domingo, 29 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


As privatizações da EDP e da REN foram um saque, concluem os juízes do Tribunal de Contas. O país foi saqueado pelo seu próprio governo, que vendeu mal. Vendeu barato, e acima de tudo vendeu o que não deveria ter vendido. Como se tudo isso não bastasse, contratou mal os intermediários que escolheu para a venda. Pior: permitiu até que a mesma entidade trabalhasse para os dois lados. Que acessorasse o vendedor e o comprador!


Perante tudo isto Passos só tem para responder que o Tribunal de Contas não fez as contas todas... Não está mal lembrado!

sábado, 28 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Ora aí está a última pérola de Cavaco, que não perde uma oportunidade para vincar o seu sentido de responsabilidade e a amplitude de uma visão política ímpar, só ao alcance dos grandes homens de Estado.


"Se a Grécia sair ficam dezoito" - é tudo o que Cavaco tem a dizer sobre o momento que se vive na Europa. Para quem nunca se enganava e raramente tinha dúvidas, é capaz de ser pouco. Para quem não acerta uma, é apenas ... mais uma!

sexta-feira, 27 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Nem mesmo com as costas quentes (de Bruxelas) - é cada escaldão! - nem com os favores das sondagens, o governo de Passos e Portas, e Paula Teixeira da Cruz e Pires de Lima, está com grande fezada. Eles sabem bem o que fizeram... Por isso o melhor é mandar abrir as embaixadas que fechou, para lá começar a colocar boa parte dos boys que chamou para a tachada destes quatro anos de biqueira larga.


E como cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém, nada como deitar mão à máquina do Estado para fazer o trabalhinho que compete à máquina do(s) partido(s). Até porque a mão de obra é a mesma... 


E para não ficar para trás, Pires de Lima fez, e logo a seguir, o que a sua colega da Justiça, e de coligação, já tinha feito. O que só prova que a coligação funciona. E a sintonia é tão grande que até as desculpas são as mesmas...


Mau de mais? Não, simplesmente o costume!

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


A notícia não é que a selecção nacional de futebol de sub 21 está na final do campeonato da Europa, que se está a disputar na República Checa. Notícia mesmo é que se apurou para a final esmagando a selecção alemã, a tal que se tinha em conta de grande favorita. Notícia é que "no fim não ganharam os alemães". Notícia é que, no fim, os alemães foram goleados por cinco a zero... E pelo meio levaram um banho de bola dos antigos. Daqueles que já nem se usam, que deixaram os alemães de olhos trocados, a precisarem de sair a correr para o oftalmologista...

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Os dias passam e a situação grega mantém-se. Perde-se tempo apenas para ganhar tempo. O tempo necessário às causas que estão em causa: as eleições em Portugal e Espanha, e também as outras que pela Europa fora se seguem… E a renovação do mandato da senhora Lagarde!


É isto, e só isto, que está em causa. O resto é folclore. Para safarem os seus tachos, bem colados uns aos outros pelo sacro pensamento único, esta gente miserável e ignorante que hoje manda na Europa, e em boa parte do mundo, está-se nas tintas para qualquer tipo futuro que não seja o dos seus umbigos.


Saiu-lhes muita coisa furada, e por isso hoje já só perdem tempo para ganhar tempo. Sempre pensaram que a esta hora já o governo grego teria capitulado em toda a linha, já estava a caminho da rua, e de regresso estariam os seus velhos aliados e amigos da Nova Democracia e do Pasok, justamente quem trouxe a Grécia até aqui.  Não aconteceu assim, e o tempo que andaram a perder, para ganhar, não é afinal se não tempo: iniludível e irreversível, como mais nada na vida.


Por isso 30 de Junho é, e nunca deixará de ser, 30 de Junho. Mas incumprimento já não é default. Porque há que continuar a perder tempo a ganhar tempo. Há quem lhe chame fritar em lume brando... 

terça-feira, 24 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


 


Pois... Por causa de Relvas 151 perderam a licenciatura. Mas o próprio, lui même, himself, não. Nem vai perder, garante: já prescreveu!


Na altura a Lusófona recusou cumprir a ordem do Ministério de lhe anular o diploma, e o processo seguiu para tribunal. Quando, agora, a Universidade que Crato não fecha porque há eleições por aí, lhe pediu o diploma de volta, foi Relvas quem o recusou: há que esperar pela decisão do Tribunal, argumentou.  Há que esperar ainda mais... Em três anos o processo simplesmente não se mexeu no tribunal: parece que está exactamente no mesmo sítio onde foi deixado!


Já não vão a tempo... É assim: safam-se sempre. O crime compensa, mas só e sempre aos mesmos. Os outros ainda têm vergonha, e no limite são apanhados por aí. 


Estes, os mesmos de sempre, como não têm vergonha, nem por aí os agarram. 


E como eles se sucedem... Ou se seguem... Não sei se vem a propósito, mas parece que finalmente alguém se interessou pela "estória" do alpinista político!

segunda-feira, 23 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Os exames estão mais fáceis, diz-se por aí. Ontem, o de Matemática foi o mais acessível dos últimos anos, e é certo que as médias do bicho de sete cabeças vão subir.


A abertura das aulas, o eterno bicho de sete cabeças do Ministério, vai ser adiada.


Quem é que diz que a Educação se não pode cruzar com o curto prazo?


Em tempo de eleições pode-se tudo. Vale tudo!

domingo, 22 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Da investigação do DIAP nada se sabe. E do próprio sabe-se que anunciou reagir com uma queixa crime. Que é figura central do programa eleitoral da coligação, que vai de vento em popa ao comando da máquina de propaganda, e que se pavoneia pelas televisões com a maior das caras de pau... 


Já o que se sabe de Paulo Vieira da Silva é assustador. É de aterrorizar... e não dá para passar ao lado e fingir que não se vê . Como diz a canção: "vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar". O Ministério Público não pode ignorar...


Há que urgentemente apurar a verdade. Assustadora, seja ela qual for...


Não é menos assustador se for tudo mentira!


 

sábado, 21 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


No dia em que o país acordou vendido, a venda do Oceanário é apenas ...o costume. Vendido como de costume, no sítio do costume... 


Tudo se vende. E depressa, que o tempo foge!


 

sexta-feira, 20 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Declara-se oficialmente aberto o Verão!


Desfrutem. Divirtam-se… Bem sei que já começaram ontem, para não perder tempo.


As noites são curtas...mas quentes e boas. Como as castanhas, de que já ninguém se quer lembrar. Os dias são grandes: o de hoje é maior. Dão para tudo... Dariam, se não se gastasse boa parte dele para acrescentar ao que falta da noite. Ou ao que a noite faz faltar...


Para os outros, lá de baixo...Temos pena, mas agora é a nossa vez!

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Já não bastava a tragédia de a Europa ter evitado a tragédia de expulsar a Grécia do euro com a tragédia de a manter no euro. Ainda faltava a tragédia do FMI. Trágico!


 


 

quarta-feira, 18 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Toda a gente está procupadíssima com o fim da linha da Grécia. O mundo inquieta-se, de lés a lés. Sobressaltado e consciente do que aí vem...


Toda a gente?


Não é bem assim. Há um país onde não é de todo assim. Há um país que tem um primeiro ministro que não está preocupado, que diz que o país que governa tem condições para passar despreocupadamente ao lado de tudo isso. E que tem uma ministra das finanças que, da mesma forma, garante que não há crise. Que tem os cofres cheios... E que tem um presidente que não tem dúvida nenhuma que  o seu país "e a zona euro têm capacidade para conter efeitos de um acidente com um país do euro"...


Um presidente que é conhecido por nunca ter dúvidas, e que raramente se engana. Como ainda há menos de um ano provava, garantindo que um dos principais bancos do seu país não tinha problemas, tinha almofadas.


Falta-me dizer que temos a sorte de sermos cidadãos desse país. Esse país é que tem o azar de estar nas mãos dessa gente... 

terça-feira, 17 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Exigem-lhes mais, sempre mais, porque o sacrifício liberta, e a punição purifica... Exigiram-lhes que cortassem 400 milhões de euros nas pensões mais baixas, onde já cortaram 48%. O governo grego, aquele bando de malfeitores irresponsáveis, propôs-lhes mais uma brincadeira de crianças : trocar esse corte nas pensões por corte de igual valor no orçamento da defesa. A instituição europeia até achou que poderia ser... A instituição americana é que ... nem pensar: "temos armas para vender"!


De repente a instituição europeia lembrou-se que afinal a Alemanha também. Pronto, não se fala mais nisso!

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Foi a este ponto que chegou a Europa unida e única. À Europa da moeda única, que passou a Europa do pensamento único. A que não admite desvios, torcendo e esmagando quem desalinhe: o camion a acelerar em direcção ao Mini. À Europa de Schengen, que depois de derrubar fronteiras ergue muros... Atrás do que esconde ideias que a civilização condenou há três quartos de século. 


É esta a Europa que demorou 50 anos a construir e apenas 5 a destruir. A Europa dos muros... A Europa do muro que caiu para que outros se reergam!

domingo, 15 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Há coisas que têm um valor absoluto. Valem o que valem pelo que realmente valem e não pelo que parecem valer. Outras, pelo contrário, valem mais pelo que parecem. Não é o que realmente valem que conta, mas o que representam.


Vem isto a propósito de uma das notícias do dia, que dá Portugal na quinta posição na tabela dos países mais corruptos. À sua frente, na listas dos mais corruptos, apenas Croácia, Quénia, Eslovénia e Sérvia. Logo atrás, mas ainda assim menos corruptos, Índia e Ucrânia.


Olhamos para isto e todos temos a convicção que não bate certo. Que a corrupção não é maior em Portugal que na Ucrânia. Ou que em Angola, ou que na generalidade dos países africanos. Vamos ler melhor a notícia e percebemos que essa lista resulta de um inquérito a trabalhadores dos diversos países levado a cabo pela consultora Ernest & Young. Percebemos que não resulta de um corruptómetro qualquer, mas apenas da percepção que as pessoas, neste caso os trabalhadores, têm sobre os níveis de corrupção nas suas empresas.


E voltamos ao princípio: não estamos perante um valor absoluto, medido por um qualquer corruptómetro, seja lá isso o que fôr, mas perante uma percepção da coisa. Não pelo que é mas pelo que parece que é!


Ora, a corrupção é em si mesma o maior cancro de uma sociedade. Mas a percepção que dela a sociedade tem é bem mais devastadora, capaz até de destruir uma civilização. É por isso que pouco importa se a Ucrânia, ou um qualquer país africano, é mais corrupto que o nosso. Importa, evidentemente que sim, se o inquérito tem algum tipo de valor científico e se, em razão disso, o destaque dado à notícia é jornalisticamente sério. Importa até que o rigor da notícia seja aqui bem maior do que na anterior.


Mas a corrupção não deixa de ser corrupção conforme é praticada nos gabinetes das empresas ou nos da administração pública. Corrupção é corrupção, onde quer  que seja. E o que realmente conta é que há portugueses convencidos que vivem num país mais corrupto que a Ucrânia. O que é verdadeiramente dramático é que haja portugueses com a ideia que o seu país é mais corrupto que uma qualquer cleptocracia africana. Que essa ideia lhe seja transmitida pela própria empresa onde trabalham só agrava ainda mais a dimensão do problema. Porque o torna mais próximo, mais sentido e mais percepcionado. Porque, aí, o que parece, é. Percepção e realidade estão sobrepostas...


E isso é o fim da linha!

sábado, 14 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Ninguém tem dúvidas que a privatização da TAP foi sempre - e continua a ser - das coisas mais opacas deste governo. Ou pelo menos só tem dúvidas quem quer. 


Nada foi público. Mas concluída a operação - dada por concluída, porque o que neste momento existe é uma promessa de venda - algumas coisas se vão sabendo. Umas mais estranhas que outras...


Era estranho que a parte minoritária do consórcio é que soubesse de aviões. Era estranho que o senhor da Barraqueiro estivesse a pensar que a TAP era a Carris. Mas deixou de ser estranho quando o senhor que sabe de aviões ainda não abriu a boca e o senhor que sabe de autocarros já está a dizer que o que a TAP mais precisa é de um patrão como ele. E quando aproveitou para escalrecer isso mesmo ao Secretário de Estado Sérgio Monteiro, que não estava enganado, e que aí estaria pronto também para a Carris, o Metro e a Transtejo. Que os saldos não ficariam na loja...


Estranha não é a notícia que faz capa no JN, que dá conta que os novos donos da TAP vão vender aviões (da TAP) para financiar o negócio que fizeram com Pires de Lima. Nem estranho nem novidade, negócios em Portugal é sempre assim: com o pêlo do mesmo cão. Simples, tão simples como o ovo de Colombo: vendem-se os aviões, recebe-se o dinheiro, e depois alugam-se. E paga-se a renda...


Há para aí um século que isto se faz em Portugal. Chamam-lhe leaseback, e não é pelo novo acordo ortográfico...


É assim o fabuloso negócio que deixou Cavaco aliviado, e todo o governo entusiasmado com as asas que deu à TAP. Que Maria Luís Albuquerque, muito satisfeita, garantiu que colocaria "valores muito significativos na TAP" porque o objetivo nunca foi o encaixe financeiro para o Estado mas, sempre, encontrar "investidores que possam colocar na empresa os meios de que precisa para ultrapassar as dificuldades que tem, que são conhecidas"...


Estranho - ou talvez não - é que toda a gente queira fazer parecer isto normal! 

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


A selecção nacional de futebol de sub vinte foi afastada nos quartos de final do campeonato do mundo, na Nova Zelândia, depois de na marcação de pontapés de grande penalidades (apenas converteu uma, a primeira), pelo Brasil, que aqui chegara depois de, pela mesma forma, ter afastado o Uruguai. Num jogo em que foi muito superior, e desperdiçou seis claríssimas ocasiões de golo, entre as quais uma bola que saiu depois da bater na parte interior do poste. 


A ocasião faz o ladrão...Não faz golo. E os brasileiros roubaram as legítimas esperanças que a selecção portuguesa tinha de voltar a chegar ao título, vinte e quatro anos depois. Nunca, na história da competição, uma selecção portuguesa nesta categoria fora tão superior à do Brasil. Em todos os aspectos de jogo, incluindo comportamento e desportivismo.


Merecem os  nossos parabéns, estes jovens orientados pelo gélido (e competente) Hélio Sousa, ele próprio campeão de mundo da categoria.

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


A selecção nacional de futebol de sub vinte foi afastada nos quartos de final do campeonato do mundo, na Nova Zelândia, depois de na marcação de pontapés de grande penalidades (apenas converteu uma, a primeira), pelo Brasil, que aqui chegara depois de, pela mesma forma, ter afastado o Uruguai. Num jogo em que foi muito superior, e desperdiçou seis claríssimas ocasiões de golo, entre as quais uma bola que saiu depois da bater na parte interior do poste. 


A ocasião faz o ladrão...Não faz golo. E os brasileiros roubaram as legítimas esperanças que a selecção portuguesa tinha de voltar a chegar ao título, vinte e quatro anos depois. Nunca, na história da competição, uma selecção portuguesa nesta categoria fora tão superior à do Brasil. Em todos os aspectos de jogo, incluindo comportamento e desportivismo.


Merecem os  nossos parabéns, estes jovens orientados pelo gélido (e competente) Hélio Sousa, ele próprio campeão de mundo da categoria.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


 


Sr Engenheiro - isto não vai fácil para a classe - se continuar a dizer que em França, no próximo ano, é para ganhar, arrisca-se a deixar de ser o homem sério, sereno e sensato em que o tínhamos para passar a ser mais um pantomineiro. E olhe que disso já temos muito por aí...


É certo que a selecção nacional irá lá estar. Depois da vitória de hoje na Arménia isso é já garantido. Mas - e já que Fernando Santos é um fervoroso crente - valha-nos Deus!


Não foi a selecção que ganhou. Foi Cristiano Ronaldo, com três golos. Dois deles com tanto demérito da defesa adversária como mérito - e classe - dele.


A selecção foi Ronaldo, Rui Patrício e Tiago. Ronaldo a fazer e Rui Patrício e Tiago a desfazer... Foi por pouco, por muito pouco, que o Cristiano lhes levou a melhor. O resto foi o eterno erro de casting que é Danny, e a displicência de sempre. E muitas vezes um banho de bola dos arménios, onde Mkhitaryan, o tal que joga no Dortmund, foi apenas assombroso. Que jogador!  

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


... Nem tudo correu bem, algumas coisas correram mesmo muito mal... E estão aí, bem fresquinhas... Muita coisa deveria ter sido feita de outra maneira...


Fomos inundados pelo novo riquismo, e tudo chegou a parecer demasiado fácil. Houve até quem tenha chegado a pensar que era o Brasil que estava de volta, duzentos anos depois. Houve bebedeira ... e ressaca, como nunca pode deixar de ser. Porque a conta aparece sempre, não há almoços grátis, como diz o outro...


Mas no fim de contas os mais superaram os menos. E o país hoje, 30 anos depois, não é o mesmo. Por muito que mantenha velhos tiques. Por muito que olhando para os antigos retratos queirosianos nos pareça que está tudo na mesma... 

quarta-feira, 11 de junho de 2025

Brian Wilson (1942-2025)

Beach Boys legend Brian Wilson headlines Cropredy


Fundador dos Beach Boys e, provavelmente, o principal compositor americano da década de 1960. Seguramente um dos mais criativos da música popular do século XX!

terça-feira, 10 de junho de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Ora bolas... Quando pensava que a notícia do dia seria o quinto aniversário do Quinta Emenda, lá vêm a da privatização da TAP e a da contratação do novo treinador do Benfica. Ainda se fosem grandes novidades...


Mas nem isso. São duas daquelas notícias que se não existissem passavamos bem sem elas.


Da privatização da transportadora aérea já ninguém há muito duvidava. Pelo menos desde que o ministro Pires de Lima disse, há para aí nove meses, que privatizar a TAP nesta legislatura seria uma vitória. Depois disso, está visto... Numa altura destas, com o governo a bombar - Portas dixit - em plena campanha eleitoral, não pode haver outra coisa que vitórias.


Esta é portanto a notícia de uma vitória anunciada. A outra é a de um Vitória anunciado... Tão anunciado que nem se percebe por que é haveria de ser notícia guardada precisamente para hoje. 


E quanto a voos... Acho que serão bem mais altos os do Vitória. Nas asas da Vitória, porque as do Neeleman ainda podem levar com chumbo...


 

15 anos

Topo de Bolo: 15 anos ~ Portal do Professor 


Começou assim,  já lá vão 15 anos. A contar ...


A contar o que há para contar. O que conta, mas também, às vezes, o que, parecendo que conta, não conta para nada ...


Aos quinze anos só dá para continuar a contar. O direito a ficar calado mantém-se, mas a vontade de não o ficar, também!

O outro lado deste 10 de Junho

Comemorações do 10 de junho em Lisboa | Município de Barcelos


Não foi só - infelizmente - do brilhante discurso de Lídia Jorge que se fez este 10 de Junho. Fez-se também, ainda em Lagos, de mais um número de André Ventura, evidentemente, incomodado com os discursos que acabara de ouvir. E que hipocritamente apaludira.


Já se sabe que é assim: na tribuna, onde se senta por dever institucional, faz como os outros e aplaude; logo que se levanta da cadeira, com uma câmara e um microfone à frente, surge o taberneiro ordinário, o execrável vendedor da banha da cobra, o manipulador despudorado, o miserável incendiário ...


E fez-se ainda em Lisboa, com insultos racistas e saudações nazis nas barbas de Gouveia e Melo. Sobre os quais o que teve a dizer foi que “estes momentos são de união e não de desunião”.


Não, Sr Almirante. Estes momentos são de coragem, e não de cobardia!


Neste 10 de Junho acabamos por ficar a conhecer mais um bocadinho do personagem que dizem ser o próximo Presidente da República. É pena que não seja nada de bom!

10 de Junho - um pontapé no bafio

Biblioteca Escolar - Agrupamento de Escolas da Trafaria: Dia de Portugal


Foi o décimo, e último, discurso do Presidente Marcelo no 10 de Junho, desta vez em Lagos, onde  condecorou Ramalho Eanes com o grande-colar da Ordem Militar de Avis, a mais alta condecoração do Estado reservada a militares.


O discurso soou a fim de ciclo. Foi curto, mas ainda assim sem fugir a banalidades, redondas (“Ser português é ser universal. Temos uma forma singular de estar no mundo”,  "Não há quem possa dizer quem é mais puro e português do que qualquer outro"), e pouco interessantes. Mais banal e menos interessante porque se sucedeu imediatamente ao notável e disruptivo discurso de Lídia Jorge, a escritora e Conselheira de Estado que presidiu às comemorações.


Falou de Lagos como ponto de partida para a epopeia que Camões cantou, mas também como ponto de chegada da indignidade. De onde partiram marinheiros à descoberta de novos mundos, mas onde chegaram homens roubados da sua dimensão humana.


"Sobre este areais aconteceram acontecimentos decisivos para o mundo" - disse, incluindo neles a escravatura, exportada para o mundo a partir precisamente dali. Em tempos de ódio ao estrangeiro como os que vivemos, Lídia Jorge lembrou partes esquecidas da nossa História. E lembrou  que "em pleno século XVII cerca de 10% da população portuguesa teria origem africana – população que os portugueses tinham trazido arrastados”.


Citou Shakespeare, Camões e Cervantes, “três autores perceberam bem que, em dado momento, é possível que figuras enlouquecidas, emergidas do campo da psicopatologia, assaltem o poder e subvertam todas as regras da boa convivência”. Num "poder demente aliado ao triunfalismo tecnológico", que faz dos cidadãos apenas "público que assiste a espectáculos em ecrãs de bolso" resignados à condição "de seguidores" de "ídolos fantasmas”.


Que pontapé no bafio, Lídia Jorge!


 


 

segunda-feira, 9 de junho de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Confesso que nunca fui muito entusiasta do 10 de Junho. Acho que faz todo o sentido comemorar Camões: um génio e um patriota. Temos o dever de celebrar os nossos génios, os melhores de nós, e a obrigação de enaltecer os patriotas, por muito que as qualificações possam ser discutíveis. Porque se génio, é génio, seja em que circunstância for, já patriota não é bem assim. Tem mais a ver com o sabor das marés...


Camões é, e representa o suficiente para merecer um dia, numa altura em que há dias para tudo, mesmo que se cortem os feriados. Não era preciso meter mais no mesmo saco.


Dia de Portugal? Dia das comunidades? Lembram-se que também já foi dia da raça? 


É isso mesmo. Serve para tudo, até para o piorio...


Depois, as condecorações fizeram o resto... Fizeram deste um dia com demasiado cheiro a mofo, o dia de comemorar o regime. O dia em que o regime olha para o seu umbigo. O velho dia da raça, sempre ao serviço da ideologia do regime... Os últimos dez 10 de Junho têm sido isso. Porque Cavaco é isso!


Este de hoje é o último destes últimos dez 10 de Junho. E nessa medida um alívio...


Não será certamente o último 10 de Junho a cheirar a mofo, mas desejo que seja o último que o Presidente da República utilize para pagar favores. O último em que o inquilino de Belém agracia os que o ajudaram a lá chegar. O último em que distribui comendas por quem lhe limpou o caminho... Ou por renomados malfeitores. E o último em que o Presidente da República faça descarada e despudoradamente campanha eleitoral em favor dos seus!


Que este tenha sido o último 10 de Junho igual aos outros. Mesmo que desta vez tenham sido os militares a desmaiar...


 

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Abriu a época da caça aos mitos urbanos. A partir de agora vai ser cada tiro ... cada mito urbano.


Brincadeiras de crianças...


 

domingo, 8 de junho de 2025

Olha ... ganhamos à Espanha!

Portugal bate Espanha nas grandes penalidades e vence a Liga das Nações pela 2.ª vez


Foi no desempate por pontapés de penálti que, em Munique, a selecção ganhou à Espanha e conquistou a segunda Liga das Nações. 


Apesar de ... não vale a pena enumerar... Foi apesar de ... tudo, que a selecção ganhou.


E isso deve ter bastado para segurar o emprego - dos mais bem pagos do mundo - a Roberto Martinez.  E para lhe continuar a permitir fazer coisas como colocar o João Neves a jogar a lateral direito. Ou manter Cristiano Ronaldo na equipa até lá chegar o Cristianinho.


Mas pronto. E Portugal é o primeiro a bisar na conquista desta espécie de Taça da Liga para as selecções. E, para já, detém metade destes troféus: dois (depois de conquistar a primeira edição, em 2019), em quatro!

sábado, 7 de junho de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Francisco Assis voltou... Voltou de novo, voltou mais uma vez... Fosse porque lá estava António Capucho, e ele não ser homem de deixar protagonismos por mãos alheias, fosse simplesmente poque ele é mesmo assim. Como o mar, de ir e voltar... Nunca importando muito como vai, e menos ainda como volta.


Há dois anos atrás defendia uma coligação com a direita. A única possível, garantia, e insurgia-se contra o extremismo da linguagem contra o governo, enquanto exultava com a perspectiva do maior protagonismo de Portas no processo de coordenação política do governo. Há apenas seis meses abandonou o congresso... Não se revia no partido, aquilo era tudo muita esquerda...


Agora voltou na convenção, e o governo já é a direita extremista com quem se não pode estabelecer compromissos. E não é de agora, é de há muito: "Não pode haver compromissos com quem há muito se excluiu deles"!


Não mudou de ideias, jura. Pode ser que não, e que nós é que andemos todos a dormir...


Quando reparei, depois do inevitável beliscão para confirmar que estava acordado, dei por mim a pensar que nos estão sempre a dizer que é na cabeça deste homem que mora o mais sólido pensamento do PS...


Porquê? É que gosto mesmo de inigmas...

sexta-feira, 6 de junho de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Justificando o favoritismo o Barça ganhou á Juve e conquistou a Champions. A quinta da sua história na competição, uma história que começou em 1961, justamente quando disputou, e perdeu, com o Benfica a sua primeira final. Uma história que só começou a conhecer a glória das vitórias há pouco mais de 20 anos…


Foi um grande jogo de futebol como, com Iniesta, Xavi – em jogo de despedida -, Messi, Neymar, Suarez e Companhia, de um lado, e Buffon, Pirlo, Pogba, Tevez, Morata e Companhia, do outro, teria de ser. Grandes jogadores dão grandes espectáculos de futebol. Vale a pena carregar ali em cima e ver o primeiro golo, logos aos 4 minutos…


Ganhou o Barcelona, como ganhou tudo o que este ano tinha para ganhar. Porque é de novo a melhor equipa de futebol do planeta. Sem precisar dos golos de Messi: três, e nenhum da sua estrela maior. Se não é inédito, não estará muito longe…

Aí está o XXV

Fotografia Familia Novos ministros xxv governo


O XXV governo constitucional é um lifting do XXIV, com um toque de mais Montenegro.


Pedro Reis quis mais poder, mas viu Montenegro tirar-lhe o tapete, dando-o a Castro Almeida, que passou a acumular a Economia com a Coesão. Tudo uma questão de fundos. Mal vista.


Com isso Montenegro poupou um ministério. Quem também ficou sem chão foi Dalila Rodrigues, que saltou fora. Com estrondo, ao que se disse. Também aí Montenegro aproveitou para acentuar o toque, juntando a Cultura à Juventude e Desportos, numa grande caldeirada em fórmula Jota, ao comando da Margarida Balseiro Lopes. E lá poupou Montenegro em mais um ministério.


Para gastar no da Reforma do Estado, entregue sob aplauso geral a Gonçalo Saraiva Matias, que veio da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Houve até quem dissesse que seria o Elon Musk cá do sítio. Mas não, essa experiência correu mal. Continua a correr mal, e ainda está a tempo de piorar.


E Montenegro poupou em dois ministérios para gastar num, passando de 17 para 16 ministros.


Sem surpresa - estava escrito nas estrelas - também Margarida Blasco foi apeada da pasta da Administração Interna. Substituída, também sob fortes aplausos, por Maria Lúcia Amaral, também magistrada, até aqui Provedora da Justiça. 


Pois é. Apenas três ministros novos. O terceiro é o pouco recomendável Carlos Abreu Amorim - mais um acentuado toque Montenegro - que subiu de secretário de Estado a ministro, em substituição de Pedro Duarte, lançado à conquista do Porto.


Na posse, como não podia deixar de ser, Marcelo lá foi deixando cair uma ou outra bicada. Que não havia cheque em branco - "Foi uma vitória, mas não foi um cheque em branco". Que as eleições não traduzem a ilibação judicial do primeiro-ministro no caso que as provocou. Que traduzem apenas um "juízo político", porque os juízos "jurídicos e do foro judicial não estavam em apreciação".


Sem ser tão enfático como fora na maioria absoluta de António Costa, voltou a personalizar a vitória eleitoral em Luís Montenegro. No entanto, e ao contrário de então, não fez questão de o agarrar ao governo. Pode ir para onde bem entender. Ou até ser constituído arguido, se for o caso. 


É que então já lá estará outro!


 

quinta-feira, 5 de junho de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


A coligação já tem nome. Demorou, não era fácil a tarefa dos markteers, usada e abusada que estava a sigla AD, da velha Aliança Democrática de Sá Carneiro e Freitas do Amaral (ou de Adelino Amaro da Costa?).


Mas chegou, mesmo que atrasada: "Portugal à frente", mesmo que atrás do tempo. Do ponto de vista do puro marketing até poderá nem ser mal escolhido. Estar à frente é sempre mobilizador, estar à frente é sempre meio caminho para chegar à frente. Lá diz o povo:"candeia que vai à frente alumia duas vezes"!


O problema é quando se tem que contextualizar. O problema é quando se sai do marketing puro e abstrato para um marketing de contexto. Aí, "Portugal à frente" deixa sempre Portugal atrás. Cada vez mais atrás em tudo. Cada vez mais atrás em todos os índices de desenvolvimento, cada vez mais atrás nas estatísticas internacionais. Cada vez mais atrás, cada vez mais pobre, cada vez mais velho, cada vez mais isolado, cada vez mais longe ...


Os markteers que se chegaram à frente poderão até ter pensado noutro contexto. Terão talvez pretendido deixar a ideia que a coligação resultava de um imperativo de colocar "Portugal à frente" dos interesses das partes. À frente dos interesses do PSD e do CDS, de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas. 


Seria bonito. Talvez até comovente, mas não cola. A única coisa que nesta coligação não deixa dúvida nenhuma é o particular interesse que nela têm ambos os líderes. Não só pela forma como potencia em mandatos os resultados eleitorais de ambos, mas porque é o cimento que nesta altura pode segurar alguma coisa. O que os segura ao poder, que é a única coisa que mantém Passos e Portas agarrados. Pouco interessados em colocar "Portugal à frente" mas muito interessados em manter Portugal atrás deles! 


À frente só mesmo a braguilha aberta...

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


No epicentro do terramoto que tomou conta da segunda circular está agora Marco Silva.  Porque, empurrado em Alvalade para a porta pequena, acaba por sair pela maior que por lá está. Uma porta tão grande que deixa ver tudo lá para dentro. Deixa ver o carácter de muita gente, em especial daqueles que, depois oito ou nove meses de perseguições e rasteiras, não hesitaram em humilhar o treinador que a tudo resistiu, e a tudo respondeu com enorme senso e profissionalismo, com um miserável processo disciplinar.


Mas também porque, como já toda a gente percebeu, passou a ser uma séria opção para o Benfica. Luís Filipe Vieira, num cenário – de compromisso ou não – em que Jorge Jesus seguia a sua vida em França, tinha tudo, ou se calhar mais ainda, apontado para Rui Vitória. Com Jorge Jesus a assinar com o Sporting – independentemente da (falta de) lisura com que fez tudo – tudo se altera. O que era a (correcta) posição de Luís Filipe Vieira de não afrontar o velho rival deixou de ter razão de ser.  Com Marco Silva na rua, e livre, não há razão nenhuma para que não seja uma opção alternativa, ou concorrente, com a de Rui Vitória. Antes pelo contrário. Mesmo sem atitudes revanchistas, que essas nem são próprias dos verdadeiramente grandes nem levam a lado nenhum.


Por isso não acho piada nenhuma às reacções do João Gabriel. Não acho graça nenhuma à ideia peregrina, que passou pela cabeça de alguém da Megastore, de retirar Jorge Jesus da fotografia do título.


Nem irei dizer, apesar de disso estar profundamente convencido, que o Bruno de Carvalho é definitivamente o Vale Azevedo do Sporting. Nem que as relações com Jorge Jesus resistam muito mais que um par de meses. E que ambos têm boas razões para desconfiar um do outro: nem é preciso que olhem para as costas de ninguém, basta-lhes olharem-se um ao outro…


Não. Nunca direi nada disso... E nunca, para nunca ser, crucificarei Jesus!


 


 

Eduardo Gageiro (1935-2925)

Imagens de uma vida: Eduardo Gageiro, o fotógrafo nato, conta a sua ...


Fez da fotografia a sua vida, e fica para a História como o seu fotógrafo. Fotografou-a com todas as suas cores, nas pessoas, nos sentimentos e na alma que a fazem todos os dias. 


Também por isso foi o mais premiado da História da fotografia.

terça-feira, 3 de junho de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


 


O cenário estava bem montado e o acontecimento tinha sido bem promovido. A motivação era óbvia: não seria a de tapar o sol com uma peneira, mas a de tapar com uma peneira o tiro no pé da ministra das finanças. 


Mas não passou disso, de um cenário bem montado para um acontecimento bem promovido. Durante mais de uma hora, Portas e Passos Coelho encarregaram-se de explicar, como só eles sabem, a roçar o penoso, que não tinham nada para dizer. Que tinham percebido que teriam de fazer alguma coisa, mas que não faziam ideia do que haveriam de fazer...


Chegaram sem nada, sem o trabalho de casa feito. Como os cábulas. Como os incompetentes... Tanto que nem nome ainda conseguiram dar à coligação. Era o mínimo!


Como sempre, têm sorte. A espectacular travessia que Jorge Jesus fez na segunda circular abafou-lhe por completo o flop. 


 

O predador

Três palestinianos mortos perto de local de distribuição de alimentos em Gaza


O genocídio que Nethanyahu está a levar a cabo em Gaza está a assumir proporções inimagináveis. Nunca a perversidade criminosa chegara tão longe. 


Nethanyahu é um assassino facínora, que age agora contra seres humanos como um caçador predador, à margem de todas as regras da caça. Primeiro impediu durante meses a ajuda internacional. Depois criou - com Trump -  a "Fundação Humanitária de Gaza", e passou a controlar ele próprio todo o processo de ajuda humanitária para, finalmente, utilizar a ajuda alimentar como armadilha mortal. 


Como um caçador predador que deixa comida para atrair a caça, limitando-se a esperar por ela para a chacinar, assim faz Nethanyahu. Aconteceu exactamente assim, anteontem, no passado domingo, quando esperou que desgraçados famintos se aproximassem dos postos de abastecimento de alimentos para disparar sobre eles, a sangue frio. 


Com os olhos do mundo fechados, a não quererem ver. Com a Europa a fingir que não ouve, nem vê. E com Portugal servilmente a continuar a ignorar ...


Foi hoje criada uma petição para o governo português reconhecer o Estado Palestiniano. Subscrevê-la é uma pequena contribuição para que Portugal deixe de ignorar. Vamos a isso!


 

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Afinal Blatter não resistiu mais que uns poucos pares de horas à farsa que fora a sua última reeleição. Não quis aceitar os conselhos do seu amigo Platini – também não será exactamente flor que se cheire muito bem, mas será, como afinal estaria há muito escrito nas estrelas, o seu sucessor –, e escolheu acelerar contra o muro. Espetou-se com toda a violência. E muito depressa!


Foi uma vitória de Pirro. Como reconheceu no discurso de resignação, consigo estavam apenas os delegados que no bolso tinham um cartão de voto. Contra si estava, e está, toda a gente do futebol: jogadores, treinadores e público. Mas também patrocinadores.


Percebeu isto tarde de mais. Infelizmente, para ele… Mas especialmente para o futebol. Que já não tem por onde fugir dos interesses geopolíticos que determinaram a atribuição do próximo campeonato do mundo. Nem dos outros, mais insondáveis ainda, que dominaram a entrega do seguinte, numa autêntica subversão do próprio futebol, para inventar a aberração que é um campeonato do mundo de Inverno, jogado a temperaturas acima dos 40 graus!  


 Agora... claro: que seja investigado. Que seja tudo investigado!


 

O timing que bate certo

“Se for para mudar o país”, Rui Rocha reafirma disponibilidade da IL ...


A demissão de Rui Rocha da liderança do Iniciativa Liberal apanhou de surpresa toda a classe da análise política.


Não é que não houvesse razões que a justifiquem. Como Rui Rocha explicou, mesmo tendo subido na votação, o crescimento fora "poucochinho", não lhe tendo permitido atingir a importância política que desejava. E que lhe permitiria, não só influenciar, como entrar no governo, para o que estaria já tudo preparado. Era o timing!


Conhecendo Rui Rocha - conheço-o há anos, dos primórdios da blogosfera, e tenho-o por sério e honesto -, sabia que não dormiria em paz com este resultado eleitoral. Chamei-lhe azia, e surpreendeu-me que essa inquietação tivesse desembocado na descabida ideia da revisão constitucional


Sei que seria mais bonito dizer, agora, que Rui Rocha se demitiu pelas razões que apresentou. Por assumir a responsabilidade pelo "poucochinho". Porque é um político diferente dos outros. Por elevação. Por desprendimento. Mas, se assim fosse, teria tomado essa decisão logo a seguir, em pleno rescaldo das eleições. E não o fez. Pelo contrário, quis imolar essa responsabilidade tirando da cartola o coelho da revisão constitucional.


Que correu mal. Só André Ventura - pudera! - lhe deu a mão.


Ao ficar sozinho, com André Ventura, com o coelho da revisão constitucional na mão, Rui Rocha somou uma derrota humilhante a uma derrota provavelmente honrosa. E foi essa derrota humilhante que o levou à demissão, não foi a outra. É por isso que o timing, que não batia certo, bate mesmo certo! 

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Já aqui tínhamos dado conta da indepedência do funcionamento do Estado. Não é só com este governo, mas em moldes especialmente grosseiros com este governo. Da forma como, contra os cidadãos, inverte o ónus da prova. Ou como é o pessoal da administração interna que comanda os inquéritos às polícias. Ou como é o das finanças a inquirir os actos do pessoal das finanças, e de como "no fim bate tudo certo".


Mas quando em causa está pessoal que é mais que pessoal vai-se directamente ao mais restrito círculo pessoal. Por isso o inquérito sbre as listas VIP foi comandado por uma senhora que era, até há bem pouco tempo, adjunta do secretário de Estado da Admnistração Pública, colega de Paulo Núncio. E do mesmo Ministério das Finanças... 


Tudo compatível. Tudo bate certo!

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...