quarta-feira, 30 de abril de 2025

A "montenegrisação" em curso

Portugal | Luís Montenegro was appointed Prime Minister – Pledge Times


Primeiro o povo correu aos supermercados e às bombas de gasolina. Depois passou a tarde nas filas e, por fim, bateu palmas à janela, ou nas ruas, à medida que a luz vinha regressando.


O povo não percebe nada de política energética, nem sabe que são os chineses que mandam na rede eléctrica. Mas ouviu Montenegro dizer que o problema nasceu em Espanha, e que foi com ele ao comando, a estabelecer prioridades, a garantir que a Saúde funcionava e que os hospitais tinham geradores e gasóleo, que o país resistiu incólume ao apagão.


Com as dispensas cheias de conservas e papel higiénico, o povo ouviu e gostou. E vai amanhã ouvir, e gostar de ouvir, Toni Carreira nos jardins de S. Bento, a festejar o 25 de Abril de Montenegro, empurrado pelo luto para a um salto no calendário.


O povo não sabe, nem quer saber, que a Protecção Civil andou à nora, que o governo ficou atarantado, que o Presidente da República esteve desaparecido, que o SIRESP voltou a não funcionar, que as estruturas estratégicas para a segurança e para a soberania estão à mercê do acaso, ou que o país não tem sequer um plano para uma coisa que corra mal em Espanha. E Montenegro sabe disso...


Se há coisa que Montenegro conhece bem, é o povo. E por isso lhe é tão fácil  "montenegrisar" o país!

terça-feira, 29 de abril de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Ontem a notícia era que a equipa médica do Hospital de Santa Maria tinha tomado a decisão sobre a gravidez da criança de 12 anos abusada pela besta do padrasto. E que dela não daria notícia pública... 


Aplaudimos. Toda a gente que é gente acha que ninguém tem nada a ver com o sentido da decisão. Notícia tem que ter interesse público, e não se percebe onde possa estar o interesse público no conhecimento da decisão. 


Já basta a dor da pobre criança. Já basta de dor para a criança... Agora só resta punir exemplarmente a besta e os seus cúmplices, se os houver, e tratar da menina. Tratar-lhe do corpo e da alma... Na medida do possível devolver-lhe a infância roubada e dar-lhe sentido ao futuro!


Afinal, não. Não basta nada disso... A cuscovilhice que reina no império sobrepõe-se a qualquer ideia de respeito. Ninguém resiste a espreitar pelo buraco da fechadura ... E a fazer disso modo de vida, fazendo crer que é de interesse público o que é o interesse de algum público. De gente que não é gente!

Preocupações


Continuamos, e iremos continuar, sem saber o que, no apagão de ontem, se passou em França e Espanha. Ao contrário, do que se passou em Portugal, sabemos tudo.


Sabemos que estavam desligadas centrais de produção porque é mais lucrativo importar de Espanha. Porque, e isso não sabíamos - valha-nos o Mira Amaral, que sabe da coisa, e não ganha nada do Estado Chinês -, a energia lá comprada custa menos que os custos variáveis da sua produção, cá.


E sabemos, se bem que já soubéssemos de outros carnavais, que somos uns imbecis que, à mínima oportunidade, corremos para os supermercados a limpar as prateleiras, a esgotar a água, as conservas e, claro - não podia faltar - o papel higiénico. Fazemos filas de quilómetros para os postos de abastecimento, para esgotar de pronto toda a gasolina e o gasóleo que por lá haja. Sempre a tentar passar a perna uns aos outros, até desatarmos todos à lambada. 


Uma coisa tenho por certa: é muito mais preocupante o que já sabemos do que aquilo que não sabemos. E dentro do que sabemos, é ainda mais preocupante o que já sabemos de nós, do nosso miserável comportamento, do que o ficamos a saber da electricidade que faz o nosso modo de vida.


É mais preocupante a selva em que transformamos Portugal, que a dependência a que as nossas elites condenaram o país.

segunda-feira, 28 de abril de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


A Polícia Judiciária está a fazer buscas na Secretaria de Estado das Finanças, de Paulo Núncio. Pouco depois da lista VIP sair das primeiras páginas, esta não é uma boa notícia. Daí que mais uma vez seja lançada a confusão... É o costume...


Daí que para o Ministério das Finanças os vistos gold acabem por não passar de um simples problema de IVA na prestação de serviços de saúde.


Como se um problema de IVA numa empresa pudesse ser motivo para buscas no gabinete de Paulo Núncio, como pretende o comunidado do Ministério das Finanças. E motivo para no mesmo comunicado garantir que "a Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais está totalmente disponível para colaborar com a investigação". Como se fossemos todos parvos!


Como se as gordas das buscas no SEF do Porto tapassem as magras das buscas na Secretaria de Estado das Finanças... Que não tapam...Como se não fosse uma surpresa... dentro da normalidade

Apagão ... histórico

ONS diz que origem do apagão será conhecida em até 48 horas


Não me recordo de um "apagão" destes. Pode até ter havido, mesmo que não me lembre, um ou outro com duração idêntica  - no meu caso, ou melhor, na minha casa, foram 9 horas, contadas a partir das 11:33, início do apagão - mas nenhum com esta dimensão. Internacional, e de crise, com o caos a tomar conta das principais cidades do país.


Nem nenhum com as dúvidas e incertezas deste. Sem se saber como, nem porquê. 


Pode ser que venhamos a saber o que aconteceu. Para já apenas sabemos que se especulou muito e mentiu ainda mais. Já sabíamos que a distribuição de energia é uma questão de soberania. De que o país abdicou quando a entregou ao Estado Chinês. Agora ficamos a saber - com alguma surpresa - que os sistemas de distribuição de electricidade funcionam em dominó. E que, tal e qual como a de entregar toda a infra-estrutura a terceiros, essa é capaz de também não ser uma grande ideia!

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Schauble quis fazer da Grécia um exemplo, o caso prático da lição que a Alemanha quis dar à Europa e ao mundo. Por isso, como um cão raivoso, pegou e não largou mais… Não há limites para a humilhação…


Não há volta a dar. Tem sido assim, e assim vai continuar a ser até à exaustão, dê ela no que der. É nesse quadro que ocorre o sacrifício de Varoufakis. A sua cabeça foi exigida e Tsipras não resistiu... E substituiu-o por um discreto número dois do seu Ministério dos Negócios Estrangeiros, Euclid Tsakalotos, justamente o oposto do seu ministro das finanças. Mais ao jeito de formalismos e convenções!


A opinião publicada está a fazer passar a ideia de um Varoufakis negligente, até irresponsável e mesmo incompetente. De visão simplista e de propostas estapafúrdias... A imprensa transmite agora uma imagem de Varoufakis que não cola na outra, no seu currículo e na sua história, que transmitia há apenas dois meses. O que há pouco era frescura, agora é negligência e até insolência... O que há dias era inteligência, hoje é vazio de ideias... O que ontem era óbvio, hoje é simplista...


E é demasiado limitativa e simplista a tentação de resumir tudo isto a um simples fenómeno de ascensão e queda da pop star em que Varoufakis foi transformado… E se deixou transformar!

domingo, 27 de abril de 2025

A importância do resultado


Bonita tarde de sol, e a Luz com casa cheia, para receber o Aves - ou lá o que é aquilo - no primeiro dos últimos quatro jogos que restam para decidir este campeonato. 


A informação que se ouviu da instalação sonora dava conta de pouco mais de 58 mil nas bancadas. De lá, das bancadas, a pequena clareira que se avistava num dos topos não parecia ser suficiente para "roubar" tanta gente à casa cheia.


O jogo começou com um susto, logo na saída de bola, com um pontapé longo a levar a bola para a área do Benfica, e Akinsola a chocar com Trubin. Na verdade dois sustos, o da bola ali meio perdida até ser afastada pelo António Silva; e o de Trubin, abalroado, no chão. Passado esse susto em dose dupla, o Benfica pegou no jogo e desatou a jogar à bola.


Sem Florentino e Di Maria, Bruno Lage surpreendeu com Amdouni, sobre a direita, e Dahl, na esquerda, com Akturkoglu em zonas mais interiores. Que marcou logo na resposta ao susto inicial, com o golo a ser anulado por fora de jogo. Que a olho nu não era perceptível, pelo logo suou a estranho que o árbitro - Carlos Macedo, mais uma estrela da arbitragem nacional a despontar e, pelo que se viu, com futuro garantido - tivesse sido tão convicto e imediato a assinalar fora de jogo a Dahl, que assistira para o golo. Viria a saber-se depois que as linhas do VAR marcavam 8 centímetros. 


A cena repetiu-se repetidamente - o pleonasmo é propositado - nos minutos seguintes. Foras de jogo que não se percebiam eram sucessivamente assinalados, interrompendo jogadas que nunca era deixadas concluir. Aí nem davam hipótese de ser confrontadas com nada.


Não se ficou por aí o Sr Carlos Macedo, a mostrar que não é preciso marcar, ou não marcar, penáltis, expulsar ou poupar à expulsão, para o árbitro influenciar directamente o caminho do jogo e o resultado. Este árbitro, inscrito na Associação de Braga, mostrou como se faz, e o que se pode fazer, mesmo num jogo de sentido único, de domínio avassalador de uma equipa, sem quezílias, e muito fácil de arbitrar. 


O Benfica jogava, dominava o jogo por completo, ia criando sucessivas oportunidades de golo e, aqui e ali, até marcando. Os primeiros golos, entre muitas oportunidades, surgiriam de bola parada, em cantos bem preparados em laboratório. O primeiro, logo aos 8 minutos, por Tomás Araújo em recarga ao remate de António Silva, num lance que o Benfica viria a repetir, vezes sem conta. O segundo tardou mais um quarto de hora, novamente com um canto curto da direita, seguido de combinações ao primeiro toque entre Kokçu, Dahl e Pavlidis, a entrar junto ao primeiro poste para finalizar. Um regalo para a vista!


O terceiro, o primeiro de bola corrida, demorou menos de três minutos. Dahl, outra vez, desta a cruzar para a área, para Amdouni surgir no corredor central, tirar um adversário da frente e bater Ochoa, com classe.


Depois, mais um largo período, quase outro quarto de hora, para o quarto: recital de Pavlidis e  Akturkoglu a encostar, nas costas de Ochoa. 


O que é acontecia no intervalo entre os golos?


Pois, o que acontecia, era o tal Sr Carlos Macedo fazer tudo para cortar o domínio avassalador do Benfica. Quando tinha de dar a lei da vantagem, não dava. Interrompia o jogo. Se um jogador do Aves se sentasse no chão, interrompia o jogo. Se, mesmo depois de não aplicar a lei da vantagem, os jogadores do Benfica marcavam rapidamente a falta, parava o jogo e mandava repetir. A pretexto de tudo, e de nada, interrompia o jogo para entrar em diálogo com os jogadores.


O Sr Carlos Macedo fez tudo, mas mesmo tudo, para quebrar o ritmo do jogo, e para interromper a avalanche de futebol do Benfica. Por isso o resultado era apenas de 4-0. E por isso saiu para o intervalo debaixo de uma imensa vaia. 


A segunda parte foi diferente. O Benfica levantou o pé, e o jogo, os jogadores, e até as bancadas foram, por esta ordem, adormecendo. O Aves - ou lá o que é aquilo -  até teve uma oportunidade para marcar, que Trubin resolveu. O árbitro estava então nas suas sete quintas, donde sairia logo que o Benfica voltou a carregar no acelerador, para acabar em alta, a deixar de novo as bancadas a arder. Como o Benfica tinha regressado ao ritmo, e aos golos, o senhor árbitro entendeu dar 2 minutos de compensação. Lourenço Pereira Coelho protestou, e foi expulso!


Os jogadores acordaram com as substituições - primeiro com Belotti e Schjelderup, para as saídas de Carreras, que não vai jogar no Estoril, por ter visto o quinto amarelo, e Amdouni; e depois Prestiani, Cabral e Barreiro -, e as  bancadas com a onda. Que nem é a coisa mais empolgante deste mundo. 


E foi com as bancadas empolgadas e pedir o 39, e os jogadores de novo acordados que o resultado subiu. Belotti marcou o quinto, numa transição conduzida por Akturkoglu. Otamendi, de cabeça, fez o sexto, novamente na sequência de uma bola parada, numa recarga a uma defesa incompleta de Ochoa a um livre de Kokçu.


Não é - de todo - provável que o título venha a ser decidido pela diferença de golos. Sendo absolutamente improvável, não é pois, por isso, que importa o resultado, que tão visivelmente incomodava o Sr Carlos Macedo. Só tem importância porque o Sr Varandas anda por aí a apanhar as canas dos foguetes do melhor ataque e da melhor defesa.

Há 10 anos

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Não precisaram de muito tempo. O tempo é um bem escasso. E o tempo de mão no pote pode ainda ser mais… Há que aproveitá-lo bem, sem deixar escapar nada


Da sombra dos Relvas e dos Marco António Costa e afins, um pouco mais longe das primeiras páginas dos jornais e mais escondidos das luzes das câmaras, brotam silhuetas escuras em apressado movimento.


Falta tempo e sobram interesses por satisfazer e favores para pagar... A fé vem agora de cravo ao peito. Eleitoralista. Mais o cravo que a fé!


 

sábado, 26 de abril de 2025

Adeus Papa Francisco

Funeral papa Francisco: veja imagens da cerimônia


O mundo despediu-se hoje, em Roma, do Papa Francisco. E esteve lá em peso.


Até quem pouco lá teria que fazer, lá esteve ... a fazer alguma coisa. Trump a falar - ou a fazer que falava? - com Zelensky. E Milei a ridícula figura de corpo presente.

Há 10 anos

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Foi uma correria, cansou só de ver. Cada um correu para seu lado, sempre o contrário do do outro!


O Porto entrou a correr para não deixar o Benfica jogar, descaracterizando a equipa. Percebeu-se desde logo a ideia: impedir que o Benfica pudesse pegar no jogo e fazer mossa em cima de uma convalescença bem congeminada. Que começou logo na noite do desastre, com aquela encenação no aeroporto de Pedras Rubras, continuou com aquela outra à chegada ao Altis e acabou no escalonamento da equipa inicial – incluindo a ressurreição de Helton na crucificação do Fabiano –  e na estratégia de abordagem ao jogo. Tudo bem engendrado, digno da famosa estrutura.


O que não podia acontecer era o Benfica entrar e impor o seu jogo. E para isso era necessário encher o meio campo de gente capaz correr daquela forma. E para ter gente capaz de correr daquela forma eram indispensáveis aquelas encenações, bem preparadas.  Depois, atingido esse objectivo inicial e equilibradas as coisas, trataria então de tentar gradualmente restaurar o seu figurino e procurar então ganhar o jogo.


Pelo contrário, o Benfica entrou dentro da sua estrutura habitual. Mas sem Salvio, que não recuperou, e com Talisca no seu lugar. O que faz toda a diferença!


Obrigado a correr e a lutar o Benfica viu-se impedido de jogar. Nem sequer deu para perceber se a ideia tinha alguma vez sido a de entrar forte, na tentativa de aproveitar as maleitas do adversário. Só quando na segunda parte o Porto mudou de registo, o jogo deixou de ser uma correria louca e uma sucessão de choques e faltas, para passar a ter alguma qualidade em cima da intensidade que nunca perdeu.


Nos últimos minutos passou a ser o Benfica a tomar os cuidados que, como os caldos de galinha, não fazem mal a ninguém. Não sendo bom, o empate não era mau de todo. Mau só para Lopetegui, que mais uma vez demonstrou o seu mau perder (não há ninguém que o ensine a dizer BENFICA, em vez de "ellos"?), deixando a sua assinatura em mais um momento de arruaça. Com a agravante de o ter feito por cima de uma outra, de respeito profissional e de fair play. Que acabou por deixar irreconhecível, completamente apagada!


E lá interrompeu o Benfica a notável série de 92 jogos sempre a marcar na Luz. E lá fiquei eu sem a minha prenda. Logo quando abandonei os meus na minha própria festa, com o argumento de ali estarem uns rapazes de vermelho para me dar a prenda de anos...

quinta-feira, 24 de abril de 2025

Há 10 anos

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Como era previsível, o projecto lei para a cobertura das campanhas eleitorais pelos orgãos de comunicação social abortou. Não resistiu até ao final do dia, e os três da vida airada desataram em piruetas e outras acrobacias circences. 


Passos Coelho pegou na sua melhor pose de Estado e correu a dizer que não tinha nada a ver com aquilo. Era um problema do Parlamento, que ao Parlamento cabia resolver. O governo não interfere nem tem que interferir... Claro. E, claro, se é problema do Parlamento, lá teria de vir o seu líder parlamentar fazer também o seu número, coisa que Luís Montenegro faz com uma perna às costas: o projecto lei, já prontinho e numerado, passava a ser apenas uma proposta em discussão, onde o odioso da coisa era proposta do PS, que o PSD ainda estava a analisar. O número até era um bom número, feito só de dentes: mentir desavergonhadamente com todos os dentes!


Paulo Portas não foi tão completo. Não recorreu a pose de Estado nem precisou de Telmo de Correia. Nem de Nuno Magalhães. Foi um número a solo, bem à sua maneira: “O meu partido já fez sair uma nota sobre isso. Prezo muito a liberdade de imprensa e acho que isso diz tudo”!


 Não seria, evidentemente, António Costa a deixar-se apanhar. O seu número metia corrida, e correu por isso logo a dizer que o Partido não se revia naquilo, deixando a pobre Inês de Medeiros ainda mais sozinha e perdida, como que nua num palco vazio com os holofotes todos em cima, à procura de perceber o que lhe tinha acontecido. Por muito que o mereça, deixa pena...


É isto o regime. E isto é decadência!

Afinal o governo só não festeja. Mas deixa festejar!

Este é o roteiro das comemorações do 25 de Abril em Lisboa - Expresso


O governo encontrou no luto pelo Papa Francisco um bom pretexto para não festejar o 25 de Abril. Que, de qualquer maneira, já não festejaria. Na realidade não se lhe conhecia qualquer iniciativa, nem sequer vontade, para festejar o 25 de Abril. Porque o 25 de Novembro é que é para festejar!


Como se isto - justificar porque não festeja o que nunca festejaria - não fosse já hipocrisia da grossa, depois de o governo, pela voz do superlativo Leitão Amaro, ter vindo dizer que o "luto nacional" prevê "restrições e limitações" , e  "impõe reserva relativamente às celebrações" - com o que pretendia exactamente isso: que as pessoas se restringissem e se limitassem na festa - vem, depois, já não pela voz, mas pelo punho do gabinete do mesmo superlativo ministro, dizer que não. Que não impõe quaisquer restrições à celebração do 25 de Abril - era mesmo só o que faltava! -, que essas limitações e restrições são apenas para os membros do governo.


A isto poderia chamar-se simplesmente falta de vergonha. Mas chama-se intrujice, artimanha, trapaça, falácia e pulhice. Tudo junto!

Há 10 anos

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PSD, CDS e PS, os três da vida airada, arrogantes donos disto tudo, querem agora controlar a comunicação social na cobertura da campanha eleitoral. O cozinhado foi preparado pelos deputados Carlos Abreu Amorim, Telmo Correia e ... Inês de Medeiros e, como não podia deixar de ser, mais a mais em vésperas de 25 de Abril, fez levantar uma onda de indignação. Desde logo a partir dos próprios media, como não poderia deixar de ser, passando por todos os outros partidos e pela própria ERC, cujo presidente ameaçou demitir-se se o projecto passar a lei.


De tal forma que não há neste momento dúvida nenhuma que este assomo de censura prévia não passará. Não há qualquer possibilidade disso, e toda a gente já o percebeu. Ao ponto de já terem metido a viola no saco. Toda a gente, é um bocado exagerado: apenas o Cócó e a Ranheta. A Facada, por ser o que é (golpe de faca) e por estupidez, permitiu-se ficar sozinha com a enormidade às costas, sem sequer lhe sentir o peso.


Há deputados de que nunca ouvimos falar. Ninguém sabe o que lá andam a fazer. Mas há outros de que só ouvimos falar pelas piores razões. Só fazem merda. Inês de Medeiros é dessas. Uma enorme desilusão!

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Assinar o ponto e carimbar o Jamor


O Benfica cumpriu esta noite, na Luz - com muita gente, mas sem grande brilho - a formalidade de carimbar a presença na final do Jamor,  daqui a um mês, com o Sporting.


Foi a Taça da Liga, ganha ao Sporting. É o campeonato, disputado com o Sporting, e seguramente decidido no próximo dia 10 na Luz. E vai ser também a Taça, quinze dias depois.


Depois do 5-0 da primeira mão, este jogo estava destinado a não ter grande história, a ser pouco mais que um acto burocrático. Ainda assim não se esperava que a equipa que Bruno Lage escalou - dos habituais apenas António Silva e Florentino marcaram presença no onze -  para assinar o ponto se revelasse tão pouco activa.


A primeira parte foi mesmo fraquinha. Tanto que o golo só surgiu no último lance, por António Silva, na sequência de um canto. A segunda foi melhor. O Benfica entrou com um pouco mais de velocidade, e o Tirsense teve bem mais dificuldades em resistir.


Resistiu no resultado durante mais praticamente meia hora - o segundo golo, de novo por um central, Bajrami, e de novo num canto - mas isso apenas porque Belotti, Cabral, Dahl, Schjelderup, Bruma e Amdoumi (que substituira o jovem norueguês à passagem da hora de jogo, quando também Prestiani substituiu Bruma, e João Veloso, Florentino) se iam encarregando de desperdiçar golos em série.


As últimas duas substituições - Tiago Gouveia por Hugo Félix (mas foi Prestiani quem baixou para lateral direito) e, na baliza, Samuel Soares por André Gomes - aconteceram a pouco mais de 10 minutos do fim, e logo a seguir a Belotti ter marcado o terceiro golo, ao minuto 78. O último, que fechou o resultado, voltou a surgir na sequência de um canto, por Leandro Barreiro.


Resultado e burocracia à parte, o jogo valeu pelas estreias de André Gomes, João Veloso e Hugo Félix. Acima de tudo valeu por mais uma oportunidade de Prestiani mostrar que merece mais. Mais oportunidades, e mais atenção.


E começa a ser preocupante que não as tenha...


 


 

Há 10 anos

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Com o Presidente da República – nitidamente em contra mão e em choque frontal com os interesses do país e até com muitas das posições que recentemente defendeu, entre as quais a de que o país não pode entrar num novo ano sem o respectivo Orçamento – a manter as eleições lá para o início do Outono, era praticamente inevitável que a corrida para as presidenciais acelerasse por esta altura.


Para as candidaturas presidenciais não há Verão. Só há férias. No Verão só vai haver tempo para isso, para férias, e para as legislativas. Qualquer iniciativa seria tão condenada à efemeridade como os desenhos na areia à mercê das ondas da praia. Depois das legislativas sobrarão pouco mais de dois meses, já não há tempo…


A não ser para Marcelo Rebelo de Sousa, que arrancou há quatro anos – e já com tudo preparado há muito mais tempo – que se mantém confortável no seu cadeirão televisivo a marcar o tempo e o compasso (e ainda por cima lhe pagam por isso, e bem, ao que se diz), aos putativos adversários, enquanto vai metendo debaixo do braço a maior máquina partidária do país, que não descura por nada… Para ele há tempo para tudo, até para fazer crer que há ainda Rui Rio!


Portanto, e ao contrário do que por interesse próprio diz o próprio Marcelo, não é cedo para o surgimento das candidaturas presidenciais. É este o tempo, e não há nisso nada de surpreendente.


Como também não é verdadeiramente surpreendente a autêntica chuva de candidatos que para aí vai, mesmo num país com tão baixos níveis de participação cívica. E não é, embora também lá esteja um ou outro, gente à procura dos seus cinco minutos de fama.


Dir-se-á que as presidenciais serão sempre propícias a este fenómeno. São, antes de tudo, eminentemente pessoais. E constituem também as únicas circunstâncias em que o regime admite toda a iniciativa ao cidadão, em que o regime não empurra para trás quem dê um passo em frente…


Mas não consigo dissociar esta chuva de candidaturas – apesar de estar profundamente convencida que, nas urnas, não será batido o recorde das eleições de 1986, as únicas até hoje com segunda volta, então com oito candidatos presidenciais – do momento político e social que o país atravessa, do estado a que o país chegou e, acima de tudo, do desgaste que atingiu um regime que dá sinais de esgotamento. Vê-se contestação aos partidos do regime. Percebe-se indignação!


Leiria não escapou nem a esta chuva, nem a esta onda. E conta com o inédito de dois candidatos: Henrique Neto, o primeiro a avançar, e Cândido Ferreira, um dos últimos. Curiosamente ambos saídos do mesmo partido, o PS, cuja reacção à candidatura de Henrique Neto, mais que lamentável, foi absolutamente deplorável. Mas acrescentou-lhe notoriedade e alargou certamente o espaço de simpatia da candidatura. Até porque não ofende quem quer… E há gente no PS que tem mesmo muita dificuldade nisso…


Não sei se chegarão ambos às urnas. Gostaria que sim, evidentemente. Já quanto a votos, o meu, para já, é que tudo lhes corra bem!


 

terça-feira, 22 de abril de 2025

Gente Extraordinária

Catedral de Lisboa, la Sé: cómo llegar, historia y precios


Logo às primeiras horas da notícia da morte do Papa Francisco, para o evocar, Carlos Moedas falou de si próprio e fez de si próprio o centro da conversa.


À noite, à entrada da Sé Catedral, para a missa celebrada pelo Cardeal Patriarca de Lisboa em memória do Papa, repleta de televisões, enquanto as altas individualidades que iam surgindo se desviavam das câmaras e dos microfones, porque o momento não era para palavreado, como por exemplo referiu o ministro Paulo Rangel, lá surgiu também Carlos Moedas.


Estendido o microfone lá disse que estava à espera do Senhor Presidente da República, para entrar com ele. Incapaz de lhe resistir, imediatamente soltou a picareta falante que lá tem dentro, e que não mais conseguiu calar. Falou de si, e de si, e de si ... Tanto que Marcelo chegou, atravessou o largo, subiu as escadas, passou-lhe mesmo ao lado e entrou. Quando acabou, quando já não tinha mais que dizer de si, lembrou-se que estava à espera do Senhor Presidente da República. 


E lá ficou à espera ... a fazer a triste figura dos pequeninos a quererem ser grandes ...


Muito pequenino, mas gente extraordinária, este Carlos Moedas. 


 

segunda-feira, 21 de abril de 2025

Há 10 anos

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Quando a Segurança Social corre o perigo da insustentabilidade, ameaçada pela demografia - menos nascimentos e mortes mais tardias - pelo desemprego e pela baixa produtividade - para que cada vez menos possam garantir as pensões de cada vez mais, têm que produzir cada vez mais - dificilmente qualquer corte no seu financiamento deixará de ser atitude irresponsável.


E no entanto é isso mesmo que PS e PSD se propõem fazer. Ao fazê-lo por razões totalmente antagónicas só enfatizam ainda mais essa irresponsabilidade. 


Ao propor reduzir a TSU para os trabalhadores, António Costa está apenas a legitimar polticamente uma proposta em que o primeiro-ministro estava completamente isolado. Mas já se percebeu que esse é o traço geral das propostas de António Costa!


Percebe-se que o tratamento que a União Europeia deu ao governo grego do Syriza tenha levado Costa a esquecer-se da dívida. E do Tratado Orçamental, ou até mesmo da sua outrora tão apregoada leitura inteligente. Mas já não percebe que não haja nada para dizer sobre a reforma do Estado, ou sobre a nossa estrutura económica. Isso é deixar o jogo intacto e exactamente no mesmo tabuleiro, legitimando-lhe todas as regras.

Há 10 anos

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Como anunciado, o PS apresentou hoje o cenário da economia portuguesa e as medidas âncora do seu programa eleitoral. O exercício é um bom exercício - como diria o Diácono Remédios -, o diagnóstico é acertado. As previsões nem tanto...


Uma coisa é certa: contraria quem diz que o PSD e o PS são a mesma coisa. Até podem ser, mas agora não estão. António Costa e Passos Coelho estão nas antípodas um do outro. Apenas um ponto em comum: ambos querem fazer crer que tem uma receita para o crescimento económico. O diabo é que é o que têm em comum o que menos crédito merece... 


Passos Coelho diz que a economia cresce pelo lado da oferta. Dando todas as condições às empresas. António Costa, diz que a receita está na procura. Que o que é preciso é dar condições às famílias para que consumam. É curiosamente na TSU que converge o mais emblemático destas duas posições: Passos quer reduzi-la às empresas. Costa, precisamente ao contrário, quer reduzi-la aos trabalhadores!


O problema é o que ficou pelo meio. O problema é o que este governo deveria ter feito e não fez nos quatro anos do seu mandato. O problema é que o governo destruiu a economia sem ter deixado nada construído. Depois de tanta destruição não ficou, como não poderia ficar, tudo na mesma. Mas ficou na mesma tudo o que precisava de ser mudado, nenhuma mudança estrutural aconteceu. Nunca o investimento caiu tanto, e a economia não ganhou competitividade, nem mesmo com a brutal queda dos custos salariais. E o aumento da procura vai fazer disparar principalmente as importações... As exportações estão limitadas pela falta de investimento, e lá se volta ao agravamento do défice externo!


Daí a dificuldade do país em sair da rota do empobrecimento, onde Passos Coelho se sente como peixe na água. E que as inaceitáveis propostas do PSD acabem até por passar melhor...


Exactamente: este governo deixou tudo armadilhado!

Jorge Mario Bergoglio (1936-2025)

What are the different Buddhas?


Morreu o Papa que foi mais que o chefe máximo da Igreja Católica Apostólica Romana. Fancisco extravasou as fronteiras do mundo católico para se tornar num líder mundial, numa referência de humanismo, e verdadeiramente na voz dos mais humildes e desprotegidos.

domingo, 20 de abril de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


As sondagens que se vão conhecendo - não me refiro às sondagens dessa espécie de sempre em pé chamado Marco António Costa - dão a indicação firme que, ao contrário do que sucede  pela Europa fora, a bipolarização do regime político em Portugal não revela sinais de dar de si. A governação muda-se do PS para o PSD, com o CDS, especialmente na sua versão PP (Paulo Portas), sempre atrelado, e é esta alternância que há quarenta anos alimenta o regime. E é dela que depende a sua sobrevivência: é sempre preciso que mude alguma coisa para que tudo fique na mesma. É isto o regime!


Sem outro cimento a agarrá-lo, e com os sucessivos fracassos da governação, onde a regra é que a cada mau governo sucede outro ainda pior, o regime está esgotado. Frágil, pronto a cair ao primeiro abanão.


Ao contrário do que se poderia concluir, e por paradoxal que possa parecer, o empate técnico para que apontam actualmente as sondagens pode ser bem mais que esse abanão. É o bloqueamento de um regime que viveu para o seu próprio umbigo. A maioria agora no poder já não o é; nem nunca o poderia ser. Mesmo que, por impensável que seja, ganhasse as eleições, nunca o faria em condições de governar. Ao PS, como provável vencedor, não será fácil encontrar à esquerda soluções para formar governo. E se as encontrar terão sempre grandes dificuldades em resistir aos primeiros meses de exercício governativo. É um problema de genética!


O bloco central é uma tentação. Para muita gente. Para Cavaco, indisponível para dar posse a um governo minoritário, é mais que uma tentação: é a saída que vê para o beco - que não a tem - em que deixou o país. Mas não é mais que isso: uma tentação. Que tapa a última válvula de escape do regime. A seguir implode!

sábado, 19 de abril de 2025

Quanto maior é a exigência, melhor!


Está demonstrado que quanto maior é a exigência, melhor é a resposta do Benfica. O jogo desta noite, em Guimarães, entrava claramente no lote dos mais exigentes desta fase final da época. Engrossava as apregoadas dificuldades do calendário, comparado com o do Sporting. E, como no Porto, a saída foi a melhor. 


Olhando para o 3-0, para a vitória clara a cheirar a goleada, é essa a conclusão: o Benfica saiu-se muito bem desta dificuldade. Na verdade, olhando para o jogo, a conclusão é que se saiu ainda melhor.


O Vitória entrou com tudo, e até parecia que o Benfica - com o onze de que Bruno Lage não abdica - não tinha chegado a horas para o jogo. No primeiro quarto de hora só houve Guimarães. Só os de branco tiveram bola, só eles jogaram, só eles remataram.


Aos 21 minutos, quando, com a embalagem dos primeiros quinze minutos, o Vitória procurava asfixiar o adversário com uma pressão altíssima, o Benfica soube desenvencilhar-se daquilo tudo, primeiro por obra e graça do improvável Florentino e, depois, pela classe de Pavlidis, Akturkoglu e Kokçu e, no primeiro lance de ataque e no primeiro remate, marcou o primeiro golo, e virou o jogo do avesso.


Não que o golo de Pavlidis tivesse tido o condão de inverter por completo o rumo do jogo. Não foi isso que aconteceu, mesmo que, pouco depois, o mesmo Pavlidis tivesse voltado a marcar, em mais uma excelente transição ofensiva, que nem o fora de jogo, no remate final, deslustra. O que aconteceu foi que o Vitória passou a jogar desconfiado, e foi isso que mudou o jogo.


A ponto de, ao intervalo, o jogo estar equilibrado. Em posse de bola, em remates, e até em oportunidades de golo.


Na segunda parte o Vitória voltou a entrar forte. Desta vez prolongou a superioridade, não tão gritante como a  do primeiro quarto de hora da primeira, mas ainda assim clara, para meia hora. Valeu então Trubin que, com Florentino, formou a trave mestra da exibição e do resultado que Pavlidis e Carreras assinaram. 


Logo no início da segunda parte o músculo da coxa de Di Maria cedeu. Uma lesão é sempre uma contrariedade, mas a equipa ficou a ganhar com a troca. De resto a entrada de Schjelderup já se justificava. Pouco depois foi Tomás Araújo, que continua preso por arames, a ter de sair. Mais uma contrariedade, desta vez colmatada com a entrada de Barreiro, e com Aursenes a voltar à sua velha condição de lateral direito, onde como se sabe não se sai mal.


Esgotada essa meia hora o Benfica voltou ao comando do jogo. Antes de, à entrada do último quarto de hora, Carreras ir por li fora, até marcar o segundo golo, à bomba, já sem ângulo, em modo Gyökeres, já Schjelderup o poderia ter feito. 


Depois ... há jogos assim. O Vitória dispusera de três ou quatro livres em zonas perigosas - ao mínimo encosto, e às vezes nem isso, ali à entrada da grande área, o árbitro Gustavo Correia assinalava falta - sem disso conseguir tirar proveito. O Benfica precisou apenas de um para marcar o terceiro: Kokçu cobrou-o, o Varela tentou blocar a bola, mas ela fugiu-lhe para a recarga de Pavlidis, mesmo antes de sair, na última vaga de substituições de que Bruno Lage dispunha.


Que trouxe para o jogo Bruma, Dahl e Belotti, quando faltavam 10 minutos para o fim do jogo. Que acabou por dar para tudo, até para gerir o quinto amarelo a Florentino e a Di Maria, que tanto tantos está a incomodar ...


E faltam quatro: AFS (ou AVS, ou Aves, ou Vilafranquense, ou lá o que é), Estoril, Sporting e Braga. Quais serão os mais exigentes?


 

sexta-feira, 18 de abril de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Foi a maior tragédia de sempre no Mediterrânio. Foram mais 700 pessoas traídas por tudo e por todos, até por aquele mar por onde pensam fugir da morte. Há dois dias tinham sido doze, atiradas ao mar pelos próprios companheiros de desdita... Só porque eram cristãs num espaço de desgraça que era islâmico. 


Porque "só se morre uma vez", como há tempos um desses desgraçados dizia numa reportagem. Somam já 25 mil, os que nos últimos 17 anos morreram a caminho de Lampedusa. Já não é um simples dano colateral de uma coisa qualquer. Há guerras que não matam tanto!  

quinta-feira, 17 de abril de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Mais um jogo fora, mais uma vez a confirmação de um Benfica de duas caras: uma para dentro, para apresentar na Luz, digna mais bela princesa das histórias de encantar, e outra para fora, a lembrar as bruxas más. Feias, assustadoras…


Hoje não chegou a tanto, mas durante uma hora pairou no Restelo, cheio de colinho, o fantasma da bruxa má... de Vila do Conde. Não foi tudo igual, valha a verdade, mas houve algumas semelhanças, a começar pelo golo madrugador, que até já parece mau presságio. Foi diferente – tinha mesmo de ser diferente – a atitude dos jogadores do Benfica. É verdade que não foi o caso de Olá John – estamos sempre a dizer que terá desperdiçado a última oportunidade, mas nunca é a última – mas uma andorinha não faz a Primavera. E foi muito diferente a eficácia: no primeiro remate à baliza (enquadrado com a baliza), logo no início do jogo, surgiu o primeiro golo; o segundo, já com uma hora de jogo, deu no segundo golo. Ambos de Jonas, ambos excelentes…


O segundo golo sim, desbloqueou o jogo. Não acabou com o jogo, mas levou-o para outro registo, bem mais favorável ao Benfica. É que não foi só o golo, foi também a hora de jogo que ficara para trás a deixar mossa na equipa de Belém, e a diminuir-lhe a resistência. A partir daí , na última meia hora, o resultado deixou claramente de estar em risco. Em risco só mesmo Samaris, que Jesus tardou em poupar. Por boa causa, deve dizer-se. Porque quis dar prioridade à substituição do Olá John, mesmo que lhe não sirva de lição…


Falar deste jogo é falar de tudo isto. É dizer que o Belenenses foi um adversário muito complicado, que se bateu sempre muito bem, mesmo quando as forças começaram a faltar e com boa organização táctica. Mas é também dizer que, quando durante toda a semana os media quiseram dizer que o Belenenses estaria impedido de apresentar sete ou oito jogadores com ligação ao Benfica afinal, só Rui Fonte não jogou. Dos sete ou oito apenas um - um único -, e por razões bem explicadas pelo seu treinador, não jogou!


Não houve nenhuma gastroenterite, nem ninguém se lesionou a subir para o autocarro. Não deixa de ser curioso que quem se não incomoda nada com esses desarranjos intestinais e essas lesões à entrada do autocarro tenha alimentado a novela toda a semana. Não deixa de ser notável que o anterior Presidente do Belenenses, que não tem vergonha de ter deixado o clube no estado em que deixou, nem de entregar a SAD a uma figura como Rui Pedro Soares, tenha a esse propósito vindo reclamar vergonha aos benfquistas. Nem deixa de ser confrangedor que o tema dos jogadores emprestados só entre na agenda mediática quando o Benfica joga com o Belenenses.  E depois… oops… Só um, apenas um não jogou. E… oops… por opção do treinador. E muito bem explicada…

Ir buscar lã e sair tosquiado

Excedente de 5,5 mil milhões da Segurança Social é o maior da década – ECO


Ontem foi notícia - em primeira mão no Observador, e depois replicada em toda a comunicação social - que o Ministério Público tinha aberto uma "averiguação preventiva" a Pedro Nuno Santos, pela compra de uma casa em Lisboa, e outra em Montemor-o-Novo.


O procedimento, idêntico ao utilizado para Luís Montenegro, decorreu de uma denúncia anónima. O objecto da denúncia - a compra das duas casas - já tinha sido notícia em 2023, e nessa altura esclarecido. Não é  por isso muito difícil perceber a motivação dessa denúncia anónima, e não será especulação ilegítima afirmar que se pretendeu meter no mesmo saco as casas de Montenegro e as de Pedro Nuno Santos.


Não cabem no mesmo saco. Parece até que, para as de Montenegro, nem há saco em que caibam. Mas a reacção dos dois visados, essa, não tem mesmo comparação.


É que, enquanto Luís Montenegro continua a gaguejar, a responder ao que não lhe perguntam e a deixar sem resposta o que lhe perguntam, à espera que o tempo, e as eleições, tudo resolvam por esquecimento, Pedro Nuno Santos disponibilizou de imediato toda a documentação. E toda, é toda mesmo!


Chama-se a isto ir buscar lã e sair tosquiado. Ah ... e esta é bem apanhada: "as denúncias são anónimas, mas a verdade é pública"!


 

quarta-feira, 16 de abril de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Começa a ser tempo de perguntar por que é ainda não foi feito o reembolso ao FMI, há tanto anunciado e tantas vezes evocado. Não se percebe: os "cofres estão cheios", até a taxas de juro negativas o país já tem acesso, a autorização para a liquidação antecipada há muito que está dada, e no entanto continuam a pagar-se juros ao FMI a taxas altíssimas, desperdiçando centenas de milhões de euros.


Desconfio que saiba qual é a resposta. Tanto quanto estranho que ninguém faça a pergunta. Desconfio que isso seja coisa programada lá mais para a frente, bem no centro da campanha eleitoral...


Já se percebeu que o governo deixou de estar interessado em governar, que não vê outra coisa à frente que não sejam as eleições. Tudo o que faz e o que não faz é para que as eleições não se lixem. Melhor: para que as eleições não os lixem a eles!


Às vezes até pode ficar a ideia que não é bem assim. Às vezes, Passos Coelho e Maria Luís descaem-se com uma ou outra, e foge-lhes o pé para o chinelo. Como aconteceu com a TSU, mas isso é apenas incompetência...


 

João Cravinho (1936-2025)

Morreu o histórico socialista João Cravinho. Tinha 88 anos | e24.pt


 


Um político como deve ser. Podia servir de exemplo!

Gente Extraordinária

"Não é ilegal, mas não é ético" que uma empresa da tutela direta de um ...


Há uma década Miguel Relvas era, à época, uma espécie de Miguel Arruda. Não que tivesse sido apanhado a roubar malas num aeroporto qualquer, tinha apenas sido apanhado a roubar licenciaturas. Queria ser doutor, sem ter estudado.


O vexame, então, não foi no entanto menor que o do açoriano, ex-deputado do Chega.


Uma década depois o doutor Relvas está de regresso às televisões, com tudo esquecido. Bota palavra, comenta tudo o que vem à mão, e do alto da sua cátedra diz a Montenegro que, formar governo com André Ventura, não é uma simples questão de oportunidade. É uma alta questão de responsabilidade!


Gente extraordinária, este Miguel Relvas.

terça-feira, 15 de abril de 2025

Há 10 anos

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Foi hoje conhecido o Relatório preliminar da Comissão Parlamentar de Inquèrito (CPI) ao BES. Para já, do que se percebeu, parece confirmar-se a ideia, que já vinha das audições, que esta CPI corta com o que é a história das comissões parlamentares, que invariavelmente produziam relatórios à medida dos interesses da maioria vigente. A história diz-nos exactamente isso, que os interesses de facção ficavam sempre à frente da verdade!


 Não quer isto dizer que esperemos a atribuição de grandes culpas ao governo. Não esperamos nem grandes, nem pequenas... Nem as que realmente tem, que já percebemos que serão diluídas nas do Banco de Portugal. Mas não tem nada a ver com a pouca vergonha a que já assistimos!


Faz algumas recomendações. Recomenda ao Banco de Portugal, e ao bom e ao mau banco, que encontrem uma solução para o papel comercial que atinge tanta gente, e que tanta agitação traz para a rua. Esperemos que o texto final, a ser conhecido lá para o final do mês, faça mais algumas. Ao Ministério Público, por exemplo... Só para evitar que se repitam filmes que já vimos,  com outros actores conhecidos como Oliveira e Costa, Dias Loureiro, João Rendeiro...


 

Vá lá, Lili

Debate. Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro entre o "tabu" da maioria ...


A Lili Caneças disse que Pedro Nuno Santos parecia que estava sempre a ralhar com toda a gente, e o líder do PS, não só lhe respondeu de imediato, como - é já visível - alterou alguns padrões de imagem. 


Pedro Nuno Santos já não aparece como se estivesse zangado com toda a gente, e está a sair beneficiado, com uma imagem de cordialidade, de pessoa cordata e dialogante.


A Lili Caneças prestou um bom serviço ao Pedro Nuno mas, sob pena de ser acusada de parcialidade, ficou com a responsabilidade de um gesto idêntico a favor Luís Montenegro. Que já tarda.


Custa-me a perceber como é que a senhora ainda não disse que, naquele sorrizinho, Montenegro parece que está sempre a gozar com os portugueses ... Vá, Lili. Diga-lhe isso. Já não vai a tempo de evitar a tolerância de ponto da quinta-feira santa, mas vai ver que o Luís não volta a obrigar mais ministro nenhum a fazer piruetas, mortais, carpados e flic-flacs quando falar em défice para os próximos anos. E que ainda acaba a dizer que ... realmente ... aquele hino ... pronto, não é para levar a sério...


Deixó Luís...

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Ouvi ontem o Miguel Sousa Tavares (minuto 9) dizer que a campanha de Hillary Clinton vai custar 2,5 mil milhões de dólares e fiquei assustado. É assustador pensar que a democracia chegou a este ponto... Quando as campanhas atingem valores desta dimensão há fortes motivos para nos assustarmos!


Interrogamo-nos: que democracia é esta, envolta em tão brutais quantidades de dinheiro? E assustamo-nos. Eu assusto-me!

segunda-feira, 14 de abril de 2025

Mario Vargas Llosa (1936-2025)

Mario Vargas LLosa, Premio de Honor al Mejor Novelista del Siglo de ...


Nobel em 2010, foi o último representante da geração de ouro da Literatura sul-americana. Que, como referiu é, pela própria História, indissociável da política.

Há 10 anos

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Chegou a vez do café.  E nestes dias os media não resistem nem poupam nos encómios, sempre à luz do que mais valorizemos. É frequentemente a auto-estima, o prazer, o sexo... Mas é ainda a saúde que acima de tudo mais prezamos, e por isso os encómios vão sempre lá ter. Direitinhos: do simples, mas demodé,  "faz bem á saúde" à mais incisiva e bem mais actual motivação pela prevenção. Sempre baseados em estudos científicos, quase sempre interesses escondidos com o rabo de fora...


Ontem foi a vez do beijo, e - lá está - "beijos na boca ajudam a combater doenças". Aqui não há rabo de fora, quanto muito... língua. Mas acabo de ouvir que hoje é dia internacional do café e, logo a seguir, que "três a quatro cafés por dia previnem Parkinson, Alzheimer, diabetes e vários tipos de cancro". E lá vem a inevitável referência aos estudos científicos, referidos pela Associação Industrial e Comercial do Café...


Pois... Vamos então ao café, antes que arrefeça...

domingo, 13 de abril de 2025

Com arbitragens miseráveis. Mas sem atenuantes!


Em jornada de festa, com o penta da equipa feminina de futebol, homenageada ao intervalo, mas a dividir o palco com Micoli, na volta olímpica, e ainda com os parabéns a José Augusto, o Benfica entrou na Luz, cheia, a abarrotar, e cheia de sol e de fervor benfiquista, com o mesmo onze do Dragão.


Mas foi só isso que o Benfica trouxe do Dragão: os mesmos onze, e as mesmas camisolas. Não trouxe nada de tudo o resto que lá apresentou.


A primeira parte mostrou jogadores desinspirados, mas também pouco dispostos a transpirar muito. A equipa não teve nada a ver com o que vinha sendo. Aquela equipa mandona, com uma dinâmica de jogo consolidada, e intensa nunca apareceu.


Foi tudo muito lento e mastigado, a permitir ao Arouca, bem organizado, resolver os poucos problemas que o Benfica lhe colocava. Cortava facilmente as linhas de passe, interceptava todos os cruzamentos e tinha até tempo para cortar bolas em cima da linha de golo.


É certo que, ainda assim, o Benfica poderia - e até merecia - ter chegado ao intervalo na frente do marcador. Em duas ou três oportunidades, sem considerar as que, por mérito próprio, ou demérito alheio, o adversário anulou, poderia ter marcado. Na mais flagrante, depois de um excelente trabalho dentro da área, Pavlidis rematou ao poste. 


Ao intervalo Bruno Lage teria de mexer na equipa. O jogo do Benfica teria de ser agitado, havia demasiados jogadores demasiado desinspirados. E havia muito por onde, e havia até memórias frescas de jogadores que se mostraram na quarta-feira. Que mostraram vontade, e que são solução.


Surpreendentemente Bruno Lage deixou tudo na mesma. O Arouca é que não, e arrancou para a segunda parte a mostrar que, para aquele Benfica, tinha outra resposta que não apenas defender. E a preocupação começou a instalar-se nas bancadas da Luz.


Quando, ao quarto de hora, depois de uma grande arrancada de Carreras, e assistido por Aursenes, Kokçu marcou - grande golo! - pensou-se que estaria quebrada a resistência arouquense. O mais difícil estava feito.


E estaria ... se ... Se logo no minuto seguinte Aktürkoglu, isolado, tem evitado rematar contra o guarda-redes. Se Di Maria não tivesse escandalosamente rematado para fora na recarga. Ambos na expressão máxima da falta de inspiração. E se, cinco minutos depois, o velho conhecido António Nobre não tem inventado um penálti para o Arouca.


Ontem, em Ponta Delgada, o árbitro Cláudio Pereira - a sua nomeação para esse jogo é bem demonstrativa do que para aí vai -  perdoou ao Sporting um penálti do tamanho do Pico. E o Sporting ganhou. Ontem, no jogo com o Santa Clara, o VAR fez que não era nada com ele. Hoje, na Luz, António Nobre assinalou um contra o Benfica que nunca existiu. O VAR viu, e disse-lhe que não, que aquilo não era penálti em parte nenhuma do mundo. Mas o árbitro teve a lata, e a pouca vergonha, de o justificar com um "rasteira com a cabeça" de Otamendi. "Rasteira com a cabeça"?


Logo a seguir Di Maria foi empurrado na área do Arouca. Nada, disse ele. Mais tarde, já mesmo sobre o apito final, Schjelderup foi ensandwichado e impedido de disputar a bola e, de novo, nada.


Com o empate, Bruno Lage mexeu finalmente na equipa, com as entradas de Belotti e Schjelderup para os lugares de Florentino e do apagado Di Maria, acabado de ser empurrado dentro da área adversária. E logo a seguir, finalmente, ao enésimo, um canto cobrado com algum nexo, com Pavlidis a surgir a marcar, ao segundo poste. 


Era desta, suspirou-se na Luz. Que logo a seguir festejava o terceiro. Por pouco tempo, Schjelderup estava fora de jogo. De seguida Belotti, Schjelderup e Otamendi desperdiçaram ocasiões flagrantes. E Bruno Lage repôs o meio campo, substituindo Pavlidis por Leandro Barreiro. E trocou Aktürkoglu por Bruma.


Para nada. Nos últimos minutos do período de compensação, incompreensivelmente, a equipa não conseguiu segurar a bola. E no último suspiro do jogo, no sexto dos sete minutos de tempo adicional, depois de uma perda de bola no ataque, com a equipa completamente descompensada, um contra-ataque acabou no golo empate.


É inaceitável este empate, a quatro jogos do fim. Perder nesta altura pontos em casa, com o Arouca, no último minuto do jogo, não pode ser aceitável. O escândalo das arbitragens é revoltante, mas não é atenuante. Até porque não é a primeira vez que a equipa escorrega depois de uma vitória exuberante. Nem a primeira vez que falha logo depois de chegar à liderança. Quando a equipa empurrava a onda vermelha, e esta a equipa para a conquista do campeonato, este empate representa uma grave quebra de confiança.


Agora é a sério. Nem mais um ponto pode ser desperdiçado!

sábado, 12 de abril de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista



"O beijo é um segredo que se diz na boca e não ao ouvido" - Jean Rostand


        


Há segredos que nunca não se esquecem. 



E não são apenas estes...


Resultado de imagem para beijos famosos


Podem  chocar mais...



...Ou menos



Encantar...



Ou aterrorizar...


Um beijo!

João Almeida a brilhar

João Almeida brilha na última etapa e vence a Volta ao País Basco


João Almeida acaba de fazer mais uma demonstração da sua condição de grande ciclista mundial, ao ganhar a Volta ao País Basco, uma das maiores competições do World Tour, logo a seguir às três grandes Voltas. 


Andou sempre pelos primeiros lugares, antes de vestir a camisola amarela na passada quinta-feira, ao ganhar a quarta etapa, entre Beasain e Markina-Xemein, uma das mais decisivas, com sete contagens de montanha. Não mais a largou, e confirmou-a hoje vencendo, com autoridade e classe - atacando a quase 40 quilómetros da meta -, a última etapa, em Eibar.


É a maior vitória de João Almeida num competição por etapas, e a terceira, depois de ganhar a Volta ao Luxemburgo, e a Volta à Polónia, em 2001. E a confirmação do corredor das Caldas da Rainha no topo do ciclismo mundial.

Teoria da conspiração. Ou nem tanto...

Trump abandona teorias da conspiração e passa a apoiar votação por ...


Imaginemos a empresa X, com acções cotadas a 500 USD. Imaginemos um presidente de um Estado a lançar uma ordem de compra de 50 milhões de acções da empresa X a 300 USD. Imaginemos que, no dia seguinte, o mesmo presidente anuncia tarifas de 50% sobre o negócio da empresa X, e as acções caem para 290 USD.


Imaginemos que, no outro dia a seguir, o presidente anuncia o adiamento das tarifas. E dá ordem de venda das acções da empresa X a 490 USD, que voltam para a cotação dos mesmos 500 USD.


Façamos as contas (dou uma ajuda: 50 milhõesX190 USD=USD 950 milhões) e chamemos apenas maluco ao presidente. 


 "Inside trading", é crime. Isto é capaz de não ser!

sexta-feira, 11 de abril de 2025

Há 10 anos

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Mais um jogo de grande qualidade de um Benfica afirmativo e dominador. De um Benfica campeão, e à campeão!


Esperavam-se dificuldades da parte da Académica de José Viterbo, hiper motivada, que ainda não perdera e que era apenas a segunda defesa menos batida da segunda volta. Mas cedo, bem cedo, se viu que o Benfica não estava ali para outra coisa que não para ganhar depressa o jogo. Para não dar qualquer hipótese… E que a Académica já entrava derrotada… Porque smplesmente não encontrou espaço para estacionar o autocarro que decidira trazer para a Luz. A Académica foi isso: um autocarro à procura de estacionamento!


Ainda se não tinham atingido os 20 minutos de jogo e já o Benfica ganhava por três, fruto de uma exibição que, sem ter atingido o brilhantismo de há uma semana, era uma exibição cheia. E em cheio. Mas também fruto de um coeficiente de aproveitamento inédito: 100%.


Depois o Benfica levantou o pé. Não desligou, como tinha chegado a fazer contra o Nacional, mas deixou correr… Deixou correr o jogo, deixou correr a bola e deixou correr os jogadores da Académica atrás dela. De tal forma que estava-se já em cima do intervalo quando o Benfica perde, por Maxi, assistido de forma brilhante por Gaitan, a primeira oportunidade de golo.


A segunda parte começou como a primeira, com o golo a chegar até pela mesma altura, pelos sete ou oito minutos. O Benfica jogava ainda mais bonito, mas sem o mesmo índice de eficácia. Agora eram as oportunidades de golo que se sucediam… Sucessivamente, sem cessar. Mas sem golo…


Golo que - ameaça a tornar-se lei - acabou por sofrer no primeiro remate do adversário. Um golo festejado em lágrimas pelo seu marcador, Rafael Lopes. Não foi esse o primeiro momento de emoção. A emoção tinha já entrado em campo com Fejsa, num regresso - um ano e duas operações depois - naturalmente muito festejado. Mas, emoção e festa a sério, foi quando o mesmo Fejsa fez o quinto. O último e o mais bonito do jogo!


Foram cinco. Mas cinco golos legais. Todos dentro de toda a legalidade!


E no meio de tanta emoção até a estreia de Jonathan Rodriguez passou despercebida. Mas aconteceu!

Notícias

Expresso (11 abr 2025) - Jornais e Revistas - SAPO.pt - Última hora e ...


Admitia-se que a ideia que Montenegro tinha por certa que, indo para eleições, resolvia todos os seus problemas, pudesse estar errada. As notícias não se vão limitando a confirmar que era mesmo errada, vão-se encarregando de destruir pela base os argumentos de Montenegro.


A de hoje, no Expresso, por exemplo, destrói o argumento "não posso ser culpado por ter trabalhado quando não estava em funções políticas". Ao revelar que a família Barros Rodrigues, dona da gasolineira em Braga a quem a Spinumviva facturou 200 mil euros em 2022, pelo dito trabalho de reestruturação financeira, não só é o principal doador do partido, como entregou a maior parte dos donativos depois de Luís Montenegro ter anunciado a sua candidatura à liderança, confirma a contaminação entre a actividade profissional e as funções políticas. Que Luís Montenegro sempre tem negado!

quinta-feira, 10 de abril de 2025

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Deplorável e deprimente a prestação dos advogados de Sócrates na conferência de imprensa que convocaram para hoje. Dizer que Sócrates recebia dinheiro vivo em envelopes porque não confiava nos bancos é de uma lata inimaginável. Mas quase chamar estúpidos aos jornalistas por não acharem esse comportamento razoável, até normal e perfeitamente justificado à luz da instabilidade do sistema bancário, não lembraria ao diabo!


Pode até ser que a defesa formal se faça de coisas destas. Mas não há como não enterrar ainda mais quem se pretende defender com coisas deste descaramento! 


Por este andar, um dia destes ainda nos vêm dizer que o António Figueiredo - de quem também hoje houve notícias - andava a fazer de Aristides de Sousa Mendes...  

Gente Extraordinária

Ministro da Economia reúne com associações sectoriais sob a sua tutela ...


As projeções macroeconómicas do Conselho das Finanças Públicas preveem um saldo orçamental nulo para este ano e um regresso aos défices em 2026, e o Conselho de Finanças Públicas deixou o aviso.


Vai daí, e vem o ministro da Economia a correr garantir que não.  Depois, confrontado com o contraditório, lá deixou de garantir que não há défice, para dizer que, garantir ... não pode. Nem ele nem ninguém, acrescentou. Para, imediatamente depois, confrontado com um sinal do primeiro-ministro, na primeira fila, afinal já poder garantir "que é claríssimo que não vai haver défice".


o ministro das Finanças caladinho... Tudo gente extraordinária.


 

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Um artigo ontem publicado no DN pretendeu atirar a primeira pedra à provável candidatura de Sampaio da Nóvoa. O texto foi replicado de forma viral nas redes sociais, e tinha por objectivo manchar o perfil do provável candidato que - é público e notório - mais incómodos está a criar, acusando-o de ter alguma coisa a ver com o ignóbil chumbo  de Saldanha Sanches nas provas de agregação, em 2007.


O seu autor, João Taborda da Gama, ex-acessor de Cavaco Silva, acusa secamente Sampaio da Nóvoa, à época reitor e por inerência presidente do júri, da responsabilidade pelo lamentável desfecho que envergonhou a Universidade, e que Saldanha Sanches então classificou de chumbo político.


Percebe-se, ao contrário do que o longo texto quer fazer crer, que a recuperação do episódio não tem nada a ver com a justa defesa de Saldanha Sanches. Que, nem que para isso tenha de remexer na memória de quem já partiu e que merece descansar em paz, pretende apenas aproveitar o momento para desferir um ataque ad hominem tão vil, se não mais, quanto o episódio que o inspira. Se não fosse assim, diria que o então reitor apenas presidia ao júri por inerência da função, sem qualquer intervenção na votação. Diria que provavelmente aquele que é o seu candidato nestas presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa, foi um dos seis membros do júri que chumbou Saldanha Sanches, como então foi público. Diria que os outros cinco, todos também da sua área política e a maioria até gente destacada do seu partido, foram Diogo Leite Campos, Jorge Braga de Macedo, Menezes Cordeiro, Fausto Quadros e Paz Ferreira... E deveria até dizer que, a favor da agregação, votaram Jorge Miranda, Teixeira de Sousa e Paulo Otero!


Mas, lá está: se o tivesse feito, se tivesse sido sério e objectivo, não teria tido tantas partilhas nas redes sociais...


 

quarta-feira, 9 de abril de 2025

Noite de boas notícias


Não tem grande história, o jogo desta noite em Barcelos - onde, curiosamente, se disputam dois jogos das meias finais (o Sporting lá irá disputar a segunda mão, com o Gil Vicente) - da primeira mão das meia-final da Taça que calhou ao Benfica. Disso não tem culpa o Tirsense, um histórico do futebol nacional, onde agora passa pelo quarto escalão. A culpa é do Elvas - outro histórico -, que eliminou o Guimarães, e se deixou depois eliminar por este Tirsense.


Não fosse o Elvas e este jogo teria sido em Guimarães, com o Vitória. Assim, foi com o Tirsense. Que acrescentou história à sua História, tornando-se no primeiro clube do quarto escalão a atingir o último degrau da Taça, antes do Jamor.


Bruno Lage apresentou naturalmente um onze alternativo. Dos habituais, apenas António Silva e Florentino. Mas nenhum dos restantes nove era propriamente estreante na equipa. O mais afastado dos palcos de primeiro plano era mesmo o central Bajrami, mas claramente um valor seguro.


Mesmo com alguns sinais de natural falta de entrosamento, a equipa foi séria na abordagem ao jogo. Sabe-se como neste jogos nem sempre é assim. E por isso algumas vezes acontece ... Taça. Não fez, nem tinha de fazer, um jogo extraordinário. Tinha apenas que ser competente. E foi. E foram competentes todos os jogadores, mesmo que Amdouni tenha sempre estado bem abaixo dos restantes.


Ao intervalo, 2-0. Com um auto-golo (foi quase por milagre que outros não aconteceram, tantas foram as vezes que os rapazes do Tirsense ficavam com a cabeça às voltas) a abrir, à passagem do primeiro quarto de hora, e o primeiro golo de João Rego pela equipa principal, dez minutos depois.


Os últimos vinte minutos da primeira parte, e os primeiros da segunda, foram enfadonhos e o jogo do Benfica só espevitou com as primeiras substituições de Bruno Lage, precisamente aos vinte minutos. Tirou obviamente Amdouni, Leandro Santos e João Rego, lançou Tiago Gouveia, Prestiani e Arthur Cabral e acabou com a madorna.


Tiago Gouveia, lesionado no início da época, regressou finalmente à equipa, depois de uns jogos na equipa B. E mostrou que temos solução para a lateral direita para esta ponta final da época. Mexeu de imediato com o jogo, assistiu Cabral para o quarto golo, e foi mais uma excelente notícia deste jogo.


Prestiani também esteve lesionado, mas não foi por isso que tem estado afastado. Nunca foi opção de Bruno Lage, e isso foi claro quando não foi escolha inicial para aquele onze. Mas mostrou que conta, e essa foi outra excelente notícia. Entrou e marcou, de imediato, o terceiro golo. E construiu ele próprio o quinto, que ofereceu a Schjelderup.


A outra excelente notícia deste jogo foi a maneira como foram festejados estes três golos. Não pode passar despercebida, e é um sinal exterior do espírito que reina na equipa.  


PS: Cometi um lapso grosseiro, para o qual fui alertado, e do qual peço desculpa. O Sporting está a disputar o acesso á final com o Rio Ave, e não com o Gil Vicente. E também não será em Barcelos; o Rio Ave, com o Estádio dos Arcos indisponível, por ter sido atingido pela tempestade Martinho, está a jogar em Paços de Ferreira.


 

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