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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Aahrus 1 - Benfica 3

 


O Benfica está na fase de grupos da Liga Europa, depois de confirmar o resultado da primeira mão, em Lisboa. Perante os dinamarqueses do Aahrus confirmou o resultado, confirmou a exibição, e confirmou-se também a perdulário. Voltou a perder muitos golos, a começar num remate ao poste, de Barreiro, logo aos seis minutos.

Voltou a recorrer à sua equipa base, onde nesta altura falta Palhinha, para o onze inicial. E voltou a ser penalizado com um golo sofrido, na única oportunidade que concedeu. Foi tudo mau, nesse golo, em saída para o ataque. Foi completamente despropositado o passe de Tomás Araújo, foi de total negligência a recepção de Sudakov, a deixar-se antecipar, e foi de grande felicidade o remate de Carstensen, que sofreu um ressalto que enganou Samuel Soares.

O Aahrus foi uma equipa chata, como já se esperava. Muito física, mesmo dura, por vezes. Ficaram por mostrar alguns cartões, e pelo menos por expulsar um jogador. Com o seu futebol feito de posse e verticalidade o Benfica rapidamente impôs o seu jogo. Tranquilamente, mesmo sem foçar demasiado, impôs a sua superioridade e mandou o campeão dinamarquês directamente da Champions para a terceira divisão da Europa, a Liga Conferência.

Numa primeira parte muito forte, com Prestianni e Rafa em muito bom plano, e com grande consistência defensiva, o Benfica chegou ao golo pelo jovem argentino, a contar também com o desvio no pé de um defesa adversário. 

A segunda parte não foi muito diferente. Começou praticamente com o aviso sério de Rafa, com a bola a sair rente à barra, a deixar à vista o segundo golo, que marcaria logo a seguir, à passagem dos 10 minutos. Cinco minutos depois o Aahrus marcou o tal golo, a que Prestianni respondeu no minuto seguinte, com um golo sensacional. Um golaço!

E a partir daí veio o jogo das substituições, sem mais alterações no marcador. Primeiro Sudakov e, para não parecer mal, Rafa, por Schjelderup e Gonçalo Moreira, em estreia, nesta época. Mais tarde Duran e Lukebákio substituíram Pavlidis e Prestianni, o melhor em campo. E finalmente estreou-se Circati, substituindo Lenglet.

Sugeri acima que, na primeira substituição, Rafa saiu para não ser apenas Sudakov a sair. Marco Silva tem mantido a aposta em Sudakov. Até a substituí-lo usa "pinças", para não o melindrar. Foi isso a meu ver que fez, ao substituí-lo em simultâneo com Rafa. Pare-me no entanto que, após este jogo, fica mais difícil a Marco Silva defendê-lo.

Não foi só pelo comportamento no golo. Nem pela falta de golos e assistências. É que, sempre que vem ao meio, e isso acontece variadíssimas vezes por jogo, Prestianni mostra como se joga ali. Naquela posição.

Já que tanto falo em Prestianni, seria aconselhável - e desejável - que se renovasse já o contrato. E com um salário apropriado. Para evitar aquelas coisas que acontecem no Benfica.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Benfica 3 - Aahrus 1

 



Hoje na Luz, cheia, o Benfica, com o onze habitual, realizou uma grande exibição, na primeira parte do jogo, frente aos dinamarqueses do Aahrus - uma equipa eliminada da fase de apuramento da Champions -, para a primeira mão do "play-off" de acesso à Liga Europa.

A segunda parte foi diferente - já lá vamos - mas, mesmo que sejam as últimas imagens a perdurar, não nos podemos esquecer daquela primeira parte.

Aí, o Benfica apresentou um futebol que dá gosto ver. Rápido, pressionante, e de um enorme caudal ofensivo. O primeiro golo surgiu logo ao segundo minuto, em resultado de uma excelente jogada de futebol, com envolvimento pela direita, culminado com um centro de Bah, e da pressão colocada em jogo, com o golo (de Rafa, o melhor em campo) a surgir apenas ao terceiro remate, com os dois primeiros defendidos em cima da linha de golo. 

A partir daí seguiu-se uma enxurrada de futebol, de oportunidades de golo, e de defesas extraordinárias do guarda-redes dinamarquês. Só à meia hora o Benfica lograria o segundo, na sequência de um canto (foram seis, na primeira parte), por Barreiro. A cena repetiu-se, foi na garra que Barreiro encostou ao segundo poste, já depois de a bola ter mostrado intenções de não querer entrar.

O terceiro foi de Pavlidis, de pênalti. Muito bem marcado, e tirado a ferros. Porque já um tinha sido sonegado, e porque, no lance anterior, Rafa tinha sido derrubado dentro da área no momento do remate, e o árbitro italiano marcou ... canto. Porque, no canto, a bola foi desviada com a mão, e o árbitro nada assinalou. Porque, finalmente, foi chamado pelo VAR, e não teve como não assinalar o pênalti.

Antes, numa perda de bola no ataque de Langelet, mas também com bastante sorte nos ressaltos, o Aarhus marcou, por sinal num belo remate, à entrada da área, no único que fez baliza. Onde é que já vimos isso? Tantas vezes!

Ficava assim feito o resultado. Uma mentira do tamanho do mundo!

O Benfica fez na primeira parte 21 remates (contra 2 dos dinamarqueses). O guarda-redes Mads Hedenstad fez sete defesas. Cinco de de golo certo: Rafa (14 e 27 minutos), Prestianni (19 e 29), e Pavlidis (41). Para além destas grandes oportunidades de golo, o Benfica teve mais três anuladas por defesas dinamarqueses: Pavilidis (11 minutos), Sudakov (13) e Lengelet (37).

A segunda parte foi diferente. Bastante. A equipa dinamarquesa apareceu diferente, e o Benfica sentiu mais dificuldades para se adaptar às novas exigências do adversário. Construiu oportunidades de golo suficientes para dar outra expressão ao resultado, especialmente no último quarto de hora, quando os adeptos voltaram a puxar pela equipa, para que melhorasse o resultado. Fez "apenas" 10 remates, e dispôs de, pelo menos, quatro boas oportunidades, por Rios (75 minutos), Schjelderup e Dahl (78 e 90 minutos, de novo com grandes defesas de Mads HedenstadI) e Duran (90+2). Todos, à excepção de Dahl, entrados perto do último quarto de hora.

O Aarhus foi na segunda parte uma equipa muito mais defensiva, mais vertical e muito mais física. Com alguma violência, até. A estatística volta a confirmá-lo: a posse de bola do Benfica subiu de 65%, ao intervalo, para 71%; e as faltas, que na primeira parte (tem que se dar o desconto ao desastrado árbitro italiano) tinham sido de cinco para o Benfica, e apenas duas para os dinamarqueses, passaram para 10 e 17, respectivamente. 

Mas, é verdade, o futebol do Benfica nunca teve o mesmo brilho.




O aldrabão mor

Sem surpresas. Era esperado! O aldrabão mor do reino juntou-se aos protestos que grassam no país.  Tal e qual como no caso de legislação lab...