sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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Depois de mais de 20 anos a disputar e ganhar corridas de fórmula 1. Depois de milhares de quilómetros a velocidades superiores a 300 km/hora, de ultrapassagens arrepiantes e controversas, sempre no fio da navalha, parecendo submeter a própria vida - e muitas vezes a dos adversários – à vontade de ganhar, acaba por ser na tranquilidade da neve que o mais titulado piloto da especialidade máxima do automobilismo se vai cruzar mais do perto com a morte. A vida tem destas ironias…

Bom jogo e 70 minutos de bom Benfica


Começou bem o jogo, o Benfica. E acabou bem. O ano e o jogo. Pelo meio, de um e de outro, nem tudo correu bem. Mas tudo está bem quando acaba bem.


Neste último jogo do ano acorreram à Catedral quase 59 mil pessoas. Casa perto de cheia mas, ainda assim - registe-se - abaixo da média de assistências da Luz nesta época. Só para se tenha noção ...


O Benfica, com a dupla de centrais campeões da Europa (UEFA Youth League) - António Silva e Tomás Araújo -, e com Morato a manter-se na esquerda. Com João Neves e Tiago Gouveia (em estreia no onze inicial), iniciou o jogo com cinco (quase 50%) de jogadores da formação. Depois, entraram mais três (Gonçalo Guedes, Florentino e o central Gustavo Marques, em estreia). Soma oito. No banco ficaram o guarda-redes Samuel Soares e Hugo Félix, o mano mais novo. E soma dez. Nada mau!


O Benfica entrou bem, dominando e controlando um jogo que se percebeu logo ser difícil. O Famalicão é uma boa equipa, bem trabalhada pelo competente João Pedro Sousa, que joga bem. E disputou e discutiu bem o jogo no campo todo. Não defendeu só, nem nada que se pareça. Passado o primeiro quarto de hora, de clara superioridade do Benfica, com duas ocasiões claras de golo, o Famalicão passou a estar confortável no jogo e, à meia hora de jogo, até já tinha equilibrado a posse de bola. Não chegava à baliza de Trubin, é certo. Mas ia jogando à bola e mostrando-se difícil de bater. O Benfica jogava bem, e o jogo era vistoso e interessante.


À passagem dessa meia hora o Benfica marcou, à terceira oportunidade. O lance - um dos melhores do jogo -começou no génio de João Neves, passou pelo do Rafa e acabou no primeiro golo de Arthur Cabral na Luz. E o jogo foi para intervalo com um escasso, mas face aos habituais índices de ineficácia, aceitável 1-0.


A segunda parte foi outro jogo. Iniciou-se praticamente com o Famalicão a mostrar ao que vinha, com um bom remate de longe. Durante os primeiros dez minutos o Benfica ainda se manteve por cima do jogo, mas a errar sucessivamente na definição final dos lances, o que ia dando mais alma aos famalicenses. Depois ainda foram do Benfica as melhores oportunidades, em três boas jogadas: na primeira, o central Otávio tirou o golo cantado a João Neves; seguiu-se o livre de Kokçu, com grande defesa do guarda-redes; e por último, aos 63 minutos, Cabral, isolado, acertou no ombro do Luiz Júnior. 


A partir daí o Famalicão partiu para o domínio do jogo, com a equipa do Benfica incapaz de o contrariar. Foram vinte minutos inexplicáveis, que só acabaram com o segundo golo. Mas que bem poderiam ter acabado com o golo do empate. Que só não aconteceu porque Trubin fez um punhado de grandes defesas - é certo que duas delas em jogadas de fora de jogo, que não contam para as estatísticas - e porque, desta feita, o ferro que funcionou foi o do seu poste direito.


Durante aqueles 20 minutos em que o Famalicão se lançou para a frente, na procura desenfreada do golo, o que se estranhava era que o Benfica não conseguisse aproveitar em transições rápidas o espaço deixado nas costas da defesa adversária, já muito despovoada. Poderia tardar - como tardou - mas era virtualmente impossível que não surgisse uma transição que resultasse. 


Aconteceu aos 85 minutos: transição perfeita, lance bonito de futebol e golo de Rafa, assistido por Musa, que já tinha entrado para substituir Cabral. E ponto final nas aspirações do Famalicão. Quatro minutos depois inverteram-se os papéis, e foi Musa a marcar, com assistência de Rafa. E houve ainda tempo e oportunidade para o bis de Musa, desperdiçado de forma inacreditável.


Afinal o Benfica acabou para marcar três golos, em oito oportunidades. O que não é nada mau, comparado com os últimos jogos. Mau é que tenha permitido quatro ao Famalicão - em 20 minutos. 


Mas é assim. Há jogos em que o Benfica cria dezenas de situações de golo e não marca. E acaba até por sofrer numa carambola qualquer. Ainda há poucas semanas aconteceu, com Farense. O que não pode ser assim é aqueles 20 minutos. Que ficam a marcar este jogo, também marcado pelas lesões de Aursenes (este é que não pode cair no estaleiro) e de Tomás Araújo.


E venha daí 2024!


  

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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Paulo Portas – lá estou eu a voltar a Paulo Portas – está encantado com o sucesso dos “seus” vistos gold, que já traz dos seus tempos de MNE, na era AI (antes do irrevogável).


Ao abrigo do programa – que, diz Portas, excedeu largamente os objectivos – foram concedidos perto de 500 vistos – dourados, pois claro – que se traduziram em mais de 300 milhões de euros investidos na compra de casas, que animaram o segmento de luxo do imobiliário.


Isso deixou-o entusiasmado, e bem sabemos do que é capaz um Portas entusiasmado. É até capaz de dizer que “é um sinal muito prático de que Portugal está de volta ao 'GPS' dos países em que é interessante investir"…


E eu que achava que isto é simplesmente um sinal de que o país se transformou numa república das bananas, que o quer é dinheiro, venha ele donde vier. E eu que pensava que isto é um sinal que o dinheiro tudo compra. Que venha quem vier é bem-vindo, desde que tenha dinheiro, evidentemente. E eu que era tentado a admitir que isto é sinal que este é um país onde é fácil lavar dinheiro. E eu que até já pensava que este é um país que mandou os valores às ortigas …


Estava enganado… E fico contente, tão contente como Paulo Portas, por estar enganado! 

Golpadas

Sporting prepara mais um assalto a um banco intervencionado


O Sporting limpou-se com mais de 100 milhões de euros de dívida. Metade, pelo menos a que tocou ao Novo Banco, pagamos todos nós. Com língua de palmo!


E ninguém sequer lhes chama caloteiros. Nem ninguém fala em concorrência desleal. Ainda lhes chamam é engenheiros. Ficaram sem uma dívida de cento e não sei quantos milhões de euros, e passaram a ter quase 90% da SAD, que agora irão vender a "investidor" qualquer. Golpada é como o futebol: "é isto mesmo"!

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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A notícia é de ontem, mas por falta de disponibilidade só hoje lhe pego. Foi trazida à estampa pelo Diário Económico e dá conta que a rábula da irreversível demissão de Portas, no princípio de Julho, e a crise política que lhe sucedeu, custou ao país 2,3 mil milhões de euros em agravamento de juros.  


Não é exactamente novidade, há muito que corria por aí. Há muito que se atribui a mais esta brincadeira de Portas o momento de viragem no comportamento dos mercados, e de inversão do sentido descendente das taxas de juro. Sempre que se tem falado da saída directa da Irlanda do programa de resgate da troika comparam-se as suas taxas de juro com as portuguesas, e logo vêm à conversa as culpas de Portas.


Não é, evidentemente, aquela que foi apenas mais uma brincadeira de Paulo Portas que tem responsabilidades nisto. É mesmo injusto acusar Paulo Portas de mais esta malfeitoria, quando ele já tem tantas outras .


E não estou a defendê-lo. Até porque não seria fácil!


Quero apenas tentar pôr as coisas no seu lugar, separar o essencial do acessório. A crise política do final do primeiro semestre é da responsabilidade de Portas, isso é indiscutível. Mas surgiu na sequência de uma demissão a sério, realmente irrevogável, daquela que era a primeira e principal figura do governo: a decisiva demissão do decisivo Vítor Gaspar. Decisiva porque era exactamente quem tutelava o governo, e na verdade o representante da troika e dos credores no governo. Mas ainda mais decisivo porque, podendo simplesmente ter-se demitido, optou por explicar claramente porque o fazia: porque ele próprio falhara em toda a linha, mas também porque falhara a política em que tinha acreditado. Disse com todas as letras que a receita estava errada, e que por isso falhara!


Foi isto que foi determinante para os mercados – atenção que mercados e credores não são a mesma coisa - perceberem que o programa não funcionava e que, com ele, o país apenas se afundava cada vez mais. Foi esta declaração pública de falência do programa da troika, pela voz mais autorizada para o fazer, que fez com que as taxas de juros subissem e não mais descessem. E não as rábulas de Portas!


Só que a política se manteve e, pese embora as declarações de negação das cúpulas, especialmente do FMI, o programa da troika e do governo seguiu inalterável o seu rumo, como se Vítor Gaspar não tivesse dito nada do que disse. Era preciso fazer de conta que tudo estava a correr bem e esconder depressa as palavras do Gaspar. Por isso nada melhor que culpar Portas pelo arrepiar de caminho das taxas de juro.


Não é estranho que os comentadores do regime o tenham sacrificado para construir esta história. Estranho é que toda a comunicação social a tenha seguido! 

Wolfgang Schäuble (1942-2023) e Jacques Delors (1925-2023)

Ladrões de Bicicletas: De Delors a Schäuble


A morte quis levar Wolfgang Schäuble e Jacques Delors juntos. De seguida. Ontem um - o primeiro -, hoje o outro. Só mesmo a morte os terá unido, aos olhos dos portugueses e porventura da maioria dos europeus.


Schäuble foi "apenas" ministro das finanças do governo alemão de Angela Merkel. Jacques Delors foi "o presidente da Comissão Europeia". Foi-o durante dez anos - entre 1985 e 1995 - e tornou-se na figura central da "construção europeia". Os passos decisivos do que é hoje a Europa foram dados por ele. 


Schäuble foi "apenas" ministro das finanças da maior potência da União. Que, parecendo opor-se-lhe, mais condicionou os passos de Delors. E teve sempre mais poder que o presidente da Comissão Europeia. Que era Durão Barroso. Depois de Delors foi sempre a cair...


De Schäuble, lembramos-nos do que sofremos. E do que sofreram os gregos. Lembramos-nos de Vítor Gaspar, de joelhos, de Maria Luís Albuquerque, deleitada a seu lado, e de Centeno embevecido com o título de "Ronaldo das Finanças". De Delors esquecemos-nos que abriu a gaveta onde meteu a social democracia europeia.

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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Uns prometem, outros fazem – bem poderia ser o próximo slogan de Passos Coelho. Pelo andar da carruagem é mesmo bem provável que seja…


Houve quem tivesse prometido 150 mil empregos, mas é Passos - para quem a mentira não tem fronteiras - a criar 120 mil!

segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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O presidente decidiu não enviar o Orçamento de Estado para o Tribunal Constitucional, para fiscalização preventiva.


Nada de estranho. Já assim foi no passado, e sabemos que Cavaco nada fará que crie dificuldades ao seu governo. Como sabemos que dá importância máxima à entrada em vigor do orçamento a 1 de Janeiro, e importância mínima à alteração dos normativos que fixam prazos absurdos – alguém entenderá por que é que o Orçamento passa mais de um mês no Parlamento? - todos eles cumpridos até ao último dia. Mesmo por ele!


Nem se estranha que o presidente tenha transformado esta decisão numa não decisão, tão avesso que é a tomar decisões: "A Presidência não comenta, uma vez que não há nenhuma decisão presidencial". O problema é que, se não é uma decisão, é um lapso. Um esquecimento. E então o comentário teria de ser: “A Presidência lamenta e pede desculpa mas, sem se aperceber, e porque gosta de esgotar todos os prazos até ao fim – os prazos, mais que para serem cumpridos, fizeram-se para serem usados - deixou escapar o último dia do prazo para enviar o Orçamento para fiscalização preventiva do Tribunal Constitucional”!

sábado, 23 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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Segundo informações postas a circular pelos mensageiros de trincheira - aqueles que, próximos do governo, anunciam novas medidas de austeridade para ver a reação dos governados – Passos Coelho sente-se aliviado com a decisão do Espírito de Natal de emigrar para terras da Escandinávia, onde a democracia é mais sadia. Passos Coelho terá mesmo comentado que dispensa “espíritos que lhe irritem a consciência.


Apanhado numa conversa com o Pai Natal, o Espírito de Natal diz-se desiludido e considera que o actual governo e mesmo Seguro como alternativa, deixam o país sem alma, sem pátria, à deriva. Sente-se cansado de uma evangelização inglória e de manifestações hipócritas de solidariedade e generosidade, desde as elites às bases populares, ambas a organizarem-se em gangs para melhor posicionamento no saque. As elites do capital, manipuladoras dos governos, deitam mão a tudo o que seja estratégico e lucrativo. Na base, os espoliados organizam-se para deitar a mão às migalhas, cegos contra cegos, como no “ensaio da cegueira” de Saramago


Por sua vez o Pai Natal, à beira do desemprego, face ao saldo migratório e redução da natalidade, partilha também a opinião que este país está cada vez mais irrelevante, ponderando, igualmente, emigrar.


Tal como acontece com as decisões do Tribunal Constitucional, Passos Coelho, ainda que mostre o contrário, já preparou cenários alternativos para o Natal de 2014. Segundo as mesmas fontes, Passos pretendia acabar com o feriado do dia de Natal, mas foi contrariado por Paulo Portas, que alertou para a importância da celebração a 25 de Dezembro em todo mundo católico desde o ano 354, por determinação do Papa Libério. Para não afrontar a História e a Igreja, Passos vai optar por um programa (ainda provisório) que aqui se divulga:


Com a emigração do Espírito de Natal e o Pai Natal, a quadra natalícia de 2014, será festejada durante todo mês de Dezembro, ainda que Rui Machete esteja a acompanhar a experiência da Venezuela, para uma eventual antecipação do seu início para Novembro, a fim de dar mais felicidade e paz ao povo que anda muito revoltado.


No dia 1 de Dezembro, - ainda se lembram “Restauração da Independência”? - haverá a abertura oficial da quadra natalícia com o discurso solene de Passos Coelho, que irá ler a mensagem de Natal de Angela Merkel, ladeado pelas fotografias desta e do renovado ministro da austeridade Wolfgang Schäuble. Merkel irá dizer que durante a quadra natalícia todos dias são de festa e trabalho, porque o trabalho liberta – os judeus não esquecem “Arbeit macht frei”. Assim, se formos laboriosos, cumpridores e disciplinados, promete que não nos volta a chamar de PIGS.


No dia 25 de Dezembro, será privilegiada a TVI, que irá dar relevância aos acontecimentos da “casa dos segredos”, para distrair o cidadão mais irreverente que gosta de ouvir as mensagens do Papa Francisco, cada vez mais revolucionário e diz coisas tão blasfemas como “esta economia mata”. Já o nosso cardeal D. Manuel Clemente, fará a sua homilia na Sé de Lisboa, abordando a crise social, mas não terá cobertura televisiva.


No dia 31 de Dezembro, Passos Coelho e Seguro, irão finalmente discutir o pacto de regime do pós troika ou da continuação da mesma, durante o réveillon que irá decorrer na Praia dos Tomates, ficando encarregue de preparar a festa a deputada Teresa Leal Coelho.  No dia 1 de Janeiro, a mensagem de Ano Novo não será de Cavaco Silva, devido a provável indigestão de bolo-rei e dos avisos da Maria, de que não se fala de boca cheia. Será o sempre versátil e irrevogável Paulo Portas, a apresentar os votos de Ano Novo e a fechar a quadra natalícia, já que o dia de Reis será abolido por ser uma afronta à Republica e, do ouro, do incenso e da mirra, apenas o ouro tem particular valor de mercado.


Durante toda a quadra, para que os portugueses trabalhem com alegria, como Merkel recomenda, Passos Coelho fará umaPPP com o Belmiro, o qual garante a presença permanente da Popota, como artista consagrada da rádio e televisão.


Bem Hajam e sejam todos amigos e felizes neste Natal, porque nem tudo é para levar a sério, apesar de nos “tirarem do sério”.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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A esquerda não pára de surpreender. Procura a unidade mas só encontra cisões. Depois do” Livre”, os “3D”. Depois da liderança bicéfala do Bloco, uma liderança rotativa para o Livre… Pode ser que seja assim que se lá vá… Não parece, mas quem sabe?


Pode ser que seja o passo atrás para dar dois à frente, a táctica que Lenine deixou famosa na Nova Política Económica, no início dos anos 20 do século passado!

Isto anda bonito...


Fotografia da Visão


Passos recomenda uma aliança dom o Chega, Montenegro finge que não ouve e põe-se a recriar uma história de 40 anos, sobre a qual não diz nada. Põe os outros a falar.


A recriação da AD é tudo pelo que o CDS suspirava. E "chega" a Montenegro, que anda à procura do PPM como de gambozinos, e de independentes como de tesouro escondido. Mas nem tudo é em vão, o CDS não tem votos, mas tem quadros. Que não dão votos, mas podem servir de independentes. E há o método que o Sr Victor Joseph Auguste D’Hondt criou há mais de século e meio...


O IL põe-se de fora, mas lá dentro anda tudo à bofetada. Uns porque não querem ficar de fora. Outros porque só querem estar dentro das listas. Mas lá em cima. 


Os jornais exultam, e dão sondagens que mais não são que lenha para a fogueira que arde no IL.


Faltava o PCP juntar-se à festa. Como não sabe onde ir buscar votos diz-se que "pisca o olho" ao eleitorado do Chega. Boa parte dele de lá saído, como se tem visto por aquele Alentejo fora.


Isto anda bonito, anda. E a procissão ainda só vai no adro ...

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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Não sei se o treinador do Sporting é assim porque o presidente é assado. Mas sei que o Leonardo Jardim, para além de saber do ofício, sabe o que diz. É sensato e sabe comunicar, mesmo que possa não entusiasmar plateias!


Bem sei que se poderá dizer que, quem tem um carroceiro para fazer o trabalho sujo, pode dar-se ao luxo de ser elegante, um gentleman. Que pode até haver ali uma divisão de tarefas, cabendo ao treinador as mais protegidas e ao presidente as de maior exposição e risco.


Mesmo assim não posso deixar de admirar o comportamento de Leonardo Jardim e de verberar o de Bruno de Carvalho. O presidente do Sporting não está apenas a exagerar, a passar das marcas: está a tornar-se patético!


O Sporting tem sido protagonista dos mais frequentes erros de arbitragem, que lhe têm sido maioritariamente favoráveis. Toda a gente se lembra, entre outras coisas, da série de jogos consecutivos resolvidos em foras de jogo do Montero. Quis o destino que a maior aberração em decisões de arbitragem - um penalti por uma ocorrência fora do rectângulo de jogo - acontecesse num jogo, e em favor, do Sporting, precisamente no último jogo, há uma semana.


Pelo papel que o presidente do Sporting puxou para si, tudo está bem quando beneficia dos erros. Mas tudo passa à maior vergonha, à vergonha de integrar o mundo do futebol - de que não quer abdicar - quando entende que sucede o contrário.


Dirão alguns que assim é com todos. Que não há no futebol ninguém que reconheça quando é beneficiado, que todos apenas saem a terreiro quando se acham prejudicados. É verdade, sem dúvida. Mas ninguém o faz com a ineficácia e o despudor do presidente do Sporting!


Percebe-se onde quer chegar. Mas não chega lá quem quer...

A caminho


Com 50 mil na Luz - num jogo para a Taça da Liga, com um adversário do segundo escalão, numa noite gelada de Dezembro - o Benfica confirmou o apuramento para a final a quatro da Taça da Liga, em Leiria, lá para o final de Janeiro.


Foi um bom jogo, este com o AVS - sim, o nome é estranho, parece Aves, mas não é, embora seja o que pareça (nome dado ao União Desportiva Vilafranquense SAD, que passou a ter sede na Vila das Aves e a jogar no Estádio do desaparecido Desportivo Aves, isto é, mais uma das coisas estranhas neste estranho mundo do negócio do futebol) - que o Benfica ganhou por 4-1. E um bom espectáculo de futebol, com o Benfica a jogar o seu normal e o AVS certamente muito mais que isso. A superar-se, e a tentar discutir o jogo. Chegou até a estar na frente do marcador, ao marcar o primeiro golo do jogo, perto do meio da segunda parte, no primeiro remate à baliza, depois do Benfica já ter desperdiçado quatro oportunidades de golo, entre elas um inevitável remate à barra. De Kokçu, no que seria um grande golo.


Tudo normal. Tão normal que, em vez de contar o que quer que seja do jogo, me vou limitar aos aspectos positivos e negativos que ficam da história do desafio.


Começo pelos positivos:


- A atitude competitiva do AVS;


- Mais uma grande exibição de João Neves;


- A dupla de centrais made in Seixal (António Silva, desta vez como central na esquerda, ao lado do Tomás Araújo, a preparar a ausência de Otamendi para o jogo com o Famalicão);


- Os indícios dados por Kokçu da sua real valia;


- Belas jogadas de futebol em todos os cinco golos;


-  E o aproveitamento de Tiago Gouveia da meia hora que Roger Schmidt lhe deu hoje, a apresentar-se logo com um grande golo;


Os negativos:


- A reduzida rotação da equipa, com Tomás Araújo a ser a única entrada no onze que Schemidt tem, nesta altura, por titular;


- O abuso na utilização de Di Maria, que está em grande forma - é certo, e marcou mais um belo golo, depois daquela extraordinária jogada de João Neves - mas utilizá-lo na totalidade de um jogo deste tipo não é nem necessário, nem prudente;


- Os roubos de que foi vítima Arthur Cabral (entrou com Tiago Gouveia e Gonçalo Guedes à saída do primeiro quarto de hora da segunda parte). Primeiro o Anthony Correia roubou-lhe o golo, e introduziu ele próprio a bola na sua baliza; depois foi o Zé Ricardo, com uma placagem a roubar-lhe aquela jogada de explosão, que era a sua imagem de marca, e que ainda nunca teve oportunidade de mostrar;


- Os momentos em que alguns jogadores do Benfica desligaram do jogo;


- E a entrada de Jurásek, a cinco minutos do fim. Num jogo destes, apostar em continuar a dar o ritmo de lateral a Morato - que não tem, nem nunca terá, - dar 5 minutos ao jogador checo que Schmidt escolheu para lateral esquerdo é confirmar que se deitaram fora 15 milhões de euros!


 

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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Com uma primeira parte miserável, mas com Oblak na baliza, e com Jesus a insistir nas mesmas aberrantes opções, com Enzo Perez preso à ala direita, quando no melhor plantel dos últimos 30 anos há carradas de alas, e é ele o único - dos que jogam - com condições para transportar jogo pelo meio e de chegar com a bola de uma área à outra, o Benfica lá ganhou em Setúbal o jogo que, antes da recepção ao Porto, não podia deixar de ganhar.


Melhor o resultado que a exibição, como diz o jargão. Muito melhor, porque se na primeira parte a exibição foi miserável na segunda foi pouco mais que isso. É verdade que foi melhor, mas foi pouco melhor. E durante pouco tempo, porque parece que também os jogadores não estão para se maçar muito.


Ao intervalo, o 11º mais caro treinador do mundo, lá corrigiu o erro que mais gosta de cometer e tirou o Fejsa para entrar o Sljmani para a ala, de lá trazendo o Enzo para a faixa central, onde realmente fazia falta, e as coisas lá tiveram a tal pequena melhoria. Lá surgiu o primeiro remate à baliza (51 minutos!), logo a seguir (aos 54) o primeiro golo (Rodrigo), e os melhores 10 minutos do jogo. Quando o segundo golo apareceu (Lima, de penalti – na primeira parte havia ficado outro por assinalar, bem como um jogador do Vitória por expulsar, por pisar o Gaitan, caído, nas costas) já esse melhor período se tinha esgotado!


Para o 11º treinador mais caro do mundo, que tem à sua disposição o 15º mais caro plantel do planeta, não se passou nada disto: o Benfica fez um grande jogo e a deprimente primeira parte faz parte do plano de jogo!


Olhe que não, olhe que não: o Benfica teve mais uma prestação decepcionante, ao nível dos jogos com o Arouca e com o Olhanense, se não mesmo pior. Não sei se o presidente está muito preocupado com isso, porque fala quando deve estar calado – e fala do que não deve, como se viu pelos jornais de ontem – e está calado quando deve falar. Mas nós estamos, e muito!

"Indecente e má figura"

PASSOS COELHO DIZ QUE ANTÓNIO COSTA DEMITIU-SE "POR INDECENTE E MÁ FIGURA"  | JORNALONLINE


Há 40 anos Paulo de Carvalho cantava que "10 anos é muito tempo". Eu, que também já achei que era muito, já acho que é pouco. Coisas da idade. 


Na política, e em especial no espaço mediático da especialidade, é como cantava o Paulo de Carvalho. É muito tempo. Tanto que permite que uma "indecente e má figura" faça a "indecente e má figura" de querer fazer de um soundbite uma substancial declaração política.


É por essas e por outras que por aqui se vai lembrando o que há 10 anos ia acontecendo...   


 

Há 10 anos

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O Tribunal Constitucional declarou a inconstitucionalidade dos cortes nas pensões, a que o governo chama convergência. Por unanimidade, quer dizer: sem dúvidas nenhumas!


Não funcionaram as pressões que vieram de todo o lado. A vingança segue dentro de momentos!

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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Na Bolívia milhares de crianças manifestaram-se - com graves confrontos com a polícia - contra uma lei que proíbe o trabalho infantil, uma lei agora aprovada que estabelece os 14 anos como idade mínima de entrada no mercado de trabalho. 


Pelas palavras de ordem percebia-se que aquelas crianças reclamavam um direito - o direito ao trabalho - que aquela lei lhes negava. Reclamavam um direito que viola justamente os seus mais básicios direitos, há décadas reconhecidos no mundo dito civilizado. Ouvida pelos repórteres, uma menina explicava que tinha quatro irmãos e que o seu trabalho era indispensável para ajudar os pais a criá-los. Noutras declarações, outros meninos denunciavam que aquela lei condenava as suas famílias a morrer à fome.  


Coisa estranha?


Não. Apenas os paradoxos dos dias que vivemos. Simplesmente o ciclo da miséria... 

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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Parece que esta manhã decorreu uma prova de acesso à continuidade do ministro. E parece que Nuno Crato chumbou!

domingo, 17 de dezembro de 2023

Classe e sofrimento em vitória importante

Benfica passa (com sofrimento) na Pedreira e sobe à liderança antes do clássico


Foi um grande jogo de futebol, o desta noite, em Braga, com tudo o que o jogo precisa para ser um grande espectáculo. 


É grande a responsabilidade do Benfica na qualidade do espectáculo, mas há que dizer que também o Braga foi um parceiro que não regateou a parte que lhe cabia, dando também a sua forte contribuição. 


O jogo começou com um cartão amarelo para Morato, que continua a jogar a defesa esquerdo. No primeiro minuto. Na primeira das três faltas cometidas pelo Benfica - tantas quantas as do Braga -  de toda a primeira parte. Do livre a favor do Braga, numa transição rápida, e perfeita, Tengestedt marcou o golo do Benfica. Na primeira saída para o ataque e, naturalmente, no primeiro remate do jogo.


Não costuma ser assim. O golo tem estado muito caro, e a exigir vultuosos investimentos. Depois tudo passou a ser o que é costume. O Benfica partiu para uma grande exibição, não naquele registo mais habitual, de muita posse, muita circulação, pressão e asfixia do adversário. Mas nem sempre é preciso isso para jogar bem.


E o Benfica jogou mesmo muito bem. Controlando o jogo lá atrás e saindo em sucessivas transições rápidas, sempre com os jogadores a tomarem as melhores decisões em todas as zonas do campo, e sempre praticamente sem falharem um passe, numa primeira parte de antologia. 


Poderia ter aí resolvido o jogo e o resultado, não tivesse o lance do golo sido a excepção à regra que é o desperdício na hora de meter a bola na baliza. E a mala-pata das bolas nos ferros da baliza. Desta foi por duas vezes - primeiro foi Di María, na barra, na fase mais frenética do jogo, a concluir com um remate perfeito, em arco, uma das muitas jogadas espectaculares de todo o jogo; depois foi Otamendi, num cabeceamento na sequência de um canto de Di Maria, a acertar no poste.


Para além destas duas bolas nos ferros, e de um golo anulado a Rafa por fora de jogo (milimétrico, com muitas dúvidas, mas que as linhas marotas indicaram ser 60 centímetros quando, no golo anulado ao Ricardo Horta, em que o fora de jogo era evidente na jogada corrida, passaram a indicar 11), o Benfica dispôs de mais três bolas para golo cantado, através de António Silva, Di María e Tengstedt.


À meia hora o treinador do Braga alterou a estrutura da equipa (retirou Zalazar e fez entrar Andrè Horta) para tentar abrigar-se daquele vendaval de transições. Nem assim as feições do jogo se alteraram, e o Benfica poderia ter chegado ao intervalo a ganhar por quatro ou cinco golos. Mas o resultado manteve-se no magro 1-0, com tudo o que isso representa nesta fase que a equipa tem atravessado.


Na entrada para a segunda parte percebeu-se que, então sim, o jogo poderia ter outra cara. Ainda assim foi de João Mário a primeira grande oportunidade da segunda parte para marcar o segundo golo. Mas as coisas já não saíam da mesma forma. A precisão do passe já não era a mesma, e as transições começaram a falhar, o que pesou decididamente no rumo que o jogo tomou. O Braga cresceu e tornou-se mais agressivo e pressionante; e o Benfica viu-se obrigado a optar por um futebol mais directo. E a saber sofrer. E como souberam, todos eles...


O treinador do Braga não quis correr riscos e, ao contrário de Roger Schmidt, que manteve Morato em campo durante todo o jogo, substituiu os centrais à medida que iam sendo amarelados. As duas substituições que lhe restavam foram usadas para reforçar o ataque, com mais um ponta de lança (Abel Ruiz) e um ala (Rony Lopes), precisamente para cima de Morato. Que se aguentou, muito pelo esforço de João Mário, na ajuda por aquele lado esquerdo.


Schmidt começou por trocar (bem cedo, no fim do primeiro quarto de hora) Tengestedt por Musa. E bem, era o ponta de lança quem mais se aproximava da ideia que tinha trazido para o jogo, e mais ainda das novas necessidades que o jogo impunha. E, depois, quando a pressão do Braga era já intensa na procura do empate, trocou os esgotados Di Maria e Rafa por Guedes e Florentino. Bem, novamente!


O resto foi aguentar. Sofrer e ... Trubin. Que acabou por ser o "homem do jogo" com três defesas de grande valia, a última já no terceiro dos longos sete minutos de compensação, a segurar a vitória. Importante, com o Benfica a voltar a dizer "presente" nas grandes decisões. E sofrida - o Braga tinha marcado em todos os jogos, e virado muitas vezes resultados nos descontos -, é certo. Mas esse foi o preço a pagar por tanto desperdício!  


 


 

Há 10 anos

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Ficamos ontem a saber, já sem qualquer dúvida, pela própria boca do Sr Mario Drahgi, que as pantominices e o relógio de count down de Portas não são mais que isso mesmo: pantominices.


A troika não vai embora coisíssima nenhuma e o segundo resgate aí está, travestido de uma coisa qualquer, chame-se-lhe programa cautelar - como o governo gosta -, contrato de seguro - como a ministra das finanças acabou de inventar – ou programa de assistência para a transição, como o número 1 do BCE lhe chamou.


Não há nisto qualquer novidade, há muito que se sabe que assim teria de ser. Vale simplesmente a pena salientar que, ao dizer o que disse agora, Mario Draghi, dilui o álibi do Tribunal Constitucional. O governo – e a troika e tutti quanti, incluindo as últimas imbecilidades e pantominices de Braga de Macedo – tudo tem feito para pressionar e culpar o Tribunal Constitucional. Se ainda há pouco o responsabilizava por um ameaçado segundo resgate, melhor agora o responsabilizaria.


O governo da Irlanda recusou assinar qualquer espécie de programa de transição porque, estando em condições de arriscar directamente os mercados, entendeu que não poderia aceitar as exigências da troika. Não recusou esse programa apenas porque pôde, mas também porque quis. Mas esse é o governo que já negociara um programa com um ajustamento orçamental bem menos exigente e um bem menor poder de destruição social e económica.


Andaram sempre a dizer-nos que Portugal não era a Grécia. Que nos colaríamos à Irlanda para, na carruagem de trás, seguir o mesmo percurso e atingir o mesmo destino. Tretas!


A Irlanda tem, agora que justamente concluiu o programa, acesso aos mercados financeiros a taxas de juro sustentáveis, que rondam os 3%.


Para Portugal as taxas de juro não baixam do dobro disso, e são evidentemente incomportáveis. E não é nem por especulação dos mercados, nem por nenhum Tribunal Constitucional. É porque os mercados perceberam, quando Vítor Gaspar desistiu e reconheceu que falhara, que falhara ele e tudo o que representava, ele e o programa em que acreditara. Porque, ao contrário da Irlanda, a economia foi destruída e não tem condições de crescimento. E porque ninguém consegue pagar uma dívida que, mesmo privatizando tudo o que havia para privatizar – as receitas das privatizações são para abate directo na dívida -, não tem parado de crescer, e já ultrapassa os 130% do PIB. E porque só nestas condições de austeridade, à custa da procura interna - reduzindo importações e aumentando exportações à custa do excesso de produção (face à redução do consumo) de combustíveis - Portugal consegue controlar o défice externo. E porque o país está a envelhecer, sem natalidade e com os jovens a emigrar. E porque o país empobreceu dramaticamente, e perdeu a massa crítica da classe média. E porque tem uma política de redistribuição de rendimento terceiro-mundista…


António José Seguro, passa ao lado de tudo isto, e protesta que o governo está a negociar o programa nas costas e à revelia do PS. Programa que Passos, voltando a mentir, garante ser para um ano … Para que sinta dispensado de tudo e mais alguma coisa. Até de negociar, o que quer que seja, com quem quer que seja… Mesmo que seja o novo programa. E mesmo que seja com a troika, com os técnicos ou com o topo da hierarquia!

sábado, 16 de dezembro de 2023

P (Nuno) S

É oficial: Pedro Nuno Santos é o líder do PS


Como se esperava, e o PSD tinha já anunciado no seu Congresso, Pedro Nuno Santos é o novo secretário geral do PS e, por isso, candidato a primeiro-ministro. Ganhou as directas com larga vantagem (62%) a José Luís Carneiro (36%) - o meu conterrâneo, Daniel Adrião (menos de 1%), nem sequer entrou nas contas  -, confirmando que, nos partidos, quaisquer que sejam, o que realmente conta é a máquina.


A máquina não se descuida, toma conta de tudo. Pedro Nuno Santos não é o descabelado esquerdista que se anunciou. Mem a máquina nunca permitiria que o fosse, produzindo de imediato os entusiásticos apoios de Francisco Assis, Álvaro Beleza e Sérgio Sousa Pinto. 


Posso estar enganado, mas não me parece que o discurso do novo líder do PS, que é também um líder novo, consiga entusiasmar o país como entusiasma a máquina.


 


 

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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Mais do que ficarmos a saber que o país obteve nota positiva na décima avaliação da troika, ficamos a saber que temos dois países e que um deles vai muito bem. É o de Portas, um admirável país novo, que exporta produtos petrolíferos como se tivesse petróleo e que não assenta numa economia de mão-de-obra barata. Um país que diz não aos baixos salários. Que nem sonhávamos existir, mas que nos apresenta tão depressa que quando vamos por ele já passou, já não existe… É tão bom não foi?


Ficamos sem saber qual é que a troika aprovou nesta décima avaliação. Deve ter sido o de Portas…

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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O Benfica lá regressou às vitórias, ganhando ao Olhanense, em mais um jogo igual a quase todos já esta época realizados.


Sofreu mais dois golos, que não são apenas mais dois golos: são dois golos que são a primeira vez do Olhanense – ainda não tinha feito dois golos num jogo, foi preciso chegar este Benfica abono de família dos últimos –, que fazem quatro em dois jogos, precisamente contra os últimos da tabela classificativa. E são dois golos iguais a tantos, diria mesmo todos, outros: o primeiro golo na primeira vez que o adversário chega à baliza, e o segundo em mais uma falha do Artur.


E teve mais uma lesão, não há jogo sem lesões dos jogadores do Benfica. Não há lesões boas nem más - as lesões são sempre más – mas há lesões inoportunas, quase todas, e lesões oportunas, daquelas que vêm mesmo a calhar. Quando o treinador é Jorge Jesus há muitas lesões destas, o problema é que também há muitas das outras!


Toda a gente tinha percebido que o Artur é outro dos jogadores que não recuperou do final da época passada. Pior ainda que os outros, porque foi um dos réus daquele final de época, eventualmente pelas atribulações pessoais por que passou. Mas toda a gente tinha também percebido que, para Jesus, era inamovível. Bem o Oblak podia (des)esperar…


Não é esta a primeira lesão oportuna no Benfica, já houve mais, mas esta será provavelmente a mais oportuna de sempre. Que não falte para o jovem promissor guarda-redes a tolerância que tem sobrado para o Artur!

O elefante na sala ... escura

Conselho Europeu decide abrir negociações de adesão com Ucrânia e Moldávia  | Euronews


O Conselho Europeu decidiu encetar o processo de adesão da Ucrânia (e da Moldova, mas é a primeira que, evidentemente, conta) à União Europeia, decisão que está a entusiasmar muita gente, mesmo que o único entusiasmo compreensível seja o de Zelensky. 


As decisões de alargamento, como praticamente todas as que respeitam á União, têm que ser tomadas por unanimidade. É o que está nos Tratados - que também só podem ser alterados por decisão unânime dos países membros -, não há volta a dar-lhe.


Polónia e Hungria opunham-se à entrada da Ucrânia. Com a recente mudança de governo na Polónia, subsistia a oposição da Hungria. De Viktor Orbán, o elefante na sala. Em todas as salas do edifício da UE.


O elefante saiu da sala na altura da votação, e os 27 fizeram-se 26. Que, com Orbán lá fora - não se sabe a troco de quê, mas, no mínimo, de muitos milhares de milhões - aprovaram por unanimidade a adesão da Ucrânia. Quando regressou à sala pôde continuar a opor-se, e a gritar ilegalidade. Com a razão toda!


Bem pode Charles Michel, o presidente do Conselho Europeu - o tal que estava reservado para António Costa - vir, no fim, dizer que "é um sinal claro de esperança para os cidadãos destes países e para o continente europeu". Se há algum sinal claro é o de que tudo está cada vez mais escuro!


 


 

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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Há poucos dias, na sequência da tomada das escadarias de S. Bento pelos polícias manifestantes, o Director Geral da PSP, Paulo Gomes de seu nome, demitiu-se e foi de imediato substituído exactamente pelo responsável operacional sobre quem deveria cair a responsabilidade por tal acto de sublevação.


Achou-se estranho, aqui mesmo foi dada conta dessa estranheza. O que não se sabia, mas sabe-se hoje, é que foi criado – inventado - um lugar na embaixada portuguesa em Paris para acolher o demitido Paulo Gomes. Chama-se a esse lugar oficial de ligação e tem, ao que se diz, a remuneração mensal de 12 mil euros.


Pode ser que isto tudo faça sentido. Pode até ser que o ministro Miguel Macedo continue a destoar – pela positiva – neste governo. Mas que também isto é estranho, é! 

Há 10 anos

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Para o marcante Presidente da República que temos tudo é marcante. Agora é a morte de Nelson Mandela que é "o acontecimento mais marcante de sempre"...


A vida de Mandela terá tido algum interesse, mas marcante mesmo é a sua morte. Que seria do mundo se Mandela não tivesse morrido?


Francamente...

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Vitória decisiva

Di María:


O jogo era despedida da Champions, já se sabia.  Em jogo, nesta partida na Áustria, com o Red Bull Salzburgo, estava a fuga ao último lugar no grupo, e a discussão do acesso ao "play off" da Liga Europa através do terceiro lugar.


A equipa austríaca gozava da vantagem de ter ganhado por 2-0 na Luz, no arranque da competição, num jogo cheio de incidentes, que acabaria por ser determinante naquilo que foi a tragédia da Champions. E de jogar em casa. O Benfica tinha essas desvantagens, e ainda a de não ter adeptos no Estádio. Pela segunda vez, em três jogos fora. Na verdade teve. Chegou a ouvir-se gritar Benfica no Estádio. Poucos, mas houve quem tivesse conseguido encontrar forma de obter o bilhete de ingresso.


Para continuar a competir internacionalmente, agora na Liga Europa, o Benfica precisava de ganhar por um mínimo de dois golos de diferença, para anular a desvantagem da Luz. Não importa agora se seria ou não mais vantajoso ficar desde já fora das competições europeias, com total disponibilidade para as competições internas.


Importa que o Benfica fez, para além de uma muito boa exibição de futebol, uma extraordinária demonstração de espírito de equipa, de união, e de vontade de jogar bem e ganhar. É certo que voltou a desperdiçar uma enormidade de ocasiões para marcar. Que voltou a demonstrar que não tem quem marque golos numa proporção aceitável das oportunidades que cria. E que voltou a confirmar os erros de casting das contratações para esta época, em particular nas  laterais. Jurásek continuou no banco, e Morato continuou a fazer de defesa esquerdo. Aursenes não sabe jogar mal. Faz falta no lado esquerdo do ataque, mas não se limitou a cumprir na lateral direita. Foi, ainda assim, dos melhores em campo, apenas superado por Di Maria, claramente hoje o melhor, e por João Neves, lá muito próximo.


No jogo, o Benfica foi sempre melhor. Esteve, primeiro, muito bem a anular o ponto mais forte da equipa austríaca: a pressão alta, com que já havia impressionado na Luz, e a capacidade física dos seus jogadores - jovens, parte integrante do modelo de negócio do clube. E, depois, a impor o seu futebol bem mais trabalhado.


Poderia ter resolvido tudo o que havia para resolver ainda na primeira parte, não fosse a incrível dificuldade em marcar golos feitos. Quando à meia hora Di Maria marcou o primeiro, de canto directo - espectacular - já devia dois golos ao placard (Rafa e o mesmo Di Maria). Para apimentar o sofrimento o árbitro demorou mais de três minutos para confirmar o golo. Não se percebia qualquer razão para não confirmar o golo, mas essa confirmação tadou uma infinidade. Ficou a ideia - até porque o árbitro deslocou-se ao local do monitor mas não utilizou outra coisa que uns auscultadores - que se teria tratado apenas de dificuldades de comunicação áudio.


No primeiro dos quatro de compensação da primeira parte Rafa acertou finalmente com a baliza, numa jogada que começou em mais uma recuperação de João Neves, seguida de mais uma grande abertura para Di Maria, para assistir o mais desafortunado dos jogadores do Benfica nos últimos tempos. Era o 2-0, o tal resultado necessário. Mais necessário para deixarem de fustigar a equipa, do que propriamente pelo real interesse em prosseguir pela Liga Europa.


No recomeço Roger Schmidt deixou Tengstedt no balneário e fez entrar Musa. O Benfica reentrou a tomar conta do jogo, à procura do terceiro golo. Foram 10 minutos avassaladores, em que Rafa, Musa (incrível, como a bola não entrou), Di Maria e Rafa, de novo (com a baliza toda à mercê acertou precisamente no guarda-redes) desperdiçaram quatro golos cantados.


Não marcou o Benfica, marcou o Salzburgo. Na primeira vez que, na segunda parte, chegou à baliza de Trubin, Sucic - o melhor jogador da equipa, que também já impressionara na Luz - rematou, a bola desviou em Tomás Araújo (que jogou - e bem, a grande nível - no lugar do António Silva, mal expulso no jogo com o Inter) e traiu Trubin.


O diabo está sempre atrás da porta. De uma possível vantagem de cinco golos, de repente, o Benfica passava à vantagem mínima. Mas não deixou de lutar contra o infortúnio, e essa é uma das boas notícias que chegaram de Salzburgo.


Cinco minutos depois já Otamendi poderia ter feito o terceiro, em mais um canto cobrado por Di Maria. Pouco depois entrou Gonçalo Guedes, e saiu Kokcu. E o Benfica continuava a jogar bem e a procurar o terceiro golo. Di Maria acertou no poste. Rafa voltou a errar a baliza, rematando por cima, na cara do golo. Logo a seguir, isolado por Di Maria, volta a falhar o golo, permitindo a defesa do guarda-redes. Musa segue-lhe as passadas. João Neves (fez tudo!) rematou mas, à  última da hora, a bola desviou-se da baliza.


O jogo chegava aos 90 minutos e, com o Benfica completamente lançado no ataque, onde já contava com Otamendi,  o Salzburgo, com a frente de ataque renovada, começava a sair em contra-ataques rápidos. Schmidt trocava João Mário por Arthur Cabral, já no primeiro dos cinco minutos de compensação. O normal, pensava-se!


João Neves faz um passe de 25 ou 30 metros a desmarcar Aursenes, na direita. Cruzou para dentro da área, onde surgiu Cabral para, de calcanhar, na primeira vez que tocava na bola, fazer o que ainda não havia sido feito. O terceiro, que repunha a tal diferença de dois golos.


Não sei se é ou não uma vitória épica. Com um golo épico, do mais desgastado dos jogadores do plantel. Mas sei que é a vitória de uma verdadeira equipa. Apenas possível porque os jogadores estão com o treinador, como já era possível perceber. É por isso que esta não é uma vitória importante por manter a equipa na Europa. É importante por manter a equipa. E é importante porque é decisiva para ganhar o que há para ganhar!


 


 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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Chama-se José António Pinto - Chalana para os amigos -, é assistente social numa das freguesias mais pobres do Porto, e é notícia porque rejeitou a medalha que lhe ofereceram. Mas não se limitou a rejeitá-la, explicou, sem papas na língua, porque não a queria. E o que queria em vez dela...


já não é a primeira vez que choca a ordem instalada. Um exemplo, um grande exemplo de cidadania consequente!

Há 10 anos

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Quando, há dias, foi apresentada a plataforma “Uma agenda para Portugal”, dada na altura como a passadeira vermelha estendida a Rui Rio, o ex-presidente da Câmara da Invicta correu a demarcar-se da iniciativa, dizendo-se fora da política, que a única coisa que agora procurava era trabalho. Que não era de famílias e que precisava de se fazer à vida...


A verdade é que, desde aí, não há dia - diria mais, hora que seja - em que se não ouça falar dele: Rui Rio recusa convite de Passos Coelho para o Banco de Fomento; Rui Rio em conferência à porta fechada, iniciativa da plataforma “Uma agenda para Portugal”; Rui Rio quer consensos políticos para "acabar com isto" da dependência do Tribunal Constitucional; Rui Rio propõe que a abstenção eleja cadeiras vazias na Assembleia da República; Rui Rio diz que "temos visto demasiada política na justiça e demasiada justiça na política"; Rui Rio diz que o país corre o risco de caminhar para uma "ditadura sem rosto" ...


Fora da política, aí está ele a fazer-se à vida: um exemplo na procura activa de emprego!

sábado, 9 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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Também isto é obra de Mandela. O cumprimento entre os presidentes americano e cubano nunca teria existido sem Mandela…


Quando Obama se deslocava para a tribuna, para o seu discurso nas cerimónias fúnebres públicas de hoje em Joanesburgo, cruzou-se com Raul de Castro e … apertaram as mãos. Simbólico, não mais que isso. É mais um símbolo!


Não simbólico, apenas curioso que seja Dilma a testemunhar este cumprimento que poderia ser - mas que não será - histórico. Não creio que seja... 


Também simbólica - e preocupante - foi a manifestação pública de hostilidade ao presidente sul africano Jacob Zuma!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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Com o sorteio dos grupos para a primeira fase pode dizer-se que arrancou o Campeonato do Mundo do Brasil. Com enorme polémica, com polémica em cima da polémica que normalmente acompanha este tipo de sorteios, raramente claros…


Já há grupos, já há bola – a brasuka – mas ainda não há estádios. Exactamente, ainda há estádios por concluir, o que sendo inédito não parece polémico. Polémica há desde logo na designação dos apresentadores do espectáculo que integra o sorteio, um casal - de marido e mulher, mas não é por aí – de louros, que não de olhos azuis. Diz-se que impostos pela FIFA, de Blatter, que numa atitude racista teria excluído a mais escura tez afro-brasileira.


O centro da polémica está mesmo no coração do sorteio, na constituição dos quatro potes, de oito selecções cada. O primeiro não ofereceria grandes dúvidas, se dúvidas não houvesse na designação dos cabeças de série. Mas há: se a Bélgica, mercê de uma notável fase de apuramento - e de facto, uma grande selecção, de que muito se espera - não fará levantar grandes dúvidas, já ninguém percebe por que carga de água lá está a Suíça. No segundo pote estava o busílis da questão, porque só lá estavam sete, em vez das oito selecções. A oitava seria, de acordo com as regras que sempre vigoraram, a selecção europeia com menor classificação no ranking da FIFA – na circunstância a França. O terceiro pote não suscitaria qualquer problema e o quarto, por contraponto ao segundo, estava no olho do furacão. Ficara com nove selecções, donde uma sairia por sorteio, para completar o tal pote 2, em vez da protegida França.  


Platini pretendia ainda melhor, queria mesmo que, em vez do sorteio com que Blatter brindou a sua França, fosse a Bósnia, na qualidade de debutante, a seguir directamente para esse segundo pote. Não seria nem mais nem menos escandaloso, o escândalo já estava na alteração da regra, que não servia os interesses franceses…


E lá saiu a bola do pote 4, directamente para o 2, sem mais. Para dourar a pílula não foi sequer anunciada a selecção sorteada, como que havendo qualquer coisa a esconder. Perceber-se-ia quase de imediato - sem que nunca fosse anunciado - que a fava tinha saído à Itália, e não à França, como seria escrever direito por linhas tortas. Que, agradecida, acabou por cair no grupo E, de todos claramente o mais fácil, com a Suíça – grupo que tivesse este estranho cabeça de série seria sempre o mais fácil - as Honduras e o Equador. Já à Itália cabe disputar com o Uruguai e a Inglaterra – três galos para apenas dois poleiros - e a Costa Rica, os dois lugares que asseguram a qualificação.


Também a selecção portuguesa tem pela frente tarefa bem difícil, com Alemanha – um dos principais candidatos, seria mesmo o principal se o campeonato se disputasse na Europa -, Gana, a mais poderosa selecção africana, que esteve às portas das meias-finais no último Mundial, na África do Sul, e Estados Unidos, provavelmente o adversário mais acessível. Mas também com deslocações complicadas (Salvador, Manaus e Brasília), em especial a Manaus, na Amazónia, longe de tudo mas perto do inferno, com calor e humidade pouco menos que insuportáveis.


Para que as polémicas não ficassem por aqui, o minuto de silêncio por Mandela não terá passado dos 10 segundos. E ainda um twit que antes do sorteio dava a constituição integral do grupo F, da Argentina. Ou outro que também previra que a fava do pote 2 saía à Itália!

Surpreendente sem surpresa

Benfica-Farense, 1-1 (destaques) | MAISFUTEBOL


Ao contrário do que se poderia pensar, o empate desta noite, na Luz, com o Farense, não é surpreendente. Os astros estavam todos alinhados para este revés caseiro. Surpresa foi a forma como o Benfica empatou este jogo, não foi tê-lo empatado. 


Surpreendente foi a exibição da equipa, foram os 36 remates, e a dezena e meia de oportunidades de golo criadas. Era mais ou menos dado por certo que a equipa entrara decididamente num ciclo negativo de que demoraria a sair, provavelmente já com um novo treinador. Isso bate certo com o resultado, mas já não bate com a exibição, nem com o comportamento dos jogadores. 


Surpresa foi que a equipa entrou para ganhar desde o primeiro minuto. Podia ter marcado logo nos segundos iniciais, mas não marcou. E essa foi apenas a primeira de uma série de oportunidades de golo que dava para ganhar seis ou sete jogos, mas que não deu para ganhar este.


Claro que há jogos assim. Em que parece que está a ser feito tudo o que há a fazer, mas a bola não quer entrar. E é claro que, quando há jogos assim, ao treinador exige-se que faça também tudo. E ainda mais alguma coisa. 


É daqui que, sem surpresa, Roger Schmidt tem dificuldade de sair. E o balão rebentou.


A atitude daqueles adeptos que ali estavam junto ao banco é inaceitável. A dos outros, dos que "apenas" assobiam, era expectável perante mais um mau resultado. Entre o inaceitável e o expectável Schmidt decidiu partir a loiça, partir para o conflito aberto com os adeptos, e colocar uma bomba a rebentar nas mãos de Rui Costa.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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Há sempre um Braga que vem a calhar para um Porto no fio da navalha. É sempre assim, já começa a ser um clásico e não há nada a fazer…


Quando, na primeira parte, os jogadores do Porto tremiam que nem varas verdes - e não era de frio, porque se a bola queimava seguramente que também aquecia – o Braga foi amigo, mesmo piedoso. Tudo fez para que o adversário percebesse que não estava ali para lhe fazer mal. E só descansou quando, logo no arranque da segunda parte, percebeu que eles já tinham percebido isso…

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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É inacreditável que o Benfica, acabado de chegar à liderança do campeonato, depois de todas as dificuldades por que tem estado a passar, deite fora na primeira oportunidade a vantagem que deveria alargar e não perder, em casa perante o último classificado.


Mas é assim. Este Benfica não tem cura, não há nada – nem sequer a liderança – que galvanize a equipa, que lhe faça soltar o clique. É uma equipa sem chama, que não crê nem quer, como aqui tenho dito. O problema não é o 4x4x2 ou o 4x3x3, como por aí se discute. O problema é falta de condição física e mental da equipa. É a motivação. É a crença. É a utilização que é dada aos jogadores que, fora das posições naturais, em vez de atingirem o rendimento mínimo exigível atingem a desmotivação e a descrença.


No melhor plantel dos últimos 30 anos – um plantel que integre um tal de Bruno Cortez nunca pode ser o melhor de coisa nenhuma - resistem apenas os jogadores mentalmente mais fortes, casos de Cardozo, Matic e Enzo Perez. Quando dos três apenas pode contar com um, como foi hoje o caso, torna-se pouco. E hoje Enzo foi pouco, não chegou para mais… O resto é desperdício, desperdício de talento e de oportunidades: é Markovic a desaparecer agarrado à linha, é Duricic evaporado, é Sulejmani perdido no campo, é Ola John deitado fora, é Gaitan intermitente, é Garay transfigurado num central pouco mais que medíocre… É o desespero de Ivan Cavaleiro, e de Funes Mori, o tal substituto de Cardozo que foi mais vezes visto nas alas, a cruzar, que lá dentro da área, a finalizar…


Vá lá que hoje ninguém se lesionou… Creio que pela primeira vez, o que quer dizer que nem tudo foi mau!

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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Temos o muito nosso hábito de transformar os mortos em pessoas perfeitas. Um tipo pode não ter sido lá grande coisa em vida, mas logo que morre passa a ser o melhor do mundo… É normalmente assim em Portugal, e a isso chama-se hipocrisia. Em que também não somos nada maus…


A morte de Mandela mostrou-nos que essa hipocrisia não é um exclusivo nacional, mas mostrou-nos também que nem no caso deste Homem ímpar deixamos os nossos créditos por mãos alheias. A unanimidade à volta de Mandela não é assim tão desprovida dessa hipocrisia. Por exemplo, foi bonito de ver o discurso de Obama, elevando Mandela à categoria de seu mentor, de exemplo no passado e de luz para o futuro. Mas Mandela manteve-se proscrito nos Estados Unidos até 2008, foi mesmo até então considerado terrorista…


Também o Presidente Cavaco - que ultrapassa o ridículo - e o primeiro-ministro Passos, não pouparam nos encómios, deixando a ideia que também em Portugal se não fugia à unanimidade em volta desta que é uma das maiores figuras da História Contemporânea. Tem sido no entanto recordada uma das últimas iniciativas em sede de plenário da ONU contra o regime do apartheid, em 1987, numa votação em que se pedia a libertação de Nelson Mandela, onde o governo presidido por Cavaco levou Portugal a votar contra, ao lado dos Estados Unidos, de Regan, e do Reino Unido, de Tatcher.


Ouvido sobre assunto, o actual ministro dos negócios estrangeiros engasgou-se - mas isso já é costume em Rui Machete – acabando por se limitar a invocar a sinceridade dos sentimentos manifestados agora pelo governo português. Mais refinadas foram as declarações de João de Deus Pinheiro, ministro dos negócios estrangeiros (MNE) daquele governo de Cavaco, para quem a decisão teria sido de um qualquer director geral. Dele – MNE – não tinha sido e que Cavaco não tinha tido nada a ver com aquilo. Que o que importava relevar era o papel do agora Presidente da República no fim do apartheid na África do Sul, vejam só.


Maior hipocrisia é impossível!

O novelo da novela

Marcelo defende que foi neutral perante contacto do seu filho sobre caso  das gémeas


O caso do tratamento das gémeas brasileiras condensa num único volume tudo o que é o funcionamento da sociedade portuguesa.


Na verdade em Portugal a "cunha" é uma instituição, a subserviência é uma forma de vida, o poder não precisa de ser exercido, basta ser exibido, e a política é um "salve-se quem puder" à custa dos jogos de palavras e de descaramento.


Ontem, o Presidente Marcelo - a última das personagens da cena política nacional que se imaginaria apanhado nestes enredos - deixando-nos a ideia, de que já desconfiávamos, que em televisão o humor é mais temível que o jornalismo de investigação (Marcelo "falou" logo no dia a seguir a Ricardo Araújo Pereira ter "pegado no assunto" para dizer o que sempre recusou à TVI/CNN), confirmou-nos tudo isso.  


Incluindo o desfaçatez de que ninguém o julgava capaz. De princípio a fim. Abriu a querer convencer-nos que o filho dele - ou de alguém - começa a falar com pai, seja do que for,  por "mail". Como se, mesmo que por absurdo, isso tivesse acontecido, não conhecêssemos todos o Marcelo para saber que seria ele próprio a pegar de imediato no telefone a perguntar-lhe o que era aquilo. E fechou a querer convencer-nos que, ao remeter aquele processo - já depois de ter circulado por todas as entidades competentes, e ter sido dado por encerrado em resposta do Hospital de Santa Maria - para o Gabinete de o Primeiro Ministro, simplesmente fez o que faz com todos os milhares de pedidos que diariamente lhe chegam de todo o país.


Pelo que já se conhece, incluindo o que mesmo ainda se não conhecendo já é por demais conhecido, não fossem esses exageros de desfaçatez, e seria fácil concluir que Marcelo fora apenas vítima da utilização do seu nome. Assim, com tantos exageros, fica apenas mais fácil concluir que Marcelo mexeu em tudo com o cuidado de não deixar impressões digitais. Mas deixando-se enrolar num grande novelo.


 


 


 


 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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O presidente sul africano Jacob Zuma acabou de anunciar ao mundo que Nelson Mandela deu por concluída a sua luta pela vida. Desistiu de fazer aquilo que sempre melhor soube fazer. Obrigado, obrigado por tudo Mandiba...

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


A apresentação da plataforma “Uma agenda para Portugal”, dada como a passadeira vermelha para levar Rui Rio - que naturalmente negou, sem que isso acrescentasse ou retirasse o que quer que fosse - à presidência do PSD, lançou a histeria na direcção do partido. E se a coisa fica histérica quem logo se chega à frente é a vice-presidente Teresa Leal Coelho que, sem mais, se atirou aos barões que nem gato a bofes…


Também Passos não conseguiu no primeiro momento esconder o nervosismo. Deixou passar o dia – não tem mesmo asas, nem para voar quanto mais para golpes da dita – e já lá para o fim mandou-se de cabeça para a recandidatura à liderança do partido. 


Tudo isto no dia do ano em que mais de fala de Sá Carneiro!

domingo, 3 de dezembro de 2023

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


A contestação social que tem atravessado o país e que, tudo o indica, se agravará rapidamente, tem-se centrado no objectivo da demissão do governo. É certo que não é apenas a rua a exigir a demissão já, essa é uma exigência praticamente transversal na sociedade portuguesa, desde as manifestações mais espontâneas às mais preparadas e organizadas. Das acções estritamente corporativas às politicamente mais abrangentes. Das galerias às bancadas da Assembleia da República, ou à Aula Magna…


É uma exigência compreensível e mesmo legítima. O governo violou e continua a violar todos os compromissos eleitorais que assumiu, violou e viola direitos, mesmo que constitucionalmente garantidos, despreza e ignora princípios democráticos básicos, mente e engana os portugueses como nenhum outro. Como se tudo isto não fosse suficiente falhou todos os objectivos que se propôs alcançar, e em nome dos quais exigira sacrifícios desmesurados aos portugueses. Contra tudo e contra todos defendeu o indefensável, foi para além da troika, destruiu a economia e o país... Disse uma coisa e o seu contrário, mandou os portugueses embora e cortou-lhes a esperança, de que é feito o futuro.


Tudo isto é verdade e tudo são razões mais que suficientes para que os portugueses se queiram ver livres deste que é seguramente o mais incapaz e incompetente governo que o país conheceu. Mas não vale de muito demitir o governo, seja lá de que forma for. Caído o governo, e sendo de todo improvável uma substancial alteração do comportamento do eleitorado, será o PS a ganhar as eleições e António José Seguro a formar governo - muito provavelmente com os mesmos que hoje governam. O que vai dar exactamente no mesmo: substituir Passos Coelho por Seguro é manter o mesmo perfil, a mesma impreparação, se não também a mesma política.


Seguro é o Passos Coelho do PS, eventualmente mais incapaz ainda. Tomou o aparelho do partido e escondeu-se, fingindo-se de morto, à espera que o poder lhe caísse no colo. Replica agora no país o que fez no partido, na garantia do mesmo resultado. Basta ver como anda desaparecido... Quando o país fervilha e as decisões apertam, Seguro está escondido algures, atrás de um arbusto qualquer, à espera que passe… António José Seguro já não é apenas o líder baço que não convence nem entusiasma ninguém. É uma figura ausente e vazia, simples refém de uma clique que já se atropela na fila para o pote.


Com esta liderança o PS não é alternativa. E se os socialistas não têm lucidez e sentido patriótico para perceber e resolver isto, não resta outra alternativa aos portugueses que, antes e em vez de exigir a demissão do governo, passarem a exigir na rua a demissão desta liderança socialista!

"Munta fortes"


Um jogo em Moreira de Cónegos é sempre difícil para o Benfica. O campo é de medidas reduzidas, e o Moreirense é sempre um equipa que (se) defende bem, e que coloca sempre grande intensidade no jogo. Um jogo arbitrado pelo "amigo de Peniche" é sempre difícil para o Benfica.


Este jogo de hoje era já, por isso, duplamente difícil. Não era preciso que Roger Schmidt arranjasse mais dificuldades!


O campo não cresceu, continuou pequeno. O Moreirense entrou com grande intensidade, e mandou até no jogo durante o quarto de hora inicial. Depois - foi precisamente aos 15 minutos que o Benfica apareceu, naquele remate de Di Maria, muito bem defendido pelo guarda-redes dos "cónegos" - defendeu(-se). E Fábio Veríssimo fez o que é costume, mesmo que nem tenha precisado de fazer tanto como é costume. Desta vez limitou-se a deixar os dois centrais do Moreirense em campo durante todos os 90 minutos: um, o Maracás deveria ter sido expulso no fim da primeira parte, quando impediu em falta que Rafa ficasse isolado; e o outro, o Marcelo, aos 5 minutos da segunda parte, numa entrada sobre Kokçu. Em ambos os casos ficou-se pelo amarelo, e o VAR pela cumplicidade.


 Tenho evitado falar do treinador do Benfica. Tem sido vítima de perseguição pela generalidade da comunicação social, numa campanha que tem chegado a ser reles, e isso justificaria que o defendêssemos. Mas também é preciso que seja ele a fazer alguma coisa. 


Roger Schmidt perdeu a cabeça com a comunicação social. Foi pouco "alemão", não conseguiu a frieza necessária para reagir à campanha contra ele lançada, e foi dando o flanco. Sem falar português - onde é que se viu isso ser problema contra qualquer outro treinador estrangeiro ? - apareceu hoje nas primeiras páginas dos jornais desportivos a dizer que "tamos munta fortes". Foi assim mesmo que me pareceu que deveria ter sido traduzido!


Foi justamente por me ter soado assim que decidi deixar de dar para o peditório da defesa de Roger Schmidt.


Na realidade as dificuldades do jogo já eram já suficientes. Pedia-se-lhe que as resolvesse, e que não criasse mais. Só que não foi nada disso que fez. Começou a criá-las com o "tamos munta fortes". Tão fortes que nem é preciso fazer nada para ganhar os jogos, basta deixá-los correr. Por isso a equipa só entrou aos 15 minutos, deixou correr o jogo, e a criar mais dificuldades. Como se não fossem ainda suficientes, a cada substituição criou novas dificuldades. 


Ao intervalo retirou o Florentino e o João Neves. O centro do meio campo. E mais, o motor da equipa. Para entrarem Chiquinho, com as limitações que tem, e Kokçu, vindo de lesão e completamente fora de forma. Ninguém percebeu. 


Já perto da entrada do último quarto de hora quando, sem golos e sem sequer oportunidades para isso, quando era preciso reforçar a presença na área adversária, trocou de ponta de lança. Curiosamente foi nesse momento que aconteceu o golo de ... João Mário. Anulado por fora de jogo de Kokçu, na assistência. Nas escolhas do ponta de lança Schmidt parece jogar à roleta russa, e a troca de Tengstedt por Cabral foi apenas a criação de mais dificuldades. 


Ninguém percebeu. A dois minutos dos 90 substituiu João Mário por Gonçalo Guedes. E Morato, a jogar aquele tempo todo como defesa esquerdo, por João Victor. Que é também um central e entrou para a a direita, passando Aursenes para a esquerda. Alguém consegue perceber?


Isto não é nada. Com 65% de posse de bola, o Benfica rematou as mesmas 11 vezes que o Moreirense. 


Roger Schmidt perdeu a cabeça, perdeu o tino e perdeu todo o espaço no Benfica. E não é de hoje!


 


 


 

sábado, 2 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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O governo procura hoje trocar títulos de dívida com vencimento em 2014 e 2015 por outros a pagar em 2017 ou 2018. Não se trata de qualquer reestruturação da dívida - nisso o governo nem quer ouvir falar - mas do melhor exemplo de empurrar com a barriga!


Disso, de empurrar com a barriga, é que o governo gosta. Não resolve nada mas sempre alivia alguma coisa em tempos de eleições...


E vai correr bem. Os bancos não estão cá para outra coisa...

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Há 10 anos

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Paulo Fonseca tem a confiança de direcção da SAD, quer dizer, de Pinto da Costa, e dos capitães, Helton e Lucho. O problema é que falta a dos Super Dragões!

Nos 69 anos do velhinho Estádio da Luz...

Estádio do Sport Lisboa e Benfica - Knoow


Faz hoje 69 anos que foi inaugurado o Estádio da Luz. Foi em 1 de Dezembro de 1954 que, depois de uma mobilização única no país no que toca a angariação de fundos, e de menos de ano e meio de obras (iniciaram-se a 14 de Junho de 1953), os benfiquistas concretizaram um velho sonho. 


Dez mil contos - dez milhões de escudos - foi o investimento na Catedral, o maior estádio de sempre do país, que chegaria a ser o maior da Europa, com capacidade oficial para 120 mil espectadores, mas que terá chegado a receber 135 mil. 


Às 11 horas do dia 1 de Dezembro de 1954, o presidente Joaquim Ferreira Bogalho abria as portas de acesso ao Estádio, então uma casa cheia com 40 000 adeptos. A casa onde o Benfica viveu as suas maiores glórias, e onde o inferno se fez céu. Foi demolido em 2003, para dar lugar ao actual.


Para assinalar esta esta data, neste 1 de Dezembro dos 69 anos da Luz, fiz-me sócio - parece mentira, mas é verdade, não era! -, com a minha neta Emília, benfiquista de alma, filha de uma benfiquista, mas também  de um dos mais empedernidos lagartos. Quis o destino que, no dia dos 69 anos do velhinho Estádio da Luz, recebesse o número de sócio 357mil e 69. A Emília é a seguir, a 357 mil e 70. 


As três netas fazem o pleno. Dos netos, o mais velho, o Vasco, aos 7 anos, já é um caso perdido. O mais novo, o Pedro, com 19 meses, tem tudo - se o pai e o irmão não "lhe derem a volta" - para ser também benfiquista. E o próximo sócio na família.


 

Há 10 anos

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O novo banco público, dito de fomento, estará de pé no primeiro semestre do próximo ano.


Já há um banco público – a Caixa Geral de Depósitos – que tem tudo para fazer o que deste se pretende, ao que se diz gerir a distribuição dos fundos europeus do novo quadro comunitário que aí vem. Tem mesmo tudo, e seguramente em tudo tem vantagens comparativas com qualquer novo operador. Acresce que também a banca privada pode fazer o mesmo, como de resto o tem feito nos anteriores quadros comunitários.


Se já isto nos pode levar a torcer o nariz ao novo banco do Estado, mais estranho é ainda que esta seja uma iniciativa de um governo que tudo quer tirar do Estado. Que privatiza tudo o que mexe, que acabou de vender os Correios, que são públicos em praticamente todo o mundo, e que pretende mesmo transferir para o sector privado grande parte dos serviços de natureza eminentemente pública, nalguns casos, como os da saúde e da educação, em situações de verdadeira parasitagem.


À partida, o mínimo que se poderia dizer desta ideia que nasceu nestas cabecinhas do governo, a que muito rapidamente deu forma, é que não joga a bota com a perdigota. Não faz sentido!


A menos que pensemos um bocadinho no que pode representar este novo banco. Que comecemos a perceber que vai poder intervir na economia como nenhum outro, porque é muito, mas mesmo muito, o dinheiro que vai ter à disposição, mas porque vai até poder entrar no capital das empresas e na gestão dos próprios projectos. E que percebamos finalmente o imenso pantanal de promiscuidade entre o público e o privado que este banco poderá potenciar…


É isso. Aí está. Para já garante mais uns postos dourados para umas dezenas de boys, cujo pontapé de saída foi dado com a palhaçada – perdoem-me a expressão – do convite a Rui Rio que, como não poderia deixar de ser, recusou. Um convite que diz tudo sobre a falta de escrúpulos que, também a este propósito, passa pela cabeça deste governo.


Não é porque o banco vai ter sede no Porto que Passos Coelho convidou Rui Rio, embora possa ter sido por isso que convidou Paulo Azevedo (portuense deslocado em Lisboa, ex-BCP) o indigitado presidente cujo perfil nada, mas mesmo nada, tem a ver com o de Rui Rio. Não terá certamente sido por isso que o lugar de Franquelim Alves (quem quiser avivar a memória pode fazê-lo aqui e aqui) foi o primeiro a ser reservado, com o seu nome a ser imposto ao presidente, mesmo que esse se chamasse Rui Rio...


Comemora-se hoje o dia internacional contra a corrupção. Não sei porque é que me lembrei disto! 

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC


Sem aquele brilho de antigamente, que as coisas já não estão para nota artística, mas de forma clara e com todo o mérito e justiça, o Benfica fez a única coisa que tinha a fazer em Vila do Conde: ganhar. Em 4x4x2 ou em 4x3x3, com um ponta de lança ou com dois, com Fejsa ou com Matic a trinco, não interessava nada: interessava era ganhar!


Ganhou e marcou três golos – pelo segundo jogo consecutivo, com Cardozo de fora – com cheiro a reabilitação. De Lima, com dois golos, o primeiro dos quais absolutamente soberbo, na cobrança de um livre directo, e de Rodrigo, muito influente e a marcar pelo segundo jogo consecutivo… E com Enzo - cuja condição física chegou a assustar -, o primeiro a regressar esta época ao seu melhor nível, a confirmar o seu bom momento, e Matic a encher o campo todo, definitivamente no seu melhor.


E chegou lá acima, ao topo da classificação onde, não fossem as coisas do costume, já deveria estar há largas semanas. Porque, como há muito se adivinhava, o Porto perdeu, de nada lhe valendo desta vez um penalti perdoado e outro oferecido por um João Capela que tudo faz, e que tudo voltou ontem a fazer, para que nada de mal lhes aconteça. Por ele a coisa tinha-se resolvido, mais uma vez. Não é por ali que o gato vai às filhós!


Lá acima chegou-se também o Sporting. É verdadeiramente notável que, mesmo profundamente envolvidos nas discussões que prendem o país, mais penalti menos penalti, mais golo em fora de jogo menos golo em fora de jogo, lá vão ganhando… Quando resolverem se são ou não candidatos, ou se retiram ou não o vermelho da bandeira nacional, então é que ninguém os segura!


Há cinco anos, desde Janeiro de 2009, ia a Liga 2008/2009 na 14ª jornada, que não se via uma coisa destas... Os dois de Lisboa lá em cima, nesta altura do campeonato, é mesmo novidade!


 

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...