Mostrar mensagens com a etiqueta 87ª volta a portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 87ª volta a portugal. Mostrar todas as mensagens

domingo, 16 de agosto de 2026

Volta a Portugal 2026 (Fim)

 



"A morte saiu à rua num dia assim" ... Um "dia assim" que marcará para sempre esta Volta. Que a manchará para sempre.

Mesmo "assim" a Volta continuou. E acabou, hoje, no Porto. Nos Aliados.

Ontem, no dia seguinte ao "dia assim", subiu-se a Senhora da Graça. Duas vezes. Acertaram-se as últimas classificações, com muito pouco para acertar. Acertou-se o pódio.

Adria Percas, o espanhol da UAE que muita animação trouxe á Volta, vencedor no Gerês, uma das principais etapas, e que por certo estaria de "pedra e cal" no pódio, pelo menos no terceiro lugar que ocupava à partida, foi apeado. Não o foi derrotado por qualquer dos rivais, foi derrotado por um furo. Na primeira subida, na terra batida, furou. Esperou pelo carro de apoio - preferiu o do seu carro ao do carro do apoio neutro - e perdeu muito tempo. Perdeu o terceiro lugar, o quarto, e desceu a quinto da geral.

Na Senhora da Graça destacaram-se Alexis Guerin, José Neves e Artem Nich. Por esta ordem. A mostrar que que a vitória na Torre não tinha sido circunstancial, que não teve nada a ver com atacar primeiro. Alexis Guerin estava melhor. Melhor que Artem Nich, e melhor que qualquer outro. Com a Volta ganha, o francês achou por bem dar a vitória na Senhora da Graça ao russo. Já tinha ganho na Torre, era de bom tom oferecer a vitória ao colega de equipa da Anicolor, que não ganhara nada. Mas Artem Nich não tinha pernas, ficou-se nas covas, e não aguentou sequer o ritmo de José Neves (GI Grupo Holding Simoldes/Oliveirense), segundo na etapa, a reclamar, achando que o francês lhe devia a vitória. De maneira nenhuma!

José Neves alcançou o quarto lugar, a apenas 6 segundos de Pedro Silva (Feira dos Sofás/Boavista) , sexto na Senhora da Graça, a 59 segundos.

Hoje, no Porto, João Neves ainda experimentou. A ver se dava lhe ganhar os 6 segundos. Não deu! 

Ganhou e mereceu ganhar Rui Oliveira, em casa. Tentou sempre ganhar, todas as chegadas ao "sprint", que não foram muitas. Foram quatro. Foi quarto em Sintra. Sexto em Albufeira. Quinto em Elvas. E segundo, no Peso da Régua. 

Tentou em fugas. Não é por acaso que foi o mais combativo da Volta. Nem por acaso foi o vencedor dos pontos, o camisola laranja. Foi tão reconhecido o mérito desta vitória que o derrotado do "sprint", o espanhol Daniel Cávia (Burgos BH),  foi o primeiro a aplaudir. Como se vê na imagem. Depois, todos os restantes adversários.

Final bonito, de uma Volta trágica. Com a primeira vitória, em competição de estrada, do campeão olímpico, com Iúri Leitão. Que foi, indiscutivelmente, uma das principais figuras desta volta!

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Volta a Portugal trágica

 


Há muito que estava para voltar à Volta Portugal. Tinha aqui dado o "sinal de partida", pensava voltar a ela, mais cedo ou mais tarde, mas, por isto ou por aquilo, não tinha ainda voltado.

Deixei passar a Torre, no domingo. Etapa marcante, que Guerin venceu, chegando à liderança. O francês antecipou-se e lançou o ataque, deixando Artem Nich na obrigação de não atacar o colega de equipa. E obrigado a conformar-se com o segundo ligar. Deixei passar, no dia seguinte, o contra-relógio. Ganho novamente por Johansen, e onde Guerin, não sendo especialista, resistiu muito bem, perdendo apenas 50 segundos, com um oitavo lugar. E onde um jovem galês, de uma família de ciclistas, irmão do especialista Josh Tarling, Finlay Tarling, permaneceu durante longo tempo na cadeira do mais rápido. Deixei passar o dia de descanso. Deixei passar a bonita etapa da Régua e, ontem, a não menos bonita, e espectacular, etapa do Gerês.

Voltei hoje, a caminho de Fafe, no que seria mais uma bela etapa. À entrada para a subida da Penha, a 14 quilómetros da meta, a interrupção da etapa e a notícia da tragédia. A morte chegou à Volta, pela primeira vez. 

Um jovem de 19 anos perdeu a vida a correr de bicicleta. 

Em Ponte de Lima, o jovem ciclista da NSN, Finlay Tarling - sim, o jovem do contra-relógio, que seguia sozinho, cerca de 10 minutos atrás do pelotão - foi mortalmente colhido por um carro, em contra-mão. Não foi um acidente de corrida, esses fazem parte da competição. Sim, um carro em contra-mão entrou na bolha do pelotão.

Não tem explicação. Mas o inesperado não se explica!

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Volta a Portugal - I




Começou em Lisboa a 87ª Volta a Portugal em bicicleta, com o prólogo de 6,5 quilómetros. 

Este ano é minimamente Volta a Portugal, passa por quase todas as regiões do país. Este ano inclui  o Algarve e o Alentejo, coisa que não tem acontecido. Há mais novidades - não muitas, é certo - mas há. 

A nível de percurso a maior novidade é a dupla passagem pela Senhora da Graça, na penúltima etapa. A rainha, e provavelmente a decisiva. De sábado a oito dias. A Serra da Estrela, subida pela Covilhã, sempre aguardada, acontece já no domingo, à quarta etapa.

A nível competitivo há uma equipa da UAE. Secundária, mas é UAE. E a ver pelo prólogo de hoje, mesmo secundária, promete. Três, nos quatro primeiros. Também a Euskatel, sem ser o que já foi, é nome sonante.

Espera por isso luta mais acessa, e eventualmente mais espectacular, na discussão dos lugares cimeiros. Já ficaram hoje alguns indícios: Rafael Reis, o eterno campeão do prólogo, foi terceiro. Com pouca diferença - mais 7 segundos que Johansen, e mais quatro que o Rui Oliveira, ambos da UAE - mas já ganhou, o que nos últimos 7 anos aconteceu pela primeira vez. Também é de admitir que Artem Nych tenha mais dificuldade em ganhar pela terceira vez consecutiva, feitos conseguidos apenas por Joaquim Agostinho e Gustavo Veloso.

O jovem italiano Giaimi, da UAE, foi durante muito o detentor do melhor tempo, até que o Rui Oliveira - campeão olímpico em Paris, com Iuri Leitão, na imagem - fez dois segundos melhor, e sentou-se na cadeira da liderança por mais, ainda. Rafael Reis foi o último a partir, e pensava-se que só ele poderia bater o tempo do português da UAE. Mas seria outro UAE, Johansen, a fazer levantar o português do trono. 

Rafael Reis mais não conseguiu que intrometer-se, no terceiro lugar, entre os três melhores da UAE.


O aldrabão mor

Sem surpresas. Era esperado! O aldrabão mor do reino juntou-se aos protestos que grassam no país.  Tal e qual como no caso de legislação lab...