quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

NÃO SE AGUENTA!

Por Eduardo Louro


 


Fernando Ulrich voltou ao “ai aguenta …aguenta”. Desta vez para dizer que, se a Grécia aguentou uma quebra de 25% no PIB, Portugal também o aguenta. Que, se os sem abrigo aguentam as respectivas condições de vida, qualquer português as aguenta, também!


Não se aguenta esta gente…


O presidente da RTP, em entrevista à própria, disse que era necessário despedir trabalhadores. Quantos? Não sabe, não tem ainda o estudo que lho diga!


Mas sabe que a empresa tem trabalhadores a mais. E que o ministro Relvas disse que a reestruturação seria dolorosa. E que isso queria dizer despedimentos!


Não me surpreende que haja gente a mais na RTP. Se ao longo destes anos todos foi um dos albergues preferidos para a rapaziada do centrão, é mais que provável que por lá esteja mais gente que o necessário. O que me surpreende é que o seu Presidente fale em despedimentos sem que saiba do que está a falar. Apenas em sintonia com a dolorosa profecia de Relvas. Que, mais que uma profecia, é um castigo: como não vos privatizo, despeço-vos. Vão ver como dói!


Não se aguenta, não…


Marques Mendes, falando da remodelação, disse que, a sério, só depois das eleições autárquicas, onde o governo levará uma tareia das antigas. Que é sempre assim, que é normal um governo em funções ser sempre penalizado em eleições! Quer ele dizer - e sabe do que fala - que não há governo capaz de governar a contento de quem o elege, de acordo com o que promete. Que nunca há governos sérios. Que tem de ser assim…


Que é assim, já há muito o sabemos. Que esta gente não tenha vergonha de o dizer, é que já não se aguenta…


 

REMODELAÇÃO?

Por Eduardo Louro


 


Foi de surpresa, é certo. Mas não foi remodelação nenhuma. Nem light, nem soft!


Saíram seis secretários de estado e entraram sete. Sem mexer em ministros não há remodelação. E como para manter Relvas, Passos não pode mudar qualquer ministro…


 

DE PLÁSTICO

Por Eduardo Louro


 


O José Gomes Ferreira, para além de ser um entrevistador acutilante, conduz as entrevistas por terrenos de substância. Digamos que prefere os conteúdos técnicos aos políticos, os conteúdos objectivos aos vagos, as questões práticas às teóricas… E quando assim é o plástico fica mais à vista!


Depois da entrevista de ontem, de António José Seguro fica ainda mais plástico!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A FALSA ONDA

Por Eduardo Louro


 


António Costa esperava por uma vaga de fundo, uma onda que o levasse, na sua crista, ao ponto mais alto do poleiro socialista. Ouviu falar na onda da Nazaré, que levaria o nome desta minha praia - será sempre a minha praia, mesmo que aquela não seja a minha onda - ao topo do mundo,  e pensou que… era aquela. Que aquela onda gigante não tinha aparecido na Nazaré para Garret McNamara surfar e voltar a  bater o seu recorde mundial, mas apenas para o levar ao destino que há muito o destino lhe traçara.


Foi já tarde, bem tarde, que percebeu o que se estava a passar. Aquela era uma onda demasiado grande e, como o pobre faz da esmola quando é grande, desconfiou. E não a pegou, deixou que morresse na praia... perante desespero dos socratistas.


Aquela era a sua – deles - onda, onde tudo tinham apostado, convencidos da já crónica fraca memória dos portugueses. E convencidos também que, com o sol da ambição a bater-lhe nos olhos, Costa não perceberia que aquele seria um sol de pouca dura!


Uma sucessão de erros de cálculo que acabou num triste espectáculo. Mas clarificador!


Sócrates, lá por Paris, deve ter ficado a perceber que, para apanhar a onda, terá que ser ele a trepá-la. Não tem cá tropas que lhe façam isso.


António Costa deve ter percebido que não lhe chega ter boa imprensa. Precisa de tropas - que não tem – porque com as tropas dos outros não chega lá. Saiu pela porta pequena, e com sérios riscos de até Lisboa perder.


Seguro, que não tem autoridade nenhuma para acusar quem quer que seja de falta de lealdade – porque disso pode toda a gente acusá-lo, conspirou na sombra durante todo o consolado de Sócrates mas sempre sem coragem para dar a cara, sempre escondido por trás dos arbustos -, provavelmente com mais facilidade do que alguma vez imaginara, ganhou novo fôlego. Que, já se percebeu, não lhe servirá para muito…


Quem se fica a rir é Passos Coelho, que sabe que pode dormir descansado. Assim a consciência lho permita…

TRISTE ESPECTÀCULO

Por Eduardo Louro



Tanta agitação no Rato para nada. Só se não diz que a montanha pariu um rato para fugir ao trocadilho.


É inacreditável, mas parece que é assim: António Costa renunciou à candidatura, e reina a paz em todo o território socialista!


O PS deu mais um triste espectáculo ao país. Se já era difícil tê-los em boa conta, a partir de agora é simplesmente impossível. E, não servindo para alternativa, o PS não serve para coisa nenhuma!


 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

QUAL É A PRESSA? ORA ESSA...

Por Eduardo Louro


 


Qual é a pressa?


Pois então: se tem de ser que seja já!


Bem visto, Tó Zé! Pelos menos os ossos irão ser duros de  roer…


 

A QUESTÃO - SEGUNDA PARTE

Por Eduardo Louro


 


Afinal parece que o jogo estava apenas no intervalo. O início da segunda parte está por aí, com uma substituição anunciada: vai entrar o parceiro tecnológico!


Um parceiro tecnológico “suficientemente avançado e que permita colocar a empresa num caminho de futuro sustentável”.


“A RTP necessita de um plano de transformação para que o serviço público de rádio e televisão possa continuar a ter um papel de referência na sociedade portuguesa”, plano que implica que a RTP tenha um parceiro tecnológico  e que será implementado até ao final de 2014, ainda que o essencial seja concretizado até ao final deste ano!


Está à vista de todos que os problemas da RTP são tecnológicos. Só alguém mesmo estúpido é que não consegue perceber que a RTP precisa de um parceiro tecnológico que nem de pão para a boca. Que um plano de reestruturação da RTP obriga a um parceiro tecnológico!


E pronto: lá terá Miguel Relvas que permanecer no governo. Pelo menos até encontrar tão fundamental e tão decisivo parceiro para a RTP!


Palavras para quê? É um artista portugês. É Relvas igual a si próprio... No seu melhor!


 

DESILUSÕES FORTES

Por Eduardo Louro


 


Como seria de esperar, muita tinta corre e muita mais irá correr à volta de Lance Amstrong. Aos poucos, novos e surpreendentes dados chegam ao conhecimento público.


O que o Rui Antunes nos conta no Sol é arrepiante. A ser assim, não é o mito e o herói que caem. Cai apenas um monte de merda. E isso não tem importância nenhuma!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A CORES E A PRETO E BRANCO

Por Eduardo Louro


 


A disputa interna no PS, e a marcação da data do congresso – antes ou depois das autárquicas é a questão - transformou-se rapidamente no tema da semana.


Sempre me pareceu óbvio que seria do interesse de Seguro marcá-lo para depois das próximas eleições de Outubro: os resultados do partido serão necessariamente bons, penalizando o partido no governo, como sempre acontece. Em Lisboa, ainda e sempre o resultado mais relevante, Seguro ganharia sempre: ganharia se Costa ganhasse, ganharia se Costa perdesse e ganharia ainda se Costa não ganhasse nem perdesse. Porque ganhando, ganharia o partido. E perdendo, mais do que perder o partido, perderia o seu rival. Se António Costa decidisse não ir a jogo, o PS ficaria sem candidato ganhador. O partido perderia provavelmente Lisboa, o que não deixaria de ser levado a débito do actual presidente da Câmara de Lisboa, por ter colocado os seus interesses acima dos do partido.


António Costa, pelo contrário – evidentemente – teria interesse em que o Congresso precedesse as eleições autárquicas. Porque Seguro não teria oportunidade de tirar partido da expectável vitória eleitoral e porque não seria ele próprio obrigado a expor-se a um resultado eleitoral, com o qual tem pessoalmente pouco a ganhar e muito a perder. Ficando ainda com grande espaço de manobra para lidar com a gestão da sua decisão sobre a recandidatura a Lisboa.


Curiosamente não é esta a perspectiva da maior parte dos comentadores encartados. Marcelo Rebelo de Sousa, que os comparava, ontem, à tv a cores (António Costa) e a preto e branco (Seguro) entende precisamente o contrário. Mas a verdade é que não explica porquê, limitando-se a concluir que, numa disputa antes das eleições, António Costa sairá derrotado, embora argumente que, "para Seguro, é ideal a eleição do líder ser antes das autárquicas, porque apanha António Costa no meio de duas corridas: PS e Lisboa”.


Não me parece que o argumento colha. Até porque, como já se percebeu, António Costa já descartou Lisboa. Utilizou-a para se esconder há dois anos atrás, permitindo que esta ” tv a preto e branco” chegasse à liderança do partido, porque o único cheiro que captava era o da areia do deserto. Descarta-a agora, que o cheiro a poder entra pelas narinas dentro! 

sábado, 26 de janeiro de 2013

JOGO DE NOVIDADES

Por Eduardo Louro


 


Antes de dizer que este foi um grande jogo – talvez melhor, uma grande primeira parte – apetece-me dizer que, ao contrário dos últimos, este foi um jogo fair. Sem truques, sem quebras na iluminação, comportamento imaculado do público e dos jogadores e sem arbitragens habilidosas. Tão fair que nem o Lima festejou o seu golo, o que, mesmo como benfiquista, aplaudo. O respeito é sempre de aplaudir, e não mancha coisa nenhuma!


Pronto. Agora já posso dizer que, se não foi um super jogo, foi um grande jogo, com uma super primeira parte!


Porque a segunda parte não foi, nem tão bem jogada, nem tão intensa, nem tão espectacular. Mas foi, do lado do Benfica, a confirmação – se é que era necessária – da grande pecha da equipa. Daquilo que lhe falta para ser uma grande equipa de futebol em qualquer parte do mundo!


Não há equipa que possa controlar todo um jogo, e todos os jogos, exclusivamente a partir de um domínio avassalador, vertiginoso e mesmo frenético. É preciso saber controlar os jogos quando não é possível dominá-los!


Sempre que o Benfica pretende controlar um jogo através de mecanismos de simples controlo, abdicando dos seus princípios dominadores, as coisas não saem, nem de perto nem de longe, com a mesma eficácia. Com 2-0 ao intervalo, o Benfica surgiu na segunda parte numa atitude táctica de contenção. Na tal tentativa de controlar o jogo e de defender o resultado que, mais uma vez, lhe retirou a supremacia no jogo.


Não foi novidade, num jogo de novidades. De novidades tácticas no Benfica, da novidade de Jesus, pelo Benfica, vencer em Braga e de saudáveis novidades no ambiente da Pedreira!


Foi curiosamente com alguma novidade que o Braga chegou ao golo, na precisa altura em que o Benfica parecia conseguir controlar o jogo, mesmo sem manifestamente se superiorizar ao adversário. Só o pouco tempo que sobrava, e depois a expulsão – decisão acertada do árbitro, porque o Lima ficava isolado na cara do guarda redes do Braga - do seu defesa, já nos últimos minutos, impediram que o Braga conseguisse ameaçar seriamente a justa vitória benfiquista.


Quatro notas finais. Duas para saudar dois regressos: o regresso de Gaitan à posição 10, pelo impedimento de Cardozo, e o de Urreta Viscaya, curiosamente numa época marcada pela inflação de jogadores das alas. Outra para saudar o fim do mito dos árbitros internacionais: as melhores arbitragens não estão claramente aí. E, the last not the least, a homenagem a MIklos Feher: não teve pompa nem circunstância, mas o seu nome ouviu-se no estádio na parte final do jogo. Não sei de onde veio, se de benfiquistas, de braguistas se de ambos. Sei que, no final do jogo, quando o resultado do jogo prendia as emoções, se cantou nas bancadas “Miklos Feher…Miklos Feher …”


E isso foi bonito! 

QUAL É A PRESSA? OU O FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO!

Por Eduardo Louro


 


É sem dúvida o soundbyte da semana. Bem treinada e melhor encenada, foi a resposta ensaiada por António José Seguro perante as primeiras ofensivas dos seus adversários, pressionando a antecipação do congresso.


Não sei se Seguro merece a sorte que protege os audazes. Como há muito se sabe que audácia é coisa que lhe não sobra, sou levado a crer que não a merecerá. E, não tendo dessa sorte, provavelmente não terá doutra!


Sem sorte e sem engenho não há nada que lhe corra bem. Por mais ensaiado que seja, ou mesmo que se esforce um bocadinho. Numa semana em que o governo apostou forte, e em que foi praticamente demolidor, Seguro, sem engenho nem arte para desmontar a encenação governamental, e acossado – também por via disso – pelos seus adversários internos, refugiou-se no soundbyte. Pior forma de reagir a resultados - mais a mais resultados que o governo apregoava como feitos notáveis - que um soundbyte só um soundbyte muito teatralizado!


Para acabar de vez com a imagem e a capacidade de afirmação de António José Seguro, pior ainda que um soundbyte muito teatralizado, só um soundbyte muito teatralizado logo esvaziado. Quando logo a seguir, com toda a pressa, marcou de urgência a reunião da Comissão Política Nacional para debater a situação política interna esvaziou o seu muito teatralizado soundbyte. Pior: virou o feitiço contra o feiticeiro. E acabou de vez com a escassa margem de manobra política que lhe restava. Está agora encurralado!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A QUESTÃO

Por Eduardo Louro


 


A RTP já não será privatizada. Nem concessionada, na fórmula descoberta pelo senhor que ontem decretou o fim da austeridade


Portas 1 – Relvas 0. Não se sabe se o jogo terminou ou se apenas está no intervalo, mas o resultado lá está!


Mas a questão não é tanto saber se o jogo terminou ou não. Questão mesmo é ficarmos sem saber se Relvas já pode ir embora do governo…

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

DÉFICE DE/DA PROPAGANDA

Por Eduardo Louro


 


As notícias que por aí circulam sobre o défice de 2012 são apenas mais do mesmo: propaganda!


Ainda não está apurado défice nenhum. Há uns números, que dizem calculados numa base de caixa e que dão jeito à propaganda, actualmente em maré alta. Com sucessivas ondas gigantes, num tsunami comunicacional raramente visto!


Se na mentira este governo já nada fica a dever ao de Sócrates, na propaganda, onde a máquina socratista parecia imbatível, dá-lhe autênticas cabazadas…

GENTE EXTRAORDINÁRIA XXXI

Por Eduardo Louro


 


Foi notícia há uma ou duas semanas, quando se descobriu que um dos autores daquele Relatório do FMI sobre o corte da despesa, o nuestro hermano e mui socialista Carlos Mulas Granados, era também conhecido por ser opositor da política de austeridade.


Por cá, poucos – se não mesmo ninguém – conheciam este economista espanhol. Ficaria conhecido – e, por que não dizê-lo, famoso – justamente por, ao serviço do FMI, propor e defender a austeridade enquanto assumia, na qualidade de economista, ou mesmo de guru, posição contrária. E, como fama traz fama, ficou agora ainda mais famoso por, com o encapotado nome de Amy Martin vender, muito bem vendidos, uns textos a uma Fundação - a Fundação Ideas, na esfera do seu partido, o PSOE - de que era vice-presidente!


Gente séria – e extraordinária - está bem de ver…

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

REGRESSO AOS MERCADOS

Por Eduardo Louro


 


Estranho que o povo não tenha saído à rua em festa pelo regresso da Pátria aos mercados. Pelo que se vai ouvindo através das máquinas de propaganda as ruas das cidades deste país deveriam transbordar de gente em festa. De gente feliz, a saltar e a cantar vivas a Vítor Gaspar!


Mas o povo não está na rua. Nem feliz. Nem canta nem salta… O país real, mais uma vez, não coincide com o da propaganda. O país de Gaspar e Passos continua desfasado do país dos portugueses!


O regresso aos mercados estava anunciado para Setembro deste ano, mas a maior parte dos analistas, tendo em conta o andamento da economia portuguesa, sempre duvidou da concretização desse objectivo.


Portugal saiu dos mercados e entregou-se ao resgate da troika porque os juros exigidos se tornaram incomportáveis, ultrapassando rapidamente a tal taxa crítica de 7% que o ministro Teixeira dos Santos tinha estabelecido e anunciado. E isso aconteceu porque o país estava sobre endividado, a dívida era enorme, a economia não crescia e o défice orçamental estava sem controlo, como bem nos lembramos. Os mercados não acreditavam que o país pudesse pagar!


Passados quase dois anos sobre o resgate da troika, a dívida – como não poderia deixar de ser – é maior, bateu já o recorde de 120% do PIB, a economia não só nunca mais cresceu como entrou em forte recessão e de lá não sai. Sobre o défice estamos conversados: já teve que ser revisto em alta e, graças a receitas extraordinárias, o ministro Gaspar lá anda a dizer que irá ser cumprida a revista meta dos 5%. O país tem um orçamento que por toda a gente é dado por inexequível e, mesmo assim, provavelmente inconstitucional. Isto é, com sérios riscos de não existir…


As agências de rating continuam a classificar a dívida da República como lixo, com a Standard & Poor´s inclusivamente a ameaçar baixar ainda mais o rating no caso do Tribunal Constitucional declarar inconstitucionalidades no orçamento, veja-se bem. Também aqui nada mudou, e acresce que a maior parte dos agentes do mercado – sejam países sejam fundos de pensões - está impedida de adquirir dívida que não AAA!


Quer dizer, não está reunida uma única das condições para o regresso aos mercados. Não está agora, como não estará em Setembro. E no entanto regressa-se. E faz-se a festa que o país não percebe!


Devo dizer que, tal como nas taxas de juro nos mercados secundários que a propaganda pretende atribuir à credibilidade externa que o governo reconquistou, aqui apenas há dedo do BCE. Os juros baixaram não porque a credibilidade do país tenha substancialmente crescido, mas apenas porque no Verão do ano passado Mario Draghi mudou a agulha do BCE, que passou a funcionar como garante último. E Portugal vai hoje ao mercado – antes de conhecida a decisão do Tribunal Constitucional, antes de conhecidos dados da execução orçamental e exactamente quando está a pedir o alargamento dos prazos de pagamento dos financiamentos da troika – não porque tenha condições para isso. Apenas porque o BCE só pode comprar dívida de países com acesso aos mercados. E para que em Setembro, na tal data que não é mágica mas que é crítica na renovação de boa parte da dívida pública, o BCE possa comprar dívida portuguesa não há data mais favorável para encenar este regresso aos mercados que esta. Precisamente!


Perguntará o leitor: então isto é tudo uma farsa? Precisamente!


Ainda se não conhecem os resultados deste fantástico regresso aos mercados com esta operação de de 5 mil milhões de euros a 5 anos. Ainda não se sabe se os bancos que tomaram a operação conseguiram colocar boa parte ou mesmo a totalidade daquelas obrigações do tesouro no mercado - e a operação é um sucesso – ou se ficaram com todas ou grande parte delas em carteira, mas a operação continua a ser um sucesso!


Percebe-se agora a importância dos bancos. Percebe-se por que é que nada lhes pode faltar, por que é sempre mãozinha por baixo e mãozinha por cima.


 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

DESESPERO

Por Eduardo Louro



Vítor Pereira, o treinador do Porto, não pára: agora até lhe faz confusão que o Matic jogue em Braga. E que o Paulo Vinícius não jogue!


Coitado… Valha-lhe que o Pinto da Costa já não acha que só os burros é que falam de arbitragem…


Não sei se a estratégia irá produzir os resultados que visa. O ano passado resultou, pelos vistos está confiante que volte a resultar. Há más estratégias que resultam e boas que falham…


Esta até poderá resultar, mas não merece. É pobre de mais - tão pobre quanto o próprio estratega - e nem o desespero a desculpa.


Porque é de desespero que se trata, à porta de um jogo que tem de correr bem para voltar a encostar no rival. E à porta de outro, teoricamente de elevado grau de dificuldade para o rival. Onde ganhou com a ajuda da arbitragem que lhe perdoou um penalti, num daqueles lances – jogar a bola com a mão dentro da área - apenas permitidos aos seus jogadores. Mas onde se não passou nada, nenhuma voz de Braga foi ouvida, ao contrário do último jogo, onde o tal Paulo Vinícius foi expulso no maior escândalo dos últimos dez anosnas palavras do presidente Salvador. Afinal apenas carregou um adversário que ficaria isolado em frente ao guarda-redes, nada de mais.


Um escândalo, aquela expulsão! Um escândalo, que Paulo Assunção – vejam bem - tenha agora chegado ao quinto amarelo. Um escândalo que Matic, com quatro amarelos, não tenha cometido uma única falta para lhe poder ser mostrado o quinto…


E isto leva Vítor Pereira ao desespero. Isto e as consistentes exibições do Benfica. E a forma como vai ganhando sucessivamente os jogos. É certo que a sua equipa também os vai ganhando mas… sofre-se. E depois lá sai um golo por engano que ajuda a resolver a coisa. Mas que não dá grande confiança. Nota-se!

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...