quinta-feira, 2 de julho de 2026

Implosão

 



A situação era insustentável. Todos sabiam do que se passava no Conselho de Arbitragem, mas era impossível dar-lhe a volta.

Hoje já não é com malas de dinheiro. O futebol, e neste caso a arbitragem, dão tanto dinheiro que já não cabe em malas. Está nas nomeações, nas notas em cada jogo, e depois nas classificações finais. Estas são as verdadeiras malas de dinheiro.

O Benfica queixava-se, mas não tinha força para se fazer ouvir. Lembramo-nos da final da Taça da época anterior. Da anulação do 2-0, ao pisão sobre o Belloti. Antes, do derrube do Otamendi com a cabeça, só para referir os casos mais flagrantes. Da época passada estão bem presentes a forma como o Benfica foi afastado do acesso à Champions, indo chamar os mesmos árbitros que na primeira volta tinham prestado serviços à causa de puxar o Benfica para trás. 

Para os jogos do Sporting eram nomeados os árbitros que transformavam pontapés de baliza em cantos, no último lance do jogo. Que poupavam expulsões. Que negavam uns pênaltis, mas assinalavam outros, salvadores. Que mudavam jogos, desequilibrando-os.

Tinha de ruir por dentro. E ruiu. Implodiu e já está no Ministério Público. Agora é tempo de vermos quão profundas são as raízes da corrupção. Desta vez.

Vamos ver!


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