domingo, 13 de setembro de 2026

Benfica 3 - Gil Vicente 1

 



Casa cheia na Luz. Outra vez, todas as vezes. Perto de 65 mil para assistir a mais um jogo sofrido, mas memorável.

Um jogo com remate consentido, e um golo sofrido. Mais uma vez. É a sina do Benfica. O Gil, que vinha de um jogo (Académico de Viseu) em que, em 31 remates, não fez um golo, aqui fazia-o no primeiro remate. Com dois remates em todo o jogo.

Foi isto a primeira parte. O Benfica a jogar, mas não tão bem como o habitual. Com Barreiro e Rafa abaixo do habitual, e sem Palhinha. Com Enzo de regresso ao onze. Depois, quando as coisas não começam a correr bem, os jogadores perdem a confiança e o que sai bem, deixa de sair. O passe fica curto. Ou comprido. A bola ressalta num pé. Ou numa perna. E a fluidez vai-se ...

O árbitro - João Gonçalves - ia complicando. Enervando as bancadas e os jogadores. Cartão amarelo para Enzo. Nenhum para os do Gil, com faltas mais greves. Vista grossa a faltas. Cantos por marcar. Lançamentos ao contrário. Tiago Martins estava no VAR.

Mesmo assim até ao intervalo o Benfica jogou o suficiente para estar na frente do marcador. Nove remates, outros tantos cantos. Sucessivamente a dar em nada. 

O Gil Vicente marcou logo aos 7 minutos. No tal único remate. O Benfica empatou, por Pavlidis, já perto do intervalo.

Veio a segunda parte e ... tudo na mesma. Um remate do Gil, para a bancada. E uma oportunidade, depois da reviravolta. O árbitro João Gonçalves na mesma. Cartão a Palhinha, dois minutos depois de estar em campo. Nada para os jogadores do Gil.

Bem, não foi bem tudo na mesma. As alterações mudaram alguma coisa. Palhinha e Aursnes substituíram com vantagem Barreiro e Enzo. Mais tarde, Cláudio Echeverri, em estreia, e Lukebákio, a 20 minutos do fim, trocaram com Schjelderup e Rafa. E ficava a ala esquerda só para Prestianni, onde ele faz maravilhas. Nove minutos depois, a meter "a carne toda no assador", entrou Duran e saiu Banjaqui.

Não foi bem toda, porque Aursnes faz o lugar. Como se sabe. Nos últimos quinze ou vinte minutos o Benfica teve mais alma. Mais velocidade e asfixiou mais. E as oportunidades de golo aceleraram-se. Duas bolas no ferro, a última a quatro minutos dos 90, num remate com marca de Prestianni, já ele jogava só na esquerda. Diagonal para dentro, e remate indefensável. A bola não entrava!

Logo a seguir penâlti sobre Aursnes. E a bola entrou. Pavlidis pôs a bola lá dentro, perante a loucura nas bancadas. À entrada dos 6 minutos de compensação o Gil tem o seu segundo lance de ataque: combinação perfeita, com a defesa do Benfica aos papéis, e jogador na cara de Samu. Nas bancadas lembrava-se o primeiro jogo do campeonato, com o Académico de Viseu. Depois de, a tanto custo, ter chegado à vitória, o Benfica deitava tudo a perder. Samuel Soares não é dos guarda-redes que dá pontos, vira-se no primeiro golo.

Não. Samuel deu pontos. E lançou a bola para Prestianni correr com ela, e fazer o que já é costume. Passar por toda a gente, diagonal para a direita, sempre a deixar adversários batidos, e remate para dentro da baliza.

Grande golo!

Não foi uma grande exibição do Benfica. Dos dezanove remates, contra dois, apenas 5 foram enquadrados com a baliza. Mas dois foram ao poste, e à trave. Os 14 cantos foram sempre para os defesas do Gil. Das 9 oportunidades de golo, o Benfica concretizou três. Não foi tão perdulário como de outras vezes. Mas foi uma exibição épica!



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