sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


As notícias que ultimamente vieram a público envolvendo a ex-mulher de José Sócrates não são mais que a própria cara do ex-primeiro ministro. Nada que surpreenda por aí além. Ninguém fica muito admirado por ver a cara de Sócrates em actos que envolvem a mulher de quem há muito está divorciado... 


Repare-se: a sua ex-mulher vende um apartamento pelo dobro do valor de mercado a uma empresa do seu amigo, alegadamente para lhe pagar as obras que ele fez num outro. O mesmo amigo, o amigo comum, o amigo presente em toda a história… Passado algum tempo a empresa do amigo, entretanto em falência, vende-o por metade do valor por que comprou. Recebe o sinal e nunca mais faz a escritura para receber o resto. Pelo meio há uma procuração da vendedora para o comprador, que só é utilizada mais de um ano depois da data de emissão…


Mas também compra um monte no Alentejo, por uma pipa de massa financiada pelo BES, com a garantia de uma aplicação financeira no mesmo valor. Financiamento que é pago através de uma prestação mensal ao alcance de poucos, a rondar os 5 mil euros. Por acaso, o valor que recebe do amigo, sempre o mesmo amigo de ambos – claro que se os antigos cônjuges preservaram a amizade para que o amor provavelmente caiu, não há por que não preservar a amizade de terceiros – por uma avença mensal de serviços de consultoria urbanística. Coisa objectiva como bem se vê!


Há coisas que têm cara. E estas, de tanta trapalhada, são a cara chapada de Sócrates. Parece-me claro que só não a vê quem sofrer de sérios distúrbios oftalmológicos… Olhamos para elas e percebemos o direito na prisão preventiva, mesmo que as linhas possam estar todas tortas!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


A sondagem de hoje do Expresso dá empate técnico entre o PS (37,5%) e a actual maioria governamental (35%). Não é isso que surpreende, António Costa e o PS têm feito por isso… Esta foi até uma semana que serve de paradigma. Ou que serve o paradigma… Nem é preciso falar mais disso.


O que é verdadeiramente surpreendente, único na Europa, é que o eleitorado não vê razões para penalizar ninguém. A esmagadora maioria do eleitorado (72,5%) acha que Portugal tem sido bem governado, e que quem trouxe o país até aqui deve continuar a levá-lo pelo mesmo rumo. 


E isto, neste tempo e neste espaço, é verdadeiramente assombroso. Não se passa em mais lado nenhum. Não há Europa país que tenha passado por estes anos conturbados mantendo inalterável o seu tecido eleitoral. Antes pelo contrário, despareceram do mapa eleitoral muitas das forças políticas que fizeram a História da Europa no último século.  


Faltam alternativas credíveis? É claro que não abundam por aí alternativas sólidas. Faltam com certeza, mas também nas sondagens haveria forma de manifestar esse sentimento… Faltam certamente alternativas mas, mais que alternativas, faltam lucidez, inconformismo, maturidade democrática, activismo político, sentido crítico e de exigência, educação cívica… E sobram medo, conformismo, passividade, resistência à mudança, ignorância...


Parece-me a mim…

A manha da marosca

Capa Correio da Manhã


Esta é a primeira página do Correio da Manhã. É a de hoje, na estratégia de todos os dias. Palavras para quê? É uma primeira página do Correio da Manhã!


"Montenegro advogado em negócio de casinos" - dá para tudo, e para nada. Dá para "mais marosca". Ou para "mas afinal qual é a notícia"?


Lá dentro, o Director Geral Editorial Adjunto, esclarece-nos: " Não há da nossa parte nenhuma perseguição contra o cidadão Luís Montenegro, mas obviamente temos a obrigação de escrutinar a vida pública do primeiro-ministro ou de qualquer membro do governo, como fizemos no passado e continuaremos a fazer no futuro. Porque no dia em que a imprensa deixar de fazer isso, a democracia e o País também perdem e ficam mais pobres e mais frágeis".


Termina a concluir que "não há nenhuma ilegalidade na atividade do advogado Luís Montenegro ao serviço da concessionária de jogos Solverde, mas que "é importante que os cidadãos e todo o País conheçam essa ligação e as relações contratuais existentes no passado recente".


E ficamos finalmente esclarecidos: não há notícia e há marosca. A marosca habitual do Correio da Manhã, a confundir escrutínio com voyeurismo, informação com desinformação, ética com indecência, liberdade com interesses...


Informar com lançar a confusão!

Gene Hackman (1930-2025)

1930] Gene Hackman


Ficará para sempre como um dos grandes nomes de Hollywood, cujo mediatismo nunca cultivou. O realismo da representação de Gene Hackman trouxe ao cinema a mais perfeita confusão entre actor e personagem. Ninguém como ele terá conseguido tão estreita sobreposição!

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Quando comecei a ouvir cantar – ou seria declamar? - os primeiros versos, não queria acreditar: “Não sei, não sabe ninguém”… E interroguei-me: o que é que este gajo quer daqui? Onde é que se está a meter?


Em poucos segundos deixei de ter qualquer dúvida. Estava a ouvir cantar: “Por que canto o fado”… Numa voz limpa e cristalina, sozinha… “Foi Deus, que deu luz aos olhos”… e passou a ter a companhia do contrabaixo do Ricardo Cruz, em acordes leves e espaçados. Baixinho, para não estragar nada!


“Eu sinto” – todos sentimos – “que a alma cá dentro se acalma nos versos” que ouvíamos cantar…


Quando, três, quatro ou cinco minutos depois – o tempo perdeu dimensão – se ouviu pela última vez “ai, e deuuuuuuuuuu-me esta voooooz a miiiiiiim” a sala cheia, esgotada, rebentou num aplauso arrepiante de uma plateia deslumbrada.


"Foi Deus" que ganhou outra dimensão. Não ficaria bem dizer que o António Zambujo deu outra dimensão a Deus...


Amália teria gostado de ouvir. Não tenho dúvida nenhuma!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Nas meias finais da Taça


Luz novamente cheia, mesmo que um pouco menos cheia que o normal, para este jogo com o Braga, que decidia o acesso às meias-finais da Taça de Portugal. Para assistir a um excelente jogo de futebol, e a uma grande exibição do Benfica, particularmente na primeira parte.


Bruno Lage regressou ao onze que, nas actuais circunstâncias - com a quantidade de jogadores lesionados -, mais se aproxima do que têm sido as suas primeiras opções, com Tomás Araújo a lateral direito, Akturkoglu na ala direita, e Pavlidis na frente do ataque. Dahl, na esquerda, é já claramente primeira opção - Schjelderup, que entrou aos 79 minutos, precisamente a substituí-lo, confirmou isso mesmo. Na baliza continuou Samuel Soares. E poderá não ter sido apenas rotação de Taça.


Ricardo Horta, o capitão do Braga, escolheu campo, e escolheu como fazem os pequenos - a baliza grande. Não teve qualquer impacto, e o Benfica entrou endiabrado, partindo para uma grande primeira parte. Jogou-se apenas futebol (quatro faltas, duas para cada lado), e o que o Benfica jogou foi do melhor que por cá se pode ver: pressão alta sobre o adversário, a recuperar imediatamente cada bola perdida; criatividade e fantasia; passes a rasgar; mudanças rápidas de flanco.


Perante a avalanche de futebol benfiquista o Braga fazia o que podia: defendia como podia, e tentava jogar com os ritmos de jogo, mostrando-se uma equipa adulta, mesmo que composta por muita juventude. Pode dizer-se que Carlos Carvalhal reinventou a equipa do Braga neste início de ano.


A longa série de oportunidades de golo abriu logo aos cinco minutos: Akturkoglu recebeu a bola na área, desbaratou com classe a defesa bracarense e atirou de pé esquerdo. Ao poste. Na recarga, de baliza aberta, Pavlidis não acertou na baliza. Pouco depois, novamente Pavlidis. Descaído para a direita e, de ângulo apertado, atirou forte às malhas laterais, quando poderia ter deixado para dois colegas bem posicionados á entrada da pequena área. Depois foi Bruma a marcar, numa excelente execução, com o golo a ser anulado por fora de jogo de Pavlidis.


Depois, ainda, entrou em acção Hornicek, o novo dono da baliza bracarense: está aberta a época das grandes exibições dos guarda-redes na Luz. Negou o golo a Pavlidis, depois a Akturkoglu, isolado por Kokçu, e depois ainda a Bruma, também isolado.


Nesta sequência chega finalmente o golo, já aos 39 minutos, à sexta oportunidade de golo, quando o Braga tinha disposto de uma, no remate de cabeça de Racic, ao lado, na sequência de um canto. A pressão alta do Benfica deixou Paulo Oliveira em maus lençóis, obrigado a despachar a bola para onde estava virado. Acabou interceptada por Dahl, que assistiu Pavlidis que, depois de ajeitar a bola, rematou de pronto, ainda de fora da área, batendo Hornicek.


A séria da primeira parte ficaria fechada no último lance antes do intervalo, quando nem Bruma nem Pavlidis, sozinhos em cima da linha de golo, conseguiram desviar o cruzamento de Carreras.


Ao intervalo o Benfica poderia estar tranquilamente instalado nas meias finais da Taça. Bastaria um coeficiente de eficácia de 30 ou 40% para o marcador assinalar 3 ou 4 a zero.


Carlos Carvalhal mexeu na equipa para a segunda parte. Talvez por fezada  fez entrar Fran Navarro e Robson Bambu, que tinham marcado os golos da vitória na Luz, para o campeonato. O Braga subiu um pouco de produção, e ganhou algum oxigénio. Mas era o Benfica que continuava a somar oportunidades de golo, e continuava a ser Hornicek o jogador mais influente m campo.


O tempo passava, o Braga ia tendo mais bola, mas foi sempre e apenas o Benfica a construir oportunidades para alargar o marcador. Claro que à medida que o jogo caminhava para o fim, e com o resultado a manter-se, era inevitável que um certo nervoso miudinho se espalhasse pelas bancadas, onde não caiu bem a primeira leva de substituições de Lage, quando tirou Tomás Araújo e Bruma, para lançar Belotti e Barreiro. Mas o Braga nunca verdadeiramente ameaçou a eliminatória.


No fim, na lista das oportunidades de golo do Braga continuou, sozinha, aquela do remate de cabeça do regressado Racic, a meio da primeira parte. A do Benfica é um rol extenso.


Com a consolidação do nível exibicional, o actual bom futebol do Benfica está apenas a pecar na finalização. Por enquanto sem consequências de maior, mas vêm aí jogos que não vão perdoar.

Há 10 anos

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Este era o pior momento para António Costa entrar no buraco escuro em que se meteu. Não conseguiu resistir aos encontrões que foi levando de todo o lado, e acabou por se deixar cair num buraco donde dificilmente sairá.


A chinesice em que se embrulhou, e que enche hoje o espaço mediático, é apenas o exemplo mais acabado desse buraco negro onde António Costa anda às apalpadelas, cuja menor das consequências será certamente o abandono em estado envergonhado do histórico Alfredo Barroso, que há muito andava a bater com a porta.


A António Costa está a faltar estofo, e isso vai ser fatal. Já foi fatal para Seguro, mas agora vai ser fatal para o PS. Quando a falta de estofo vitimou Seguro ainda sobrava Costa, que ainda por cima parecia ter disso para dar e para vender. Agora não sobra ninguém!


As coisas já não estavam fáceis. As dificuldades do PS já seriam enormes, como se vê pelo que tem acontecido com os seus congéneres da Internacional Socialista, todos eleitoralmente dizimados pela sua conivência com os desastres neo-liberais. Com consciência disso, António Costa, em vez de assumir o quadrado ou o círculo, optou por tentar a quadratura do círculo. Não o conseguiu, como ninguém conseguiu, nem conseguirá!


Quando, na mesma semana, António Costa diz que não faz propostas porque tudo depende depois de Bruxelas e de Berlim, que o país está melhor ao fim destes quatro anos e elogia o investimento chinês, o paradigma da política de investimento deste governo, que se limitou a entregar ao estado chinês as maiores empresas monopolistas do nosso país e a vender casas a cidadãos chineses a troco de vistos e corrupção, não assinou apenas a sua sentença de morte política. Retirou também de vez a esperança a milhões de portugueses!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Há 10 anos

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Pelo que se tem visto são infrutíferas todas as tentativas de arrancar do governo uma palavra que seja sobre a decisão de Bruxelas colocar Portugal na lista de países com "desequilíbrios excessivos", submetendo o orçamento português a "vigilância permanente". Não admira. Quando estava tudo a correr tão bem, com o país no quadro de honra de Schauble, a dar lições à Grécia... Quando até o António Costa (onde é que este anda com a cabeça?), nem que fosse para chinês ver, já dizia que afinal isto está a correr bem, vir agora a Comissão Europeia dizer que nada disso, que o bom aluno não percebe nada disto e que está chumbado, é de deixar qualquer um sem fala.


Qualquer um, não. Ao contrário de Passos Coelho e de Pires de Lima, que mantiveram a boca fechada a sete chaves, Paulo Portas há-de ter uma resposta. Ele há-de voltar a falar da soberania recuperada, e há-de encontrar uma maneira de dizer que ter o orçamento na mira de Bruxelas não tem nada a ver com soberania. E muito menos com alguma coisa que não esteja a correr bem nesta história de sucesso que tem para contar aos eleitores.

Boas notícias da Alemanha

🗳️ Eleições no Bundestag – Fevereiro 2025 🇩🇪 Berlim (dpa) - O partido  CDU/CSU e seu candidato a chanceler, Friedrich Merz, tornaram-se claramente  a força mais forte nas eleições para o Bundestag.


A CDU venceu as eleições na Alemanha e Friedrich Merz será o novo chanceler, num governo que se prevê venha a resultar da coligação com o SPD, de Boris Pistorius, ministro da defesa do governo cessante de Olaf Scholz.


A extrema direita da AfD, que Vance e Musk tanto promoveram, ultrapassou os 20%, a melhor votação de sempre. Ainda assim - e porque os alemães, sentindo o perigo, acorreram massivamente (mais de 80% de participação eleitoral) às urnas -, Alice Weidel é irrelevante para a formação de governo.


São boas notícias para a Europa, que tanto precisa delas.

Roberta Flack (1937-2025)

Luto! Morre Roberta Flack; veja a causa


Foi uma das vozes mais importantes do "soul". E também do "r&b". Na verdade extravasou todos os géneros, e cobriu todo o espectro do pop, do folk e do jazz. O intemporal "killing me Softly with this song" mostra que Roberta Flack não se arruma numa gaveta.


 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Há 10 anos

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A Grécia não sai das primeiras páginas. Agora é pelo futebol, que também não consegue fugir do perigoso radicalismo instalado no país.


Tudo começou com o antigo treinador do Porto que, para além de ser conhecido pela fluência do seu inglês, é também conhecido por ser homem dado a crenças. Se umas eram conhecidas, e nunca fizeram confusão a ninguém – cada um fecha na mão o que quer e beija os objectos que lhe apetecer – outras há que, pelos vistos, eram desconhecidas e desafiam os espíritos mais intolerantes.


No último domingo, no Panatinaikos – Olimpiakos, o Sporting – Benfica de Atenas, Vítor Pereira arrancou para tocar as redes das balizas, a tal crença escondida, que por cá nunca se tinha visto. Quando chegou à baliza em frente para a claque dos da casa, adversário, as coisas começaram a correr mal. Os adeptos do Panatinaikos, ou porque, sendo gregos, não estivessem com a melhor das impressões dos portugueses (o Fernando Santos já lá não está), ou porque sejam pouco dados a tolerar crenças alheias, ou ainda por, em vez de crença terem visto por ali mão provocadora, começaram por mimá-lo com tudo e mais alguma coisa e acabaram a invadir o campo. Diz-se que a correr atrás do homem, sabe-se lá com que ganas!


O que por cá – e provavelmente também por lá até há pouco tempo – daria lugar a uma série de inquéritos e contra-inquéritos para deixar tudo na mesma, por lá foi resolvido com a imediata suspensão de todas as competições internas. Por tempo indefinido. Assim mesmo, sem “mas” nem meios “mas”… Para que as Instituições não fiquem com dúvidas!


Para o nosso compatriota Vítor Pereira, para além do susto, que fique algum cuidado com as manifestações das suas crenças. Sejam elas quais forem!

Ucrânia: 24-02-22 - 24-02-25

Capa Público


Há três anos:


"A guerra não começou esta madrugada, com a invasão generalizada da Ucrânia pelas tropas de Putin. Tinha sido formalmente declarada há três dias, estava há muito programada e tinha recebido luz verde no Verão passado, com o sinal dado pelos Estados Unidos na debandada do Afeganistão - o sinal da fraqueza em que Putin apostou, e que aguardava para garantir que o seu projecto totalitário se transformaria num passeio. Para já pela Ucrânia dentro...


Resta-nos a esperança que se repita a história de passeios que, por mais bem encaminhados que pareçam, acabam mal. Não nos restam muitas outras!


Aos ucranianos resta-lhes sofrer e resistir. E ensinar essa lição aos restantes europeus!"

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Há 10 anos

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Isolado, e barricado no fanatismo austeritário com que espera a salvação eleitoral, o governo de Passos e Portas vê-se obrigado a entregar a defesa do indefensável a gente menor, com isso menorizando ainda mais os portugueses. Já sem gente de dimensão á sua volta, o governo entrega a sua defesa a figuras menores, bem próximas da indigência. É também uma questão de dignidade…


Ontem, no Prós & Contras da RTP – o formato até poderá responder aos quesitos de um bom programa de informação/espectáculo, mas uma apresentadora/moderadora cada vez mais incapaz de tratar qualquer tema que vá um bocadinho para além do mais básico dos básicos, deixa-o ao nível do lixo televisivo – foi mais uma vez evidente o nível a que baixou a defesa das posições com que a maioria conta para a campanha eleitoral em que se encontra. Foi entregue a uma figura dada a conhecer por Pedro Sampaio Nunes, empresário e residente em Bruxelas – circunstância que não se cansou de repetidamente referir – que foi simplesmente deprimente. Lugares comuns, frases feitas, ausência de qualquer raciocínio estruturado, ignorância e muitos tesourinhos deprimentes. Um deles é que a electricidade não é um bem transaccionável, não se pode exportar… A ponto de José Manuel Fernandes, o seu colega de pró, que não é exactamente homem de grande vergonha (lembramo-nos, por exemplo, das escutas de Belém), ruborizar levemente ali por cima da barba.


Foi certamente por isso que a sua apresentação se ficou pelo empresário residente em Bruxelas, escondendo que, afinal, tem ocupado inúmeros cargos (alguns ligados á energia) na esfera do poder laranja, entre os quais o de Secretário de Estado da Ciência e Inovação do governo de Pedro Santana Lopes!

Volta ao Algarve - uma clássica do ciclismo internacional

51.ª Volta ao Algarve com percurso renovado para aumentar o espetáculo  desportivo


Terminou a Volta ao Algarve em bicicleta, já uma clássica da abertura da época do ciclismo internacional.


Cá esteve a nata do ciclismo mundial. Dos melhores dos melhores apenas Pogaçar faltou. Todos os outros cá estiveram.


Começou mal, com problemas no final da primeira etapa, quando na bifurcação da chegada a Lagos, parte do pelotão seguiu por um lado, e a outra por outro. A maior parte seguiu pelo trajecto errado, e a organização anulou a etapa. Não foi bonito, manchou a corrida, mas ficaram ainda quatro etapas para todos os gostos - chegada ao sprint, chegada em montanha e contra-relógio.


Na chegada a Tavira, na antepenúltima etapa, na sexta-feira, uma queda mandou Iuri Leitão, o nosso campeão olímpico e europeu (de pista), para fora da corrida.


Na montanha, no Alto da Fóia, brilharam os ciclistas da UAE, os portugueses João Almeida (2º) e António Morgado (4º), e o dinamarquês Jan Christen (1º). No contra-relógio final de hoje, com chegada no Alto do Malhão, brilharam os da Visma, com Vingegaard (1º) e Wout Van Aert (2º).


João Almeida partiu para o contra-relógio com 20 segundos de vantagem sobre Vingegaard, que não foram suficientes. O português foi quinto na etapa, gastou mais 32 segundos - com uma grande recuperação na subida final ao Alto do Malhão - e acabou na segunda posição da geral, atrás do galáctico Vingegaard.


António Morgado,campeão nacional de contra-relógio, afundou-se e saiu do top ten, fechado precisamente pelo dinamarquês Jan Christen, o camisola amarela à partida. E onde também Roglic não coube.


A UAE ganhou por equipas.

Há 10 anos

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Soube-se hoje que Portugal não estará presente na Exposição Universal de Milão, na Expo 2015, sob o tema "Alimentar o Planeta, Energia para a Vida". Diz-se que para não gastar 8 milhões de euros!


O governo que gasta milhares de milhões nos BPN´s, nos BES e tuti quanti seja banca. O governo dos perdões fiscais dos milhões na Suíça. O governo que engorda o aparelho de Estado com boys e mais boys que custam aos milhões. E que anuncia que vai poupar centenas de milhões em juros, não tem 8 milhões de euros para participar num evento mundial, aqui ao lado, que contará com 20 milhões de visitantes e com a presença de 145 países.


Que no próximo dia 1 de Maio abre portas… Portas. Portas que tem a responsabilidade pela diplomacia económica. Portas que é responsável pela nomeação da ministra da agricultura, e das outras coisas todas, com os pelouros da temática da Expo, que ignorou. Portas demasiado ocupado com as eleições e com a propaganda, para se lembrar destas minudências, onde o mundo terá os olhos…


Também isto atenta contra a dignidade do país. Dificilmente encontraremos um governo onde tantos façam tanto mal ao país... Tão míope, tacanho e provinciano!

sábado, 22 de fevereiro de 2025

Passar ao lado de um resultado histórico


 


Bruno Lage manteve apenas Tomás Araújo, Otamendi, Carreras, Aursnes e Kokçu no onze inicial para a recepção ao Boavista. Tomás Araújo regressou ao centro da defesa, e para a lateral direita entrou o miúdo Leandro Santos. Dahl entrou de início para a ala esquerda, e a linha frente foi toda nova - Amdoumi, Belotti e Bruma. As lesões, e jogadores próximos da exaustão, obrigam a rotação, e ela aí está.


Não terá sido o caso de Samuel Soares. Não se descortina que Trubin esteja propriamente exausto, e lesionado não está. Esteve francamente mal, em pelo menos dois golos do Mónaco, e terá sido certamente por isso que ficou de fora. A servir de aviso.


O Boavista, que nesta janela de inverno foi recrutar 10 jogadores, metade deles estreados neste jogo, apresentou-se com três centrais, numa linha defensiva de cinco, a que juntava mais cinco, em cima da sua área, sem a bola. Juntos e compactos, na estratégia do também novo treinador - Lito Vidigal, fiel ao seu passado. 


Incapaz de ligar quatro passes seguidos, o Boavista raramente cruzava a fronteira da linha do meio-campo.


O Benfica foi conquistando o controlo total do jogo, e foi exibindo boa ligação, com os jogadores sempre em movimento, a garantir linhas de passe para assegurar uma boa circulação de bola. O problema era que o Boavista fechava todos os caminhos para a sua baliza, e havia sempre mais uma perna no caminho da bola. Quando não havia mais pernas a tapar o caminho, e a bola seguia para a baliza, emergia um checo também em estreia.


Em tempos vencedor da Liga Europa com o Sevilha, com mais de meia centena de internacionalizações e dois Europeus jogados pelo seu país, o guarda-redes do Boavista revelava-se um obstáculo intransponível, a definitiva barreira para o golo. Que apenas cedeu já perto da meia hora, quando  os axadrezados subiram um pouco o bloco e Kokçu pôde lançar para a velocidade de Bruma, que acelerou e deixou Van Ginkel -  mais um estreante - nas covas, antes de cruzar para a finalização de Belotti na passada. 


Foi o primeiro golo do internacional italiano. Que já tardava!


Daí até ao intervalo foi mais do mesmo. O Benfica a jogar, o Boavista a defender-se como podia, e Vaclík a brilhar na baliza. Quando nem os defesas, nem o guarda-redes, interceptavam a bola, ela saía ao lado, ou por cima, ou batia nos ferros da baliza.


No início da segunda parte, aos 51 minutos, a defender-se como podia, Reisinho teve uma entrada a matar  sobre Kokçu. Não lhe partiu a perna apenas porque não calhou. O árbitro não viu, mas ... o VAR está lá para isso. Para ver o que o árbitro não vê. E o Boavista ficou reduzido a dez jogadores.


Não fez grande diferença. Quando uma equipa apenas defende, defender com com 10 não faz muita diferença para defender com 11. E, apesar de manter - e até ter melhorado - uma boa circulação, de bola e jogadores, o Benfica continuou a enfrentar dificuldades para marcar. Por mérito dos jogadores boavisteiros, e acima de todos do guarda-redes, mas também por demérito dos seus  avançados, especialmente de Belotti, mas também de Amdoumi.


O 1-0 prolongava-se e, por imenso que fosse o domínio benfiquista, por maior que fosse a sequência de oportunidades de golo, e por mais evidente que fosse a incapacidade boavisteira, havia sempre algum receio de uma bola perdida, de um ressalto, de uma azar qualquer... 


Já passava do meio da segunda parte, quando Pavlidis e Akturkoglu, que tinham entrado dois minutos antes para substituírem os dois acima referidos (Lage lançaria depois Cabral, Nuno Félix e Diogo Prioste, terminando com cinco jogadores formados no Seixal), interpretaram um lance muito semelhante ao do primeiro, com o grego a marcar finalmente o segundo golo. 


Sem aumentar a intensidade, o Benfica também não tirou exactamente o pé do acelerador. Acabou por fechar o resultado no terceiro golo, num penálti assinalado cinco minutos depois, por falta sobre o cada vez mais competente Dahl. Um resultado muito distante do que corresponderia à verdade do jogo!


Não fosse Vaclík -  seria eleito o melhor em campo - com uma dúzia de defesas, todas elas a evitar golos, e teria sido estabelecido um resultado record. E verdadeiramente histórico!


Para já o Benfica está no primeiro lugar. Amanhã logo se verá do que o Sporting é capaz na Vila das Aves.


 


 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Há 10 anos

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O Benfica tinha hoje um compromisso exigente com o Moreirense, naquela que era a terceira deslocação ao Minho. Logo por isso, por aquela velha máxima que diz que não há duas sem três: as duas primeiras tinham resultado nas únicas derrotas internas da época!


Não foi assim, há mesmo duas sem que tenha de haver três. E o Benfica ganhou bem… E de Minho só não ficamos conversados porque ainda há Barcelos, e depois Guimarães, já mesmo no fim…


Mas chegou a assustar. Que sirva de lição. O Benfica entrou meio amorfo, sem grande convicção e, pior ainda, sem a determinação que se exigia para resolver cedo o assunto, como era aconselhável. Foi assim toda a primeira parte, pôs-se a jeito, como se costuma dizer… E quando assim é as coisas correm mal. Até jogou mais que o adversário, até poderia ter marcado por duas ou três vezes – teve até uma das habituais bolas nos ferros da baliza adversária – mas expôs-se à inclemência do jogo. E numa das raríssimas oportunidades do Moreirense sofreu o golo, e saiu para o intervalo a perder. Um daqueles golos que não têm entrado nas contas dos campeões nacionais. Ninguém já se lembra de um golo assim, nem do Benfica dar ali espaços. Onde tinha que estar - e não estava - André Almeida!


Na segunda parte tudo foi diferente, os jogadores jogaram o que tinham a jogar, as oportunidades sucederam-se, e os golos apareceram – três, em cerca de quinze minutos.


O primeiro surgiu na sequência de um canto mal assinalado. Salvio caiu dentro da área, já perto da linha final, dando toda a ideia que teria sido tocado no pé pelo adversário. Para não assinalar penalti o árbitro teve de se convencer que o defesa do Moreirense tocou na bola. Que não tocou… E foi o diabo: assinalado e cobrado o canto, Luisão saltou mais alto e fez o golo do empate. Aqui d´el rei, que o Benfica está a ser levado ao colo!


Não importam as ocasiões de golo que o Benfica já criara. Nem as que depois continuou a criar, já com o adversário em inferioridade numérica. Importa que o árbitro se enganou, trocando um penalti por um canto. Então já décimo segundo... E que não haja uma lei que proíba expulsar jogadores adversários do Benfica. Um escândalo!


Haja decência!

Para um Chega, Chega e meio!

O que está em causa na moção de censura ao Governo proposta pelo Chega e  por que está condenada ao fracasso


No debate da moção de censura apresentada pelo Chega, o PSD optou por seguir uma estratégia ... de Chega. 


Na encenação "do populismo e da competência" os deputados do PSD acabaram por responder ao Chega, com Chega e meio.


Não havia necessidade, como dizia o outro. Até porque as oposições foram todas oposição à moção de censura. E bem mais assertivas, eficazes e ... decentes. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Sempre na vanguarda, sempre na primeira linha, o Observador não perdoa nem esquece. E quer fazer crer que chegou a altura da vingança... E vingança que é vingança serve-se fria!


Quando se trata de justificar o injustificável, há gente capaz de tudo...

Um mês que parece uma eternidade

1 MÊS | O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, completa um mês à  frente do cargo nesta quinta-feira (20) com um pacote de decretos que  desafiam as leis americanas e que


Faz hoje apenas um mês, mas parece que já passaram anos da nova presidência de Trump. Não há memória histórica de em tão pouco tempo alguém ter feito tanto. Mal!


Num mês Trump virou o mundo ao contrário. Tudo o que há um mês era inimaginável é hoje uma nova realidade. Num mês foi instaurada toda uma nova ordem mundial!


Ao 30º dia Trump consagrou Putin. Impôs a sua narrativa e passou a seu aliado. Classificou a Ucrânia pelos critérios de Putin, e adoptou o seu discurso. Impôs que a expressão "agressão russa" não constasse do comunicado conjunto do G7 no terceiro aniversário da invasão da Ucrânia. E recusou apoiar a resolução da ONU de condenação da guerra.


Ninguém o trava. Ignorante da realidade e indiferente à verdade, vai construindo a partir da sua bolha ficcional a narrativa com que molda um mundo mais perigoso ... e irrespirável.

Há 10 anos

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Juncker diz - entre muitas outras coisas relevantes, como a necessidade de definir reformas estruturais - que a troika é ilegítima, que o que fez foi atentar contra a dignidade dos países intervencionados, e em especial da Grécia e de Portugal. O governo português (com medo de uma simples dedução: troika = governo, se troika ilegítima, então governo ilegítimo) diz que não, que isso é uma palermice, que em linguagem diplomática se diz infeliz.


O novo governo grego dá mais um passo, e apresenta mais uma proposta que evite o bloqueamento final do beco sem saída em que está metido. Satisfaz todas as exigências, mas para um prolongamento por seis meses do acordo de financiamento, que não do programa dito de ajustamento. A Comissão Europeia manifesta-lhe receptividade, mas o governo alemão diz logo que não. Que não é viável. Que aquilo ainda não é capitulação total que, com os governos de Portugal e de Espanha, pretende…


Ainda há poucas semanas o governo português era acusado de, com a saída da troika, ter perdido o ímpeto reformista, e a economia portuguesa objecto de outlook negativo, o que irritava de sobremaneira Passos Coelho e os seus ministros… Nem se falava em trocar qualquer financiamento obtido ao abrigo do programa da troika – esses grandes amigos que nos cobram juros no dobro do que já está disponível no mercado, durante o tempo que quiserem – por outro mais barato…


Na sexta-feira passada, ao mesmo tempo que encostavam os gregos á parede, autorizavam Portugal a antecipar o pagamento de metade do empréstimo ao FMI. Que propagandeavam como evidência do êxito dos seus postulados, e como prova de sucesso do bom aluno… Ontem, com o governo grego a anunciar mais um passo atrás na direcção da parede, Schaubler aproveita para exibir Maria Luís Albuquerque numa conferência… Como uma atracção de circo!


É assim que as coisas se estão a passar nesta Europa...  Como se, em vez de um projecto de vida colectivo para centenas de milhões de pessoas, se tratasse de um enredo de telenovela barata … Com total irresponsabilidade!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Há 10 anos

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O governo português está chocado com as declarações de Juncker, que classifica de infelizes. “Nunca a dignidade de Portugal e dos portugueses foi beliscada quer pela troika quer por qualquer das suas instituições” – garantiu Marques Guedes, o porta-voz do governo português que quis ir para além da troika. Fica assim claro que, mais que a troika, é o governo de Passos Coelho que todos os dias ataca a dignidade de Portugal e dos portugueses. Empobrecendo-nos, primeiro, e humilhando-nos, depois!


 

Há 10 anos

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Vamos lá a ver se percebemos alguma coisa disto. Então o presidente da Comissão Europeia está agora a dizer, em pleno climax da crise grega, que pecaram contra a dignidade da Grécia, de Portugal e da Irlanda... Que a troika tem de acabar, porque não tem legitimidade democrática... 


"Eu era presidente do Eurogrupo, e pareço estúpido em dizer isto, mas há que retirar as lições da história e não repetir os mesmos erros", diz o tipo que tem nome de esquentador. 


Brincalhões... É o que são!


 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Mais um jogo louco na Luz. De Champions!


Mais um jogo louco na Luz, cheia, como sempre, nesta fantástica carreira do Benfica na presente edição da Champions. Só faltou a vitória no jogo, que tornaria o jogo ainda mais épico. E faltou porque, já mesmo no fim, o VAR - Rob Dieperink, o neerlandês do escândalo no Benfica-Barcelona do 4-5 - enganou o sueco Glenn Nyberg com o "slow motion", levando-o a reverter um penálti que tinha sido bem assinalado, sobre Dahl. 


Não foi propriamente surpreendente que o Mónaco tenha chegado à Luz e desatado a jogar à bola. Estava em desvantagem na eliminatória, mas vivo. Porque, na última quarta-feira, no principado, o Benfica tinha desperdiçado a oportunidade de resolver a eliminatória, ao não aproveitar o momento e as circunstâncias do jogo. Como então aqui se escreveu, a factura de todo aquele desperdício poderia ser apresentada na Luz.


A tradição ainda é o que era. E o Mónaco continua a lançar grandes craques para o topo do mundo da bola. Hoje mostrou dois na Luz -  Akliouche e Bem Seghir. Que, com Minamino - o craque japonês que não coube no Liverpool - formam um trio que cabe em qualquer equipa de topo mundial. Com o suíço Embolo na frente, a segurar a bola e a castigar os defesas, foram os autores da verdadeira sova que o Benfica levou durante grande parte do jogo.


O Benfica, desfalcado pela onda de lesões - e parece que não fica por aqui, tudo indica que hoje acresceram Kokçu e Barreiro -, mas ainda assim com um onze dentro das escolhas mais habituais, com Aktürkoğlu e Schjelderup nas alas, até entrou bem, com uma grande oportunidade de golo nos pés de Pavlidis, ainda dentro do primeiro minuto de jogo.


Isso não impediu o Mónaco de começar a tomar conta do jogo, com aquele quarteto a castigar a área de Trubin, que até nem começou mal. Mas seria o Benfica a inaugurar o marcador, a meio da primeira parte, e contra a corrente do jogo, depois de um roube de bola de Barreiro, do grande trabalho de Pavlidis, e da grande finalização de Aktürkoğlu, assim regressado aos golos.


O golo abria o caminho para um novo formato do jogo, e durante cerca de 10 minutos o Benfica conseguiu impor algum respeito aos monegascos. Passado esse tempo o Mónaco voltou ao domínio completo do jogo.


Parecia que a sorte do jogo estava do lado do Benfica, quando a bola saída da cabeça de Embolo bateu no poste direito de Trubin, e passou pela linha de golo sem ninguém lhe tocar. Mas também ficou logo a ideia que os jogadores estavam a abusar dela. 


E estavam. Tanto que logo a seguir, ainda no mesmo minuto, em mais uma perda de bola, na sequência de um lançamento lateral a favor do Benfica, no meio campo contrário, Minamino marcou o golo do empate, com Trubin mal batido.


A reacção do Benfica limitou-se a um remate frouxo de Schjelderup, a aproveitar uma falha defensiva. Foi o Mónaco que procurou o golo que igualasse a eliminatória, e esteve bem perto dele, no última jogada da primeira parte, quando Embalo, sozinho, incrivelmente falhou.


Não perdeu pela demora, logo a arrancar a segunda parte, à segunda oportunidade clara, Ben Seghir marcou mesmo, deixando a sua equipa na frente do marcador, e com a eliminatória empatada.


Aí o Benfica acordou, provavelmente porque os assobios das bancadas serviram de despertador.  Acordaram os jogadores, e acordou Bruno Lage. Que, trocando os extremos Schjelderup e Akturkoglu, ambos bastante incompetentes no jogo, por Amdouni e Dahl, introduziu outra energia na equipa. Mas também uma nova nouance táctica, que permitiu equilibrar a disputa no meio campo.


Então sim, com meia hora para o fim, o Benfica mudou o rumo do jogo. O golo do empate, no penálti sobre Aursenes, que Pavlidis converteu, decorre do novo rumo do jogo. O Mónaco já tinha de passar muito tempo a defender, e nem gosta, nem estava preparado para isso. E o Benfica multiplicava a presença na área adversária.


Mudou o rumo do jogo, mas não acabou com os erros. Quatro minutos apenas depois de chegar ao empate, Otamendi é comido pelo possante Ilenikhena (o treinador da equipa francesa corrigiu o erro de ter trocado o armário Embolo pelo leve Mika Biereth) acabado de entrar, na primeira vez que tocou na bola, rematou-a para o frango de Trubin. 


Se o 2-2 durou 4 minutos, a segunda vantagem monegasca durou três. Álvaro Carreras, com um cruzamento para o sítio exacto onde Kökçü iria surgir, depois de romper por entre os defesas contrários para, qual serenata à chuva, num toque subtil desviar a bola de Majecki. 


Era a loucura na Luz. Os oitavos de final já não fugiam. E não fugiram!

Abdicação

Aguiar-Branco marca reunião com agentes da justiça e ministra vai discursar  – Observador


José Pedro Aguiar Branco demitiu-se das responsabilidades que a sua função lhe impõe, e deixou André Ventura e a sua trupe à solta no Parlamento. E procurou respaldo numa espécie de doutrina engendrada à última da hora, que apresentou numa declaração: 


“Os portugueses que vêem o que se passa na Assembleia da República, façam o seu juízo sancionatório, e que perante aquilo que são as condutas e actuações dos seus representantes, façam pelo voto a censura relativamente a esse tipo de práticas”


Só que isto não é doutrina. É abdicação!


Não do tipo "lavo daqui as minhas mãos", que já era grave. É abdicação por ignorância; ou abdicação cúmplice.


Só por ignorância se não percebe que o comportamento dos deputados do Chega é todo um programa de destruição das instituições, e em primeiro lugar da Assembleia da República. Endossar a penalização desse comportamento para o voto dos portugueses em eleições futuras é ser cúmplice nessa destruição.

Há 10 anos

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Esta Europa de Schauble que entende que os gregos votaram mal, já não pretende apenas sujeitar a Grécia à lei do mais forte, impondo-lhe a capitulação total. Quer mais, quer sujeitá-la à mais completa humilhação, para que fique a lição. Para que ninguém mais na Europa ouse votar mal. Para que não passe mais pela cabeça de um único europeu a ideia de votar fora da box, um simples passo para que ninguém mais ouse sequer questionar o poder desta direita de vistas curtas que manda na Europa.


Que é a mesma que, em violação dos mais velhos, sagrados e elementares princípios da União, acolhe um país com um governo como o húngaro. E a mesma que foi meter o bedelho na Ucrânia, e destruir o equilíbrio democrático baseado na alternância pacífica das duas grandes linhas de força da realidade social do país. Com as consequências que já se conhecem, e com as que ainda estão para vir…


O ministro das finanças, Varousakis, escrevia ontem no New York Times, em jeito de grito de desespero que seja ouvido pelo mundo fora, que o governo grego tem como única opção “… apresentar honestamente os factos da economia social grega, apresentar as nossas propostas para que a Grécia volte a crescer, explicando os motivos pelos quais elas são do interesse da Europa, e revelar as linhas vermelhas que a lógica e o dever nos impedem de ultrapassar”. E que a grande diferença entre este governo grego e o anterior está na determinação para “combater interesses, para dar um novo impulso à Grécia e conquistar a confiança dos nossos parceiros” sem “ser tratados como uma colónia da dívida que deve sofrer aquilo que for necessário”.


Nesta sua nova cruzada, esta direita europeia de vistas curtas nega a este governo grego tempo – pouco, seis meses apenas – para implementar as reformas que está determinado a fazer para atacar os interesses instalados que há muito bloqueiam a sociedade grega. E que os governos que o antecederam – esses sim, bons, responsáveis e bem escolhidos, pelo que se percebe das palavras de Schauble – deixaram intocáveis, enquanto aplicavam as suas receitas. Que em vez de resolverem, agravaram. Que já levaram ao perdão metade de dívida… Mas que em nome de um radicalismo que cega quer perpetuar, indiferente às consequências. Sem preocupação com o que vem a seguir. Seja Aurora Dourada na Grécia, ou Frente Nacional em França!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

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FOTOS: As imagens do funeral de Pinto da Costa - Mar de gente no último  adeus ao "presidente dos presidentes" - I Liga - SAPO Desporto


João Querido Manha


"Um dos processos habituais de Pinto da Costa ao longo de mais 40 anos consistia em dividir ou, até, provocar hostilidade entre os dois rivais de Lisboa. A sua visão nos anos de brasa do começo do pontificado era a de “Lisboa a arder”.
Nesses tempos, a sagacidade bélica do ambicioso caudilho regional era muito elogiada e reconhecida como único método para ultrapassar o “centralismo” e conquistar o país e o mundo.
Contra João Rocha ao lado de Fernando Martins, condescendente com Sousa Cintra mas figadal com Gaspar Ramos, estranho a José Roquette e Dias da Cunha mas entranhado com Luís Filipe Vieira - o defunto presidente portista nunca suportou uma guerra simultânea com ambos os clubes.
A paradoxal “amizade” de circunstância com um dos “inimigos” funcionava como válvula de escape ao tremendo desgaste provocado pelos conflitos permanentes contra o poder da capital e pela progressiva conquista de influência a nível nacional.
É assim uma ironia das mais finas que tenha provocado no fim da vida uma união reactiva entre Benfica e Sporting, que ignoraram olimpicamente o seu óbito em observância de um sentimento generalizado das respetivas massas associativas e de adeptos.
Pinto da Costa não quereria ter Benfica e Sporting a chorar a sua morte, tal como não quis os seus adversários internos liderados “pelo Luís André” a carpir no velório.
E todos respeitaram a sua última vontade".


Tertúlia Benfiquista


"Uma ode à hipocrisia. É aquilo a que tenho vindo a assistir desde sábado. Não só uma tentativa ridícula de beatificar uma personagem tenebrosa, como a falsa e hipócrita indignação pela falta de reacção do Benfica (e Sporting). A morte não é uma espécie de esponja mágica, que apaga tudo aquilo que uma pessoa foi em vida. Em primeiro lugar, convém recordar que Benfica (e Sporting) estão de relações institucionais cortadas com o FC Porto há anos, precisamente por causa dessa personagem. Alguém que construiu a sua presidência assente num clima de ódio por ele inventado e introduzido no futebol português". 


Vedeta da Bola


"Acredito, honestamente, que nem os portistas, ou pelo menos alguns deles, percebam inteiramente o que representou Pinto da Costa para o Benfica. Só por isso alguém poderá estranhar o silêncio do clube da Luz para com a morte de um cidadão - que já nem sequer era o presidente do FC Porto.
Não é por ter ganhado muitas vezes. Sim pelos métodos com que o fez (todos os imagináveis), e, talvez ainda mais, pela atitude ostensivamente provocatória e cínica que sempre manifestou para com aqueles que, ele próprio, considerava seus inimigos".


Guachos Vermelhos


"Rui Costa e Frederico Varandas terão promovido, não sei se concertadamente, a única homenagem possível a um crápula que, em vida, tudo fez para os humilhar e aos seus clubes e adeptos. Neste caso, com o silêncio ensurdecedor que homenageou os muitos portugueses que ainda têm alguma vergonha na puta da cara e, ao mesmo tempo, deixando "indignadas" uma quantidade de prostitutas assinalável".


Novo Geração Benfica


"A lavagem de imagem que se estão a esforçar por fazer a Pinto da Costa é parecida com a que fizeram a José Maria Pedroto, quando faleceu. Mas, como escrevia alguém, a morte não apaga registos criminais, escutas comprometedoras, nem transforma gente má em santos".


Der Terrorist


"Na melhor tradição portuguesa, todos os filhos da puta depois de mortos são homens bons, quiçá até merecedores de santidade."


 

domingo, 16 de fevereiro de 2025

Deixemo-nos de hipocrisias

Cortejo fúnebre vai passar pelo Dragão. Quem Pinto da Costa queria e não  queria no seu funeral


Vê-se por aí mestres da hipocrisia a perorar sobre a falta de reacção oficial do Benfica e do Sporting à morte de Pinto da Costa.


Sobre o Sporting não tenho que me pronunciar, mas há que dizer que Benfica e Porto estão oficialmente de relações cortadas. Na ausência de relações oficiais, não é suposto que o Benfica se dirija oficialmente ao FCP.  É tão somente natural. Anormal seria que o fizesse.


O resto é a hipocrisia reinante, em todo o seu esplendor por estes dias.


Alguns, compreendendo isto, dizem que caberia ao Presidente Rui Costa, em termos pessoais, manifestar-se publicamente. Nada mais errado: pessoalmente quer dizer no estrito âmbito da sua relação pessoal, que é tão só uma relação entre pessoas. Não com instituições.


Na eventualidade de haver alguma relação pessoal que levasse Rui Costa a apresentar condolências, essas seriam dirigidas aos familiares de Pinto da Costa. Evidentemente em privado, que é o domínio das relações pessoais. 

Há 10 anos

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A surpresa na OPA dos espanhóis da CaixaBank sobre o BPI é ... não ser surpresa. A consolidação da banca ibérica, e até da europeia, é inevitável. E consolidação da banca ibérica quer simplesmente dizer que os bancos espanhóis vão comprar os portugueses… Como o CaixaBank detinha já 44,1%, há muito que o BPI está ali à mão... E está barato... E tem o Novo Banco à mão de semear...


O problema, como se percebe, não estará em chegar à simples maioria, que o banco espanhol define como fasquia de sucesso da OPA. Poderá estar em chegar à maioria qualificada que lhe permita desbloquear os Estatutos, que limitam o direito de voto a 20% do capital. É aí que Isabel dos Santos, o segundo maior accionista, com 18,6% do capital (o terceiro são os suíços do grupo Allianz, com 8,4%), vai contar à séria… E tem muito por onde escolher. Desde logo a operação angolana, que neste momento até nem é grande coisa para o BPI…


O que poderá surpreender é que esta OPA tenha sido anunciada logo no dia em que as nuvens estão mais carregadas nos céus da Europa!

Pinto da Costa (1937-2025)

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Sintomático!

sábado, 15 de fevereiro de 2025

Há 10 anos

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Numa altura em que a questão da Grécia divide – artificialmente, diria eu – a opinião pública europeia com, de um lado, os que perceberam e reconhecem que a política económica imposta pela Alemanha falhou em toda a linha e, do outro os que, tendo-o igualmente percebido, se recusam pelas mais diversas razões a reconhecê-lo, Vítor Bento, cavaquista inveterado e esteio ideológico do governo português, publicou no insuspeito Observador um interessante artigo que não poderia ser mais oportuno.


Vítor Bento foi sempre, mais que um apoiante desta política económica, uma espécie de reserva moral do governo (e do presidente da república). O homem que lhe emprestava alguma seriedade e alguma respeitabilidade, e com isso alguma autoridade. A Passos Coelho e Paulo Portas não é possível reconhecer grande competência. São – um mais que outro, mas para o caso pouco importa – de seriedade duvidosa, e sua respeitabilidade é engolida pela pantominice. São pessoas como Vítor Bento que vêm por trás disfarçar isso tudo…


É este mesmo Vítor Bento que vem agora explicar, como poucos ainda terão explicado, como tudo estava errado e como deu, como só poderia ter dado, errado. Analisou os últimos seis anos (2008 a 2014) em três blocos económicos distintos: Estados Unidos (EUA), União Económica e Monetária (UEM - zona Euro) e União Europeia sem euro (UE), para concluir que só na UEM o PIB caiu, que na UEM o desemprego cresceu cerca do dobro e que só as contas externas, mas na UEM à custa disso, tiveram idêntico desempenho. Sendo que a crise financeira teve um efeito mundial, e que nada neste três blocos os distingue mais que a receita seguida, os resultados não podem ter outra causa que justamente a política económica seguida. Detalhou a zona euro e dividindo-a entre países excedentários (Alemanha, Áustria, Bélgica, Luxemburgo, Holanda e Finlândia) e deficitários, concluiu que o que o ajustamento (desemprego, e quebra de salários para compensar o efeito cambial) retirou aos países deficitários entregou aos excedentários, que reforçaram a sua competitividade.


Conclui ainda Vítor Bento que “… a assimetria do ajustamento é o resultado da divergência entre as também assimétricas distribuições dos custos e do poder de decisão” e que “só reequilibrando a segunda se conseguirá reequilibrar a primeira”. Que de outra forma a zona euro continuará estagnada por muito mais tempo…E que o tratado orçamental é mais disto mesmo...


É também disto que os dois agitadores do governo grego começam a convencer cada vez mais gente. E que Merkel e Schauble não querem ouvir. Nem Rajoy, nem Passos Coelho… Mas desses já sabemos por quê!


Não deixa de ser estranho que Vítor Bento só agora tenha percebido tudo isto. Se calhar tem alguma coisa a ver com a sua passagem pelo BES… Quero eu dizer ... só depois de de lá sair é que ficou com algum tempo para estudar estas coisas! 


"Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades"? Não acredito... Isso são coisas do povo!

Revolução em tempo de guerra


Na ressaca de mais uma jornada de Champions, há menos de 72 horas e com oito jogadores afastados por lesão, o Benfica tinha hoje uma difícil tarefa em Ponta Delgada. Às dificuldades esperadas, por essas circunstâncias e pela qualidade que o Santa Clara tem apresentado ao longo do campeonato, juntava-se a chuva, o vento e um relvado impróprio.


Para enfrentar essas dificuldades Bruno Lage decidiu-se por uma revolução na equipa, com quatro estreias no onze titular: Leandro Santos, da equipa B no lado direito da defesa, para onde não havia mais ninguém; Dahl, o jovem sueco recém-chegado para a lateral esquerda, que jogou na posição ultimamente entregue a Schjelderup, numa opção a que Bruno Lage já tinha lançado mão com o recambiado Beste; Bruma, numa espécie de segundo avançado e Belotti, na posição 9, de Pavlidis.


A estas quatro novidades absolutas no onze inicial, juntavam-se ainda Amdouni e Leandro Barreiro, titulares pouco usuais - uma revolução. Em tempo de guerra


O jogo começou com os jogadores do Benfica a revelarem grandes dificuldades em segurar-se no relvado, escorregando com grande frequência. Porventura por má escolha de pitons, porque na segunda parte, e com o relvado em pior estado, isso não foi tão notório. 


A primeira situação de golo do jogo decorreu precisamente de uma escorregadela de Carreras, que deixou a bola à mercê do avançado açoriano, Vinícius, isolado. Valeu a excelente intervenção de Trubin, a dizer à equipa que podia contar com ele.


Sem fazer uma exibição por aí além, o Benfica ia dominando o jogo. Se, nos primeiros minutos, o Santa Clara parecia deixar a ideia de ali estar para discutir o jogo cara a cara, depressa se percebeu que não. Que estava ali para defender e esperar um erro, ou uma escorregadela, que lhe permitissem lançar o contra-ataque.


Disputavam vigorosamente todas as bolas, muito frequentemente em faltas sucessivas que nem sempre o Hélder Malheiro punia. E ganhavam quase todos os ressaltos, mesmo sem que se possa dizer que os jogadores do Benfica abdicassem da disputa. Alimentavam-se disso!


No Benfica, a revolução não revolucionava, mas também não comprometia. O miúdo Dahl ia cumprindo bem a função que lhe fora desempenhada, incluindo na cobrança das bolas paradas, tarefa que terá herdado de Beste. O miúdo Leandro Santos, melhor a defender que a atacar, e à beira de comprometer por duas vezes, com perdas de bola em zonas difíceis, ia fazendo pela vida. Belotti continuou sem conseguir convencer, e desperdiçou no mesmo lance por duas vezes - à segunda com a baliza completamente à disposição, sem nada nem ninguém a obstar - uma das quatro oportunidades de golo construídas, entre elas a bola na barra, no remate de cabeça de António Silva. Era Bruma quem estava mais em jogo e, mesmo sem criar grandes desequilíbrios, ia contribuindo para o que de melhor a equipa apresentava.


Quer era pouco. Faltavam ligação e imaginação para romper com o esquema defensivo dos açorianos. 


Ao intervalo Bruno Lage fez entrar Kokçu (tirando Florentino, que até tinha estado bem na sua função recuperadora) precisamente para resolver esse problema. 


A segunda parte começa com mais uma grande oportunidade desperdiçada, dessa feita por Bruma, e com 10 minutos muito movimentados, que culminaram no golo - único - do jogo, numa jogada tida por impossível no estado daquele relvado. 


Kokçu - lá está - rasga a defesa açoriana com um passe magistral a que Amdouni responde com o cruzamento para o espaço entre a defesa e o guarda-redes, onde surge Bruma a desviar. Tudo simples, tudo ao primeiro toque, tudo com a bola rente à relva. Bonito de ver!


A partir do golo os jogadores do Santa Clara endureceram ainda mais o jogo. Chegaram mesmo ao jogo violento, e da mão de Hélder Malheiro começaram a saltar cartões amarelos.


A meio da segunda parte Bruno Lage lança Pavlidis, para o lugar do desiludido - e desilusão - Belotti, e Akturkoglu, para o de Amdouni, salvo pela assistência a Bruma. O Benfica ia somando desperdício, até que, à entrada do último quarto de hora, o defesa Sidney Lima vê o segundo cartão amarelo e é expulso.


Esperava-se que, contra 10, o Benfica resolvesse definitivamente todas as dúvidas. Mas não. Mais por demérito que por mérito do adversário, o Benfica não soube jogar com a superioridade. Ao contrário do que acontecera no Mónaco, na quarta-feira, não conseguiu agarrar o jogo e dominá-lo de alto a baixo. Apenas conseguiu construir mais duas ocasiões de golo (João Rêgo e Pavlidis), mas já dentro dos 6 minutos de compensação que o árbitro atribuiu. 


É certo que o Santa Clara apenas por uma vez esteve perto de marcar - aos 82 minutos, numa recarga de Venâncio, ao lado da baliza do atento e seguro Trubin. Mas voltou a haver a ansiedade dos últimos minutos. Também porque as últimas substituições não terão sido as mais avisadas. A entrada de João Rêgo para o lugar do estreante Leandro Santos, já esgotado, compreende-se. Já a de Nuno Félix, em estreia, para substituir Bruma, quando era necessário experiência para controlar o jogo, terá tido uma boa dose de imprudência.


E pronto, lá fica mais uma vitória tangencial e sofrida quando, mesmo em tempo de guerra, poderia ser avantajada e tranquila. E como o Sporting empatou com o Arouca, em Alvalade, em apenas uma semana o Benfica recuperou quatro dos seis pontos que tinha de desvantagem. Uma boa notícia, no dia em que a notícia é a morte de Pinto da Costa.

Aviltante

Vance ataca Europa por se afastar de valores fundamentais da democracia -  Mundo - Jornal de Negócios


 


Vance veio à Europa dizer que ... foi bonito, mas acabou. Não é bonito acabar com uma relação de 80 anos. Mas pode acontecer, e toda a gente deve estar preparada isso. 


Ninguém estava preparado era para a petulância, a arrogância e a prepotência com que Vance o fez. Foi aviltante!


 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Há 10 anos

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O Benfica voltou a ganhar ao Vitória de Setúbal, repetindo o resultado da última quarta-feira, repetindo o 2-0 ao intervalo e marcando apenas mais um na segunda. E voltando a deixar muitos golos por marcar, voltando a perder a oportunidade de mais uma goleada. E se a da passada quarta-feira era importante para marcar o jogo de hoje, como aqui então se disse, a de hoje era importante para o que falta do campeonato.


Ficam-se por aqui as comparações entre os dois jogos. O de hoje pouco teve realmente a ver com o apurou o Benfica para a sexta final da Taça da Liga. As próprias equipas foram substancialmente diferentes, e se o Benfica se apresentou com seis alterações, o Vitória apresentou-se hoje com oito jogadores diferentes. O Benfica entrou muito bem e jogou muito melhor, atingindo mesmo o brilhantismo em muitos momentos do jogo, em especial na primeira parte. E o Vitória foi ainda mais agressivo do que já fora, confirmando que esta mesma equipa, nas mãos do Bruno Ribeiro, não tem nada a ver com a que Domingos Paciência passeou pelos campos do país na primeira volta. Quem viu lembra-se, por exemplo, do jogo no Dragão…


O Benfica voltou ao modo rolo compressor, com um futebol de vertigem atacante comandado pela competência de passe, ora curto e em tabela, ora longo e a rasgar, de Pizzi – que grande exibição! - e alimentado por alas demolidoras. Na direita com Maxi igual a si próprio, sempre em alta voltagem, e Salvio agora a fazer, sempre e só, bem as coisas. E na esquerda com Eliseu finalmente em doseamento certo e com o Ola John sem medo, sempre a romper por ali fora. Tal como, depois, o miúdo Gonçalo Guedes. Com um único reparo: as simulações não cabem no seu futebol, como o árbitro lhe explicou penalizando-o, e bem, com um amarelo…


E por falar em árbitro – sim, já sabemos que hão-de arranjar sempre maneira descobrir que o Benfica foi beneficiado, mas que na verdade tudo permitiu aos sadinos (a única ocasião de golo do Setúbal foi num vólei com a mão, à vista de toda a gente menos da equipa de arbitragem) e por tudo penalizou os benfiquistas -  alguém me sabe dizer por que é que ultimamente, para o Benfica, só são  nomeados árbitros do Porto?

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Há 10 anos

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Sempre achei um bocado parvo este dia de S. Valentin, transformado em dia dos namorados. Mais parvo ainda quando cai em pleno carnaval. Mas completamente parvo quando a besta, mesmo que por imitação, volta a matar... Desta vez em Copenhague!

A tragédia da Europa na "paz" na Ucrânia

Análisis sobre las negociaciones de Paz en Ucrania entre Putin y Trump


Trump acha que se pode entender com Putin para desenharem a duas mãos o futuro mapa da Europa, numa espécie de Conferência de Berlim, onde a África é Europa, e a Europa um complexo esquizofrénico do novo eixo Washington-Moscovo. 


Sabe-se que Zelensky pouco voto tem na matéria. Mas isso é uma coisa. Outra é o seu alinhamento com a esquizofrenia. Outra ainda é a sua rápida resposta à gula de Trump.


Bastou-lhe - a ele, Trump - dizer disse que a Ucrânia tem "terrenos valiosos em termos de terras-raras, petróleo e gás, outras coisas" para Zelensky vir a correr, de língua de fora e rabinho a dar a dar, oferecer o dote. 


- "Temos um grande potencial no território que controlamos",  e "estamos interessados em trabalhar, desenvolver, com os nossos parceiros, em primeiro lugar, com os Estados Unidos", apressou-se Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente da Ucrânia, em declarações à The Associated Press, logo após as declarações de Trump.


"Pode ser lítio. Pode ser titânio, urânio, muitos outros", disse Yermak. "É um grande negócio"!


E rapidamente - em dois dias - Trump anunciou um acordo de princípio para 500 mil milhões de dólares de chamadas terras raras, um grupo específico de 17 elementos químicos essenciais a produção de dispositivos electrónicos, como discos rígidos ou ecrãs de telemóveis.


Do que Trump já anunciou para acabar com a guerra ficou a saber-se que a adesão da Ucrânia à NATO é "irrealista", que a cedência de territórios é uma inevitabilidade, que a União Europeia não vai ser tida nem achada, que é ele e Putin quem põe e dispõe. E que, no fim, então sim, a Europa será chamada a tratar da segurança e da reconstrução da Ucrânia.


É a isto que Trump está a reduzir a Europa. Medvedev, a voz desbragada de Putin, chama-lhe "solteirona fria, louca de ciúmes e raiva". "Feia, fraca e inútil".


É esta a tragédia da Europa. Que não chegou aqui por ser "fria" ou "feia" mas - sim - por se ter deixado "fraca". 

Há 10 anos

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A União Europeia mediou o novo acordo de cessar fogo na Ucrãnia, acabado de assinar em Minsk. Com gente estranha. Desde logo com Putin, estranho representante dos rebeldes ucranianos...


Estranhos também os representantes da União Europeia. Que, pensava eu, que tinha orgãos legítimos de representação. Procurei por todo lado e não encontrei Angela Merkel em nenhum... Confesso que não fiz qualquer pesquisa relativa ao cavalheiro que está com ela. Imagino que seja um assessor... Motorista não é certamente, e palhaço (apesar do ar) não é para ali chamado! 


Enfim, foi a isto que a União Europeia chegou... 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Tudo por resolver


Não foi de oito a exibição do Benfica, esta noite no Principado do Mónaco. Nem de oitenta, inatingível nesta altura da época, e nesta conjuntura que a equipa atravessa. 


Bem vistas as coisas, e mesmo que as últimas imagens sejam sempre as que prevalecem, não se tratou de uma exibição entusiasmante. Nem sequer de uma exibição que atenue as dúvidas e as angústias dos adeptos.


O Benfica entrou bem no jogo, a prometer muito. Teve logo uma boa oportunidade para marcar num remate de Carreras. Só que à medida que o tempo foi correndo a promessa dos primeiros minutos ia entrando em incumprimento. Ao segundo quarto de hora já o Mónaco mandava no jogo, e o Benfica mostrava intranquilidade, com muitos passes falhados, sem conseguir segurar a bola, e sem fio de jogo. Ainda assim, já em cima do intervalo, o Benfica dispôs de duas boas oportunidades para marcar. Começou (Carreras) e acabou (Carreras e António Silva) a primeira parte a criar ocasiões soberanas de golo. Pelo meio, em jogo jogado, o adversário foi melhor. Mas apenas com uma boa oportunidade para marcar, num golo negado por Trubin. Contra as três do Benfica!


Ainda com as sensações de golo do final da primeira parte na retina, não foi estranho que o Benfica voltasse a cheirar o golo (de novo Carreras) logo no arranque da segunda parte, e acabasse a marcar logo ao terceiro minuto. Um grande passe de Tomás Araújo - que passara a maior parte da primeira parte aos papéis, sempre com três adversários no seu espaço, sem saber onde acudir - a solicitar a desmarcação (à pele) de Pavlidis, que foi simplesmente brilhante, com uma execução do outro mundo.


É incrível como um jogador marca um golo com aquele grau de dificuldade falha tantos e tantos tão mais fáceis.


O Mónaco não chegou sequer a ter oportunidade de reagir ao golo. Quatro minutos depois ficava reduzido a 10 jogadores, com a expulsão do nosso velho conhecido Al Musrati, em estreia a titular, acabado de chegar da Turquia - onde nem aqueceu o lugar - neste mercado. O Mónaco apresentou dois reforços de inverno: o segundo foi o dinamarquês Mika Biereth, que tem vindo a fazer furor na liga francesa.


A partir do minuto 52, com mais 44 minutos de jogo, o Benfica deixou de ter oponente em qualquer outra zona do campo que não fosse na grande área do adversário. No limite no seu último terço. Por isso dominou, subjugou, teve bola, criou uma dezena de oportunidades de golo, e dispôs de ainda mais ocasiões de criar condições para marcar. 


Falhou sempre. Falhou na altura de marcar. Mas falhou ainda mais na altura de criara as condições para marcar. Porque - lá está, as dúvidas e as angústias dos adeptos - os jogadores tomam invariavelmente decisões erradas. Tomam decisões erradas porque não estão treinados para decidir bem. Porque não têm automatismos trabalhados. Porque têm de recorrer vezes de mais à iniciativa individual, expondo limitações técnicas de outra forma escondidas.


Pois. Não fosse isso, e a exibição teria sido de oitenta. E a eliminatória - que chega à Luz, na próxima terça-feira presa no magro 1-0 -  estava a esta hora mais que resolvida!


Entretanto abriu a época de lesões. Depois de Manu e Bah, com paragem para um ano, hoje foi Di Maria, precisamente no regresso, e Tomás Araújo. Aursenes - hoje pareceu mais próximo do seu melhor - já teve que voltar a vestir-se de lateral direito. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Portugal forma hoje com a Espanha e a Alemanha um autêntico comboio dos duros. O núcleo duro da União Europeia que defende a ortodoxia austeritária na Europa, e que sustenta a inflexibilidade e o radicalismo perante as posições da Grécia.


Quem diria? A Alemanha acompanhada precisamente por dois dos PIGS... Metade dos países do Sul aliados á Alemanha contra os países do Sul... 


Há aqui qualquer coisa que não bate certo!


A posição da Alemanha percebe-se: é mentor dessa política, e autor dos programas para a sua implementação, e tem por isso mais dificuldade em assumir o erro. Acresce que ganhou muito com o actual estado de coisas, e tem interesses de curto prazo no status quo!


As posições de Portugal e da Espanha só podem ser percebidas à luz dos interesses eleitorais dos partidos no poder. Não há, nem pode haver outros interesses. Têm ambos eleiçoes este ano e, em Portugal, Passos Coelho e Portas sabem que só podem aspirar a ganhá-las mantendo-se firmes na defesa de todo o mal que fizeram.  Para defender os seus interesses particulares não podem agora negar tudo o que fizeram durante estes quatro anos, e colocar-se ao lado do que são hoje os interesses do país e da Europa. Em Espanha a situação é ligeiramente diferente, se bem que resulte exactamente no mesmo. Em Espanha é a afinidade do Podemos - já á frente nas sondagens - com o Syriza que leva Rajoy a tudo fazer para empurrar a Grécia para fora do euro. Derrotando o governo grego, derrotando o Syriza, Rajoy acredita que derrota o Podemos e que mantém o poder!


Hoje, umas dezenas de personalidades, de todos  os quadrantes políticos, subscrevem uma carta aberta onde apelam a Passos Coelho que mude de posição. Cairá em saco roto, Passos não ouve nem vê para além do seu umbigo. A sua posição já mudou o que tinha a mudar: mudou da inicial história para crianças para o cinismo do recente queremos tudo o que for dado à Grécia. Não que pretenda seguir as posições do governo grego, mas apenas porque acredita que essa é a melhor forma de as inviabilizar, e de também ajudar a expulsar a Grécia da Europa.


Juntando-lhe as lamentáveis - para não dizer nojentas - declarações de ontem de Cavaco Silva, é caso para dizer que nunca tivemos tantas razões para ter vergonha de quem elegemos. Se este velho sonho da direita (uma maioria, um governo e um presidente) era para chegar a isto, bem podem limpar as mãos à parede!

Há 10 anos

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O Benfica está na final da Taça da Liga. Pela sexta vez, em oito!


Era esperado o Sporting, mas quem apareceu foi o Vitória de Setúbal. Que apareceu bem, entrando bem no jogo. Melhor que a equipa que o Benfica apresentou, naturalmente menos rodada. E com Eliseu a continuar mal, Sílvio com pouco jogo e ainda menos confiança, e com o miúdo Gonçalo Guedes a não perceber que desta vez tinha entrado de início, e que não dispunha apenas dos habituais 3 ou 4 minutos para mostrar serviço.


Já a primeira parte ia a mais de meio quando o Benfica começou a jogar alguma coisa que se visse, e a ficar por cima do jogo. Mas só nos últimos 6 minutos chegaram os dois golos com que terminaria a primeira parte. Ambos de penalti, indiscutíveis. E o primeiro com direito a expulsão: igualmente indiscutível, o defesa do Vitória derrubou o Gonçalo Guedes que, depois de ter dominado a bola no peito, só tinha o guarda-redes pela frente.


Com 2-0  e a jogar contra 10, exigia-se que o Benfica projectasse a segunda parte à luz do jogo do próximo domingo, contra este mesmo adversário. Sabe-se com uma goleada pesa no jogo seguinte, e como pesa ainda mais quando o adversário é exactamente o mesmo. Mas foi o Vitória quem melhor percebeu isso, defendendo o 0-2 como se de um 0-0 se tratasse. 


Com os sadinos fechados lá atrás, com o regresso das bolas á trave - desta vez foram mais duas, uma das quais substituiu o que seria um grande golo do miúdo, que bem o merecia - e com mais um sem número de oportunidades desperdiçadas, o resultado acabou por ficar num 3-0 que não deixa marcas nenhumas para o importantíssimo jogo do próximo domingo.


Mas o objectivo era assegurar mais uma vez a presença na final da Taça da Liga. Festeje-se isso e o regresso de Rúben Amorim!

A comparar com Botswana e Ruanda


Foi hoje divulgado o Índice de Percepção de Corrupção relativo a 2024, onde Portugal ocupa a 43ª posição entre os 180 países avaliados, com 57 pontos,  numa escala de 0 (para Estados altamente corruptos) a 100 (elevada integridade dos Estados no combate à corrupção), a par do Botswana e o Ruanda, para se fazer uma ideia do que vale. No que é o pior resultado de desde que este índice começou a ser publicado pela Transparency International, em 2012.


Para este resultado terá sem dúvida contribuído a Operação Influencer. Mas ainda não contou o caso de Hernâni Dias, nem a Operação Tutti-Frutti que finalmente chegou a acusação na última semana. E não contou, evidentemente, que o primeiro-ministro tenha resumido o comportamento de Hernâni Dias a imprudência, e saudado o seu "desprendimento". Que grande parte dos acusados da operação Tutti-Frutti se mantenham nas suas funções autárquicas, e envolvidos nas escolhas para as eleições que aí vêm. Ou que Carlos Moedas tenha feito do seu vereador Ângelo Pereira um exemplo. Por ter tido de suspender o mandato, por ser acusado de um crime de recebimento indevido de vantagem, quando foi vereador em Oeiras. 


Portanto, para o ano é sempre a descer. E a descolar do Botswana e do Ruanda...

Há 10 anos

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Não tiro um cabelo de uma claque para pôr noutra. Sejam do Benfica, do Sporting, do Porto,ou de qualquer dos outros, são todas iguais. Todas adoptam o mesmo comportamento e nem sequer importa quem atira a primeira pedra.


Não há côr, não há cântico, não há coreografia, não há magia que apague cartazes e tarjas irresponsáveis, ofensivos, obscenos e incendiários. Tochas, petardos e foguetes. Ofensas e arruaça... São indesejáveis nos estádios e nas suas imediações!


Dito isto, é inaceitável que um presidente justifique o corte de relações do seu clube com o rival com base no comportamento inqualificável da claque do rival, ignorando o mesmíssimo comportamento inqualificável da do seu clube. Que até atirou a primeira pedra, o que não é desculpa para nada... 


Dirigentes responsáveis, e dignos dos cargos que ocupam e da História dos dois maiores clubes portugueses, teriam de imediato condenado as acções das respectivas claques. A seguir, ter-se-iam sentado á mesma mesa á procura de responsabilidades e soluções, e logo depois surgiriam juntos numa conferência de imprensa a dar conta da iniciativa  e das medidas tomadas, já com os provocadores identificados e punidos com a expulsão do clube. Depois chegaria a vez da Federação e da Liga fazerem o que têm a fazer, deixando de se fazer de mortas, limitadas á comoda cobrança de uns milhares de euros em multas...


Mas não foi nada disso que aconteceu. Um, fez de conta que não se tinha passado nada. E outro aproveitou para atacar de imediato mais um degrau do seu projecto de poder. Não é por Bruno de Carvalho vir das claques que tomou a decisão que tomou. Nem sequer, como tantos outros, por fazer delas a sua guarda pretoriana. É porque Bruno de Carvalho precisa de um permanente estado de guerra, com o máximo de frentes abertas para, sejam lá quais forem os seus fins, consolidar (perpeptuar?) o seu poder no Sporting!


Já não tem mais frentes para abrir, está a esgotar a estratégia. Ou fecha uma - quiçá a frente norte - para logo depois voltar a poder abri-la, ou fechada - mal fechada como se sabe - que está a frente interna, não admirará que reabra a guerra civil com o Marco Silva! 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


O governo português submeteu para aprovação de Bruxelas um plano de reembolso antecipado de 14 mil milhões de euros do empréstimo concedido pelo FMI, ao abrigo do programa de resgate assinado com a troika em 2011. A notícia não surpreende ninguém, e era esperada desde que o país se começou a financiar no mercado a taxas historicamente baixas, depois de, em 2013, o Banco Central Europeu ter decidido pôr ponto final nas circunstãncias que alimentvam a especulação á solta nos mercados.


O que surpreendeu foram as algumas reacções a essa notícia. Que a ministra das finanças deu com a naturalidade que ela tinha, sem qualquer manipulação nem números de circo. Que também não se viram em qualquer outro membro do governo ... Nem Paulo Portas, o menos escrupuloso dos propagandistas, mesmo puxando pelos galões da independência, para não deixar morrer o seu 1640, pisou o risco. E no entanto não faltou quem nas redes sociais, por fanatismo ou por ignorância, quisesse ser papista onde nem sequer existia papa, para fazer daquilo uma insofismável prova do sucesso do governo, lançando o fósforo depois de ter espalhado o pasto que alimentaria, como se de chamas se tratasse, a falsa ideia que se estaria a pagar antecipadamente a dívida. Que tudo estava tão bem, tudo era tão perfeito, que o país não só pagava o que devia como ainda estava em condições de pagar antes do devido!


Simplesmente, como ninguém sequer quis esconder, o governo, que agora tem acesso a financiamento em condições de prazo e de taxas de juro muito mais favoráveis que a do empréstimo do FMI, vai substituir essa dívida por outra igual, aproveitando essas melhores condições. É como alguém que, tendo num momento de crise e com a corda na garganta contraído um empréstimo tenha, algum tempo depois e acalmada a crise,  e passando a dispôr de um bom avalista, partido para a negociação de um novo empréstimo, em melhores condições, para pagar o antigo. Deixando o montante da dívida exactamente na mesma...


Tão simples quanto isto, e chama-se gerir a dívida. Os mercados não são mais que gente com dinheiro para emprestar. Que vive disso e para isso. Gente que, não querendo exactamente receber o seu dinheiro de volta – que existe para estar emprestado – não quer é suspeitar que não lho pagam. É por isso que, como uma vez disse Sócrates, desde Paris, e toda a gente lhe saltou em cima, "a dívida é para gerir, não é para pagar"!


Naquela altura – e hoje pior ainda – Sócrates (que como bem sabem os que por aqui passam não é propriamente pessoa bem acolhida nesta casa) não podia dizer uma coisa dessas (se calhar nem outra qualquer), e por isso foi tão atacado. Mas não disse mais que a verdade. A verdade que naquela mesma altura era chave mestra do problema!

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...