quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Gostava de ter escrito isto

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"São assim as primeiras páginas dos principais jornais desportivos espanhóis, hoje. Fosse em Portugal e a A Bola e o Record tinham o Amorim na primeira página, e o O Jogo o Samu ou uma treta qualquer do Pinto da Costa. É a diferença entre futebol e futebolite, entre uma das melhores e mais competitivas ligas do mundo e uma liga insignificante, uma liguilla".


José Simões - Der Terrorist


 

André Freire (1961-2024)

andré - Visto de Macau


É necrologia, a notícia da morte de André Freire, um politólogo, como agora se diz.


Um investigador de ciência política e das ciências sociais. Dos melhores, que desapareceu das televisões por não encaixar no comentário político monocórdico, monocromático e subserviente que inunda o espaço mediático.


Mas é mais: André Freire foi submetido a uma simples intervenção cirúrgica a um ombro num hospital privado. Algo correu mal, e foi transferido para um público. Tarde de mais, pelo desfecho.


Soube-se porque era uma figura pública. Nos muitos outros casos idênticos nunca se chega a saber. Sabe-se é quando corre mal nos hospitais públicos. Aí não faltam televisões à porta, nem especialistas a declarar a morte súbita do SNS, estrangulado por "amarras ideológicas".


 

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Há muito que este governo bateu o recorde de trapalhadas do governo de Santana Lopes, a que há 10 anos o presidente Jorge Sampaio teve de colocar ponto final. Como Passos Coelho também há muito percebeu que é um tipo com mais sorte que Santana -  o menino guerreiro é mesmo um mal amado, agora até há um tipo que, só para o deixar a salivar, não aparece a reclamar os 190 milhões do euromilhões - e que pode continuar a somar trapalhadas, já sabemos que irá continuar assim até às eleições.


Passos já diz uma coisa de manhã e outra à tarde, uma numa semana e outra na seguinte. Mas hoje foi mais longe: num discurso escrito, repunha os salários dos funcionários públicos em 2016 como, de resto, determinou o Tribunal Constitucional. Logo a seguir, meia hora depois, nada disso, e garantia que encontraria formas  para que esses salários fossem apenas repostos, ao tal ritmo de 20% ao ano, em 2019. E mesmo assim ainda há quem venha dizer que se há coisa de que não podem acusá-lo é de falta de coerência. Francamente!


Não menos trapalhada foi ouvir também hoje Paulo Portas, na conferência dos 25 anos do Diário Económico, dizer que, por ele, a reforma do Estado está feita. Fez o trabalho que lhe competia: fez o guião e apresentou-o em conselho de ministros. Que gora é com os ministros!


Para qualificar esta trapalhada não é preciso lembrar que o governo está a chegar ao fim do mandato sem ter tocado o que quer que fosse na estrutura e organização do Estado. Nem sequer é preciso lembrarmo-nos desse famoso guião. Basta recordar que o tema da reforma do Estado foi agora recuperado justamente por Passos Coelho para, na sucessão das picardias destas últimas semanas, entalar Paulo Portas. E reforçar o estado deprimente da coligação!

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Muita Luz na magia de Di Maria


Numa noite chuvosa, num jogo com o Santa Clara, para a Taça da Liga, 50 mil na Luz. É isto!


Para além - bem para além - desta fantástica relação dos benfiquistas com a equipa e com a Catedral, o jogo valeu pelo ainda mais fantástico golo de Di Maria. Devia ter acabado ali, aos 70 minutos, naquele momento sublime.


Não acabou, e ainda bem. Porque Pavlidis marcou, finalmente. E por duas vezes. Bisou, e já tinha sido ele a fazer a assistência para a obra prima de Di Maria. E porque ajudou a esquecer o que se passara antes. Nem tanto em todos os 70 minutos anteriores, mas principalmente nos 45 minutos iniciais.


É isso. A primeira parte foi fraquinha, o Benfica jogou muito pouco, mesmo.


Bruno Lage não fez assim tantas alterações na equipa. O adversário fez até muito mais: oito, pelo que ouvi dizer. 


Se considerarmos que a entrada de António Silva é a coisa mais natural deste mundo, que Beste já vinha sendo titular, e que Arthur Cabral já começava a surgir como alternativa à seca de Pavlidis, restam Amdouni e Renato Sanches como verdadeiras alterações no onze base. E na verdade apenas Di Maria e Kokçu foram poupados.


Mas pouco. A primeira parte foi tão má que Bruno Lage se viu obrigado a repor tudo, tirando logo ao intervalo precisamente Amdouni e Renato Sanches. Não é que os outros estivessem a jogar bem - nem Aursenes, que não sabe jogar mal, se salvara - mas eram mesmo os elos mais fracos. 


Amdouni poderá ter a desculpa de ser peixe fora de água na ala direita. E seria muito difícil que pudesse fazer de Di Maria. Pelo que se viu, ninguém pode. O internacional suíço menos que outros. E o Renato Sanches, independentemente do estado de recuperação, do sucesso que todos lhe desejamos, e do que gostaríamos que lhe acontecesse no Benfica, não encaixa no desenho do futebol da equipa.


E logo no arranque da segunda parte se começou a ver que era outro o Benfica em campo, as oportunidades de golo (duas apenas na primeira parte) começaram a repetir-se sucessivamente. Faltava marcar. A meio da segunda parte, na terceira substituição, retirando Beste (reconheço-lhe utilidade, mas confesso que não me entusiasma como titular na ala esquerda) para entrar Pavlidis, para o lado de Cabral, e fazer regressar Aktürkoğlu à ala esquerda, Lage resolvia finalmente o problema. Em 10 minutos!


Quatro minutos depois de entrar, Pavlidis assistiu para o golão de Di Maria. Cinco minutos depois, marcou. E outros cinco depois, voltou a marcar, fechando o resultado que poderia ter sido ainda bem mais ampliado.

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Pires de Lima anda com Paulo Portas pelo México onde, para além de levarem umas tampas do ora mais rico do mundo - que já é outra vez - ora ex-mais rico do mundo - o mexicano Carlos Slim, ali sempre lado a lado com Bill Gates - vão mandando umas bocas sobre tudo e mais alguma coisa. Claro que a coisa que mais os preocupa é mesmo essa da coligação para as eleições que aí vêm, tudo o resto são coisas à volta dessa coisa... É de tal forma assim que Pires de Lima já não faz outra coisa que entrar na onda de Portas, e adoptou já aquele registo estridente pouco dado à seriredade e ao rigor.


Foi nesse registo que veio hoje anunciar que Portugal surge em 25º lugar nos melhores países para fazer negócios: “É muito importante conhecer hoje que Portugal progrediu do 31º para o 25º lugar no ranking ‘Doing Business’. Que "o país é mais amigo de fazer negócio", à frente de meio mundo. Claro que não explicou as razões dessa classificação. Que não disse que "o país é mais amigo de fazer negócio" porque  o IRS não pára de subir enquanto o IRC desce. Porque os despedimentos são mais fáceis e muito mais baratos. Porque as horas extraordinárias são mais baratas e os salários são mais baixos. Muito menos que o país pode ser "amigo de fazer negócios", mas que tem uma enorme dificuldade em ser amigo dos portugueses, na linha da teoria do líder parlamentar do PSD, segundo a qual o país está melhor, os portugueses é que ainda não.


Nada disso vale coisa nenhuma, o que lhe importa é cavalgar a onda de Portas e, à toa, concluir que "nós, portugueses, somos melhores a fazer negócios ... do que estas nações, com as quais gostamos de nos comparar”. Mesmo que na verdade, nesse mesmo ranking ‘Doing Business’, do Banco Mundial, Portugal tenha, pelo contrário, caído do 23º lugar (do ano passado) para o 25º, como é explicado no Observador!


É que, com estes critérios que tanto orgulham Pires de Lima, haverá sempre mais e mais países amigos de fazer negócio... 

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Parece que Passos Coelho já decidiu que o CDS não lhe serve para nada. Portas faz que não percebe, e vai dizendo que não se pode mostrar pressa. Mas que também não se pode deixar passar muito tempo...


Pois...pois... A coisa vai bonita!

A ironia do epitáfio

Livro de Pinto da Costa revelado: uma bandeira do FC Porto e um caixão -  Desporto - SAPO 24


Há declarações capazes de definir em poucas palavras toda uma personagem, e toda uma vida, por mais longa e cheia (de tudo) que tenha sido. E há pessoas capazes de as fazer sobre si próprias. Ao declarar ontem, sobre o seu funeral, na apresentação de um livro com um caixão na capa, que “não quero ver lá ninguém de luto, de preto, quero ver toda a gente vestida de azul, porque o azul é cor do céu, a cor do manto da Nossa Senhora e a cor do FC Porto, Pinto da Costa demonstrou-o.


Já tinha dito quem não quer "ver" no funeral. Ontem acrescentou como não quer "ver" os que lá quer "ver". "Ver" depois de morto não é a afamada "fina ironia" de Pinto da Costa. É Pinto da Costa a ditar o seu próprio epitáfio, inevitavelmente centrado no auto-endeusamento!

Há 10 anos

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Manuel Pinho, o antigo ministro da economia de José Sócrates traído por aquele gesto aqui de cima - lembram-se? - e exemplar dessa espécie nada rara e longe da extinção que corria do BES para o governo e vice-versa, exige agora, nessa mesma condição, qualquer coisa como 2 milhões de euros por conta de uma reforma antecipada prometida por Ricardo Salgado. Tudo isto  porque, no início do ano, foi interrompido o pagamento de um salário mensal (14 meses por ano) bruto de 39 mil euros. Que recebia por contrapartida de nada, de trabalho nenhum, pago por uma holding sem actividade - BES África, que detinha o BES Angola, donde voaram os tais 6 mil milhões de euros.


Não se sabe se com ou sem o conhecimento de Pinho, que há uns anos está a dar aulas de energias renováveis nos EUA!


O que se sabe é que vai processar o banco para receber esse valor. Não se sabe bem qual, mas desconfio que seja o bom... O novo, aquele que nós pagamos!

domingo, 27 de outubro de 2024

Luz acesa


Quatro dias depois da desilusão na Champions as luzes voltaram a acender-se na Luz. Não tão cheia, apenas perto disso, no regresso ao campeonato, um mês depois, para receber o Rio Ave.


Bruno Lage apresentou uma alteração em relação ao seu onze habitual. E não, não foi Otamendi a sair da equipa, como de alguma forma era esperado - pelas últimas exibições, mas mais por, na ante-visão do jogo, o treinador do Benfica ter referido que não atendia a estatutos - , foi Florentino. Entrou Beste, para a ala esquerda, donde saiu Akturkoglu, para jogar como segundo avançado, atrás de Pavlidis.


Foi uma única alteração no onze, mas uma mudança radical na equipa, com um meio campo, entregue a Kokçu e a Aursenes, mais dado ao risco, mais de tabelas, mais virado para o ataque. Em suma, mais dinâmico, que deu à equipa mais energia.


Beste foi o extremo esquerdo, à moda antiga. Akturkoglu aproveitou aquela posição para fazer a diferença ... e marcar golos. E a energia trazida à equipa acabou por fazer desta a melhor exibição do Benfica de Bruno Lage.


Não se começou logo a notar que iria ser assim. Pelo contrário, os primeiros dez minutos nem foram prometedores. O jogo parecia andar aos solavancos, mas o golo - logo aos 12 minutos, à primeira oportunidade, com Akturkoglu no sítio certo para rematar uma bola perdida na área vilacondense -  desentupiu aquilo tudo. Logo a seguir, apenas quatro minutos depois, o jogador turco bisou, desta vez ganhando de cabeça, ele que é baixinho, uma bola entre o defesa e o guarda-redes adversários. À segunda oportunidade, segundo golo. E a partir daí a máquina de produzir futebol passou a funcionar certinha, que nem um relógio suíço.


A de marcar golos, que começara mais afinada, é que passou a apresentar falhas. Ainda assim o intervalo não chegaria sem Akturkoglu fechar o hat-trick, em circunstâncias muito semelhantes às do primeiro, e acabando logo ali com a questão da escolha do homem do jogo.


A segunda parte acentuou a discrepância entre as duas máquinas. O Benfica produzia muito, mas não marcava. Porque emergiu finalmente o guarda-redes do Rio Ave - o polaco Miszta, em promissora estreia -, mas muito por ... Pavlidis. Os colegas faziam tudo para lhe oferecer o golo, mas isso só facilitava a tarefa à defesa adversária. O avançado grego desesperava. Apenas conseguiu uma finalização, num remate facilmente defendido pelo guarda-redes contrário. No resto, ou acabava em fora de jogo, ou em individualismo fracassado.


Fez bem Bruno Lage em envolvê-lo logo na primeira leva de substituições, no fim do primeiro quarto de hora, que mantiveram - ou até melhoraram - a energia da equipa e libertaram-na daquela ansiedade. Saiu com  Akturkoglu (bem visto!) para entrarem Cabral e Amdouni.


A segunda leva teve o mesmo resultado, com Schjelderup e Renato Sanches nos lugares de Di Maria e Aursenes (mais duas grandes exibições), e até ao fim a equipa não descansou na procura de mais golos, que dessem ao resultado uma expressão minimamente compatível com a avalanche de futebol produzida. Arthur Cabral e Schjelderup quase marcaram logo na primeira intervenção mas, por mais brilhantes que fossem as jogadas, e por mais claras que fossem as oportunidades para golo, parecia que só Akturkoglu estava autorizado a marcar. E esse há muito que tinha saído!


Em dois minutos - aos 79  (Schjelderup, em estreia a marcar) e aos 81 (Amdouni) - o resultado subiu para os 5-0, e por aí ficou. Curto, para as mais de uma dúzia de ocasiões claras de golo criadas, num jogo que remeteu o da passada quarta-feira para o caixote dos acidentes.

Divisões inventadas


Não. Lisboa não esteve dividida entre "Justiça para Odair" e Polícias sem medo". Isso é uma invenção do Diário de Notícias, porventura intencional.


Nem Lisboa esteve dividida, nem a dimensão das manifestações é susceptível de evocar divisão. 


Numa, estiveram cerca de dez mil pessoas, em protesto contra a violência policial e as condições de vida de uma larga franja de portugueses teimosamente marginalizados. Noutra, duzentas pessoas, entre os 50 de deputados, e as dezenas de assessores e avençados do partido de André Ventura, com o fim - único - de o promover e de o defender dos crimes que diariamente pratica. 


Nem que para isso tenham de fazer uma revolução!


 

Há 10 anos

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Confirmaram-se as sondagens e Dilma ganhou dentro da margem de erro que sustentava o empate técnico para que apontavam. Ou, dito de outra forma, com um pouco menos que 52% dos votos (obrigatórios) dos brasileiros, Dilma Roussef está reeleita presidente do Brasil!

sábado, 26 de outubro de 2024

Tema da semana

Semana TSF: a morte de Odair Moniz e tudo o que se seguiu, a polémica sobre


A morte de Odair, um cidadão português de origem cabo-verdeana, na madrugada da passada segunda-feira, no bairro da Cova da Moura, atingido a tiro por um polícia (jovem, de 20 anos) em circunstâncias oficialmente ainda por conhecer - mas já suficientemente conhecidas para que se saiba que a Direcção Nacional da PSP mentiu nas primeiras reacções à notícia (designadamente ao referir que a vítima mortal utilizava um carro roubado e que estava armada com uma faca) e que foi uma infracção de trânsito (pisar um traço contínuo) que despoletou a perseguição policial, abriu uma semana de rara violência.


Violência - e vandalismo - nos bairros ditos problemáticos da periferia da capital, que se prolongaram por toda a semana, mas também violência e vandalismo verbal no espaço político.


A primeira, que se espalhou pelos bairros pobres dos concelhos da Amadora, Sintra, Oeiras, Odivelas, Loures e Lisboa, emanou das próprias condições de vida dessas populações, da mais ou menos crónica perseguição de que são objecto, e foi potenciada pela acção da polícia subsequente ao próprio assassinato (primeiro no comunicado que falsificava os actos e, depois, numa invasão de rostos tapados à residência da vítima) e pela marginalidade latente dos guetos.


A segunda, que se espalhou por todo o espaço mediático, emanou do oportunismo político e do preconceito racista protagonizados por André Ventura e seus correligionários, com declarações igualmente incendiárias e criminosas, a que reagiu a sociedade civil com uma petição para uma queixa crime, e com a própria Procuradoria Geral da República (PGR) a anunciar a abertura de um inquérito.


Um movimento Vida Justa, envolvido com as condições de vida destas populações, marcara para hoje, às 15 horas, uma manifestação com início no Marquês de Pombal para terminar na Assembleia da República, sob o lema "sem justiça não há paz". Logo de seguida André Ventura tratou de marcar uma outra, de sinal contrário, com início na Praça do Município e igual destino, sob o lema "polícia sim, bandidos não". 


As palavras de ordem diziam tudo. O movimento Vida Justa alterou o destino, de S. Bento para os Restauradores, para evitar confrontos. As polícias velaram para prevenir provocações, e as manifestações decorreram sem incidentes.


Com tranquilidade, 10 mil pessoas chegaram aos Restauradores, onde se falou de paz e se reclamou justiça.  E 200 chegaram às escadarias da Assembleia da República, com André Ventura a  apropriar-se do hino nacional e a reclamar a sua "revolução" - “a verdadeira revolução em Portugal". Que "não há prisão que pare"...

Há 10 anos

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Em estado de choque com o golpe do BES, e ainda com tanta coisa por saber… Com a PT a seguir a toda a velocidade na enxurrada que provocou, e com milhares de empresas penduradas no crédito que se evaporou… E com apenas dois terços da banca a responder positivamente aos testes de stress do BCE, Passos Coelho não tem dúvidas que a banca portuguesa tem feito um grande trabalho e "está em mehores condições que muitos outros bancos".


O que vale é que, na senda daquela de ter exigido aos comentadores que peçam desculpa aos portugueses, voltou hoje a dizer que só aqueles que não querem ver é que não concluirão que o país está melhor, e que  “estamos hoje todos em melhores condições para responder às necessidades e aos desafios do futuro”. É que assim ficamos todos muito mais descansados!


E se o homem não quisesse que se lixassem as eleições?

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Já se conhecem os resultados dos testes de stress aos bancos europeus que o BCE se prepara para apresentar amanhã. E confirma-se que o Millennium BCP não passou. Que será um dos 25 bancos europeus em que o BCE vê fraquezas...


Até aí, nada de mais. Toda agente sabe com aquele que era o maior banco privado nacional andou com grande falta de ar. Que, quer Passos Coelho quer Maria Luís Albuquerque, digam que os três bancos nacionais sujeitos aos testes estão bem e recomendam-se, também não admira. Já ninguém os leva a sério, e a falar de bancos ainda menos...


Se calhar é por isso que nem se dão ao trabalho de esclarecer que os testes se reportam à data de 31 de Dezembro do ano passado. E que o MBCP já aumentou o capital - em 2.250 milhões -durante este ano!


Importa é saber se é suficiente. E isso não pode o BCE deixar de fazer saber...

Marco Paulo (1945-2024)

O Disco de Ouro - Album by Marco Paulo | Spotify


Chamava-se João Simão da Silva, mas foi com o nome de Marco Paulo que se tornou num dos mais populares cantores (portugueses) de sempre, talvez na mais profunda essência da expressão. Nunca colheu grandes simpatias entre as elites e o "bom gosto", e fez carreira a partir de versões de originais diversos da música internacional. Uma espécie de "covers" sem reconhecimento do autor.


Também - confesso - nunca gostei do género, bem satirizado por Herman José na personagem do Serafim Saudade. Mas isso não importa nada. O "povo" gostou. E "a povo" ainda mais!


Tinha mais 10 anos que eu. Estava eu a entrar para o Liceu, em Leiria, em 1965, e ele a entrar para a tropa, no RI 7, também em Leira. Cruzamo-nos então, em circunstâncias que não importam, e já era conhecido por cantar. O seu primeiro êxito - se não for exagerado chamar-lhe assim - foi a versão de S. Francisco, de Scott Makenzie, de 1967. Talvez a mais bem sucedida canção que agarrou. E porventura a que mais estragou. Mas só já com a década de 80 bem adiantada atingiria a fama e fortuna que perseguiu por mais de 20 anos. 


Praticamente tantos quantos foi perseguido pelo cancro, a que hoje deixou de conseguir fugir.

Há 10 anos

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Passos Coelho está imparável!


Até aqui limitava-se a fazer como o tal tipo em contra mão na auto-estrada, achando que ele ia bem e todos os outros mal. Agora vai mais longe e quer que todos os outros invertam o sentido, sigam atrás dele e lhe peçam desculpa por se terem enganado!


Se já vai nisto, onde irá chegar quando o cheiro a eleições se começar a tornar mais intenso?

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Desilusão na Luz


A Luz engalanou-se para receber este terceiro jogo da Champions, na expectativa do pleno de vitórias, dos nove pontos no fim da terceira jornada. Não havia motivos para outra coisa!


Os 60 mil benfiquistas nas bancadas - cheias que nem um ovo (eram 62 mil, mas os restantes seriam adeptos do Feyenoord) - só pensavam nisso. E depois havia aqueles 5-0 da pré-época, no final de Julho, ali mesmo...


Cedo se começou a ver a festa por um canudo, pouco depois dos 10 minutos quando, na primeira chegada á baliza de Trubin, o Feyenoord marcou. E na verdade, durante mais de uma hora, as únicas ocasiões que houve festejar foram as anulações dos golos da equipa de Roterdão. Primeiro, do que teria sido o segundo; depois, do que teria sido o terceiro. Que nem por isso deixaram de aparecer, dando uma expressão pesada ao primeiro desaire da era Bruno Lage.


Cedo se percebeu que o Benfica não se entendia com aquele jogo do Feyenoord que, pressionando alto, dificultava-lhe a saída de bola, e provocava-lhe erros com demasiada frequência. E que, ao invés, saía com bola limpa, contornando com facilidade a inconsistente pressão que lhe era colocada. Mostrava ao Benfica como se sai com bola, e como se faz pressão. E mostrava como isso só se faz com intensidade, concentração, e coordenação.


O Feyenoord saía com toda a facilidade da pressão, encontrando sempre o central ou o lateral do lado contrário para deixar para trás a primeira linha de oposição benfiquista. A defesa do Benfica, desde cedo desconfiada, não subia e deixava o campo "grande" de mais para jogadores rápidos que por lá abundavam. Acrescia que os jogadores do Feyenoord ganhavam todos os duelos. Todos os ressaltos. Todas as segundas bolas. 


O jogo foi quase sempre assim. Mais ainda assim na primeira parte, que acabou com o Benfica já a perder por 2-0. Com mais bola, mas com uma única ocasião de golo, no remate de cabeça, de Bah, ao poste.


Na segunda parte foi menos assim. Mas nem quando o Benfica marcou (Aktürkoğlu), a meio desse período, e as bancadas empurravam a equipa para a reviravolta, deixou de ser assim. Sempre que o Benfica conseguia um ligeiro período de domínio mais continuado no jogo, o Feyenoord encontrava formas e manhas de se libertar, e de voltar ao seu plano de jogo.


O terceiro golo, no segundo dos 6 minutos de compensação, é o espelho dessa realidade do jogo. Quando era o Benfica que tinha de estar obrigado a não largar a baliza de Wellenreuther, acaba por ser o Feyenoord a dispor de cantos e livres sucessivos. De um deles, num pleno de desconcentração e passividade (comum aos três golos), Milambo (o homem do jogo, com dois golos), deixado sozinho à entrada da área, marcou perante o espanto de toda a gente. Incluindo o mal batido Trubin.


Poderá também dizer-se que a sorte não ajudou. É verdade. Mas também o é que o Benfica não fez muito para a procurar!


Pareceu que foi o próprio Benfica a pagar a factura que passara ao Atlético de Madrid, há três semanas. Houve muita semelhança entre o que fizera aos espanhóis, e o que hoje lhe fizeram os holandeses. Até num lateral esquerdo espanhol a fazer um grande jogo. Se nesse jogo memorável foi Carreras, no de hoje chama-se Hugo Bueno.


Resta, agora que o ciclo virtuoso de Lage foi quebrado, esperar que não fiquem marcas. Porque a desilusão foi grande. Muito grande!

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Rui Machete andava desolado com tanto esquecimento, tão afastado que andava das primeiras páginas dos jornais, e não disfarçava mesmo uma pontinha de inveja dos seus colegas da Educação e da Justiça.


Entendeu que chegara a altura de dizer basta, e se bem o pensou melhor o fez: sem mais nem menos, sem que se saiba porquê nem para quê, desata a efabular sobre umas raparigas portuguesas que pretenderiam abandonar os terroristas do Estado Islâmico. E os seus noivos e maridos...


Como se tratasse de uma história de revista cor de rosa, e não, a existir para além da cabeça do ministro, da mais sensível matéria de Estado!

Poder de Musk ou impunidade de Trump?

Presidenciais nos EUA: sorteio de um milhão de dólares por dia de Elon Musk  é legal? - SIC Notícias


Na sua primeira campanha eleitoral, que o haveria de levar à Casa Branca, Trump afirmou que "poderia parar na Quinta Avenida, disparar contra as pessoas e não perderia eleitores".


Com essa afirmação Trump queria dizer que, dissessem dele o que dissessem, acusassem-no do que quer que fosse, a sua base eleitoral era-lhe tão fiel que nada a demoveria. Entendemo-la no domínio do fanatismo: os seus apoiantes são tão fanáticos, tão desligados da realidade e da verdade, que não há racionalidade que resista.


Oito anos depois, com quatro de presidência, e quatro de oposição, pelo meio com a negação da derrota eleitoral que lhe impediu a reeleição, e a (consequente) insurreição com invasão do Capitólio, é inegável que não há racionalidade que resista nas eleições americanas. Acusem-no do que o acusarem, os seus apoiantes continuarão fanáticos a seu lado. Acresce-lhe, agora, o aparelho da Justiça, que montou enquanto no poder, a protegê-lo do que quer que seja acusado.


Diz a História que os maiores empresário americanos financiam as campanhas mas não se expõem nelas. A prudência, e mesmo os mínimos da racionalidade, e da decência aconselham uma certa reserva e descrição nos pleitos eleitorais.


O facto de o maior empresário americano, e o mais rico do mundo, irromper nesta disputa eleitoral a oferecer cheques milionários em favor do voto em Trump é o cúmulo da irracionalidade, mas também da indecência. Quando surge a sortear cheques de um milhão de dólares - à razão de um por semana, em cada um dos sete estados em que o voto oscila entre republicanos e democratas (os chamados "swings states") - Elon Musk está a dizer que pode fazer o que quiser, que está acima de tudo e de todos.


Que se permite estar acima da lei (o Código Eleitoral dos EUA refere que qualquer pessoa que "pague ou se ofereça para pagar ou aceite um pagamento para se registar para votar ou para votar pode ser punida com uma multa de 10.000 dólares, ou com uma pena de prisão de cinco anos"), mas também do mercado e dos valores da sociedade, em particular do da reputação. 


A dúvida é se esta condição lhe advém do seu próprio poder se da impunidade de Trump.


 

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


No regresso da Champions em noite de terça-feira o Sporting perdeu, e queimou praticamente todas as hipóteses de seguir em frente para os oitavos, lá para Fevereiro. Ao contrário, o Porto ganhou e praticamente garantiu o apuramento.


Perdeu o Sporting, com alguma falta da sorte que acompanhou o Porto – e Lopetegui, em particular –, mas objectivamente com um penalti inventado ao minuto 90 por um membro da equipa de arbitragem russa. Da terra da Gazprom, um patrocinador oficial da Champions, mas também do Schalke… Foi como designar um russo para arbitrar uma partida do Zénite!


E ganhou o Porto, depois de uma primeira parte aceitável mas muito premiada. Desde logo com um golo no último minuto, depois dos bascos – e aqui a expressão é utilizada com toda a propriedade – terem enviado uma bola ao poste e do árbitro ter deixado por assinalar um penalti cometido pelo holandês do Barreiro.


E com uma segunda parte que só não foi desastrada porque, depois da primeira meia hora em que os bascos fizeram de Sporting e dominaram por completo o jogo, Lopetegui, para acalmar o Dragão, teve de lançar mão de Quaresma. Que na primeira vez que tocou na bola teve a sorte de fazer golo, num frango monumental do guarda-redes basco.


E como tudo está bem quando acaba bem… Bendito sorteio!


E por falar em acabar…Quem também acabou foi Durão Barroso, que até é do Sporting. Até pode ter acabado bem, nem aí é que nada está bem… E lembrarmo-nos que já lá vão mais de 10 anos desde que se foi, eufórico que nem um excêntrico do euromilhões, deixando-nos entregue ao Santana Lopes… Também do Sporting!

Congressos, cidadania e chalupas

42.º Congresso do PSD. O segundo dia de trabalhos em Braga


Um congresso do PSD é sempre espectáculo garantido. Os do PS também têm muita televisão, mas não são bem a mesma coisa. Já não têm o suspense nem o calor (não digo glamour porque isso seria um bocado exagerado) dos antigos, que elegiam os líderes. Agora, com os líderes a serem escolhidos em eleições prévias, nesta parte do programa de festas, os congressos trocaram o espectáculo por um simples acto notarial. 


Ainda assim as televisões esforçam-se por garantir o espectáculo. O resto cabe às estrelas que desfilam pelo palco, e ao público.


Marques Mendes era claramente uma das estrelas do Congresso deste fim de semana. As presidenciais estão aí. E ele há muito que, para elas, aí está. Ou por aí anda.


Não entusiasmou a plateia, apesar de, do ponto de vista dos seus interesses, ter resultado.  


Apesar de muito envolvido no papel de mestre de cerimónias, Hugo Soares não abdicou do papel de bronco, que tão bem lhe assenta. Bem secundado por Carlos Moedas, também ele cada vez mais bronco. Nem assim aqueceram o ambiente.


A quem estava de fora parecia que a Produção precisava de um golpe de asa. E eis que surge um velho animador de congressos, porventura o maior de sempre. Há muito que saiu do Partido, já fundou outro, já se candidatou contra em diversas ocasiões, e é até Presidente de uma Câmara Municipal conquistada ao próprio partido. Era a dimensão "perdoa-me" do espectáculo, mas nem assim. Nem Santana Lopes em piruetas sucessivas conseguiu animar a plateia.


Chegou então Luís Montenegro, para o encerramento. Anunciou mudanças numa disciplina chamada Educação para a cidadania, incendiou o Congresso e, quando tudo tinha falhado, levou finalmente a plateia à êxtase.


Que as mudanças numa disciplina que pretende formar melhores cidadãos - nas linhas orientadoras da disciplina, ditadas pela Direcção-Geral de Educação, “a educação para a cidadania visa contribuir para a formação de pessoas responsáveis, autónomas, solidárias, que conhecem e exercem os seus direitos e deveres em diálogo e no respeito pelos outros, com espírito democrático, pluralista, crítico e criativo” - tenha sido o momento alto do Congresso diz muito sobre o PSD que ali esteve reunido. 


 Um PSD hipnotizado pelo mercado do Chega, disposto a tudo, até a alinhar com os mais chalupas dos chalupas, para recuperar aquele espaço perdido.


 

domingo, 20 de outubro de 2024

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


O orçamento acabado de apresentar é tão mau que os mais próximos do governo, não podendo deixar de dizer mal mas tendo de limitar os danos, tiveram de procurar afincadamente um aspecto positivo a salientar. Depois de muito procurarem, descobriram: eureka, não é eleitoralista!


E então começaram a dizer que, “… bom, não terá outros, mas este orçamento tem pelo menos o mérito de não ser eleitoralista”!


A ideia começou a passar. Também não foi feita para outra coisa, foi exactamente para fazer caminho… Caminho eleitoral, evidentemente!


A verdade é que dificilmente encontraremos um orçamento mais eleitoralista. Este orçamento para 2015 é a prova provada do completo falhanço da governação. Ao fim de quatro anos o governo não tem qualquer resultado para apresentar. Não atingiu qualquer dos objectivos parciais em nenhum dos anos que passaram, foram todos sucessivamente falhados e revistos – nunca nenhum governo apresentou tantos orçamentos rectificativos – e, no fim da uma governação em que mais não fez que martirizar largas faixas da sociedade e dizimar outras, sobrecarregar os portugueses com impostos como nunca ninguém tinha visto e destruir uma grande parte da economia e vender a outra ao estrangeiro, não tem mais nada para oferecer aos portugueses que exactamente o mesmo.


Passos Coelho não poderia nunca apresentar um orçamento com medidas classificáveis de eleitoralistas, como por exemplo baixar os impostos – que Paulo Portas, preocupado com a sua reputação, ia reclamando – porque simplesmente não sabe governar de outra maneira. Tem, antes, absoluta necessidade de os continuar a aumentar!


Por isso não baixa quaisquer impostos – à excepção do IRC, mais do que para confirmar a regra, para supostamente fazer doutrina –, faz aquele número do crédito fiscal com a sobretaxa do IRS, em que, se fosse minimamente sério – que não é – ficaria com uma receita que obrigaria o governo seguinte a devolver. E tira do orçamento aquilo a que chama fiscalidade verde para disfarçar um novo colossal aumento de impostos!


O espírito ecologista do governo, desaparecido durante quatro anos, surge no momento em que lhe descobre a melhor forma de continuar a aumentar impostos em ano eleitoral!


Não é por coerência que Passos Coelho impõe um orçamento destes. Não é porque, ao contrário do que a máquina da propaganda pôs a correr, depois de pedidos tamanhos sacrifícios aos portugueses, fosse difícil explicar que já não eram necessários. Não. Isso explicaria o governo com o maior das facilidades. A única coerência de Passos está no guião que tem para governar, ele não conhece outra maneira de fazer as coisas. Por isso, logo que a troika partiu o governo ficou perdido, como que órfão, desorientado, sem saber o que fazer. Por isso, ao contrário do que teria de ser normal, o governo teve a vida facilitada enquanto a troika cá esteve – era assim que eles lhe mandavam fazer, e o governo fazia – e muito dificultada depois do 1640 de Portas.


O orçamento é este por incapacidade. E pelo eleitoralismo que a quer esconder!

sábado, 19 de outubro de 2024

Há 10 anos

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Afinal Paulo Portas preferia a redução da sobretaxa em 1%.  Poderia até ser melhor para a sua reputação... Mas, francamente, o que é que é isso da reputação para - como se percebeu claramente neste fim-de-semana em Viseu, na comemoração dos 40 anos do partido - o pantomineiro-mor da política nacional?

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Há 10 anos

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Com tanta rotação já não se percebe se a cabeça de Lopetegui anda à roda ou se está a prémio. È que já não tem grandes amigos ali pelo Dragão… E se há sítios onde fazem falta, aquele é um deles. Que o diga Co Adriaanse...

Há 10 anos

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Finalmente ouviu-se Paulo Portas falar do Orçamento. Não para nos dizer que as teses do Partido dos Contribuintes não conseguiram fazer vencimento. Tão pouco para falar do impacto do Orçamento na lavoura. E nem sequer para exaltar o Orçamento da libertação. Que agora é que é, agora que recuperamos a nossa soberania naquele 1640 de 17 de Maio, já podemos ser donos do nosso destino. E do nosso Orçamento…


Nada disso, Portas falou  para dizer que "o Orçamento para 2015 é financeiramente inédito". Fomos procurar no discurso a clarificação de tão brilhante conclusão e percebemos que é financeiramente inédito porque é a primeira vez, em 40 anos, que o Orçamento tem um défice abaixo dos 3%. Fomos mais longe, àprocura de descobrir ali algo da recuperação da nossa soberania, e percebemos que isso é o que de mais relevante o Orçamento tem, porque é essa a fronteira que separa os países com défice excessivo dos que deixam de tê-lo. E a conclusão final, verdadeiramente épica, está logo a seguir: "Não é bom para a reputação ter um défice acima!...


Falou tarde. Mas quando falou, falou. Bravo Paulo Portas! 

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Em maus lençóis

Orçamento do Estado. Pedro Nuno Santos confirma abstenção


Pedro Nuno Santos anunciou a viabilização do Orçamento para o próximo ano. Dissertou sobre tudo o que justificava que não o fizesse, com clarividência. Mas acabou por justificar a decisão inversa da que justificara com as condições objectivas do momento político. 


Só que as que apresentou não são conhecidas de agora. São conhecidas há seis meses. As que foram agora conhecidas, e que Pedro Nuno Santos não apresentou, foi a catrefada de gente grande do seu partido que, mesmo depois de os ter mandado calar, continuou a dizer publicamente que ele não podia fazer outra coisa. 


Pedro Nuno Santos foi calado pelos que tinha mandado calar. E eram muitos. De mais. Tantos que fica em muito maus lençóis!


 

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Há 10 anos

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As sondagens já dão 45% das intenções de voto ao PS, naquilo que é a segunda vitória de António Costa. Que acaba com todas as dúvidas, se é que alguma ainda existia!


Esta seria sempre uma boa notícia. Porque assegura a governabilidade - talvez melhor: uma solução governativa - e afasta qualquer cenário de crise política que, em cima da crise económica, financeira e social que teimosamente continua a agravar-se, se tornaria ainda mais dramática para o país. E porque assegura a sobrevivência do regime, que muitos julgavam impossível.


É a alternância a funcionar, é a democracia... Mas não sei se é a esperança. Não sei se não será uma das últimas válvulas de segurança do sistema. Se olharmos para os últimos 20 anos está lá tudo: a um governo rebentado por todas as costuras do cavaquismo, sucedeu na alternância a esperança de Guterres. Que sucedeu a si próprio, para rebentar também logo a seguir. E logo voltou a alternância pela mão de Durão Barroso e de Santana, que rapidamente implodiu. E a alternância trouxe Sócrates e uma esperança cheia de maioria absoluta. Para depois repetir, em pior, tudo o que ficara para trás. E voltar de novo a alternância, agora com Passos e Portas -  repetente e sempre na sombra - a fazer ainda pior que os anteriores, e que só não implodiu como o de Santana por contar com a cumplicidade de um Presidente da República da mesma cor.


Diz-se por aí que a António Costa tudo foi cair no colo. Que não precisou, nem precisa, de se mexer. Até pode ser assim... Mas, da mesma forma que lhe coube a enorme responsabilidade de transformar o PS na alternativa que com Seguro nunca seria, cabe-lhe agora a ainda maior responsabilidade de romper com este ciclo, e fazer da alternância um meio e não um fim. 


Pode sempre acreditar-se que, decididamente, os portugueses são de memória curta. Mas isso pode ser arriscado!

terça-feira, 15 de outubro de 2024

Há 10 anos

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No meio disto tudo, um Secretário de Estado do Ministério da Educação demite-se por ... plágio. Rapidamente foram identificados os motivos pessoais: plágio!


Nada mais irónico. No coração da maior crise de sempre no Ministério da Educação, a única demissão acontece por plágio... Este governo já só dá para rir!

10 anos depois

Caso BES. Ministério Público diz que Salgado “logrou apropriar-se do  património de terceiros” – Observador


Teve hoje início no Campus da Justiça, em Lisboa, o julgamento do caso BES. Dez anos depois!


Conta com 18 arguidos: três deles pessoas colectivas -  Rio Forte Investments, Espírito Santo Irmãos, SGPS e Eurofin -, catorze pessoas mais ou menos conhecidas, entre elas Amílcar Morais Pires, o número dois, e Francisco Machado da Cruz, o contabilista, e Ricardo Salgado, a figura central, cuja presença o Tribunal recusara dispensar.


O seu advogado tinha requerido a sua dispensa, invocando a doença de Alzheimer de que é portador, mas o requerimento foi rejeitado pelo Tribunal Criminal de Lisboa. A juíza-presidente do colectivo, Helena Susano - que admitira justificar-lhe as faltas mediante atestado médico, que não foi apresentado -, depois de o ter chamado a identificar-se, o que fez, e de o ter questionado se queria que o julgamento decorresse na sua ausência, a que respondeu que sim, seguindo a indicação de um dos seus advogados, dispensou-o.


Ricardo Salgado abandonaria o Campus da Justiça a meio a manhã.


Não é por aqui que a Justiça não funciona: sendo a realidade o que é, não ficaria bem dispensar a sua comparência; mas também não seria dignificante obrigá-lo a permanecer em audiência. Onde não funciona é quando, para além das prescrições, os responsáveis pelos crimes praticados se tornaram inimputáveis!


 

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Há 10 anos

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Vitor Bento entrou para o Banco de Portugal, por convite, em 1980. Durante 20 anos foi lá, ou a partir de lá, que fez a sua vida. Como tantos outros - algumas dezenas - ia ocupando altos cargos do aparelho de Estado e regressando ao porto de abrigo. Em 2000 pediu licença sem vencimento -  o que não foi impedimento para continuar a ser promovido, por mérito... - para ir dirigir a SIBS, entre outras coisas a sociedade gestora do Multibanco, donde, como se sabe saiu para a liderança pós Ricardo Salgado do BES. 


Feitas as contas, e com a perspectiva de longa vida naquelas funções, pediu a reforma antecipada - coisa, como se sabe, vedada ao comum dos portugueses - do Banco de Portugal, que o governador, Carlos Costa, aprovou de imediato.


Entretanto o BES passou a Novo Banco e o que era a perspectiva de funções tipo Duracel rapidamente passou para tipo pilhas das lojas de chineses. Vítor Bento não gostou e veio-se embora!


Foi então que se lembrou que não tinha tido tempo de assinar os papéis que Carlos Costa tinha despachado sobre a sua reforma. E que não seriam as férias que lhe dariam agora esse tempo... Regressado de férias, apresentou-se às portas do Banco de Portugal. Para assinar os papéis da reforma, estará o leitor a pensar... Enganou-se. Apenas e tão só para regressar a um lugar que tinha deixado há 14 anos, e ocupar as funções a que entretanto, e sem lá estar, fora promovido... Para regressar a um lugar que por direito é seu!


É tão fácil declarar extintos os direitos adquiridos. E mandar empreender... E acusar toda a gente de viver acima das possibilidades... E apontar o dedo aos preguiçosos que se habituaram a viver à sombra do Estado... E é tão bom ser liberal!

Há 10 anos

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Aí está o Orçamento do próximo ano, acabadinho de sair do forno… A ministra Maria Luís acabou de o apresentar ao público!


Crescimento do PIB em 1,5% e défice em 2,7%. Diferente dos 2,5% comprometidos com a Troika… Mas as contas já são outras, disse ela. Estes 2,7% são melhores que os anteriores 2,5%. Quer ela dizer que, em valores absolutos, este défice é inferior ao acordado com a Troika!


Uma das maiores expectativas virava-se para o IRS. Até pelo braço de ferro que o CDS ensaiou… Não ganhou nada com isso. Nem nós. Não ganhamos nada com isso…


Mas o governo quer convencer-nos que sim, dizendo que irá desagravar a sobretaxa de IRS se a cobrança fiscal ultrapassar as previsões da receita no orçamento. O que passaria o desagravamento para 2016, já com outro governo. Mas desta mesma maioria, garantiu a ministra. Que assim adiantava já que o CDS está pelos ajustes, que a coligação não está em causa para a próxima legislatura…


Em boa verdade não arrisca muito. Claro que o CDS não tem alternativa, e por isso Passos Coelho e Maria Luís fazem, como fizeram nesta matéria, do CDS gato-sapato. Já quando garante que continuam governo, não se trata de arriscar. É conversa fiada!


Agora só fica a faltar ouvir o que Paulo Portas terá para dizer. Se calhar vem, mesmo assim, dizer que é graças ao CDS que os portugueses irão pagar menos IRS em 2016. Mas nem assim lá chega!


O governo promete devolver em crédito fiscal em 2016 o que receber para além do previsto. Ora, o que está previsto é uma receita fiscal que cresce 4,7% relativamente a este ano, que é só o melhor ano de sempre. Nunca o Estado arrecadou tanto em impostos. Há ainda margem para cobrar mais? Não parece! E se repararmos que o PIB cresce 1,5% – não cresce, mas é o que está no Orçamento – será sério estimar que a receita fiscal cresça mais do triplo?


Não parece. Quer apenas dizer que, esgotados os Audis, o governo vai passar a oferecer burros aos portugueses… Em 2016, porque em 2015 só lhe dá a cenoura!


 

Isto está a ficar bonito!

China faz maiores manobras militares da história em Taiwan


Entretanto, aproveitando a bagunça geral, a China aproveita para dizer que não custa nada resolver "o problema" de Taiwan... Se Netanyahu já passou de ignorar a atacar a ONU, por que é que Xi Jinping precisa de ser cerimonioso?


Isto está a ficar bonito!

sábado, 12 de outubro de 2024

Há 10 anos

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Cavaco Silva já demitiu Nuno Crato. Para o Ministro da Educação tanto faz, já nada o incomoda muito, mas não é boa notícia para Passos Coelho!

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Há 10 anos

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A reunião do conselho de ministros durou 18 horas. Diz-se que Orçamento do Estado para 2015 foi aprovado já de madrugada, às 3 da manhã... Tretas... Às 9 da noite, com o conselho de ministros em intervalo para a bola, já o Marques Mendes o punha cá fora!


 

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Há 10 anos

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A selecção nacional de futebol voltou a perder (1-2) com a França. Nada de anormal, é a nona derrota consecutiva com a selecção gaulesa, a quem Portugal não ganha há perto de 40 anos!


Voltou a ser uma derrota que fica atravessada, aqui em cima, como uma espinha… O que também não deixa de ser normal, todos nos lembramos dos europeus de França 84 e da Bélgica/Holanda 2000, ou do mundial da Alemanha 2006…


Deste jogo de hoje – e sem que ache que há vitórias morais, que não há – fica a ideia de uma selecção recuperada, capaz de, se não chegar às grandes vitórias, a que de resto nunca chegou, de recuperar o prestígio perdido no Brasil e voltar a ser respeitada. Bateu-se de igual para igual com uma das melhores quatro selecções mundiais da actualidade – provavelmente a melhor num índice juventude/qualidade – e perdeu o jogo porque, mais que entrar mal, cometeu erros circunstanciais que resultaram em golo!


É pois uma derrota que, para além de não custar pontos, não afectará a equipa nem beliscará a empatia – agora tão em voga – com o seleccionador Fernando Santos. Os jogadores são outros, mesmo os que são os mesmos, nada tendo a ver com os últimos meses!


Dos que são mesmo outros, Cedric teve dificuldades, mas enquanto não houver Sílvio não há grandes alternativas. Eliseu foi igual a ele próprio, com as virtudes e os defeitos que se lhe reconhecem no Benfica, mas o lugar é de Coentrão. O Tiago e o André Gomes estiveram bem quando no mesmo espaço - a posição oito. O lugar seis é não é a casa do Tiago. O Quaresma e o Ricardo Carvalho entraram bem, e confirmou-se o acerto da decisão politica da convocatória de ambos. Não se pode dizer que o Danny não tenha justificado o regresso, mas confirmou a sua história na selecção. Czar na Rússia e plebeu em Portugal!

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Há 10 anos

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Zeinal Bava já saiu da OI. Com um cheque de 5,4 milhões de euros...


À PT saiu muito mais caro, sem dúvida. Teria poupado uns bons milhares de milhões se tivesse feito o mesmo que os brasileiros, se lhe tem entregue um cheque idêntico há 14 ou 15 anos, como agora uns meses depois de ter entrado!


Mas isso só torna maior o escândalo em que isto tudo de tornou...


Dizia  que “ter sucesso é errar menos”. Não terá dificuldade em encontrar outra forma de explicar o sucesso. Por exemplo: ter sucesso é sair pela porta pequena com um cheque grande!

terça-feira, 8 de outubro de 2024

Há 10 anos

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António José Seguro surpreendeu muita gente ao demitir-se sucessivamente de todos os cargos políticos que ocupava. Começou por se demitir do Conselho de Estado e a acabou a abandonar o lugar de deputado que ocupava na Assembleia da República e anunciar que ficaria de fora, no próximo Congresso do partido. Que iria regressar à Universidade, disse…


Ora isto quer dizer que Seguro acredita que tem futuro político. Poderia parecer que, quem como ele nunca fez mais nada que política, nas actuais circunstâncias, optasse por se sentar na última fila da bancada parlamentar à espera das próximas eleições e da generosidade do novo líder. É por acreditar que não está acabado para a política, é – creio eu – mais por ambição que por dignidade e sentido ético, que Seguro optou por se afastar desta maneira. É porque sabe que só assim poderá marcar um lugar para o futuro!


Seguro acredita que sobrevive a António Costa, ao contrário de Passos Coelho. Que não só não acredita que lhe sobreviva como não acredita que tenha qualquer futuro político.


Só assim se percebe que mantenha no governo a incompetência que tomou conta dos ministérios da Justiça e da Educação. E que, em vez de, depois do enigmático anúncio de que iria (como Seguro) voltar à Universidade, desejar boa viagem a Nuno Crato, tenha vindo a correr esclarecer que “ senhor ministro da Educação e Ciência há-de um dia regressar à sua universidade, como ele próprio disse, mas não será agora.” 


Não deixa de ser curioso que, quando António José Seguro, o seu adversário sempre dado por incompetente, mostra competência, Passos Coelho, ao mostrar que não consegue perceber que a sua obrigação não é segurar ministros, dê a sua maior prova de incompetência. Segurar Portas, há um ano e picos, não tem nada a ver com segurar qualquer ministro noutra altura qualquer. Nessa altura, para a sua estratégia, foi bom. Agora, é desastroso! 

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Há 10 anos

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É verdade. Continua a haver sempre coisas novas para contar sobre o que aqui chamamos Bescândalo. Novas e cada vez mais graves!


Hoje soube-se que, afinal, de acordo as informações oficiais que constam do ‘site' da Concorrência europeia, o pedido de resolução foi feito à poderosa Direcção Geral da Concorrência Europeia (DGComp) na quarta-feira, 30 de Julho, no próprio dia da publicação das contas do primeiro semestre do Banco, que precipitaram tudo. Muito antes portanto da decisão do Banco de Portugal ser conhecida, no domingo, 3 de Agosto, e antes das acções do banco terem sido suspensas pela CMVM, na sexta-feira, 1 de Agosto. Por feeling, sem qualquer informação institucional, como também já se sabe. E antes ainda de Marques Mendes saber e divulgar isto tudo...


Quer dizer que durante três dias se transaccionaram acções do BES com gente a saber que iriam perder todo o valor, e muita gente, sem saber de nada, a perder centenas de milhões de euros. E é mais um, em cima da imensa sucessão de escândalos em que o BES se tornou.


O governo preparou tudo. O conselho de ministros reuniu e preparou toda a legislação necessária à resolução. Mas sempre disse que não sabia de nada. Agora é ainda pior: o pedido de resolução foi enviado às instâncias europeias ainda antes disso tudo, mas ninguém sabe quem o enviou. Interrogada hoje na Assembleia da República, a ministra Maria de Lurdes Albuquerque garantiu, a lembrar os episódios dos Swaps, que os contactos do governo com Bruxelas se iniciaram no sábado, 2 de Agosto. E mandou que perguntassem à Direcção Geral de Concorrência, exactamente como o governador do Banco de Portugal, que diz que "o processo só pode ser explicado pela DGCom".


E isto, pelos vistos, é tolerável!

domingo, 6 de outubro de 2024

Há 10 anos

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Há pouco tempo a PT era aquilo que seria a primeira multinacional portuguesa a sério. Uma empresa genuinamente portuguesa, moderna e inovadora, que inventara o pré-pago – um mimo – aberta para o mundo e disposta a abraçá-lo.


A sua gestão era glorificada, com títulos e prémios à escala mundial, nunca vistos em Portugal. Zeinal Bava, o prodígio da gestão, era disputado por todo o mundo!


Resistira à espanhola Telefónica, tendo apenas de lhe entregar a brasileira Vivo, mas à custa de muitos milhões: 7,5 mil milhões! Resistiria depois à bem portuguesa Sonae, mesmo que tendo de queimar em dividendos muitos dos muitos milhões da Vivo. Para se voltar de novo para o Brasil onde, perdido o lombo suculento, ainda havia umas peles. Como a OI.


Mas não se atirou às peles, entregou-se às peles… Salvava-se o gestor prodígio e, há precisamente um ano, era assinado o acordo para a fusão com a OiI, de que haveria de resultar a CorpCo que, sob a liderança do génio de Bava, se propunha tornar num player mundial, numa multinacional brasileira gigante no mundo global das telecomunicações.


Sabe-se o que aconteceu depois. Os galardoados prodígios da gestão afinal estavam enrolados com os Espírito Santo e quando isso se descobriu lá se foram não apenas os 900 milhões de euros mas também todas as auréolas. E pior – a respeitabilidade!


E aquilo que era há pouco o maior projecto multinacional da economia portuguesa vai simplesmente desaparecer. Não desaparece nas condições que o Grupo Espírito Santo desapareceu, mas desaparece exactamente como desapareceu o grupo com que se deixou prostituir. Talvez por isso a OI queira hoje misturar-se com os italianos da TIM, descartar a PT e devolver Bava à procedência.


E hoje a notícia é que a OI quer vender a PT – para ter almofada para a italiana – e que os franceses da Altice a querem comprar. E que por isso as acções até estão a subir!


Ah… o grupo francês da Altice é o dono da ONI e da Cabovisão. E vem-nos à memória, não uma frase batida - como na canção - mas uma OPA batida. Que a gestão da PT, à custa de uns muitos milhões, repeliu há pouco mais de sete anos. Engraçado!

Há 10 anos

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Afinal Marina - com 21% dos votos - ficou de fora, não se cumprindo o anunciado duelo feminino pelo melhor lugar no Planalto.


Dilma chegou aos 41%, número que poderá não esticar o suficiente na segunda volta se, como se especula, Marina der o seu apoio a Aécio Neves, permitindo ao candidato do PSD saltar dos seus actuais e surpreendentes 33% para a vitória, que colocará um ponto final em 12 anos de PTismo


A notícia no entanto é a eleição de Mário Jardel. Isso mesmo: Jardel é agora deputado estadual do Rio Grande do Sul. Jardel, o cara de direita porque com ele é tudo a direito, fez como o Tiririca e já tem ocupação. Antes de dar para rir, deve dar para pensar!


No Brasil há círculos uninominais... E o voto é obrigatório!

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Há 10 anos

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Já não é feriado. Mas é domingo... O que, ao contrário do discurso do Presidente, dá para disfarçar... 


E dia em que o maior país de língua portuguesa vai a voltos, à escolha de um presidente, que será presidenta. No país do samba, muitas vezes de uma nota só, exactamente como o discurso do presidente que em má hora por cá escolhemos.


Um discurso de uma nota só, a de um esgotado apelo ao consenso para o qual há muito perdeu legitimidade. Tanto mais quanto mais insiste em ignorar as suas imensas responsabilidades no estado a que o país chegou!


Para Cavaco todos são responsáveis pelo que de mau aconteceu e acontece no país. Menos ele próprio e o governo que apoia... Estranho!

À pedrada

Pedro Nuno indignado com Montenegro, que ignora Ventura. Clima aquece na  campanha | Jornal Económico


Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos têm andado entretidos a "encanar a perna à rã" do Orçamento. Nos intervalos dessa "nobre" tarefa tratam-se mal. Achincalham-se e andam à pedrada. E nem sequer escondem a mão.


A última pedra acabou de ser lançada há pouco por Pedro Nuno Santos. Ficamos a aguardar a resposta de Luís Montenegro. É à pedrada, só por isso é que não tem nada a ver com o que se passa no Médio Oriente, entre Israel e o Irão.


 


 

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Há 10 anos

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A convocatória do novo seleccionador nacional de futebol surpreendeu meio mundo. Terá indignado um quarto e agradado a outro quarto…


É uma convocatória alargada – 24 jogadores – como se tratasse de uma convocatória para uma fase final, e isso, como primeira convocatória deste seleccionador, compreende-se perfeitamente. E explicará que comporte seis jogadores do Sporting – uma das surpresas, que indignará muita gente e agradará aos sportinguistas –, algumas estreias – José Fonte e Ivo Pinto – que não cabem exactamente no conceito de renovação, que de todo não serve de mote nem alimenta a convocatória, e muitos regressos.


Foquemo-nos nos regressos, em boa verdade, a par das mais que justificadas ausências do Miguel Veloso, do Raul Meireles, do João Pereira ou do Eduardo, o mais picante da convocatória. E deixemos de lado o regresso de Eliseu, que o simples facto de estar a jogar no Benfica torna normal, para nos determos nos de Dany, Quaresma, Tiago e Ricardo Carvalho, que desde logo terão, no mínimo, soado a murros no estômago do Paulo Bento.


Destes, o regresso de Quaresma acabará por ser o mais pacífico. Traduz uma opção política, natural também numa primeira convocatória. É dar mais uma oportunidade ao Quaresma, para que dela ele faça o que entender, e assim resolver um problema que tem sido sempre incómodo. Se o jogador a agarrar está tudo resolvido. Se a deitar fora também!


Por isso se percebe. E se justifica!


O de Dany justifica-se perfeitamente porque é neste momento um dos melhores 10 que por aí andam, mesmo que, recorde-se, nunca tenha atingido na selecção o alto nível que apresenta no seu clube. Para além disso percebia-se claramente que só o mau feitio de Paulo Bento o mantinha afastado da selecção, onde tanta falta fez no Brasil.


O afastamento de Tiago da selecção não tem nada a ver com Paulo Bento. O mesmo não se pode dizer por não ter regressado, que não pode deixar de ser levado a débito do mau feitio do ex-seleccionador. Toda a gente percebeu, e o próprio Tiago ainda primeiro que todos, que há quatro anos atrás a sua carreira dava todos os sinais de ter entrado na sua decisiva fase descendente. Deixara de ser titular na selecção e terá entendido que, a ter de deixar a selecção, sairia pelo seu pé. Uma decisão legítima!


É nesta altura, e não noutra qualquer, como o anterior seleccionador deixou que se confundisse, e como muita gente tenta confundir, que Paulo Bento o tenta demover dessa decisão, com as tais deslocações a Madrid. Só que Simeone não mudou apenas a vida do Atlético de Madrid, mudou também a de Tiago. Não lhe deu um novo fôlego, deu-lhe uma nova vida tornando-o, depois dos 30, num jogador como nunca antes tinha sido. Com esta nova realidade o Tiago estava evidentemente disposto a regressar, disso deu por diversas vezes sinal, e a selecção só tinha evidentemente a ganhar com o seu regresso. Mas aí já o seleccionador punha o seu mau feitio acima dos interesses da selecção.


O regresso de Tiago, mais que justificado, é a mais merecida bofetada em Paulo Bento!


É diferente o regresso do Ricardo Carvalho, por muito que o mesmo mau feitio possa ter sido responsável pela irreflectida atitude do jogador. Nenhuma condenação pode ser eterna, por isso não há prisão perpétua em Portugal. O que neste caso deveria ter sido amplamente divulgado, e não o foi, era o castigo aplicado pela FPF pelo comportamento de grave indisciplina do Ricardo Carvalho. Um, dois ou três anos de castigo, fosse lá o que fosse, estaria já cumprido. O jogador teria pago pelo seu erro e, mesmo aos 36 anos, estaria em condições de ser convocado. Estranho é que só hoje se tenha sabido que o jogador foi castigado por um ano!


Entendia-se que Paulo Bento nunca o convocasse, tinha com ele um problema pessoal que ia para além do castigo aplicado. Da mesma forma que se entende que Fernando Santos não tenha qualquer objecção à sua convocação. Que provavelmente justificará por política de pacificação!


Veremos se lhe dará a titularidade. Apostaria que não!

Há 10 anos

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O estatuto especial de Hong Kong, desenhado pelas autoridades inglesas e chinesas no quadro da devolução daquele território à soberania chinesa está, desassete anos depois, aparentemente esgotado. A população quer mais, quer escolher os seus governantes sem qualquer tipo de condicionalismo. Quer democracia, mesmo a sério, e por isso está há muitos dias na rua...


Por enquanto o movimento atravessa a sua fase romântica. Já conhecida por revolução dos chapéus (arma de defesa contra o gás lacrimogénio), a emergência da liderança de um rapaz de 17 anos - Joshua Wong - acentua-lhe o romantismo. Mas não deixa de colocar a  China perante uma encruzilhada em que reprimir os protestos, seguindo a sua matriz natural, será pôr tudo em causa; mas também acolher as reivindicações do território, poderá pôr tudo em causa.


E tudo é mesmo tudo. Desde logo aquela base programática de um país e dois regimes em que a China pretende sustentar a sua condição de superpotência!


Para já o regime parece apostar no tempo, confiando que o tempo se encarregue de vencer,  pelo cansaço, os protestos. As notícias de hoje dão conta de confrontos entre manifestantes e opositores, provavelmente induzidos e provocados, justamente para acelerar o poder do tempo.

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

À Benfica!


Noite de gala na estreia da Luz na Champions, à Benfica. A lembrar as grandes noites europeias do passado glorioso, com mais de 62 mil nas bancadas, sempre em festa, e a empurrar a equipa sempre para mais. E mais!


Com uma exibição perfeita, das mais completas de que temos memória, o Benfica - este novo Benfica de Bruno Lage - reduziu esta equipa de estrelas do Atlético de Madrid (desconfio que, desta vez, ninguém terá a lata de dizer que é a mais fraca de há quantos anos quiserem) a um conjunto de jogadores vulgares que custaram muito, mas mesmo muito dinheiro.


O Benfica não foi apenas sempre melhor. Foi esmagador. Esmagador na exibição, e esmagador dos números. Sem precisar de ter muito mais bola (52% "apenas"), o Benfica fez 19 remates, contra apenas três da equipa de Simenone. Desses três, nenhum foi à baliza. Um deles não foi sequer remate, foi um cruzamento falhado que acabou com a bola na barra da baliza de Trubin, que não teve uma única defesa para fazer. Dos seus 19 o Benfica enquadrou 10 com a baliza de Oblack - do nosso velho Oblack, que  - dois com os ferros, três a rasar os postes e fez quatro golos. Oblack, que regressou à Luz - como o nosso velho Witsel - fez 6 defesas. Dessas, metade eram bolas de golo.


A equipa - com Bah, regressado de lesão, a ser o nome novo no onze inicial, que não a única novidade (Bruno Lage preferiu transferir Tomás Araújo para o lado de Otamendi, deixando António Silva no banco) - entrou confiante, personalizada e, percebeu-se desde cedo, com a lição bem estudada. Os jogadores todos no máximo da concentração mental na execução das tarefas que lhe estavam destinadas. Aursenes descaía para a direita (na verdade estava em todo o lado!), para dar o apoio a Bah que Di Maria não podia dar numa faixa onde subiam Reinildo, que jogou na equipa B do Benfica, e Samuel Lino (o jogador em maior evidência, que há dois anos Simeone veio buscar ao Gil Vicente, a provar, com ambos, que também sabe viver sem contratações milionárias) e para onde descaía Alvarez, a contratação (ao Manchester City) mais cara do último mercado.


Na esquerda, uma ala menos explorada pelos colchoneros, era Akturkoglu quem dava o equilíbrio com Carreras (que grande jogo!). 


Florentino fazia o que sempre faz, e bem. Kokçu (o homem do jogo para a UEFA) deu-lhe apoio e ainda teve tempo para ser maestro, dividindo a batuta com Di Maria. E Pavlidis, entre linhas, assegurava as ligações. Na frente de ataque fazia as diagonais curtas que abriam espaços na defesa contrária.


Bem cedo, numa dessas diagonais, Witsel interceptou-lhe o remate, para canto. No canto - dantes não davam em nada, agora dão em tudo - Oblack negou o golo ao grego, na primeira oportunidade de golo criada. Pouco depois, aos 13 minutos, Akturkoglu marcou o primeiro golo. Para o Benfica foi como se nada mudasse. A equipa espanhola reagiu ao golo, e terá então vivido alguns dos poucos momentos em que não esteve subjugada à arte e ao engenho da equipa de Bruno Lage.


Em cima do intervalo mais uma oportunidade de ouro para o Benfica marcar, numa grande jogada de ataque em que Di Maria isolou Pavlidis, que rematou cruzado à base do poste de Oblak. Batido.


Ao intervalo Simeone quase esgotava as substituições - ficou apenas com uma para fazer - para promover uma revolução no jogo. Só que era noite de Benfica, e não de revoluções. O segundo golo, num penálti (duplo, dois jogadores pisaram os dois pés de Pavlidis) que o árbitro não quis ver, mas que o VAR não podia deixar passar, convertido por Di Maria, acabou com a revolução intentada pelo Simeone.


A partir daí o Benfica refinou a exibição, e o Atlético ficou a ser sucessivamente atropelado. Um amigo meu, lagarto, enviou-me uma mensagem dizendo que "os espanhóis já não tinham tamanha humilhação desde Aljubarrota". Achei-a simpática, mas parecida com uns "olés" que se começavam a ouvir nas bancadas, que Bruno Lage mandou calar!


À entrada para o último quarto de hora, num canto - pois claro, agora é assim - Bah marcou o terceiro. Não matou o jogo porque há muito que estava morto. Mas foi o golpe de misericórdia na equipa de Simeone, então perdida em campo, sem crença, sem força e já sem vontade.


A Luz queria mais. E, empurrado pelos adeptos, o Benfica continuou na procura de mais golos. Alcançou apenas mais um, novamente de grande penalidade, por derrube de Giménez a Amdouni, aos 84 minutos, convertida por Kokçu. A noite de sonho acabava em goleada. Foram quatro, mas bem poderiam ter sido uns escandalosos sete ou oito!


Foi bom. Muito bom, mesmo. Mas foi só isso. Já ficou para trás. Ganhou-se apenas um jogo que vale três pontos nesta estranha Champions. Mas ver estes jogadores felizes a jogar à bola, libertos de medos e fantasmas, leva-nos a acreditar que é possível voltar a ter noites destas!


 


 

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Há 10 anos

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Os alemães sabem o que é gratidão. Estão tão gratos a Passos Coelho que não perderam a oportunidade de provar que é normal trabalhar de graça... Mais comedidos, é certo, que uma refeição quente, três garrafas de cerveja e cigarros não é bem o mesmo que viagens e almoços... 

A brincadeira do braço de ferro

Do tabu de Montenegro ao fracasso de Pedro Nuno: a história do debate  decisivo - Política - Jornal de Negócios


Enquanto, depois de bombardear Beirute, Netanyahu manda invadir o Líbano, e chama o Irão para a guerra; e Putin reforça o orçamento e o recrutamento para a guerra para fazer capitular a Ucrânica, por cá brinca-se ao braço de ferro num jogo de palavras à volta do orçamento. 


Evidentemente que o Orçamento reflecte opções políticas, e que essas variam em função de muita coisa. Às vezes - e nem tem sido raro - até só de estar no governo ou na oposição. E que serve para muita coisa, até para forçar eleições.


Foi assim há três anos, em Outubro de 2021, quando António Costa forçou o chumbo do Orçamento para 2022, para ir procurar a maioria absoluta - que lhe fugira em dois anos antes - que lhe permitisse descartar-se da antes utilitária geringonça. E volta a ser assim agora, para o dois em um de Montenegro. 


De uma só assentada Montenegro - em campanha eleitoral desde que empossado primeiro-ministro - empurra o PS para mais longe e o Chega mais para baixo. Os dois movimentos bem podem até abrir espaço para a maioria absoluta. Se não der, mas ficar lá perto é, ainda assim, muito melhor do que o que há.


Tal como há três anos ninguém se importou muito com a falácia justificativa de Costa para rejeitar qualquer negociação, também desta vez ninguém se importará nada com a de Montenegro. Que também não é melhor engendrada: as virtudes da "sua" redução de IRC ainda estão por provar; e "o IRS Jovem" tem tudo para ser inconstitucional e, portanto, impossível de levar à prática.


Fica-se a saber que Montenegro vai forçar o chumbo do Orçamento por duas medidas inócuas: uma que ainda em lado nenhum provou funcionar; e outra que nunca poderá entrar em funcionamento. Mas isso pouco conta. O que vai contar é que Montenegro virá dizer que quem lhe chumbou o orçamento é que atirou o país outra vez para eleições. E o eleitorado, tal como em Janeiro de 2022, nem vai pestanejar para punir os "culpados".


Valha-lhe isso, a Marcelo!

Há 10 anos

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Sabemos desde o sorteio que, nesta edição da Champions, a sorte não estava muito disposta em sentar-se ao lado do Benfica. Quando o Bate Borisov ou Maribor aqui se chama Mónaco, está tudo dito…


No primeiro jogo, há duas semanas na Luz com o Zénite, houve aqueles vinte minutos iniciais. E aquele Hulk, que fica endiabrado quando pela frente lhe aparece o Benfica. Depois a equipa reagiu, os adeptos gostaram e aplaudiram e, no fim, até ficou a ideia que aquela derrota não passaria de um incidente, perfeitamente remediável no jogo de retribuição, em S.Petersburgo. E até já hoje em Leverkusen com a equipa das aspirinas…  


Afinal… nada disso. Só dores de cabeça, sem aspirinas que lhe valham. Dores de cabeça que já dão num sério problema mental com a Champions!


Com Jesus tem sido sempre assim. Dá a ideia que ele acha que nunca tem equipa para a Champions, quando a ideia que deixa é que é ele que não é treinador de Champions. Hoje o Benfica foi completamente trucidado, com duas agravantes para Jorge Jesus: a primeira é que a equipa foi “comida” exactamente da mesma forma que o fora pelo Zénite, naquela primeira meia hora de há duas semanas, sempre atropelada na faixa central do meio campo; e a segunda é que o Leverkusen jogou exactamente como joga sempre. É aquela a sua forma de jogar: pressão alta, grande povoamento da faixa central, com as alas abertas para os laterais, marcações impiedosas e ritmo altíssimo enquanto a capacidade física der!


É inacreditável, mas Jorge Jesus não teve resposta para isso. E a equipa afundou-se, perante um adversário que em valores individuais não lhe é de maneira nenhuma superior. Bem, de maneira nenhuma, tenho que confessar, é um exagero…


Porque, 15 milhões depois, o melhor trinco de que a equipa dispõe – quando permanecem lesionados Fejsa e Ruben Amorin – ainda é o André Almeida. Porque a equipa continua sem guarda-redes: o Júlio César foi a parte mais activa do primeiro golo, meteu dó no segundo e foi simplesmente humilhado no terceiro. E porque o Eliseu é um especialista em pirotecnia: apreciamos as suas bombas, mas preferíamos que fosse, se não especialista, pelo menos competente a defender!


Jorge Jesus já diz que a final da Liga Europa é mais importante que os quartos da Champions. O costume… Se calhar é por isso que ainda há dois anos - lá está, a contar para a Liga Europa - ganhou os dois jogos ao adversário de hoje... Até pode ser, mesmo que financeiramente – e é em dinheirinho que o ordenado lhe é pago – seja muito menos rentável. O problema é que assim nem sequer vai entrar na Liga Europa, quanto mais chegar à final!

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...