quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Copiosa derrota de Trump

 


Os democratas venceram em toda a linha as midterms americanas. Os americanos votaram inequivocamente contra Trump!

Votaram conta um presidente que lhes prometera acabar com guerras, mas que todos os dias lhes abre mais. Contra um presidente que lhe prometeu grandeza e glória, mas que os enfia cada vez mais na pobreza e na vergonha. Contra um presidente que prometeu bolsos cheios, mas lhes entrega bolsos vazios.

Foi uma derrota avassaladora de Trump, que a assumiu à sua maneira: não foi ele que foi a eleições!

Se fosse ele não perderia. Simplesmente porque teria havido fraude, como obviamente diria. A partir de agora Trump será Trump, porque não sabe ser de outra maneira. Mas, sem o controlo das duas câmaras, o Senado e a Câmara dos Representantes, e sem a grande maioria dos governadores, outro galo cantará.

Até a possibilidade do impeachment ganha forma! 

A dimensão da derrota de Tump é notável ainda nos governos estaduais. Amy Acton é a primeira mulher eleita governadora do Ohio. Keisha Lance Bottoms a primeira mulher negra a governar a Geórgia. Deb Haaland, a primeira mulher indígena à frente do Novo México. E Gina Hinojosa a primeira governadora latina do Texas.




Há 10 anos

 

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Afinal a administração da Caixa não tem problema nenhum em entregar a declaração de património. O problema está na sua divulgação... Só se for no fim do mandato!


Percebe-se agora que sempre tenham feito questão de dizer que as declarações estavam entregues e fechadas num cofre, ao que se diz da própria Caixa.


Faz lembrar uma daquelas muitas histórias da substituição do dinheiro pelo cheque no caixão do defunto prestes a ser enterrado ... 

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Há 10 anos

 


Sabíamos que a França não cumpria o Tratado Orçamental e que daí não vinha mal ao mundo. Sabíamos, pela voz de Juncker, que a França podia violar o défice porque...era a França. Já o radical Dombrovskis era mais sofisticado, e explicava que a França escapava às sanções porque, incumprindo, é certo, tinha para ali umas virtudes no défice estrutural. Que depois já não precisava de explicar...


Ficamos agora a saber que era Juncker quem estava mais perto da verdade. Que a França pode fazer o que quiser com o défice, sem sofrer quaisquer sanções, porque é a França. Porque é grande e acha que não tem nada que ficar sujeita a regras. Isso é para os pequenos e fracos. Mas não lhe bastava achar isso, era ainda preciso impor isso aos outros.


E é por aí que ficamos a saber que as coisas são assim. Os homens pequeninos não são capazes de permanecer enfiados nos seus corpos pequeninos. A Hollande, um dos mais puros exemplares do homem pequenino, não bastava ter imposto aos outros a prerrogativa de não cumprir as regras. Tinha de se saber que tinha sido ele, e mais ninguém, o autor de tamanha proeza. Tinha de se saber que só ele estava à altura de impor a grandeza resplandecente da França...


Para que tudo se soubesse e nada da grandeza do homem pequenino se perdesse, nada melhor que pôr tudo em livro. O título não podia ser melhor: "Um presidente não deveria dizer isto"!


Uma vergonha, esta Europa...

Benfica 1 - Alverca 0

 



Jogo da 10ª jornada da Liga, à segunda-feira. Não foi, nem será, o primeiro - é até o quarto - mas hoje notou-se mais. A assistência esteve bem abaixo da normal, bem abaixo dos 60 mil, nesta recepção ao Alverca.

Que foi um adversário incómodo. E perigoso. Um adversário que jogou, que assumiu a superioridade do Benfica, mas também a discussão do resultado. O mais ousado adversário que o Benfica encontrou até hoje, na Luz.

Uma equipa joga o que a outra deixa. É uma velha frase do futebolês, mantém-se sempre válida. A qualidade de jogo do Alverca determinou muito da exibição do Benfica. Mas também a desinspiração do Benfica contribuiu para a exibição do Alverca.

Percebeu-se desde cedo - com uma camisola nova, a reencarnada, sem os nomes dos jogadores, como à época - a falta de energia e de inspiração dos jogadores do Benfica, Prestinani à parte. Lukebakio, hoje titular, até começou bem. E o Benfica começou o jogo a explorar seu lado, jogando maioritariamente pelo a ala direita. Depois passou a insistir na outra ala, com Shjelderup também titular, e Prestianni no meio, a 10. Lukebaquio começou a decair, e Shjelderup nunca chegou verdadeiramente a carburar. 

O Benfica tentou tudo, mas nada saía bem, por mais que tentasse. Ao intervalo muito poucos remates - três - e nenhuma verdadeira oportunidade de golo. Não era habitual. A situação mais perigosa coube ao Alverca, num livre lateral muito bem marcado que o Samuel defendeu, com grande dificuldade e, na recarga deu golo. 

Anulado. Bem anulado, foi marcado em fora de jogo. Mas o tempo de espera, e os 5 centímetros do fora de jogo, não têm explicação. E enervaram a plateia. Mais ainda, pouco depois, ao não ser marcado penálti, por volta da meia hora, sobre Pavlidis, empurrado quando saltava a uma bola, na sequência de um pontapé de canto.

Três erros do árbitro, e nenhum em favor do Benfica: um canto por assinalar, e um cartão amarelo por mostrar a um jogador do Alverca, num pontapé a Aursnes.  Para o que estamos habituados não é mau. 

Na segunda parte as coisas melhoraram. Mas também pioraram. 

A entrada, ao intervalo, de Echeverri em vez de Shjelderup foi decisiva. Prestianni passou declaradamente para a ala esquerda, e melhorou significativamente a fraca prestação do norueguês. E o novo craque argentino, no meio, desiquilibrou tanto como Prestianni.

Foi ele que sofreu a falta que deu o penálti que Pavlidis converteu no único golo da partida. Passe em rotura, a abrir na área, e carrinho deslizante do defesa do Alverca quando o miúdo cortou a bola para dentro. Contacto e derrube inevitáveis!

Em vantagem o Benfica tranquilizou o seu jogo. Mas não se tranquilizou muito. O Benfica teve quatro oportunidades para, mais em transição, resolver o jogo. Mas havia sempre alguma coisa que corria mal. 

O resultado era mínimo, e o Alverca nunca desistiu do jogo. Dá para perguntar onde anda andava este Alverca. Que equipa era esta?

Já jogara muito bem, na primeira jornada, com o Porto. Um jogo que merecia ganhar. Mas fora há muito. Contra o Sporting, já não se vira. Mas contra o Benfica, é sempre assim, foi apenas o adversário mais difícil que apareceu na Luz.

Não criou qualquer oportunidade de golo, para além do lance que acabaria no golo em fora de jogo, na primeira parte. Mas rematou muito, tanto como o Benfica, e manteve sempre a plateia da Luz de credo na boca. Que foi inexcedível no apoio à equipa, percebendo as suas dificuldades, e que há jogos assim.

Mas é também com jogos assim que se ganham campeonatos!

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Há 10 anos



O Benfica cumpriu com a sua obrigação de ganhar ao Dínamo de Kiev, na Luz, e já divide a liderança no grupo com o Nápoles.

Começar assim poderia até sugerir que não há grande mérito nisso. Mas não é isso. Cumprir com uma obrigação é sempre meritório, não é fácil, e nem todos o conseguem. Como tantas e tantas vezes se vê no futebol. 

E hoje viu-se que não foi fácil para o Benfica cumprir com a sua obrigação. O campeão ucraniano apresentou-se na Luz com uma excelente organização e tacticamente muito bem, com a lição bem estudada. A explicar o que os resultados deixavam perceber: que é bem melhor fora que em casa.

Na primeira parte o projecto funcionou, com a equipa muito subida, a encurtar o campo, e uma pressão muito forte sobre o portador da bola, com os jogadores a desdobrarem-se, sempre com mais que um jogador sobre o adversário que tinha a bola, de forma a evitar o um contra um, onde a superior qualidade dos jogadores do Benfica desequilibraria as coisas.


Sabe-se que isto tem um problema: provoca um forte desgaste físico, que mais tarde ou mais cedo haverá de aparecer na factura. O problema complicar-se-ia ainda mais quando o Benfica chegou ao golo no último minuto da primeira parte. Antes de esgotado o prazo de validade daquela estratégia.

Daí que não admire nada que a segunda parte tenha sido bem diferente. O jogo já exigia ao Dinamo de Kiev outra postura em campo, e a factura do esforço dispendido aparecia a pagamento. O Benfica foi então dominador e criou sucessivas oportunidades de golo.

Só que... desperdiçou-as todas. E esse desperdício voltou a mudar o jogo, e trouxe de novo a equipa da capital ucraniana para a discussão do jogo. Especialmente depois de Ederson ter defendido o pênalti que infantilmente permitiu, ao não evitar o truque do Derlis Gonzalez – o paraguaio formado no Benfica revelou-se um especialista na arte de enganar o árbitro, e deve ter ficado com muitos amigos na Luz... –, percebeu-se que Rui Vitória ficou sem saber muito bem se deveria continuar a insistir na procura do segundo golo, correndo o risco de, mantendo-se a onda de desperdício, vir a ser surpreendido pelas saídas rápidas, sempre para o flanco contrário, que o adversário usava - e abusava - ou se, pelo contrário, deveria começar a fechar a porta. Acabou por se decidir pela segunda.

Agora é fácil dizer-se que decidiu bem. Porque correu bem. Tudo teria de resto corrido bem não fosse a lesão, que parece grave, de Fejsa, a trave mestra da equipa, numa entrada inaceitável de um jogador ucraniano, que só poderia ser sancionada com cartão vermelho. O árbitro – que estranhamente, e ao contrário do que é corrente, assinalou faltas dentro da área que não assinalava noutras zonas do campo – nem falta assinalou. O que não o impediu de, depois, mostrar o amarelo.

Foi grande a superioridade do Benfica, que mais uma vez ficou por reflectir no marcador. O jogo ficou bem longe de se resumir ao aproveitar ou desperdiçar um pênalti. Isso foi um incidente, um pormenor no jogo, que não no resultado. A centésima vitória do Benfica em jogos da maior competição de futebol do mundo, que assegura desde já a continuidade nas competições da Europa!


Falta agora garantir os oitavos da Champions. E nem é preciso fazer contas para o primeiro lugar no grupo. Nem sequer ganhar os dois jogos que falta disputar!     

 

Uma coisa, e outra coisa

 






O Tribunal declarou que as cargas policiais sobre os manifestantes do Rossio e da Praça D. João I, sem cobertura legal. Agora vêm dizer que a decisão do Tribunal  é sobre a tenda da Renata Cambra. Que lhe "deu lhe razão", e lhe permite acampar até 24 de Novembro". Não. Não é bem assim!

Uma coisa é uma decisão do Tribunal. Outra é quem a provocou. 

Uma cidadã recorreu a um mecanismo processual urgente, que existe no quadro legal, para que sempre que estejam ameaçados pelo Estado direitos fundamentais, o tribunal arbitre o conflito. E o tribunal tomou a decisão. Muito fundamentada. Tanto que o Estado (Primeiro-ministro, ministro da Administração Interna ou PSP) nem apresentou recurso. Nem recorreu da decisão para um Tribunal Superior.

Apresentou expedientes. Areia para os olhos. Que dá sempre jeito a quem tem andado escondido. Ao inenarrável Luís Neves, escondido trás da polícia. A Montenegro, escondido atrás de Luís Neves. E até a Seguro, que sempre escondeu atrás dos arbustos, e se esconde agora atrás das palavras. Vazias!


Campeão do Mundo

 


Kimi Antonelli é o campeão do mundo de Fórmula 1, logo à segunda participação na maior competição automóvel. Confirma-se o prodígio. Aos 20 anos, é o campeão mais jovem de sempre!

Antonelli foi terceiro no México, penúltimo grande prémio do mundial, atrás de Verstappen e Hamilton - um pódio curioso -, numa corrida que esteve interrompida pelo acidente de Valtteri Bottas (Cadillac), o suficiente para garantir, já, o título de campeão do mundo.

Copiosa derrota de Trump

  Os democratas venceram em toda a linha as midterms americanas. Os americanos votaram inequivocamente contra Trump! Votaram conta um presi...