quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Bom 2026

Joyeuse célébration de la nouvelle année 2026 | Vecteur Premium


Está a acabar... Mais umas horas e, entre rolhas a saltar, foguetes a ribombar, luzes a voar e copos a tilintar, vai-se desta para melhor. Já toda a gente anda farta dele, mas é sempre assim: os últimos dias já quase não contam para mais nada que não seja para contar os que ainda faltam. Tudo se adia, tudo se empurra para o ano novo, engrossando-lhe as responsabilidades. Porque, ano novo, vida nova... mesmo que a vida seja a mesma de sempre.


Queremos acreditar que naquelas doze passas cabe toda uma vida nova. Que naqueles abraços se abraçam todos os sonhos que se renovam na magia de cada meia noite de 31 de Dezembro... 


Um bom 2026 para todos!


PS: há 10 anos, como hoje!

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Campeões da paz

                          Netanyahu comparte imagen IA de Trump ganando el Premio Nobel de la Paz ...


 


Falhado o Prémio Nobel da Paz, afagam-lhe o ego não com um, mas com dois "Prémios Paz".


Primeiro, no início do mês, foi Infantino, um exemplo mundial de ética, a entregar a Trump o “Prémio da Paz" da FIFA. Depois, mesmo em cima da hora de fecho do ano, foi Netanyahu, esse expoente máximo do paz e da concórdia, a entregar-lhe mais um, outro “Prémio da Paz". Em casa, em Mar-a-Lago, este a mais alta honra civil de Israel.

Não há volta a dar

Marcelo transmite apoio à PGR na autonomia do Ministério Público e no ...


Duas figuras - melhor, uma figura e um órgão - que deviam permanecer fiéis ao princípio da independência, insistem em interferir sempre que há eleições  em Portugal. Refiro-me ao Presidente Marcelo e ao Ministério Público.


Marcelo, enquanto presidente, não resiste. Arranjou um acaso, num semáforo na Praça de Espanha, para se encontrar com Teresa Leal Coelho durante a campanha eleitoral para numas autárquicas; outro, na Feira do Livro de Lisboa, para se encontrar com Carlos Moedas durante a campanha eleitoral, de novo, nas autárquicas; outro para Sebastião Bugalho, na Ovibeja, desta vez durante a última campanha para o Parlamento Europeu; e outro ainda, na FIL, com Luís Montenegro durante a campanha para as legislativas, este falhado pelo imponderável de uma lata de tinta de um manifestante ter obrigado o candidato a primeiro-ministro a sair para mudar de fato. 


Desta vez, quando mais recato lhe era exigido, por se tratar das eleições que decidirão o seu sucessor, resolveu marcar um Conselho de Estado precisamente para o meio da campanha eleitoral. Um Conselho de Estado remendado, e justamente com dois dos seus membros na disputa eleitoral.


O Ministério Público não é menos certinho. Se não há festa nem festança sem a Dona Constança, não há processos eleitorais sem buscas, inquéritos e outros que tais!


Desta, foi a vez de anunciar que está a investigar ajustes directos aprovados por Gouveia e Melo enquanto comandante Naval da Marinha, entre 2017 e 2020.


Não há mesmo forma de dar a volta a isto!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Perante um problema de capitalização do Novo Banco, o Banco de Portugal decidiu-se pelas regras que o novo ano vai trazer para esta coisa já corriqueira de acudir aos bancos. As novas regras que aí vêm passam genericamente  do bail out (basicamente são os contribuintes a pagar) para o bail in (a factura é basicamente apresentada aos accionistas), e foi isso que o Banco de Portugal - apoiado no BCE - fez, ao capitalizar o Novo Banco em 2 mil milhões de euros com a transferência das obrigações seniores para o BES, banco mau.


Visto assim parece fácil. Parece até que é uma decisão que só peca tardia. Que, se calhar, devia ter sido tomada logo na altura da resolução. Não foi porque, disse-se na altura, era prejudicial ao país: afastava os investidores.


Pois... Mas agora não é assim tão fácil!  Não é, porque o Banco de Portugal não tratou por igual aquilo que é igual: as obrigações séniores são todas iguais, não mudam em função das mãos em que se encontram. O Banco de Portugal apenas deitou mão às obrigações seniores detidas por investidores institucionais - que já não se receia afastar - deixando de fora as dos particulares. Provavelmente porque, em boa parte, se trata dos chamados lesados do BES, acabados de calar justamente com esses títulos...


É mais uma demonstração de como o Banco de Portugal continua a correr atrás dos problemas. Sem conseguir agarrar nenhum, deixando-os fugir todos... E na maior parte das vezes empurrando-os ele próprio, como volta a acontecer agora com a litigância que para aí vem.

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Ora aí está: "Sporting muito perto de acordo de 500 milhões com a NOS"!


Podia lá ser de outra maneira?


 

domingo, 28 de dezembro de 2025

Braga 2 - Benfica 2


Nesta terceira deslocação ao Minho do campeonato, na penúltima jornada, o Benfica tinha de enfrentar um grande Braga. Aquele que deu um banho de bola ao Porto, no Dragão, e que empatou em Alvalade, com todo o mérito. Quis a Comissão de Arbitragem que tivesse também de enfrentar o árbitro João Gonçalves, mais um especialista na arte de roubar o Benfica (basta lembrar, só no último campeonato, o AFS-Benfica, o Benfica-Famalicão e o Estoril-Benfica) e nos arranjinhos ao Sporting, com o canto fantasma que lhe deu três nos Açores ainda fresquinho. E o Tiago Martins, que dispensa apresentações, com a espinha da final da Taça atravessada na garganta dos benfiquistas.


Começo por aqui simplesmente porque, conhecidas as nomeações, não ouvi ninguém do Benfica dizer o que quer que fosse sobre o assunto. Porque o Benfica "come e cala", como já o próprio Mourinho tem que vir a público dizer. E por isso ninguém se pode espantar com o que lhe acontece.


Agora o jogo: o Benfica entrou com o onze tipo, com Barreiros de regresso à equipa, e Prestiani ao banco. E entrou bem, com um início tranquilo, só perturbado quando Dahl resolveu encetar uma série de asneiras que iriam marcar a mais desastrada exibição individual da primeira parte.


Tudo começou quando, sem grande pressão, resolveu ganhar um lançamento lateral chutando a bola contra as pernas do adversário. Saiu-lhe mal, como tudo acabaria por lhe sair mal sempre que, defender, que é a sua primeira responsabilidade, era a sua obrigação, acabando por ser manteiga quente para a faca afiada de Zalazar. 


Desse primeiro premonitório erro resultaram os primeiros calafrios junto da baliza de Trubin. E a inversão completa do sentido do jogo. Não sei se por terem minado a confiança dos jogadores do Benfica, se por lhes ter sabido a banho de humildade em modo de complexo de inferioridade. Sei é que foram ouro para a auto-estima dos de Braga, e para lhes encher o ego de confiança.


A partir daí o Braga passou a dono e senhor do jogo, a fazer lembrar o que tinha feito ao Porto, no Dragão. Com uma diferença: não conseguia criar oportunidades de golo. 


O Benfica demorou a reagir à superioridade do adversário. Tanto que só conseguiu o primeiro remate aos 25 minutos, o primeiro de muitos, e quase todos desastrados, de Rios. Quando, três ou quatro minutos depois, fez o segundo,  na resposta de cabeça de Otamendi ao exímio pontapé livre de Sudakov, e abriu o marcador, o Benfica apenas ainda tentava equilibrar as forças em confronto.


Pensou-se então que aquilo a que se chama sorte do jogo tinha caído para o Benfica. E que, a partir daí, era só controlar, coisa que os últimos jogos mostravam que a equipa sabia fazer bem. Durante 10 minutos, e até porque o Braga continuava sem conseguir construir situações de golo, pareceu que assim seria. Só que bastaram cinco minutos, os últimos da primeira parte, para o Benfica voltasse aos erros que oferecem golos.


Primeiro foi Dahl a voltar a falhar, desta vez na disputa da bola nas alturas, chegando atrasado e acabando por levar com a bola no braço. Penálti, que o excelente Zalazar converteu com classe no golo do empate.  O golo da reviravolta resultou de um festival de asneira. Começou numa desatenção de Aursnes, lá na direita, a trair a linha de fora de jogo que permitiu, no outro lado, a um jogador do Braga dar sequência a uma bola recuperada. Passou pela enésima banhada de Zalazar a Dahl, comido de cebolada mais uma vez, e acabou com Rios, bem posicionado dentro da área, a interceptar o cruzamento do uruguaio mas, inexplicavelmente, a querer sair a jogar. Escorregou - ou fez-se de escorregado quando viu que já tinha perdido a bola? - e a classe de Pau Víctor fez o resto.


Ninguém poderia dizer que, face ao que cada uma das equipas jogou, o resultado ao intervalo não fosse justo. Mas poderia dizer-se que o Benfica entregara o ouro ao bandido. Que, mesmo que tivesse jogado mais, e melhor, o Braga não tinha criado mais oportunidades de golo.


Na segunda parte tudo mudou. Mourinho não mexeu no onze, manteve até o Barreiro, que nunca se tinha encontrado com o jogo, e o Dahl destroçado às mãos (aos pés) de Zalazar, mas foi outro Benfica. Pegou no jogo, e não o largou mais.


Foi preciso pouco tempo para mexer também no marcador. Bastaram 8 minutos de superioridade clara para Aursnes mostrar a Rios como se faz, com um grande golo, num excelente remate fora da área, descaído sobre a direita. E as oportunidades de golo passaram a suceder-se a um ritmo tão avassalador quanto a exibição do Benfica. De tal forma que, ainda antes de esgotado o primeiro quarto de hora, Vicens lançou mão do truque da lesão do guarda-redes. 


Não lhe valeu de muito. Nada quebrava o Benfica da segunda parte. Ao Braga valia o (também excelente) guarda-redes Hornicek, que ia defendendo tudo o que lhe aparecia pela frente.  E valeram ... claro, aqueles senhores com que comecei, lá em cima.


João Gonçalves foi sempre habilidoso, na forma do costume, mas só isso. Na primeira oportunidade, aos 73 minutos, anulou o golo limpo de Dahl. Do 2-3, da vitória. No VAR, Tiago Martins chamou-lhe um figo!


O jogo teve mais peripécias, incluindo a expulsão, tardia, já no fim, do Ricardo Horta, o Benfica mais oportunidades para ganhar o jogo, mas é mais este golpe, hoje decisivo no afastamento definitivo do Benfica dos dois primeiros lugares do campeonato, que fica. Depois de direcção do Benfica ter deixado passar em claro mais uma nomeação provocatória, de nada vale o que agora venha dizer. 


 

Brigitte Bardot (1934-2025)

Brigitte Bardot completa 90 anos e pede presente de aniversário muito nobre  - Só Notícia Boa


BB, como ficou para o mundo, não precisou de ganhar qualquer prémio importante, daqueles que imortalizam actores e actrizes, para ficar para sempre como uma das estrelas maiores da História do cinema. Não precisou sequer de uma carreira longa, bastou-lhe ser crista da onda das décadas de 50 e 60 do século passado.


Afastou-se em 1974, com apenas 40 anos, e permaneceu o sex symbol que se revelara ao mundo em 1957, num filme que escandalizou até as sociedades mais evoluídas da época, objecto de censura em larga escala, que só poderia mesmo chamar-se "E Deus criou a mulher". 


Lançou aí o biquíni, e não mais deu paz ao mundo conservador. Já em 1959 Simone de Beauvoir lhe chamava "uma locomotiva da história das mulheres".

sábado, 27 de dezembro de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Paulo Portas tomou mais uma decisão irrevogávelvai abandonar a liderança do CDS e até abandonar a vida política. Sabe-se como Portas é inabalável nas suas decisões, irrevogáveis ou não. Entrou na política partidária activa exactamente logo depois de ter anunciado a sua inabalável decisão de nunca entrar na política. Abandonou decisivamente a liderança do partido para, logo depois, regressar. Demitiu-se irrevogavelmente do governo para, horas depois, revogar a decisão. E subir ao último degrau da escada da governação.


Mais que mais uma dessas decisões a que Portas habituou o país, este é mais um resultado da ruptura que os resultados das eleições de 4 de Outubro provocaram no regime. Só é pena que Portas tenha anunciado esta definitiva decisão apenas depois de se ter assegurado que o caminho estava aberto e desimpedido para a sua corte: os mesmos, chamem-se Nuno Melo ou Cristas, que lhe cederão a cadeira logo que, no mesmo trilho de sempre, lhe apeteça regressar. Depois das poucas pessoas respeitáveis que lá restavam, das poucas com pensamento próprio, terem abandonado o partido...


 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Como era previsível, rapidamente Pinto da Costa tratou de bater os 400 milhões do Benfica. Fosse lá como fosse, nesse mundo virtual haveria sempre de encontrar um saco mais largo onde pudesse meter tudo o que lhe permitiisse  ir mais além: 458 milhões, e o número é que interessa!


Com mais este coelho tirado da cartola, Pinto da Costa põe Vieira em sentido e Bruno de Carvalho com a cabeça à roda. Vai precisar de muita imaginação... Mas é justamente isso que menos lhe falta!


A expectativa é grande, porque é dele o  mundo virtual. Daí que até a publicidade estática e o naming do pavilhão possam entrar nas contas... 

Photoshop

Primeira mensagem de Natal de Luís Montenegro: 2024 foi "ano de viragem ...


O primeiro-ministro, que de governar só conhece a parte que é para a fotografia, surgiu ontem em registo de discurso motivacional travestido de mensagem de Natal, a vender-nos uma imagem do país toda ela em photoshop.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Ia já alta a noite de domingo quando, de repente, o primeiro-ministro nos entrou casa dentro. Não eram horas para boas notícias, as boas notícias têm outras horas. E para a mensagem de Natal era cedo, e tarde, ainda pela hora.


Disse logo ao que vinha, mesmo que começando por simplesmente dizer que o Banif tinha sido vendido. Sabia-se que as propostas de compra tinham sido entregues, como teriam de ter sido, até sexta-feira. Tão rapidamente notícias da venda, não podiam ser boas …


António Costa não disse muito, e pode até dizer-se que nem precisava. Lembramo-nos logo que a meados de Outubro, no meio das reuniões com a coligação PaF, numa entrevista TVI, tinha dito que em “cada nova reunião deixavam cair uma nova surpresa desagradável”. Questionado se vinha aí algo de “grande gravidade económica”, António Costa respondeu que sim. E disse ainda que havia “um limite para a capacidade do Governo omitir e esconder ao país dados sobre a situação efectiva e real em que nos encontramos.” E lembramo-nos também que, logo no dia seguinte, Assunção Cristas foi à mesma TVI chamar tudo a António Costa, acusando-o de “falta de seriedade e honestidade intelectual” e desafiando-o a concretizar, mas isso só nos ajuda a lembrar que o anterior primeiro-ministro garantia que os dinheiros públicos não só não estavam em risco como ainda estava a render bons juros.


O primeiro-ministro não precisou mesmo de nos dizer mais nada para rapidamente ficarmos a saber que a incompetência e a irresponsabilidade de banqueiros e políticos nos iria custar mais três mil milhões de euros. Que cada família portuguesa vai ser chamada a mandar mais mil euros para este poço sem fundo em que se tornou a banca portuguesa. 


E é aqui, neste poço sem fundo, que, a meu ver, vamos encontrar os maiores motivos para a acusação ao anterior governo.


Há evidentemente razões de sobra para acusar o governo anterior de irresponsabilidade e incompetência no estouro do Banif, que nem sequer tem nada a ver com o que se passou no BES: não houve manipulação de informação, nem suspeitas de práticas criminosas. Os auditores avisaram a tempo e a própria Comissão Europeia deu prazos para ser encontrada a solução. O governo sabia que, não fazendo nada, como não fez, se iria chegar exactamente aqui.


Mas é na forma como este governo conseguiu passar estes decisivos quatro anos e meio, exclusivamente preocupado em cortar, privatizar e cobrar impostos, e sem tocar em nenhum dos grandes problemas do país, que reside a fatia maior da sua irresponsabilidade e incompetência. Entre eles ressaltam a reforma do Estado e a do sistema financeiro. Devolveu inclusivamente metade dos 12 mil milhões de euros do fundo de resgate lhe reservara, fazendo de Portugal o único país da Comunidade que não resolveu os problemas do seu sistema financeiro. E dos portugueses os mártires da banca.


 

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


É hoje notícia, no dia em que será aprovado o orçamento rectificativo que vai acomodar a factura, que o Ministério Público está a analisar a situação do Banif. Que não recebeu qualquer participação, mas que está a analisar "os elementos que têm vindo a público relacionados com a situação do Banif".


Gostaríamos que sim. E que chegasse a conclusões. E que tivesse mão pesada...


Mas sabemos que, mesmo com pessoas como Horta Osório chocadas a clamar por responsabilização, não será assim. E que nem sequer nunca saberemos quem ficou com o dinheiro, quem da gestão aprovou o quê, quem da supervisão negligenciou... Nunca saberemos quem, um a um, aproveitou daquilo que nos é agora exigido que paguemos.


Sabemos é que aquele senhor que se está a despedir de Belém, e a distribuir comendas à pressa, aproveitou justamente esta altura para, depois de Rocha Vieira, condecorar Alberto João Jardim.


O que é que tem a ver? Tem tudo! 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Benfica 1 - Famalicão 0

Benfica - Famalicão


Quase 60 mil na Luz em mais um regresso ao campeonato, desta vez depois da jornada da Taça de Portugal, que ficará célebre pelo jogo nos Açores, com o João Pinheiro, aos 90 minutos, a afastar o Santa Clara em (escandaloso, mais um) favor do Sporting.


O Famalicão, uma das poucas boas equipas da nossa triste Liga, entrou no jogo, pegou na bola e parecia que não a queria largar. E fez disso um verdadeiro cartão de visita nesta passagem pela Luz. 


Não conseguiu prolongar por muito tempo essa entrada, mas manteve essa ambição durante os primeiros 6 ou 7 minutos. Foi ainda capaz de regressar a esse registo por mais uns breves minutos, ali por volta de meio da primeira parte e, dado que o resultado se manteve em aberto até ao fim do jogo, nos vinte minutos finais.


No resto do jogo, sem que nunca tenha atingido um nível muito superior ao sofrível, o desempenho do Benfica foi seguro e consistente. Portanto, no fim do jogo, tivemos um Famalicão atrevido num quarto do jogo, e um Benfica a dominar, a controlar, e claramente por cima do jogo, nos restantes três quartos.


Quando, na maioria absoluta do tempo, o Benfica dominou o jogo, o Famalicão defendeu como normalmente defendem os adversários na Luz - com duas linhas de cinco, muito juntas e quase impenetráveis. Quando o Famalicão quis assumir maior protagonismo, e sair lá de trás, revelou então que tem bons jogadores, boa organização e capacidade táctica para ocupar bem os espaços. Numa e noutra circunstância, o Famalicão usou e abusou de faltas. E da dureza.


Como é histórico, e transversal a praticamente todas as equipas da Liga, também o Famalicão tem um rapazinho, formado no Porto, que tem como tarefa principal arrear com força nos jogadores do Benfica. No caso tem o número 17, e chama-se Rodrigo Pinheiro. E cumpriu com zelo a função que lhe foi atribuída. Que o digam Sudakov e Dahl!


O Benfica marcou no auge do seu primeiro período de domínio, à passagem da meia hora de jogo, quando já o podia ter feito por duas vezes. Primeiro por Sudakov, quando acabara de dar a volta à entrada do Famalicão, logo aos 12 minutos. A segunda, aos 24, por Dahl. 


De penálti, cobrado com mestria por Pavlidis. Que as más línguas correram a querer comparar com a aberração que aconteceu nos Açores, na passada sexta-feira. Querem - queriam - fazer crer que a cotovelada que Otamendi levou na cara tem alguma coisa a ver com aquilo do Hyulmand, nos Açores. Ou que, o processo de intervenção do VAR, tem alguma coisa a ver com o escândalo dos 14 minutos dos Açores. Mas enfim ...


A primeira metade da segunda parte voltou a ser de domínio benfiquista. Dedic - numa grande jogada individual - podia ter marcado, o que seria um grande golo. Mas a bola saiu ligeiramente ao lado. Aursnes falhou um cabeceamento em cima da linha de golo. E voltou a falhar, isolado, ao permitir a defesa ao guarda-redes, quando tinha Pavlidis ao lado, e à frente da baliza. 


A partir dos 70 minutos o Famalicão voltou a ter bola. As bancadas sentiram o momento, e puxaram pela equipa. Ao contrário do que, mal, passariam a fazer mais tarde, quando o Benfica passou ostensivamente a defender o escasso 1-0. Como não tinha feito das outras vezes, nos outros tantos empates concedidos nos períodos de compensação, que decididamente complicaram as contas  para esta época.


 

domingo, 21 de dezembro de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Em Espanha, o PP de Rajoy, dos negócios e das negociatas, ganhou as eleições. Não se sabe de que lhe serve, mas para já serviu para fazer de conta que ganhou alguma coisa. Não se sabe bem o quê.


Nada que se não tivesse passado com os seus amigos cá deste lado. Passos Coelho, que não teve uma palavra para dizer aos portugueses sobre o Banif que nos deixou, já correu a dizer que espera bem que os espanhóis deixem governar quem ganhou as eleições. Sobre o Banif é que... nada. Empurrou para a frente a atabalhoada Maria Luís e escondeu-se atrás dela.


A TVI,  há precisamente uma semana, com uma notícia falsa, apressou o afundanço do Banif. E com isso deixou-o mais enfraquecido e mais vulnerável no processo de venda que estava em curso e sob forte pressão de calendário. Não se sabe que proveito disso terá tirado o Santander, mas sabe-se que o banco espanhol ficou com o lombo limpinho do Banif, com activos acima da dezena milhar de milhões de euros, por uns meros 150 milhões. Do resto, de tudo o resto, mandaram-nos a factura. E sabe-se que a TVI é detida pela espanhola PRISA que, por sua vez, é participada pelo Santander.


Se calhar estas coisas não têm nada a ver umas com as outras... E de Espanha só vêm mesmo bons ventos!

sábado, 20 de dezembro de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Está resolvido o problema do Banif, em modo misto BES/BPN... O Santander Totta vai ficar com a parte boa da exploração do negócio do banco, com a rede de balcões e com o pessoal por 150 milhões de euros.


Esta é a parte boa das notícias do tal dinheiro que Passos Coelho dizia que estava a render. Disse-o em plena campanha eleitoral, quando há muito sabia que o banco teria de ser vendido até ao final do ano. Fazendo as contas aos 700 milhões de euros que o governo de Passos Coelho lá meteu em capital, e aos 125 que, dos 400 milhões de empréstimos, estavam em atraso, diríamos que nos tinham saído na rifa mais quase 700 milhões. A pagar por nós, com os nossos impostos...


O pior é que há mais 2.255 milhões de euros de activos tóxicos - eufemismo para a massa com que alguns se abotoaram - para juntar à rifa que nos saiu. Tudo o que fica no banco mau - sim, a moda veio para ficar - de que o Estado - todos nós - vai pagar 1.776 milhões e o fundo de resolução - todos os bancos do sistema - os restantes 489 milhões de euros. De que a Caixa Geral de Depósitos, que também nos toca, tem a parte maior.


É esta a nossa sina. É disto que é feita a nossa vida... Mas é bom que se diga, e que todos entendam, que pagamos a taluda do BES porque a propaganda de Passos e Portas não quis que nada perturbasse a saída limpa. E que agora pagamos a do Banif porque a mesma propaganda, e a propaganda dos mesmos, não quis que nada perturbasse a campanha eleitoral que os devia levar a mais quatro anos de governação. Tóxica!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Sócrates foi visitar os amigos que deixou na prisão, em Évora. E os guardas, que tão bem o trataram quando por lá esteve: uma obrigação moral, disse ele. Nada de jogadas...


Suponhamos que sim, que Sócrates não resiste a obrigações morais, que é movido por um inabalável apelo interior ao cumprimento do dever e por uma conduta moral acima de qualquer suspeita. Eu sei que é difícil, mas façamos esse esforço.


Já está?


Então por que é que tem de haver sempre jornais e televisões à volta? Por que raio não consegue reservar-se no cumprimento das suas obrigações morais? Por  que diabo não consegue manter estes seus tão nobres sentimentos na restrita esfera da sua privacidade?


É simples, a resposta: para que esta fotografia pudesse existir e correr mundo. A imagem que faltava - a sair da prisão, pelo seu próprio pé, altivo, a deixar aqueles portões para trás - que nada tem a ver com a sua saída verdadeira saída, num carro celular a caminho da prisão domiciliária. A imagem que, para Sócrates, não tem preço. Pela qual estaria disposto a pagar o que fosse... Conseguiu-a de borla!  


Não sei se Sócrates está convencido que somos todos parvos. Se calhar, está... E lá terá as suas razões... Mas já não há paciência para estes jogos!


 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Depois de terem proibido que se falasse em reestruturação da dívida, de devidamente instalado o dogma da austeridade, e de em nome dessas criminosas mentiras se ter destruído um país, o sacro FMI vem agora dizer que foi tudo errado. Não diz que não teve nada a ver com isso, diz que se enganou...


Por cá só temos uma certeza: aos que cá dentro nos fizeram isto, aos fundamentalistas que deixaram o país neste estado, nunca ouviremos dizer nada que se pareça com o que o FMI agora diz. Esses, mesmo com a realidade à frente dos olhos, e vendo que nós vemos que eles estão a ver, continuam por aí a falar de saída limpa...


E boa parte de nós a votar neles...

A prenda

10 Prendas de natal originais e baratas para homem


A prenda de Natal de Amadeu Guerra, o Procurador geral da República (PGR), ao primeiro-ministro, anunciada há cerca de mês e meio, acabou de ser entregue. Conforme o PGR tinha sugerido, o Ministério Público anunciou ontem o despacho fundamentado de arquivamento do processo de investigação preventiva à Spinunviva, a empresa de Montenegro.


Montenegro fica, assim, livre dos incómodos que o Processo de Inquérito naturalmente lhe traria. "Pode agora governar em tranquilidade", diz Gouveia e Melo. "A Justiça funcionou com independência", diz Marques Mendes. Que acrescenta que o Ministério Público "agiu dentro dos seus critérios, com total independência", o que "também é bom para a democracia e para o país".


Há prendas piores, convenhamos!

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


O segundo despedimento de Mourinho pelo Chelsea levanta algumas questões. Por exemplo: será que Abramovich vai voltar à final da Champions?


Será que Mourinho vai ensaiar outro regresso? Para voltar a dizer que lá não é desejado?


Por que será que Luís Filipe Vieira veio pedir paciência aos benfiquistas? 


OK. Esta não vale.


Será que os jogadores gostavam mais da Eva Carneiro que de Mourinho?


Bolas, esta também não... 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Farense 0 - Benfica 2

Menino, António Silva, Rafael Teixeira, Manu e Sudakov: todos ver como Ríos domina o lance pelo ar — Foto: Carlos Vidigal Jr./Kapta +


Não foi um Benfica exuberante, mas foi um Benfica muito competente este que, hoje, no mau relvado do velhinho S. Luís, assegurou a passagem aos quartos de final da Taça. Que, provavelmente - mas também o Sporting, se amanhã for capaz de ultrapassar o Santa Clara, esperaria encontrar o Vitória de Guimarães e, afinal, se lá chegar encontrará em Alvalade o fofinho AVS - terá de disputar no Dragão, com o Porto.


José Mourinho apresentou um onze bastante diferente do que vem sendo a equipa tipo, com Samu - o guarda-redes das taças - na baliza, António Silva de regresso, como Tomás Araújo, também de regresso, mas... à lateral direita. No miolo manteve Rios, mas com a companhia do regressado Manu, titular e até a jogar o tempo todo. Nas alas Prestianni (na direita) e Schjelderup (na esquerda) e, atrás de Ivanovic, Sudakov. Seis novidades - Samu, António Silva, Manu, Prestianni, Schjelderup e Ivanovic - com cinco - Trubin, Dedic, Enzo, Aursnes e Barreiro (lesionado) - habituais titulares de fora.


Quis o diabo que, destes, dois - Aursenes, pouco depois da meia hora, para substituir Sudakov, lesionado e vítima da agressividade maldosa (a mesma que víramos, no passado domingo, em Moreira de Cónegos) de alguns jogadores do Farense, e Trubin, ao intervalo, porque também o Samu se lesionou - tivessem de jogar a maior parte do tempo. Em contrapartida - ao diabo, claro -, Enzo, que nos planos de Mourinho teria de entrar quando Manu já não pudesse mais, pôde descansar.


Como comecei por dizer, sem ser brilhante, o Benfica foi competente. Confirmou que está consistente e competente, e isso não é pouco.


Desde cedo - o Farense empertigou-se nos dois minutos iniciais mas, se nem sequer foi sol, nem poderia ter sido de "pouca dura" - se assenhorou do jogo, e nunca permitiu que ele resvalasse para zonas de desconforto. O golo nem sequer tardou muito. À passagem do minuto 10 Rios marcou, num lance - livre lateral que Sudakov cobrou para o segundo poste - de laboratório


O golo foi uma espécie de visto para a tranquilidade e para a paciência na posse e na gestão da bola, e esses os factores que diferenciaram o futebol do Benfica, permitindo-lhe diversas ocasiões para novos e mais golos. Sucessivamente desperdiçadas. 


A mais clara, um quarto de hora depois, no penálti que Otamendi falhou. É o segundo consecutivo, nesta competição, pelo que será estranho se continuar a ser a alternativa a Pavlidis para a cobrança das grandes penalidades. Mas também Prestianni e Schjelderup dispuseram de excelentes oportunidades para aumentar a vantagem. Ivanovic ainda chegou a marcar, mas o golo foi (bem) anulado por fora de jogo.


Da primeira parte, duas más notícias: o resultado, escasso para o que a equipa jogara, e a deixar em aberto um jogo que já deveria estar fechado; e a lesão de Sudakov. Que poderá - não sei, nem faço ideia - não ser igual à de Barreiro, mas resultou de uma entrada tirada a papel químico. Parece que abriu em Portugal a caça aos jogadores do Benfica. 


A segunda parte arrancou com uma falta grosseira sobre Ivanovic, à entrada da área e já isolado em frente ao guarda-redes contrário. O árbitro, a encomenda Hélder Malheiro, assinalou falta fora da área (bem) e puniu o defesa do Farense, que tinha acabado de entrar, com o cartão amarelo. O VAR entendeu, porque viu bem que o Ivanovic estava isolado e perante uma clara oportunidade para marcar, que o cartão a aplicar seria o vermelho. A encomenda do apito foi ver o lance, mas ... claro: manteve a sua!


Seria de novo à passagem do minuto 10 que chegaria o golo. O segundo, do 0-2 que vai sendo a matriz dos resultados da Taça. Obra de Ivanovic que, depois de um passe bem medido para o remate fortíssimo de Dahl, que o guarda-redes (em grande defesa) sacudiu, foi finalizar na pequena área, numa recarga oportuna.


Um golo importante para decidir o resultado. Mas mais importante ainda para o ponta de lança croata, a afirmar-se e a confirmar que conta. Mesmo!


Daí até ao fim foi mais do mesmo, com o Benfica a controlar o jogo em absoluto. E com mais uma estreia na equipa principal: Daniel Banjaqui, o lateral direito desta fornada de campeões europeus e mundiais de sub-17 por Portugal.


No último lance, no último dos dois cantos consecutivos que logrou, o Farense marcou, com a encomenda a validar de imediato o golo. Valeu o VAR, a chamá-lo para ver o empurrão ao António Silva que permitiu o cabeceamento para o golo. Desta vez Hélder Malheiro não teve como manter a decisão.


 

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Em Espanha não se sabe no que dá. Se fosse por cá, Rajoy tinha garantida a maioria absoluta... Mas também já havia meio mundo a dizer que aquele puñetazo tinha sido encomendado...


Veja-se só o que rendeu a Marinha Grande, que comparada com Pontevedra é uma brincadeira de crianças.


E não, não é só uma questão de ângulo fotográfico. É a diferença entre um murro que poderá não ter passado de um encontrão, e um puñetazo cheio de estilo. Podemos não ter as aptidões pugilísticas dos nuestros hermanos, mas somos bem melhores na representação!

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


"A garantia que posso dar aos contribuintes não é a mesma que posso dar aos depositantes"...


Já estamos habituados. Tão habituados que ninguém estranha... Toda a gente acha normal que, nos bancos, só os contribuintes é que percam. Mas não. Não é normal, e muito menos é aceitável. 


A partir de Janeiro deixará de ser assim... Daí a pressa!


A pressa que Passos e Maria Luís não tiveram quando, em Março, o CEO do Banif lhes disse que era a altura para vender o banco. A resposta foi que não. Que tinham de vender o Novo Banco. Nem um nem outro, como se viu... E como se sente!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Três dias apenas de ter deixado no ar a ideia de que o 35 e o tri seriam possíveis, o Benfica borrou a pintura. E não foi com transpiração...


Como inspiração é coisa que há muito não abunda, o tal jogo em atraso da Madeira que há muito contava com três pontos virtuais deu no primeiro empate do campeonato. E no adeus ao título, ainda antes do Natal.


Porque, mais que os sete pontos de distância para o primeiro, é a descrença. Quando não se joga bem, porque nem sempre se pode jogar bem e porque há relvados, como era o caso, onde isso nem sequer é possível, quando falta qualidade, e quando por falta de inspiração e de estratégia faltam soluções, é no querer, e no crer, que está a chave da vitória. E isso falta ao Benfica de Rui Vitória.


Falta-lhe muita coisa, e quanto mais coisas lhe faltam mais se nota essa falta.  E quando o líder não é ele próprio a imagem da crença e da revolta perante a adversidade, nunca nada disso chega à equipa. Mais a mais sem Luisão...

domingo, 14 de dezembro de 2025

Moreirense 0 - Benfica 4


Se todos os jogos são de elevado grau de dificuldade para o Benfica, pelos obstáculos colocados pelos adversários, mas, mais ainda, porque já não tem qualquer margem de erro, este, em Moreira de Cónegos, era mesmo um jogo muito complicado, e tido por muito difícil mesmo. 


Era vários os factores que complicavam a vida ao Benfica. Era o peso da história recente - o Benfica não ganhara ao Moreirense nos últimos cinco jogos -, era a qualidade da equipa treinada pelo já bem visível Vasco Botelho da Costa, eram os resultados - em casa o Moreirense tinha melhores resultados que o Benfica, ganhara todos os jogos, e apenas perdera com o Porto e empatara com o Famalicão -, e era o campo, de medidas mais reduzidas, um grande handicap a este futebol do Benfica, de Mourinho. Que precisa de espaços como de pão para a boca.


Daí a grande expectativa que rodeava esta segunda deslocação do Benfica ao Minho.


José Mourinho repetiu dez jogadores do onze inicial da passada quarta-feira, na Luz, contra o Nápoles. A alteração foi o regresso de Pavlidis ao onze, e o de Ivanovic ao banco, a confirmar a ideia que essa tinha sido a única alteração estratégica no jogo da Champions, e que o Tomás Araújo está de novo a ganhar espaço ao António.


Mesmo que o Benfica tenha entrado bem no jogo, até forte nos minutos iniciais, rapidamente o jogo começou a deixar a ideia que o campo era tão pequeno que facilmente o Moreirense o ocupava todo, pressionando por todo o lado, às vezes até a sugerir uma marcação individual pelo campo todo. Durante a metade inicial da primeira parte parecia que, enquanto os jogadores do Moreirense pressionavam com tudo, todos, em todo o lado, os do Benfica pressionavam ... com os olhos. 


Curiosamente desta diferença de comportamento não resultaram grandes desequilíbrios, e o único cheirou a golo veio de Pavlidis, aos 11 minutos. Apenas por um curto período de cerca de 5 minutos, ali à entrada do segundo quarto de hora, o jogo caiu para o lado do Moreirense. Ainda assim, nem nesse que foi o seu melhor período em todo o jogo, o Moreirense conseguiu ameaçar a baliza de Trubin. O que então conseguiu foi deixar a ideia que seria muito difícil ao Benfica controlar o jogo.


À medida que o jogo ia correndo - e às vezes até endurecendo, com os jogadores do Moreirense a ultrapassarem as marcas (antes da meia hora já o sérvio Stjepanovic tinha arrumado com o Barreiro), com a condescendência da encomenda Hélder Carvalho, que fez ainda vista grossa a um penálti claro sobre Pavlidis, logo no arranque do jogo - o Benfica foi acertando posições e foi gradualmente invertendo o efeito da pressão. De pressionado, o Benfica passou a pressionador.


A pressão continuou a mandar no jogo. Só que mudara de sujeito. Ficou a ideia que, enquanto pressionaram com os olhos, os jogadores do Benfica estavam afinal a ver como se fazia. Aprenderam ... e pronto. Resolveram o jogo!


Acertando a pressão sobre o adversário o Benfica construiu o resultado, e a superioridade incontestável num jogo, deste grau de dificuldade, em que criou oito oportunidades de golo, sem consentir uma única. Mais do que consequência directa da pressão sobre o adversário e a bola (como acabariam por ser os restantes três), o primeiro golo, a cerca de 10 minutos do intervalo, Pavlidis, de cabeça, a cruzamento de Aursnes, é consequência da nova dinâmica que essa pressão trouxe à equipa. 


Para a segunda parte, Barreiros, lesionado, foi substituído pelo miúdo Rodrigo Rego, provocando alterações em três posições, Aursnes saiu da direita, para onde passou o miúdo, para esquerda, donde saiu Sudakov, para o lugar de Barreiro. Sendo Barreiros uma peça chave na pressão alta, não se notou a sua falta. Pelo contrário, a dinâmica melhorou.


O Moreirense ainda deu sinais de  querer voltar ao jogo. Teve bola e conseguiu até uma série de dois cantos consecutivos. Ficou-se por aí, o que contava para decidir o jogo era mesmo a pressão. Que se decidiu ainda antes de esgotado o primeiro quarto de hora, com Aursnes a recuperar a bola na saída do Moreirense para o ataque, e a assistir Pavlidis para o segundo.


O terceiro e o quarto, esses sim, resultaram directamente da pressão sobre a saída de bola do Moreirense. No terceiro, no hat trick, Pavlidis interceptou o passe do defesa (Gilberto), para rematar de imediato. No quarto foi Aursnes a interceptar o do guarda-redes, André Ferreira, para marcar um golo de grande categoria, fechando o resultado, e dando ainda tempo para lançar os reforços de inverno: Manu e José Neto. 


No fim o Benfica confirmou que, mesmo sem atingir níveis exibicionais de superior qualidade, que de resto ninguém espera, está a melhorar, em muito, na consistência. Os processos estão a ficar consolidados, e essa é a melhor notícia destes últimos jogos.

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Ontem, na conferência de homenagem a Silva Lopes organizada pelo Banco de Portugal, falou o Nobel, Krugman, dizendo mais ou menos o mesmo que diz sempre, falou-se naturalmente do homenageado, mas falou-se acima de tudo do Banif. Quem nada teve a dizer sobre o tema foi Passos Coelho e... Carlos Costa.


Evidentemente que se perceberia que - eles ou que quer que fosse - naquelas circunstâncias não falassem sobre o assunto. Mas há formas e formas de não falar sobre as coisas, e a pior é fugir. Fugir configura sempre cobardia. Fugir - literalmente - como fugiram o anterior primeiro ministro e o governador do Banco de Portugal, é apens mais sintomático ainda. Valha que não estava lá a Maria Luís...


Não podem fugir sempre, nem podem fazer como se nada se passe. Alguém tem que explicar alguma coisa. Seja Passos Coelho, Carlos Costa ou Maria Luís. Ou Paulo Portas. Ou - quem sabe? - Nuno Melo, sempre tão assertivo nestas coisas. É já o enésimo banco a rebentar-nos nas mãos, e o problema maior é esse mesmo: é que não é o primeiro, nem o segundo. Já tinham a obrigação de ter aprendido, de saber lidar com estes problemas... De não ser sempre a mesma coisa...


Até porque desta vez - e disso parece que ninguém tem dúvidas - não há nada a apontar à administração executiva do banco. Nem aos auditores...

sábado, 13 de dezembro de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Mais que o copo meio cheio - a Frente Nacional de Marine Le Pen não ganhou em nenhuma da 13 regiões -, ou o copo meio vazio - acabou com o bipartidarismo do sistema político em França, e tem já a expressão eleitoral do PS (28-29%) -, a segunda volta das eleições regionais francesas colocam-nos perante uma dramática interrogação: até quando?


Até quando,  continuará a ser possível mobilizar frentes comuns para barrar a extrema-direita?


Até quando resistirá o dique de protecção eleitoral criado para impedir expressões maioritárias fora do sistema?


Até quando a própria radicalização da direita francesa - bem evidente em Sarkozy por estes dias - resiste a não se confundir com o extremismo xenófobo, e a acabar integrada? 


Até quando será possível evitar que Marine Le Pen chegue à presidência da França?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


O Benfica tinha hoje mais uma prova difícil. Deslocava-se - e sabe-se como este ano se quis criar o mito das deslocações - a Setúbal, a um elogiado Vitória, quinto classificado da Liga. E sem Gaitan, o mais talentoso e o mais influente jogador da equipa.


Não se poderá dizer que passou com distinção. Mas quase, e o quase é afinal o segundo golo que sofreu, já mesmo no fim do jogo. Porque em futebol golear é sempre ganhar com distinção: 4 a 1 é uma coisa, 4 a 2 é outra. Mas ganhou com tranquilidade, sem sobressaltos, e sem que ninguém se lembrasse de Gaitan.


Houve certamente quem se lembrasse de Carcela, que nem assim tem lugar na equipa, e que provavelmente tem guia de marcha já assinada com data de Janeiro. Apenas um carimbo no atestado de incompetência passado às contratações desta época... E houve também quem se lembrasse que afinal Durjcic ainda cá está. E que sabe jogar á bola, coisa que, por exemplo, já ninguém se lembra se o Cristante faz ou não.


A verdade, e voltando a Carcela, é que o Benfica tem hoje três alas a jogar. E um quarto, o Salvio, prestes a regressar. Espera-se e saúda-se... Porque o Pizzi não é, como nunca tinha sido, o oito que o anterior treinador quis que fosse. É, como sempre foi, um ala. Com algumas particularidades, mas um ala. Como se está a ver, transformando-se no jogador com a influência que hoje tem na equipa, quando há pouco era um dos descartáveis, e o exemplo vivo das fraquezas do plantel.


E o oito, claro, já ninguém tem dúvidas: é o miúdo sensação, o Renato Sanches. Quer tudo isto dizer que da cidade do Sado chegaram também hoje boas notícias para o futuro do Benfica neste campeonato. Longe, apesar de tudo, de estar perdido. Com o que se está a ver, e com os desejados regressos do Sálvio e do Nelson Semedo, só fica a faltar, para tratar já em Janeiro - esperemos que finalmente

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Greve geral

Saiba o que fecha e o que se mantém em funcionamento durante a greve ...


O país está parado. Dizem, de um lado. Nem se nota que é dia de greve, dizem de outro. As centrais sindicais falam de uma das maiores paralizações de sempre, com três milhões de trabalhadores em greve. O governo garante que "o país está a trabalhar", sem que Montenegro negue "que uma parte está a exercer o seu legítimo direito à greve". Só que, garante, essa é a parte minoritária.


É sempre assim, não há qualquer novidade. A propaganda sobrepôe-se sempre à realidade. E normalmente a do governo ganha em exagero às outras todas.


Esta é 11ª greve geral desde que este direito foi restabelecido, com o 25 de Abril, mas apenas a quinta promovida em conjunto pelas duas centrais sindicais, UGT e CGTP. A primeira aconteceu em 1988, em pleno cavaquismo; a última em 2013, no governo de Passos - o recordista de greve gerais, com quatro -, nos tempos da troika. Ambas, exactamente como a de hoje, tendo por obejcto de luta o pacote laboral.


Já então também Cavaco não deu por nada, e chamou-lhe "greve parcialíssima".


 

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Ontem, Cavaco dizia que estávamos no caminho certo, com tudo a correr às mil maravilhas. É só manter o rumo, e deixar seguir em piloto automático... 


Hoje, no fim da reunião do Conselho de Ministros, o ministro das Finanças anunciou que "são necessárias medidas adicionais para cumprir a meta do défice". Que, como se sabe, tem que ficar abaixo dos 3%. Quando o governo anterior a tinha fixado em 2,7%, jurando sempre a pés juntos que esse objectivo nunca estaria em causa.


Se não estava, ficou. E é já o maior e o mais aterrador dos esqueletos que Portas, Passos e Maria Luís deixaram escondidos no armário. 


Na verdade não é nada de surpreendente. Nunca, em nehum dos cinco orçamentos que apresentou, aquela gente conseguiu cumprir o objectivo do défice. E dos outros nem é bom lembrarmo-nos...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Benfica 2 - Nápoles 0

A festa dos jogadores do Benfica


Enquanto a Matemática o permitir ... Era esta ideia simples que alimentava a Luz, não cheia como um ovo, mas vibrante e muito bem composta. Antes de tudo, em primeiro lugar, era preciso manter viva a chama da ... Matemática. 


A chama imensa, com que os jogadores do Benfica entraram hoje no relvado da Luz para defrontar o campeão italiano, e líder da série A. A Matemática também é isso, nem sempre é fria, exacta e implacável. Às vezes alimenta sonhos ...


Mourinho apresentou duas novidades no onze inicial, se bem que apenas uma surpresa. A de Ivanovic, no lugar do titularíssimo Pavlidis. Percebia-se daí que o plano de jogo passaria por uma contenção mais recuada, cabendo ao ponta de lança croata a tarefa de acrescentar profundidade. O jogo encarregou-se de mostrar que era bem mais que isso que Mourinho esperava de Ivanovic.


A outra novidade, Tomás Araújo no lugar de António Silva, não foi surpresa. Justificar-se-ia pela maior velocidade do Tomás, mas talvez encontremos a justificação no dérbi da passada sexta-feira.


O Benfica entrou muito bem no jogo. Muito compacto, mas também a confundir e a baralhar os jogadores do campeão italiano, que não atinavam com as marcações, eram sucessivamente surpreendidos em todas as zonas do campo, e passaram a cometer erros com que  António Conte nunca contaria. 


À passagem dos primeiros 10 minutos um enorme passe de Sudakov isolou Ivanovic que, com tudo marcar, permitiu a defesa ao gigante Milinkovic-Savic. A bola ficaria ainda viva para, na recarga, Aursnes fazer o golo que o colega desperdiçara. Rematou a rasar o poste, gorando-se a segunda grande oportunidade de golo no mesmo lance. Repetiu tudo pouco depois, quando, na cara do guarda-redes Milinkovic-Savic rematou à malha lateral da baliza uma bola que o próprio lhe tinha entregue de bandeja, num daqueles erros que o Benfica tinha forçado o Nápoles a cometer.


Nem deu tempo para as bancadas lamentarem tanto e tamanho desperdício porque, logo a seguir, um minuto depois, aos vinte, o Benfica marcou. Depois de um cruzamento de Dahl, e de McTominay e Ivanovic a terem disputado, de cabeça bem dentro da área do Nápoles, a bola sobrou para Richard Ríos, em pantufas, a desviar para dentro da baliza.


O golo, que o Benfica mais que já justificara, pouco mudou o jogo. Os dados estavam lançados, e assim continuaram. O Benfica controlava um jogo em que o Nápoles continuava meio perdido. Jogava claramente melhor, mesmo que volta e meia se percebesse a grande qualidade, individual e colectiva, dos napolitanos. 


Ao intervalo António Conte mexeu na equipa, e renovou as alas lançando Politano, para a direita, e Spinazzola, para a esquerda. Parecia que a alteração iria produzir efeitos imediatos. A qualidade dos dois novos alas, somada à de Neres - que passou para a esquerda - e Di Lorenzo que se manteve na direita, era suficiente ameaçadora para o Benfica.


Só que, na primeira saída para o ataque, ainda antes de esgotados os primeiros cinco minutos, numa espectacular jogada de futebol, uma combinação entre Ivanovic e Richard Ríos (homem do jogo) acabou num desvio de calcanhar de Leandro Barreiro, na pequena área napolitana, a enganar Milinkovic-Savic e a fixar o 2-0.


A partir daí o jogo mudou. Conte continuou sucessivamente a mexer na equipa, reforçando o poder ofensivo. E o Benfica recuou, e passou a abdicar de ter bola. Parecia perigoso. Mas na realidade nunca o foi. E voltaram a ser do Benfica as melhores oportunidades para marcar. O 3-0 esteve sempre mais perto que o 2-1!


Pavlidis, já no lugar de Ivanovic, desde a entrada para o último quarto de hora,  por duas vezes - aos 80 e aos 84 minutos - poderia ter marcado. E foi Milinkovic-Savic, e não Trubin, quem passou pelos maiores calafrios.


E os 7 minutos de compensação acabaram até na oportunidade para as estreias de Tiago Freitas, e José Neto, o recente campeão do Mundo sub-17. Logo na Champions. E numa vitória tão clara quanto importante!


 


 


 

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


 


Já quase tínhamos saudades... Mesmo que não se tenha mantido calado por muito mais que uma semana. Nem sei como iremos passar sem as suas provocações... Sim, porque aquilo que andamos há tanto tempo a ouvir de Cavaco não são simples disparates pronunciados com mais ou menos rancor, e invariavelmente com pouca sensatez e ainda menor consistência. São provocações, é a maneira que ele encontra de se meter connosco. De nos dizer que está vivo e que nós, apesar dele, também. Vamos resistindo...


Diz que estamos no caminho certo, que tivemos uma saída limpa, e só espera que a trajectória de vibrante crescimento que atravessamos se mantenha. Confessou-se invejoso - com inveja dos irlandeses - mas  confessou apenas o menor de todos os seus muitos e enormíssimos pecados. É sempre assim... Quem se confessa faz sempre isso: confessa os pequenos pecados para esconder os grandes!


 

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

The Economist

Portugal distinguido pela The Economist como


A notícia que a "The Economist" colocou a economia portuguesa como a de melhor desempenho entre as 36 mais desenvolvidas, neste ano, deu para tudo. Pode dizer-se que foi um fartote!


Montenegro fez uma festa, pudera. Serviu-lhe para tudo, mas utilizou-a, em primeira ordem, para atacar a greve geral que aí vem. Anunciou o salário mínimo de 1 600 euros, e médio de 3 000. Assim é que é!


Mas houve quem fosse mais longe. Analistas e comentadores que andam há anos a fazer a cabeça à malta foram lá mais atrás, para dizer que este sucesso todo é a herança da troika,  que tudo se deve às reformas da troika que gloriosa governação de Passos Coelho corajosamente interpretou. 


A classificação da "The Economist", que no ano passado premiou a economia espanhola,  desta vez em quinto lugar, parte de cinco indicadores centrais: inflação, amplitude da inflação, crescimento económico, evolução do emprego e desempenho bolsista. Em (tecnicamente) pleno emprego, com uma bolsa marginal e, num país de percepções, em que a inflação pesa muito mais no bolso que nos índices, no fim do dia o que fica é o crescimento económico.


Que a prestigiada revista britânica classifica de "significativamente superior à média da Zona Euro", por força do crescimento do turismo - "que continua a ser um dos principais motores da economia portuguesa", refere -, da "chegada de residentes estrangeiros com maior capacidade financeira que alimentou a procura e o investimento". Quer dizer - consumiu e comprou casas!


Pois é ... Mas isto, mesmo que que lá esteja escrito, já ninguém refere. Nem Montenegro, nem os ditosos que louvam a troika e o passismo. E, se não dizem o que lá está escrito, menos dirão que o lá não é mencionado. Que o PRR, o irrepetível PRR, também entra nestas contas. Ou que não há um único indicador apontado à qualidade de vida dos cidadãos.


Mas é a vida. À pantominice tudo serve. E a Montenegro ainda mais, ou não fosse ele o pai da doutrina que separa a vida do país da das pessoas. Já há mais de onze anos que diz que "a vida das pessoas não está melhor mas a do País está muito melhor"!

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


É verdade que, de Donald Trump, o candidato à investidura republicana para as presidenciais americanas, já nada nos surpreende. Nem mesmo aquilo que a nossa capacidade de imaginação como, por exemplo, fechar a internet: a "sua" solução para acabar com o radicalismo. Que não o seu próprio, esse nem fechando a internet!


NInguém, por isso, ficou muito surpreendido com a sua proposta de proibir a entrada de muçulmanos na América. As palavras e as ideias de Trump não o desqualificam apenas como "candidato a servir como presidente", na expressão eufemística utilizada pela Casa Branca. Qualificam-no como lixo. Pior que lixo: trampa!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

A paz de Infantino

Donald Trump ganha Prêmio da Paz da Fifa | Alô Alô Bahia


Que a FIFA é uma organização de duvidosa seriedade, historicamente suspeita dos interesses mais obscuros, ninguém tem muitas dúvidas. Que Infantino corresponde ao padrão de dirigentes que dela tomaram conta nos últimos 50 anos, também não.


O suíço, e ao mesmo tempo italiano, Giovanni Infantino, no topo da hierarquia do futebol mundial desde o início de 2016, é farinha do mesmo saco do brasileiro João Havelange (presidente ente 1974 e 1998), e do também suíço Joseff Blatter, que lhe sucedeu em 1998, até ser banido em 2015. É a mesma farinha de Platini - também banido com Blatter, com quem tinha preparada a sucessão - de quem foi discípulo na UEFA, e a quem não teve pejo em virar as costas na hora de lhe pegar na candidatura.


Por isso ninguém foi muito surpreendido com a "venda" dos campeonatos do mundo de futebol à Rússia, de Putin, e aos petro-dolares da Península Arábica. Nem com a propaganda que serviu Putin, nem com o fechar de olhos à exploração esclavagista na construção dos estádios e demais infra-estruturas no Catar.


O que ninguém imaginava possível era que a FIFA criasse um "prémio da paz” para entregar a Donald Trump. Não porque este seja um acto de maior corrupção que todos os outros que se lhe conhecem. Não é. Comprar Trump desta forma não é muito diferente do que os seus outros parceiros fizeram com estátuas douradas, aviões de milhares de milhões, ou com investimentos nos muitos negócios da família. Só que neste prémio de Infantino não há apenas bajulação, suborno e corrupção. Há também política! 


E todos sabemos que a FIFA não permite qualquer espécie de manifestação política no futebol!

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Dividir os pontos com o Atlético de Madrid nesta fase de grupos da Champions seria o melhor que se poderia esperar. À partida dava-se por certo que o primeiro lugar estava reservado para a equipa de Simeone, e que ao Benfica caberia discutir com o Galatasaray o segundo lugar, para garantir o apuramento. 


A brilhante vitória em Madrid, à segunda jornada, alterou as contas e, não tivesse o Benfica perdido - mal, muito mal mesmo, como o prova o facto de ter sido o único jogo que a equipa turca ganhou - o jogo na Turquia, e com isso dividido os pontos também com o Galatasaray, alteraria até o destino escrito nas - pelas - estrelas.


Para alterar o destino, o Benfica não podia perder o jogo de hoje. O empate bastava-lhe, mas percebeu-se a força que o destino tem. Este Benfica pode ganhar um jogo a este Atlético de Madrid, como ganhou. Mas, ganhar dois em dois, é altamente improvável.


O Benfica apenas se superiorizou no primeiro quarto de hora e no último. No primeiro, com o jogo a jeito: calmo, sem intensidade, com a equipa de Madrid na expectativa e o Benfica a segurar a bola - o que é já um avanço - a jogar para os lados. No último, com a revolta daquele menino de 18 anos, que carregou a equipa às costas, com a ajuda do golo de MItroglu. No resto do jogo, simplesmente não houve comparação entre uma equipa de excelentes jogadores - nem só os nomes mais sonantes são jogadores de excelência - que sabe de olhos fechados o que tem para fazer e outra, com dois excelentes jogadores e mais dois ou três bons jogadores, quase sempre perdida à procura do que tem para fazer.


No fim cumpriu-se o destino. E fica o apuramento, apenas manchado pela derrota na Turquia, e a honra de ter rigorosamente dividido o resultado com uma equipa claramente de outra dimensão. 


 

domingo, 7 de dezembro de 2025

Norris, a história que poderia ser outra!

VÍDEO – Oscar Piastri ultrapassa Lando Norris em emocionante GP de Abu Dhabi enquanto Max Verstappen domina!


Terminou o GP de Abu Dahbi, com a vitória de Verstappen - a terceira, nos três últimos GP`s do campeonato mundial de Fórmula 1. E a sexta, nos últimos nove!


Começo por aqui porque é isto - o súbito reaparecimento de Verstappen - o que mais ressalta deste mundial de Fórmula 1, completamente dominado pela Mclaren, que há muito havia assegurado o título de construtores.


Ao indiscutível mérito do piloto holandês na inesperada competitividade do final da temporada não pode, no entanto, tem que se  juntar o demérito da Mclaren. Se a superioridade da equipa britânica lhe garantiu facilmente o título de construtores, também, ao usar essa superioridade em favor de Norris, e contra Piastri, facilitou a tarefa do tetracampeão do mundo. E assim se chegou hoje à Yas Marina, com o título em aberto para Norris, Piastri e Verstappen.


O holandês, confirmando a sua superioridade pessoal das (largas) últimas corridas, largou na pole position. À frente de Norris, e de Piastri. Que, numa ultrapassagem sensacional, saiu no fim da primeira curva à frente do seu colega (na foto). Curiosamente, e mesmo com todos os incidentes e estratégias ao longo das 58 voltas, o pódio da corrida - e o do campeonato (de pilotos) - ficaria logo definido, logo ali, no arranque da primeira volta.


Para conquistar o seu primeiro título mundial, Norris precisava de ser terceiro. E foi. E só por escassos minutos, e seis das 58 voltas, poderá ter corrido o risco de o não ser. Foi quando, à 17ª volta, foi pela primeira vez trocar de pneus, saindo das boxes em nono. 


No regresso à pista, rápida e espectacularmente ultrapassou logo Lawson e Stroll. Mais à frente, para lhe dificultar o objectivo, estava Tsunoda, colega de Verstappen na Red Bull. Fez o que pôde, e até o que não podia (obrigando-o a sair da pista na ultrapassagem, o que lhe valeu uma penalização) para lhe dificultar a ultrapassagem mas, à 23ª volta, já Norris recuperava o terceiro lugar.


Nessa altura Verstappen decidiu, então, trocar de pneus deixando para Piastri a liderança, e o desafio de resistir ao máximo à inevitável paragem nas boxes. O astraliano resistiu tanto que só foi mudar de pneus quando se viu ultrapassado pelo holandês, à volta 41, quando Norris já mudara de pneus pela segunda vez. Garantindo, ainda assim, a segunda posição.


No fim, Norris foi campeão do mundo com 423 pontos, mais dois que Verstappen, e mais 13 que Piastri. É o primeiro título de Norris, e isso é que fica para a História. Mas, mais uma vez na História da Fórmula 1, ela - a História - podia ter sido diferente.

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Aprovado o programa de governo, ultrapassada toda a excitação que marcou este último mês e de regresso à normal espuma dos dias, aí temos António Costa de volta à quadratura do círculo.


Não, não estou a dizer que esteja de regresso a essa velha tertúlia mediática que a televisão herdou da rádio, e donde saiu exactamente para chegar onde está. Não estou a dizer que vá voltar a sentar-se na cadeira que deixou para o Jorge Coelho, onde é bem melhor na arte de mexer os cordelinhos da intriga política. Estou mesmo a falar do velho desígnio do PS que tende a eternizar-se na missão impossível de dar ao círculo a forma de quadrado.


Aí está, logo na primeira entrevista como primeiro-ministro: "Não temos condições para eliminar integralmente a sobretaxa para todos". O problema é que, não eliminar a sobretaxa para todos, é precisamente não eliminar a sobtretaxa. Porque eliminá-la para os 2/3 que pagam 67 cêntimos por ano, não resolve nem uma coisa nem outra. E mantê-la apenas para os 0,23% dos portugueses que têm rendimentos anuais acima dos 80 mil euros não resolve as tais condições financeiras. 


Acreditem que cheguei a pensar que António Costa estivesse decidido a aplicar-se noutros exercícios. Para andar às voltas com a quadratura do círculo mais vale entreter-se com as palavras cruzadas. Pelo menos poupa-nos à demagogia!

sábado, 6 de dezembro de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Marine Le Pen - diria que sem surpresa - ganhou a primeira volta das regionais francesas. Para agora evitar a tomada do poder pela extrema direita francesa é necessário repetir o que aconteceu há anos, quando o pai ganhou também a primeira volta das presidenciais, obrigando à união da esquerda e da direita na segunda volta.


Dessa vez, em 2002, ganhou Chirac. Desta vez ... será Sarkozy.


A Frente Nacional da extrema direita xenófoba ganhou agora com 30% dos votos, que na região norte, de Calais, passou dos 40%. Resta saber se por ser a região de origem dos Le Pen, se por ser onde estão instalados os desumanos campos de refugiados...


 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Benfica 1 - Sporting 1


Ambiente de dérbi na Luz. É diferente o ar que se respira na Catedral em dia de dérbi, sem dúvida. Começa logo pelo aparato policial. Parece que em vez de estarmos a caminho de um espectáculo de futebol vamos entrar num qualquer campo de batalha.


A coluna de adeptos que vem desde o Campo Grande até à Luz mais parece uma manada de animais perigosos enjaulada. Rebentam petardos por todo o lado. Portões que habitualmente estão abertos ficam fechados, para garantir que ninguém se cruza com a jaula. Centenas de adeptos ficam ali, pregados aos portões fechados, vendo o inimigo do lado de dentro. 


Não é bonito. É mesmo muito feio!


Minutos - ou horas - depois, lá dentro é outra coisa. A águia Vitória voa, e os lagartos vaiam. Os 65 mil benfiquistas não perdoam. Isso não se faz ao nosso símbolo vivo!


A bola começa a rolar, depois de uma pequena espera para que dissipasse o fumo que chegara do topo sul. E os jogadores do Sporting desataram a correr para cima dos adversários, pelo campo todo. Parecia que nem queriam deixar respirar os do Benfica. Que, por não conseguirem respirar, ou por estranha surpresa, desataram a fazer asneira.


José Mourinho tinha escalado aquele que é, agora, o 11 habitual. Os mesmos, e tudo na mesma.  Quatro defesas, cinco no meio campo e Pavlidis lá à frente. Mas os cinco do meio campo nem conseguiam ver-se livres do bafo dos adversários, nem conseguiam acertar dois passes seguidos. 


Não se pense que os do Sporting entraram a exercer uma pressão asfixiante, a obrigar os do Benfica a errar. A obrigar ao chamado erro forçado. Não. Não foi nada disso, e foi por não ser nada disso que as bancadas se enervaram, enervando ainda mais os já enervados jogadores.


Os jogadores do Sporting corriam a todas as bolas, mas era só isso. O golo, logo aos 12 minutos, é a melhor prova disso. Numa saída de bola apenas estúpida, sem nenhuma pressão por aí além que não a de acorrer a todas as bolas, Trubin, António Silva e Enzo Barrenechea trataram de oferecer o golo ao Pedro Gonçalves.


Na fotografia ficou o trinco argentino, mas António Silva já tremia como varas verdes e foi Trubin quem começou e acabou. Começou com o passe para o central, e acabou sem que tivesse feito tudo para evitar o golo.


E assim se passou mais de metade da primeira parte. Os jogadores do Sporting ganhavam a grande maiorias das bolas divididas, chegavam sempre primeiro ... e corriam que nem desalmados. Até que, aos 27 minutos, na primeira vez que o Benfica acertou mais de dois passes seguidos, construiu o primeiro lance de futebol com princípio, meio e fim que o jogo até então teve, e no primeiro remate, o Benfica marcou e chegou ao empate.


A bola chegou ao Richard Rios, no meio, deu-a para a entrada de Dedic, na direita, que centrou forte para o segundo poste, onde Sudakov entrou a marcar.


A partir daí o jogo mudou. Passou a ser outro. O golo não fez apenas crescer o Benfica, reconciliou as as bancadas com os jogadores e acordou a Luz, mesmo sem inferno. De tal forma que, ao intervalo, o resultado poderia até já ser outro.


A supremacia do Benfica acentuou-se na segunda parte. De uma forma tão evidente que ficou a ideia que, depois de ter tido medo de perder, o Benfica teve medo de ganhar. 


Rui Borges tentou segurar o jogo e o empate, entrando bem cedo no jogo das substituições. Tentou, não conseguiu já dar a volta ao jogo, mas segurou o empate que, mostrou-o em toda a segunda parte, era já o objectivo. Mourinho tentou, mas já tarde. Mais tarde ainda porque o Prestiani foi expulso - pelo VAR, quando o Benfica carregava e impediu Catamo de sair para um contra-ataque perigoso - cinco minutos depois de ter entrado, obrigando o Benfica a disputar os 7 minutos da compensação com menos um jogador. 


Nunca se saberá como seriam aqueles 7 minutos finais, sem a expulsão, e com as alterações que Mourinho promoveu. Tal como nunca se saberá como seria se tivesse mexido mais cedo na equipa. E em especial se tivesse em tempo oportuno arriscado nas substituições de Enzo e Barreiros, sempre em rendimento comprometedor.


Só se sabe que ficou mais difícil a vida neste campeonato. Que Hjulmand é inimpuntável. E que o Maxi Araujo é mesmo "ranhoso".


 

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Pouco importa que o Benfica continue a jogar como tem feito: sem galvanizar, sem intensidade, sem velocidade, sem ritmo. Pouco importa que tudo isso seja aqui ou ali iludido com registos de inegável classe com que Gaitan ou Jonas conseguem encantar a plateia. Pouco importa que o árbitro tenha assinalado dois penaltis a favor do Benfica - tantos quantos tinham sido assinalados nos 11 jogos anteriores - a lembrar a passada segunda-feira passada: um igualzinho àquele que em Braga o árbitro não quis assinalar, e outro que irão querer fazer passar por igulazinho a outro que outro árbitro assinalou em Alvalade ao minuto 94. Mas com o qual pouco tem na realidade a ver...


Nada mais importa quando o miúdo que está a encantar a Luz faz um golão daqueles. O seu primeiro, na sua primeira vez como titular na Catedral. Soberbo: faz esquecer tudo!


PS: Nota de edição - o  miúdo é Renato Sanches.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Assustador

Ministério Público gastou 159 mil euros em sistema que só auditou após ...


Algo de muito errado, e de muito perigoso, se passa quando o Ministério Público, em vez de ser a trave mestra de todo o edifício da Justiça de um Estado de Direito Democrático, se comporta como se fosse a PIDE.


Trezentas mil escutas, só na Operação Influencer, não é só impressionante. É assustador!


Os órgãos de investigação não investigam, escutam. À revelia da lei. O Estado de Direito passou a  Estado Policial. É o big brother


O segredo de justiça é a outra face da mesma moeda. Sem critério nem fundamento, ao serviço do Estado Polícia. Para, depois, ser violado à vontade de cada um.


Há razões para termos medo. Muito medo!

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Sempre houve, e continuará a haver, projectos que não vingam. QueImagem relacionada acabam, mais tarde ou mais cedo, por ficar pelo caminho. Mesmo nos jornais, e mesmo que achemos que os jornais são sempre mais qualquer coisa que outro projecto empresarial qualquer. Muitos são os títulos que já não existem se não na nossa memória. Longínqua, como o Século, a República, o Diário de Lisboa, a Capital, o Jornal... Ou mais recente, como o Independente, o Tal e Qual, o 24 Horas… Outros resistem e por aí continuam, mas depois de sucessivas operações de encolhimento – down sizing, como se gosta de dizer – sempre com dezenas ou centenas de jornalistas remetidos ao desemprego.


Quero com isto dizer que o encerramento dos jornais Sol e i, que irá mandar para o desemprego mais de uma centena de pessoas, jornalistas, na sua esmagadora maioria, e que foram os dois grandes projectos editoriais na última década, podem ter sofrido dessas mesmas contingências.


Mas a verdade é que, independentemente dos méritos e deméritos destes dois projectos, tão separados à nascença mas agarradinhos na morte, o negócio dos media mudou radicalmente na década em que apareceram. Saíram a ganhar os consumidores – pelo menos no imediato, ainda é cedo para se fazer essas contas – que passaram a ter à mão, em qualquer lugar, a qualquer hora, e gratuitamente, uma variedade de produtos e conteúdos informativos muito mais alargada. Saiu a perder o lado da oferta. Foi mau para os empresários do negócio, e pior ainda para os trabalhadores: os leitores fugiram, e com eles, evidentemente, fugiram as receitas da publicidade que rentabilizavam o negócio. E não há investidores para negócios que não sejam rentáveis…


A não ser que…


Aí está: a não ser para investir noutra coisa que não seja no negócio. A não ser que, em vez de investir em jornais, se esteja a investir em poder e influência para potenciar outros negócios, abrindo brechas irreparáveis na ética e nos princípios. Com responsabilidades dos investidores, mas também muito frequentemente dos próprios jornalistas. Dos que deixaram de o ser para pura e simplesmente venderem a alma ao diabo, e dos que se viram obrigados a trocar os princípios deontológicos e os valores éticos pelo supremo interesse da defesa do posto de trabalho, que não passa do simples adiamento do despedimento certo!


 


PS: Este artigo da Fernanda Câncio, hoje no Diário de Notícias, talvez ajude a perceber o título. Entristece-me, mas não me mata o orgulho de fazer parte da parte bonita da História do Sol. 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

A entrevista que não era para levar a sério - parte II

A entrevista a Manuel João Vieira na íntegra | TVI Player


Afinal havia ... entrevista. Foi no dia seguinte - ontem - mas houve. E lá tivemos Manuel João Vieira, em directo e a cores, a confirmar a candidatura ... e as promessas.


A candidatura, ouviu-se já hoje mesmo sem ser para levar a sério, vai mesmo confirmar-se. As assinaturas já lá estão todas, disse-se. As promessas lá estiveram, na entrevista. Bem defendida, a do vinho canalizado em todas as casas. Do bom, não daquele das velhas tabernas, garantiu-nos. 


Já na outra, num Ferrari para cada português, logo aquela em que me agarrava o voto, não foi convincente. Pelo menos a mim não me convenceu. Andou ali à volta, gaguejou, até acabar a dizer que resolvia tudo com uns telefonemas. Não Manel, com essa não me enganas!

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Sempre se vai sabendo cada coisa... Já não bastava inscrições em foruns internacionais que ficaram por fazer, orçamento que teimasse em manter-se em branco, ou sobretaxa a devolver que se evaporasse. Até quadros superiores da adminsitração pública desaparecem, mandados à pressa para a reforma...


Jorge MIguéis - assim se chama o quadro superior do Ministério da Administração Interna responsável pelo funcionamento da máquina eleitoral - foi quase que compulsivamente mandado para a reforma, quando começava a preparar as eleições presidenciais do próximo mês, deixando o lugar vago.


Matos Rosa, o secretário geral do PSD, tinha pedido publicamente a sua demissão num programa de televisão, circunstância que levou Jorge MIguéis a apresentar a demissão à então ministra. Que a não aceitou... Alguém na Segurança Social deu depois um jeitinho.


Vamos continuar a aguardar serenamente por novas revelações. Ainda nem sequer estamos na fase da desminagem...

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

A entrevista que não era para levar a sério

Manuel João Vieira: “O pastel de nata é o símbolo nacional do nosso ...


O humor "non-sense" e provocatório do Manuel João Vieira é já presença obrigatória nas eleições presidenciais. Não podia faltar a estas, naturalmente.


Há sempre quem use e abuse do puritanismo e que, sem qualquer poder de encaixe e de gosto duvidoso, se choque com as "intervenções presidenciais" do velho rosto dos Ena pá 2000. Há sempre quem leve certas coisas demasiado a sério, e quem as inverta, fazendo brincadeira de coisas sérias, e coisas sérias de brincadeiras.


O Manuel João Vieira só faz brincadeira. De coisas sérias, que podem ser levadas a brincar; e de coisas que só podem ser brincadeira. Em qualquer dos casos brincadeiras que são para levar a sério.


Ontem, no entanto, se brincou - e ou ele, ou alguém por ele, brincou  - é para deixar de ser levado a sério. A CNN passou a noite toda a anunciar uma entrevista com o inevitável candidato presidencial Manuel João Vieira. Até, já noite dentro, informar que o candidato, afinal, não aparecera.


Por mim, não gostei. Por mim, deixo de o levar a sério!

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Nota prévia: Não tenho, nem nunca tive, especial simpatia por Maria de Lurdes Rodrigues, que pessoalmente não conheço e que politicamente nunca apreciei particularmente. 


A antiga ministra fora condenada em primeira instância pela contratação dos serviços do advogado João Pedroso, irmão de Paulo Pedroso. Porque a condenação assentava em factos não provados, recorreu para a Relação, que ontem mesmo lhe viria a dar razão: que não poderia ser condenada por factos não provados.


Goste-se ou não da senhora, e acredite-se ou não na sua inocência, estes são os factos conhecidos. Para a máquina que a direita montou nos últimos anos, e que continua a trabalhar a altíssmas rotações, nada disso interessa. Os factos não interessam para nada, como não interessa para nada que o colectivo da Relação tenha sido composto por três juízes. O que interessa é transformar uma decisão colectiva em individual, e depois encontrar umas ligações políticas que convenham à narrativa, por mais remotas que sejam. E isso faz-se com um título, porque só as gordas contam. Nem que depois o corpo da notícia ponha tudo a claro... 


Os meios podem ser novos, mas os truqes e as manhas são bem velhos!

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...