Começou em Lisboa a 87ª Volta a Portugal em bicicleta, com o prólogo de 6,5 quilómetros.
Este ano é minimamente Volta a Portugal, passa por quase todas as regiões do país. Este ano inclui o Algarve e o Alentejo, coisa que não tem acontecido. Há mais novidades - não muitas, é certo - mas há.
A nível de percurso a maior novidade é a dupla passagem pela Senhora da Graça, na penúltima etapa. A rainha, e provavelmente a decisiva. De sábado a oito dias. A Serra da Estrela, subida pela Covilhã, sempre aguardada, acontece já no domingo, à quarta etapa.
A nível competitivo há uma equipa da UAE. Secundária, mas é UAE. E a ver pelo prólogo de hoje, mesmo secundária, promete. Três, nos quatro primeiros. Também a Euskatel, sem ser o que já foi, é nome sonante.
Espera por isso luta mais acessa, e eventualmente mais espectacular, na discussão dos lugares cimeiros. Já ficaram hoje alguns indícios: Rafael Reis, o eterno campeão do prólogo, foi terceiro. Com pouca diferença - mais 7 segundos que Johansen, e mais quatro que o Rui Oliveira, ambos da UAE - mas já ganhou, o que nos últimos 7 anos aconteceu pela primeira vez. Também é de admitir que Artem Nych tenha mais dificuldade em ganhar pela terceira vez consecutiva, feitos conseguidos apenas por Joaquim Agostinho e Gustavo Veloso.
O jovem italiano Giaimi, da UAE, foi durante muito o detentor do melhor tempo, até que o Rui Oliveira - campeão olímpico em Paris, com Iuri Leitão, na imagem - fez dois segundos melhor, e sentou-se na cadeira da liderança por mais, ainda. Rafael Reis foi o último a partir, e pensava-se que só ele poderia bater o tempo do português da UAE. Mas seria outro UAE, Johansen, a fazer levantar o português do trono.
Rafael Reis mais não conseguiu que intrometer-se, no terceiro lugar, entre os três melhores da UAE.
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