quinta-feira, 30 de junho de 2016

Já estamos nas meias. Mais uma vez!


 


Foi nos penaltis, e isso vai dar para continuar a alimentar uma imagem pouco simpática da selecção nacional. É verdade, uma selecção que habitualmente suscita simpatias generalizadas, arrisca-se a tornar-se na menos cativante da competição. O patinho feio deste Europeu.


Foi nos penaltis, abusando mais uma vez da saúde cardíaca dos portugueses. Mas podia não ter sido. Devia não ter sido, o que não quer exactamente dizer que a equipa nacional tenha merecido outro resultado. Quer dizer que Portugal teve tudo para partir para outro resultado.


Entrou mal, sofrendo um golo logo no primeiro minuto. Prolongou essa má entrada por quase meia hora, mas depois, e em particular depois de chegar ao empate pelo tal miúdo que não podia jogar de início, teve o adversário aos seus pés. Durante todo um outro jogo, nos 90 minutos que se seguiram.


 Pela posição que historicamente ocupa no ranking mundial. Pela condição - rara - de semi-finalista em quatro dos últimos cinco europeus, com o adversário a aceitar a subalternidade, a selecção portuguesa, mesmo sem futebol para isso, teria que puxar desses galões e teria de tudo fazer para ganhar este jogo.


A verdade é que não fez, e foi pelo caminho da Polónia. Que esperou pelos penaltis, enquanto os portugueses pareciam esperar pelo minuto 117. Ambos à espera que a história se repetisse!


Não se repetiu. Fez-se uma história nova!


A continuar assim, se a história se não voltar a repetir, para chegar à final Portugal terá de ganhar o jogo das mais finais. Já não há como empatar!

Indignação

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Nem sei o que mais me choca: se as declarações terroristas de Schauble se a "centena" resposta que mereceu do ministério das finanças. Mas sou bem capaz de ficar mais indignado com a resposta que, de cócoras, o ministério de Centeno deu: "não está em consideração qualquer pedido de ajuda a Portugal".


Já os fundamentalistas do costume, as tropas de Shauble e os orfãos de Vítor Gaspar, não merecem sequer indignação. Talvez desprezo, não muito mais que isso...

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Os tropeções do Barroso

 


 


O José Manuel é mesmo assim. Não faz por mal. Tropeça na vaidade e, enquanto fica ali à procura de equlíbrio, deixa cair algumas palavras. As mais pequenas, só as mais pequenas... Escapalham-lhe das mãos...


- "O único país que tem valorizado a Europa é a Alemanha". Deixou cair um pequenino "se", um pronome reflexivo que nem se dá por ele. E o "n" daquela contração da preposição "em" com o artigo definido "a" também se lhe escapou entre os dedos enquanto se tentava amparar. 


Não fosse mais um desses tropeções na importância desmesurada em que se tem em conta e a frase teria saído escorreita, sem deturpar a conclusão a que, brilhantemente como sempre, chegou: o único país que se tem valorizado na Europa é a Alemanha!


Já tem sido pior. Muito pior!

terça-feira, 28 de junho de 2016

Que coisa estúpida...

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Chegam de taxi. Aos três. Sacam das armas e atiram a matar. Indiscriminadamente. Conseguem ainda fazer-se explodir, antes de ser abatidos. E mutilar mais, e mais... E destruir ainda mais...


As primeiras notícias apontam invariavelmente para meia dúzia de mortos. Depois uma dezena, depois duas, depois ... É sempre mais... Os números sobem, sobem sempre como se fossem apenas números. Não são. São vidas humanas, inocentes... 


É sempre assim. Tão tristemente repetitivo. Que coisa estúpida, que não há forma de parar...

Não há volta a dar...

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Consta que o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, recebe 360 euros líquidos por ter declarado residir em Tavira. Mas que na realidade mora em Cascais, e que esse subsídio lhe dá para pagar a casa do Algarve, essa sim em Tavira.


Não há volta a dar. Nem a geringonça é capaz de acabar com estas coisas...


 

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Vista para os quartos

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Dominaram a actualidade dos últimos dias. Uns porque surpreenderam - e ameaçam - o mundo ao bater com a porta na cara da Europa. Outros porque ameaçavam mudá-la, com as eleições que afinal não mudaram nada - deixaram tudo cada vez menos na mesma. Hoje fizeram jus ao protagonismo destes dias, e foram ambas porta fora ...  


A Espanha, juntando ao adeus a França o adeus ao ciclo de sucesso que iniciara há oito anos, e de que começou a despedir-se já há dois, no Brasil. Foi bom - dois campeonatos da Europa e um do mundo - mas acabou-se. Acabou-se - ironia do destino - às mãos da Itália, que clilndrara na final do último europeu, que atingiu - lembramo-nos bem - afastando a selecção portuguesa, nos penaltis (o deles bateu no poste e entrou, o nosso bateu na barra e saiu). Ficou demosntrado que já não justificava a condição de súper favorita de que gozava, na companhia da Alemanha e da França.


Não foi hoje cilindrada pelo adversário que há quatro anos esmagou. Mas não faltou muito, se calhar só faltaram os números. De resto esteve lá tudo, na imensa superoridade italiana que pôs a nu que esta Espanha, para além de um grande guarda-redes, vive já apenas de dois jogadores. De Iniesta - que já não se livra da tremenda injustiça que vai ser arrumar as botas sem uma bola de ouro (assim mesmo, o título é esse, sem a parolice dessa coisa do "melhor do mundo") - já órfão de Xavi, e vítima de uma condição física que Del Bosque não se preocupou em preservar; e David Silva, que hoje cedo desistiu de remar sozinho contra a maré italiana.


E a Inglaterra, mais uma vez cheia de excelentes jogadores mas sempre sem futebol, mais vítima de si própria que da sensacional Islândia, a reescrever, pouco mais de uma semana depois, a história da selecção portuguesa neste Euro 2016. Sem dúvida nenhuma que esta prestação inglesa ajuda de alguma forma a limpar a imagem que Portugal estava a deixar nesta competição. Não há mesmo comparação entre o que a selecção portuguesa   - que empatou, mas mereceu ganhar - e a inglesa - que perdeu, e mereceu perder - fizeram perante este mesmo adversário.


Sem honra nem glória, mais esta passagem inglesa por mais uma fase final de grande competição. A que chegara com o soberbo e raro registo de um apuramento totalmente vitorioso. 


Não deixa de ser curioso que o grupo de Portugal, tido unanimente pelo mais fraco de todos, tenha dois representantes nos quartos de final. Idêntico só o da Alemanha, com a Polónia, o nosso adversario, e o da Itália, com a Bélgica. Do grupo A resta apenas a súper protegida França. Do B, Gales, e do D (Espanha e Croácia), já não sobra ninguém! 

Cada vez menos na mesma

 


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Quando as coisas não mudam, é costume dizer-se que estão cada vez mais na mesma. Será que se pode dizer que em Espanha as coisas estão cada vez menos na mesma?


E as sondagens, não estão cada vez mais na mesma?

domingo, 26 de junho de 2016

Reduzidos à sua verdadeira expressão

 


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Com a maior goleada da competição, a Bélgica - com Hazard de regresso às grandes exibições de que este ano andou arredado - reduziu a Hungria à sua verdadeira expressão, falando do Europeu de França, evidentemente. Despachando os vencedores do grupo de Portugal por quatro a zero, os belgas são, para já, com a Alemanha, uma das equipas mais impressionantes das já apuradas para os quartos de final.


E, no entanto - veja-se como é o futebol - os húngaros lograram o do dobro das oportunidades de golo que haviam conseguido no jogo anterior, com Portugal. O fabuloso guarda-redes que é Courtois, tirou - literalmente - três bolas de golo, tantos quantos a Hungria marcara a Rui Patrício.


E no entanto, até à entrada dos dez minutos finais, a Bélgica só tinha a render o golo que marcara à saída dos dez iniciais. Foi com dois golos em dois minutos que acabou por construir o maior resultado deste europeu. Se não tem faltado à fraca selecção húngara a sorte que lhe sobrara no jogo com a selecção das quinas, as coisas podiam ter sido bem diferentes. Porque - lá está: o futebol é isto mesmo...


Se a probabilidade não for a batata que ditou a eliminação da Croácia, nas meias finais lá encontraremos estes belgas... Do outro lado as coisas estão bem menos previsíveis.


 

sábado, 25 de junho de 2016

Missão cumprida. Sem brilho, mas cumprida!

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Fez-se o reset sobre tudo o que foi a fase de qualificação. Os jogos a eliminar são outra coisa e os adversários são também outros. De outro campeonato. Este jogo dos oitavos de final, com a Croácia, não teve nada a ver com o que foi a história dos três jogos anteriores, que a selecção não ganhou. Mas que também não perdeu.


Nesses jogos, nessa fase, a selecção nacional foi a equipa que mais rematou - perto de 30 remates por jogo. Que mais bola sempre teve e, como sempre aqui foi reconhecido, sem sentir o bafo da sorte. Por ligeiro que fosse.


Hoje, com aquela que foi unanimemente a melhor equipa da fase anterior, cheia de estrelas - a Croácia tem mais jogadores de puro talento que a selecção portuguesa - , com mais tempo de recuperação em relação ao último jogo (não há igualdade de condições quando uma equipa - a da casa, por exemplo - tem oito dias de intervalo para o jogo dos oitavos de final, e outra - a portuguesa - tem apenas três), fez apenas cinco remates, teve muito menos bola que o adversário, teve sorte - teve a sorte do jogo - e ganhou. Na única verdadeira oportunidade de golo que criou, já no mesmo no fim do prolongamento. Mas também terá de se dizer que poderia ter sido mais cedo, se o árbitro tivesse assinalado um penalti do tamanho da Torre Eiffel sobre o Nani.


Mas não foi só a sorte, a mesma que nos trouxera para este quadro da competição que, ultrapassada a Croácia, abre uma avenida para a final, que hoje se mudou para dentro do relvado. Nunca explica tudo, nem nada que se pareça. Mas houve sorte quando por três ou quatro vezes a bola não entrou na baliza de Rui Patrício, e uma delas acabou até no golo de Quaresma. Houve sorte quando Fernando Santos, com os penaltis à vista, retira do campo o melhor especialista que lá tinha. E depois escapa, mesmo por um fio, a essa forma de desempate.


Não. A selecção ganhou à Croácia porque foi concentrada e rigorosa. Porque foi humilde. Porque, no fim e como sempre, quando não olha para o adversário de cima, quando o respeita, encara os jogos com mais probabilidade de sucesso.


Claro que pôr a jogar os melhores - os que estão melhor - também ajuda. E hoje Fernando Santos esteve mais perto disso. Na defesa, do último jogo só ficou Pepe. Um dos piores no último jogo, e o melhor em campo hoje. Mas o que ajudava mesmo, e continua arredado da equipa, era umas ideias para o futebol da selecção. 


Mas essas já não vêm. E mesmo que se ponham a caminho já não chegam a tempo. Se não vamos lá com um futebol que se recomende, que ao menos não larguemos o rigor e a concentração. Talvez dê para arrumar com a Polónia, na quinta-feira, e seguir para as meias... Mesmo que nunca tivesse sido legítimo exigir mais a esta selecção que justamente estes quartos de final!


Ah... E o Renato Sanches foi o man of the match. Não precisa de ser titular...


 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Mister Cameron - há coisas com que não se pode brincar!

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Decididamente as sondagens não falam inglês. Milhões de europeus, mesmo os mais notívagos, como eu, foram dormir descansados, convencidos que a coisa tremera mas não caíra. Quando acordaram, nem queriam acreditar: afinal caíra mesmo. Depois de termos ouvido o senhor Nigel Farage dizer que perdera, mas que tinha ganho à mesma, ninguém imaginaria que o resultado pudesse ser outro que não a vitória do Bremain.  


Mas foi, e o Reino (des)Unido está definitivamente fora de uma União Europeia, onde nunca esteve com grande convicção. As consequências serão muitas. A maior parte delas não as conseguimos ainda vislumbrar.


Para já, os mercados financeiros estão em pânico. As bolsas caem por todo o mundo e a libra recua para aí uns 30 anos, o que não quer dizer que fique mais nova. A Escócia, claramente pró-europeia, e que há pouco - e por pouco - decidiu não abandonar o Reino, pode agora fazê-lo para não abandonar a União, que lhe consome o scotch. A Irlanda do Norte, do mesmo lado, pode seguir-lhe o exemplo. Mas também a Finlândia e a Dinamarca, e até a França, podem seguir o exemplo dado por britânico, mas que é inglês e galês.


Não é um novo muro de Berlim que está a cair. Pode bem ser mais do que isso. Agora com uma capacidade devastadora potenciada por uma crise económica e financeira com janela aberta para uma grande recessão.


Há coisas com que se não pode brincar. Essa é que é essa!

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Desinformação e provocação

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 É frequente referir-me aqui a questões de ética e deontologia na imprensa, nas televisões e na comunicação social em geral.  


Como já o tenho referido nessas outras ocasiões, este é um problema que os últimos anos agravaram. Não sei se os jornais, as rádios e as televisões são hoje mais parciais porque é maior a crispação política, porque são mais visíveis as feridas abertas na sociedade portuguesa ou se, pelo contrário, o confronto e a radicalização são hoje maiores pela forma como principalmente os jornais, e as televisões os alimentam. O que eu sei é que nunca na democracia portuguesa o enviesamento, a distorção e a manipulação estiveram tão instalados na comunicação social. Que nunca foi assim tão descaradamente parcial.


O problema é claro, e está á vista de todos. E é grave. Já é grave que as televisões estejam permanentemente ocupadas por juízes em causa própria a agir como se estivessem a fazer opinião. É inaceitável que gente que decidiu e decide o rumo do país seja paga – e muito bem paga – para não fazer outra coisa que defender as agendas escondidas que servem. Mais grave ainda é que sejam jornalistas a fazê-lo a coberto de um estatuto e de uma carteira profissional.


São hoje inúmeros os exemplos de jornalistas que são mais conhecidos pela controvérsia que provocam do que propriamente pelo seu mérito profissional. Dispensam-se nomes. São muitos, e conhecidos.


Às vezes, há quem se passe. Esta semana houve quem se tivesse passado. Houve quem arrancasse um microfone suspeito de uma mão insuspeita, com uma pergunta tão estúpida quanto suspeita, e o atirasse ao fundo de um lago. E houve quem se irritasse nas redes sociais, chamando-lhes mentirosos e perguntando por que não são despedidos.


A afirmação faz sentido: são mentirosos, não têm outo nome. Já a pergunta é um pouco, se não mesmo totalmente estúpida: toda a gente sabe que é mesmo por isso e para isso que são contratados. Como despedidos?


Longe vão os tempos em que tudo se tornava irrefutável com um simples “vem no jornal”. Os tempos em que mediante a exibição de uma página de um jornal se acabava com as dúvidas. E com a discussão!


E são os jornalistas os principais culpados disto. Os outros, dos outros. Do outro lado. Como alguns reconhecem. Se calhar só porque também passaram por elas...


 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Pronto. Esta já está!


 


Pronto. Já está. Se no jogo jogado as coisas nunca correram bem, não nos podemos queixar de nada do que nos era alheio. Aí, naquilo em que nada podíamos fazer, que dependia apenas do que os outros fizessem, não podia correr melhor. 


Se antes de a selecção entrar em campo para este último jogo da fase de apuramento as coisas já corriam de feição, depois, no outro jogo que opunha os dois restantes adversários do grupo, tudo correu ainda melhor. Autêntico jackpot, com aquele golo da Islândia, no último minuto do seu jogo com a Áustria...


Mais uma vez, naquilo que lhe competia, a selecção falhou. E só não falhou em toda a linha porque se salvou o apuramento. E, ironia do destino, nas melhores condições possíveis para quem, contra todas as evidências, continua a dizer que quer ser campeão europeu. Num jogo louco em que, também mais uma vez, a sorte não queria ajudar, foi com sorte que, quando, pela terceira vez, a Hungria ia desfazer o empate que a equipa nacional acabava de alcançar, o poste desta vez foi nosso amigo.


Uma sorte que acabou por compensar o azar nos três golos sofridos. Para quem acredita nessas coisas da sorte e do azar, porque na verdade o que os três golos sofridos fizeram foi penalizar a equipa pelos erros defensivos. Bem mais que três!


Bem mais - também - que falta de sorte, a equipa tem falta de futebol. Isso é que é indisfarçável. Não é provável, mas até poderá eliminar a Croácia nos oitavos de final. Se o fizer, afasta "apenas" o mais forte adversário que se perfila até à final, em razão daquele bónus do golo "suicida" da Islândia. Que atirou com os islandeses que nem um microfone para o lago dos tubarões.


Quer dizer que, mesmo sem futebol para ir a lado nenhum, se a probabilidade for uma batata e eliminar a Croácia, a selecção nacional pode até chegar à final. Mas continua a ser muito improvável que uma equipa que não conseguiu ganhar à Islândia, nem à Áustria, nem à Hungria consiga ganhar a alguém daqui para a frente. 


Mas pronto. Esta já está, como diz o presidente. Omnipresente!

Remain, or leave?

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Hoje decide-se o futuro de Portugal no Euro. Que até pode cruzar-se já com o de Inglatera... No futebol, claro, onde, em tudo o que depende dos outros, as coisas até estão a correr bem. A ponto de nos faltar um único ponto para seguir em frente, mesmo que não seja na melhor das direcções. Um empate, pois... Mais um. No resto, no que depende deles mesmos, é que nem por isso: o rapaz anda numa pilha de nervos, bem sabemos. Os jornalistas - será que ainda há disso? - não são tipos lá muito sensatos, também sabemos. Mas - caramba - roubar um microfone e mandá-lo para as profundezas de um lago? Não havia necessidade, como diria um saudoso diácono.


Mas - e esquecendo mais este incidente - nem é só por isso que, naquilo que nem do optimismo crónico e ligeiramente irritante do selecionador nacional depende, as coisas estão a correr bem. É que, se a selecção conseguir finalmente marcar golos e ganhar, a partir do primeiro lugar do grupo, irá sempre passar bem ao largo dos três súper favoritos. E como, de repente, lá está o oitenta outra vez... Só que, aí, é a Bélgica que fica já com encontro marcado. 


E não a Inglaterra que, com o resto do Reino Unido - so lá falta a Escócia, que não veio mas que também não quer ir embora - já decidiu continuar: remain. All together. Nesta Europa, reunida em França. Na outra, amanhã se verá. 

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Fé e tino

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Durante todo o período em que durou a fase de apuramento para este europeu, e num grupo dado por bastante acessível, nunca a selecção conseguiu ganhar que não pela diferença mínima. Já em França, num dos grupos mais fáceis, se não mesmo o mais fácil, não conseguiu ainda ganhar um jogo. Quando o apuramento está em sérios riscos, com esta história, e sem que se veja uma ideia de jogo, Fernando Santos não faz a coisa por menos, e garante que não tem dúvidas que seremos nós os campeões.


Sabíamos que o engenheiro é um homem de fé. Nunca tínhamos amitido era que a fé lhe pudesse ter tirado o tino. Pois é, o Verão já aí está. E bem sabemos como é dado a estas coisas...


 

Separar as águas

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A escassos dois pares de dias do referendo britânico à permanência na União Europeia, as sondagens começaram a inverter o sentido do resultado, e agora, se bem que ainda fora da maioria clara que em qualquer dos casos nunca existiu, os britânicos inclinam-se para o "IN", pelo "stay", parecendo afastar de vez o "brexit".


Não é possível dissociar a morte da jovem deputada Jo Cox deste volte face, mas é trágico que assim seja. É trágico que se mate por extremismo fanático, por mais nobre que seja morrer por causas. Mas, tragédia mesmo, é que na Europa  se tenha chegado ao ponto de precisar destas situações limite para ver por onde separar as águas.

sábado, 18 de junho de 2016

Problemas. Muitos problemas!

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Claro que há azar.  Mas, se nunca o azar explicou tudo, não é desta vez que o fará. Na selecção nacional há quase tanto azar como incompetência. Esta noite, no Parque dos Príncipes desta vez bem português, o azar não foi tanto quanto a incompetência, mas já esteve mais perto.


Globalmente a selecção esteve melhor neste jogo com a Áustria do que estivera no primeiro, com a Islândia. Por duas vezes a bola bateu no poste, e não entrou. Por outras tantas por pouco não quis entrar,  e ainda por outras tantas o guarda-redes austríaco impediu-a de entrar sem saber bem como, para além das vezes em que o conseguiu com grande competência. E isto tem evidentemente muito a ver com azar. Mas bastante a ver com incompetência.


Jogou com um trio na frente - Nani, Ronaldo e Quaresma - sem que nunca tenha preparado essa opção táctica. E isso é incompetência. Mais uma vez rematou que se fartou, confirmando-se como a equipa mais rematadora da competição. Rematar tanto e não marcar sequer um golo, nem mesmo de penalti, é incompetência. Desenhou no relvado a mais bonita jogada de futebol que este europeu teve para mostrar, mas só o conseguiu fazer por uma vez. Como só o conseguira uma única vez no jogo anterior, que então deu o único golo que a selecção marcou na prova. Saber como se faz, mas só o fazer uma vez por jogo, é incompetência.


A selecção tem pois um problema de competência, tem azar - e basta ver como a França, por duas vezes, e a Espanha, a Inglaterra, a Itália, a Rússia, e ainda hoje a Hungria - resolveram jogos com golos marcados nos últimos momentos do jogo - e começa a ter um problema muito maior, chamado Ronaldo.


Aquele que tem sido a solução para todos os problemas ameaça agora transformar-se no maior de todos os problemas. Nada lhe sai bem. Quanto mais esbraceja para sair do buraco onde está metido mais fundo o cava. E mais difícil se torna sair de lá, ao mesmo tempo que, do outro lado do Atlântico, Messi vai enchendo os relvados americanos e somando golos na Copa América. 


A selecção nacional pode ainda apurar-se, como é óbvio. Empurrou todas as decisões para o último jogo, na próxima quarta-feira, com a Hungria, mas depende de si própria. Pode até, ainda, ganhar o grupo que, como se viu, nem é sequer a coisa mais interessante. Poderá também ainda apurar-se no segundo lugar, que até seria o melhor que lhe poderia acontecer.


Mas para isso terá sempre de ganhar à Hungria. E isso é um problema. O problema não é ganhar à Hungria, o problema é mesmo ganhar. Tão só ganhar. Seja lá a quem for. Mas como é a última oportunidade...   

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Polémica de perna curta*

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A instalação de um hotel no Mosteiro, não se podendo dizer que seja exactamente uma velha aspiração alcobacense, é um velho projecto por que Alcobaça há muito espera.


A notícia chegou finalmente na semana passada, e rezava que o grupo Visabeira assinara com a Direcção Geral do Património Cultural um contrato de concessão do Claustro do Rachadouro, válido por 50 anos, que permitirá a construção de um hotel de cinco estrelas, de três pisos, 81 quartos, nove suites, e tudo o mais o que um equipamento daquela natureza requer, num investimento de 15 milhões de euros, mediante o pagamento de uma renda de 5 mil euros por ano.


E, como não podia deixar de ser, suscitou generalizada controvérsia bem animada pelo nosso crónico vício da maledicência, alimentado em doses quanto baste de preconceito e ignorância, bem apimentados pela intransigência e pelo sectarismo que fazem parte da crispação política que reina no país.


A coisa começou com a direita a acusar a política cultural da esquerda no poder, a precisar que lhe lembrassem que tudo tinha começado exactamente no governo anterior. A cor do executivo camarário também não foi esquecida… Passou para o domínio da arquitectura, e da preservação do património, mas também aí a ignorância lhe travou as pernas…


Na realidade, o aproveitamento de património colectivo de relevo histórico e cultural para fins desta natureza não só é comum em muitas partes do mundo civilizado como é, na maior parte das vezes, a única maneira de o manter e de evitar a sua degradação, muitas vezes irreversível. O nosso mosteiro não é excepção. Há muito que lá deixaram de funcionar os serviços públicos que lhe davam vida. E a última utilização que lhe foi dada – Asilo de Mendicidade de Lisboa – não lhe dava sequer a melhor das vidas.


Daí, nenhuma razão para os que fazem do fundamentalismo forma de vida.


Sobra ainda assim espaço para críticas. A concessão ter sido entregue a uma das empresas do regime, é uma delas. Tanto mais que a imprensa a deu por vencedora do concurso internacional lançado para o efeito quando, na verdade, não ganhou concurso nenhum: foi apenas a única admitida a concurso. O que dá ainda mais expressão ao ridículo do valor da renda: cerca de 400 euros por mês!


É certo que Alcobaça tem muito a ganhar com este projecto. Podem os mais cépticos apresentar algumas razões para duvidar que o saiba aproveitar, mas não é isso que diminui o potencial que representa para a cidade.


Mas não é, nunca poderá ser na renda que estejam as contrapartidas para o investidor. Estão, e só têm que estar, nos incentivos financeiros que evidente vai captar para o projecto. E no investimento público, que o Estado e a autarquia terão que fazer nas acessibilidades e no enquadramento paisagístico. E basta olhar à volta para ver que tem muito para investir!    


 


* Da minha crónica de hoje na Cister FM

quinta-feira, 16 de junho de 2016

O nosso fado

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Toda a gente sabe que o estado a que o banco público chegou é da responsablidade dos partidos do até aqui chamado arco do poder. PS, PSD e CDS, todos sem excepção, utilizaram sempre a Caixa para alimentar as respectivas clientelas.  


Nenhuma dúvida a esse respeito. Não admira, por isso, que o PS se oponha a tudo o que seja mexer no assunto. Na mesma linha, poderia pensar-se que também que o PSD e o CDS não estivessem nada interessados nisso, ao contrário do Bloco e o PC, de mãos limpas.


Sobre estes já aqui vimos que, surpreendentemente ou talvez não, não queriam, também eles, que se mexesse no assunto. O Bloco já entretanto mudou de posição. No PC, como se sabe, essas coisas são sempre mais difíceis...


Quando o PSD e o CDS, contrariando as aparências, querem a todo o custo levar o assunto para o parlamento, com o PSD a impôr a constituição de uma Comissão de Inquérito potestativa (sem ter de ser votada), não estão no entanto a surpreender ninguém. Isso corresponde à cara de pau que têm para mostrar, e que há muito vêm mostrando, mas é também estratégia política. Na verdade não lhes interesa apurar o que quer que seja. Têm até tudo apurado, deixaram o governo há apenas seis meses. O que lhes interessa é explorar a clivagem que o assunto necessariamente provoca na geringonça.


A nós, aos contribuintes que vamos voltar a ser chamados a pagar os dislates desta gente, interessa-nos que o assunto seja debatido. No parlamento, em todo o lado. Mas o que nos interessa mesmo é exigir responsabilidades.


O que nos interessa é saber quem emprestou centenas de milhões de euros sem garantias. Quem andou a gozar com a nossa cara, financiando gente que compra acções dando por garantia essas mesmíssimas acções, com tudo a ganhar e sem nada a perder. 


O que nos interesa é que, de uma vez por todas, haja responsabilidade e responsáveis. A sério, de verdade. O que nos interesa é que se deixe de fazer conta  que ninguém está acima da lei.


O país não pode tolerar mais impunidade. E não pode tolerar que, ainda antes de conhecer a responsabilização, já saiba que não há bens para responder pelas responsabilidades. Como acaba de acontecer com Dias Loureiro...


Mas não é nada disto que interessa ao PSD e ao CDS. Na comissão de inquérito ou em qualquer outra sede. Ao PS não interessa nem isto nem outra coisa que não seja aceitar que ... tudo isto existe, tudo isto é triste... Tudo isto é fado!


 

quarta-feira, 15 de junho de 2016

A estrelinha tem cor: "bleu"!

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Tínhamos visto aqui, logo na abertura, que a selecção francesa tinha bons jogadores. Mas faltava-lhe futebol. Hoje, no segundo jogo, confirmou isso tudo. Mas mais um atributo, porventura decisivo: tem estrelinha!  


Com uma sorte dos diabos ganhou à Albânia por dois a zero: o primeiro ao minuto 90, e o segundo no último da compensação. Ambos a partir de fortuitas perdas de bola dos albaneses em situação de ataque.


E pronto, com jogadores e estrelinha, a jogar em casa, a França é bem capaz de tirar alguma coisa deste europeu. Para já, com duas vitórias cheias de sorte, tem o apuramento garantido, e o primeiro lugar praticamente assegurado. O que dá o bónus de um qualquer terceiro classificado nos oitavos de final, praticamente com os quartos de final garantidos. E se nessa altura já tiverem um bocadinho de futebol...  

Regressemos ao oitenta

 


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Calma! A todos os que hoje são oitistas - os mesmos que anteontem eram oitentistas - chamo a atenção para o alinhamento dos jogos dos quartos de final


Começo por dizer que os bónus dos quatro terceiros classificados apurados se esgotam ao atingir o grupo D. Os sortudos são os vencedores  dos grupos A, B, C e D. Os vencedores dos grupos E e F, o de Portugal, já não têm direito a bónus.


No caso do grupo F, o de Portugal, o vencedor joga com o segundo do grupo E, no dia 26 de Junho. Muito provavelmente a Bélgica, uma das melhores selecções da competição. Com menor probabilidade, a Itália - a mais eficaz e a mais matreira: o diabo que escolha. E o segundo classificado irá jogar, no dia seguinte, com o segundo do grupo B: provavelmente o País de Gales, ou, menos provável, a Eslováquia. Pouco provável é que seja a Inglaterra. Há uma certa diferença!


Não vou dizer que foi por isso que a selecção nacional empatou com a Islândia. Ou que a da Áustria perdeu com a da Hungria. Mas percebe-se que ninguém esteja muito interessado no primeiro lugar; o segundo é bem mais interessante. Vá lá, regressemos lá ao oitenta, que aí é que a gente se sente bem. Para depressivo já chega o resto. Que não é nada pouco!

terça-feira, 14 de junho de 2016

De volta ao oito


 


Se não havia muitas dúvidas que, no relvado, os portugueses se desenvencilhariam facilmente dos islandeses, não havia dúvidas nenhumas que nas bancadas seriam totalmente destroçados.


A imagem do jogo é essa, a das bancadas, onde uma imensa minoria islandesa deu um banho completo à imensa superioridade portuguesa. Lá em baixo, no relvado, as coisas não foram muito diferentes: a imensa superioridade da selecção nacional foi abafada por uns rapagões altos e louros, mas com pouco jeito para jogar à bola.


Que não jogam nada, é certo, mas que marcaram um golo, o suficiente para não perderem o jogo. E que não foi tão acidental quanto isso: os islandeses, mesmo a não jogarem nada, tiveram mais duas ou três oportunidades em que poderiam ter marcado. Não muitas menos que Portugal, afinal. 


Fica a ideia que a selecção não preparou adequadamente este jogo. Mesmo na primeira parte quando, passado que foi o primeiro quarto de hora, parecia que a selecção nacional dominava e controlava os acontecimentos, ficou sempre a ideia que a equipa não sabia muito bem que jogo estava a jogar. Na segunda parte isso confirmou-se em absoluto, com a equipa a ser sempre batida da mesma forma, nos mesmos lances. E sempre sem saber como sair daquilo.


E ficou ainda outra ideia que não abona - também - muito em favor do seleccionador nacional: perdeu todas as que foram as apostas que decidiu fazer. Perdeu a aposta nos dois laterais e perdeu a aposta no trinco. O que a juntar às apostas perdidas que já trazia de trás - Moutinho, completamente fora de forma, e João Mário muito (por) fora do jogo da selecção - é perder muita coisa.


Não deixa de ser curioso que, num futebol com a fama - e muito proveito - de produzir os melhores alas do mundo, a selecção nacional recorra a médios interiores, como são João Mário e André Gomes, para os corredores laterais.


E pronto, a tão esperada estreia, deu nisto. Este tão português oito, depois do oitenta da semana passada. Que volte no próximo sábado.


 


 


 

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Atrás dos favoritos

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Às portas do fecho da primeira jornada, vistas já todas as selecções que podem aspirar ao título europeu de futebol, à excepção da portuguesa, que só amanhã entra em cena justamente a fechar a primeira ronda, pode já dizer-se que as três super favoritas, não sendo assim tão super estão, ainda assim, no grupo das mais favoritas. Mas com companhia: a Itália, também lá está. 


Se a França tem os melhores jogadores, a Alemanha tem as melhores ideias.  Se a Espanha tem um pouco de tudo, jogadores e ideias, a Itália não precisa de muito para ter tudo. Ou quase. Porque defende como sabemos que mais ninguém defende, e isso basta-lhe para potenciar os seus argumentos. 


A Espanha está a renovar-se, substituindo alguns consagrados campeões por alguns jovens campeões. Ainda não está ao nível da velha selecção que dominou o futebol europeu e mundial entre 2008 a 2012, enterrada no Brasil em 2014, porque Xavi não se substitui. Nem Iniesta, mas esse continua lá. E de que maneira!


A Inglaterra também justificou condições para incluir o grupo, que já iria em cinco. Mas a História pesa muito, e na selecção inglesa pesa ainda mais. E os hooligans também não ajudam nada... 


Amanhã há Portugal. Sem Quaresma. Quem diria que esta seria uma ausência tão chorada? 


 

Emprego ... e desemprego


 


Ao dizer desta maneira coisas como estas, António Costa também contribui para que se não dê importância a coisas imperdíveis como estas. E faz mal!

domingo, 12 de junho de 2016

Fenómeno tipicamente americano

 


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Não me parece que se possa classificar o massacre de Orlando - 50 mortos e 53 feridos  - como um atentado terrorista clássico, organizado a partir de um qualquer núcleo de uma qualquer organização terrorista a soldo do fundamentalismo islâmico.


É, como disse Obama, "o mais mortal ataque com armas na história dos Estados Unidos". É isso: o mais mortal de um fenómeno que é tudo menos raro na América  É, ainda nas palavras de Obama, "mais um exemplo da facilidade de disparar e matar", infelizemente tão comum na América. Diria mesmo que tão enraizado na América, e que nos remete para a legislação de aquisição, uso e porte de arma, sempre na ordem do dia, mas sempre obstruída pela vontade política subserviente, como se pode também ler das palavras de Obama: "É uma decisão que temos de tomar e não fazer nada também é uma decisão”.


O massacre num club de homosexuais, levado a cabo por um homem armado com uma espingarda e uma pistola, integra-se muito mais num quadro de loucura homofóbica que no de terrorismo islâmico. Mesmo que o louco criminoso, na imagem, seja de origem afegã.


Até poderá, eventualmente, vir a provar-se o envolvimento do terrorismo islâmico. Mas este é um fenómeno tipicamente americano, mesmo que a Trump - ele próprio a cara do fenómeno - interesse evidentemente dizer outra coisa. 

sábado, 11 de junho de 2016

Meia dúzia

 


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O Quinta Emenda faz hoje 6 anos. Meia dúzia de anos a renunciar activamente ao direito de ficar calado. Todos os dias!


Diz-me que quer continuar. Acedi afirmativamente, com a cabeça...

sexta-feira, 10 de junho de 2016

A bola já rola. E a França, é super favorita?

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Começou o Euro 2016. Com o anfitrião a abrir, como é da praxe. A favoritíssima França, membro do restrito grupo dos súper favoritos, com a Espanha, campeã em título, e a Alemanha, campeã mundial: três estatutos relevantes a determinarem uma condição de estatuto. Também relevante, porque a condição de favorito é sempre relevante,


No entanto a França que vimos abrir a competição não justificou essa condição de súper favorito. Para o justificar terá de evoluir muito, o que, com os jogadores de que dispõe, não tem muito de improvável.


Comentava há dias com uns amigos franceses a enorme quantidade de jogadores de talento imenso de que a França actualmente dispõe - quando se diz que Portugal dispõe hoje de um dos melhores lotes de centrocampistas do mundo, o que se terá de dizer da França? - ao que me responderam que o problema era fazer uma equipa. Percebi as dúvidas, tanto mais que se refletem sempre na selecção muitos dos problemas que marcam a sociedade francesa.


Mas este jogo não me ajudou nada a perceber isso. Não me pareceu que os 14 jogadores utilizados, à excepção dos da defesa todos do melhor que há, deixassem alguma vez de ser uma equipa. Ou de funcionar como tal. Não lutaram, nem correram menos que os adversários. Nunca deixaram de disputar qualquer bola com menos querer que os jogadores romenos.


E no entanto viram-se aflitos por ganhar por apenas 2-1 a uma selecção da Roménia vulgar, onde o nosso bem conhecido e velhinho Sapunaru, que nunca foi um craque, é dos mais dotados. E ganhou com um golo - o primeiro - irregular, que lhe deu uma vantagem que não durou mais de cinco minutos, e com outro já no fim do jogo - um grande golo, quando já ninguém esperava - em resultado da conjugação do talento do seu melhor jogador - Payet - com o esgotamento dos jogadores adversários. 


Não me parece que seja sentido colectivo que falte à selecção francesa. Falta-lhe mesmo é futebol. A equipa não tem futebol para o talento dos seus jogadores. O futebol não se basta com talento, precisa também de ideias. E não tem futebol porque faltam claramente ideias a esta selecção francesa cheia, a deitar fora, de jogadores fabulosos.


Pode até tudo ser explicado por ter sido o jogo de abertura, e o próximo desmentir tudo isto. Mas esse já será outro jogo. Este deixou-me esta ideia. Se o próximo deixar claro que a selecção francesa tem futebol para ganhar este europeu, é outra coisa. 

O que parece, é!*

 


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Todos nos lembramos da revelação dos chamados Panama papers. Da autêntica “bomba” que foi anunciada, com o detonador nas mãos de dois jornalistas – um do Expresso, outro da TVI – rapidamente alcandorados à condição de heróis nacionais. Ou de vedetas, como facilmente acontece. 


Lembramo-nos como foram denunciados nomes da cena internacional, como surgiram os primeiros tímidos e mal amanhados desmentidos. Como, em poucos dias, o primeiro-ministro da Islândia – mais uma vez na Islândia – foi obrigado a demitir-se. Lembramo-nos que foi logo anunciado que, só à nossa conta, havia 240 nomes para denunciar, entre políticos, empresários e jornalistas. E lembramo-nos ainda que ficamos logo com a ideia que aquilo daria pano para mangas nas mãos do Expresso. Que iria fazer render o peixe, libertando nomes ao sabor das tiragens: a conta-gotas.


Três nomes na primeira semana, todos empresários, dois dos quais feitos comendadores pelo regime. Que logo negaram tudo, contra todas as evidências. Na semana seguinte, mais três nomes. De novo empresários. E de novo igualmente dois vultos da cidadania, feitos comendadores das mais distintas ordens. E na seguinte, à terceira, a torneira entupiu e não deixou cair mais uma gota que fosse. Nem Expresso, nem TVI, se importaram mais com o assunto. Em apenas três semanas uma lista com 240 nomes – de políticos, empresários e jornalistas – era encurtada para apenas seis. Sem políticos, e sem jornalistas. Só com comendadores!


Não sabemos, evidentemente, se a divulgação parou por aqui por ordem dos comendadores, se por ordem dos que entregam as comendas. Custa-nos acreditar que se tenha anunciado políticos e jornalistas por decisão comercial. Não nos custa nada acreditar que a torneira se tenha fechado por decisão editorial. Porque as coisas são o que são. Mas também o que parece que são!


E o que parece, e o que é, é que, nas off-shores, não se toca nem com uma flor. É que dá muito jeito que os impostos continuem a ser pagos pelos mesmos. Que nunca podem fugir.


Perdeu-se uma enorme oportunidade de fechar uma das maiores portas franqueadas à corrupção. Sobrepuseram-se deliberadamente, e mais uma vez, os ilegítimos interesses de alguns – poucos – aos legítimos interesses colectivos. Deu-se mais um golpe na democracia e no Estado de Direito. Lamentavelmente pela mão daquele que é tido pelo mais institucional dos órgãos de comunicação social em Portugal.


 


* Da minha crónica de hoje na Cister FM

O povo esteve sempre lá...

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Ainda no intervalo - a segunda parte irá iniciar-se daqui a pouco, em Paris - pode já dizer-se que este 10 de Junho foi muito menos bafiento que de costume. O dia foi mais de Portugal que do regime, como Cavaco fazia dele...


Com um presidente sem teias de aranha, com um discurso desempoeirado, sem recados nem mensagens estranhas, sem necessidade de intérprete, adequado às circunstâncias. E às comemorações. À volta deste povo, sempre lá, no centro do discurso, como no centro da História.


Sem infindáveis filas de gente cinzenta do regime a oferecer o peito à condecoração. E sem chiliques!  


 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

O Euro 2016, também passa por aqui

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Dogmas que cegam

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Não consigo entender por que é que a esquerda se opõe à constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para analisar a situação da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Não se percebe que o Bloco e o PCP, que tanto contribuiram para os bons resultados das CPI´s ao BPN e ao BES, se oponham agora a esgravatar na Caixa, escudados no dogma da bondade do banco público, que só tem é que ser capitalizado. E esquecendo-se, vá saber-se por quê, que o banco público é ... um banco. Onde acontecem as mesmas coisas que acontecem nos outros bancos, e com as mesmas consequências. Quando somos chamados a entregar mais 4 mil milhões de euros para a CGD, estamos a entrar com mais 4 mil milhões para o sistema financeiro. Para os bancos, sejam públicos ou privados. 


E temos, no mínimo, o mesmo direito de saber o que fizeram ao dinheiro que agora nos estão a pedir que repunhamos. Porque, repito, no banco público acontecem as mesmas coisas que acontecem nos privados, mesmo aquelas que não podem acontecer. 


Na Caixa aconteceram os efeitos da crise económica, houve má gestão do risco de crédito, aconteceram imprevistos como a crise financeira de 2008, com os seus derivados na crise das dívidas europeias. Como nos bancos privados. Mas também aconteceu ser instrumento ao serviço de interesses políticos conjunturais. Ou de interesses de facções e grupos. 


Foi lá que o governo de Sócrates foi encostar o BPN. Foi lá que o governo de Passos e Portas, que pretendia privatizá-la, é bom não esquecer, foi encostar o BES. E o Banif. 


Por lá passaram, e deixaram marcas, as guerras na PT com os sinais digitais de Ricardo Salgado, Nuno Vasconcelos (Ongoing, ainda se lembram?) ou Zeinal Bava. De lá saiu dinheiro - muito, imenso, mas não sabemos quanto - para Joe Berardo brincar ao BCP. Por lá passou Armando Vara, no centro de todos os furacões. Que, de lá,  saiu directamente para o privado - privadíssimo - BCP. Com o presidente Santos Ferreira.


Nos últimos anos nós, cidadãos contribuintes, entramos com 3 mil milhões de euros para o capital da Caixa. Pedem-nos agora mais 4 mil milhões, e a coisa ganha forma de BPN ou de BES. No mínimo deveríamos ter direito a saber quanto desse dinheiro todo respeita a coisas normais da vida dos bancos e quanto respeita respeita a vigarice com cobertura política. E não se percebe que seja a esquerda a negar-nos esse direito. Não por ser a esquerda, embora também por isso. Mas por ser o único espaço do parlamento sem o pecado da governação.


Os dogmas turvam tudo. E chegam a cegar!


 


 


 

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Será desta?

Cristiano Ronaldo e Ricardo Quaresma celebram um golo frente à Estónia


 


Claro que a selecção da Estónia é fraquinha. É verdade que a primeira meia hora foi também a dar para o fracote, sem entusiasmar ninguém. Nem mesmo o público da selecção, que como se sabe não é assim muito exigente. Mas, caramba, depois o Quaresma abriu o livro e foi um regalo para a vista. E sete a zero é sempre um resultadaço: um grande ensaio geral!


Até os suplentes estiveram melhor que os titulares. À excepção do jovem Ricardo Quaresma, que hoje não foi suplente. Não há palavras para a exibição deste jogador com mais vidas que um gato, que dizem ter sete. De novo renascido, Quaresma foi simplesmente fantástico, com uma presença única no jogo, nos golos - o primeiro uma obra de arte -, nas assistências...


Mas não foi só Quaresma. A equipa não foi só Quaresma, nem foi só Quaresma a trocar as voltas a todos os que já tinham decretado o onze para França. Intocáveis como João Moutinho, João Mário e Nani, por exemplo, já só por decreto poderão ficar agarrados à titularidade. Mas sabemos bem quem é que assina estes decretos... 


Com estes jogadores, se a equipa não for constituída por decreto, e com o pé quente do seleccionador nacional nestas coisas de fases finais, pode ser que desta vez é que seja!

Comparações que importam

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Por mais forte e inicisiva que seja a agenda da direita para descredibilizar o governo da gerigonça, não faltam motivos e oportunidades para salientar a abissal diferença de senso e de credibilidade entre as iniciativas que este governo vai apresentando e as congéneres do anterior.


O Aventar dá hoje expressão a uma dessas gritantes diferenças ao comparar o discurso e as iniciativas deste governo sobre o empreendedorismo com as do anterior. Comparar o programa "Start Up Portugal", ontem apresentado por António Costa no Porto, com o equivalente "Impulso Jovem" apresentado por Relvas com aquele rapaz a bater punho, como o Bruno Santos faz no Aventar, é a melhor forma de responder ao inqualificável discurso que Passos Coelho anda a passar sobre confiança.  

terça-feira, 7 de junho de 2016

Coisas extraordinárias

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Duas notícias que nos deixam arrepiados: uma mãe, em morte cerebral há quase quatro meses, que dá à luz um bebé; e um presidente de Câmara - de Celorico de Basto - que, acusado de beneficiar a empresa dos pais, consegue alegar em sua defesa que desconhecia em absoluto quem eram os donos da empresa.


Inacreditável! 

Actualidade

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Ouvido há pouco, na Antena 1: " ... Em destaque na  actualidade desportiva a saída da prisão de Vale e Azevedo, em liberdade condicional."


Ainda estou às voltas com a cabeça para perceber o é que isto tem a ver com desporto, mas... se na Rádio dizem... É porque tem mesmo.


 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Trabalhar nas obras

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Agora, que já não há BES, há Mota Engil... Mas não é de agora que a construtora pesca nestas águas... turvas. Há muito que por aí se movimentam, em águas profundas... mas nem sempre límpidas.


De uma coisa não restam dúvidas: a melhor qualificação que há em Portugal é a de ex-ministro. Matam-se todos por uma pastinha ministerial: não porque queiram muito ser ministros, tão só porque essa é a única forma de ser ex-ministro.  


Por mim, nem levo  a mal que Portas vá trabalhar para as obras. Só tenho pena é que não tenha conseguido convencer o patrão a ficar também com o outro ... Mas se há coisa que aquela malta não é, é parva...

Em todas, sem falhar uma...

Capa do Correio da Manhã


(Clique para ampliar)


 


A isto chama-se "estar em todas". O homem não falha nenhuma...

domingo, 5 de junho de 2016

Os partidos são isto mesmo!

 


 


Daniel Adrião quis abanar o congresso do PS com uma proposta revolucionária para o xadrez partidário do regime. A moção que levou ao congresso era sedutora, desde logo pela própria designação: "Resgatar a democracia", num quadro de crise da democracia representativa, soava bem.  Mas passou ao lado do congresso. Dela nada se ouviu. Desta moção tão prometedora, e da lista que lhe dava expressão - que acabou com 18 lugares na Comissão Política Nacional - para a História deste 21ª congresso do PS não ficará mais que a extemporânea e descabida tentativa de redenção de José Sócrates que,  na intervenção de uma das integrantes da lista - Cristina Martins, se não estou em erro - roçou mesmo o patético.


Os partidos são mesmo assim. Ou isto mesmo, como se diz no futebol!


 


PS: Pior só mesmo as televisões. E pior ainda só mesmo a SIC, cujo repórter, enquanto na tribuna o  Daniel discursava, garantia com toda a convicção: «De Daniel Adrião, o homem que apresentou uma moção contra António Costa e até concorreu a secretário-geral contra António Costa nas eleições directas, ainda não há sinal, ainda não o vimos por aqui no congresso do PS esta manhã.»


 

sábado, 4 de junho de 2016

"O partido de Mário Soares"

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De surpresa, apareceu Guterres, e disse que tinha saudades. Martin Schultz, que estava por cá, também apareceu e disse que é contra as sanções da Europa. António Costa já tinha explicado ao Congresso a legitimidade da sua opção pela geringonça, relendo até passagens do seu discurso no anterior congresso, vai para dois anos.


E veio gente de fora: Pacheco Pereira pôs o dedo na ferida, para dizer que, com o Tratado Orçamental, não há lugar para a social democracia na Europa. Mantê-lo é deixá-la entregue ao neo-liberalismo. E Ana Drago disse o que os socilaistas porventura não poderão dizer, mas que toda a gente percebe que é assim: se o PS não tivesse tomado o rumo que tomou, escolhendo a saída à esquerda, estaria agora em vias de ser riscado do mapa.


Há gente no PS que não percebe isso. É até bem provável que, mais que não perceber isso, não perceba onde está o seu lugar... Muitos multiplicaram-se em entrevistas aos jornais nos últimos dias. Uns até disseram que havia medo. Tanto que nem lá puseram os pés. Francisco Assis não tem medo - tem aspirações, não pode ter medo - e subiu à tribuna para dizer que ... está sozinho. Não está. Com ele estão os que lá não estão, cheios de medo. E está o Sérgio Sousa Pinto. Que não tem medo... nem outra coisa. Por isso se ficou pelos corredores, a dizer que quer o partido de Mário Soares.


Ora aí está o que a oposição a António Costa tem para dizer: que quer o partido de Mário Soares. Como um menino no meio de uma grande birra quer um brinquedo...


 


 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Morreu um Homem*

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A oportunidade, e uma ingrata actualidade, leva-me hoje por um caminho diferente. Não podia passar sem um pequeno apontamento de pesar pelo desaparecimento de um dos melhores de nós. Alcobaça acaba de perder um dos seus melhores: Timóteo de Matos.


Um profissional de corpo inteiro, um dirigente desportivo ímpar, um homem de letras e de cultura mas, acima de tudo, um espírito livre e um homem bom.


Um apaixonado do ciclismo, onde cultivou amizades como só ele sabia cultivar. Foi a cara do ciclismo em Alcobaça – que me perdoe o meu bom amigo Fernando Vieira, certamente o primeiro a subscrever esta minha afirmação – e a cara de Alcobaça no ciclismo.


Não foi apenas um profissional respeitado pelos seus pares. Foi um profissional notável, ao mais alto nível. E um cidadão exemplar. Exigente, crítico e digno. Com a dignidade dos Homens de H, a que a terrível doença - a que resistiu como ninguém - só deu maior dimensão!


“Um homem da cidadania, da família, da tertúlia e dos amigos, que gosta da vida e de quem a vida gosta”, como um dia escrevi. Que gostava da vida, e de quem a vida gostou. Que nada temia, excepto as palavras, como escreveu ele, também. Um Homem que deixa em Alcobaça um enorme vazio. E muita saudade, a cuja memória me curvo respeitosamente.


 


* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Se o ridículo matasse...

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Mais de seis meses depois, terminada a época e com Slimani a caminho de Inglaterra, para jogar na Premier League, o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol decidiu punir o jogador argelino do Sporting com um jogo de suspensão


O Conselho de Disciplina tinha, há dois meses, num arrazoado que primava pelo ridículo, decidido que não havia nada para penalizar, na declarada convicção que o agredido - Samaris, se bem se lembram - não se sentiu "ofendido no seu corpo ou saúde". Do recurso para o Conselho de Justiça, saiu isto: houve agressão, sim senhor, e não pode deixar de ser punida. Com a pesada pena de um jogo de suspensão!


Para que o ridículo não tenha limites, o que os sportinguistas agora mais desejam é que Slimani cumpra a pena. Nada que não se soubesse que seria assim!


E depois andam por aí a dizer que o poder está onde lhes apetece dizer que está ...

Dramas

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Depois de meses a falar-se - e alguns a reclamá-lo - do plano B, fala-se agora de orçamento rectificativo. As previsões de tudo e de todos, dos que contam para tudo e dos que não contam para nada, afastam-se cada vez mais das que o governo deixou plasmadas no Orçamento. "São previsões, senhor...não passam de previsões" - diz ainda o primeiro ministro, qual Raínha Santa. O presidente Marcelo é que não se ficou pela contemplação do regaço de Costa, e tratou logo de chamar o orçamento rectificativo a terreiro. E já não se fala de outra coisa...


A diferença é que orçamento rectificativo não é nehum drama, como todos dizem, a começar no Presidente da República. Que também poderá já amanhã dizer que é, o que também não é drama nenhum. Já estamos habituados... Já estamos habituados a dramas, a orçamentos rectificativos, todos os anos ... e a tudo e ao seu contrário na boca do irrequieto presidente Marcelo.


Drama - mesmo - é que não basta rectificar a taxa de crescimento. Drama é que isso rectifica a receita. Drama é que para a manter só aumentando mais ainda os impostos. Drama é que, cortar na despesa, não é por agora menos drama...


 


 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Aos pontos...

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Hoje não é só o dia da criança. Nem um dia - raro - de sol e calor. É o dia em que entra em vigor a carta por pontos. Quando se iniciou, no ponto de partida, estávamos todos iguais, como convém. Com 12 pontos... Não tenho grandes dúvidas que, sem dar por isso, muitos já começaram a desbaratá-los. São pontos muito fugidios, esses...


Mas é também, mesmo que disso não tenha sido feita notícia, dia de higienização nas relações das televisões com os seus telespectadores. É isso, mais vale tarde do que  nunca, e a ERC decidiu finalmente obrigar os operadores de televisão a normalizarem o volume do som nos intervalos da programação destinados á publicidade. Eles não faziam por mal, só queriam que não perdessemos pitada dos bons conselhos que tinham para nos dar. Mas também não pecisavam de abusar: aquilo eram sustos de fazer saltar. Coitados dos sofás...


Pois é. A ERC hoje ganha uns pontos. Outros pontos, não lhe servem para a carta: apenas pontos na minha consideração...

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...