domingo, 31 de maio de 2015

Tudo se compra. Tudo se paga.

Por Eduardo Louro



 


Está confirmada a recondução de Carlos Costa à frente do Banco de Portugal. Depois de esconder a decisão durante algumas semanas, Passos Coelho confirmou-a. Poucas semanas depois do Relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ter acusado, como acusou, o governador do Banco de Portugal. Numa semana em que as pensões da Segurança Social, e a sua sustentabilidade, estão no topo da actualidade, sem que ninguém fale dos milhões que o BES lhe destruiu. Com a responsabilidade óbvia de Carlos Costa. Que Cavaco, sempre na linha da frente na defesa das mais indefensáveis posições do governo de Passos, se apressou a ratificar. Não há ninguém em Portugal mais bem preparado para a função, disse ele.  


Longe vai a velha ambição de Sá Carneiro. Estamos numa nova e triste era: uma maioria, um governo, um presidente ... um governador do Banco de Portugal ... uma Autoridade Tributária ... uma Segurança Social ... Tutti quanti!


Porque no poder tudo se compra. E tudo se paga!


O governo tinha de ficar de fora do superescândalo do BES, que fez do BPN uma brincadeira de crianças, para utilizar a terminologia do primeiro-ministro. O Relatório da CPI serviu-lhe os intentos, sacrificando Carlos Costa. Que se manteve firme e hirto, inabalável, quando qualquer pessoa digna e adequada à função, assim enxovalhada, não hesitaria em demitir-se.  


Passos Coelho pagou-lhe o serviço. Limitou-se a pagar. Cavaco fez o resto, resgatou-lhe a credibilidade. Para, com isso, também ele lavar dali as mãos... Bem sujas, como bem nos sabemos, naquelas recomendações que ninguém esquece. As tais almofadas que garantia existirem ...


 

sábado, 30 de maio de 2015

Carta fora do baralho

Por Eduardo Louro



 


Rui Rio vai mesmo avançar... Passos Coelho continua dono das cartas. Baralha, parte e dá... E lá fica Marcelo mais uma vez a vê-las passar... Sempre carta fora do baralho!

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Bonita, mas rebelde... a sexta.

Por Eduardo Louro



 


Fez-se difícil, a sexta. Quis trocar as voltas... Já vinha de trás. Trocou as voltas nas meias finais, quando estava tudo preparado para receber o Sporting, e afinal apareceu o Vitória de Setúbal. Repetiu logo a seguir, quando para hoje se esperava o Porto e acabou por aparecer o Marítimo. Uma semana depois, e com propósitos diferentes...


Há uma semana tinha aparecido de pilhas bem carregadas. Gastou-as logo na primeira parte e depois acabou. Hoje o Benfica não lhe permitiu que repetisse essa primeria parte e bem cedo tomou conta do jogo, sucederam-se as oportunidades e o golo lá acabou por aparecer, quando faltavam menos de dez minutos para o intervalo.  Depois lembrou-se do jogo da semana passada, e das pilhas que então faltaram ao adversário, e com a expulsão do jogador Marítimo - que chegou meia hora atrasada -, a jogar contra dez, pensou que a sexta já lhe não trocaria mais as voltas.


Mas trocou. O Marítimo fez o empate e... foi o diabo. O Benfica acusou o golo e, claramente, desorientou-se. Valeu que faltava ainda muito tempo, o suficiente para que a equipa se voltasse a encontrar. Só que depois, fosse lá pelo que fosse, faltou um mínimo de eficácia. As oportunidades de baliza aberta sucediam-se a um ritmo só comparável à sucessão de faltas, muitas delas de grande violência, dos impunes jogadores do Marítimo. Que queimavam tempo, apostando nos penaltis para o desempate.


Até que à entrada dos últimos dez minutos Ola John acertou finalmente na baliza, fazendo o que Lima, Jonas e Maxi por tantas vezes não tinham conseguido fazer, acertando finalmente as contas com a sexta.


Bonita, muito bonita, mas demasiado rebelde!


 

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Discussão pública

Por Eduardo Louro


Resultado de imagem para estratégia nacional de habitação


Acabei de saber que a "Estratégia Nacional para a Habitação" está em discussão pública. Acabei de saber que o prazo de discussão pública acaba precisamente hoje, quando o final do dia chegar. Acabei de saber que ninguém sabia disso. Ninguém: nem a comunicação social, nem os cidadãos... Nem mesmo os deputados. Nem os da maioria... Ninguém!


Mas pronto. Esteve em discussão pública. Cumpriu-se uma lei qualquer... 


Não há mesmo vergonha!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

A violência ignorada*

Convidada: Clarisse Louro


 


O país tem vindo a ser assolado por uma onda de violência que já não se sabe bem onde irá parar. Sucedem-se os assassinatos a ritmos nunca vistos, por tudo e por nada. Mata-se por desavenças familiares, mata-se por ciúmes, mata-se por intolerância, mata-se por dá cá aquela palha e mata-se sem que se saiba por quê.


Matam-se velhos e jovens… Matam jovens e velhos!


Mostram-se vídeos de jovens que agridem jovens. Tão gratuita quanto selvaticamente. Nem a própria polícia escapa, entrando também ela no domínio da selvajaria, mesmo que escondida atrás do futebol. Onde a fronteira entre a festa e a violência é uma membrana ténue, facilmente rompida por um qualquer provocador, sempre pronto a servir de ignição para incendiar ambientes que rapidamente se convertem em campos de batalha. E pouco depois em autênticos cenários de guerra.


Multiplicam-se os suicídios por todo o país, porventura o expoente máximo da violência. A violência extrema de acabar com a própria vida. A violência do fim da linha…


Não sei se se poderá dizer que tudo tem a ver com a situação que o país há muito atravessa, e que, teimosamente e contrariando o discurso que nos querem impingir, persiste em manter-se. Não acredito que um país possa empobrecer e sofrer, como empobreceu e sofreu nestes últimos anos, sem que a violência se manifeste… Não acredito que uma sociedade possa perder as suas referências e equilíbrios na enxurrada que lhe destruiu a classe média, sem qualquer tipo de reacção.


Não acredito que a violência que foi imposta aos portugueses não gere violência. Não gerou violência social, nem sequer pequenas ondas de agitação. Não gerou movimentos inorgânicos de grande protesto. Nem sequer orgânicos. Somos um povo de brandos costumes, diz-se. Mas é sempre pior quando não há redes de escoamento das frustrações, quando o sofrimento não encontra forma de expressão…


Tenho por claro que este clima de violência não está a ser devidamente tido em conta. Nem sequer se pode dizer que o país esteja chocado. Tudo isto lhe passa ao lado, com a mesma facilidade com que vimos tanta gente desviar-se e passar ao lado de quem, no chão, precisa e clama por ajuda. É a marca da desumanização, cada vez mais cravada na sociedade portuguesa.


Bem sei que muitos dirão que não há razões para alarme. Que tudo isto se circunscreve a fenómenos comunicacionais: que não há hoje mais sinais de violência, o que há é mais notícias deles. Que hoje as notícias correm outra velocidade, chegam de todo lado e a todo o lado.


Não me parece que tenham razão. É verdade que hoje as notícias voam, e chegam-nos de todas as formas. Notícias de violência entram-nos em casa sem pedir licença. Mas isso apenas a banaliza. Isso apenas faz com que lhe demos menos importância. Que nos desviemos, para passar ao lado… Permite-nos fingir que não vemos… Mas só isso. E isso não resolve nada. Como temos obrigação de saber! 


 


* Publicado na edição de hoje do Jornal de Leiria

Pontinha do véu?

Por Eduardo Louro


 



 


Foram presos sete dirigentes da FIFA. Blatter, o chefe do bando, ficou de fora. Como se não fosse... E depois de amanhã há eleições. Que o "o mais bem-sucedido ditador não homicida no último século", voltará a ganhar... Como se hoje nada se tivesse passado...


Mas pode ter-se levantado uma pontinha do véu!


 


 

terça-feira, 26 de maio de 2015

No fim bate tudo certo!

Por Eduardo Louro


 



 


Nada de novo. Tudo como dantes: quartel general em Abrantes... A Inspecção Geral de Finanças, inspecciona .... as Finanças. E, claro... no pasa nada!


A famosa lista VIP de Paulo Núncio não tem nada de mal e já está tudo arrumado. Porque afinal é como a pescada... Antes de o ser, já o era. Já existia, mesmo antes de ser criada... Não digam que não é notável.


É assim que, por cá e com esta gente, as coisas se passam. A ministra da Administração Interna também deu trinta dias para o inquérito da IGAI à actuação do polícia em Guimarães, e da polícia no Marquês de Pombal, nos festejos do Benfica...


É com esta independência, e com esta transparência toda, que as coisas se resolvem. A malta das Finanças investiga a malta das Finanças. A malta da Polícia investiga a malta Polícia... E por aí fora... No fim bate tudo certo!


 


 

A proeza de Sampaio da Nóvoa

Por Eduardo Louro



 


 


Sampaio da Nóvoa ja´conseguiu uma proeza única: juntar Mário Soares e Ramalho Eanes. Não era fácil!


 


 


 

domingo, 24 de maio de 2015

Revelações

Por Eduardo Louro



 


Marinho e Pinto ainda não faz ideia do que poderá valer em votos, mas já se predispôs a tudo, no que a coligações diz respeito. Faz coligações até com o diabo... 


Quer isto dizer que sobe para qualquer cavalo ... desde que seja o do poder. Mas onde é que está a surpresa?


 


 


 

"As pessoas sabem com o que é contam da nossa parte"- parte II

Por Eduardo Louro


 



 


A sequela de "As pessoas sabem com o que é contam da nossa parte" surgiu praticamente de imediato, pela voz da ministra das finanças: "é honesto dizer aos portugueses que vai ser preciso fazer alguma coisa sobre as pensões para garantir a sustentabilidade da Segurança Social".


As preocupações de Maria Luís com a sustentabilidade da Segurança Social são legítimas. É coisa que a todos deve preocupar... Não é aí que está o problema. O problema é que estamos em plena campanha eleitoral, onde o governo é tudo menos anjinho. Onde o governo se sente como peixe na água... e onde não dá ponto sem nó.


O problema é que as preocupações de Maria Luís são outras. Não são tanto com a sustentabilidade da Segurança Social que, também ela, não se preocupa muito em descapitalizar. O convite que a ministra dirigiu ao PS não é, evidentemente, ingénuo. É para simplesmente desbaratar a já de si descredibilizada proposta do PS para reduzir a TSU a empregados e empregadores. É para capitalizar, mas em votos, a tão pouco sustentável proposta do PS. E é para acentuar um dos princípios básicos da frágil filosofia política deste governo: "uns contra os outros". E, com isso, acentuar que "as pessoas sabem com o que é contam da nossa parte"!

sábado, 23 de maio de 2015

Desta vez a festa não foi estragada

Por Eduardo Louro



 


Parecia que os deuses não queriam nada com os festejos do Benfica. Tudo tinha começado em Guimarães, logo que o jogo acabou, há uma semana. Polícias e adeptos mais inclinados para estragar a festa, que outra coisa. Depois, no Marquês... Com provocadores, polícias, e adeptos, por esta ou por outra ordem qualquer, a darem cabo dela...


A maldição aguentou viva toda uma semana - em que não se falou de outra coisa - e apresentou-se hoje no Estádio da Luz, pronta a continuar a fazer das suas. Apostada em continuar a estragar a festa... que continuava hoje.


Primeiro foi o Marítimo a mostrar-se interessado em juntar-se a polícias, adeptos e sabe-se lá mais quem. Com a equipa bem organizada e os jogadores a correrem  como se não houvesse ... segunda parte, estavam ali mesmo para estragar a festa. Depois, até os próprios jogadores do Benfica pareciam estar ali para o mesmo. Passaram grande parte do primeiro tempo a ver os outros correr. Mas também a vê-los chegar primeiro a todas as bolas, e a ganhar todas as divididas...


Quando na segunda parte as coisas mudaram - o Benfica pôs os motores a funcionar a rotações próximas da sua normalidade e o Marítimo tinha gasto a gasolina toda na primeira parte - e finalmente a festa começava a ganhar jeito, tanto que até Jonas ganhava jeito de juntar à festa o título de melhor marcador, logo apareceu um fiscal de linha disposto a estragá-la. O Jonas acabava de marcar o seu segundo golo, a um único do objectivo, e foi a correr tão depressa buscar a bola à baliza para rapidamente marcar o que faltava - e que chegaria logo a seguir - que nem teve tempo para se aperceber que o tal fiscal de linha resolvera anulá-lo. Nitidamente só para estragar a festa... 


Roubou ao Jonas o título de melhor marcador: merecido, até porque participou em menos jogos que o Jakson Martinez, e não marcou golos de  penalti, nem à sua conta foi parar qualquer auto-golo. Mas não conseguiu estragar a festa, mesmo que tivesse continuado a tirar foras de jogo que não lembravam ao diabo.


Desta vez a festa era em casa, fez-se com mais uma goleada e mais uns bons nacos de futebol, e não podia ser estragada de forma nenhuma. Nem com a lesão do Salvio. Que até fez questão de não faltar, e lá apareceu em canadianas a dizer que a festa era mesmo festa. Com a presença de todas as cores que disputaram a competição no corpo de crianças vestidas a rigor. E com dois irmãos que, menos de uma semana depois do inferno, perceberam que o céu também é vermelho!


 


 

"As pessoas sabem com o que é contam da nossa parte"

Por Eduardo Louro



 


Não me passaria pela cabeça que Passos Coelho tivesse lido isto. Menos ainda que viesse dar-lhe resposta tão pronta... Logo aqui, em Leiria. E logo poucas horas depois ... Já nem sei se não terá vindo de propósito.


Exactamente: Passos explicou por que não está preocupado em apresentar programas... Nem medidas... Nem ideias... Não há pressa, tranquilizou os seus apoiantes de Leiria. E através deles todo o país...


"As pessoas sabem com o que é contam da nossa parte". Também me parece!


 


 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Pode sempre compreender-se...

Por Eduardo Louro



 


Pode sempre compreender-se que um governo em fim de mandato, já no prolongamento, reconduza o governador do Banco de Portugal para mais um mandato.


Se o governador vier de um mandato irrepreensível... Se o desempenho do governador tiver sido consensual, de  méritos amplamente reconhecidos... Se não tivesse acontecido nada no BES... Se não houvesse centenas ou milhares de vítimas das burlas do BES... Se não tivessem sido enganadas milhares de pessoas no aumento de capital do BES... Se não tivessem acabado de perdoar 85 milhões em impostos... Se não estivessemos na iminência de pagar os milhões que ficarão a faltar depois da venda do Novo Banco... Se não estivessem muitos outros milhões para chegar pela litigância que está a ser preparada nos melhores gabinetes de advogados da capital... 

Pode ser arrogância...

 


Por Eduardo Louro



 


Não acho que as propostas que o PS anda a apresentar sejam todas boas. Umas serão boas, outras más. E outras até muito más...


Mas são propostas objectivas. São compromissos formais, que dificilmente poderão cair nos sacos rotos do costume. Nem palavras que o vento facilmente leve... Rompe com o passado e lança novas pontes para o futuro da responsabilidade política.


A maioria no governo acha que não precisa de nada disso. Está demasidado contente com a obra feita e consigo própria, e acha que lhe basta navegar entre os conselhos amigos, de Portas, e o papão do regresso ao passado, de Passos. Pode ser arrogância, mas até acho que é mais incompetência...

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A melhor coisa que há na vida é não ter vergonha...

Por Eduardo Louro


 



É dona de um currículo que fala por si. Um exemplo flagrante da fauna política que faz da incompetência cartão de visita e da trapalhada modo de vida. Com tudo para fazer parte da nata que Passos Coelho trouxe para a ribalta... É sua vice-presidente!


De Teresa Leal Coelho já tudo viu. E dela tudo se espera... Foi vice de Vale e Azevedo (também um produto do cavaquismo) na SAD do Benfica, donde se recusou a sair quando o seu mentor foi corrido. Teve que ser Manuel Vilarinho, o presidente eleito, a demiti-la. Trapalhadas também não faltaram na sua passagem pelo Centro Cultural de Belém, acusada de favores a amigos. Bem íntimos, ao que se dizia... Foi por isso condenada. Por duas vezes!


Ontem, Fernando Negrão não a poupou. Perdeu a paciência com as trapalhadas da senhora - mais uma vez, por incompetência ou porque simplesmente é esse o seu modo de vida, não cumpriu com as suas incumbências em sede de comissão parlamentar (presidida por aquele reputado deputado do seu partido, sobre enriquecimento ilícito) - e disse-lhe, em público, alto e bom som: “A pior coisa que há na vida é desmentir a realidade”!


O que lhe vale (sem Azevedo) é que, para este tipo de gente, a melhor coisa que há na vida é não ter vergonha...


 


 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Milagres

 


Por eduardo Louro



 


Sei que o PS apresentou hoje uma espécie de pré-programa eleitoral. Sei que o PS está numa de não me comprometam. É preciso marcar terreno, mas nada de exageros. Nada é definitivo, tudo é provisório... Não vá o diabo tecê-las. Por isso tudo vale o que vale... mesmo que não valha nada!


Não deixa de me surpreender é que o ministro da economia não tenha tempo para ler os relatórios do FMI, e que o chefe do governo não tenha problemas de tempo para ler tão depressa o tal pré-programa eleitoral do PS. E de concluir imediatamente que não passam de "milagres que conduzirão o país ao desastre"!


Até pode ser que seja isso. Mas assim ninguém acredita... Ou acreditam os que querem acreditar... Os que acreditam em milagres!

terça-feira, 19 de maio de 2015

Era uma vez...

Por Eduardo Louro



 


Faz hoje 30 anos que Cavaco chegou à liderança do PSD, que não à vida política. Já em 1979 tinha sido ministro das finanças do governo da AD, liderado por Sá Carneiro. 


Foi na Figueira da Foz, onde decorria o XII congresso do PSD. Quis que ficasse para a história que tinha  acabado de adquirir o seu Citroen BX, a que precisava de fazer a rodagem. E que, para isso, nada melhor que uma viagem de Lisboa à Figueira... Depois... foi chegar, ver e vencer... O discurso arrebatador - imagine-se - e a eleição apoteótica...


Cavaco é isto. Tudo é Cavaco neste simples episódio que o cavaquismo quis tornar mítico. Ali está o homem providencial, que sempre quis ser. Que está sempre à hora certa no local certo, sem nada fazer por isso. Sempre fora, sempre e acima, dos bastidores da política. Mas também um certo provincianismo da revisão do carro.


O resto da história conhece-se. O homem da estabilidade rompe de imediato com a coligação, e derruba o bloco central. Com o país a sair da crise e das garras do FMI, e a adesão à CEE à vista, apetecem-lhe eleições antecipadas. Ganha por pequena margem, que em pouco tempo o PRD e Mário Soares (a vingança tem destas coisas) transformaram em maioria absoluta. E em dez anos de poder agarrado ao alcatrão e ao betão dos fundos europeus... e aos interesses que à sua sombra cresceram. Que nem cogumelos... 


Depois, à segunda, o homem que não era nem nunca fora político, tem direito a mais dez anos na presidência da República. Ainda faltam uns meses...Que toda a gente deseja que passem depressa! 


 


 


 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A história do bi... E da areia!

Por Eduardo Louro


 


 


Os memoráveis festejos do 34 e do bi (fantástica, do mais bonito que se tem visto, a festa no Marquês) foram lamentavelmente marcados – e interrompidos – pela violência policial. Por saber está, ainda, como tudo terá começado. E se apenas se deve a alguns excessos – de hormonas ou de cerveja – ou se tem a ver com algo de mais profundo.


Mas não é disso que pretendo falar. Isso só quero lamentar. Quero falar da importância do bi, do que representa, independentemente do que se lhe siga.


Sabe-se que há 31 anos que fugia ao Benfica, naquele que tem sido, sem dúvida, um dos mais longos períodos de hegemonia na História do futebol em Portugal. Que se faz da prevalência do Sporting na década de 1940, da do Benfica nas décadas de 1960 e 70, e da do Porto na de 1990 e na de 2000. E de longos anos de jejum dos três protagonistas maiores desta história: 19 anos para o Porto, entre 1959 e 1978; 18 para o Sporting, entre 1982 e 2000, a que se juntam já mais 13, desde 2002; e 11 para o Benfica, entre 1994 e 2005.


A seguir ao título de 2005, o Benfica não tinha condições de o repetir. Fora ocasional, o próprio presidente do Benfica, já Luís Filipe Vieira, numa declaração que os adeptos não gostaram de ouvir, dizia que era cedo demais. Que o Benfica ainda não estava preparado. Percebeu-se que não!


Depois veio o de 2010, o primeiro com Jesus. E toda a gente percebeu que, ao contrário da última vez, cinco anos antes, o Benfica podia quebrar o longo ciclo portista. O Porto percebeu isso melhor que ninguém e tudo fez para o impedir. Pelo contrário, o Benfica, fez quase tudo o que não poderia fazer. Não interessa agora pormenorizar, mas lembramo-nos que o guarda-redes campeão – Quim, que não “dava pontos” - foi trocado pelo desastre Roberto, rapidamente transformado em foco de instabilidade. Que não foi dada a devida importância à Supertaça, que obviamente era decisiva para alicerçar a época.


Do outro lado tudo era meticulosamente preparado. O Porto percebeu que tinha de fazer da Supertaça a alavanca da época, e sabia que ainda dispunha das ferramentas que construíra e usara como ninguém ao longo de quase trinta anos. Ninguém esquece o que foram as arbitragens do Benfica nas primeiras jornadas. E no que foram as do Porto, em especial em Guimarães e na Figueira da Foz. E que à quarta jornada o Porto tinha 12 pontos, contra 3 do Benfica… Rapidamente se tornaria incontestável, com tudo devidamente branqueado por força do argumento de 21 pontos de vantagem final e da conquista a Liga Europa, contra o Braga de Domingos.


Depois o Porto acrescentaria ainda mais dois campeonatos, com Vítor Pereira. No primeiro o Benfica comandava tranquilamente com 5 pontos de vantagem que, pouco antes da visita do Porto à Luz, as arbitragens cirúrgicas de Guimarães e Coimbra puseram a voar. O resto ficou por conta de Pedro Proença, na Luz, com aquele golo em fora de jogo do Maicon.


E o segundo, com aquele empate com o Estoril, na Luz, na antepenúltima jornada, também esse com uma arbitragem a condizer, que culminou no golo do Estoril, também em fora de jogo, a “engolir” 2 dos 4 pontos de vantagem, num ano dramático em que o Benfica tudo dominou e, no fim, tudo perdeu. Depois, o tal golo do Kelvin aos 92 minutos do jogo do Dragão, fez o resto. Não foi bem o resto. O resto seria feito em Paços de Ferreira, o sensacional Paços do terceiro lugar, de Paulo Fonseca de malas feitas para o Porto, onde o árbitro transformaria em penalti uma falta sem nexo a dez metros da área.


Depois de dois campeonatos perfeitamente oferecidos, o Benfica voltou a ganhar, num ano em que, de pois de tudo perder, ganhou tudo, materializando a superioridade que da facto vinha revelando.


E o Porto voltou a fazer tudo para evitar que o Benfica fosse bicampeão. Investiu como pouca vezes, e terá provavelmente corrido riscos como nunca. Entrou em desespero, e lançou mão de tudo. Por isso se percebe que o Porto se tenha transformado numa avestruz gigante com a cabeça bem enterrada na areia. Num gigantesco buraco que abriu com a areia que há meses anda justamente a lançar aos olhos de toda a gente. E em especial dos seus adeptos!


 

domingo, 17 de maio de 2015

Selvajaria policial

Por Eduardo Louro


Foram divulgadas imagens televisivas de agressões brutais a três pessoas, umas das quais criança e as restantes, supostamente, o avô e o pai. A cena decorre nas imediações do Estádio, em Guimarães, no final do jogo entre o Benfica e o Vitória local. A criança está a beber - um refrigerante, parece - agarrado ao pai. Aproxima-se um polícia e percebe-se um diálogo... De repente e do nada, sem nada que visivelmente o justificasse, começa uma agressão brutal, despropositada e completamente desproporcionada por parte de um grupo de três ou quatro  polícias de intervenção. Selvaticamente, nâo popupando o idoso nem a criança, em pânico.


Repetem-se com desusada frequência estes comportamentos da polícia a lembrar os gorilas do antigamente. Desta vez há imagens. Esperemos que sirvam para alguma coisa... Todos temos direito a saber se, num Estado de Direito, a arbitrariedade e a violência são impunes quando vestem uniformes policiais.

Campeões....Campeões....Nós somos campeões...

Por Eduardo Louro


 


 


O Benfica é campeão. É bicampeão!


Era preciso ganhar em Guimarães. E a equipa entrou com pressa de ganhar, de acabar com a ansiedade. Sim, de acabar com ela e não de a evitar. Era inevitável.


Aos três minutos já o Benfica tinha desperdiçado duas enormes oportunidades de golo, com Jonas a rematar à trave e com Lima, isolado à frente do guarda-redes, a atirar por cima. Logo a seguir chega mesmo ao golo, mas Soares Dias, sempre em foco, anulou por fora de jogo inexistente. Pouco depois a bola saía dos pés de Maxi encaminhada para a baliza, mas no último momento resolveu ir de encontro ao poste. E voltou a não entrar.


O primeiro quarto de hora foi de sufoco permanente, que o treinador do Vitória tentava desesperadamente que os seus jogadores quebrassem por todos os meios, até que o guarda-redes percebesse que tinha de simular uma lesão, para lhe dar a oportunidade do desconto de tempo que o futebol não contempla.


A partir daí os jogadores do Guimarães começaram a levar o jogo para a quezília, tarefa que voltou a ter por protagonista principal um jogador emprestado pelo Porto. Desta vez chama-se Octávio, e não só escapou à expulsão como ainda “arranjou” um incrível amarelo para Fejsa. É sempre assim. Tem sido sempre assim… Os jogadores que o Porto espalha pelas equipas do campeonato também servem para isto. No último jogo, com o Penafiel, foi a mesma coisa… E conseguiram o afastar o Samaris do jogo de hoje. E que falta ele fez!


Na segunda parte não se repetiu o sufoco. Nem as grandes oportunidades de golo. O tempo ia passando, a ansiedade aumentando e a clarividência caindo. Aos 60 minutos Gaitan e Salvio construíram com grande espectáculo a última oportunidade. E aos 63 o árbitro Soares Dias explicou que não quis expulsar o capitão do Vitória, e que o critério de amostragem dos cartões amarelos não era para ser percebido.


À medida que o último quarto de hora se aproximava percebia-se que as coisas começavam a não sair bem. O filme de Braga, mas especialmente o de Paços Ferreira, começava a passar na cabeça de toda a gente. Tanta oportunidade de golo depois, tantas bolas nos ferros depois, o golo não aparecia e o 34º título de campeão nacional parecia que se faria esperar mais uma semana.  


Em Lisboa, no Restelo, as coisas tinham corrido ao contrário. Lá era o Belenenses a jogar e a criar oportunidades, mas quem marcava era o Porto, à beirinha do intervalo…


Mas seria de lá a vir a notícia que o D. Afonso Henriques se negava a dar. Faltavam cinco minutos para o jogo de Lisboa acabar, e pouco mais de dez em Guimarães (não, não é do fuso horário) quando o Belenenses marcou o golo que ao Benfica hoje sempre fugiu. E começou a festa…


Que vai durar até ás tantas. Porque ser campeão é uma grande festa. E 34 são 34. E o bi  já fugia há 31 anos…


BENFIIIIIIIIIIIIICA!

Campeões... Bicampeões

 



 

"O alpinista político"

Por Eduardo Louro



 


Marco António Costa está finalmente a ser investigado. Já que o Ministério Público permanecia de olhos e ouvidos fechados ao que  há muito por aí circulava, teve que ser o próprio Paulo Vieira da Silva, o antigo dirigente do PSD-Porto que vinha denunciando casos, uns trás dos outros, a apresentar a queixa no DIAP do Porto.


Ficamos à espera de notícias do "alpinismo político"...

sábado, 16 de maio de 2015

Não se percebe...

 Por Eduardo Louro


Hoje no Expresso: 350 milhões para a TAP, 35 mil para o Estado


 


Olho para a capa do Expresso e olho para as contas da TAP. Vejo um Passivo remunerado de 1.061 milhões de euros, e Capitais Próprios negativos em 512 milhões, e não percebo. Que o governo, como o primeiro-ministro foi esta semana dizendo, venda por valor simbólico - 1 ou euro ou 35 milhões, no caso não fazem grande diferença - pode aceitar-se. Que não entre capital para, no mínimo, retirar a TAP da situação de falência técnica é que não se aceita. Nem se percebe. Mas nisto de privatizações - e não é só nesta - já há tanta coisa que não se percebe...


 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Tanta coisa estranha

Por Eduardo Louro


 


 


Hoje fala-se do Acordo Ortográfico, que já entrou em vigor. Obrigatoriamente, diz-se. Sem se perceber porquê… Na realidade não há nele nada que se perceba. Basta que se chame Acordo quando é só desacordo. Não há acordo nenhum… a não ser que não há acordo.


Fala-se de um vídeo que por aí circula há dois dias, com um miúdo de 16 anos a ser agredido e humilhado… Na Figueira da Foz. Por não sei quantas miúdas... Não sei porque não vi, e não vi porque não quis ver… Não tenho nada contra quem viu, mas eu não quero ver. E acho mal que tenha sido replicado da forma que foi... Não que o assunto não seja sério… Demasiado sério para se não dever brincar. Como tanta gente brincou, muitos deles dos que se têm por gente de bem. Uns para puxarem de um certo marialvismo que lhes tolda as ideais, outros para exibir falsos pudores que lhes norteiam os princípios. Todos para achincalhar.


E fala-se da ex-mulher de Sócrates, que se atirou à Provedora Geral da República numa peixeirada – que me desculpem as peixeiras – que poderá não passar impune. Diz-se que até pode dar prisão, e ficamos a pensar que talvez aquilo tenha apenas sido solidariedade exacerbada.


Ou simplesmente mais uma coisa estranha em cima de tanta coisa estranha!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

O mordomo em maus lençóis

Por Eduardo Louro



 


O mordomo falhou... E é a vechia signora que vai à festa a Berlim... às costas de um miúdo - mais um - que o mordomo mandou para lá: Morata. Que marcou dois dos três golos - e que não festeja, o que é sempre bonito - que trazem a vechia signora, muitos anos depois, de volta aos grandes palcos. À segunda tentativa, um ano depois de ter sido o Benfica a impedir-lhe esse regresso...


Chegou ao Olímp(ic)o de Berlim. Vai ter de se haver com o Messi, Neymar, Suarez... Mas já é bom lá ter chegado.  


mordomo, é que fica em maus lençóis... Um ano depois tudo é diferente. Como muda tanta coisa em tão pouco tempo?


Se calhar vai vagar alguma coisa em Madrid. Ah...pois, o Lopetegui... 


 


 


 

I can get no satisfaction...

Por Eduardo Louro



 


 


Mais notícias do país das maravilhas de PPC: os níveis de incumprimento no crédito à habitação, que antes de números são dramas, dos maiores dramas das famílias portuguesas, teimam em desmentir a propaganda oficial.


I can get no satisfaction... É verdade. E faz hoje 50 anos esta obra prima do rock.


 


 

terça-feira, 12 de maio de 2015

Por um punhado de votos...

Por Eduardo Louro



 


aqui (no último parágrafo) tinha abordado o tema - como exemplo de falta de vergonha  - da doença da mulher do primeiro-ministro, que saltou da privacidade para a publicidade. Em toda a plenitude da palavra, no duplo sentido de tornar público e de forma de propaganda.


Hoje o Pedro Tadeu, no Diário de Notícias, encara-o de frente. O título que dá à crónica pode ser violento, mas diz tudo: "O cancro da mulher de Passos é propaganda?"


Choca. Mas não é isto chocante? Não é chocante que tudo se traia, e nada se respeite, em troca de um punhado de votos?

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O manto protector da inteligência

Por Eduardo Louro


 


 


Fica a ideia de um Lopetegui muito pouco inteligente... Que ainda não percebeu que está a ser a alavanca para levar Jorge Jesus a aceitar, finalmente, um dos sucessivos convites de Pinto da Costa para treinar o Porto... 


É que, ao fazer o que faz e dizer o que diz, só desperta em Jorge Jesus o mais primário dos instintos de vingança. Servida bem fria, com Lopetegui a sair com o rabinho entre as pernas, substituído por Jesus, sem dúvidas em chegar lá e começar a ganhar...


Se o Lopetegui pudesse estar sob o manto protector da sua própria inteligência, perceberia os riscos de se reduzir ao manto protector da inteligência dos outros... 

"O PSD devia pedir desculpa aos portugueses"

 


Por Eduardo Louro


Capa do Correio da Manhã


 


Este é o país das maravilhas de PPC. Sem nada que ver com a propaganda que, ao melhor estilo do velho vendedor de banha da cobra, Passos, Portas & Companhia por aí andam a impingir!


Em boa verdade não é um simples pentelho dizer que "o PSD devia pedir desculpa aos portugueses"...

domingo, 10 de maio de 2015

E pensávamos nós que já se tinha visto de tudo!

Por Eduardo Louro


 


 


As conferências de imprensa de Lopetegui, independentemente de cada vez mais ridículas, não mostram apenas um homem perdido, desacreditado e à beira da loucura. Mostram também um homem perdido, desacreditado e à beira da loucura que só vê pela frente uma plateia cheia de inimigos. Gente “com ganas” de prejudicar, sempre pronta a convocar todos os demónios contra o Porto, a quem ele responde à imagem e semelhança da maior personagem da literatura do seu país. Só que sem educação…


Como não há regra sem excepção, para que as conferências de imprensa de Lopetegui não fujam à regra, há sempre uma excepção. Surge sempre um convidado especial, devidamente arregimentado e de identidade escondida, para colocar a questão pertinente. A questão inteligente, a questão amiga que permite a Lopetegui longos minutos de insane - e pelos vistos impune - agressão a Jesus e ao Benfica, ódios de estimação transformados em moínhos de vento. 


Ontem, na conferência de imprensa do Benfica-Penafiel, alguém perguntou a Jorge Jesus se pensava fazer a festa já hoje, ao que o treinador do Benfica respondeu que não, que não lhe passava pela cabeça que o Porto perdesse hoje com o Gil Vicente.


Alguém esperaria outra resposta? Alguém conseguirá ver nesta resposta alguma ponta de provocação?


Claro que não. Mas, á falta de melhor, lá estava o convidado especial do costume a fazer desta resposta inócua e irrepreensível o rastilho para Lopetegui ter mais dez minutos de discurso miserável. Do mais miserável que se tem visto. E pensávamos nós que já se tinha visto de tudo!

sábado, 9 de maio de 2015

Campeões!

Por Eduardo Louro



 


Também no voleibol. Benfica campeão. Tricampeão!


Ao vencer por 3-0, com os parciais de 25-22, 25-22 e 20-25, o Fonte Bastardo. Ao impor a primeira derrota caseira da temporada aos açorianos, no quinto e decisivo jogo da final da competição, em Praia da Vitória, na ilha Terceira.


 

Ainda faltam 3 pontos... Ou já só faltam 3 pontos?

Por Eduardo Louro


 


 


Não gostei deste jogo, o primeiro dos três (ou dos dois?) que ainda separavam o Benfica do título.


As coisas não saíram bem, e o Benfica não fez um jogo à medida do que vinha fazendo. É certo que o Penafiel foi – e manteve-se sempre – uma equipa organizada, mas quase todas as outras que o Benfica defrontou o tinham também sido. E com casa cheia, com quase 60 mil em ambiente de festa, perante o último classificado, às portas da despromoção – donde acabou por se não livrar – ninguém esperava outra coisa que não uma grande jogatana.  


O primeiro golo, bem cedo como é costume, logo aos 8 minutos, na primeira jogada à Benfica, toda ela espectáculo, prometia mais uma dessas grandes jogatanas. Se o era, ficou por cumprir!


A primeira oportunidade tinha dado no primeiro golo. A segunda só não deu porque o árbitro assistente assinalou mal um fora de jogo ao Jonas, quando já tinha passado pelo guarda-redes. À terceira, á meia hora de jogo, o segundo golo. Mais um golo de autor, um golo à Jonas. Fantástico! Ainda mais duas oportunidades antes do intervalo, com o guarda-redes iraniano do Penafiel a opor-se bem ao remate de Jonas, e a barra a impedir mais um golo a Lima.


A esta altura pensará o leitor: “dois golos e mais três oportunidades e ainda se queixa. Exigente, o tipo”…


Talvez tenha razão, mas já não basta que o Benfica ganhe.  E a exibição do Benfica ressentiu-se do sub rendimento de Pizzi mas principalmente porque, sem Gaitan, Sulejmani não teve nada a ver com o que prometera em Barcelos, há oito dias. A equipa só teve uma asa, pelo regressado Salvio. 


Na segunda parte as coisas não melhoraram. Com Olá John e Talisca (o croata, em modo off e o argentino, farto de levar pancada, e em risco de quinto amarelo, tinham mesmo de sair) o Benfica ficou sem asas. Já se percebeu que o holandês não está muito virado para ser jogador profissional de futebol. Também há muito que se percebeu que o brasileiro não é jogador para as alas. O que não se percebe é a insistência de Jesus…


Ficaram as exibições de Jardel (em grande forma), Jonas e Lima. Mas também de Luisão, Samaris e Maxi. E o resultado, com mais dois golos, em apenas dois minutos (60 e 62), com Lima em ambos. A assistir o Pizzi no primeiro e a aproveitar um mau atraso de um adversário para bisar no jogo, e ficar a apenas um golo de Jonas e Jackson no topo da lista dos marcadores.


Ficou uma arbitragem deplorável, e ficou um nome que ficamos a conhecer: Vítor Bruno. Quis conhecer melhor e fiquei a saber que é de Vila do Conde e fez a formação no FC Porto!


 No meio disto tudo ainda faltam 3 pontos. Ou já só faltam 3 pontos?


 


 


 


 


 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Ai as sondagens...

Por Eduardo Louro


Resultado de imagem para eleições reino unido 2015


 


Os resultados eleitorais no Reino Unido vêm carregados de más notícias. Em primeiro lugar para as sondagens, cujo empate técnico que grarantiam dá, afinal, numa maioria absolutamente confortável dos Conservadores que, no momento em que escrevo e ainda com a contagem por encerrar, já atingiram o 322º deputado, a apenas um dos 323 da maioria absoluta. Depois, naturalmente, para os trabalhistas, com uma derrota histórica, e para os liberais-democratas. Também para a extrema-direita xenófoba, mas essa é uma óptima notícia...


As boas notícias foram evidentemente para David Cameron, a colher os louros de uma economia em crescimento, e com o desemprego nuns invejáveis 5%, em resultado de opções completamente demarcadas - e mesmo antagónicas - das seguidas na UEM, ao ritmo da batuta alemã. E para Nicola Sturgeon - os nacionalistas escoceses dizimaram os trabalhistas, que praticamente desapareceram do mapa eleitoral da Escócia -, voltando a colocar na agenda, poucos meses depois do referendo, a saída da Escócia do Reino Unido.


Boas notícias também para o eurocepticismo - é hoje claro que só o interesse no mercado comum prende os britânicos à UE -, o que não é novidade por aquelas bandas. Novidade é que nunca isso foi tão natural! 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Apenas falta de vergonha...

Por Eduardo Louro



 


Interpelado no debate quinzenal pela deputada Catarina Martins nos seguintes termos:


"Quando o Estado tentou penhorar os bens de Dias Loureiro, ele não tinha nada em seu nome, tinha tudo em nome de familiares. Um homem que não tinha nada, mas veja lá que é tão metódico que até conseguiu, anos depois, comprar parte da editora que editou seu livro, em que aproveita para se queixar dos SMS de Paulo Portas e enxovalhar o CDS".

Passos Coelho respondeu nos termos seguintes:


"É verdade que me encontrei com o senhor doutor Dias Loureiro, e espero que ele não se sinta visado nem ultrapassado por eu ter suposto que - estou convencido que ele sabe - com o que viu no mundo e com a experiência que adquiriu, partindo de Aguiar da Beira, que não é por se viver no interior, que hoje não podemos, graças às muitas renovações tecnológicas, graças a muito trabalho de transformação da economia portuguesa, vencer na vida e ter negócios bem-sucedidos".

Não. Não é mais uma questão de cu e de calças, de bota e de perdigota, ou do que é que uma coisa tem a ver com a outra. Não é também só uma mera questão de lata. É mesmo de falta de vergonha!


A mesma velha falta de vergonha. Da Tecnoforma, dos rendimentos escondidos em despesas, da Segurança Social. Ou a da reserva da privacidade na doença, tão facilmente mandada às ortigas ao sabor do mais rafeiro eleitoralismo

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Quando Messi...

Por Eduardo Louro



 


Quando de um lado estão Neymar e Messi, no outro nota-se mais a falta de Alaba, Ribery e Roben...


Quando Messi aparece e faz dois golos em três minutos... Quando Messi deita Boateng em plena grande área e oferece um chapéu daqueles a Neuer... Quando o Bayern de Guardiola perde o norte e se expõe aos erros a que sempre obriga os outros...


Quando vemos Guardiola em Camp Nou e temos a sensação que nunca dali saiu, que sempre ali esteve, naquela mesma posição... Quando em apenas 15 minutos tudo aquilo lhe cai em cima, e o céu passa a inferno...


Quando o Barcelona perde na posse de bola para o adversário... Quando o Bayern não acerta com um único remate à baliza... Quando - isto sim - é champions... 


Quando este grande jogo de futebol deveria ser o da final!


 


 

No fio da navalha...

Por Eduardo Louro


 


 


Não sei se se recordam, mas há quatro anos, na campanha eleitoral, Passos Coelho fartou-se de dar tiros no pé. Na altura tudo lhe foi perdoado, a ânsia de nos vermos livres de Sócrates perdoava tudo. Era falta de experiência política - dizia-se. Ou mesmo, para os mais fartinhos de José Sócrates, a pureza da virgindade…


Hoje todos temos uma leitura diferente. Basta olhar para os vídeos que por aí circulam a comparar o que então disse o candidato Passos Coelho com o que depois fez o primeiro-ministro com o mesmo nome, para perceber que não era nada disso. Hoje sabemos que as gafes com cheiro à pólvora do tiro no pé fazem parte de um certo populismo que cultiva. É uma certa atracção pelo risco, e uma maneira de trazer sempre as coisas para o fio da navalha.  


Continua a acreditar nisso. Depois do elogio público e enfático ao amigo Manuel Dias Loureiro, desata à pancada no parceiro de coligação. Em nome da confiança, meia dúzia de dias depois de a apresentar e ainda antes de lhe escolher o nome…

terça-feira, 5 de maio de 2015

São o que escolheram ser

Por Eduardo Louro



 


Se estas coisas se passassem entre pessoas de bem, de certeza que esta não ia correr bem.


Mas como não é o caso, e eles são o que escolheram ser... siga p´ra bingo.  


Já percebemos que nunca poderiam ter escolhido ser gente decente!


 

Resgate moral

Por Eduardo Louro


 


 


Esse grande vulto da vida nacional, e escriba emérito que responde pelo nome de Duarte Marques, citou-o num dos seus escritos que o Expresso publica. Alguém capaz de merecer a admiração dessa eminência do PSD só podia ser gente de pensamento profundo, injustamente votada ao anonimato, donde teria de ser imediatamente resgatada.  O país não podia continuar a desconhecer o pensamento produzido e armazenado em tão brilhante mente!


Foi provavelmente isso que terá animado Francisco Louçã a partir à pesquisa dos seus feitos e a trazer Pedro Cosme Vieira, professor na Faculdade de Economia do Porto – seu colega, portanto – para o grande público. Não foi em vão, o tempo perdido por Louçã.


O país descobriu alguém que tem uma solução para a SIDA: o abate sanitário de todos os infectados. Sem qualquer problema na demografia: em apenas 15 anos, já sem ninguém infectado, seriam recuperados os 35 milhões de pessoas abatidas. E também solução para o drama dos que atravessam o Mediterrâneo para fugir da morte que lá têm por certa: atropelá-los em alto mar e “meter um tiro em cada um “ que consiga sair a nadar. Nos primeiros dias morrerão uns milhares, mas em pouco tempo deixará de haver do lado de lá “pretalhada” a querer entrar naqueles barcos.


É isto um professor universitário. É isto um modelo de referência da entourage Passista, de que Duarte Mendes é apenas um specimen.


Ah… Parece que, captada a fama, pôs agora a correr que tudo isto não passa de uma estratégia de comunicação. De uma forma de fazer ouvir o seu blogue na selva da blogosfera. Imagino a decepção do Duarte Marques…  


Haverá  ainda tempo para o resgate moral do país?


 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

A campanha não pode ir à praia!

Por Eduardo Louro



 


Cavaco empurra as eleições o máximo possível para a frente. Dá até ideia que gostaria mesmo era de as ir empurrando para as calendas... Por causa das férias, se fossem em Setembro a campanha eleitoral iria cair nas férias...


Não se importa nada que a campanha eleitoral se arraste por 7 ou 8 meses. Que paire sobre tudo, e tudo condicione. Que ande por todo o lado... Só não pode ir à praia.


E isso do orçamento não tem importância nenhuma ... Só importa às vezes, quando dá jeito. Ou quando lhe serve para sacudir a água do capote!

domingo, 3 de maio de 2015

Mãe

Por Eduardo Louro



 


Não ligo nenhuma aos dias disto e daquilo, que todos os dias se repetem. Não há dia que não seja dia de qualquer coisa, porque as mentes dedicadas ao marketing não param. E este é um templo cheio de vendilhões... Mas o dia da mãe é outra coisa. É outro dia, mesmo que já lhe tenham dado a dimensão comercial de todos os outros.


Desde sempre me lembro dele. Era a 8 de Dezembro, fosse essa data em que dia fosse. Mudaram-no para um domingo, para o primeiro de Maio. Para o primeiro domingo de Maio, que até pode ser o próprio 1º de Maio. Também dia do trabalhador, como o outro também era o dia de Nossa Senhora da Conceição... O tal em que o anjo veio explicar a Maria o que Maria teve certamente dificuldade em explicar a José...


Mas disso não digo mais nada, porque é dia da mãe e a minha nunca gostava que eu dissesse coisas dessas. Digo apenas que mãe não é toda aquela que pariu um filho. Mãe é quem o ama incondicionalmente, como só as mães sabem. E para isso às vezes nem é preciso pari-lo!


A todas, um beijinho do tamanho do seu colo, sem fim e único. O beijinho que eu tanto queria dar à minha...

sábado, 2 de maio de 2015

À campeão

Por Eduardo Louro


Gil Vicente vs Benfica


 


Com cinco golos de Capela, o Benfica arrumou com o primeiro dos quatro últimos jogos que o separavam do título... Não, temos pena sr (F)LOPetegui... Não foi assim, eu é que ainda estava com o balanço da sua miserável conversa da treta. Não foi assim porque esse tal Capela passou o tempo todo, por tudo e por nada - a maior parte das vezes por nada -, a assinalar faltas aos jogadores do Benfica, e não lhe sobrou tempo para mais nada.


Não foi com golos do Capela, mas foi com golos do Maxi. O primeiro aos quinze minutos - onde o finalmente reaparecido Sulejmani foi pouco menos que brilhante - e logo roubado ao Jonas, que alcançaria o Jackson na lista dos melhores marcadores. Mas não faz mal, Maxi. Só faz bem, porque os golos só fazem bem, mesmo o primeiro, que já fez tão mal. E o Jonas não é o Cristiano Ronaldo...


Até porque não foi preciso esperar muito mais de cinco minutos para chegar a sua vez. E que golo. Um golo à Jonas, já se pode dizer assim. Simplesmente fantástico, de primeira, como tinha de ser. Com a bola a ir direitinha ao sítio onde a coruja dorme. O golo do jogo, porque foi um grande golo, daqueles com marca... Porque deixou finalmente o Jonas no topo da tabela dos marcadores...Mas acima de tudo porque foi o segundo, que acabava com aquela mala pata do primeiro golo marcado cedo, que tão maus resultados tinha já dado. 


Mas nem assim, nem com o segundo golo os rapazes do Gil Vicente quebraram. Tinham as pilhas bem carregadas, percebia-se. Pena que as gastassem mais a fazer teatro que a jogar à bola. Compreende-se a ideia: os jogadores da casa terão tido ordem para acrescentar um espectáculo de teatro ao do futebol, como forma de justificarem o absurdo preço dos bilhetes. O dobro dos preços praticados na recepçâo ao Sporting e ao Porto, com o mais barato em 30 euros. Por isso os estádio não esgotou, por isso algumas clareiras... Porque nem todos os benfiquistas estão dispostos a pagar tanta distinção!


No reinício, logo no primeiro minuto da segunda parte, o capitão Luisão resolveu tudo com o terceiro, e pôs um pedregulho em cima do resultado, como diria aquele comentador que a gente conhece. 


O Gil Vicente desapareceu do jogo, entregou-se exclusivamente ao teatro e dexou espaços por onde o Benfica passou a entrar para fazer o que queria. Pintou a manta. Fez mais dois golos e só não fez muitos mais porque a bola passou a não entrar. E porque o Gaitan, depois de tanta pancada que levou, tinha sido obrigado a abandonar o jogo ainda na primeira parte. Ah... com aquele espaço todo, se lá estivesse lá o génio do argentino...


Tem sido sempre assim. Quando foi preciso aparecer o Benfica afirmativo, sem deixar dúvidas a ninguém, ele apareceu. Assim mesmo, á campeão. O resto é conversa da treta, como diria o Jorge Jesus...


 

Mais um caso de dupla personagem

Por Eduardo Louro


 


 


A greve dos pilotos da TAP lá vai fazendo o seu percurso, os seus estragos - mesmo que pouco passe de um flop - e a sua história, cheia de estórias. Uma delas foi-nos contada pela RTP, e passa-se à volta de uma dupla personagem: o piloto Lino da Silva, que é o consultor financeiro do Sindicato Paulo Rodrigues, a lembrar outras estórias, também de viagens e aviões, em que o árbitro Carlos Calheiros encarnava o passageiro José Amorim.  


Lino da Silva é um piloto de longo curso que os colegas respeitam.  Paulo Rodrigues é o Lino da Silva que deixa de ser piloto para passar a ser economista e consultor de quem os pilotos desconfiam, e a quem o sindicato paga os serviços a 280 euros por hora. Valor que a direcção do sindicato acha normal, e que só na preparação desta greve já rendeu a um e custou à outra 170 mil euros.  


Paulo Rodrigues não é sindicalizado, mas os pilotos sentem-no dono do sindicato. A direcção garante que não, que ele só faz as contas que lhe manda fazer. Mas acha justo o preço de 280 euros por hora para simplesmente lhe fazeram as contas que lhe entende mandar fazer.


Diz ainda a direcção que a contratação dos serviços do consultor/piloto constava do programa eleitoral da candidatura.  Acha que isso lhe legitima a decisão, sem perceber que mais aprofunda ainda a suspeita.


Às vezes, e quase sem darmos por isso, lá vão aparecendo umas pontas das cordas do enforcamento colectivo a que este país foi condenado

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Não pode continuar a valer tudo!

Por Eduardo Louro


 


 


Não há volta a dar-lhe: o Porto não conhece outros métodos. Não consegue aceitar que as coisas se decidam dentro de campo, e não abdica dos velhos métodos.


Que depois dos jogos inventem favorecimentos, critiquem, pressionem ainda vá que não vá. Que antes dos jogos, antes que haja o que quer que seja para comentar, criticar ou inventar, façam o que o Sr Lopetegui anda a fazer é intolerável. O que esse senhor está a fazer com o nome do árbitro João Capela é inqualificável. Não deixa de ser um mau caracter que não sabe perder, mas é claro que está apenas uma vez mais a emprestar a voz. Só alguém sem a mínima dignidade pessoal se presta desta forma à miserável condição de voz do dono.


 Ninguém conseguirá perceber que o intolerável comportamento do treinador do Porto passe impune.


Se esta não é a República das bananas que Lopetegui quer fazer crer que é, se a Liga e a Federação têm alguma coisa a ver com a administração do futebol; ou se Fernando Gomes e Luís Duque não existem apenas para servir outros interesses que não os do futebol português, Lopetegui tem que ser clara e severamente punido.


Não vale tudo. Não pode continuar a valer tudo!


Como Luís Filipe Vieira não pode continuar em silêncio. Nenhum benfiquista lhe perdoará que perante isto continue calado… E entregue ao abraço do urso!


 

Também acredito na desconvocação da greve...

Por Eduardo Louro



 


Mais do que Pires de Lima sempre acreditou, eu acredito que a greve dos pilotos da TAP seja ainda desconvocada. Eles só não queriam por nada perder a surpresa que o Pingo Doce sempre reserva para este dia... Agora que já perceberam que desta vez Soares dos Santos se fica pela compra do Oceanário, vão voltar ao trabalho. Vão ver que sim...

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...