Há declarações capazes de definir em poucas palavras toda uma personagem, e toda uma vida, por mais longa e cheia (de tudo) que tenha sido. E há pessoas capazes de as fazer sobre si próprias. Ao declarar ontem, sobre o seu funeral, na apresentação de um livro com um caixão na capa, que “não quero ver lá ninguém de luto, de preto, quero ver toda a gente vestida de azul, porque o azul é cor do céu, a cor do manto da Nossa Senhora e a cor do FC Porto”, Pinto da Costa demonstrou-o.
Já tinha dito quem não quer "ver" no funeral. Ontem acrescentou como não quer "ver" os que lá quer "ver". "Ver" depois de morto não é a afamada "fina ironia" de Pinto da Costa. É Pinto da Costa a ditar o seu próprio epitáfio, inevitavelmente centrado no auto-endeusamento!
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