sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Desastrado

Imagem relacionada


 


Rajoy não vai conseguir evitar o referendo na Catalunha, no próximo dia 1. Mas já conseguiu evitar que os catalães votassem não à independência...


 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Cegueira política

Milhares rodearam instalação autonómica tentando impedir saída de agentes


 


Como tudo indicava, a Espanha de Rajoy está irremediavelmente a precipitar-se para o caos e para a desagregação. Pretender transformar um problema político numa questão jurídica foi o erro de que Rajoy não se livrará mais. 


A Constituição espanhola não é diferente da Constituição de qualquer outro país do mundo. É, primeiro e antes de tudo, um manual político. No século XXI, na Europa, não é possível resolver problemas políticos com repressão, rusgas e prisões. Só Rajoy, e uns tantos que por aí andam com a mesma cegueira política, não percebe isso!


 


 


 

Tudo na mesma. Cada vez mais na mesma...

Não há duas sem três: Benfica volta a 'escorregar'


 


Outra competição. Outros jogadores. Mas tudo confrangedoramente na mesma.


O mesmo início de jogo, de novo a deixar a ideia que a equipa queria mudar o destino. O mesmo golo cedo. Depois, o mesmo... O vazio. A mesma confrangedora falta de qualidade de jogo, a mesma incapacidade de tirar o que quer que seja do jogo. O mesmo terror, à medida que, depois do golo, os ponteiros do relógio avançam no jogo. A mesma fatalidade.


Não seria previsível que com outros jogadores, menos rodados e supostamente de menor valia, pelo lado da qualidade de jogo, as coisas corressem melhor. Mas seria de esperar que esses jogadores quisessem mais, que lutassem mais. E com mais querer, lutando e correndo mais, era de esperar que o Benfica pelo menos ganhasse o jogo.


Nada disso, Os jogadores do Braga quiseram mais, lutaram mais e foram, todos, melhores que os do Benfica. Não sei se houve um jogador do Benfica tenha sido melhor que o seu adversário da mesma posição. Na maior parte dos casos foi gritante a superioridade dos que vieram de Braga.


Não se percebeu qual seria a ideia de Rui Vitória ao colocar Samaris e Filipe Augusto. Talvez tenha sido para calar os adeptos que reclamam o grego em vez do brasileiro. Para lhes mostrar que, entre os dois, que escolha o diabo... Samaris é um poço de faltas. Filipe Augusto, outro. Os dois juntos.... a boca do inferno.


Rafa, é o desespero. É um caso sério de destruição de valor. Gabriel Barbosa, é mais um caso que não tem explicação. Salvou-se o Krovinovic!


Rui Vitória é que não. E começa a ficar difícil salvar-se... O discurso está ao nível da qualidade de jogo: insuportável!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

As eleições que já não interessam

Imagem relacionada


 


No próximo domingo os alemães vão a votos, e ninguém dá por isso. Não se ouve falar das eleições alemãs...


E no entanto a Alemanha é o mais determinante país das nossas vidas. Na Europa nada se faz sem a Alemanha, e muito menos contra a Alemanha.


Há um ano eram as eleições na América, e não se falava noutra coisa. Há pouco tempo foram as eleições em França, e o tema estava na ordem do dia. Até as eleições na Holanda, há pouco mais de um ano, mereceram muito mais interesse do que, agora, as alemãs. 


Há dois ou três anos que andamos a deixar temas pendurados, sempre com o pretexto das eleições na Alemanha. Isto só depois das eleições na Alemanha. Aquilo nunca seria objecto de discussão anes das eleições. Fosse isto e aquilo o que quer que fosse: imigração, refugiados, dívida, etc. E agora que aí estão, ninguém fala nelas...


Estranho? Não, Merkel! 


Angela Merkel vai voltar a ganhar as eleições na Alemanha, sem qualquer sombra de dúvida. E Angela Merkel é hoje uma líder europeia bem mais consensual que há dois ou três anos. Mais que consensual, é indiscutível. Tudo à sua volta é tão volátil, tão cabeça no ar, tão desprovido, que acabou por emergir com o estatuto do grande estadista que a Europa há muito não tinha.


Por isso não há notícia. Por isso as eleições alemãs já não têm qualquer interesse.

Começou a campanha eleitoral. Quem diria?

 


 


Provavelmente muita gente fica surpreendida ao saber que arranca hoje a campanha eleitoral para as autárquicas. Mas é verdade. O que se tem visto por aí, e o que por muito lado se anda há seis meses a ver, não é oficialmente campanha eleitoral. É pré-campanha!


Enfim...


Perguntar-se-á: o que é muda?


Pouca coisa. Vêm "os tempos de antena", que dão um jeitão, em especial às rádios. E os líderes partidários e as respectivas cortes passam a percorrer freneticamente o país, sempre com as televisões atrás. O que faz toda a diferença.


Na pré-campanha, o que do Portugal profundo chegava ao grande público eram cartazes pitorescos, um festival de erros de português, ou habilidades linguísticas na exploração de nomes mais exóticos, de pessoas ou de localidades. Agora, na campanha, o que nos chega desse Portugal profundo é o discurso inflamado dos diferentes líderes partidários, a falar de tudo o que lhes interessa falar ... para as televisões. Estão ali, no meio das populações onde nunca põem os pés, mas não são elas que lhe interessam. Não falam para aquelas dezenas ou centenas de pessoas que ali têm à frente, mas para os milhões que estão à frente das televisões. Não conhecem um problema daquela realidade, nem uma única medida do programa do candidato que ali os traz.


Ver Jerónimo de Sousa em Mal Lavado (1) a exigir 25 dias de férias, Passos Coelho em Pedaço Mau (2) a dizer que é a ele que se deve a saída do lixo, António Costa garantir em Pé de Cão (3) que vai baixar a dívida pública, ou Catarina Martins na Cama Porca (4) dizer que, sim senhor, teria ido muito mais além que o primeiro-ministro, não é menos deprimente que prometer uma cidade com vaginas gratuitas.


Nem a Cristas, mesmo sem sair de Lisboa, escapa. E é vê-la na Penha de França, entre uns pulos e uns beijinhos, a desafiar o governo a entregar o Orçamento antes da data a que está obrigado. Mas essa tem desculpa: é dois em um, e tem que ter sempre um pé em cada lado. Em que se sente peixe na água...  


 


(1) Beja


(2) V.N. Famalicão


(3) Torres Novas


(4) Alhandra

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Que bem corre a vida a António Costa...

Resultado de imagem para corre bem a vida a antónio costa


 


... É a Standard & Poor´s a dizer que o país não é mais lixo. É Passos, tão desconfortável como o Sr Dombrovskis, a dar tiros cada vez mais violentos nos pés. É o orçamento de vento em popa, sem nada nem ninguém para atrapalhar. É Mário Centeno, incansável a anunciar boas notícias. É Sócrates a anunciar que há muito que ele deixou de ser seu amigo, e que há muito que a cúpula do PS o abandonou...


Melhor, era impossível!

sábado, 16 de setembro de 2017

É oficial: há fantasmas!

 


Resultado de imagem para boavista benfica 2017


 


É oficial: os fantasmas existem, e estão aí!


Aquilo que entre nós, benfiquistas, vínhamos dizendo baixinho de uns para outros, está confirmado.  A política de vender depressa tudo o que desponta no (falso) pressuposto que a qualidade da equipa se mantém, deixou de ser estratégia para ser sobranceria.


A factura do desinvestimento na equipa estava á vista. Hoje, no Bessa, foi apresentada a pagamento.


E, no entanto, quem assistiu à primeira parte deste jogo com o Boavista - a quem, recorde-se, na época passada, o Benfica não conseguiu ganhar, perdendo 5 dos 6 pontos em disputa - chegou a acreditar que os jogadores disfarçariam a crise por mais uns dias.


O Benfica entrou forte no jogo, a jogar com velocidade e com determinação, e sem falhar passes como vinha falhando nos últimos jogos. A forma como o Boavista se dispôs em campo também ajudou. Ao contrário dos últimos adversários, o Boavista não encolheu o campo, espalhou-se pelo campo todo, dando profundidade ao jogo, deixando espaço para jogar, mesmo que disputasse a bola em todas as zonas do rectângulo.


O Benfica dava-se bem com estas condições e tomou por completo o controlo do jogo. Marcou cedo, logo aos 7 minutos, e salvo o período de meia dúzia de minutos que se seguiu ao golo, em que o jogo atabalhoou um bocadinho, permitindo ao Boavista chegar perto da baliza em três ou quatro livres consecutivos, na sequência de outras tantas desnecessárias faltas a meio campo, esteve sempre a mandar no jogo, e a criar oportunidades de golo, umas atrás das outras.


Quando ao minuto 45, nem mais um segundo, interrompendo uma promissora jogada de ataque, já em cima da área do Boavista, em mais uma das subtilezas das suas arbitragens, Artur Soares Dias apitou para o fim da primeira parte, o Benfica já devia três ou quatro golos ao jogo. O Boavista não tinha feito um remate à baliza, e tinha-se limitado a correr atrás da bola (70% de posse de bola para o tetracampeão). 


Tão pouco, que custava a crer que o escasso 1-0 fizesse perigar o resultado na segunda parte. Quando parecia que o Benfica regressava bem, com o mesmo espírito da primeira parte, começamos a ver fantasmas a descer sobre o relvado do Bessa.


O primeiro a pisar a relva foi o das lesões. Foi de imediato direitinho a Sálvio. Tenebroso: porque Sálvio é hoje insubstituível, porque é mais uma lesão, e porque é mais uma lesão de Sálvio.


Logo a seguir, ia a segunda parte com apenas 5 minutos:chega o fantasma da defesa. Um lançamento da linha lateral, daqueles à Benfica, como que a provar do próprio veneno, e lá estava o fantasma a impedir qua bola fosse afastada, empurrando-a para uma carambola que daria em golo. O fantasma da defesa tem transformado carambolas em golos em todos os últimos jogos.


O terceiro fantasma demorou mais tempo a chegar. Talvez porque ser o que estava há mais tempo à espera, com menos ritmo de jogo. O tão anunciado fantasma do guarda-redes acabou por chegar quando já quase ninguém acreditava nele.Tudo começou com mais umas subtilezas de Soares Dias, que começou por marcar mais uma daquelas muitas faltas inexistentes que assinala contra o Benfica em zonas tidas por negligenciáveis. Depois posicionou a barreira do Benfica mais de um metro para além da linha dos nove metros e quinze, como se viu na transmissão televisiva, mas não se voltará ver mais. No fim, o inexplicável frango de Varela. Sem o qual as subtlezas de Soares Dias - que no fim concedeu 6 minutos  de compensação, mas também deu o apito final ao minuto 96, com metade desse tempo passado numa substituição e em assistências médicas - não seriam mais que isso mesmo.


Terminado o jogo, não terminou a dança dos fantasmas. Dantesca, a adensar-ser a cada ponto que engrossa a distância para os da frente... Ou a cada golo de um certo rapaz com uma certa proveniência, onde só houve olhos para  outro, na pressa de atempadamente substituir o Nelson Semedo que havia pressa em vender... 


Dirão que não é a primeira vez por que passamos tempos destes. Pois... O diabo é que não se pode abusar da História. Menos ainda quando é recente... Não tem estaleca para aguentar!  


 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Proíba-se! *

Imagem relacionada


 


Depois da Comissão Nacional de Eleições – a CNE – ter emitido uma recomendação desaconselhando a realização de jogos de futebol no dia das eleições autárquicas, corre por aí que o governo se prepara mesmo para proibir, por lei, os jogos de futebol em dia de eleições.


Como, pela tecnicidade da lei, ela tem que ser geral e abstrata, irá certamente encontrar uma abrangência que vá para além do futebol e que nem deixe escapar os sempre bem regados jogos entre solteiros e casados, que acontecem pelo país fora. Nem sei se museus, cinemas e teatros escapam…


O governo poderá até vir a recuar nesta intenção - acredito até que venha -, mas confesso que ela não me surpreende. Está-lhes na massa do sangue. A primeira coisa que vem à cabeça desta gente é legislar: faça-se uma lei. A segunda é proibir: proíba-se! É assim que, de há muito, as coisas se resolvem em Portugal.


Vemos que em boa parte dos países, na Europa, mas não só, se vota durante a semana, num normalíssimo e corrente dia de trabalho. Começamos a ver surgir o voto electrónico, que agiliza todo o processo, e facilita a vida a toda a gente. Mas nada disso se aplica a nós, aqui neste cantinho da Europa, que o Senhor Juncker já não enxerga.


Por cá tem de se votar ao domingo, e na agenda de cada um nada mais pode constar que a deslocação à assembleia de voto, de manhã, o regresso a casa para almoço com a família, e o aconchego do sofá para fazer contas à vida enquanto as urnas não fecham.


Enquanto se pensar assim, não se pensa que os cidadãos não vão votar porque a sociedade não está virada para promover a consciência cívica e os valores da cidadania. Porque a pobreza de ideias, o mau gosto, os dislates e os disparates das campanhas eleitorais conseguem destruir qualquer réstia de consciência cívica que possa ter resistido. Ou porque, cansados de falsas promessas, de abusos, de comportamentos à margem da ética, muitas vezes irresponsáveis, ou mesmo delituosos, muitos desistiram da democracia.


Ah… Já agora recomendaria que se pedisse ao resto da Europa para também não jogar à bola, nesse dia. É que a malta não vai à bola, mas também não sai de frente da televisão para ir votar.


 


* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Ser e parecer

Resultado de imagem para casa de fernando medina


 


Se Fernando Medina comprou o seu apartamento (a uma familiar próxima da administração da Teixeira Duarte) com um desconto de 200 mil euros sobre o preço de mercado (seiscentos e tal mil euros, contra mais de 800 mil de valor de mercado), pode simplesmente ter feito um bom negócio. O que não tem nada de errado.


Ou pode ter fugido com a diferença à escrituração. O que está errado.


Se a Teixeira Duarte não tinha negócios com a C.M. de Lisboa, e passou depois da data dessa transacção a ter, pode até não ser simples coincidência, mas pode nem assim não ter nada de errado. Se todos esses negócios eram de valor inferior a 5 milhões de euros, e por isso dentro dos limites da adjudicação directa, não tem nada de errado.


Mas que, tudo junto, e tudo sendo verdade, tem tudo para parecer errado, lá isso tem. E quando assim é, lá vem a mulher de César para a conversa... Por isso, quando assim é, dizer que é tudo uma cabala da oposição escondida atrás de uma denúncia anónima, e que quando comprou a casa não fazia ideia nenhuma da ligação da vendedora à Teixeira Duarte, é pouco. Pode ser verdade, mas não chega.


E Fernando  Medina sabe bem que não chega. Mesmo que chegue para ganhar as eleições...


 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Entretanto, aqui ao lado...

Imagem relacionada


 


Sem que demos muita conta disso, aqui ao lado, a Espanha está a arder. Não no sentido literal, como tem acontecido em Portugal, mas num fogo ainda mais destrutivo.


Quando em Portugal estivermos a caminho das urnas para eleger os nossos representantes autárquicos, na Catalunha, 8 milhões de catalães estarão a fazer o mesmo caminho, mas para dizerem que não querem ser espanhóis. Ninguém tem dúvidas que não querem, e que o resultado do referendo será, três ou quatro dias depois, a declaração da independência daquela que é a mais rica região da Península Ibérica.


Conhece-se a História. Sabemos o que a Catalunha sempre fez pela independência, sabemos até que muito da nossa própria independência se deve a isso. Sabemos que têm uma língua própria, de que nunca abdicaram, e que reservam ao castelhano o mesmo papel que ao francês e ao inglês. E sabemos, por muito que possamos estranhar, que são os jovens que estão na primeira linha pela independência.


E talvez seja isso que traduza o mais profundo sentimento de independência dos catalães. Que explique que as aspirações independentistas de séculos se mantenham vivas, mesmo numa União Europeia naturalmente vocacionada para esbater nacionalismos, e numa Espanha moderna, bem sucedida e europeia. 


Mas, neste referendo, e no terramoto político que se seguirá, há muito da incapcidade política de Mariano Rajoy. Porque nunca na História houve tantas condições politicas para tratar dessa velha aspiração catalã, ou do velho problema da Catalunha, como se preferir.


Na impossibilidade de, como no passado, responder com bombardeamentos (houve até um general - Espartero - que dizia que a forma de resolver o problema era bombardear a Catalunha de 50 em 50 anos) e execuções em massa, Rajoy recorre aos mecanismos jurídicos. Pretender que o problema não existe porque a Constituição não o permite, é o limite da cegueira política. Um erro que vai sair muito caro!


É curioso que esteja a escrever estas linhas quando, em Estrasburgo, Juncker fala do estado da União...


 


 

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Ainda há dúvidas?


 


Este jogo de entrada do Benfica na Champions tinha de ser ganho. Porque era em casa, perante um adversário directo, digamos assim, porque era o primeiro, e é sempre importante ganhar o primeiro jogo nestas fases curtas de apuramento, e porque o Benfica vinha de dois jogos que deixavam muitas dúvidas quanto à real capacidade da equipa.


A equipa tinha de ter assimilado todas estas condicionantes, e entrar afirmativa, sem dar grandes chances ao adversário. Não se pode dizer que o Benfica tenha feito uma má primeira parte, mas esteve longe de ser bem conseguida, e muito mais de ser convincente. E, oportunidades de golo, apenas naquele remate de Grimaldo - que regressou muito bem, a fazer com Zivkovic uma ala esquerda de grande categoria - ao poste. Porque os dois penaltis que o árbitro não quis assinalar foram só isso: penaltis por assinalar.  


A equipa entrou para a segunda parte com  vontade de resolver o jogo. Os primeiros minutos tiveram quase tudo o que era preciso para ganhar o jogo, com o CSKA de Moscovo encostado lá atrás. Até o golo, logo aos 5 minutos.


Só que pareceu que os jogadores pensaram que, feito o golo, estava tudo feito. A equipa perdeu intensidade e, de repente, duas carambolas dentro da área mostraram uma defesa do Benfica de manteiga. Nada que não se soubesse. O resto fê-lo o árbitro espanhol, que quis ser a figura do jogo. Não lhe bastando os penaltis que não assinalou, resolveu inacreditavelmente assinalar um contra o Benfica, que deu o empate à equipa russa sem nada ter feito por isso.


A equipa intranquilizou-se ainda mais e, na segunda vez que o adversário chegou à área, de novo com a defesa aos papéis, sofreu o golo que ditaria a derrota. A partir daí, e falltavam ainda mais de 20 munutos, deu para tudo. Para mais erros do árbitro, para entrar o Gabriel à espera de um milagre... Para tudo menos para oportunidades claras para ganhar o jogo: uma, e pronto!


Não há dúvidas que a equipa não está bem. Nem que aquele futebol sempre ali dentro da meia lua não é coisa que se apresente. Nem que Rui Vitória precisa de parar para pensar. E para se acalmar. Parece sem ideias e está claramente sem discurso. Já não dá para ouvir.

Marcas míticas

Imagem relacionada


 


Já estamos tão habituados que até parece que já lidamos com estes pequenos e insubstituíveis objectos há muito tempo. Há tanto que até temos dificuldade em perceber como conseguíamos viver sem eles. Parece que já foi há muito tempo, mas foi apenas há 10 anos que Steve Jobs nos apresentou o iPhone.


Para o comemorar, a Apple apresenta hoje o iPhone 8, anunciado como revolucionário. Ao longo deste 10 anos, com e já sem Steve Jobs, a Apple sempre transformou o lançamento de cada novo modelo num acontecimento mundial, transformando os seus cientes em fãs e mobilizando-os por todo o mundo, como  só as marca míticas conseguem fazer.


Hoje não será certamente diferente!


 


 

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Datas que não se esquecem: 11 de Setembro!

 


Resultado de imagem para 11 setembro 


 


 


Não esquecemos, 16 anos depois,  New York. Nem de como o mundo mudou ...


Não esquecemos, 44 anos depois, Santiago do Chile. Nem de como o mundo poderia ter mudado...

domingo, 10 de setembro de 2017

Vueta 2017

Contador vence no adeus e Froome confirma triunfo final


 


Termina hoje a 72ª edição da Volta à Espanha em bicicleta, uma das três principais competições do ciclismo mundial, com a vitória de Froome, o terceiro ciclista a conseguir a rara proeza de ganhar a Vuelta e o Tour no mesmo ano. Até agora apenas os franceses Anquetil, em 1963, e Hinault, em 1978, o tinham conseguido.


Foi a primeira vitória do inglês em Espanha, depois cinco participações, com uma desistência, um quarto e três segundos lugares. Froome consegui-o porque é Froome, um extraordinário ciclista, porque dispõe daquela que é, a larga distância, a melhor equipa da actualidade - e dos últimos anos - e porque, além de tudo isso, dispôs da colaboração - forçada pelas incidências da competição - de outras equipas que, particularmente nesta última semana, se viram obrigadas a fazer o trabalho da Sky para defender as posições intermédias dos seus ciclistas, especialmente dos que estavam na esfera do pódio.


Mas a grande figura desta Vuelta foi, sem qualquer sombra de dúvida, Alberto Contador, que anunciara ser esta a última competição da sua brilhante carreira. O espanhol quis despedir-se em grande, como grande campeão que é, e consegui-o. Se, aos 34 anos, as suas últimas prestações apontavam para que estivesse a chegar a hora de encostar a bicilceta, esta sua despedida deixa já saudades.


A primeira semana, especialmente em Andorra, correu-lhe francamente mal e deixou-o desde logo sem hipóteses de, na despedida, ganhar a sua Volta. Só que, a partir daí, Alberto Contador foi ele próprio a Vuelta. Sempre ao ataque!


Atacou bem, atacou mal, mas atacou sempre. Deu tudo e deu espectáculo. É certo que a desvantagem que trazia lhe permitiu a liberdade que noutras circunstâncias, especialmente a Sky, lhe negaria. Mas não é menos certo que, pela capacidade que demonstrou, a equipa de Froome teria mais dificuldade em chegar para as encomendas.


Nesta última semana Contador atacou em todas as etapas, todos os dias, em todas as montanhas. Foi subindo na classificação, foi ganhando tempo a todos os adversários, o que obrigou as outras equipas a substituirem-se à Sky para defender os seus corredores que ainda estavam à sua frente. Foi assim que sucessivamente foram encurtando as vantagens que Contador ia conquistando com muito esforço, e muita categoria.


Na etapa de ontem, a mais difícil de todas, que terminava no cimo do mítico Angliru, Contador deu verdadeiro espectáculo na tentativa de chegar ainda pelo menos ao terceiro lugar, que o levaria ao pódio hoje, em Madrid. Desfrutou de vantagem suficiente para atingir esse objectivo, mas ... aí está. As três equipas dos ciclistas ameaçados (a Bahrain, do italiano Nibali, o segundo, a Katusha, do russo Zakarin, o terceiro, e a Sunweb, do polaco Kelderman, o quarto) deram tudo na frente da perseguição para reduzir a sua vantagem e, no fim, lá estava a Sky confortável para o ataque final que levaria Froome a voltar a ganhar mais uns segundos aos seus adversários mais próximos. Foi sempre assim, durante toda esta última semana.


No fim foram quatro equipas contra Contador. Ganhou no Angliru - é o primeiro ciclista a consegui-lo pela segunda vez - subiu ao quarto lugar da classificação geral, que conseguiu ainda roubar ao ciclista polaco (que, estranhamente, viria a recuperar hoje na etapa da consagração), e ficou a apenas 20 segundos do último lugar do pódio. Mas ninguém vai esquecer esta etapa, nem ninguém vai esquecer esta Vuelta de Contador. 


Não me admiraria que daqui por uns anos, quando se perguntar quem ganhou a Vuelta em 2017, haja muita gente a responder: Alberto Contador!


Dos portugueses quase não rezou a História. O Nelson Oliveira (47º) e o Rui Costa (42º, nesta que foi a sua estreia na Vuelta), os melhores, ainda chegaram integrar algumas fugas - nesta última, nas últimas voltas do circuito final de Madrid, Rui Costa voltou a tentar, e andou adiantado até à entrada para a última volta - mas nunca estiveram perto nem de uma vitória nem de lugares de relevo na classificação geral.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Finalmente uma reviravolta


 


Foi um Benfica complicativo, que começou por prometer, com jogadas bem desenhadas como forma de penetrar na defesa bem fechada do Portimonense.


O problema foi que começaram a tornar-se cada vez mais raras, e o Benfica passou a encontrar cada vez mais dificuldades em entrar no meio das duas linhas defensivas, muito juntas, que o Portimonense foi reforçando à medida que, ia apostando em descidas rápidas, sempre através de um miúdo japonês que parece ter muito futebol.


A primeira parte não foi muito mais que isto. E isto foi pouco para ganhar o jogo.


A segunda foi muito mais que isso. Mas não foi melhor, mesmo que Rui Vitória tenha tentado outras opções. Desde logo com a troca de Cervi, claramente longe do seu melhor, por Salvio. Que deu bem mais ao jogo!


O Benfica continuou a falhar passes, muitos deles comprometedores, e o jogo não fluía. Até que o Portimonense fez o golo, apenas 10 minutos depois do reatamento.


Se as coisas estavam difíceis, mais ficaram. Sabe-se que as reviravoltas andam há muito afastadas da história dos jogos do Benfica. Valeu que o empate demorou menos de 5 minutos, num penalti que deu também em expulsão para o autor da falta.


Rui Vitória voltou a ver bem, com as entradas de Filipe Augusto - com a saída de Lizandro e recuo de Samaris, que a partir daí pareceu que andava à procura do autogolo – e de Raul, com a saída de Eliseu. Viu bem, mas as coisas não saíram bem. A ideia era boa, mas na prática não funcionou.


A reviravolta no resultado, essa coisa de que os benfiquistas estavam desabituados, surgiu a 10 minutos dos 90, num golão de André Almeida. Pensou-se que, com esse golo, e com o adversário com menos um e previsivelmente a adiantar-se no terreno, a tranquilidade voltaria à equipa e mais golos viriam.


Nada disso. Esses últimos 10 minutos foram tenebrosos, com a Luz de coração nas mãos. E o Portimonense fez aquilo que já se esperava: o golo do empate, aos 88 minutos.


Valeu que o jogador do Portimonense estava em fora de jogo. Que, se o árbitro assistente não viu, o vídeo-árbitro teria de ver. Mas também já no primeiro golo não tinha visto que fora precedido de falta sobre um jogador do Benfica.


Mas desta vez viu. E a Luz suspirou de alívio.


Mais que as muitas incidências de um jogo muito complicado, e pouco auspicioso para o que aí vem, fica a certeza que o futebol do Benfica exige aos jogadores o pleno da inspiração. Com um ou dois jogadores desinspirados, e mais um ou outro a quem as coisas não corram pelo melhor, está a tornar-se fácil aos adversários encontrarem o antídoto.


 

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Ilegitimidades*

 


Resultado de imagem para fundos da solidariedade pedrogão


 


A gestão dos donativos dos portugueses para as vítimas dos incêndios do Pedrógão Grande dominou o espaço mediático da semana.


Foi trazido para a actualidade com o óbvio e mal disfarçado objectivo de dele tirar dividendos políticos. Não é novidade, por evidente limitação de capacidade política, agravada por gritante falta de imaginação, são recorrentes as tentativas de aproveitamento político da tragédia.


Desta vez o fito era lançar na opinião pública a ideia que o Estado – o governo – simplesmente dera sumiço aos largos milhões de euros brotados da generosidade dos portugueses, na extraordinária onda de solidariedade que a sociedade civil prontamente montou para responder às necessidades das vítimas da tragédia.


E correu mal. É normalmente assim, e apetece dizer que ainda bem que é assim. O chico-espertismo politiqueiro, como a mentira, tem perna curta. O governo explicou rápida e claramente a situação do fundo que tinha sob a sua gestão, e logo deixou à vista de quem quer ver – há sempre quem não quer ver – que por ali a coisa era transparente.


Não foi essa, no entanto, a sensação que, chamadas naturalmente a terreiro, nos deixaram as instituições privadas que ficaram com a guarda da esmagadora maioria dos valores arrecadados. O que começamos logo por ouvir, quer da parte da Caritas quer da União das Misericórdias, foi que as nozes seriam menos que as vozes. Que não senhor, não tinham nada ficado com a maior fatia.


No fim, a opinião pública ficou esclarecida acerca dos 1,9 milhões de euros do fundo gerido pelo governo, mas não ficou esclarecida com nada mais. E percebeu que, com as nozes da Caritas e da União das Misericórdias, começava a não ser fácil chegar às vozes que todos tínhamos ouvido nas televisões, e em particular naquele espectáculo de solidariedade, transmitido em conjunto pelos três operadores de televisão.


No fim, a opinião pública ficou – ou deveria ter ficado - sem grandes dúvidas que tem de caber ao Estado a responsabilidade por toda a logística de fazer chegar a uns portugueses aquilo que outros portugueses doam. Cêntimo por cêntimo, sem nada ficar pelo caminho em bolsos indevidos. Sem que um cêntimo seja desviado para os custos da operação, pela simples razão que, o que o Estado arrecada em impostos na solidariedade dos cidadãos, é mais que suficiente para financiar toda a operação.


No fim, a opinião pública ficou – ou deveria ter ficado – com a certeza certa que não é legítimo haver quem faça negócio com a solidariedade com que uns ajudam suavizar a desgraça de outros.


No fim, ficou mais um tiro no pé desta gente que vê sempre Estado a mais em tudo o que não seja o Estado que olhe apenas pelo seu estado.


No fim, ficou a faltar que os chicos espertos da politiquice corassem de vergonha. Mas era necessário que soubessem o que é isso. E sabemos que não sabem!


 


* Da minha crónica de hoje na Cister FM

GALP, NOS, Hawei, Oracle, Microsoft...

 


Capa do i


 


... Como tantos se preocupam com os altos quadros da nossa administração pública. E com os nossos deputados... 


 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Tema do dia

Imagem relacionada


 


Na ordem do dia esteve a gestão e a distribuição dos fundos angariados pela solidariedade nacional destinados à ajuda às vítimas dos incêndios.


Há razões de preocupação com o tema. É monstruoso que a generosidade e a solidariedade dos portugueses acabe por não chegar ao seu destino, quando tanta falta fazem. E é inaceitável que tão volumosos fundos, que os portugueses tão prontamente mobilizaram, tão propagandeados no acto de recolha, desapareçam depois do seu escrutínio.


Não foi disto no entanto que se tratou quando o assunto foi hoje trazido para a ordem dia. O que a direita, e a equipa de Passos em particular, quiseram projectar foi outra coisa. Foi simplesmente continuar a cavalgar a onda do Pedrogão, foi prosseguir a lamentável exploração da desgraça, iniciada, como se sabe, com os suicídios que não aconteceram, e prosseguida com a lista dos mortos.


É fácil de perceber que assim é.


Os fundos angariados com a extraordinária mobilização da sociedade civil foram objecto de recolha e administração por parte de diferentes entidades. Foram, tanto quanto se sabe, entregues à União das Mesericórdias e à Caritas, instituições, como também se sabe, especialmente admiradas e apreciadas pela direita. São instituições charneira da sua visão da política social, cuja margem de intervenção se preocupam sempre em alargar como solução para todos os problemas.


O governo criou também um fundo para gerir os recursos doados pelos portugueses. Chamou-lhe Revita e conta com um saldo de 1,9 milhões de euros. O que a direita fez foi pegar neste número para, na opinião pública, fazer dele o resultado público daquela gigantesca onda solidária. O que pretendeu foi confrontar este número, estes 1,9 milhões de euros, com os números percepcionados pelos portugueses, especialmente através das televisões. 


Foi isto que esta direita pretendeu, continuando nada incomodada em chocar violentamente contra os princípios que seria suposto defender. 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Medo

Imagem relacionada


 


Não sei se estamos mais perto da mais destruidora das guerras que possamos imaginar. Sei que nunca, incluindo mais de três décadas de guerra fria, se falou tanto disso. Como se não bastasse, como se isso não fosse razão para termos muito medo, há ainda dois loucos à solta...

domingo, 3 de setembro de 2017

O dito por não dito ...

Imagem relacionada


 


Meio mumificado, numa universidade a fingir, onde uns fazem de alunos e outros de professores, numa espécie de brincar às casinhas, Cavaco fingiu de professor mal amanhado e, a propósito e a despropósito, desatou a vomitar ódio e a cuspir veneno sob a forma de opinião.


A malta, que começou a desconfiar do Cavaco com aquelas coisas do BPN, e do Dias Loureiro,  com aquelas coisas do BES, que era tudo gente séria, não tanto como ele, porque disso ainda estava por nascer. Ou com aquelas coisas de fazer comendadores gente muito séria, quase tão séria mas nunca tão séria como ele, porque … claro, disso ainda estava por nascer. A malta – ia dizendo – já não tem paciência para as suas alarvidades. Já não está para o aturar… e manifesta-lho, sem deixar dúvidas.


A máquina de Passos, que revê em Cavaco a ideologia que a realidade lhe despedaçou, não aceita que já não haja quem esteja para o aturar. E como não tem jeito para nada, mas não é de se ficar, saiu para a confusão e tratou de virar tudo de pernas para o ar, para fazer crer que criticar a opinião da criatura é por em causa o direito da criatura à opinião.


Chicos espertos, porque, esperto, é mesmo o Marques Mendes. Sabe-a toda. Até conseguiu dizer que, tendo Cavaco sido infeliz a dizê-lo, teve “carradas de razão” no que disse. E passou ele a dizer o não tinha sido dito. Mas cheio de razão. Com “carradas de razão”, na SIC.


É fácil dar o dito por não dito. Dar por dito o não dito é outra coisa. E mostrar como se faz, com a mesma falta de vergonha, mas com muito savoir faire, é ainda outra.

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...