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domingo, 11 de outubro de 2026

Benfica 2 - Vitória Sport Club 0

 


Mais 63 729 espectadores no palco da Luz, em mais uma demonstração da força benfiquista, neste regresso ao campeonato, três semanas depois.

A novidade na equipa foi Circati, por castigo de Lenglet, consequência daquele incrível vermelho do Dragão. De resto tudo normal, com Leandro Barreiro no meio-campo, ao lado de Palhinha, e Schjelderup a entrar para um ataque, com Prestianni a apoiar Pavlidis, a 10. 

O Benfica entrou demolidor, com meia hora de luxo, ao nível do que melhor fez esta época, como se não tivesse havido interrupção para as selecções. Logo aos 4 minutos, Rafa Silva atirou ao poste depois de uma defesa incompleta de Zych, o jovem guarda-redes do Vitória, a que se seguiu uma torrente de bom futebol e de oportunidades de golo. 

Não há dados estatísticos para estes 30 minutos, há-os para a primeira parte, que contempla já o último quarto de hora, quando o Vitória tinha já conseguido, à custa também de muita dureza e muitas faltas, muitas delas a passarem ao lado da respectiva acção disciplinar, estancar aquela torrente de futebol vinda do lado esquerdo do ataque do Benfica. Ainda assim, ao intervalo, eram 63% de posse de bola, 15 remates, 9 cantos e cinco oportunidades claras de golo!

O primeiro golo, para aí á terceira oportunidade clara de golo, surgiu apenas aos 24 minutos, com Prestianni a começar uma jogada em que Dahl tabela com Pavlidis e fica na cara de Zych.  Acaba com um chapéu de medidas certas, que faltara em tantos momentos anteriores. Era o primeiro golo de Dahl na Luz!

Pouco depois a exibição de gala do Benfica, com um golo a saber a muito pouco, começou a desvanecer-se. A um adormecimento do Benfica juntava-se um Vitória a acertar a pressão, muito à custa da tal agressividade, muita dela à margem da lei, tolerada pelo árbitro Luís Godinho, bem conhecido por estas paragens.

Mesmo que Pavlidis tenha entrado na segunda parte com mais uma grande oportunidade de golo, com um remate à malha lateral que bem podia ter tido melhor destino, a verdade é que até parece que não houve intervalo. O primeiro quarto de hora da segunda parte foi apenas a continuação último quarto de hora. 

Os jogadores do Benfica falhavam então muitos passes. A equipa perdeu a chama, e o desacerto foi galopante. Rafa desapareceu, e Bah (pelos vistos tinha razões pessoais para isso) parecia ora ingénuo, ora desligado. Se a primeira meia hora fora do melhor que já se viu, também estes 20 minutos foram do pior que se viu esta época.

O Vitória não conseguiu um único remate à baliza de Samu, que não fez uma defesa. Teve uma bola no poste, num cruzamento, em todo acidental, já na fase final da partida. Não teve uma oportunidade. Mas não era por o Benfica jogar bem!

Era imperioso mexer na equipa, e Marco Silva fê-lo. Começou por fazer entrar Aursnes e Echeverri, que na primeira vez que tocou na bola logo surgiu isolado, a rematar para golo – Zych com grande defesa, com os pés  –, após belo passe de Tomás Araújo. Depois entrou Sudakov, que pouco depois faria o golo da tranquilidade, numa jogada em que a bola passou por Prestianni e Echeverri, antes de acabar no ansiado golo do ucraniano.

As substituições resultaram, mesmo que Lukebákio e Duran, os últimos a entrar, tenham acrescentado menos. E mais uma vez se notou o dedo de Marco Silva. Quer nas dinâmicas ofensivas, que permitiram a avalanche ofensiva da primeira parte, quer nas substituições, que permitiram voltar a agarrar nas rédeas da partida. 

E o público voltou a ser muito importante, mesmo com o ressurgimento de uns pirómanos. Pelos vistos desejosos de voltar a ver a Luz de portas fechadas.

Luís Godinho não teve oportunidade para grandes feitos. Mas deixou muitas das 23 faltas (ao Benfica foram assinaladas 9) do Vitória sem o correspondente cartão amarelo. Nalgumas delas o segundo!


segunda-feira, 21 de setembro de 2026

A batota

 


Anda para aí um jogo em que as pessoas aparecem nas redes sociais à anos 80. O clássico de ontem também teve roupagens desse tempo. 

Sabia-se que muita coisa iria acontecer neste Porto - Benfica. A diferença entre o futebol praticado pelas duas equipas é gritante, e nunca se vira uma equipa portista a recear tanto o Benfica. Desconfiava-se do que poderia acontecer, não era difícil de prever. 

Conhecia-se o ambiente, de guerra, onde tudo o que conta é o resultado, independentemente de como lá se chega. Presumia-se que pudesse começar pelo Prestianni. Que, depois de tanta "porrada" ele explodisse, e viesse para a rua. Ou que fosse a própria "porrada" a pô-lo fora do jogo.

Reconheço que seja muito difícil antecipar tudo o que possa ser a batota que germina naquelas cabeças. E muito mais, seguramente, contrariar toda aquele ambiente de guerrilha que sabem preparar. É praticamente impossível responder a todas as ciladas.

Reconheço, ainda, que não temos na estrutura do Benfica gente preparada para para responder á letra a tanta provocação. Mas não entendo como não temos ninguém antecipar as ciladas da arbitragem.

Luís Ferreira é um árbitro da A F Braga. Iniciou a carreira em 2002, chegou à primeira categoria em 2012, e nunca foi internacional. Foi o árbitro de um célebre Boavista - Benfica, em Janeiro de 2017, que aos 20 minutos o Boavista vencia por 3-0, com três golos ilegais. Da arbitragem passou para o VAR, o que mais pontos tira ao Benfica, onde tem aparecido sempre em momentos demasiado sensíveis, para serem simples coincidência. É advogado, conhecido por defender um colega no "apito dourado".

No Porto - Benfica da época passada, para a Taça de Portugal, esteve no VAR. Ficaram dois lances por sancionar a favor do Benfica. Um sobre Leandro Barreiro, por falta de Rodrigo Mora, na área portista. Outro por mão na bola, após remate de Lopes Cabral.

No Benfica - Porto, também da última época, que muito decidia sobre o título, voltou a estar no VAR. E voltou a não assinalar um pênalti de Diogo Costa sobre Pavlidis, a que João Pinheiro fizera vista grossa.

Com Luís Ferreira no VAR o Benfica fora, na época passada, eliminado da Taça, afastado da luta pelo campeonato e, posteriormente, afastado do segundo lugar, e da Champions. Sim, porque a estes dois jogos com o Porto, juntaram-se o Estrela - Benfica, o Benfica - Arouca, e o Benfica - Braga, da machadada final na Champions.

Cinco vezes, na época passada. Como se não houvesse mais VAR. Como se houvesse coincidências. 

Miguel Nogueira é um árbitro de 32 anos, da A F Lisboa. Militar, mas medroso e vulnerável. Tinha ficado "borrado" com o Porto na época passada, depois de não ter assinalado um pênalti que, treinador e estrutura do Porto, pretendiam fosse marcado, por um ligeiro puxar de camisola de António Silva. Tinha sido claramente condicionado por esse lance, que o Porto fez questão de avivar até à exaustão.

Foi aqui, nestas nomeações que passaram ao lado da estrutura do Benfica, que começaram o pisão de Gabri Veiga sobre Bah, logo aos 5 minutos. As faltas de Alberto Costa, sobre Palhinha e Prestianni, a deixar o argentino a sangrar. A simulação de André Silva, a pôr Langelet na rua. As faltas de William Gomes sobre Prestianni, e o empurrão de Kiwior a Bah. E o pênalti deste sobre Rafa. A provocação de Samu a Bah. A bola na mão, dentro da área, de Borja Sainz.

Que não são apenas as ocasiões de queixa do Benfica. São a consequência de tanta gente impune.



domingo, 20 de setembro de 2026

Porto 3 - Benfica 1



Foi um jogo até aos 30 minutos. O Benfica não foi melhor, foi muito melhor. Corajoso, personalizado e afirmativo. Futebol corrido, associativo, e duas oportunidades claras de jogo. Por três vezes, Pavlidis, Prestianni e Bah tiveram o golo à vista. Numa delas, de Bah, Rosário tira o golo certo.

Ao Porto restava o pontapé para a frente. A busca da profundidade, como se diz. À meia hora, num desses lances, à primeira oportunidade, como é costume, e num lance em que Samuel Soares poderia ter feito muito melhor, o Porto marcou. 

Logo a seguir, quase acto contínuo, Langelet, que já tinha um amarelo, por não ter experiência nesta liga da treta, descurou que estava a jogar no Dragão. Não lhe devem ter dito o que ali se passa, sempre. Tocou ao de leve em André Silva, o suficiente para ele se mandar para o chão, a rebolar. O árbitro Miguel Nogueira, que à altura já tinha mostrado ao que vinha, decidiu mostrar-lhe o segundo amarelo. Esperar que o VAR, o dragão  Luís Ferreira, dissesse o que se passou na realidade, era uma impossibilidade. O Benfica, à meia hora, ficava a jogar com dez. 

É esta liga que se quer vender. Não se premeia o futebol, premeia-se a batota. Mente-se todo o jogo. Dirigentes, arbitragens, jogadores, treinadores e ... transmissões televisivas. Vale tudo. Ambientes intimidatórios. No campo e fora. Expulsam-se jogadores. Punem-se uns jogadores, não se punem outros. Uns têm liberdade para fazer tudo. Outros são penalizados por dá cá aquela palha. Prestianni foi advertido com um amarelo por ter mostrado a cara cheia de sangue. Escondem-se da transmissão lances de pênalti. Escondem-se da transmissão agressões.

O jogo acabou ali, à meia hora. O que se seguiu foi uma demonstração de coragem do Benfica. Marco Silva retirou Sudakov - o mais surpreendente dos quatro que repetiram a titularidade de Milão, os outros foram Tomás Araújo, Palhinha e Aursnes - para repor o quarteto defensivo, com a entrada de Circati. Que, acabadinho de entrar, criou a segunda oportunidade ao Porto.

A abrir a segunda parte o Benfica ainda empatou. Prestiani, apesar de massacrado, assiste magistralmente para, com uma desmarcação soberba, Bah marcar de cabeça. Mas nem deu para o Porto tremer. Em cinco minutos, quatro depois, Froholdt e o coreano In-Beom - que Farioli fez entrar para o lugar de Gabi Veiga, que marcara o primeiro golo, e tinha amarelo, que por acaso deveria ter sido vermelho (num lance com Bah, logo aos 5 minutos), assim que Langelet foi expulso - marcaram dois golos bastante consentidos.

O Porto pôde continuar a jogar a bola de Bernarek para Kiwior, antes de, a espaços, a chutarem para a frente. E o árbitro pôde continuar a fazer o que quis, a usar impunemente de toda a dualidade de critérios disciplinares. Samu, regressado à competição, Kiwior, Bernarek, provocaram, agrediram e fizeram trinta por uma linha. Impunemente, os do Benfica lá estavam, para Miguel Nogueira mostrar que tinha trazido cartões.

No fim desta farsa, temos que aplaudir Marco Silva. Pelo que fez, e pelo que disse. Já Rui Costa, se não sabe falar, que esteja calado. Calado seria um poeta!

domingo, 13 de setembro de 2026

Benfica 3 - Gil Vicente 1

 



Casa cheia na Luz. Outra vez, todas as vezes. Perto de 65 mil para assistir a mais um jogo sofrido, mas memorável.

Um jogo com remate consentido, e um golo sofrido. Mais uma vez. É a sina do Benfica. O Gil, que vinha de um jogo (Académico de Viseu) em que, em 31 remates, não fez um golo, aqui fazia-o no primeiro remate. Com dois remates em todo o jogo.

Foi isto a primeira parte. O Benfica a jogar, mas não tão bem como o habitual. Com Barreiro e Rafa abaixo do habitual, e sem Palhinha. Com Enzo de regresso ao onze. Depois, quando as coisas não começam a correr bem, os jogadores perdem a confiança e o que sai bem, deixa de sair. O passe fica curto. Ou comprido. A bola ressalta num pé. Ou numa perna. E a fluidez vai-se ...

O árbitro - João Gonçalves - ia complicando. Enervando as bancadas e os jogadores. Cartão amarelo para Enzo. Nenhum para os do Gil, com faltas mais greves. Vista grossa a faltas. Cantos por marcar. Lançamentos ao contrário. Tiago Martins estava no VAR.

Mesmo assim até ao intervalo o Benfica jogou o suficiente para estar na frente do marcador. Nove remates, outros tantos cantos. Sucessivamente a dar em nada. 

O Gil Vicente marcou logo aos 7 minutos. No tal único remate. O Benfica empatou, por Pavlidis, já perto do intervalo.

Veio a segunda parte e ... tudo na mesma. Um remate do Gil, para a bancada. E uma oportunidade, depois da reviravolta. O árbitro João Gonçalves na mesma. Cartão a Palhinha, dois minutos depois de estar em campo. Nada para os jogadores do Gil.

Bem, não foi bem tudo na mesma. As alterações mudaram alguma coisa. Palhinha e Aursnes substituíram com vantagem Barreiro e Enzo. Mais tarde, Cláudio Echeverri, em estreia, e Lukebákio, a 20 minutos do fim, trocaram com Schjelderup e Rafa. E ficava a ala esquerda só para Prestianni, onde ele faz maravilhas. Nove minutos depois, a meter "a carne toda no assador", entrou Duran e saiu Banjaqui.

Não foi bem toda, porque Aursnes faz o lugar. Como se sabe. Nos últimos quinze ou vinte minutos o Benfica teve mais alma. Mais velocidade e asfixiou mais. E as oportunidades de golo aceleraram-se. Duas bolas no ferro, a última a quatro minutos dos 90, num remate com marca de Prestianni, já ele jogava só na esquerda. Diagonal para dentro, e remate indefensável. A bola não entrava!

Logo a seguir penâlti sobre Aursnes. E a bola entrou. Pavlidis pôs a bola lá dentro, perante a loucura nas bancadas. À entrada dos 6 minutos de compensação o Gil tem o seu segundo lance de ataque: combinação perfeita, com a defesa do Benfica aos papéis, e jogador na cara de Samu. Nas bancadas lembrava-se o primeiro jogo do campeonato, com o Académico de Viseu. Depois de, a tanto custo, ter chegado à vitória, o Benfica deitava tudo a perder. Samuel Soares não é dos guarda-redes que dá pontos, vira-se no primeiro golo.

Não. Samuel deu pontos. E lançou a bola para Prestianni correr com ela, e fazer o que já é costume. Passar por toda a gente, diagonal para a direita, sempre a deixar adversários batidos, e remate para dentro da baliza.

Grande golo!

Não foi uma grande exibição do Benfica. Dos dezanove remates, contra dois, apenas 5 foram enquadrados com a baliza. Mas dois foram ao poste, e à trave. Os 14 cantos foram sempre para os defesas do Gil. Das 9 oportunidades de golo, o Benfica concretizou três. Não foi tão perdulário como de outras vezes. Mas foi uma exibição épica!



quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Moreirense 0 - Benfica 4



Foi com uma novidade, e meia, que sem surpresa, o Benfica se apresentou em Moreira de Cónegos para disputar o jogo da terceira do campeonato. Adiado face á participação na fase de acesso à Liga Europa, a que o Benfica foi sujeito.

Uma novidade foi Banjaqui. Não foi surpresa, face à lesão de Bah, no passado sábado, nos Barreiros. Tem que aparecer, e é esta a altura. 

A meia novidade foi a ausência de Sudakov no onze inicial. Meia porque, sendo novidade a ausência de Sudakov, não o foi totalmente a presença de Schjelderup, no seu lugar. Também não foi surpresa, porque a diferença no desempenho de um, e  de outro, vinha sendo gritante. Se era compreensível a aposta no jogador ucraniano para não o deixar cair, não é surpreendente que saia do onze inicial nesta altura. Porque agora isso já não é perder o jogador. E porque a partir de agora as coisas apertam, e tem que jogar (mais) os que têm melhor desempenho.

Com novidade e meia, e com mais um relvado impróprio para jogar futebol. E um Estádio cheio de benfiquistas. E de benfiquismo!

O Benfica fez mais um jogo na linha dos outros que tem feito. Sufocou o Moreirense, como tem sufocado os outros adversários. Desperdiçou oportunidades em séria, como tem acontecido nos restantes jogos. Como tenho dito, isto de marcar ao primeiro remate, à primeira oportunidade, é para os rivais. Antes de marcar, o Benfica tem que passar por remates aos ferros, por grandes defesas dos guarda redes adversários, por remates contra os defesas adversários, que são todos, e por remates a milímetros do alvo.

Antes de marcar, o Benfica tem ainda que passar pela adversidade das arbitragens.

Hoje voltou a ser assim. Antes de marcar, teve de passar por cinco grandes oportunidades de golo. E pela uma arbitragem deplorável de Fábio Veríssimo, e de Rui Costa, no VAR. Antes de marcar teve oportunidades incríveis logo no início, de Rafa e de Schjelderup. Aos 34 minutos, novamente de Rafa e Tomás Araújo, e aos 42 de novo de Schjelderup. Cinco!

Antes de marcar, aos 45 +4, por Pavlidis, num um pênalti claro sobre Lengelet ocorrido 5 minutos antes, que Fábio Veríssimo não quis ver no campo. Que, depois de Rui Costa (o VAR) ser obrigado a chamá-lo a ver as imagens, demorou uma eternidade a confirmar. Antes de marcar esse pênalti, a arbitragem quis reforçar que tudo vai fazer para evitar que o Benfica seja campeão. Não foi só o pênalti sobre Pavlidis que ficou por marcar. Foram faltas. E foram amarelos, que ficaram por mostrar.

Na segunda parte o Benfica avolumou então o resultado. Não que a exibição tenha sido melhor. Melhor foi o índice de aproveitamento. 

Não me pareceu, ao contrário do que se queixou o treinador, que o Moreirense tivesse caído fisicamente. Aconteceu que o Benfica não pode ter sempre o diabo atrás da porta. As exibições de Prestianni e de Schjelderup não podem deixar de produzir resultados. E caiu pelo acumular dos golos. De Schjelderup, numa jogada colectiva sensacional, aos 55 minutos. De Prestianni, em mais uma jogada individual fantástica, à medida da dos Barreiros, quatro minutos depois. E do capitão Aursenes, regressado com as substituições, em mais outra grande jogada colectiva, aos 72.

Mais uma grande exibição. Nada, nem relvados impróprios, nem arbitragens hostis, param este fantástico Benfica!





sábado, 5 de setembro de 2026

Benfica 3 - Marítimo 0

 


Depois de um interregno de três anos o Benfica voltou aos Barreiros, para uma boa vitória, num jogo difícil e num relvado impróprio.

Numa primeira parte avassaladora, na primeira meia hora, e de controlo nos últimos quinze a vinte minutos, o Benfica desperdiçou, mais uma vez, a oportunidade de resolver o desafio. No melhor período da primeira parte o Benfica marcou, aos sete minutos por Barreiro, na recarga a mais um remate com a chancela de Prestianni, teve mais um remate de Pavlidis no poste, e mais três oportunidades de golo, num total de cinco, em oito remates à baliza. E um panâlti por marcar.

O Marítimo foi acima de tudo muito físico, a roçar a violência, limite muitas vezes ultrapassado. Bah foi uma das vítimas, logo no arranque do jogo, substituído por kaminski, que perdeu mais uma oportunidade de deixar uma boa impressão. Um relvado impróprio para a competição profissional, com risco para os jogadores, juntava-se ao condimentos para um jogo arriscado. E, a espaços, mal jogado. Muito mal, especialmente na parte final da primeira parte, e na inicial da segunda.

Foi uma segunda parte simétrica da primeira. Até o árbitro, um tal Sérgio Guelho, piorou. Até aos 20 minutos, menos tempo que o de domínio avassalador da primeira parte, o Marítimo mandou no jogo. Conseguiu aproveitar aquele futebol de choques, de repelões, com muita bola pelo ar, para, sem qualquer oportunidade, mandar esterilmente na partida.

Logo que o Benfica estancou essa onda de mau futebol, e passou a impor o seu jogo, passou pelos Barreiros o melhor futebol que por ali pode passar. Pelo menos enquanto mantiverem aquele relvado. Para isso muito contribuiu a substituição de Sidakov, que continua sem se afirmar, por Schjelderup. Ou tudo!

É certo que que, em simultâneo, também saiu Rafa, para entrar Circati. Para defesa direito, que não é o seu lugar, mas era kaminski quem lá estava. Mas nem entrou bem, também ele, nem foi por aí que a equipa melhorou. Foi mesmo com Schjelderup na ala esquerda, e com Prestianni no lugar onde estava antes Sudakov.

A equipa mudou. Pavlidis marcou, estava fora de jogo, mas foi o sinal evidente que a equipa tinha acabado com aquele jogo de lotaria do Marítimo. Depois vieram as triangulações de verdadeira classe entre Pestianni e Schjelderup. E o segundo golo, novamente de Barreiros, assistido por Pavlidis. O terceiro é uma obra de arte do miúdo argentino: intercepta a bola de um lançamento lateral, no meio do campo, vai por ali fora, passa por quem se lhe atravessa, e conclui com um remate sensacional.

Foi eleito o homem do jogo. Agarrou nele e entregou-o a Barreiro. Para ele o homem do jogo. Também isto diz o que vai naquela equipa! 

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Benfica 2 - Estoril 1

 


O Campeonato chegou pela primeira vez à Luz, com público nas bancadas. Muito mais de 60 mil. E em comunhão com a equipa. Sempre. Todos os 90 minutos.

O Benfica apresentou o onze inicial habitual, mas cedo teve que o desfazer. A lesão de Barrenechea - num jogo em que as faltas eram todas praticadas pelos jogadores benfiquistas, na visão do árbitro, como é habitual no Hélder Carvalho - facilitou a estreia de Palhinha. 

E diga-se que deve ter pegado de estaca, foi até considerado o melhor em campo. Mesmo que me pareça que deveria ter sido o Robles, o guarda redes do Estoril, que tirou quatro ou cinco golos da sua baliza.

O jogo estava complicado. O Benfica jogava bem, com paciência, mas não havia meio de desmobilizar a equipa estorilista, muito organizada, muito fechada, e com muita sorte. Uma bola aliviada, um corte atabalhoado, tudo resultava em passes precisos. Até ao primeiro golo, aos 40 minutos, o Benfica produzia muito jogo ofensivo, mas poucas oportunidades de golo. 

Claro que, comparando com os rivais, o Benfica não tem jogos fáceis. Que lhe corram de feição. Os rivais, invariavelmente, conseguem golo em todos os primeiros remates que fazem. Ao intervalo já ganham por três ou quatro, em três ou quatro remates.

Antes de fazer o primeiro, primeiro o Benfica tem que rematar à barra. Como hoje, aos 13 minutos, por Sudakov. Mas vá lá ... hoje marcou à segunda oportunidade. Num remate à ponta de lança, de Pavlidis. Faltavam 8 minutos para o intervalo, e aí mudou. O Benfica criou cinco oportunidades de golo claras, a maioria delas grandes defesas de Robles.

Também no comportamento dos árbitros teremos que recorrer à comparação com os rivais. Qualquer encosto na área é pênalti. Para o Benfica, não. O Barreiro foi duas vezes placado dentro da área, mas para Hélder Carvalho - que nunca vê os pênaltis do Benfica, precisa sempre do VAR; mas esse, hoje, era Tiago Martins - não houve nada. Qualquer encosto dos jogadores do Benfica, é falta. Nos rivais, não. Fazem o que lhes apetece, e dá até para marcarem golos. Sem que ninguém os anule. Ao contrário, tudo é assinalado. 

O Benfica teve - tem sempre! - mais faltas assinaladas que o adversário. A jogar ao ataque. Hoje, ao intervalo, tinha cinco faltas assinaladas. E apenas quatro sofridas. No final do jogo esses números subiram para 14 praticadas, e 12 sofridas. De cartões nem se fala. Apenas um amarelo. Com inúmeros ataques cortados, em faltas grosseiras.

Na segunda parte o Benfica acrescentou mais quatro, perfazendo 10, e um golaço, de Lenglet. De levantar a Luz. E tem que se voltar a comparar com os rivais. Onde as oportunidades de golo consentidas vão esbarrar na barra, no poste ou, em último caso, em grandes defesas dos seus guarda redes. No Benfica, não. Ao primeiro remate à baliza, é golo. Por muito bem marcado que seja, por Begraoui. Praticamente igual ao de Pavlidis. No único remate que fez!

E assim, um jogo de enorme superioridade, com quase 70 % de posse de bola, 22 remates, e nove cantos (contra nenhum), chega ao fim com as bancadas a suspirar pelo apito final. Mas o Benfica é assim!


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Casa Pia 0 - Benfica 7

 


Desta vez, em Rio Maior, na segunda jornada do campeonato com o Casa Pia, o Benfica imitou os seus mais directos adversários, marcou nas duas primeiras oportunidades, e na maioria das que teve. O desperdício veio depois, mas com conta, peso e medida, que não pôs em causa um resultado gordo. Candidato ao mais gordo do campeonato. 

Marco Silva recorreu ao onze inicial desta primeira fase da época. Com Samuel Soares definitivamente na baliza, a insistência em Sudakov, aquele meio-campo meio simétrico, de Barrinechea e Barreiro, a criatividade de Rafa, a capacidade de Pavlidis e a super forma de Prestianni. Na defesa é que não tem outros: Bah, Tomás, Lengelet e Dahl.

Foi com uma fantástica exibição que o Benfica acabou com a maldição do Casa Pia. Marcar nas duas primeiras oportunidades também foi importante para isso. Prestianni abriu o marcador logo aos 3 minutos, num slalom para dentro, que contou ainda com o desvio num adversário. E Rafa, aos 14 minutos, fez com classe, o segundo, à segunda oportunidade.

Seguiu-se mais de meia hora, até ao final da primeira parte, de um jogo com relativo equilíbrio na posse de bola - saúda-se a nova postura do Casa Pia, uma equipa muito mais empenhada em jogar futebol - e nas faltas, treze no total. A diferença foi na qualidade de jogo, com o Benfica muito por cima, e nos remates (10-1). André Gomes, a antiga promessa do Benfica na baliza, adiou a goleada para a segunda parte, com boas defesas a remates de Sudakov e Pavlidis. O árbitro, João Pinheiro, também deu uma ajuda. E voltaria a dar na segunda parte.

No regresso do intervalo Pavlidis veio endiabrado. Fez um hat-trick em 7 minutos, e antes de esgotados os primeiros dez minutos da segunda parte já o resultado subia para cinco golos sem resposta, altura em que começaram as substituições. E o resultado ficaria fechado no final do primeiro quarto de hora da segunda parte, o que diz bem da forma como o Casa Pia foi trucidado.

Como diz bem da diferença que faz quando a bola entra. O Benfica marcou sete golos no primeiro quarto de hora, das duas partes. Precisamente nos momentos chave do jogo. Se entra, os jogadores empolgam-se. Se não entra, são os adversários que acreditam, cada vez mais. E lá aparecem erros defensivos. É isto o futebol. Os rivais que o digam!

Este jogo não foi melhor que o da primeira jornada. Foi fora, num relvado miserável. Cortaram uma bancada, que naturalmente reduziu o número de adeptos presentes. Do Benfica, é óbvio que não seriam do Casa Pia. Mas não foi à porta fechada!

Que pensem nisto!

domingo, 9 de agosto de 2026

Benfica 2 - Académico Viseu 2



O Benfica jogou á porta fechada. Na abertura do campeonato o Benfica viu-se privado dos seus adeptos no Estádio, que não na Luz. 

Á Luz, à Praça Centenário, acorreram milhares adeptos. Primeiro para receber os jogadores, no autocarro. Depois, para apoiar a equipa ... de fora. Enquanto isto decorria, no Dragão, o Porto recebia o Alverca. Era subjugado pelo futebol do Alverca, e jogava em contra-ataque. Chegava à área adversária por duas vezes. Por duas vezes os seus jogadores fizeram fita. Por duas vezes o árbitro, alarmado pela fita e chamado pelo VAR, marcaria pênalti. 

Por duas vezes. O mesmo sistema, duas realidades.

Um jogo sem público não é um jogo. Não há muito a dizer.

Na espécie de jogo que aconteceu, aconteceu de tudo. O Benfica, dizem as estatísticas, dispôs de 18 oportunidades de golo. Fez 27 remates, três aos ferros. Contando com os remates interceptados, que não chegaram ao destino porque bateram nas pernas, nas costas, nas mãos, nas barrigas, nas costas, seriam uns cinquenta. Os cantos não foram muitos, foram 10. Fez dois golos.

O Académico de Viseu teve dois cantos. Num deles fez um golo. O outro golo decorreu de um lançamento lateral. Lance estudado, mas lançamento lateral.

O Benfica fez um grande jogo na primeira parte. Chegou cedo ao golo, logo aos 10 minutos, num grande golo da Pavlidis. Aos vinte minutos já levava quatro oportunidades claras. Ao intervalo contavam-se mais de dez. 

Mas o resultado mantinha-se em um a zero, por incrível que parecesse. Percebia-se claramente como isso era perigoso. Porque os jogadores do Académico sabiam trocar a bola, quando a tinham, e porque o Benfica não não revelava grande consistência a controlar o jogo defensivamente.

A segunda parte iniciou-se como a primeira, com mais oportunidades de golo sucessivamente perdidas. Mas gradualmente, e por maioria de razão, o risco do empate aumentou. O Benfica transmitia insegurança defensiva, e perdia quase todos os duelos. E sabe-se como é: os adversários acreditam. Aos 10 minutos o Académico empatou, no tal canto.

O Benfica reagiu em três minutos, e voltou à frente do marcador. Prestiani marcou um grande, um enormíssimo, golo. E continuou a desperdiçar oportunidades.  A vantagem durou cerca de 10 minutos. O Académico, no tal lançamento lateral, voltou a empatar. Até ao final mais oportunidades, mais peripécias. Uma bola que pareceu estar dentro da baliza, mas não contou. Um pênalti reclamado, em vão. Mais uma bola no ferro...

Não é normal perderem-se tantas oportunidades de golo, é certo. É azar. Sofrer dois golos, não pode ser azar. Depois da dificuldade em marcar o segundo golo, sofrer novo golo, não pode ser azar.

Não queremos acreditar que, depois época passada, este seja o nosso fado!

O aldrabão mor

Sem surpresas. Era esperado! O aldrabão mor do reino juntou-se aos protestos que grassam no país.  Tal e qual como no caso de legislação lab...