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Com 50 mil na Luz - num jogo para a Taça da Liga, com um adversário do segundo escalão, numa noite gelada de Dezembro - o Benfica confirmou o apuramento para a final a quatro da Taça da Liga, em Leiria, lá para o final de Janeiro.
Foi um bom jogo, este com o AVS - sim, o nome é estranho, parece Aves, mas não é, embora seja o que pareça (nome dado ao União Desportiva Vilafranquense SAD, que passou a ter sede na Vila das Aves e a jogar no Estádio do desaparecido Desportivo Aves, isto é, mais uma das coisas estranhas neste estranho mundo do negócio do futebol) - que o Benfica ganhou por 4-1. E um bom espectáculo de futebol, com o Benfica a jogar o seu normal e o AVS certamente muito mais que isso. A superar-se, e a tentar discutir o jogo. Chegou até a estar na frente do marcador, ao marcar o primeiro golo do jogo, perto do meio da segunda parte, no primeiro remate à baliza, depois do Benfica já ter desperdiçado quatro oportunidades de golo, entre elas um inevitável remate à barra. De Kokçu, no que seria um grande golo.
Tudo normal. Tão normal que, em vez de contar o que quer que seja do jogo, me vou limitar aos aspectos positivos e negativos que ficam da história do desafio.
Começo pelos positivos:
- A atitude competitiva do AVS;
- Mais uma grande exibição de João Neves;
- A dupla de centrais made in Seixal (António Silva, desta vez como central na esquerda, ao lado do Tomás Araújo, a preparar a ausência de Otamendi para o jogo com o Famalicão);
- Os indícios dados por Kokçu da sua real valia;
- Belas jogadas de futebol em todos os cinco golos;
- E o aproveitamento de Tiago Gouveia da meia hora que Roger Schmidt lhe deu hoje, a apresentar-se logo com um grande golo;
Os negativos:
- A reduzida rotação da equipa, com Tomás Araújo a ser a única entrada no onze que Schemidt tem, nesta altura, por titular;
- O abuso na utilização de Di Maria, que está em grande forma - é certo, e marcou mais um belo golo, depois daquela extraordinária jogada de João Neves - mas utilizá-lo na totalidade de um jogo deste tipo não é nem necessário, nem prudente;
- Os roubos de que foi vítima Arthur Cabral (entrou com Tiago Gouveia e Gonçalo Guedes à saída do primeiro quarto de hora da segunda parte). Primeiro o Anthony Correia roubou-lhe o golo, e introduziu ele próprio a bola na sua baliza; depois foi o Zé Ricardo, com uma placagem a roubar-lhe aquela jogada de explosão, que era a sua imagem de marca, e que ainda nunca teve oportunidade de mostrar;
- Os momentos em que alguns jogadores do Benfica desligaram do jogo;
- E a entrada de Jurásek, a cinco minutos do fim. Num jogo destes, apostar em continuar a dar o ritmo de lateral a Morato - que não tem, nem nunca terá, - dar 5 minutos ao jogador checo que Schmidt escolheu para lateral esquerdo é confirmar que se deitaram fora 15 milhões de euros!
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