sua empresa só nos melhores directórios de Portugal.

Ler os outros

Por Eduardo Louro


 


A propósito de uma notícia que timidamente circulou ontem por aí, sem que ninguém lhe pegasse - isto está mesmo assim, só há das outras notícias  - trago aqui  de novo o Sérgio de Almeida Correia, no Delito de Opinião. Vale a pena ler!


 

A traição do tempo

Por Eduardo Louro


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Lembro-me do deslumbramento com que, em criança, ouvia os mais velhos narrarem episódios e histórias de vida de há (havia) vinte, trinta anos. O tempo é das coisas mais objectivas, mais facilmente medíveis e por isso das mais absolutas, mas a noção que dele temos é a coisa mais relativa que a vida tem.


Em criança sentimo-nos esmagados pelo tempo. Se temos seis ou sete anos, ouvir falar de vinte remete-nos para uma dimensão avassaladora do tempo. Depois, os anos vão passando e só começamos a dar conta disso quando as nossas próprias recordações começam a comportar essa dimensão do tempo. E quando percebemos que as décadas começam a encurtar de forma quase assustadora: se da primeira pouco damos conta, bem sabemos como a segunda nunca mais passa, parece ela que tem os esmagadores trinta ou quarenta anos do tempo das histórias que ouvíamos. Os vinte anos  nunca mais vêm, mesmo com os dezoito a darem uma boa ajuda. A terceira já é bem mais curta, mas ainda dá - dava, já não sei se dá - para muita e muita coisa, e a terceira talvez esteja na medida. A quarta já tem bem menos de dez anos, e a partir daí os anos passam a meses...


Tudo isto me vem à cabeça neste dia em que me lembro que há cinquenta anos, em convalescença de uma intervenção cirúrgica à garganta, perdi o meu tio mais novo num estúpido - como todos - acidente de viação. Era o meu tio mais novo, e por isso o mais próximo de mim. Mas também o meu ídolo, o meu confidente, o meu amigo. 


Fazia 26 anos nesse 26 de Agosto de 1965. Estava a meio da primeira década a sério, ainda sem tempo para perceber como é traiçoeiro o tempo.


Há cinquenta anos... Há cinquenta anos, ainda a meio das férias grandes, a mais de um mês de entrar para o mundo novo do liceu, morreu o meu tio Manel. Nem sequer fui ao seu funeral... Não que fosse criança - nesse tempo a morte não era escondida às crianças, mas também eu já não queria ser criança. Foi a garganta que não aguentou a dor que vinha do coração!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Heloísa Apolónia no debate com Portas

Por Eduardo Louro


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Resposta à altura ... Que não poderia vir se não da outra coligação.


Bem visto!


Passos Coelho mandara Portas para o debate com Jerónimo de Sousa. Era uma oportunidade a não perder, uma espécie de atraso de bola mal calculado, que deixa o adversário isolado só com o guarda-redes pela frente.


Há muito quem falhe oportunidades destas. Jerónimo de Sousa, não!


 

Quem engana quem


Por Eduardo Louro


 


 


Afinal a Comissão Europeia não tem nada a ver com o negócio da venda da TAP. Diz que que não se ocupa de peanuts, que o negócio não é suficientemente grande para lhe merecer atenção. Sardinhas sim, negócios de sardinhas já lhe interessam...


Poderíamos facilmente achar normal que lhes interessasse apenas os grandes negócios. Com um bocadinho de mais esforço poderíamos até achar normal que lhes interessasse sardinhas, e que não se preocupem nada com negócios de aviação. O que não é nada normal é que o Sr David Neeleman não soubesse nada disso, dando-se ao trabalho de engendrar um negócio com o Sr Humberto Pedrosa para enganar quem não precisava de ser enganado.


É já público, e por isso não estou a cometer nenhuma inconfidência - nem sequer a trair a confidencialidade com que, em tempo útil, fui informado da marosca - que os 49% das acções do Sr Neeleman no consórcio Atlantic Gateway, a quem o governo entregou a TAP, valem 95% do investimento e 74,5% dos interesses, seja em dividendos, seja na liquidação. E que o Sr Humberto Pedrosa até não se fez pagar mal para fazer o papel que fez: afinal consegue quintuplicar em interesses o valor do investimento. Com 5% de investimento - que, mesmo assim, foi pedir ao Estado - adquire uma posição que lhe garante 24,5% da empresa de que detém 51% das acções.


Poderia perceber-se que o Sr David Neeleman tanto quis enganar que acabou ele próprio enganado. Poderia, mas é apenas mais uma coisa que é capaz de não ser normal .


Com tanta coisa pouco normal neste "quem engana quem" acabamos por desfiar o novelo. E não é com grande o risco de nos enganarmos que chegamos à conclusão que um "quem" é o governo e o outro somos todos nós. Que o Sr David Neeleman não foi nada enganado, foi simplesmente aconselhado pelo governo a fazer assim. 


 


 

domingo, 23 de agosto de 2015

Assim pode deixar de haver colinho...

Por Eduardo Louro


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Quando trinta remates e uma dúzia de oportunidades não chegam para fazer um golo sequer... não se pode falar apenas de azar. Nem  se pode falar do penalti que ficou por assinalar, na melhor fase do Benfica, a última meia hora da primeira parte. Nem de durante muito tempo mais parecer um jogo de andebol que de futebol...Não tem nada a ver com o árbitro, nem com jogar a bola á mão - tem apenas a ver com a forma como o Arouca se posicionava no campo.


Tem de se falar de incompetência. Porque só por incompetência, depois dos adversários terem feito o que tinham feito, se pode fazer ainda pior. 


Uma lástima!


Só falta dizer que não se perdeu com uma equipa qualquer... Perdeu-se para o líder do campeonato... Mas cuidado: assim o colinho pode perder-se!


 


PS: Pois... o da foto não está cá. No ano passado esteve: marcou dois golos.

sábado, 22 de agosto de 2015

Notícias do bom aluno

Por Eduardo Louro


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Por este ano já se acabou a sardinha... Não, não acabou a época da sardinhada. Até ao fim do Verão ainda haverá por aí umas sardinhadas... Com sardinha espanhola, e ainda mais cara,,,


Também é para isto que serve o bom aluno... convenientemente confundido com o aluno obediente, que come e cala. Que, no fim de contas, é o que importa: para isto e para outras coisas semelhantes!


Por isso a ministra Cristas diz que tem de ser assim. que o que tem que ser tem muita força. Que temos de cumprir, se não no futuro teremos ainda quotas menores... É assim. Sempre foi assim... É sempre esta a história do bom aluno!

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Coisa com coisa

Por Eduardo Louro


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Parece mesmo que António Costa ainda não percebeu grande coisa do que aconteceu aos socialistas e social-democratas por essa Europa fora. Não percebeu que o virus que Blair deixou na social democracia europeia tomou conta dos seus partidos de bandeira. Não percebeu o que aconteceu aos seus congéneres gregos, espanhois ou franceses... Não percebeu sequer grande coisa do que aconteceu ao partido que quis liderar, não se sabe agora bem para quê...


E, sem perceber nada disso, não percebe grande coisa do que está a acontecer. Não percebe as sondagens e não percebe, de todo, que o caminho mais rápido para o quer que seja é sempre uma linha recta. Não percebe que curvas, desvios e ziguezagues tornam sempre a coisa mais difícil...


E quem não percebe isso não consegue perceber que o mínimo  que a despropositada colagem a Manuela Ferreira Leite lhe poderia valer era mesmo ser acusado de não dizer coisa com coisa por quem não diz coisa com coisa. Que não é grande coisa... Pelo menos quando a coisa é confiança!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Desafio à lei de Murphy

Por Eduardo Louro


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Há dias dizia aqui que provavelmente António Costa seria um tipo com azar. Hoje já poderei deixar o provável de lado. Definitivamente: Costa é um tipo com azar!


No dia em que decide marcar esta agenda morna de um Agosto também pouco mais que isso, eis que Sócrates regressa com mais uma carta a abafar-lhe  "o quanto, o quando e o como". E não é apenas mais uma carta, é uma carta na mouche, a recentrar o seu caso na política, voltando a reclamar a condição de preso político.


O político preso volta a atacar. Como diz a Ana Sá Lopes, no facebook: "António Costa é capaz de aguentar 200 seguristas, a candidatura de Maria de Belém, etc. É mais complicado para o sucesso eleitoral enfrentar as "cartas amigas" da prisão de Évora. Esqueçam Seguro e os seguristas: a campanha de vingança contra o PS está a ser feita por Sócrates".


E ainda vem aí o dia 9 de Setembro... Se não é a tempestade perfeita é um sério desafio à lei de Murphy.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Quando o como é quanto

Por Eduardo Louro


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Duzentos e sete mil empregos!


Bem sei que não é uma promessa. É um compromisso. Mas será que ninguém se lembra dos 150 mil de há seis anos?


Bem sei que o toda a gente acha que o emprego é o abre-te Sésamo da gruta do voto. Por isso é tão grande a manipulação que o governo e a coligação fazem desses números... Mas era mesmo necessário seguir uma fórmula que por sinal até correu tão mal?


Claro que temos de saudar estas coisas de "O Quanto, o Quando e o Como". E, claro, falar de "quanto" sem falar de quanto emprego era deixar de fora o maior dos quantos. Com o "quando" pacífico, e os outros quantos nos 118% do PIB para a dívida e no 1,4% para o défice, é no "como" que poderá estar o diabo. Tanto maior quando falta o maior quanto do como... 


Quanto crescimento?


 


 

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Ironia do destino?

Por Eduardo Louro


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Na primeira privatização do resto das privatizações  - ou, como diria Sérgio Godinho, neste primeiro dia do resto da sua vida - 14 aeroportos passaram do Estado grego para o capital alemão. Poderia chamar-se-lhe ironia do destino...


Mas aqui não há ironia. Só há mesmo destino!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Uma questão de Belém

Por Eduardo Louro


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Maria de Belém é quem é. Maria, que já é de Belém, é candidata a Belém porque o aparelho assim quer. Não entusiasma ninguém, mas enerva muita gente... E se calhar separa águas!


Os dois candidatos da sua área política reagiram. Henrique Neto com toda a legitimidade, e ragiu bem na entrevista ao i. Sampaio da Nóvoa sem qualquer legitimidade, e reagiu mal na entrevista ao Expresso.


Sampaio da Nóvo devia ter ficado calado, e falou. Henrique Neto não podia ter ficado calado, e falou. Henrique Neto ganhou. Sampaio da Nóvoa perdeu. O problema é que voltou a perder... O problema é que cada vez que fala perde sempre mais do que ganha!


 

domingo, 16 de agosto de 2015

Acabou bem... começou bem!

Por Eduardo Louro


Benfica vence Estoril


 


 


O futebol é isto mesmo. É o mais comum dos lugares comuns do futebolês, mas é ainda a expressão mais expressiva do não sei quê de especial que há no futebol. E que faz dele o mais apaixonante dos jogos, o que mais emoções desperta, e que mais multidões arrasta.


O jogo com que o Benfica se estreou no campeonato, à procura do tri que foge há perto de 40 anos, e do 35º, a primeira vitória da época, não só cabe nesta velha expressão do futebolês como a enche por completo.


À entrada do último quarto de hora, o jogo resumia-se a três grandes intervenções do guarda-redes Júlio Cèsar, e a uma bola na trave da baliza do Estoril (Luisão), adensando as núvens de dúvidas que, mais altas que a águia, sobrevoavam o Estádio da Luz. Os jogadores do Estoril eram sempre mais rápidos e mais, muito mais agressivos. Pressionavam pelo campo todo. Alto e baixo, em toda a linha... Faltas sobre faltas, em todo o lado, logo à saída da área até em cima da baliza do Benfica. Obrigavam os adversários a errar, o que até nem parecia muito difícil, lançando aqui e ali o pânico na sua grande área. De vez em quando os bi-campeões nacionais conseguiam fugir da teia e lá criavam uma ou outra oportunidade, logo desperdiçada... Nunca conseguindo fugir à ideia de uma equipa mole, presa de movimentos, sem chama e sem agressividade.


De repente sai Pizzi, acabado de realizar um passe soberbo, e entra o já mal amado Talisca. E sai o Ola a quem toda a gente quer dizer adeus, para entrar ... Victor Andrade, o miúdo brasileiro - a crescer há três anos entre os juniores e a B - que fora a grande surpreza da convocatória. Parecia que não tinha nada para dar certo, mas tudo mudou. Entra o primeiro golo - quando Mitroglou finalmente acertou na baliza - e o Estoril, então já preso por arames, rebenta. O que saía mal passou a sair bem, a exibição solta-se e a goleada nasce. E até o menino que é já a nossa menina dos olhos marca!


E acaba em apoteose o que, tão pouco tempo antes, parecia só poder acabar mal. E acaba no maior resultado da abertura do campeonato aquilo que, tão pouco tempo antes, ameaçava poder ser a maior surpresa do dia um desta liga 2015-2016. E acaba com mais uma demonstração de bom senso, equilíbrio e categoria de Rui Vitória. 


Fico com a impressão que, deste, nunca terei vergonha!


Não sei se tudo está bem quando acaba bem. Sei que acabou bem... E como acabou bem, começou bem esta caminhada á procura do tri.

sábado, 15 de agosto de 2015

Ecos do Pontal

Por Eduardo Louro


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Já se viu de tudo no Pontal. No Pontal mesmo, e no Pontal reciclado de calçadão, na inóspita Quarteira. Desta vez viu-se que dificilmente o país encontraria dupla mais sinistra!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Contratos com história. Ou com estórias?

Por Eduardo Louro


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A notícia chegou logo a seguir à derrota na supertaça, ainda não se sabia que o treinador do Sporting andava a mandar sms aos jogadores do Benfica: o Benfica contratou ao Atlético de Madrid "meio" Raul Jimenez (a outra metade é de Jorge Mendes, e ficara já tratada no casamento) por 9 milhões de euros, o que projecta o valor do passe para 18 milhões de euros, e assim na contratação mais cara de sempre do Benfica.


O ponta de lança mexicano fora contratado há um ano pelos colchoneros por 10 milhões de euros. Jogou pouco mais de meia dúzia de jogos - foi titular em cinco - e marcou um golo, pelo que o clube com que Luís Filipe Vieira gosta de negociar decidiu prescindir dos seus serviços. Chegou a ser anunciado no West Ham, por empréstimo, por 2 milhões de euros... Mas para LFV valorizou-se, e o seu passe passou a valer quase o dobro. Daí que se tenha chegado à frente, impedido o empréstimo ao clube inglês, e rematado mais um sensacional negócio com o Atlético de Madrid. Depois de ter retirado Simão a Fernando Santos já com o campeonato a arrancar, para vender em saldo, com a garantia de que viriam não sei quantos jogadores, que se devem ter perdido pelo caminho, porque nunca ninguém os viu... Depois de Reyes, que vinha por 2 milhões de euros e que depois de cá passar uma época já eram afinal 10 milhões... Depois de Salvio por cá ter passado, regressado, e tendo que ser dispensado por excesso de extra-comunitários, voltar como a contratação mais cara de sempre, por 14 milhões de euros... Depois dos sensacionais, duas vezes sensacionais, quase 9 milhões de euros por Roberto,  e depois de Oblak - das duas, uma: ou foi hostil, como se quis fazer crer, e não podia haver mais negócios; ou foi apenas mais um negócio favorável aos espanhóis disfarçado de TINA (there is no alternative) -   há apenas um ano, eis mais um misterioso negócio. De um jogador que, sem jogar, se valoriza praticamente para o dobro!


Daí a necessidade de mais uma habilidade, para transformar mais um negócio manhoso num grande negócio, quase épico. E então arranjam-se umas dificuldades de última hora, à "Atlético de Madrid", só ultrapassáveis pela habitual mestria e sagacidade do grande timoneiro, sem qualquer substância mas que deixem bem clara a valorização da mercadoria.


E assim, quando o treinador do Sporting já dizia que os sms não contavam para nada, que o que contava era a supertaça no museu, não era mais um negócio manhoso, mas mais um grande negócio com o Atlético de Madrid & Jorge Mendes, já com "call options" mirabolantes que só revelam o desconforto dos madrilenos por tão grande perda. E, como não podia deixar de ser, com uma menção específica dos espanhóis ao duro que é sempre negociar com o Benfica...


Pronto. Pronto para a fotografia...

Ora aí está...

Por Eduardo Louro


Capa do Jornal de Notícias


 


... Emprego público, só para os amigos. Mais nada!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Vale tudo?

Por Eduardo Louro


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Chocante. Não encontro outra palavra para descrever as imagens do primeiro dia de férias do primeiro-ministro, que acabam de passar na televisão. 


O forte dispositivo policial de todos os últimos quatro anos, que o mantinha longe do contacto e dos olhos de toda a gente, é agora substituído por câmaras de televisão a captar beijinhos e abraços a tudo o que é povo. E o percurso até à praia, outrora escondido por um cordão policial, é agora um caminho livre, percorrido pausadamente de mão dada com a mulher, de cabeça destapada, amparada a uma canadiana...


Não pode valer tudo! Não devia valer tudo... 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Criatividade

Por Eduardo Louro


Capa do A BolaCapa do RecordCapa do O Jogo


 


Não é a primeira vez. Nem será a última...


Não. Não é à capa dos jornais que me refiro. É mesmo aos negócios de LFV com o Atlético de Madrid...

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Manhosos e orfãos

Por Eduardo Louro


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Provavelmente António Costa é um tipo com azar, a quem tudo acaba sempre por correr mal. Não vale a pena recuar muito para ilustrar esta ideia, todos se lembram como foi desejado, dentro e fora do seu partido, e como era limpo e sorridente o horizonte à sua frente. E no que deu pouco tempo depois, logo que a coisa apertou e o tempo fugiu...


Mas não há melhor ilustração para a falta de estrelinha de Costa do que esta estória dos cartazes que, pelos vistos, não tem culpados. Mesmo que o Ascenso Simões se tenha finalmente demitido...


Basta ver como a polémica que desencadearam deu cabo, destruiu por completo, apagou, aquilo que eram as mensagens mais fortes que a campanha eleitoral tinha para fazer passar. O desemprego e a precaridade não são apenas o maior legado que esta governação deixa ao país. São também as maiores feridas abertas na sociedade portuguesa, que não podem simplesmente ser arredadas da campanha eleitoral só porque acabaram vertidas nuns cartazes manhosos, mas acima de tudo orfãos!


 


 


 

domingo, 9 de agosto de 2015

Soprar na chama imensa!

Por Eduardo Louro


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A supertaça não é do nosso campeonato. Não é por acaso que o mais titulado dos clubes portugueses é apenas o terceiro neste troféu híbrido, sem personalidade própria. Nem sequer sabe a que época pertence, nunca se sabe se é o último da época velha se o primeiro da nova. É apenas um jogo de pré-época. O que conta é o que aí vem, a partir da próxima semana…


Tretas. Não é nada disso!


Este jogo, esta supertaça, era muito importante. Como importante foi aquela daquele Verão de 2010, quando o então treinador do Benfica não teve a perspicácia para perceber que era decisivo ganhar àquele Porto do debutante André Vilas Boas. E nem é preciso explicar por quê.


Fora isso, fora a importância que este jogo tinha para cada uma das equipas, este não foi um Benfica – Sporting muito diferente dos outros.


Um dérbi, sempre equilibrado, que se decide por pormenores – desta vez um remate que encontra um calcanhar e trai o guarda-redes. Com um grande ambiente, com intensidade, vibrante e inevitavelmente com erros de arbitragem, alguns bem graves e com consequência no resultado. Mais grosseiro que os foras de jogo que deram na anulação de um golo para cada lado, foi o penalti por assinalar sobre o Gaitan.


À parte tudo isto, Octávio já morde. O treinador do Sporting já faz arruaça. E o Sporting já exibiu o patrocinador das suas camisolas: só tiveram que as vestir ao contrário, mas deve ser por causa das bruxas!


No que toca a postura Rui Vitória goleou. Só que isso não anima ninguém. E o problema é esse mesmo, é que o futebol do Benfica não entusiasma ninguém.


Não precisava apenas de provar ao treinador adversário – não; não é de elegância no trato e boa educação – que afinal não deixou tudo na mesma. Não precisava apenas de mostrar que o Nelson Semedo já nasceu dez vezes. Não precisava apenas de mostrar que o Lisandro é um grande central, ou que o Gonçalo Guedes pode lutar por um lugar. Precisava ainda de mostrar que o Olá John não tem cabimento, e que o Talisca faz parte de outro filme, às vezes de terror. Mas acima de tudo precisava de apresentar um futebol que sirva de contrapeso ao seu discurso, que nos faça vibrar. Precisava de soprar na chama imensa, que está a apagar-se!

sábado, 8 de agosto de 2015

Volta a Portugal

Por Eduardo Louro



 


Está decidida 77ª Volta a Portugal em bicicleta. Ainda não a tinha aqui trazido, mas não significa que não a tenha acompanhado, como sempre. Desta vez até talvez mais, tive até oportunidade de acompanhar um corredor no contra-relógio de hoje - o Mika, o Micael Isidoro que fez a maior parte da sua formação cá em Alcobaça.


E amanhã - mais logo, melhor dizendo - lá estarei em Vila Franca, e depois no Marquês, a fechar a Volta. É isso, quando as coisas correm bem vou no mesmo ano duas vezes ao Marquês... Este ano correu bem!


O galego Gustavo Veloso, que ganhou o contra-relógio, vai ganhar a sua segunda Volta a Portugal, consecutiva. Foi o melhor no contra-relógio, à frente do excelente José Gonçalves, que vinha apenas para preparar a Vuelta mas acabou por fazer uma grande Volta. Foi a segunda etapa ganha pelo galego, depois de ter ganho em Oliveira de Azeméis, na polémica desclassificação do José Gonçalves, que assim perdeu a segunda vitória, depois de ter ganho na véspera no alto de Santa Luzia, em Viana do Castelo.


Ganhar o contra-relógio, entre a praia do Pedrogão e Leiria, com um pouco mais de 34 quilómetros, foi como que colocar o selo de mérito na vitória de Veloso. Vestiu a amarela logo na segunda etapa, e nunca mais a largou. Porque a verdade é que contou sempre com uma súper equipa, pronta a defendê-lo incondicionalmente. Porque verdade é que o seu colega de equipa, e também amigo e galego Delio Fernadez, segundo classificado antes do contra-relógio, tinha até aí sido mais brilhante. Esteve sempre ao seu lado e ainda teve tempo de ganhar duas etapas, a última a sempre raínha, a da Torre, na Serra da Estrela.


Mesmo que nunca se saiba se a ganharia se não fossem da mesma equipa... A lembrar que o Filipe Cardoso, mesmo que brilhante na etapa da Senhora da Graça, também não a ganharia se em vez do Joni Brandão, seu colega da Efapel, tivesse sido outro a chegar-lhe aos calcanhares mesmo em cima da meta.


À partida para o contra-relógio desenhava-se um pódio todo ele galego. O Gustavo era o favorito, mas logo atrás perfilava-se o seu amigo e também  galego Alejandro Marque - vencedor em 2013 e ausente no ano passado - que era quarto da geral, poucos segundos atrás do Joni Brandão. E o Delio dificilmente se deixaria afundar...


Afinal o português da Efapel fez uma boa prova - décimo, pouco perdendo para Marque (que subiu a terceiro) - e conseguiu, por escassos 7 segundos, subir ao segundo lugar da geral, e ao pobre do Delio Fernandez, depois de uma volta fantástica, tudo correu mal no contra-relógio. Até uma varia que, mais que o tempo, lhe roubou a moral!


E foram estas as figuras desta Volta a Portugal, mesmo que o Bruno Silva tenha ganho a classificação da montanha. Sem que nunca ninguém o tenha visto na Senhora da Graça, na Serra da Estrela, nem sequer nas etapas que terminavam em chegadas inclinadas...


 


PS: A fotografia do Mika no contra-relógio é, como se vê, é da Anabela Vieira, que para além de excelente fotógrafa foi, com o pai, o cunhado e o Gomes mau, uma óptima companheira de jornada. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Já cheira a irresponsabilidade

Por Eduardo Louro


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O melhor mesmo é não encomendarem mais cartazes... Pronto, não dáNão há um que dê certo...


Talvez fosse tempo de pedir responsabilidades a alguém. Se calhar, não. NInguém é responsável por nada...


Convém que não se esqueçam que esse cheiro a irresponsabllidade se pega ao corpo e não o larga mais. Aquilo não sai, não há água de colónia nem desodorizante que valha.


Depois admirem-se...

FMI, UTAO e coisas que tais

Por Eduardo Louro


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Não deixa de ser curioso que o FMI, dos dias depois, tenha vindo confirmar o que a UTAO tinha dito sobre a execução orçamental. Se não o fez palavra por palavra, fê-lo ideia por ideia, tema por tema. Por exemplo, que o aumento da receita em IVA, sem negar o aumento do consumo, se deve ao abrandamento nos reembolsos... E que a meta da cobrança fiscal não será atingida.


Mas não deixa também de ser curioso que o PS exulte com estes reparos. Que em vez de aproveitar para questionar o paradigma, o PS o aproveite para colher dividendos no debate eleitoralista, sem qualquer referência à  austeridade que o FMI continua a impôr e a ver como inquestionável solução, e não como problema. E que lhe irá cair em cima se vier a ser governo... 


Quando, para reagir a este relatório do FMI, João Galamba se lmita a dizer que  "Parece que o FMI ficou agora surpreendido com o eleitoralismo do Governo e da maioria" , o PS limita-se a chafurdar na pantominice eleitoralista.


Pior que isso - valha a verdade - faz ainda o governo. O ministro Poiares Maduro teve a lata de responder que mais medidas de austeridade só depois das eleições!


 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O dia em que o mundo mudou

Por Eduardo Louro


 



 


"Pensei que tinha caído o sol"...


Setenta anos depois ainda há vítimas... Setenta anos depois, o medo permanece!

O drama dos refugiados… e da Europa …*

Convidada: Clarisse Louro


 


Depois de perseguidos e violentados nas suas terras, depois de arrancados às suas comunidades, e entregues a troco do dinheiro de toda uma vida às mãos criminosas do tráfico humano. Depois de resistirem – os que resistiram – a tudo isso e de resistirem aos maus-tratos, às más condições das embarcações e até ás armadilhas do mar; depois de conseguirem – os que conseguem – sobreviver ás viagens da morte e escapar do cemitério em que o Mediterrâneo está transformado, chegam aos milhares a Itália e à Grécia. Em vez da terra prometida encontram campos de refugiados, em vez de um ponto de chegada, um ponto de passagem, com novos destinos de não menores perigos.


Daí muitos partem por sua conta e risco para leste e para norte, continuando a escrever, muitas vezes com sangue, a saga da maior crise de refugiados e deslocados de que há memória: 60 milhões de pessoas, o maior número desde que a ONU procede ao seu registo, que fogem da sequela da dramaticamente invernosa Primavera Árabe, mas também das guerras síria, afegã ou sudanesa, das perseguições na Etiópia e na Eritreia, e de uma forma geral de circunstâncias de vida impróprias da condição humana, comuns a quase todo o continente africano.


Partem em direcção à Suécia, ainda o el dorado do acolhimento. E á Alemanha rica, cada vez mais rica, e por isso sempre atraente, sempre tentadora com a maior capacidade acolhedora. E à França, que ainda é quem mais refugiados recolhe. E partem para o Reino Unido, cujo passado imperial se projecta numa Commonwealth que ainda brilha e encanta. E faz sonhar mesmo quem já lhe perdeu o sentido…


E encontram o que a Europa tem para lhe oferecer. Mais campos de refugiados, mais improvisados ainda. Ou ainda pior: um muro de quatro metros de altura, à entrada da Hungria. Ou um túnel da morte, na Mancha, que todas as noites centenas e centenas tentam atravessar desafiando a morte. Que ganha muitas vezes, como no último fim de semana…


Sem uma política comum para lidar com este drama, esta Europa não tem mais para lhes oferecer. Nem uma simples estratégia de distribuição dos refugiados, nem um mero programa de emergência… Porque a Europa não tem – também neste domínio – uma estratégia para olhar para o mundo à sua volta. Nem sequer uma estratégia para um olhar obre si própria que vá para além do virar da própria esquina. Nada que lhe permita abrir caminhos que posam cruzar dramas como este com uma verdadeira estratégia para enfrentar muitos dos seus problemas fundamentais. Como a demografia. Ou como a segurança…


Por isso cada país olha para este drama como o problema que tem à porta. Como se de uma praga se trate –  “praga de pessoas que atravessam o Mediterrâneo, em busca de uma vida melhor”, nas próprias palavras de David Cameron.


Uma praga a que declaram guerra, valendo-se de tudo para a desviar para a porta do outro. Nem que a porta seja mesmo ao lado, como agora fazem França e Inglaterra… Que tanto gritam em comum por ajuda, como se acusam reciprocamente!


Já que não fazem ideia de como tratar de tão dramática situação lembrem-se ao menos que estas pessoas são gente. Gente que já perdeu tudo, que já nem tem mais nada para perder. E que não quer, nem pode, andar para trás.


 


* Publicado hoje no Jornal de Leiria

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Números do desemprego

Por Eduardo Louro


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Numa campanha eleitoral em que vai valer tudo, governo e coligação querem fazer do desemprego uma questão de números. Reduzindo o maior problema da economia e da sociedade portuguesa a um número, o problema fica resolvido. Um número é um número, e com os números faz-se o que se quiser... 


Se há coisa em que os números se pareçam com pessoas - com algumas pessoas - é nisso mesmo: prestam-se a tudo!


Se as pessoas que um dia perderam o emprego e estão sem trabalho há dois, três anos ou quatro anos não são desempregados, são inactivos. Se as pessoas que estão ocupadas uma hora por semana a receber formação que nunca lhes servirá para nada, estão em formação, não são desempregados. Se as pessoas que estão integradas em estágios pagos pelo Estado às empresas, são estagiários e não desempregados. Se as pessoas que tiveram de sair do país são hoje emigrantes e não desempregados, os números do desemprego são forçados a cair.


Os problemas das pessoas, esses, são os mesmos. Às pessoas pouco interessam os números, mais ou menos martelados, e sempre manipulados, do desemprego oficial do governo. O que às pessoas importa é o emprego que lhes falta.  Não importa o desemprego, importa é o emprego. Não conta para nada que os números do desemprego tenham caído quando os do emprego cairam ainda muito mais!


O que realmente conta é o emprego que foi destruído nestes últimos quatro anos, que - palavra do FMI - demorará 20 anos a recuperar. Demoraria, direi eu, se a economia portuguesa conseguisse garantir tanto tempo de crescimento ininterrupto, coisa de que nos não lembramos.


E o que nunca deixará de contar é a qualidade do emprego que se está a criar. Muitas vezes, mais que emprego a prazo, emprego com prazo marcado para o desemprego, assente numa relação de trabalho cada vez mais desigual.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Tempo: implacável com Cavaco!

Por Eduardo Louro


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A UTAO diz que há um desvio orçamental na receita - na cobrança de impostos - na ordem dos 660 milhões de euros, que põe em causa o défice de 3% fixado no orçamento, que o governo jura que é para cumprir.


A oposição, em força, quase que em jeito de festa correu a proclamar bem alto que já não vai haver nenhuma devolução da sobretaxa de IRS. Correu a agitar a mesmíssima bandeira que o governo, e a maioria, tinham agitado a semana passada. O foguetório poderá não ter sido o mesmo, mas não foi lá muito diferente...


O que não deixa de fazer sentido, e de ser até corente com uma certa lógica: é que o governo preparou a cenoura eleitoral da sobretaxa de IRS, com um simulador na página das Finanças e tudo, para apresentar em paralelo com as contas da execução orçamental do primeiro semestre. Se o anunciado bom andamento da cobrança fiscal permitia ao governo prometer a devolução - como se tivesse a devolver alguma coisa, como se não fosse apenas passar a tirar-nos menos um bocadinho - de parte da sobretaxa, naturalmente que o desmentido desse bom andamento pode permitir à oposição desmentir a devolução.


Por isso, por achar que há aí uma certa coerência lógica, não é pelos foguetes que a oposição lançou que o tema, na minha modesta opinião, merece atenção. Não gosto que se festeje o que não há para festejar. Tal como não havia festa nenhuma para fazer pelo simples anúncio de, num futuro mais ou menos próximo, porventura, eventualmente, nos poderem vir a passar a cobrar menos um bocadinho do que nos cobram em excesso. Extraordinariamente, e por isso indevidamente.  Só há pantominice... E a pantominice só tem de ser desmascarada, e nunca festejada. O que não é exactamente o que toda a oposição acaba de fazer.


O que nesta história me prendeu a atenção é mais uma vez o Presidente da República. Lembram-se certamente que Cavaco não quis perder a boleia da pantominice. Que não se limitou a dizer que é "uma boa notícia", foi mais longe e puxou dos galões. Segundo ele próprio, e bem à sua maneira, previra que, ao fim do segundo trimestre deste ano, "a evolução das finanças públicas apontava para o cumprimento de uma défice não superior a 3% e que a evolução das receitas fiscais do IRS e do IVA podia permitir alguma devolução da sobretaxa extraordinária que os portugueses têm vindo a pagar".


Depois da conhecida pontaria que o senhor que nunca se engana(va) tem para estas coisas, era mesmo uma questão de tempo. Só foi mais depressa do que se poderia esperar...


O tempo é um grande juíz, diz o povo. Implacável com Cavaco, diria eu!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Há um ano...

Por Eduardo Louro


Capa do Diário de Notícias


 


Há um ano deitava-se fora uma das mais valiosas, se não a mais valiosa marca portuguesa. Mandavam-se para o lixo milhares de milhões de euros, que ninguém pagaria. Nem um cêntimo sairia do bolso dos contribuintes...


Há muito que se sabe que não é assim. Sabe-se que já custou muito a muita gente, e hoje, um ano depois, só não se sabe quanto mais vai custar... 


Hoje sabe-se que ninguém paga os 4.900 milhões que lá foram metidos... E sabe-se que o governo quer vender antes das eleições... 


Se calhar vai vender sem factura!


 

domingo, 2 de agosto de 2015

Debates televisivos

Por Eduardo Louro


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Parece que está encontrado quadro dos debates televisivos. Pelo menos é isso que se pode concluir da intervenção do director de Informação da TVI na conversa domingueira de Marcelo na sua antena, desta vez de novo com Judite de Sousa.


Como é sabido a coisa estava emperrada na participação de Paulo Portas, que queria intervir nos debates como se fosse mesmo um líder de um partido concorrente às próxima eleições legislativas. Que Portas tivesse isso em mente, nem surpreende muito. Já ninguém se surpreende com ele, o que surpreende mesmo é que fossem as próprias televisões a defendê-lo. 


É de facto absurdo que nos debates entre concorrentes a umas eleições possa participar quem a elas não concorre. Não sei quem é o líder (não, não é a Heloísa Apolónia) do outro partido que desde sempre concorre em coligação com o PCP. Mas sei que nunca passou pela cabeça de ninguém, nem do próprio nem de nenhum director de informação, que pudesse participar nos debates televisivos de alguma campanha eleitoral. 


Não se percebe pois por que é haveria de ser isto a fazer emperrar a coisa. Só que...


Percebeu-se da referida intervenção do Sérgio Figueiredo que haveria debates a dois, entre Passos e Costa, naturalmente. O que se não percebe, embora se tenha percebido claramente que foi dito, é que, depois, haveria debates a cinco, referindo-se aos concorrentes às eleições com assento parlamentar. Começamos a passar com o indicador por cada um dos dedos da outra mão, começamos pelo mindinho e vamos contando: coligação - um; PS - dois; CDU - três; Bloco - quatro...


Falta um. Pronto, já percebemos que as televisões não querem mesmo perder Paulo Portas... Só me parece é que a Heloísa Apolónia não se vai calar. E vão ter que a incluir nos debates, que em vez de cinco terão de passar a seis!


 

sábado, 1 de agosto de 2015

O que parece, é!

Por Eduardo Louro



 


Têm sido muitas as denúncias dos nossos novos emigrantes sobre dificuldades de recenseamento para as próximas eleições legislativas. Começaram por circular pela blogosfera, o "Livre" deu-lhe eco já há alguns dias, e chegaram agora às televisões...


Parece que o governo tem medo do voto destes novos emigrantes... E sabe-se como, em política, o que parece é. E se o que parece é... É assim: o governo que os mandou emigrar, que os obrigou a ir embora, e que sabe que eles não lhe perdoam, acha que o melhor é impedi-los de votar no dia 4 de Outubro.


 


 

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...