Foi com uma novidade, e meia, que sem surpresa, o Benfica se apresentou em Moreira de Cónegos para disputar o jogo da terceira do campeonato. Adiado face á participação na fase de acesso à Liga Europa, a que o Benfica foi sujeito.
Uma novidade foi Banjaqui. Não foi surpresa, face à lesão de Bah, no passado sábado, nos Barreiros. Tem que aparecer, e é esta a altura.
A meia novidade foi a ausência de Sudakov no onze inicial. Meia porque, sendo novidade a ausência de Sudakov, não o foi totalmente a presença de Schjelderup, no seu lugar. Também não foi surpresa, porque a diferença no desempenho de um, e de outro, vinha sendo gritante. Se era compreensível a aposta no jogador ucraniano para não o deixar cair, não é surpreendente que saia do onze inicial nesta altura. Porque agora isso já não é perder o jogador. E porque a partir de agora as coisas apertam, e tem que jogar (mais) os que têm melhor desempenho.
Com novidade e meia, e com mais um relvado impróprio para jogar futebol. E um Estádio cheio de benfiquistas. E de benfiquismo!
O Benfica fez mais um jogo na linha dos outros que tem feito. Sufocou o Moreirense, como tem sufocado os outros adversários. Desperdiçou oportunidades em séria, como tem acontecido nos restantes jogos. Como tenho dito, isto de marcar ao primeiro remate, à primeira oportunidade, é para os rivais. Antes de marcar, o Benfica tem que passar por remates aos ferros, por grandes defesas dos guarda redes adversários, por remates contra os defesas adversários, que são todos, e por remates a milímetros do alvo.
Antes de marcar, o Benfica tem ainda que passar pela adversidade das arbitragens.
Hoje voltou a ser assim. Antes de marcar, teve de passar por cinco grandes oportunidades de golo. E pela uma arbitragem deplorável de Fábio Veríssimo, e de Rui Costa, no VAR. Antes de marcar teve oportunidades incríveis logo no início, de Rafa e de Schjelderup. Aos 34 minutos, novamente de Rafa e Tomás Araújo, e aos 42 de novo de Schjelderup. Cinco!
Antes de marcar, aos 45 +4, por Pavlidis, num um pênalti claro sobre Lengelet ocorrido 5 minutos antes, que Fábio Veríssimo não quis ver no campo. Que, depois de Rui Costa (o VAR) ser obrigado a chamá-lo a ver as imagens, demorou uma eternidade a confirmar. Antes de marcar esse pênalti, a arbitragem quis reforçar que tudo vai fazer para evitar que o Benfica seja campeão. Não foi só o pênalti sobre Pavlidis que ficou por marcar. Foram faltas. E foram amarelos, que ficaram por mostrar.
Na segunda parte o Benfica avolumou então o resultado. Não que a exibição tenha sido melhor. Melhor foi o índice de aproveitamento.
Não me pareceu, ao contrário do que se queixou o treinador, que o Moreirense tivesse caído fisicamente. Aconteceu que o Benfica não pode ter sempre o diabo atrás da porta. As exibições de Prestianni e de Schjelderup não podem deixar de produzir resultados. E caiu pelo acumular dos golos. De Schjelderup, numa jogada colectiva sensacional, aos 55 minutos. De Prestianni, em mais uma jogada individual fantástica, à medida da dos Barreiros, quatro minutos depois. E do capitão Aursenes, regressado com as substituições, em mais outra grande jogada colectiva, aos 72.
Mais uma grande exibição. Nada, nem relvados impróprios, nem arbitragens hostis, param este fantástico Benfica!
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