sábado, 31 de maio de 2025

Rui Rio tem destas coisas...

Rui Rio é o mandatário nacional da candidatura de Gouveia e Melo


Rui Rio é o mandatário nacional da candidatura de Gouveia e Melo.


Pois é ... o Rui Rio tem frequentemente destas coisas... 

Há 10 anos

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Deus criou todas as coisas. E é infinitamente bom... Nem nada faz de errado. O demónio é uma coisa. Má, do piorio: é o diabo!


Como é que se resolve isto?


É fácil. Aquele senhor padre do Observador explica tudo: " O mal, como entidade, é uma contradição, porque a realidade do mal é a do não-ser, pelo que o mal absoluto seria o nada e o nada ... não é".


Não dá para perceber? Então ele explica como quem faz o desenho: 


"Deus não cria coisas más, logo todas a criaturas são ontologicamente boas. A bondade do diabo, que foi criado anjo bom, é uma evidência metafísica, que só poderia ser negada pela hipótese de um Deus mau, o que seria, mais uma vez, uma evidente contradição". Ou em síntese: "Que o demónio tenha essa bondade original não impede, contudo, que faça o mal".


Estamos sempre a aprender...

O PSG é finalmente campeão europeu


O Paris Saint Germain conquistou hoje, em Munique, a Champions League, que há muitos anos, desde que passou a nadar em dinheiro do Qatar, perseguia. E falhava consecutivamente com a constelação de estrelas que esse dinheiro seduzia, e que lhe permitiu juntar Messi, Neymar e Mbappé, sem nunca conseguir formar uma equipa. 


Luís Enrique sabia que uma equipa é muito mais que a soma de talentos, e por isso trocou super-vedetas por jogadores jovens, de grande qualidade, mas também de grande humildade. De grande capacidade de sacrifício e de trabalho, mas também de enorme ambição e de fome de ganhar. Entre eles Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos.


Já se sabia que o PSG, que para chegar à final teve de ultrapassar a armada inglesa da Champions, era melhor que o Inter que, para aqui chegar, teve de afastar os também colossos Bayern e Barcelona. Com alguma sorte, e com um futebol muito físico, muito de bolas paradas, e pouco entusiasmante.


Um futebol que, hoje, o futebol do PSG pautado pelo Vitinha, segurado pelo João Neves e aberto pelo Nuno Mendes e pelo Hakimi, que explode nos pés de Dembelé, de Doué, ou de Kvaratskhelia, desbaratou por completo, num 5-0 que é apenas o resultado mais desnivelado da história das 70 finais da maior competição de futebol da Europa.


 

Giro de Itália 2025

Giro d'Italia 2025, scossone alla classifica dopo la sedicesima tappa ...


Termina amanhã, mas ficou decidido hoje, o Giro de Itália.


Sem João Almeida, este ano reservado para ajudar Pogacar a vencer o quarto Tour, Roglic e Ayuso partiram como grandes favoritos à vitória.


Roglic cedo começou a distanciar-se desse favoritismo e, de novo com quedas a atrapalhar-lhe a vida, acabou por desistir já na terceira e última semana. 


Ayuso, o jovem espanhol de mau feitio, companheiro de João Almeida na UAE, que a imprensa espanhola traz em andor para o altar do seu ciclismo, também não demorou muito a demonstrar que não estava à altura do favoritismo que trazia. Acabou também por abandonar, logo a seguir a Roglic, imediatamente a seguir a ter perdido mais de 10 minutos para os primeiros, e caiu para bem fora do top ten. Disse-se que fora mordido por uma abelha. Ou por uma vespa. 


A diferença não tem importância nenhuma. A polémica - vespa ou abelha - só serve à desculpa, que foi a que tudo aquilo soou.


O mexicano Del Toro (UAE), e o equatoriano Carapaz (Education First), não puseram Roglic e Ayuso fora de combate. Tomaram conta da corrida, e dominaram-na até hoje, ao penúltimo dia, no Cole de Finestre, nos Alpes. No Piemonte.


Tudo indicava que seria no alto do Finestre, lá nos  2178 metros de altitude, que os dois latino-americanos decidiriam o Giro. Mas não foi assim, e o ciclismo voltou a assistir a um golpe de teatro, que tantas vezes o visita. Nem pareceu que a Jumbo Visma tivesse preparado uma grande jogada para o cheque-mate à corrida, como  não parecia que Simon Yates estivesse em grandes condições para se bater com Del Toro e Carapaz. Ainda ontem perdera tempo para ambos, e mantinha o seu terceiro lugar na geral à custa de uma prestação discreta. Bastante discreta, mesmo.


Golpe de teatro é isso mesmo. Cedo se formou uma fuga, onde a Visma fez integrar Wout Van Aert que, sem ser Pogacar, Vingegaard ou Roglic, é um galáctico do ciclismo. Um dos mais decisivos corredores do ciclismo actual. A fuga foi acumulando tempo de vantagem, até chegar aos 10 minutos. Lá atrás, 10 minutos atrás, Carapaz e Del Toro marcavam-se. Simon Yates decidiu ver no que dava aquela marcação, e aproveitou para dar um esticão, meio a medo.


Os dois ibero-americanos olharam um para o outro, à espera de ver quem respondia. Nenhum respondeu, acharam - ou fizeram-nos achar - que aquele Yates não metia medo a ninguém. E o britânico lá foi montanha cima. Lá no alto do Finestre tinha o companheiro Wout Van Aert, levado pela fuga, à espera. 


Foi a vez do belga fazer a diferença. Pegou no colega e foi por ali abaixo, como só ele sabe ir. E a diferença para Carapaz e Del Toro nunca mais parou de crescer. Já Yates tinha a maglia rosa bem segura ao corpo quando, a cerca de 5 quilómetros da meta, e com Carapaz e Del Toro derrotados sem apelo nem agravo, Wout Van Aert encostou, exausto. Coube ao britânico fazer o resto.


E como o fez. Com a vitória no Giro ali à vista, a segunda, depois da Vuelta há meia dúzia de anos, Yates voou para a meta, sem parar de aumentar a vantagem, que chegou aos 6 minutos. O suficiente para cavar uma diferença (na casa dos 4 minutos) para o segundo e terceiro que nunca existira ao longo de toda a competição.


No fim, mais uma vez, a super-poderosa UAE deixou a ideia que não sabe gerir a fartura. Se calhar, no ciclismo como em tantas outras circunstâncias, gerir a fartura até é mais difícil que gerir a escassez.

sexta-feira, 30 de maio de 2025

Há 10 anos

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Está confirmada a recondução de Carlos Costa à frente do Banco de Portugal. Depois de esconder a decisão durante algumas semanas, Passos Coelho confirmou-a. Poucas semanas depois do Relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ter acusado, como acusou, o governador do Banco de Portugal. Numa semana em que as pensões da Segurança Social, e a sua sustentabilidade, estão no topo da actualidade, sem que ninguém fale dos milhões que o BES lhe destruiu. Com a responsabilidade óbvia de Carlos Costa. Que Cavaco, sempre na linha da frente na defesa das mais indefensáveis posições do governo de Passos, se apressou a ratificar. Não há ninguém em Portugal mais bem preparado para a função, disse ele.  


Longe vai a velha ambição de Sá Carneiro. Estamos numa nova e triste era: uma maioria, um governo, um presidente ... um governador do Banco de Portugal ... uma Autoridade Tributária ... uma Segurança Social ... Tutti quanti!


Porque no poder tudo se compra. E tudo se paga!


O governo tinha de ficar de fora do superescândalo do BES, que fez do BPN uma brincadeira de crianças, para utilizar a terminologia do primeiro-ministro. O Relatório da CPI serviu-lhe os intentos, sacrificando Carlos Costa. Que se manteve firme e hirto, inabalável, quando qualquer pessoa digna e adequada à função, assim enxovalhada, não hesitaria em demitir-se.  


Passos Coelho pagou-lhe o serviço. Limitou-se a pagar. Cavaco fez o resto, resgatou-lhe a credibilidade. Para, com isso, também ele lavar dali as mãos... Bem sujas, como bem nos sabemos, naquelas recomendações que ninguém esquece. As tais almofadas que garantia existirem ...


 


Isto vai bonito, vai ...

Meios de comunicação social? Só se for de nome...


Lendo - e bem mal, por acaso - o teleponto, num ambiente encenado até ao mais ínfimo pormenor pelo Luís, o Bernardo, de Sócrates, Gouveia e Melo apresentou a sua candidatura, em modo "Miss Universo". Com aplausos, muitos, da plateia bem ensaiada, a cada frase lida.


No fim, não ficamos a saber muito mais do almirante. Que não tinha substância, já desconfiávamos. Quer unir, como todos sempre dizem querer. Quer o que é bom, e não quer o que é mau. Como todos, e a Miss Universo também.


Já sabíamos - já o tinha dito - que se situa politicamente ao centro, entre a social democracia e o socialismo, mas na sala só vimos gente de direita. Lá vimos Carlos Carreiras, Fernando Negrão, Isaltino Morais, Ângelo Correia, Ribeiro e Castro, Chicão ...


Se calhar também já se arrependeu dessa revelação, como se arrependera da posição assumida sobre o serviço militar obrigatório, e de tantas outras coisas em que se tem dito e desdito.


As televisões deliram, e não fazem por menos: Gouveia e Melo já ganhou!


Gostam especialmente de se meter nestas coisas. Na véspera tinham ido a correr para o hotel de Ventura, como tinham corrido atrás da sua ambulância. Já com a notícia da corrupção na contratação de helicópteros para o combate a incêndios, que terão lesado "o Estado em cerca de 100 milhões de euros", entenderam por bem deixar o Ventura em paz. Preferiram, todas, ir bater à porta do ministro Leitão Amaro, cheio de culpa de ter um cunhado pouco recomendável, também envolvido, ignorando olimpicamente a Helibravo, de João Maria Bravo, um dos principais financiadores de Ventura.


Poderiam ter apenas perguntado ao André como é que consegue combater a corrupção recebendo dinheiro da corrupção. Mas não. Não andam atrás dele para lhe fazer perguntas incómodas. Andam atrás dele, por todo o lado, apenas para lhe apontarem as câmaras e os microfones, para que ele mostre e diga o que quer.


Isto vai bonito, vai...

quinta-feira, 29 de maio de 2025

Há 10 anos

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Fez-se difícil, a sexta. Quis trocar as voltas... Já vinha de trás. Trocou as voltas nas meias finais, quando estava tudo preparado para receber o Sporting, e afinal apareceu o Vitória de Setúbal. Repetiu logo a seguir, quando para hoje se esperava o Porto e acabou por aparecer o Marítimo. Uma semana depois, e com propósitos diferentes...


Há uma semana tinha aparecido de pilhas bem carregadas. Gastou-as logo na primeira parte e depois acabou. Hoje o Benfica não lhe permitiu que repetisse essa primeria parte e bem cedo tomou conta do jogo, sucederam-se as oportunidades e o golo lá acabou por aparecer, quando faltavam menos de dez minutos para o intervalo.  Depois lembrou-se do jogo da semana passada, e das pilhas que então faltaram ao adversário, e com a expulsão do jogador Marítimo - que chegou meia hora atrasada -, a jogar contra dez, pensou que a sexta já lhe não trocaria mais as voltas.


Mas trocou. O Marítimo fez o empate e... foi o diabo. O Benfica acusou o golo e, claramente, desorientou-se. Valeu que faltava ainda muito tempo, o suficiente para que a equipa se voltasse a encontrar. Só que depois, fosse lá pelo que fosse, faltou um mínimo de eficácia. As oportunidades de baliza aberta sucediam-se a um ritmo só comparável à sucessão de faltas, muitas delas de grande violência, dos impunes jogadores do Marítimo. Que queimavam tempo, apostando nos penaltis para o desempate.


Até que à entrada dos últimos dez minutos Ola John acertou finalmente na baliza, fazendo o que Lima, Jonas e Maxi por tantas vezes não tinham conseguido fazer, acertando finalmente as contas com a sexta.


Bonita, muito bonita, mas demasiado rebelde!

Era realmente muito convite ...

Gouveia e Melo apresenta candidatura: "Precisamos de um Presidente diferente"


Gouveia e Melo apresentou oficialmente hoje, ao início da noite, a sua candidatura à Presidência da República. E numa coisa parece ter tido razão: preparar e enviar convites àquela gente toda há-de certamente ter sido uma tarefa exigente.


A precisar realmente de muito tempo ...

Assim, como sempre!

Os votos no Estrangeiro - fonte: MAI


Votos da emigração - fonte: DN/MAI


Os resultados eleitorais definitivos ficaram ontem conhecidos, com o apuramento dos votos da emigração. Com quatro cadeiras de deputados para atribuir, estava em causa - mesmo que, pelo que toda a gente sabia ser o sentido de voto dos nossos emigrantes, se já conhecesse o desfecho - a decisão do segundo partido em deputados eleitos. Já que, quanto ao segundo partido mais votado, que para nada conta, a vantagem do PS era virtualmente impossível de ser anulada pelo voto emigrante.


No entanto não pareceu nada que o que ontem foi conhecido tivessem sido apenas os resultados definitivos das eleições de 18 de Maio. Quis-se dar a parecer que, ontem, 28 de Maio - até a data é apropriada -, foram conhecidos os resultados de uma outra eleição. De umas eleições que se traduziram numa vitória esmagadora do Chega.


- Como?


- A resposta é simples: como sempre!


André Ventura reservou uma sala num hotel da capital para celebrar um resultado já andava a celebrar há dez dias, e as televisões foram a correr atrás dele, repetindo exactamente o que tinham feito atrás das ambulâncias. E fizeram parar o país com directos, discurso do chefe, comentários e mais comentários, aplausos e mais aplausos, ameaças e mais ameaças, nas entrelinhas e fora das linhas. E propaganda. Muita propaganda!


Assim, como sempre. A partir de agora mais ainda assim do que nunca!

quarta-feira, 28 de maio de 2025

Há 10 anos

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Acabei de saber que a "Estratégia Nacional para a Habitação" está em discussão pública. Acabei de saber que o prazo de discussão pública acaba precisamente hoje, quando o final do dia chegar. Acabei de saber que ninguém sabia disso. Ninguém: nem a comunicação social, nem os cidadãos... Nem mesmo os deputados. Nem os da maioria... Ninguém!


Mas pronto. Esteve em discussão pública. Cumpriu-se uma lei qualquer... 


Não há mesmo vergonha!

terça-feira, 27 de maio de 2025

Há 10 anos

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Foram presos sete dirigentes da FIFA. Blatter, o chefe do bando, ficou de fora. Como se não fosse... E depois de amanhã há eleições. Que o "o mais bem-sucedido ditador não homicida no último século", voltará a ganhar... Como se hoje nada se tivesse passado...


Mas pode ter-se levantado uma pontinha do véu!

Comunicado do SL Benfica

Comunicado: Benfica arrasa Conselho de Disciplina!


O Benfica emitiu finalmente um comunicado digno da sua dimensão e minimamente em linha com a gravidade dos factos.


Faltou-lhe, ainda assim, no ponto 1, exigir a irradiação de toda aquela gente. Acrescentar a decisão de protestar do jogo, e a exigência da sua repetição. E acrescentar ainda, a complementar o sétimo e último ponto, que qualquer tentativa de retaliação da Federação Portuguesa de Futebol sobre a indisponibilidade do Estádio da Luz para as selecções, "enquanto a verdade desportiva não prevalecer nas competições nacionais", levaria o Clube a ponderar abdicar das competições nacionais.


Foi, por incompetência do Departamento de Comunicação - fez mais o João Gabriel num "twit" de ontem que toda a comunicação no mandato de Rui Costa -, e por falta de liderança e de rumo desta Direcção, tardia e incompleta a reacção que há muito se exigia. A ser mais oportuna, bem poderia ter evitado o assalto, decisivo e descarado, dos últimos dois meses. Quando tudo ainda havia para ganhar!


Dir-se-á que "mais vale tarde do que nunca". É bem capaz de ser mais acertado dizer que, não houvesse eleições em Outubro, e ainda nem seria desta.


 

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Há 10 anos

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Nada de novo. Tudo como dantes: quartel general em Abrantes... A Inspecção Geral de Finanças, inspecciona .... as Finanças. E, claro... no pasa nada!


A famosa lista VIP de Paulo Núncio não tem nada de mal e já está tudo arrumado. Porque afinal é como a pescada... Antes de o ser, já o era. Já existia, mesmo antes de ser criada... Não digam que não é notável.


É assim que, por cá e com esta gente, as coisas se passam. A ministra da Administração Interna também deu trinta dias para o inquérito da IGAI à actuação do polícia em Guimarães, e da polícia no Marquês de Pombal, nos festejos do Benfica...


É com esta independência, e com esta transparência toda, que as coisas se resolvem. A malta das Finanças investiga a malta das Finanças. A malta da Polícia investiga a malta Polícia... E por aí fora... No fim bate tudo certo!

Há 10 anos

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Sampaio da Nóvoa ja´conseguiu uma proeza única: juntar Mário Soares e Ramalho Eanes. Não era fácil!


 

domingo, 25 de maio de 2025

Afinal a aldrabice ainda não tinha acabado


O jogo da 85ª final da Taça de Portugal, acabado de disputar no Estádio Nacional, foi o espelho da época a que pôs ponto final.


Neste jogo coube toda uma época: uma arbitragem, igual às arbitragens de toda a época, um Sporting de querer, de luta e de sorte e um Benfica capaz do melhor e do pior. Bruno Lage disse que tinha preparado o jogo muito bem. E tinha, o problema é que Bruno Lage é tão bom a preparar jogos como mau a geri-los!


O Sporting entrou no jogo a correr como sempre, e a disputar todas as bolas em todos os centímetros quadrados do campo. Os jogadores irradiavam confiança, a confiança de quem tinha acabado de ganhar o campeonato a este mesmo adversário. Jogou o que joga, não joga muito mais que aquilo, e rapidamente o Benfica começou a impor o seu melhor futebol.


A partir dos 10 minutos a superioridade do Benfica foi sempre evidente em todos os domínios do jogo. Não criava muitas oportunidades de golo, mas criou as suficientes para sair para o intervalo com uma vantagem assinalável no resultado. Que, porque a bola ia aos ferros, ou saía a razá-los, ou o Rui Silva defendia, nunca aproveitou. 


A forma como os jogadores do Sporting aproveitavam cada posse de bola para baixar o ritmo do jogo, e festejavam cada corte, e cada defesa, fica como a melhor imagem do que se passava no jogo.


Ao minuto 16 o árbitro Luís Godinho assinalou penálti contra o Sporting. O Tiago Martins, o das moedas, no VAR, tratou do revertê-lo, descobrindo um fora de jogo manhoso no início da jogada. Por isso, ou porque por cá o futebol é mesmo assim, esta intervenção do Tiago Martins abriu as portas do maravilhoso mundo da aldrabice a Luís Godinho. A partir daí bastava aos do Sporting mandarem-se para o chão para que assinalasse faltas, de preferência sempre perto da área do Benfica. Os do Benfica eram massacrados com entradas por trás, em cima da linha da grande área, mas nada era assinalado. 


O golo que sempre faltou ao jogo do Benfica na primeira parte chegou logo no arranque da segunda: Pavlidis, Aktürkoglu, e remate de Kokçü a bater finalmente o Rui Silva. Logo a seguir,  mais uma jogada envolvente do ataque do Benfica acabava no excelente golo de Bruma. Em dois minutos fazia-se finalmente justiça no marcador, com os jogadores do Sporting completamente encostados às cordas.


Só que lá voltava a estar o Tiago Martins, pronto a dar mais uma mão, e a resgatar o Sporting do fundo do buraco em que estava enfiado. Descobriu uma falta de Carreras, outra vez no início da jogada, e o Luís Godinho anulou o golo. Para tornar aquilo credível, para mandar mais areia para os olhos, mostrou amarelo ao lateral esquerdo do Benfica. E assim continuou até ao fim, poupando faltas, cartões e expulsões aos jogadores do Sporting:  Harder, Matheus Reis, e Maxi Araujo, pelo menos.


E o Sporting viu a luz. Os jogadores perceberam que aqueles que nunca lhes faltam estavam ali, a estender-lhe as mãos, prontos a levantá-lo. E aproveitaram para se empertigar e recuperar o seu futebol, feito de muito nervo e de pouco mais. 


Só isso, mas o suficiente para entregar Bruno Lage e os jogadores do Benfica aos seus fantasmas. E lá vieram as substituições desastrosas. Se Kokçu, já de cabeça perdida com Luís Godinho, tivesse de sair nunca poderia ser para a entrada de um Renato Sanches, sem qualquer ritmo. A troca de Aktürkoglu por Schjelderup até pode ser considerada natural, mas não é só o Nuno Magalhães que não lhe vê nada ... Tirar Pavlidis da equipa é cortar o elo de ligação do ataque. Meter Belotti é introduzir lá a trapalhice. A saída de Tomás Araújo, para a entrada do recuperado Aursenes, parece uma inevitabilidade. No fim, já ao minuto 90, tirar Bruma para fazer entrar o Barreiro, sem qualidade para jogar no Benfica, não foi só a asneira final. Foi também a forma de deixar Di Maria de fora, no seu último jogo.


Foi provavelmente a tragédia das substituições que marcou a estratégia para responder ao empertigamento sportinguista. O Benfica abdicou de jogar futebol, e partiu até para o anti-jogo. Como jogar futebol não é o forte do Sporting, aquilo passou a parecer mais um jogo dos distritais do que o de uma final da Taça. Foram 50 minutos assim - os 40 que faltavam, mais os estranhos 10 de compensação.


Ainda assim só o Benfica criou oportunidades para voltar a marcar. Aos 81 minutos o trapalhão Belotti dispôs de uma clara oportunidade de golo, mas permitiu mais uma grande defesa ao guarda-redes do Sporting. Repetir-se-ia o mesmo aos 90+7, com o Leandro Barreiro. E no último dos estranhos 10 minutos de compensação repetiu-se o que tantas vezes aconteceu na época. Desta vez foi Trincão que, no último minuto, pegou na bola à saída da sua área defensiva e correu com ela, pela ala direita, à vontade pelo campo fora. Sem um encosto, sem uma falta ... até a entregar ao Gyokeres, ainda na direita. Que passou pelo António Silva - há largos minutos em pânico - e entrou na área, sem qualquer condição para rematar. Ainda agora se não sabe o que passou pela cabeça do Renato Sanches; sabe-se apenas que fez o favor de lhe tocar, e que, na conversão do penálti, o sueco marcou, e mandou o jogo para o prolongamento. 


Que não podia deixar de ser penoso para o Benfica. Não, mais uma vez, pelas dificuldades  que o Sporting lhe impunha, mas pelas próprias circunstâncias. Todas!


Deu então para a entrada de Di Maria, na despedia. Em lágrimas. Lágrimas que não são as da despedida. Essas são bonitas. Estas, de Di Maria, não!


E o Benfica perdeu também a Taça. Vítima da aldrabice instalada no futebol português, e vítima dos seus fantasmas. No fim, Rui Costa falou da primeira. Tarde, muito tarde!

A cor do poder na final da Taça

Taça de Portugal 24/25: Benfica - Sporting (Final) ao minuto | Leonino.pt


Ao ver na tribuna do Estádio Nacional tanta gente que é costume ver nos camarotes do Dragão, até parecia que o FCP estava ali, outra vez, a disputar a final da Taça. Mas não, é só a cor do poder. Se o poder tem cor, nesta altura é de certeza azul e branca!

Há 10 anos

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Marinho e Pinto ainda não faz ideia do que poderá valer em votos, mas já se predispôs a tudo, no que a coligações diz respeito. Faz coligações até com o diabo... 


Quer isto dizer que sobe para qualquer cavalo ... desde que seja o do poder. Mas onde é que está a surpresa?


 

sábado, 24 de maio de 2025

Há 10 anos

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A sequela de "As pessoas sabem com o que é contam da nossa parte" surgiu praticamente de imediato, pela voz da ministra das finanças: "é honesto dizer aos portugueses que vai ser preciso fazer alguma coisa sobre as pensões para garantir a sustentabilidade da Segurança Social".


As preocupações de Maria Luís com a sustentabilidade da Segurança Social são legítimas. É coisa que a todos deve preocupar... Não é aí que está o problema. O problema é que estamos em plena campanha eleitoral, onde o governo é tudo menos anjinho. Onde o governo se sente como peixe na água... e onde não dá ponto sem nó.


O problema é que as preocupações de Maria Luís são outras. Não são tanto com a sustentabilidade da Segurança Social que, também ela, não se preocupa muito em descapitalizar. O convite que a ministra dirigiu ao PS não é, evidentemente, ingénuo. É para simplesmente desbaratar a já de si descredibilizada proposta do PS para reduzir a TSU a empregados e empregadores. É para capitalizar, mas em votos, a tão pouco sustentável proposta do PS. E é para acentuar um dos princípios básicos da frágil filosofia política deste governo: "uns contra os outros". E, com isso, acentuar que "as pessoas sabem com o que é contam da nossa parte"!

sexta-feira, 23 de maio de 2025

Há 10 anos

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Parecia que os deuses não queriam nada com os festejos do Benfica. Tudo tinha começado em Guimarães, logo que o jogo acabou, há uma semana. Polícias e adeptos mais inclinados para estragar a festa, que outra coisa. Depois, no Marquês... Com provocadores, polícias, e adeptos, por esta ou por outra ordem qualquer, a darem cabo dela...


A maldição aguentou viva toda uma semana - em que não se falou de outra coisa - e apresentou-se hoje no Estádio da Luz, pronta a continuar a fazer das suas. Apostada em continuar a estragar a festa... que continuava hoje.


Primeiro foi o Marítimo a mostrar-se interessado em juntar-se a polícias, adeptos e sabe-se lá mais quem. Com a equipa bem organizada e os jogadores a correrem  como se não houvesse ... segunda parte, estavam ali mesmo para estragar a festa. Depois, até os próprios jogadores do Benfica pareciam estar ali para o mesmo. Passaram grande parte do primeiro tempo a ver os outros correr. Mas também a vê-los chegar primeiro a todas as bolas, e a ganhar todas as divididas...


Quando na segunda parte as coisas mudaram - o Benfica pôs os motores a funcionar a rotações próximas da sua normalidade e o Marítimo tinha gasto a gasolina toda na primeira parte - e finalmente a festa começava a ganhar jeito, tanto que até Jonas ganhava jeito de juntar à festa o título de melhor marcador, logo apareceu um fiscal de linha disposto a estragá-la. O Jonas acabava de marcar o seu segundo golo, a um único do objectivo, e foi a correr tão depressa buscar a bola à baliza para rapidamente marcar o que faltava - e que chegaria logo a seguir - que nem teve tempo para se aperceber que o tal fiscal de linha resolvera anulá-lo. Nitidamente só para estragar a festa... 


Roubou ao Jonas o título de melhor marcador: merecido, até porque participou em menos jogos que o Jakson Martinez, e não marcou golos de  penalti, nem à sua conta foi parar qualquer auto-golo. Mas não conseguiu estragar a festa, mesmo que tivesse continuado a tirar foras de jogo que não lembravam ao diabo.


Desta vez a festa era em casa, fez-se com mais uma goleada e mais uns bons nacos de futebol, e não podia ser estragada de forma nenhuma. Nem com a lesão do Salvio. Que até fez questão de não faltar, e lá apareceu em canadianas a dizer que a festa era mesmo festa. Com a presença de todas as cores que disputaram a competição no corpo de crianças vestidas a rigor. E com dois irmãos que, menos de uma semana depois do inferno, perceberam que o céu também é vermelho!

quinta-feira, 22 de maio de 2025

Há 10 anos

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Pode sempre compreender-se que um governo em fim de mandato, já no prolongamento, reconduza o governador do Banco de Portugal para mais um mandato.


Se o governador vier de um mandato irrepreensível... Se o desempenho do governador tiver sido consensual, de  méritos amplamente reconhecidos... Se não tivesse acontecido nada no BES... Se não houvesse centenas ou milhares de vítimas das burlas do BES... Se não tivessem sido enganadas milhares de pessoas no aumento de capital do BES... Se não tivessem acabado de perdoar 85 milhões em impostos... Se não estivessemos na iminência de pagar os milhões que ficarão a faltar depois da venda do Novo Banco... Se não estivessem muitos outros milhões para chegar pela litigância que está a ser preparada nos melhores gabinetes de advogados da capital... 

quarta-feira, 21 de maio de 2025

A azia da Iniciativa Liberal

IL desafia novamente o PSD a juntar-se no pedido de fiscalização ...


Em pleno refluxo gastroesofágico pelo balde de água fria que foram os resultados de domingo, com a azia da  irrelevância, a Iniciativa Liberal resolveu vir falar de revisão constitucional. Para acabar com o Estado, diz Rui Rocha.


Não é surpresa nenhuma. A IL estava inchada, como a rã da fábula de La Fontaine. E, como ela, como a rã, explodiu. A diferença é que a IL quer que o país expluda com ela.


A Constituição não impede nada do que a IL diz defender, nem nada do que pretenderia implementar se fosse governo, ou mesmo se o pudesse influenciar. Impede, no entanto, muito do que o Chega defende e propagandeia. E muito do que certamente implementará se vier a ser governo, ou se o puder vir a influenciar.


A IL nunca propôs uma revisão constitucional quando ela poderia ser feita sem o Chega. Mas decidiu propô-la logo que o Chega se tornou decisivo para o processo. E logo à saída de Belém, logo que, na sequência das eleições, chegou a sua vez de ser ouvida pelo Presidente da República. 


Quando se quiser saber de que lado está a Iniciativa Liberal é preciso ter isto em conta!


 

Há 10 anos

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É dona de um currículo que fala por si. Um exemplo flagrante da fauna política que faz da incompetência cartão de visita e da trapalhada modo de vida. Com tudo para fazer parte da nata que Passos Coelho trouxe para a ribalta... É sua vice-presidente!


De Teresa Leal Coelho já tudo viu. E dela tudo se espera... Foi vice de Vale e Azevedo (também um produto do cavaquismo) na SAD do Benfica, donde se recusou a sair quando o seu mentor foi corrido. Teve que ser Manuel Vilarinho, o presidente eleito, a demiti-la. Trapalhadas também não faltaram na sua passagem pelo Centro Cultural de Belém, acusada de favores a amigos. Bem íntimos, ao que se dizia... Foi por isso condenada. Por duas vezes!


Ontem, Fernando Negrão não a poupou. Perdeu a paciência com as trapalhadas da senhora - mais uma vez, por incompetência ou porque simplesmente é esse o seu modo de vida, não cumpriu com as suas incumbências em sede de comissão parlamentar (presidida por aquele reputado deputado do seu partido, sobre enriquecimento ilícito) - e disse-lhe, em público, alto e bom som: “A pior coisa que há na vida é desmentir a realidade”!


O que lhe vale (sem Azevedo) é que, para este tipo de gente, a melhor coisa que há na vida é não ter vergonha...


 

terça-feira, 20 de maio de 2025

Teorias

AD ganha Beira Interior - Jornal Notícias da Covilhã


Há uma vasta série de teorias para explicar o fulgurante sucesso eleitoral do Chega - melhor, de André Ventura. Em 6 anos, afinal e apenas o tempo de uma legislatura e metade de outra, surgiu e passou de 1% de expressão eleitoral, e um deputado, para 23%, 60 deputados, e líder da oposição.


Não consta de qualquer teoria mas, isso - quatro actos eleitorais no espaço onde ainda se deveria estar apenas a meio da legislatura do segundo - também faz parte da explicação.


A mais clássica das teorias geralmente apresentadas reporta para os vencidos da globalização. É clássica, comum a várias geografias, e não apenas portuguesa. Os operários das regiões industriais - que acabaram com o desaparecimento das fábricas, deslocalizadas para regiões do globo de mão de obra mais barata -, que antes votavam comunista e socialista, migraram o seu voto para a extrema direita.


Com isso se explicaria a votação do Chega no distrito de Setúbal, e na cintura industrial de Lisboa. Mas só explica uma parte!


A transição do voto comunista no Alentejo para o Chega tem o mesmo sentido, mas já carece de outra teoria. E aí surge a imigração, também ela no centro da propaganda política da extrema-direita.


Os imigrantes são culpabilizados pela insegurança - mesmo que as polícias digam o contrário -,  pelo aumento dos preços, são acusados de invadirem o SNS,  e de encherem as escolas com os seus filhos, subvertendo o quadro de valores nacionais.


E isso explicaria o domínio eleitoral a sul do Tejo, no Alentejo e no Algarve.


Depois há ainda a teoria dos deserdados do regime, aqueles que os governos terão sucessivamente deixado ficar para trás, a empobrecer. Dados ainda ontem dados a conhecer indicam que três em cada cinco portugueses dizem que não ter dinheiro para as necessidades básicas, e que Portugal é o país europeu onde mais cidadãos dizem ter dificuldades financeiras. Toda esta gente pobre canalizaria o seu o voto para a extrema direita como forma de protesto. 


Provavelmente a explicação não estará tanto nestas realidades sociais, para as quais, em boa verdade, a extrema-direita nunca apresenta soluções realistas, mas na exploração dessas realidades em ambiente de seita, num registo de desinformação, e de manipulação emocional, de potenciação de ódio. Até encontrar bodes expiatórios fácil e rapidamente assimilados através dos mecanismos das redes sociais, treinados e testados por todo o mundo. O resto é deixado para as televisões.


Na América, Trump teve para isso uma televisão - a Fox. Em Portugal, o mestre André, teve-as todas. Servilmente prontas para transmitir em directo todas as suas encenações messiânicas.

Há 10 anos

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Sei que o PS apresentou hoje uma espécie de pré-programa eleitoral. Sei que o PS está numa de não me comprometam. É preciso marcar terreno, mas nada de exageros. Nada é definitivo, tudo é provisório... Não vá o diabo tecê-las. Por isso tudo vale o que vale... mesmo que não valha nada!


Não deixa de me surpreender é que o ministro da economia não tenha tempo para ler os relatórios do FMI, e que o chefe do governo não tenha problemas de tempo para ler tão depressa o tal pré-programa eleitoral do PS. E de concluir imediatamente que não passam de "milagres que conduzirão o país ao desastre"!


Até pode ser que seja isso. Mas assim ninguém acredita... Ou acreditam os que querem acreditar... Os que acreditam em milagres!

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Terramoto eleitoral

Resultados das Eleições Autárquicas 2021 - SIC Notícias


 


 



Resultados Eleitorais 2025


Direita 156 deputados; Esquerda 70 deputados


  % Votos Deputados Nº de Votos Votos/deputado
PPD/PSD.CDS-PP 32.1% 86 1 914 913 22 266
PS 23.38% 58 1 394 491 24 043
CH 22.56% 58 1 345 575 23 200
IL 5.53% 9 330 149 36 683
L 4.2% 6 250 651 41 775
PCP-PEV 3.03% 3 180 943 60 314
B.E. 2.0% 1 119 211 119 211
PAN 1.36% 1 80 850 80 850
ADN 1.32% 0 78 914  
PPD/PSD.CDS-PP.PPM 0.62% 3 36 879 12 293
JPP 0.34% 1 20 126 20 126
R.I.R. 0.23% 0 13 550  
VP 0.18% 0 10 998  
PCTP/MRPP 0.18% 0 10 858  
E 0.15% 0 8 806  
ND 0.14% 0 8 217  
PLS 0.11% 0 6 336  
PPM 0.09% 0 5 296  
NC 0.05% 0 2 771  
MPT 0.01% 0 471  
PTP 0.01% 0 421  
Brancos 1,44%   85 862  
Nulos 0,99%   59 034  
Totais   226 5 965 322  

 


Ao fim de 50 anos democracia a esquerda tornou-se irrelevante. A direita tem agora capacidade para mudar o regime. Tem dimensão para rever a Constituição, e a partir daí acabar acabar com tudo o que tínhamos por adquirido. Até, no limite, com a democracia...

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista


Os memoráveis festejos do 34 e do bi (fantástica, do mais bonito que se tem visto, a festa no Marquês) foram lamentavelmente marcados – e interrompidos – pela violência policial. Por saber está, ainda, como tudo terá começado. E se apenas se deve a alguns excessos – de hormonas ou de cerveja – ou se tem a ver com algo de mais profundo.


Mas não é disso que pretendo falar. Isso só quero lamentar. Quero falar da importância do bi, do que representa, independentemente do que se lhe siga.


Sabe-se que há 31 anos que fugia ao Benfica, naquele que tem sido, sem dúvida, um dos mais longos períodos de hegemonia na História do futebol em Portugal. Que se faz da prevalência do Sporting na década de 1940, da do Benfica nas décadas de 1960 e 70, e da do Porto na de 1990 e na de 2000. E de longos anos de jejum dos três protagonistas maiores desta história: 19 anos para o Porto, entre 1959 e 1978; 18 para o Sporting, entre 1982 e 2000, a que se juntam já mais 13, desde 2002; e 11 para o Benfica, entre 1994 e 2005.


A seguir ao título de 2005, o Benfica não tinha condições de o repetir. Fora ocasional, o próprio presidente do Benfica, já Luís Filipe Vieira, numa declaração que os adeptos não gostaram de ouvir, dizia que era cedo demais. Que o Benfica ainda não estava preparado. Percebeu-se que não!


Depois veio o de 2010, o primeiro com Jesus. E toda a gente percebeu que, ao contrário da última vez, cinco anos antes, o Benfica podia quebrar o longo ciclo portista. O Porto percebeu isso melhor que ninguém e tudo fez para o impedir. Pelo contrário, o Benfica, fez quase tudo o que não poderia fazer. Não interessa agora pormenorizar, mas lembramo-nos que o guarda-redes campeão – Quim, que não “dava pontos” - foi trocado pelo desastre Roberto, rapidamente transformado em foco de instabilidade. Que não foi dada a devida importância à Supertaça, que obviamente era decisiva para alicerçar a época.


Do outro lado tudo era meticulosamente preparado. O Porto percebeu que tinha de fazer da Supertaça a alavanca da época, e sabia que ainda dispunha das ferramentas que construíra e usara como ninguém ao longo de quase trinta anos. Ninguém esquece o que foram as arbitragens do Benfica nas primeiras jornadas. E no que foram as do Porto, em especial em Guimarães e na Figueira da Foz. E que à quarta jornada o Porto tinha 12 pontos, contra 3 do Benfica… Rapidamente se tornaria incontestável, com tudo devidamente branqueado por força do argumento de 21 pontos de vantagem final e da conquista a Liga Europa, contra o Braga de Domingos.


Depois o Porto acrescentaria ainda mais dois campeonatos, com Vítor Pereira. No primeiro o Benfica comandava tranquilamente com 5 pontos de vantagem que, pouco antes da visita do Porto à Luz, as arbitragens cirúrgicas de Guimarães e Coimbra puseram a voar. O resto ficou por conta de Pedro Proença, na Luz, com aquele golo em fora de jogo do Maicon.


E o segundo, com aquele empate com o Estoril, na Luz, na antepenúltima jornada, também esse com uma arbitragem a condizer, que culminou no golo do Estoril, também em fora de jogo, a “engolir” 2 dos 4 pontos de vantagem, num ano dramático em que o Benfica tudo dominou e, no fim, tudo perdeu. Depois, o tal golo do Kelvin aos 92 minutos do jogo do Dragão, fez o resto. Não foi bem o resto. O resto seria feito em Paços de Ferreira, o sensacional Paços do terceiro lugar, de Paulo Fonseca de malas feitas para o Porto, onde o árbitro transformaria em penalti uma falta sem nexo a dez metros da área.


Depois de dois campeonatos perfeitamente oferecidos, o Benfica voltou a ganhar, num ano em que, de pois de tudo perder, ganhou tudo, materializando a superioridade que da facto vinha revelando.


E o Porto voltou a fazer tudo para evitar que o Benfica fosse bicampeão. Investiu como pouca vezes, e terá provavelmente corrido riscos como nunca. Entrou em desespero, e lançou mão de tudo. Por isso se percebe que o Porto se tenha transformado numa avestruz gigante com a cabeça bem enterrada na areia. Num gigantesco buraco que abriu com a areia que há meses anda justamente a lançar aos olhos de toda a gente. E em especial dos seus adeptos!

Há 10 anos

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Faz hoje 30 anos que Cavaco chegou à liderança do PSD, que não à vida política. Já em 1979 tinha sido ministro das finanças do governo da AD, liderado por Sá Carneiro. 


Foi na Figueira da Foz, onde decorria o XII congresso do PSD. Quis que ficasse para a história que tinha  acabado de adquirir o seu Citroen BX, a que precisava de fazer a rodagem. E que, para isso, nada melhor que uma viagem de Lisboa à Figueira... Depois... foi chegar, ver e vencer... O discurso arrebatador - imagine-se - e a eleição apoteótica...


Cavaco é isto. Tudo é Cavaco neste simples episódio que o cavaquismo quis tornar mítico. Ali está o homem providencial, que sempre quis ser. Que está sempre à hora certa no local certo, sem nada fazer por isso. Sempre fora, e sempre acima, dos bastidores da política. Mas também um certo provincianismo da "rodagem" do carro.


O resto da história conhece-se. O homem da estabilidade rompe de imediato com a coligação, e derruba o bloco central. Com o país a sair da crise e das garras do FMI, e a adesão à CEE à vista, apetecem-lhe eleições antecipadas. Ganha por pequena margem, que em pouco tempo o PRD e Mário Soares (a vingança tem destas coisas) transformaram em maioria absoluta. E em dez anos de poder agarrado ao alcatrão e ao betão dos fundos europeus... e aos interesses que à sua sombra cresceram. Que nem cogumelos... 


Depois, à segunda, o homem que não era nem nunca fora político, tem direito a mais dez anos na presidência da República. Ainda faltam uns meses...Que toda a gente deseja que passem depressa! 


 

domingo, 18 de maio de 2025

Ao que chegamos...

Autárquicas: PS ratifica nome de Pizarro como candidato ao Porto - SIC ...


E o país chegou a um estado em que tem um governo de direita com uma oposição de extrema direita.


Chegámos aqui. Ponto final!

Há 10 anos

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Foram divulgadas imagens televisivas de agressões brutais a três pessoas, umas das quais criança e as restantes, supostamente, o avô e o pai. A cena decorre nas imediações do Estádio, em Guimarães, no final do jogo entre o Benfica e o Vitória local. A criança está a beber - um refrigerante, parece - agarrado ao pai. Aproxima-se um polícia e percebe-se um diálogo... De repente e do nada, sem nada que visivelmente o justificasse, começa uma agressão brutal, despropositada e completamente desproporcionada por parte de um grupo de três ou quatro  polícias de intervenção. Selvaticamente, nâo popupando o idoso nem a criança, em pânico.


Repetem-se com desusada frequência estes comportamentos da polícia a lembrar os gorilas do antigamente. Desta vez há imagens. Esperemos que sirvam para alguma coisa... Todos temos direito a saber se, num Estado de Direito, a arbitrariedade e a violência são impunes quando vestem uniformes policiais.

sábado, 17 de maio de 2025

Acabou a aldrabice. Venha a próxima!


Não era possível esperar em Braga um Benfica galvanizado, a acreditar que o milagre ainda era possível. Ainda assim tinha de se esperar um Benfica determinado a ganhar o jogo, sabendo que só esse desenlace legitimaria qualquer crença.


Percebeu-se muito cedo que, ao encher de desperdício aquele quarto de hora inicial de domínio completo do jogo, o Benfica teria enormes dificuldades em atingir a vitória. Porque o futebol é impiedoso, e com o Benfica é ainda mais assim.


O Benfica poderia ter arrumado com a questão do resultado nesse primeiro quarto de hora. Ao desperdiçar golos feitos, como aconteceu com Leandro Barreiro e Pavlidis, no período em que o Braga andava aos papéis, o Benfica deu, mais uma vez, oxigénio ao adversário.


A partir daí o Braga fechou-se lá atrás, com 10 jogadores à frente do guarda-redes, e saiu em contra-ataque sempre que pôde. O Benfica deixou de conseguir rematar - havia sempre um pé ou uma perna a impedi-lo -, e deixou de ter soluções para concluir as inúmeras jogadas de ataque que sucessivamente criava.


No meio disto, como se já não bastasse, apareceu a arbitragem. O árbitro chamava-se Miguel Nogueira, é de Braga mas inscrito na A F Lisboa, mas podia chamar-se outro nome qualquer. Porque isto já não tem solução. O futebol em Portugal é uma fraude. Falta declará-la oficialmente.


A meio da primeira parte o Ricardo Horta teatralizou - já foi um bom jogador, agora dedica-se  à pantominice - o VAR chamou o árbitro e este, inacreditavelmente, assinalou penálti. O que não faria logo a seguir, quando o lateral direito do Braga se atirou para cima do Barreio, derrubando-o dentro da área.


Desta vez Trubin não podia deter o remate de Zalazar, ao ângulo superior direito.


O golo do Braga não mudou nada do que já vinha sendo o jogo, depois do tal quarto de hora inicial. O Benfica a atacar, sem encontrar espaços, e o Braga a contra-atacar, encontrando todo o espaço. E o árbitro a ignorar as faltas (e amarelos) dos jogadores bracarenses, a destabilizar ainda mais a equipa do Benfica. O clímax foi atingido já nos minutos finais da primeira parte, quando Zalazar, que já devia ter sido sancionado com o amarelo por duas vezes, agrediu Otamendi.


O rapaz do apito nada assinalou, o capitão do Benfica protestou, e acabou ele com o amarelo. Aí, a equipa caiu em verdadeiro desespero. Valeu Trubin, para agarrar a equipa até ao intervalo.


Esperava-se que Bruno Lage aproveitasse o intervalo para mexer na equipa, e alterar o rumo das coisas. Entre jogadores completamente perdidos, como Carreras, provavelmente já com a cabeça em Madrid, e Schelderup, provavelmente com o Nuno Magalhães na cabeça, e outros, como o Barreiro, em que o posicionamento (o mais adiantado do trio do meio campo) não estava a resultar, havia muito por onde escolher. 


Bruno Lage manteve tudo na mesma, e adiou as substituições por mais um quarto de hora, mantendo-se fiel ao seu princípio que as substituições só se fazem depois do minuto 60. E manteve Carreras até ao fim, a acumular asneiras. 


E a segunda parte acabou por ser uma das mais desgraçadas que se viram ao Benfica. O golo do empate - Pavlidis fez tudo, outra vez! - chegou logo a seguir às substituições. E logo a seguir ao golo, João Moutinho foi (bem) expulso (como também deveriam ter sido Zalazar e Racic). Com meia hora a jogar com mais um, as melhores oportunidades pertenceram ao adversário. E, mesmo com a grande exibição de Pavlidis, o melhor em campo terá mesmo sido Trubin.


E isto diz bem do jogo desgraçado do Benfica. Que era a última coisa que se desejava no transfere para a final da Taça, com passagem por Braga.


E pronto, acabou o campeonato. Dizem que foi competitivo, mas foi só uma aldrabice pegada.

Há 10 anos

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O Benfica é campeão. É bicampeão!


Era preciso ganhar em Guimarães. E a equipa entrou com pressa de ganhar, de acabar com a ansiedade. Sim, de acabar com ela e não de a evitar. Era inevitável.


Aos três minutos já o Benfica tinha desperdiçado duas enormes oportunidades de golo, com Jonas a rematar à trave e com Lima, isolado à frente do guarda-redes, a atirar por cima. Logo a seguir chega mesmo ao golo, mas Soares Dias, sempre em foco, anulou por fora de jogo inexistente. Pouco depois a bola saía dos pés de Maxi encaminhada para a baliza, mas no último momento resolveu ir de encontro ao poste. E voltou a não entrar.


O primeiro quarto de hora foi de sufoco permanente, que o treinador do Vitória tentava desesperadamente que os seus jogadores quebrassem por todos os meios, até que o guarda-redes percebesse que tinha de simular uma lesão, para lhe dar a oportunidade do desconto de tempo que o futebol não contempla.


A partir daí os jogadores do Guimarães começaram a levar o jogo para a quezília, tarefa que voltou a ter por protagonista principal um jogador emprestado pelo Porto. Desta vez chama-se Octávio, e não só escapou à expulsão como ainda “arranjou” um incrível amarelo para Fejsa. É sempre assim. Tem sido sempre assim… Os jogadores que o Porto espalha pelas equipas do campeonato também servem para isto. No último jogo, com o Penafiel, foi a mesma coisa… E conseguiram afastar o Samaris do jogo de hoje. E que falta ele fez!


Na segunda parte não se repetiu o sufoco. Nem as grandes oportunidades de golo. O tempo ia passando, a ansiedade aumentando e a clarividência caindo. Aos 60 minutos Gaitan e Salvio construíram com grande espectáculo a última oportunidade. E aos 63 o árbitro Soares Dias explicou que não quis expulsar o capitão do Vitória, e que o critério de amostragem dos cartões amarelos não era para ser percebido.


À medida que o último quarto de hora se aproximava percebia-se que as coisas começavam a não sair bem. O filme de Braga, mas especialmente o de Paços Ferreira, começava a passar na cabeça de toda a gente. Tanta oportunidade de golo depois, tantas bolas nos ferros depois, o golo não aparecia e o 34º título de campeão nacional parecia que se faria esperar mais uma semana.  


Em Lisboa, no Restelo, as coisas tinham corrido ao contrário. Lá era o Belenenses a jogar e a criar oportunidades, mas quem marcava era o Porto, à beirinha do intervalo…


Mas seria de lá a vir a notícia que o D. Afonso Henriques se negava a dar. Faltavam cinco minutos para o jogo de Lisboa acabar, e pouco mais de dez em Guimarães (não, não é do fuso horário) quando o Belenenses marcou o golo que ao Benfica hoje sempre fugiu. E começou a festa…


Que vai durar até ás tantas. Porque ser campeão é uma grande festa. E 34 são 34. E o bi  já fugia há 31 anos…


BENFIIIIIIIIIIIIICA!

Há 10 anos

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Marco António Costa está finalmente a ser investigado. Já que o Ministério Público permanecia de olhos e ouvidos fechados ao que  há muito por aí circulava, teve que ser o próprio Paulo Vieira da Silva, o antigo dirigente do PSD-Porto que vinha denunciando casos, uns trás dos outros, a apresentar a queixa no DIAP do Porto.


Ficamos à espera de notícias do "alpinismo político"...

sexta-feira, 16 de maio de 2025

Para reflexão


Antes que chegue o dia de reflexão:


Se dizemos que a pantominice, e a sucessão de pantomineiros ao longo de muitos anos, são os responsáveis pelo crescimento da extrema direita, como é que se pode compreender que ela cresça com mais pantomineiros ainda?


André Ventura é o maior pantomineiro da História política portuguesa. Se alguém tinha dúvidas, a encenação destes últimos dias de campanha, acaba com elas: nunca uma personagem política portuguesa foi tão despudoradamente pantomineira. Nunca ninguém gozou tanto com a inteligência dos portugueses. 


E no entanto, dizem as sondagens, depois de um ano de escândalos no Parlamento, André Ventura continua a crescer na votação e irá ultrapassar o milhão e cem mil votos de há um ano. 

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Há 10 anos

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Olho para a capa do Expresso e olho para as contas da TAP. Vejo um Passivo remunerado de 1.061 milhões de euros, e Capitais Próprios negativos em 512 milhões, e não percebo. Que o governo, como o primeiro-ministro foi esta semana dizendo, venda por valor simbólico - 1 ou euro ou 35 milhões, no caso não fazem grande diferença - pode aceitar-se. Que não entre capital para, no mínimo, retirar a TAP da situação de falência técnica é que não se aceita. Nem se percebe. Mas nisto de privatizações - e não é só nesta - já há tanta coisa que não se percebe...

Há 10 anos

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... "Abria as portas todas"... Mesmo que ainda hoje não saiba o que é o caso Tecnoforma, continua a abrir portas... Mesmo de uma simples queijaria do compadre do homem que conheceu mundo, que viu mundo ... e que sabe com as coisas se fazem


O Pedro sempre foi gajo de abrir portas... Portas é com ele. Nem que seja  para partir: foi por sms, foi sim senhor...

quarta-feira, 14 de maio de 2025

Os deslumbrados têm nome

Nuno Magalhães mostra-se contra a subida dos ordenados


Qualquer adepto pode achar, e verbalizar, que ainda não viu «nada de extraordinário» em Schjelderup. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica pode achar que ainda não viu «nada de extraordinário» em Schjelderup, mas não o pode dizer. Nem em privado, nem em público.


O Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica é um adepto, mas tem de ser muito mais que um adepto. O Nuno Magalhães pode até ser "um grande adepto", nunca pode é ser comentador e Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica não pode viver das avenças do comentário da bola


O Nuno Magalhães devia saber isso. O Benfica teria que exigir isso!


É por estas - e estes -, e por outras - e outros -, que o Benfica está a saque. E que é gozado pelos Proenças, Fontelas, Lucianos, Nobres, Veríssimos, Fábios, Pinheiros, Martins & companhia. Enquanto não for limpo de uma corja de deslumbrados que por lá gravita, o Benfica continuará a saque. E gozado ...


Se o Nuno Magalhães tivesse o mínimo de decência, e de respeito pelo Benfica, a esta hora já teria resignado. Como não tem, era bom começarmos à procura de qualquer coisa nos Estatutos...

Pepe Mujica (1935-2025)

Mujica "Pepe" died, who was the "poorest president in the world" former ...


Há vidas que contam. E exemplos que ficam. A vida de Pepe Mujica contou muito. O exemplo que deixou, esse, não há muitos a quererem agarrá-lo...

Há 10 anos

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Hoje fala-se do Acordo Ortográfico, que já entrou em vigor. Obrigatoriamente, diz-se. Sem se perceber porquê… Na realidade não há nele nada que se perceba. Basta que se chame Acordo quando é só desacordo. Não há acordo nenhum… a não ser que não há acordo.


Fala-se de um vídeo que por aí circula há dois dias, com um miúdo de 16 anos a ser agredido e humilhado… Na Figueira da Foz. Por não sei quantas miúdas... Não sei porque não vi, e não vi porque não quis ver… Não tenho nada contra quem viu, mas eu não quero ver. E acho mal que tenha sido replicado da forma que foi... Não que o assunto não seja sério… Demasiado sério para se não dever brincar. Como tanta gente brincou, muitos deles dos que se têm por gente de bem. Uns para puxarem de um certo marialvismo que lhes tolda as ideais, outros para exibir falsos pudores que lhes norteiam os princípios. Todos para achincalhar.


E fala-se da ex-mulher de Sócrates, que se atirou à Provedora Geral da República numa peixeirada – que me desculpem as peixeiras – que poderá não passar impune. Diz-se que até pode dar prisão, e ficamos a pensar que talvez aquilo tenha apenas sido solidariedade exacerbada.


Ou simplesmente mais uma coisa estranha em cima de tanta coisa estranha!

terça-feira, 13 de maio de 2025

Há 10 anos

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O mordomo falhou... E é a vechia signora que vai à festa a Berlim... às costas de um miúdo - mais um - que o mordomo mandou para lá: Morata. Que marcou dois dos três golos - e que não festeja, o que é sempre bonito - que trazem a vechia signora, muitos anos depois, de volta aos grandes palcos. À segunda tentativa, um ano depois de ter sido o Benfica a impedir-lhe esse regresso...


Chegou ao Olímp(ic)o de Berlim. Vai ter de se haver com o Messi, Neymar, Suarez... Mas já é bom lá ter chegado.  


mordomo, é que fica em maus lençóis... Um ano depois tudo é diferente. Como muda tanta coisa em tão pouco tempo?


Se calhar vai vagar alguma coisa em Madrid. Ah...pois, o Lopetegui... 

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Então e a propaganda?

Capa Correio da Manhã


UPS .... 


A mortalidade infantil é "o algodão que não engana" do estado da saúde de um povo. De um país...


Então e a propaganda?


Mas então a Saúde não está muito melhor?


 


 


 


 

Há 10 anos

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 aqui (no último parágrafo) tinha abordado o tema - como exemplo de falta de vergonha  - da doença da mulher do primeiro-ministro, que saltou da privacidade para a publicidade. Em toda a plenitude da palavra, no duplo sentido de tornar público e de forma de propaganda.


Hoje o Pedro Tadeu, no Diário de Notícias, encara-o de frente. O título que dá à crónica pode ser violento, mas diz tudo: "O cancro da mulher de Passos é propaganda?"


Choca. Mas não é isto chocante? Não é chocante que tudo se traia, e nada se respeite, em troca de um punhado de votos?

domingo, 11 de maio de 2025

Há 10 anos

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Fica a ideia de um Lopetegui muito pouco inteligente... Que ainda não percebeu que está a ser a alavanca para levar Jorge Jesus a aceitar, finalmente, um dos sucessivos convites de Pinto da Costa para treinar o Porto... 


É que, ao fazer o que faz e dizer o que diz, só desperta em Jorge Jesus o mais primário dos instintos de vingança. Servida bem fria, com Lopetegui a sair com o rabinho entre as pernas, substituído por Jesus, sem dúvidas em chegar lá e começar a ganhar...


Se o Lopetegui pudesse estar sob o manto protector da sua própria inteligência, perceberia os riscos de se reduzir ao manto protector da inteligência dos outros... 

sábado, 10 de maio de 2025

Afinal ... o costume


O dérbi que tudo resolvia, nada resolvendo, tudo resolveu. E o Sporting já festeja o bi-campeonato. Porque dá tudo por resolvido, e porque tem que aproveitar - é coisa que já não lhe acontece há mais de 70 anos. Só lhes faltou irem já para o Marquês ...


Festejos antecipados à parte, fica um jogo em que o Benfica ficou aquém do que podia, e da sua obrigação; o Sporting foi a sorte do costume, pontapé para frente, e anti-jogo até vir a mulher da fava rica; e o árbitro, João Pinheiro, um fartote de vilanagem.


Poderia dizer-se que o golo do Sporting, logo aos 4 minutos, condicionou a estratégia do Benfica. Sim, mas esses tão escassos minutos já tinham dado sinais que o Benfica não estava tão afirmativo, autoritário e determinado quanto impunha um jogo que tudo decidia. E só verdadeiramente entrou no jogo com a primeira metade da primeira parte já esgotada.


Depois, a partir daí, sempre que pôde, isto é, sempre que lhe foi permitido jogar à bola, foi melhor. Só que nunca tão melhor quanto é sempre exigido ao Benfica para ganhar. E sempre longe do melhor que tantas vezes apresentou ao longo da época.


O Sporting passou a segunda parte a queimar tempo, com os jogadores no chão, a serem sucessivamente assistidos, fez um remate, e teve a sorte do de Pavlidis (fabulosa a jogada do golo, que ofereceu a Aktürkoglu, e incompreensível a sua substituição, ainda com 10 minutos para jogar) acabar com a bola no poste, em vez de dentro da baliza.


A arbitragem de João Pinheiro foi o normal. Da normal falta de qualidade dos árbitros portugueses, e da normal pressão que sobre eles é exercida, arte em que, através do domínio do espaço mediático, o Sporting é verdadeiro mestre. Não quis ver, nem ele nem André Narciso, o VAR e outro velho conhecido, o penálti sobre o Otamendi, ainda na primeira parte. Não quis dar o segundo amarelo a Hjulmand. Mas mais: bastava aos jogadores do Sporting mandarem-se para o chão para assinalar falta; os do Benfica eram violentamente pisados, ostensivamente empurrados, mas ... nada.


E foi isto "o jogo do século". Afinal, apenas o costume... O transfere disto tudo para a final da Taça, daqui a duas semanas, é o que falta ver.


 

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Há 10 anos

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As conferências de imprensa de Lopetegui, independentemente de cada vez mais ridículas, não mostram apenas um homem perdido, desacreditado e à beira da loucura. Mostram também um homem perdido, desacreditado e à beira da loucura que só vê pela frente uma plateia cheia de inimigos. Gente “com ganas” de prejudicar, sempre pronta a convocar todos os demónios contra o Porto, a quem ele responde à imagem e semelhança da maior personagem da literatura do seu país. Só que sem educação…


Como não há regra sem excepção, para que as conferências de imprensa de Lopetegui não fujam à regra, há sempre uma excepção. Surge sempre um convidado especial, devidamente arregimentado e de identidade escondida, para colocar a questão pertinente. A questão inteligente, a questão amiga que permite a Lopetegui longos minutos de insane - e pelos vistos impune - agressão a Jesus e ao Benfica, ódios de estimação transformados em moínhos de vento. 


Ontem, na conferência de imprensa do Benfica-Penafiel, alguém perguntou a Jorge Jesus se pensava fazer a festa já hoje, ao que o treinador do Benfica respondeu que não, que não lhe passava pela cabeça que o Porto perdesse hoje com o Gil Vicente.


Alguém esperaria outra resposta? Alguém conseguirá ver nesta resposta alguma ponta de provocação?


Claro que não. Mas, á falta de melhor, lá estava o convidado especial do costume a fazer desta resposta inócua e irrepreensível o rastilho para Lopetegui ter mais dez minutos de discurso miserável. Do mais miserável que se tem visto. E pensávamos nós que já se tinha visto de tudo!

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