segunda-feira, 31 de março de 2025

As dores de Marine

Condenação Marine Le Pen: Impacto nas Eleições Presidenciais de 2027


Marine Le Pen, e outros oito euro-deputados do seu partido, foram condenados a dois anos de prisão domiciliária pelo desvio de fundos europeus para fins partidários. Na prática esta condenação acaba por impedir a líder da extrema-direita francesa de concorrer às eleições presidenciais de 2027.


As primeiras reacções de contestação à sentença não vêm nem do Ventura, nem do Salvini, nem da Georgia Meloni, mas do Kremlim, com Peskov - veja-se bem - a queixar-se de "violação das regras democráticas". Putin não se incomoda nada que se saiba com quem está. Nem de quem está com ele!


Bom ... Orban também reagiu no X , mas ficou-se pelo "Je suis Marine"...

Tadinho

Montenegro já saiu do hospital: "Estou bem, podem estar tranquilos"


Apertado a  explicar-se melhor sobre a empresa que detinha, e que continuava a facturar serviços e cobrar avenças enquanto ele tomava conta da governação do país, Montenegro fugiu para a frente com uma moção de confiança, para que tudo se apagasse em eleições.


Para não ser apertado a explicar-se sobre os pareceres jurídicos que enquanto advogado, e em nome da Câmara Municipal de Espinho, eram sistematicamente favoráveis à empresa que lhe forneceu o betão para a casa, que por acaso é mais conhecida por litigar que por fazer bem, Montenegro fugiu ... para o hospital. Sem tempo de espera, nem pulseira, não fosse parecer algemas.


Não só não teve que explicar coisa nenhuma, como ainda deixava os portugueses preocupados com ele. Tadinho ...


Poderá não ter sido bem assim, mas lá que pareceu ... pareceu!

domingo, 30 de março de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


O desemprego continua a subir. Vai já no terceiro mês consecutivo, sempre a subir... Dentro de dias teremos o primeiro-ministro a dizer daqui até às eleições vai ser assim: sempre a subir. Porque está tudo à espera dos resultados das eleições... E que o desemprego só voltará a cair se ele as ganhar!


O próprio presidente virá esclarecer que o "seu crescimento de 2%" tem como pressuposto, que dá como certo - nunca se engana e raramente tem dúvidas -, que a actual maioria continua no poder. Que cresce tudo no último trimestre... E que é normal que o desemprego esteja agora a crescer porque, explicará de cátedra, há uma décalage de 18 meses a dois anos para que o crescimento se faça sentir no emprego.


A ministra da Justiça virá garantir que o desemprego sobe porque a taxa de reincidência é de 90%. Sem fazer ideia do que seja isso, mas com a breve convicção que o que importa é ter um número. Não importa de onde venha, nem para onde vá. Nem mesmo que não exista!


O vice-primeiro-ministro virá virar os números ao contrário, baralhando emprego e desemprego numa confusão que já ninguém percebe do que se está a falar. O que importa é que está melhor, como dirá logo a seguir o ministro da economia... Se alguém contestar ainda há a banca rota!


E a ministra das finanças a dizer que não tem nada a ver com isso. Não é VIP. Tem os cofres os cheios e os jotinhas a procriar. O que é que querem mais? 


Se calhar ainda queriam uma administração fiscal que penhorasse quatro bolos a um restaurante... Por 30 cêntimos... Que lá ficassem a apodrecer às mãos do fiel depositário...  

sábado, 29 de março de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


As eleições de ontem na Madeira serviram de pretexto para mais uma vaga das pantominices de Paulo Portas, sem sombra de dúvida o malabarista mor do circo que é a política nacional.


O PSD perdeu 15 mil votos, mas como manteve, mesmo que por um fio (os 5 votos que faltam ao PC para eleger o terceiro deputado) a maioria absoluta, com Jardim (nos votos), ou contra Jardim (no terreno), Miguel Albuquerque, é o grande vencedor das eleições. Mesmo com o pior resultado de sempre, mas isso são contas de outro rosário...


A esquerda também ganhou. Muito à conta do movimento de cidadãos Juntos pelo Povo (JPP - com cinco deputados), mas também o BE (passou de 0 para 2 deputados) e o PC (passou de 1 para 2 deputados, a escassos 5 votos do terceiro, como acima se referiu) cresceram significativamente. Basta reparar que globalmente a esquerda passou de um para nove deputados ... E, claro, o CDS e o PS perderam. 


O PS perdeu com estrondo (manteve os mesmos 6 deputados, mas um deles é o coligado Coelho) numa altura em que não poderia perder. Pelo menos dessa maneira. António Costa envolveu-se na campanha, e deixou passar uma estratégia de coligações que não passaria pela cabeça de ninguém. Mas só a estrutura local reconheceu a derrota, com o seu líder a assumir, com a demissão, toda a responsabilidade. De Lisboa não se ouviu nada, deverão estar ainda  a meditar sobre o assunto...


O CDS caiu de 17 para 13% dos votos, nada que impedisse Portas de mais um número de circo, com perto de meia hora de televisão, em directo, a contar a história desse sucesso eleitoral. Perdeu dois deputados, mas conseguiu, sem ponta de vergonha por nos estar a tratar por parvinhos, falar de um resultado "consistente, resistente e sustentado".


Palavras para quê? É um malabarista português!


 

sexta-feira, 28 de março de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


O PSD ganhou, com maioria absoluta, as eleições regionais na Madeira. Nenhuma novidade, é assim há praticamente 40 anos... A novidade é que Alberto João Jardim  continua a reclamar para si a vitória. Dá a ideia que se preparava para cobrar alguma coisa...


 

Onda vermelha


O Benfica deslocou-se esta noite a Barcelos para disputar o jogo da 24ª jornada e, às portas da 27ª, em que jogará na Luz com o Farense, pôr o calendário em dia. 


Depois da interrupção para as selecções, as chamadas datas FIFA, o Benfica regressou ao mesmo alto nível, como se nada tivesse sido interrompido. A onda vermelha lá esteve, imparável, a garantir que, por ela, o 39 não irá fugir.


Em relação ao último jogo, no onze inicial, apenas Belotti era novidade. Justificava-se: tinha sido dos poucos a permanecer no Seixal, a trabalhar com a equipa; Pavlidis tinha feito dois jogos pela selecção grega, e tinha acabado de regressar. Nos restantes 10, tudo igual. Incluindo Otamendi, que ainda há dois dias estava na Argentina a jogar contra a selecção do Brasil. A jogar e a cilindrar.


Jogou como se tivesse 20 anos, e viesse de duas semanas de descanso. Um monstro competitivo!


O Benfica entrou a mandar no jogo, sem permitir nada ao Gil Vicente, e poderia ter marcado logo aos dois minutos, numa excelente jogada concluída por Aursenes. Também ele desde cedo a querer vincar a sua exibição. A equipa entrou determinada e confiante, dominando a posse de bola, explanando um futebol intenso e variado, a um a dois toques, que levantava grandes dificuldades aos gilistas, claramente incapazes de acompanhar o ritmo que o Benfica impunha ao jogo.


Foi assim toda a primeira parte. Como habitualmente este futebol bonito, variado e intenso não teve correspondência em golos. Rendeu apenas um, de Aursenes, a concluir mais uma excelente jogada de futebol, e uma grande assistência de Bruma, ia a primeira parte a meio.


Desta vez, ao contrário do que tem sido comum, nem sequer se tratou de um extraordinário nível de desaproveitamento. Nem se pode dizer que o grande volume de futebol ofensivo do Benfica tenha produzido uma grande quantidade de oportunidades de golo. Nos últimos jogos em todas as primeiras partes, com um mínimo coeficiente de aproveitamento, o Benfica poderia ter deixado os jogos resolvidos. Neste jogo, na verdade, toda aquela avalanche de futebol desembocou em apenas três oportunidades claras de golo.


Se é indiscutível que o Benfica jogou bem, mesmo muito bem, as apenas três oportunidades de golo revelam que o Gil Vicente, pelo menos a defender, não esteve assim tão mal ... como o Sérgio Peixoto quis fazer crer. Também não colhe a falta de agressividade de que acusou os seus jogadores, referindo que a sua equipa cometeu metade das faltas do Benfica. 


É que, enquanto o árbitro Miguel Nogueira apitava a tudo contra o Benfica - de faltas inventadas até  faltas ao contrário - para apitar uma falta aos gilistas era o cabo dos trabalhos. Era preciso quase ser crime. Daí que tivessem praticamente o mesmo número de faltas e cartões amarelos.


Na segunda parte o ritmo do jogo caiu. Com o segundo golo logo aos cinco minutos - livre bem cobrado por Kokçu, com António Silva (exibição tranquila e personalizada) a desviar ao segundo poste para a entrada fulgurante de Belotti, tudo de cabeça - e com o início das substituições a quebrarem o ritmo, o jogo passou por um período de menor fulgor. Retomado no último quarto de hora, já depois das substituições, e já com Di Maria e Pavlidis em campo (antes, logo a seguir ao golo, tinham entrado Akturkoglu e Dahl, este para o lugar de Tomás Araújo, que continua com dificuldades físicas).


O resultado acabaria ganhar expressão condizente com a exibição com o terceiro golo, do regressado Di Maria, já mesmo no fim do período de compensação. De penálti, magistralmente convertido, e cometido sobre ele próprio.


Agora, que tudo está igual, é seguir assim. Sem margem de erro, e sem margem para dúvidas, à boleia da onda vermelha.

quinta-feira, 27 de março de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


A Fitch mantém o rating da República em BB+. Na gíria, lixo. E explica: pela trajectória da dívida e porque a economia portuguesa não cresce; porque não é competitiva e as empresas estão sobreendividadas! 


Certa ou errada, é esta a explicação que dão para não rever a classificação de risco que teimosamente persegue a economia portuguesa. Bem ou mal, é desta forma que as agências de rating ratificam o milagroso desempenho que tantos elogiam.


Com o modo "que se lixem as eleições" há muito desligado, e com o botão do turbo eleitoral no máximo, Pedro Passos Coelho, lá longe, do Japão, dá-nos outra interpretação. Não é expectável - garante - que as agências de rating revejam as suas classificações de rating antes das eleições, pela simples razão que, primeiro, querem saber quem as ganha. Querem saber se tudo o que de bom tem sido feito - mas que não foi suficiente para as fazer alterar uma única posição, digo eu - vai ter continuidade. Diz o primeiro-ministro, com o maior descaramento deste mundo, que não se passa nada. Ganhe ele as eleições, e volte ele a formar governo, e as agências de rating virão imediatamente a correr atribuir o AAA+ a Portugal!   


E diz isto apesar de a própria a Fitch ter na circunstância referido não esperar que as próximas eleições legislativas tragam "um desvio relevante de política", uma vez que "os dois principais partidos (PSD e PS) são pró-europeus", e que "não há partido populista ou antieuropeu que tenha atraído apoio significativo nas sondagens de opinião".


É isto que nos espera, todos os dias, ao longo dos próximos seis meses. É com estas agressões à nossa sanidade mental que teremos diariamente de conviver. Se até aqui valeu tudo, daqui para a frente não há limites para o populismo, para a demogagia, para o descaramento, para a falta de vergonha... Para o lixo que se vai amontoando!

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Chegaram ao fim as audições, que não os trabalhos, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao BES. Ao longo de quatro meses passou pelo Parlamento muita da até há pouco incontestada elite nacional que, entre omissões, mentiras e verdades, permitiu aos portugueses perceber muito do que foi a queda de um dos maiores, e provavelmente do mais emblemático, dos bancos nacionais.


Sempre muito desconfiados – e com muitas razões para isso – desta vez os portugueses foram acreditando nesta CPI. O bom desempenho de muitos dos deputados ia entrando pelas casas dos portugueses; e os media faziam o resto, dando nota da manifesta competência e seriedade do trabalho dos deputados, geralmente bem preparados. Os próprios membros da comissão mais pareciam isso mesmo, membros, juntos por uma causa, que deputados empenhados na luta política, adversários de todos os dias.


Só que, acabadas as audições, segue-se o Relatório que terá de apurar responsabilidades. E aí tudo muda. A causa deixa de ser uma para que cada um passe a ter a sua. Para os deputados da maioria a responsabilidade esgota-se em Ricardo Salgado; governo e Banco de Portugal só fizeram o bem. E nada mais!


Para a oposição, governo e Banco de Portugal até poderão não ter tanta responsabilidade quanto Ricardo Salgado, mas andará por lá perto!


E lá se vão os méritos da comissão. E lá vai esta CPI para o mesmo saco de toda as outras, subvertendo a realidade, truncando verdades e confundindo em vez de esclarecer. E no entanto, por tudo o que vimos e ouvimos, nenhum de nós, comuns mortais, tem qualquer dificuldade em perceber o óbvio. E se é óbvio que na destruição do GES a responsabilidade cabe exclusivamente a Ricardo Salgado, e na sua pessoa á família que dominava o grupo, não é menos óbvio que, no colapso do BES, as responsabilidades têm que ser partilhadas entre Ricardo Salgado, o Banco de Portugal, o governo e até a troika.


Para chegar e essa conclusão não é sequer indispensável o testemunho de Fernando Ulrich, se calhar, entre todos os que por lá passaram, o único a dizer a verdade e só a verdade. Mas ajudou a perceber que durante um ano inteiro fora possível ao Banco de Portugal, ao Governo e à troika salvar o BES. Ao permitirem que Ricardo Salgado continuasse à frente do BES, a somar incumprimentos e alargar os danos, tornaram-se obviamente responsáveis pelo que sucedeu. Mas ao aprovar aquele aumento de capital, ao prometer que não iam deixar cair o banco, incluindo ao próprio Salgado, como agora se provou, e ao anunciar que o BES não era o GES, que estava protegido e que tinha almofadas, o Banco de Portugal e o governo deixam as suas impressões digitais bem marcadas na responsabilidade pela destruição que o BES arrastou.


Isto toda a gente percebeu. É inegável, e não se vê como possa ser apagado do Relatório final sem ferir de morte mais uma CPI!


Vá lá que não se refira à medida de resolução, imposta pelo BCE. E que não refira que vem na linha de abdicação da soberania nacional que constitui a matriz do governo… Mais, não!


Claro que não poderia encerrar este tema sem uma referência a Mariana Mortágua, a deputada do BE elevada à categoria de estrela. Hoje mesmo apresentada assim, como uma estrela, no Bloomberg... Por mim, sem lhe negar os méritos, fico-me pela fotografia!

quarta-feira, 26 de março de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


O avanço desregulado do capitalismo selvagem, resultante do alastramento incontrolado da insaciável voragem do ultra liberalismo, que já tinha passado todas as marcas do aceitável, atingiu, a crer no que acabei de ouvir a propósito da tragédia do A320 da Germanwings, os limites do impensável. 


Um responsável do “Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves” dizia que hoje os jovens pilotos se endividam ao nível das centenas de milhares de euros para fazerem a formação que lhes poderá dar acesso à profissão. Que são as próprias companhias de aviação que exploram as escolas que dão essa formação, incluindo as horas de voo. Que os jovens aspirantes a pilotos pagam para voar. E que, depois de concluída a formação e altamente endividados, à maioria desses jovens nada mais está reservado que um profundo desespero. O desespero de quem vê a companhia que lhe levou o dinheiro, fechar-lhe a porta ao contrato com que pensara poder pagá-lo.


Não se sabe se foi este o caso do jovem alemão de 28 anos. Mas sabe-se que, com estas práticas, as companhias de transportes aéreos estão a contribuir para actos de terrorismo como este. Por desespero ou por outros distúrbios emocionais. Por revolta ou por vingança. Ou simplesmente por ser capaz de arrancar às mais profundas entranhas de cada um o que de pior cada um lá tem.


Mas é disto que afinal se fala quando de capitalismo selvagem se trata. De trazer ao de cima o pior que há em cada um!

Normalizar o anormal

Luís Neves ao lado de Fernando Gomes: "Não é visado nesta investigação"


A Polícia Judiciária (PJ) realizou ontem buscas na Federação Portuguesa de Futebol (FPF), no âmbito de um inquérito criminal que está aberto desde 2021, relacionado com a venda da antiga sede da FPF na avenida Alexandre Herculano (Lisboa), em 2018.


Em causa estão indícios de crimes de corrupção, recebimento indevido de vantagem, participação económica em negócio e fraude fiscal qualificada, ocorridos durante o penúltimo mandato de Fernando Gomes na FPF (2016 a 2020), entretanto acabado de substituir por Pedro Proença, e acabado de eleger para a Presidência do Comité Olímpico Português (COP), cuja posse tomou também ontem, enquanto prosseguiam as buscas. 


O Centro Cultural de Belém, espaço da tomada de posse de Fernando Gomes, estava apinhado de jornalistas. Que naturalmente se preparavam para o confrontar com a matéria das buscas.


Até aqui tudo normal. A partir daqui, nada mais é normal.


Não é normal que Luís Neves, director nacional da Polícia Judiciária (PJ) tenha surgido na tomada de posse de Fernando Gomes. Por que razão o director nacional da PJ aparece na tomada de posse do presidente do COP?


Não só não é normal, como é verdadeiramente insólito, que o director da PJ se tenha entreposto entre Fernando Gomes e os jornalistas para ser ele, qual assessor de imprensa, a responder-lhes.


Não é normal, e é até o completo desrespeito pelas suas próprias funções que, enquanto decorriam buscas (se não estavam concluídas, era porque ainda havia recolha de prova em curso), o director da PJ avançasse com a conclusão que o "Dr Fernando Gomes não está envolvido". Mais: que aproveitasse a despropositada ocasião para enaltecer o seu trabalho na FPF, e expressar a convicção que repetiria o sucesso no COP.


Não é normal, e é a completa subversão da hierarquia da Justiça Penal, que o director da PJ tenha usurpado as funções do Procurador Geral da República (PGR) para assumir a liderança da acção penal.


Não é normal que o PGR, Amadeu Guerra, um dia depois de tudo o que de extraordinário ontem aconteceu, permaneça em silêncio.


Não é normal que nada disto tenha merecido uma linha, sequer, nas primeiras páginas dos três diários desportivos.


 Infelizmente começa a ser normal que as Instituições impludam, umas atrás das outras. Começa a ser normal que pessoas que tínhamos como referência institucional, e acima de qualquer suspeita, como era o caso de Luís Neves, não resistam a mostrar os pés de barro. Começa a ser normal vermos esfumear os últimos resquícios de decência na nossa forma de vida ...


 

terça-feira, 25 de março de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Afinal o tema ainda não morreu. Houve jornais que não o deixaram cair, e afinal a lista VIP apareceu mesmo. Com quatro nomes. Quais Mourinhos... Quais Cristianos Ronaldos... Quatro nomes apenas gozam dessa prerrogativa da suprema importância: Cavaco, Passos Coelho, Paulo Portas e... Paulo Núncio, claro.


Um novo conceito: Verdadeiramente VIP. Para que não haja confusões!


Agora percebe-se a atitude da ministra das finanças. Para Paulo Núncio, Maria Luís Albuquerque não é verdadeiramente VIP. A vingança é terrível!

Penoso

PCP. Paulo Raimundo considera que Ucrânia necessita de caminhos abertos  para a paz


A RTP está a entrevistar os líderes dos partidos políticos com assento parlamentar num espaço a que chama "Legislativas 2025". 


Ontem, nesse espaço e naquela que seria a quarta entrevista da série, um conhecido manhoso da estação pública, na verdade uma espécie de escroque que se faz passar por jornalista, travestiu-se de entrevistador para fazer de uma entrevista um interrogatório. De acusação. Do outro lado um líder político impreparado, limitado de léxico, "duro de rins, sem jogo de cintura", emperrado na velha cassete, e anjinho por natureza, era atropelado pelo ódio que José Rodrigues dos Santos (sim, é ele o manhoso que se presta a escroque) disparava à cadência de metralhadora.


No fim, 10 minutos (já passaram? - rematou Paulo Raimundo, sem alívio) dos mais penosos da televisão.


O PCP diz que vai accionar todos os mecanismos legais... Não é menos penoso!

segunda-feira, 24 de março de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


O tema - lista VIP do fisco - já ficou para trás. É assim por cá: os temas não acabam quando se esgotam, quando são alcançadas todas as consequências. Acabam e deixam-se para trás quando nos cansamos deles, e deixam de ser novidade. Ou quando surge outra novidade a sobrepôr-se. Nunca é boa altura para um avião cair, mas às vezes ...


Acabou, já faz parte do passado. E parece que está demitido o que havia a demitir. Estamos perto da Páscoa, mas não é por isso que nos lembramos do sacrifício do cordeiro pascal...


Maria Luís Albuquerque passou por isto como se não existisse, mandando multiplicar os jotinhas e anunciando cofres cheios. E Paulo Núncio não é cordeiro. É raposa. Ao que se diz por aí, a raposa que continua dentro do galinheiro! 

Os valores do povo português

Maioria absoluta fugiu por "apenas 300 votos" a Miguel Albuquerque, CDS já  espera o telefonema - SIC Notícias


O sucesso eleitoral de André Ventura, e do Chega - uma e a mesma coisa -, deveu-se a ter trazido para o debate político o tema da corrupção, para depois o cavalgar nas asas do mais primário discurso populista.


O tema, e a forma como era proposto, rapidamente seduziu o eleitorado, e resultou em mais de um milhão de votos nas legislativas de há um ano, entre desiludidos dos partidos do sistema e abstencionistas afastados do ritual do voto.


Ontem, na Madeira, em eleições antecipadas por, há três meses, o parlamento regional ter feito cair o Governo por fortes suspeitas de corrupção, os eleitores - mais eleitores, com a queda da abstenção (de 46,6% para 44,02%) - deram quase mais 30% de votos ao arguido por corrupção Miguel Albuquerque, e à lista do PSD com quatro arguidos no mesmo processo. 


Ontem os eleitores madeirenses deram a maioria absoluta (o deputado que lhe falta para a maioria absoluta está eleito pelo CDS) a um arguido por corrupção e castigaram severamente (perdeu 5 mil eleitores e um deputado - só a tareia do PS foi maior, mas essas são contas de outro rosário) o partido da dita bandeira contra a corrupção.


No país, com Montenegro enfiado até ao pescoço nas suas muitas e variadas trapalhadas, com autarcas arguidos em processos de corrupção, e com tudo o que se conhece da operação Tutti Frutti, o PSD (em rigor a AD não passa do PSD) apresta-se para ganhar as eleições de 18 de Maio.


Poderia dizer-se que as pessoas se fartaram depressa de ouvir falar em corrupção, e que já não querem saber disso para nada. Mas acho que não: acho que isto são os valores do povo português, os tais que Roberto Martinez diz que a selecção mostra.


É bem capaz de ser isso!

domingo, 23 de março de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


A ministra das finanças, entusiasmada no meio dos jotinhas, soltou-se do seu lado fleumático que lhe empresta um ar de alguma credibilidade, e virou danada para a brincadeira. Mandou-os multiplicarem-se, e falou de cofres cheios!


Ao juntar as duas percebeu-se que a causa não era a da natalidade, mas a da sustentabilidade do partido. Deste partido de Passos Coelhos, Relvas, Marcos Antónios e Marias Luís… Que precisa de jotinhas, de muitos e multiplicados jotinhas, quanto mais ignorantes melhor!


Era fácil de imaginar que Passos Coelho, esse expoente máximo do jotismo, se agarrasse aos cofres cheios. A expressão fora de Maria Luís, mas era a cara dele… E ninguém ficou surpreendido quando, com aquela cara que é a dele, veio dizer que “quando cheguei ao governo os cofres estavam vazios”, achando que somos estúpidos e que alguém acreditaria que foi ele que os encheu.


Já que António Costa mais uma vez fizesse de “Maria vai com as outras” e fosse apanhado nessa rede, é que não deixa de ser surpreendente. E preocupante!


António Costa não veio dizer, por exemplo, que os cofres até podem estar cheios mas é de dinheiro dos outros. E que para estarem cheios se está a pagar juros duas vezes. Ou que pedir dinheiro emprestado para meter nos cofres pode ser fetiche, mas dificilmente será de grande racionalidade económica. Mas não. António Costa apenas se lembrou de dizer que “ninguém se pode orgulhar dos cofres cheios”. Francamente!

George Foreman (1949-2015)

George Foreman, the heavyweight champion, dies at 76 : NPR


Duas vezes (1973 e 1994) campeão mundial de box, em pesos pesados, e campeão olímpico (1968), faz parte da galeria das lendas do pugilismo, com Muhammad Ali (nascido Cassius Clay)Joe Frazier e Mike Tyson.


Tinha 45 anos quando conquistou o seu segundo e último título mundial, o que constitui um recorde ainda em vigor.


 

sábado, 22 de março de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


No meio da surpresa geral surge a notícia da candiatura de Henrique Neto à presidência da República, que deverá ser apresentada na próxima quarta-feira. Uma verdadeira pedrada no charco!


Na altura própria, enquanto à direita e à esquerda se marcam uns aos outros à espera da altura certa, embrulhados em taticismos e bluffs, surge algém de fora do alinhamento partidário que não pede licença a ninguém e diz ao que vem. E, vindo de quem vem, vai dizer o que há muito anda a dizer do actual sistema partidário e do próprio regime, fora do registo populista que invariavelmente toma conta desse discurso. Seja com gente como Marinho Pinto, ou com gente como Medina Carreira.


Não será - ninguém pode esperar que seja - uma candidatura vencedora. Mas é - nunca deixará de ser - uma candidatura com consequências importantes, que abalará esta pasmaceira política. E talvez a  última campainha de alarme a soar no interior do PS!


 

É tão fácil, não é?

Investigação. O que mostram os documentos nunca revelados da Spinumviva –  Observador


O Observador resolveu dar uma mão a Luís Montenegro, através do inevitável Luís Rosa. No tempo certo, e na medida do necessário. Montenegro, claro, ficou calado. Deixa isso para outros, evidentemente. Assim é que é a medida certa.


Poderia ter sido o líder parlamentar, Hugo Soares. Foi o ministro Leitão Amaro, que é a mesma coisa.


É tão fácil, não é?

sexta-feira, 21 de março de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Foi um grande jogo, o super clássico espanhol. O Real Madrid foi melhor durante um pouquinho mais que metade do jogo. Na outra metade - um pouco menos - o Barça foi melhor. 


Só que quando o Real foi melhor, não foi apenas melhor. Foi muito melhor, e criou oportunidades para resolver logo ali o jogo. Não foi feliz, sofreu o primeiro golo quando já era claramente superior. Empatou (Cristiano Ronaldo), e fez ainda um segundo golo (Bale), mal anulado.


Continuou no mesmo ritmo depois do intervalo. Só que, á beira dos 10 minutos, um passe de 70 metros do Dani Alves isola o intratável e quesilento Luiz Suarez - se este tipo pensasse apenas em jogar a bola seria um grande jogador, talvez mesmo a valer o que o Barcelona pagou para o contratar, assim não passará de um arruaceiro que joga bem à bola - que, com uma recepção de génio e um remate feliz, fechou o resultado e mudou o jogo. O Real sentiu o golo, e a partir daí o Barça foi melhor. Até ao fim!

Eddie Jordan (1948-2025)

Relembre a vida de Eddie Jordan, icônico ex-chefe de equipe da F1


Começou por trabalhar num banco, mas a paixão deste irlandês foi sempre os automóveis. Deu o nome à Jordan, a equipa que se estreou na Fórmula 1 em 1991, para atingir o seu ponto mais alto nos dois últimos anos da década. O novo milénio no entanto não lhe sorriria, e em 2004 decidiu vender os direitos da equipa que, mais tarde, se tornaria na Force India, que deu lugar à atual Aston Martin.


 


 

quinta-feira, 20 de março de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Não há muito a dizer sobre a derrota do Benfica (1-2) hoje em Vila do Conde. A ganhar desde muito cedo, o Benfica deixou perceber, também ainda muito cedo, que corria muitos riscos de não ganhar aquele jogo. Porque até parecia que não o queria ganhar, com toda a gente mal, incluindo Jorge Jesus, logo à partida com a péssima ideia de recorrer a Talisca para substituir o castigado e indispensável Gaitan. 


Limito-me portanto a dizer que, dos três jogos que o Benfica perdeu, este foi o que claramente mais mereceu perder. O Rio Ave, que hoje teve nos centrais do Benfica os seus grandes construtores de jogo - Luisão e Jardel foram, e logo dois, os homens do último passe da equipa do Pedro Martins -, mereceu ganhar o jogo. E mereceu aquele golo no último lance do jogo, mesmo que tenha sido irregular.


O Benfica, como em Paços Ferreira, não soube cumprir aquele velho princípio de Trapattoni: quando não se consegue ganhar, tem que ao menos se empatar. Não demorou muito a perceber quanta razão tinha a velha raposa italiana, com o empate do Porto na Madeira. Ironicamente através de um golo em que tirou partido da inferioridade numérica do adversário, mesmo sem qualquer expulsão!


Pois é. A esta hora já toda a gente sabe o importante que teria sido, desta feita a jogar com 10, garantir o empate: tinha ficado tudo na mesma. E assim não ficou. O Porto já depende apenas dos seus resultados!

Dia de fechar a porta

Eleições: Presidente da República decretou a dissolução do parlamento - CNN  Portugal


Hoje é o dia em que a "Martinho" dá boleia ao Inverno para entrar pela Primavera dentro. Mas é também o dia da dissolução da Assembleia da República.


É a décima vez que é dissolvida. Isto é, pela décima vez é interrompida uma legislatura na democracia portuguesa. Se tivermos em conta que esta, do XXIV governo, seria a XVI legislatura, percebemos facilmente que a maioria das legislaturas não chegou ao fim. Apenas seis governos - em 24 - duraram toda a legislatura: dois de Cavaco (1987 e 1991), um (dos dois) de Guterres (1995), um (dos dois) de Sócrates (2005), o de Passos Coelho (2011) e um (dos três) de António Costa (2015).


Destes, apenas os de Cavaco,  e o de Sócrates, corresponderam a maiorias absolutas eleitorais. O de Passos logrou maioria parlamentar por coligação pós eleitoral com o CDS. O de Guterres, à beira da maioria parlamentar (com o PS com metade dos deputados no hemicíclico), sobreviveu em bases de geometria variável, uma delas com sabor a queijo Limiano. E o de Costa, que nem ganhou as eleições, viveu à custa um "arranjo" parlamentar que ficou conhecido por geringonça


O último dos três governos de António Costa foi o único de maioria absoluta a não completar a legislatura.


Todos os presidentes dissolveram o Parlamento, Marcelo abusou. Dissolveu-o por três vezes, e nunca se conseguirá livrar disso.


 

quarta-feira, 19 de março de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Não se hoje é o dia da felicidade. Se é o dia do eclipse. Se é o dia em que o Núncio segue o exemplo dos seus subordinados e se demite também por uma coisa que não existe. Ou se é o dia em que os jovens e as jovens da JSD se atiraram a um truca truca descomunal para cumprir ordem de multiplicação dada por Maria Luís, a ministra investida de figura bíblica...

terça-feira, 18 de março de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


O governo, em regime de alta produtividade, está a fazer de cada trapalhada – reproduzem-se como coelhos e crescem como cogumelos – gigantescas bolas de neve. Seja lá o que for, aparece e, em vez de ser logo atacado de frente e resolvido, não. O governo não consegue enfrentar problema nenhum, e muito menos resolvê-lo. Prefere escondê-lo, cobri-lo, com terra ou muitas vezes com estrume e, exactamente como nos cogumelos, naquele escurinho e com muita porcaria em cima, desatam a crescer sem parar.


Este último caso das listas VIP do fisco é apenas mais do mesmo. O cogumelo cresceu, cresceu, cresceu… e é hoje uma gigantesca bola a rolar descontrolada pela montanha abaixo, ameaçando cilindrar tudo à sua passagem. O secretário de estado Paulo Núncio corre em pânico à sua frente. O primeiro-ministro transpira, e são suores frios por ver uma coisa tão grande a passar tão perto.


O CDS está todo ele escondidinho, juntinho ao chefe, pouco preocupado que seja um dos seus a estar prestes a ser cilindrado pelo monstro rolante. Mas, espantoso mesmo, é ver a ministra da tutela a passear à vontade, verdadeiramente indiferente ao turbilhão que aquilo levanta à sua passagem. Nem a poeirada levantada a incomoda. Não é nada com ela…


Impressionante! Se calhar nada perturba a tranquilidade e o sono descansado de quem tem os cofres cheios… E um bunker, também escurinho, onde se esconder a dar ordens de multiplicação. Multipliquem-se! Como os coelhos. Ou como as trapalhadas...

"18 milhões de razões"

Solverde sobre a empresa de Montenegro: “O serviço continua a ser bem  prestado, faturado e pago” - Política - Jornal de Negócios


A Solverde, entendendo que os portugueses, para além do que então empobreceram, dos empregos que então perderam, e do que então tiveram de emigrar, teriam ainda que lhe pagar o impacto da crise económica de 2008 no seu negócio dos casinos, reclamou uma compensação ao Estado. Começou por reclamar 63 milhões de euros, valor que uma comissão arbitral viria a fixar em 15,5 milhões que, acrescido de juros, passou para 18 milhões de euros.


Em Setembro de 2024 o Estado recorreu desta decisão para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) que, em Janeiro, decidiu pela sua anulação. Decisão de que - soube-se hoje -, em 3 de Março, a Solverde recorreu para o Tribunal Constitucional (TC).


Em pleno terramoto Spinumviva/Solverde, Montenegro agarrou-se a esta decisão do STJ para reclamar "18 milhões de razões" em sua defesa. Pela mesma ordem de razão, sem que Montenegro disso tivesse dado conta, com o recurso para o TC, as "18 milhões de razões" voaram de imediato para parte incerta. 


Pode ser que voltem a aparecer durante a campanha eleitoral. Pelo despudor a que se tem assistido é  bem possível que sim!


 

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


O alto funcionalismo da administração pública é feito disto mesmo: de tipos zelosos dos seus mais nobres deveres na defesa dos mais nobres interesses da governança do país!


Quando meio mundo apontava o dedo ao coitado do Paulo, e a outra metade ao não menos coitado do Pedro, o zeloso director geral da nobre causa dos impostos abriu o peito e disse que foi ele. Que foi ele que criou a lista que não havia. Que não havia, mas que se lembrara de criar justamente quando viu que o coitado do Pedro andava a ser incomodado por gente má, do piorio, capaz de, só para lhe arruinar a vida, livremente vasculhar a sua vida fiscal. Clara e transparente. Sem nada a escoder...


Uma ternurinha! 

segunda-feira, 17 de março de 2025

Habemus julgamento

Sócrates avança para a "impugnação administrativa da deliberação do  Conselho Superior da Magistratura"


Foi hoje, finalmente, marcado o início do julgamento de Sócrates!


3 de Julho, é a data. Acreditemos. Depois da detenção, em 2014. Depois da acusação pelo Ministério Público, em 2017. Depois do despacho de acusação de Ivo Rosa ter dinamitado aquela acusação, em 2021. Depois, finalmente, da reintegração da acusação pela decisão da Relação, em 2024.


Sócrates foi o único dos acusados que se não fez hoje representar pelo seu advogado para o agendamento das datas do julgamento. Não se conforma. Não aceita ir a julgamento. E isto deverá quer dizer que, depois de levantar todos os incidentes, e de esgotar todos os recursos, Sócrates não irá comparecer no Tribunal no dia 3 de Julho.


Deve ser isso!

Há 10 anos

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Se a Comissão Parlamentar de Inquérito ao BES não servir para mais nada serve, pelo menos, para mostrar que o governo e o Banco de Portugal "jogaram à roleta" não só com a estabilidade do sistema financeiro,  conforme hoje lá disse Fernando Ulrich, mas também com os portugueses e com a economia portuguesa.


Bastou que Fernando Ulrich tivesse dito - e disse muito mais - que tinha avisado Vítor Gaspar, então ministro das finanças, ainda antes da irrevogável revogada demissão de Portas do início do Verão de 2013, do que se estava a passar no GES e no BES. E que tivesse demonstrado que, dois dias depois, já estava um alto funcionário do Banco de Portugal a contactá-lo na sequência dessa sua iniciativa, para ficar claro toda a gente do governo tem mentido, com o primeiro-ministro à cabeça, quando diz que só teve conhecimento da situação no final de 2013. E que o governo e o Banco de Portugal são cúmplices, por passividade, com o rol de crimes financeiros praticados por Ricardo Salgado e seus pares no últimos 12 meses da actividade do BES!

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Ao passar os olhos pelas notícias deparei-me com um título irresistível, daqueles que obrigam a abrir e vasculhar: "E o político em que os portugueses mais confiam é..." 


Desvendo já: Marcelo Rebelo de Sousa!


Ninguém ficaria muito surpreendido se os portugueses o achassem o mais inteligente. Ou o mais perspicaz. Ou o mais popular. Ou o mesmo político que mais admiram. Mas... em quem mais confiam?


O estudo - diz ainda a notícia - revela também que "no geral, 96% não confia nos políticos e 83% não confia no atual Governo de Passos Coelho". Nem nos sindicatos (81%), no sistema judicial (73%), nos bancos (72%) e  na União Europeia (71%).


Ao contrário da escolha de Marcelo Rebelo de Sousa (mesmo que apenas com um resultado de 14%) estes resultados não surpreendem. Todos temos a ideia que os portugueses não confiam nas instituições e que o país atravessa uma crise institucional e de regime ainda mais grave que a económica.


A notícia refere-se ao estudo Marcas de Confiança, realizado anualmente pelas Seleções do Reader’s Digest, que anda há 14 anos a tentar dar-lhe a sua marca de confiança. Que, como se pode ver na fotografia não engana ninguém: "votado pelos leitores". Assim á maneira das aldrabices dos televotos que os operadores de tv descobriram para esconder que querem apenas ganhar dinheiro.


Já a notícia sim. É enganadora. Só no fim, mesmo no fim, informa que "o estudo teve por base 12 mil assinantes da revista Reader’s Digest".


E eu que até estava a gostar... Sempre era um estudo confirmar uma ideia empírica bem enraizada na minha cabeça... Não foi o estudo que me decepcionou. Foi a notícia!

domingo, 16 de março de 2025

Susto de aviso


Depois de Barcelona, o Benfica apresentou-se hoje em Vila do Conde para o jogo que lhe cabia nesta 26ª jornada da Liga, contra um adversário que, em casa, apenas tinha perdido um jogo. Com o rival Sporting.


Ao contrário do que chegara a ser anunciado, Bruno Lage - a contas com uma virose que o afastou da equipa nos últimos dias - apresentou-se no banco. Não viajou com a equipa, chegou mais tarde, mas lá esteve, ao comando. No onze inicial, algumas alterações, com o regresso de Carreras e Bruma. E com Amdouni, não propriamente um regresso, já que raramente tem sido titular. De pedra e cal, lá estavam os habituais Trubin, Tomás Araújo, António Silva, Otamendi, Florentino, Aursenes, Kokçu e Pavlidis.


O Benfica entrou não só a mandar no jogo, mas também a jogar bem. Muito bem, mesmo. Sem deixar o Rio Ave sequer sair do seu meio campo. Trubin tocou na bola pela primeira vez já depois dos 15 minutos, e mesmo assim simplesmente para recolher uma bola perdida, que chegava pela primeira vez à sua área. O Benfica sufocava o adversário, com um futebol fluido e intenso, ia somando  oportunidades de golo, mas a bola não entrava. O costume!


Havia sempre uma perna no caminho da bola, um pé a desviá-la da baliza, um segundo de atraso na finalização, um toque a mais... Quando não havia nada disso havia os ferros da baliza, ou havia Miszta, um guarda-redes de (já sobejamente comprovados) grandes recursos. Para que o Benfica marcasse era preciso uma coisa do outro mundo. E ela aconteceu, à meia hora de jogo, na obra de arte de Kokçu. Como as coisas estavam, só assim o Benfica poderia marcar.


Ainda assim, com muita parcimónia. Já à beira do intervalo Amdouni produziu outra obra de arte, e nem assim deu golo. Deixou-o a cargo de Pavlidis, e ele falhou a tarefa.


E assim foi o jogo para intervalo. Como é já costume, com o resultado que, com um mínimo de eficácia nas oito oportunidades claras de golo criadas, deveria estar mais que decidido, completamente em aberto.


A segunda parte abriu com os mesmos dados da primeira. Se o golo do Benfica, à meia-hora, não tinha alterado nada da postura táctica do Rio Ave, a partida para a segunda parte também não. Ficava a ideia que a equipa de Petit apenas esperava que a tempestade passasse. Logo que passasse logo se veria o que poderia fazer. Contra aquele vendaval de futebol é que não havia nada a fazer.


Apesar de tudo o segundo golo não tardou tanto quanto tardara o primeiro. Ainda se não tinham esgotado os primeiros 10 minutos quando Pavlidis, depois de romper com a bola área adentro até ser rasteirado, converteu com irrepreensível rigor o respectivo penálti. 


Com 2-0 o Benfica abrandou. Daí a ter começado a relaxar não tardou muito. Daí até pagar a factura pelo relaxamento não tardou nada. Nada mesmo: Otamendi facilitou, e perdeu uma bola numa saída para o ataque; Florentino correu atrás do prejuízo, foi negligente e fez uma falta desnecessária, já perto da linha de grande área, em posição frontal para a baliza. Na cobrança do livre, a bola ressalta em Pavlidis, trai Trubin e entra na baliza.


De repente, ao primeiro relaxamento, o Rio Ave marcava e entrava na discussão do resultado. De repente, o Benfica via fugir a vantagem tranquila que tão difícil tinha sido conquistar. E de repente o Rio Ave ressuscitava, soltava para o jogo os feios, porcos e maus que Petit sempre tem nas suas equipas, e lançava a intranquilidade numa equipa que poucos minutos antes dominava por completo os acontecimentos.


Os acontecimentos desencadeavam-se ao ritmo de 10 minutos. 10 minutos foi o espaço de tempo entre o segundo golo do Benfica, em pleno auge exibicional, e o primeiro sinal de quebra mental. Foi também o espaço que mediou entre o primeiro golo e o do empate, num inacreditável erro de Florentino. Novamente. 


Gostamos todos - nem todos, é verdade - muito de Florentino. Acarinhamo-lo sempre, e continuaremos a acarinhá-lo, mas todos sabemos que nunca será um jogador de top. Nunca será transferido pelos valores tantas vezes falados, nem para clubes de topo. Protestamos por não ser convocado para a selecção, e achamos que é perseguição. Mas é por estas e por outras. Não é só azar.


Para voltar a estabilizar a equipa, Bruno Lage (que ao intervalo trocara Tomás Araújo, com insuficiências físicas, por Barreiro, com Aursenes a voltar ao lado direito da defesa) acabara de fazer três substituições, lançado Renato Sanches, Belotti e Akturkoglu. De repente, a equipa que estaria programada para retomar o controlo do jogo, estava obrigada a começar tudo de novo, com apenas 15 minutos para jogar.


Valeu que, conforme o relaxamento do Benfica tirou o Rio Ave lá de trás, também o sucesso no marcador fez com que para lá não regressasse. Se a equipa de Petit voltasse à anterior postura defensiva teria sido mais difícil. Assim, com o Rio Ave a pensar que ganhara direito a tudo, até a poder ganhar o jogo, foi mais fácil ao Benfica exercer a sua óbvia superioridade. E em cinco minutos voltou para a frente do marcador, numa excelente jogada de futebol que passou pelos pés - e categoria! - de Belotti, pela assistência de Aursenes, e pela excelente finalização de Akturkoglu.


Durou 5 minutos o susto. E 20 a tremideira. Com 10 - que seriam 14 - para jogar, o Benfica não permitiu mais qualquer veleidade aos vila-condenses. Desfrutou ainda de mais uma flagrantíssima oportunidade, em mais uma extraordinária jogada de futebol em que a bola, saída de novo dos pés de Akturkoglu, não quis entrar. Ia a entrar e desviou-se para o poste. Cruzou toda a linha de golo, e acabou por nunca entrar.


Agora, com mais calma para preparar os jogos, convém olhar com olhos de ver para a cabeça dos jogadores. Não será possível ganhar o campeonato - sendo claro que já não há qualquer margem de erro - se não forem resolvidas as paragens cerebrais que vezes de mais afectam alguns jogadores. Ah ... e também dá jeito afinar a finalização!

Há 10 anos

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"Vá tomar banho, que cheira mal"- foi assim que o patusco advogado de Sócrates se dirigiu a uma jornalista do Correio da Manhã. "Deixem-me... metem-me nojo" - virando-se para todos os outros, à saída do Supremo Tribunal, que decidira pela manutenção da prisão preventiva, não dando provimento ao "habeas corpus", já o quinto e desta vez pedido pelo próprio Sócrates.


E assim deixa de ser um patusco, que às vezes até tinha alguma graça, para passar simplesmente a ser um grosseiro sem graça nenhuma. Quiçá mal cheiroso. Pelo menos nas palavras que lhe saem da boca!


Qualquer coisa como começar por sustentar a defesa na total inocência do seu constituinte  - independentemente dos dias em que conhecia ou não conhecia a acusação - e acabar agarrado às teias das formalidades.


 

sábado, 15 de março de 2025

Há 10 anos

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Mais do que marcado pelas incidências do pré-match, e em particular pelas encenações de Sérgio Conceição e António Salvador, este Benfica-Braga que encheu a Catedral e assinalou a marca dos 40 mil minutos do capitão Luisão, estava marcado pelos resultados nos dois jogos anteriores. Entre o “não há duas sem três” e o “às três é de vez”!


De tal forma que quando surgiu o primeiro golo, numa bela triangulação concluída com o remate espectacular de Jonas – mais um grande jogo –, ao contrário do que é corrente perante equipas muito fechadas, como voltou a ser o Braga, ninguém teve a sensação que o mais difícil estava feito.


Não houve grande alívio. Afinal o primeiro golo era quase que um mal necessário. Fosse possível chegar a dois ou três a zero sem passar pelo primeiro e todos os benfiquistas dispensariam aquele primeiro golo. Lá estava o não há duas sem três, e toda a gente se lembra bem das sucessivas oportunidades de golo desperdiçadas nos dois jogos anteriores que deixaram único o primogénito.


À medida que o tempo ia passando, sem que o desejado segundo aparecesse, ia-se no entanto percebendo que dificilmente a história se repetiria. O Benfica tinha aprendido a lição, e não deu nunca qualquer hipótese ao Braga. Não marcava – o guarda-redes repetia a sua própria exibição da primeira volta, e a do seu colega russo, na Luz, no fatídico jogo para a Taça de Portugal – é certo, mas o jogo era muito mais maduro.


Na primeira parte os jogadores do Braga, levaram para o jogo a réplica das encenações da semana com Ruben Micael, como sempre, e Salvador Agra no banco, à cabeça. Não há nada a fazer. É assim … Mas só isso – provocações – e defender à frente da sua baliza, que isso o Braga sabe fazer bem.


Na segunda ainda entraram com alguma genica – só isso, nada mais que isso – e os primeiros cinco minutos ainda podiam deixar a ideia que o Braga queria finalmente discutir o jogo. Sol de pouca dura. Voltou tudo ao mesmo, o Benfica ia jogando o seu futebol, atingindo frequentemente o brilhantismo e desperdiçando oportunidades, umas atrás das outras, muitas vezes na mesma jogada. Como sucedeu na sequência do livre a cobrar a falta que deu mais uma expulsão (Tiago Gomes). Que, ao contrário do que pretende muita gente, ainda não é ilegal. Mas pelo que voltou hoje a ver não tarda aí uma lei a proibir a expulsão de adversários do Benfica. Os penaltis já estão!


Para provar que era dia de “às três é de vez”, à entrada do último quarto de hora, chegou o segundo golo Ao terceiro remate para golo, Eliseu foi finalmente feliz. Nos outros dois tinha brilhado o guarda-redes bracarense. Ás três foi mesmo de vez!


Se, fazendo deste o jogo de uma vida, o Braga só joga isto, é muito pouco. Defende bem, sem dúvida, mas é curto… Há gente que quando se põe em bicos de pés desequilibra-se logo!

sexta-feira, 14 de março de 2025

Há 10 anos

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Não admira que observadores do fenómeno do futebol tenham reparado na forma macia, há quem diga subserviente, como o Braga defrontou o Porto, há uma semana. Não admira que a muita gente tenha ficado convencida que o Braga jogou em poupança. Poupando jogadores para o jogo seguinte, muito mais importante. Poupando-os fisicamente e popupando a improváveis cartões amarelos muitos jogadores que estavam em risco de ficar de fora. E sabe-se como a intensidade posta no jogo desgasta fisicamente. E como faz aumentar o risco de entradas mais próximas da penalização disciplinar...


Não admira que o Sérgio Conceição se revolte contra essa gente, e grite nas conferências de imprensa que não admite isso a ninguém, como já gritara há uns meses atrás, por ninguém lhe dar o mérito que ele acha que tem. Não admira que o Sérgio, um rapaz com escola, ignore que este comportamento bracarense nos jogos com os do Porto não é novidade nenhuma. Que tem história...  São muitos anos... E que, com recurso aos velhos métodos da escola, aproveite a circunstância para mobilizar as suas tropas. O que, prova-o também a história, não é tarefa difícil. Até porque - diz-se por aí - o presidente Salvador, à última da hora, triplicou o valor do prémio de vitória!


Não admira que o Braga - o presidente, o treinador, os jogadores e os adeptos - queiram ganhar ao Benfica. E que tudo faça para que não haja duas sem três. Isso é que é competir!


O que admira é que tenha sido o próprio presidente Salvador a dizer em frente às câmaras, logo que terminou o jogo com o Porto, que os jogadores iriam fazer tudo, mas tudo, para ganhar o próximo jogo. Ora isto quer simplesmente dizer que, naquele, não o tinham feito... E isso, Sérgio Conceição não admite a ninguém!

quinta-feira, 13 de março de 2025

Há 10 anos

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Enquanto o líder - e provável chefe do próximo governo - espera tranquilamente que uns tantos especialistas lhe dêm o verdadeiro retrato macro-económico do país, o líder parlamentar do PS, que ainda ontem fez a figura que fez no Parlamento, diz que a direita está em morte lenta, mas segura.


Confirma-se: o PS está em modo de espera, em stand by. António Costa espera por dados, Ferro Rodrigues espera que a direita morra!


Que o líder parlamentar esteja nessa, não surpreende ninguém. Já toda a gente percebeu que é homem errado, no lugar errado, à hora errada... Por isso que se mantenha à espera que a direita morra. Sentado, evidentemente... Que a vida já não está para grandes maçadas!


Mas que o homem que espera ganhar as eleições daqui por seis meses, nas condições em que o país se encontra, esteja calado à espera de uns dados macro-económicos, não lembraria a ninguém. Só mostra que também ele não percebe nada do que se está a passar. Já desconfiávamos!


quarta-feira, 12 de março de 2025

Grau zero

Parlamento rejeita moção de confiança e derruba Governo da Aliança  Democrática | Euronews


Não direi que o que se passou ontem na Assembleia da República foi uma vergonha porque ela já está esgotada.


As miseráveis artimanhas e o bluff arrogante de um Primeiro-Ministro, de todo um governo, de toda uma bancada parlamentar, e de todo um partido, usados para misturar a discussão de uma moção de confiança proposta pelo Governo, com a discussão de uma comissão parlamentar de inquérito, decidida por um partido da oposição, com único objectivo de passar a culpa pela queda do governo, e pela antecipação de eleições, passam a constituir o mais baixo grau da nossa democracia.


Luís Montenegro e Hugo Soares, em directo do plenário da Assembleia da República, com todo o país a assistir, primeiro propuseram uma negociata à porta fechada com o PS para evitar a comissão de inquérito e a votação moção de confiança, no trade off enunciado há dias pelo ministro Castro Almeida. Depois, recusada essa indecorosa negociata, em última hora disponibilizaram-se para responder a todas as dúvidas dos deputados, quando andam há semanas a fugir às repostas e a dizer que não há mais nada para esclarecer. Finalmente acabariam a propor uma comissão de inquérito, mas nos termos e nos prazos [primeiro quinze dias (?), depois sessenta, nem mais um dia] que o primeiro-ministro entendesse.


Tudo isto apenas, e só, para se apresentar a novas eleições sem prestar as contas a que está obrigado, e por elas responsabilizar o adversário político.   


Montenegro não quer a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) porque sabe que elas são como as cerejas. Que umas atrás de outras, deslindarão o seu velho modo de vida de "facilitador". 


É por isso que o país vai para eleições. Não é por outra quaquer razão!


 

Há 10 anos

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Depois de mandar embora largos milhares de portugueses, agora o governo chama-os de volta. Não tem nada para lhes oferecer, nem há nada que os possa fazer regressar... Nem esqueceram ainda - e muito menos perdoaram - que este governo lhes tenha dito que não tinham direito a viver na sua terra. Que isso era um conforto que tinham que largar, um luxo de quem vivia acima das suas possibilidades...


E no entanto o governo não hesita em chamá-los. Em dizer-lhes VEM. Desemprega-te, aí onde quer que estejas, e VEM criar o teu posto de trabalho. VEM  empreender. VEM  investir, que tens aqui "verbas entre os 10  e os 20 mil euros, no máximo," para o teu projecto!


É isto o programa VEM, anunciado hoje com pompa e circunstância. Ou seja: nada. Nada de que ninguém espera nada. Nem o próprio governo:  “até 40, 50 projectos”, diz o secretário de Estado Pedro Lomba. Nem o próprio governo? Alto lá!


É que o VEM não é para os que haveriam de vir. É para os que cá estão, para os que não chegaram a sair, e vão votar, lá para Setembro ou Outubro... O entusiasmo de Pedro Lomba - que andava desaparecido desde os famosos briefings em que se embrulhou - não é pelos 40 ou 50 projectos que, exagerado como é, espera como resultado do programa. Só os que dele tenham apenas a imagem desses briefings poderão aceitar que ele não tenha vergonha de apresentar um programa para, no melhor dos melhores, atingir 50 portugueses. 


O VEM não tem por objectivo o regresso dos portugueses que partiram. Tem por objectivo o regresso dos votos que fugiram. São papas e bolos com que se enganam os tolos. Mais dos muitos que vão inventando para distribuir!

terça-feira, 11 de março de 2025

Cair de pé


Contra factos, o Benfica não teve argumentos ... Os factos são a conjugação da superlativa valia dos jogadores do Barcelona, com o fantástico modelo de jogo instalado por Johan Cruiff há dezenas de anos, e com o correr favorável das circunstâncias de jogo. 


A valia dos jogadores, grande parte deles estrelas de topo mundial que bem podem discutir a bola de ouro, e aquele sistema de jogo feito de  pressão em todas as zonas do terreno, e de posse e circulação levadas ao limite, são estruturais. Estão lá em todos os jogos, como estiveram nos anteriores dois jogos disputados na Luz. Depois há as circunstâncias de jogo, que podem muito bem limitar as estruturais.


Aconteceu no primeiro destes três jogos, naquele inacreditável jogo do 4-5, com o Benfica a aproveitar invulgares níveis de eficácia, e a galvanizar-se com isso. Perdeu, mas fez tudo para ganhar, e só não ganhou - e isto é objectivo - pela intervenção do árbitro. E voltou a acontecer no da semana passada, na primeira mão destes oitavos de final, com mais de uma hora de jogo em superioridade. O Benfica voltou a perder, mas só perdeu porque, ao contrário do primeiro jogo, não teve qualquer eficácia e, entre as enormes defesas de Szczesny, e deficiências na finalização, desperdiçou um ror de oportunidades de golo.


Hoje, com as incidências de jogo favoráveis ao Barcelona, o Benfica não teve argumentos para discutir a eliminatória. 


Entrou bem no jogo, mas cedo essas circunstâncias começaram a cair para o lado catalão. Logo aos 11 minutos, depois de sentar o regressado Florentino, Yamine Lamal - que jogador! - ao falhar o remate (a bola saltou e foi de canela) acabou por cruzar a bola para Raphinha (que jogador se fez depois de sair de Portugal!), no lado contrário, se limitar a empurrar para a baliza. Correu tudo bem!


Ainda chegou a parecer que também poderia vir a correr bem ao Benfica. Dois minutos depois empatou, na realidade na primeira oportunidade, por Otamendi (que forma incrível!) no primeiro dos inúmeros cantos a favor, cobrado por Schjelderup. Mas não, e este golo teve o condão de espevitar ainda mais os culés, a quem tudo corria bem: ganhavam todos os duelos, chegavam sempre primeiro, e todas as notas artísticas saíam bem.


O segundo golo - um monumento de Yamal - chegou antes da meia hora. E o terceiro, novamente Raphinha, foi mais um momento em que tudo correu bem: em cima do intervalo, e com o VAR a validar o golo que o árbitro tinha anulado por fora de jogo.


Também aqui, nos foras de jogo, as coisas não correram bem ao Benfica. Foram muitos, como os cantos, e por pouco. O pouco que deu para validar o golo de Raphinha, mas não deu para validar o de Aursenes, aos 50 minutos. Nem o remate ao poste de Pavlidis.


Com tudo a correr bem ao Barcelona, que chegou a dominar totalmente o jogo por largos períodos, acabou por correr bem ao Benfica não ter sofrido mais golos, e ter escapado a uma goleada que até poderia ter acontecido, e deixar mossa. 


No fim, o Benfica cai, mas cai de pé. Seria sempre muito difícil eliminar o Barcelona, uma das duas ou três mais poderosas equipas do mundo, e sério candidato a esta Champions. Mas, há uma semana, na Luz, o Benfica ficou a dever a si próprio essa possibilidade.

11 de Março - 50 anos!


Passam hoje 50 anos sobre um dos mais marcantes momentos do processo iniciado em 25 de Abril. O PREC (Processo Revolucionário Em Curso) começou verdadeiramente em 11 de Março de 1975. Aqueceu com a Primavera, mas foi no Verão, nesse Verão quente de 75, que escaldou. Incendiou-se, literalmente!


Foi-se esgotando á medida que o Verão se ia aproximando do fim... Até chegar Novembro... Novembro, 25. A data que completa a triologia da revolução dos cravos, e que fecha os 19 meses mais vertiginosos da História de Portugal!


É esta a trilogia que completa a Revolução dos Cravos. Também há, claro, o 28 de Setembro (1974), no primeiro estrebuchar de Spínola, e ante-câmara do 11 de Março. Não há que tirar de uma para pôr noutra, há apenas que saber que, se cada uma tem o seu papel, nenhuma teria existido sem a de 25 de Abril.


Se quisermos espreitar os rostos desta trilogia encontraremos certamente a cara de Salgueiro Maia no 25 de Abril, e a de Jaime Neves no 25 de Novembro, por muito que tenha sido a de Ramalho Eanes a impor-se aos acontecimentos. No 11 de Março pouca gente identificará o rosto de Dinis de Almeida, o jovem major, ao centro na imagem acima, que retrata o momento central - tão caricato quanto marcante - dos acontecimentos que marcam esta data histórica. É o episódio em que o herói do 11 de Março, comandante do então RAL 1 (Regimento de Artilharia Ligeira) e depois RALIS, atacado pelos páraquedistas de Tancos, dialoga com o comandante das forças agressoras (de costas) em frente às câmaras da RTP, que acaba a confessar-se enganado.


Acabava ali a tentativa de golpe de Estado patrocinado por Spínola que, curiosamente, tinha tentado o apoio de Jaime Neves (disse-lhe que só obedecia à hierarquia) e de Salgueiro Maia, que nem lhe atenderia o telefone...


A Spínola, derrotado na rua e nos palácios do poder, restou-lhe fugir do país e entrar na rota do terrorismo, pela via da violência bombista que patrocinou em 1975 e 1976. Até ser reabilitado por Mário Soares, reintegrado no Exército em 1978, e nomeado Marechal em 1981, tudo a tempo de, em 1984, vir a presidir à Comissão das Comemorações do 10º Aniversário do 25 de Abril, tornando-se de certa forma num símbolo da Revolução dos Cravos. Não pelo que nela representou, mas pela generosidade que dela representa. 

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Longe de mim tirar qualquer mérito ao trajecto do Porto na Champions, incluindo a exibição e a goleada de ontem, que lhe assegurou o natural e esperado acesso aos quarto de final. Não é essa a intenção!


Mas não posso deixar de reflectir sobre a dimensão épica que os media nacionais lhe atribuem. Compreendo até que ninguém fale do grupo em que se apurou. Também não me incomoda por aí além - de maneira nenhuma - que ninguém se lembre que no sorteio dos oitavos de final lhe tenha calhado a coisinha mais fraca que lá havia, a confirmar que esta época, para o Porto, sorteio é mesmo sorteio. Não é azareio... 


Não faço também questão que alguém diga que o Basileia de Paulo Sousa não joga - ou não jogou - nada. Nem que dos dois guarda-redes apenas o Fabiano tenha feito o seu papel, com meia dúzia de defesas. O checo da equipa da Suíça só tocou na bola para a ir buscar ao fundo da baliza. Nem uma defesa se viu... E do penalti negado aos suiços até fica mal falar...


Mas ... francamente, há limites. Ou deveria haver: "FC Porto bate recorde que durava há 43 anos"?


Vamos ver e percebemos que o recorde se refere aos golos marcados por uma equipa portuguesa em fase tão adiantada desta prova rainha da Europa. Diz a notícia que há 43 anos, desde 1972 - quando o Benfica de Hagan ganhou na Luz por 5-1 ao Feyenoord, apurando-se para as meias finais - que nenhuma equipa portuguesa marcava tantos golos num jogo de uma fase tão adiantada da competição. É então que percebemos as gordas do título, percebendo que os oitavos de final são tão adiantados como os quartos, e quatro é maior que cinco!


Cuidado com os excessos, fazem mal. E, com exageros destes, como é que será quando, a seguir, o Porto eliminar o Mónaco nos quartos de final? 

segunda-feira, 10 de março de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Cavaco avançou com o perfil dos candidatos e logo foi entalado pelos candidatos ao perfil.  


Agora, para levar a sua água ao seu moinho, vai ter que acrescentar mais qualquer coisa. Se calhar ainda o vamos ouvir dizer que tem que se chamar José. E que o último nome deve ser Barroso…


Chamar os bois pelos nomes nunca foi coisa a que Cavaco nos habituasse. Mas como está de despedida… E já nem tem ponta de vergonha, não se incomoda nada de ser ele próprio a lançar quem monarquicamente escolheu para lhe assegurar a dinastia... 


 

Processo de destruição da civilização em curso

Descoberta de Auschwitz foi surpresa, diz libertador ucraniano - BBC News  Brasil


Que um miúdo israelita, um estudante de 17 anos, em visita de estudo a Auschwitz, tenha efectuado a saudação nazi em frente ao portão principal do campo de extermínio nazi, mostra bem o estado a que este mundo chegou, com o processo de destruição da civilização em curso em primeiro plano.

domingo, 9 de março de 2025

Há 10 anos

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Só faltava esta: o mais discutido e discutível, para não dizer claramente o pior presidente da república da democracia portuguesa, acha que tem autoridade para definir o perfil do seu sucessor. Mais: acha que é ele próprio o modelo!


"Presunção e água benta cada um toma a que quer", diz o povo. Não sabemos exactamente se Cavaco é comedido na água benta. Mas bem sabemos bem como ele abusa da presunção... É um presunçoso compulsivo!


E isso já é doença. Como diz também o povo, esse velho sábio, "tudo o que é demais é moléstia"!

sábado, 8 de março de 2025

Mudar e ficar tudo na mesma: bem!


No regresso ao campeonato, a meio da eliminatória da Champions com o Barcelona, na recepção ao Nacional, em dia de votação dos Estatutos, e noite chuvosa, o Benfica deu continuidade às boas exibições com que tem vindo a brindar os adeptos do futebol.


Se não foi uma primeira parte de luxo, andou lá perto. Pressão alta, rápida recuperação da bola, boa circulação, jogo associativo, a um ou dois passes, muita criatividade, repentismo, e lances de rotura. Faltaram golos à exibição, como vem sendo habitual.


Logo na abertura do jogo o Benfica construiu a primeira oportunidade para marcar. Assistido em desmarcação pelo miúdo Leandro Santos - uma das seis novidades no onze -, Bruma rematou, mas o guarda-redes do Nacional, Lucas França, querendo desde logo dizer ao que vinha - e vinha para para manter a sequência de grandes exibições dos guarda-redes adversários na Luz - defendeu para canto. Aos cinco minutos marcava: Samuel Dahl interceptou uma bola suja, pela pressão benfiquista, do guarda-redes, e serviu Zeki Amdouni, para um tiro de pé esquerdo, sem hipóteses de defesa.


Pouco depois, ainda antes dos 20 minutos, Zé Vítor faz penálti sobre Belotti. O árbitro, André Narciso, assinalou de imediato, mas o VAR chamou-o ao monitor, não se sabe bem por quê. O penálti seria confirmado, e convertido com mestria por Kokçu.


A partir daí o Benfica baixou a pressão, o Nacional começou a mostrar que também sabe jogar à bola, e o jogo, já sem ser de sentido único, continuou interessante e bonito como espectáculo. A posse de bola passou a ser dividida, mas as situações de golo apenas aconteciam na baliza da equipa insular. Desta vez não tanto desperdiçadas como nos últimos jogos. 


Dos 11 remates do Benfica, apenas um, já no fim da primeira parte, não foi enquadrado com a baliza. Foi o remate do Leandro Santos, que saiu a rasar a barra, provavelmente por, depois de tantas defesas impossíveis do Lucas França, lhe ter dado a força e a colocação que o tornasse indefensável.


Aconteceu - esse único remate desenquadrado - logo a seguir ao primeiro do Nacional. Na cobrança de um livre a meio campo, com a bola a sair muito ao lado do poste esquerdo de Samuel, de novo dono da baliza. Foi tudo o que o Nacional fez.


E no entanto acabou por ter a oportunidade de sair para o intervalo com o resultado na margem mínima. Já no período de compensação, de repente, demos pelo jogo interrompido. Percebeu-se que ali havia ... VAR. E houve penálti, de António Silva, descortinado pelo VAR. De todo desnecessário, o rapaz anda com azar... Não fosse a grande defesa do Samuel (na foto) e, depois de uma dúzia de oportunidades de golo criadas, o Benfica teria entrado na segunda parte pressionado pelo resultado.


Que se iniciou na mesma toada, com o Benfica a jogar bem e a criar situações para marcar. Depois de um belo lance individual de Amdouni, Bruma recebeu a bola pela esquerda e disparou ... ao poste, mesmo no ângulo com a barra. Um grande remate que merecia ter acabado em golo, e que poderia ter mudado o destino da exibição de Bruma, dando-lhe a confiança que claramente lhe faltou durante todo o jogo, acabando substituído por Schjelderup, a 10 minutos do fim.


Logo a seguir o defesa Djibril Soumaré, já amarelado, fez falta sobre Bruma que se ia isolar. Deveria ter-lhe sido mostrado o segundo amarelo, mas não foi. Imediatamente a seguir, Dahl, com um grande remate (de pé direito!), mete a bola na baliza. Golo anulado, por a bola ter vindo de um ressalto em Bruma, em posição de fora de jogo.


Interrompeu-se aqui, por volta do oitavo minuto da segunda parte, o domínio claro do Benfica. Primeiro, durante perto de 10 minutos, com o Nacional a tomar conta da bola, e a colocar-se por cima do jogo, criando então a única clara situação de golo (para além da do penálti), com um avançado da equipa da Choupana, desequilibrado, a falhar a emenda para a baliza. Depois, com o jogo a partir-se.


Durante 15 minutos, que acabaram com as quatro substituições a que Bruno Lage lançou mão, a meio da segunda parte, o Benfica não deteve o controlo e o domínio absoluto do jogo.


As entradas de Leandro Barreiro, Aktürkoğlu, Renato Sanches, e Pavlidis (para as saídas de Belotti, que não fez um mau jogo, mas continua sem convencer;  Kokçu, já esgotado, Dahl, que continua em bom nível e  Amdouni, o melhor em campo (mesmo com o guarda-redes do Nacional a defender o que defendeu), trouxeram de volta o Benfica ao domínio do jogo.


Até ao fim, o guarda-redes do Nacional ainda negou outro golo, desta vez a Leandro Barreiro, e Pavlidis desperdiçou mais uma excelente jogada, antes de marcar o terceiro, já ao minuto 90, em novo penálti. Novamente a partir da intervenção do VAR.


No fim, ficou mais um jogo em que o resultado foi demasiado curto para o futebol jogado, e para as oportunidades de golo criadas. Mas ficou mais: ficou a consolidação da estratégia de rotação de Bruno Lage. Hoje o Benfica tem um plantel apto para enfrentar esta fase decisiva da época.


Bruno Lage roda jogadores e a equipa continua a jogar bem. E jogar bem continua a ser a melhor forma de aumentar a probabilidade de ganhar!

Há 10 anos

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Foi um bocado parecido com o do Moreirense, há duas semanas atrás, este jogo do Benfica com o Arouca. Então, como hoje, o Benfica perdia ao intervalo. Hoje, como então, o Benfica virou o resultado, passando do 0-1 para o mesmo 3-1, final. Tudo muito igual. Apenas mudou o protagonista maior do jogo, o responsável pela reviravolta. Que, para uma certa gente, em Moreira de Cónegos foi o árbitro e hoje, em Arouca, foi o guarda-redes Goicoechea!


O jogo começou praticamente com o golo do Arouca, logo aos 7 minutos, na primeira vez que a equipa passou a linha do meio campo, por dupla obra e graça do Eliseu. Se o Jorge Jesus continua a apostar nele – e tudo aponta nesse sentido – tem que o pôr a jogar de luvas, como o João Alves. É a única forma de evitar que a sua impressão digital fique marcada em todos os golos sofridos pelo Benfica!


A partir daí veio ao de cima a estratégia do Arouca que, para além de um relvado seco e cheio de areia, uma espécie de limitador de velocidade, passava por defender com toda a gente lá atrás, levar o jogo para o pontapé para o ar e daí para o despique individual. Sempre que os jogadores do Benfica conseguiam contrariar isso, punham a bola no chão e tentavam jogá-la eram placados, como se o jogo fosse de rugby e não de futebol. Nas quatro ou cinco vezes que conseguiram fugir dos pés, dos braços e das mãos dos jogadores do Arouca, criaram outras tantas oportunidades de golo. Mas então lá estava de novo o ferro da baliza – confirma-se, o Benfica é, de longe, também o campeão das bolas nos ferros – ou a defesa impossível do guarda-redes uruguaio do Arouca. O tal que viria depois a ser o réu!


Dificilmente a estratégia montada pelo Pedro Emanuel – que há muito, desde que o Ulisses Morais desapareceu de cena, considero o pior treinador do campeonato, como aqui tenho repetidamente referido – poderia dar resultados na segunda parte. A arbitragem de Vasco Santos evitava muitos amarelos, mas não poderia evitá-los todos…


E muita coisa mudou. Só não mudou o apoio incansável da massa adepta benfiquista, que mais uma vez encheu a casa do adversário. O Benfica contou sempre com o apoio da esmagadora maioria do público presente nas bancadas... Ao contrário do apoio que o Arouca recebia dos comentadores da Sport TV, fortíssimo durante toda a primeira parte, que foi caindo à medida que os golos foram aparecendo… É sempre assim, a equipa também tem puxar um bocadinho!


O Benfica entrou para a segunda parte (Talisca substituiu Samaris, como tinha que ser) para acabar com aquilo. Nos primeiros 10 minutos deu a volta ao resultado e viu o árbitro Vasco Santos – é para isto que a campanha do colo existe – deixar dois penaltis por marcar. O primeiro ainda antes do golo do empate, e o segundo logo a seguir. Como deixar por punir com expulsão uma entrada sobre o Eliseu, a um metro do árbitro assistente, que nem falta assinalou. Com o resultado por desbloquear!


Com o resultado feito e o Arouca, sem plano B, completamente perdido mesmo num campo estreitinho, o Benfica, apesar dos limites de velocidade impostos por aquela relva alta no meio do deserto, continuou a criar oportunidades. Não deu para mais golos, deu apenas para evitar que o Arouca fizesse a história que o Pedro Emanuel queria que fosse feita. Ainda tem uma oportunidade – é já no próximo domingo!


E agora vem aí o Braga. O tal que se estica tanto com o Benfica quanto se encolhe com o Porto!

sexta-feira, 7 de março de 2025

Esquizofrenia política

Marcelo e o "caso Spinumviva" : “Coisas desagradáveis”, mas sem crise  política - Expresso


O ministro Manuel Castro Almeida declarou "que se o PS vier declarar que reconhece ao Governo condições para executar o seu programa, se declarar que se considera satisfeito com os esclarecimentos dados e que retira a comissão parlamentar de inquérito, acho que há condições para a moção de confiança poder ser retirada". 


Logo no governo alguém percebeu o despudor do trade off. E como já tinham percebido o pânico que vai no PS (ele é Adão e Silva, ele é Medina, ele é até Seguro), veio o ministro Leitão Amaro dizer que não senhor, que a a moção de confiança é irreversível, e que única forma que o PS tem de evitar eleições é votá-la favoravelmente. 


Depois de ontem já ter inclusivamente adiantado a data das eleições antecipadas - 11 ou 18 de Maio - Marcelo diz hoje ao DN que tudo tem feito, e fará, para evitar eleições antecipadas.


Entretanto, nas primeiras páginas dos jornais de hoje, "Montenegro omite obras no duplex à Câmara Municipal de Lisboa" (CM); Governo acelera PPP em cinco hospitais (Público); "Governo de Montenegro viola lei do registo de interesses" (DN), "Montenegro infringiu regras de declaração de rendimentos" (Visão).


Isto não é uma crise política. Essa dura há anos. É uma crise esquizofrénica!

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...