É oficial: os fantasmas existem, e estão aí!
Aquilo que entre nós, benfiquistas, vínhamos dizendo baixinho de uns para outros, está confirmado. A política de vender depressa tudo o que desponta no (falso) pressuposto que a qualidade da equipa se mantém, deixou de ser estratégia para ser sobranceria.
A factura do desinvestimento na equipa estava á vista. Hoje, no Bessa, foi apresentada a pagamento.
E, no entanto, quem assistiu à primeira parte deste jogo com o Boavista - a quem, recorde-se, na época passada, o Benfica não conseguiu ganhar, perdendo 5 dos 6 pontos em disputa - chegou a acreditar que os jogadores disfarçariam a crise por mais uns dias.
O Benfica entrou forte no jogo, a jogar com velocidade e com determinação, e sem falhar passes como vinha falhando nos últimos jogos. A forma como o Boavista se dispôs em campo também ajudou. Ao contrário dos últimos adversários, o Boavista não encolheu o campo, espalhou-se pelo campo todo, dando profundidade ao jogo, deixando espaço para jogar, mesmo que disputasse a bola em todas as zonas do rectângulo.
O Benfica dava-se bem com estas condições e tomou por completo o controlo do jogo. Marcou cedo, logo aos 7 minutos, e salvo o período de meia dúzia de minutos que se seguiu ao golo, em que o jogo atabalhoou um bocadinho, permitindo ao Boavista chegar perto da baliza em três ou quatro livres consecutivos, na sequência de outras tantas desnecessárias faltas a meio campo, esteve sempre a mandar no jogo, e a criar oportunidades de golo, umas atrás das outras.
Quando ao minuto 45, nem mais um segundo, interrompendo uma promissora jogada de ataque, já em cima da área do Boavista, em mais uma das subtilezas das suas arbitragens, Artur Soares Dias apitou para o fim da primeira parte, o Benfica já devia três ou quatro golos ao jogo. O Boavista não tinha feito um remate à baliza, e tinha-se limitado a correr atrás da bola (70% de posse de bola para o tetracampeão).
Tão pouco, que custava a crer que o escasso 1-0 fizesse perigar o resultado na segunda parte. Quando parecia que o Benfica regressava bem, com o mesmo espírito da primeira parte, começamos a ver fantasmas a descer sobre o relvado do Bessa.
O primeiro a pisar a relva foi o das lesões. Foi de imediato direitinho a Sálvio. Tenebroso: porque Sálvio é hoje insubstituível, porque é mais uma lesão, e porque é mais uma lesão de Sálvio.
Logo a seguir, ia a segunda parte com apenas 5 minutos:chega o fantasma da defesa. Um lançamento da linha lateral, daqueles à Benfica, como que a provar do próprio veneno, e lá estava o fantasma a impedir qua bola fosse afastada, empurrando-a para uma carambola que daria em golo. O fantasma da defesa tem transformado carambolas em golos em todos os últimos jogos.
O terceiro fantasma demorou mais tempo a chegar. Talvez porque ser o que estava há mais tempo à espera, com menos ritmo de jogo. O tão anunciado fantasma do guarda-redes acabou por chegar quando já quase ninguém acreditava nele.Tudo começou com mais umas subtilezas de Soares Dias, que começou por marcar mais uma daquelas muitas faltas inexistentes que assinala contra o Benfica em zonas tidas por negligenciáveis. Depois posicionou a barreira do Benfica mais de um metro para além da linha dos nove metros e quinze, como se viu na transmissão televisiva, mas não se voltará ver mais. No fim, o inexplicável frango de Varela. Sem o qual as subtlezas de Soares Dias - que no fim concedeu 6 minutos de compensação, mas também deu o apito final ao minuto 96, com metade desse tempo passado numa substituição e em assistências médicas - não seriam mais que isso mesmo.
Terminado o jogo, não terminou a dança dos fantasmas. Dantesca, a adensar-ser a cada ponto que engrossa a distância para os da frente... Ou a cada golo de um certo rapaz com uma certa proveniência, onde só houve olhos para outro, na pressa de atempadamente substituir o Nelson Semedo que havia pressa em vender...
Dirão que não é a primeira vez por que passamos tempos destes. Pois... O diabo é que não se pode abusar da História. Menos ainda quando é recente... Não tem estaleca para aguentar!
Ahahahahahahah!!!! Subtilezas do árbitro! Bom. Não estamos a falar daquelas em que não é permitido cortar a bola correctamente a um jogador do Benfica! Geralmente é falta. A malta do colinho a falar de subtilezas. Que barrigada de riso. Tanta azia!
ResponderEliminarÉ um daqueles comentário visto com óculos de sol.
ResponderEliminarAntes isso do que palas!
EliminarOs fantasmas têm nome: Pizzi, Jonas, Filipe Augusto, Salvio. Um é um pizinho sem ideias e intensidade. O pistolas é culpado do primeiro do Boavista, é ou foge da área ou é tudo por ara ele, e depois estraga. Fugir da área é a especialidade. O FA estou para descobrir porquê está no Benfica, porque parece que não foi comprado, mas alguém o quer impor. Entretanto o Samaris desespera e um dia perdemos um grande jogador. O Salvio (lesionado), sabe gerir as lesões, para descansar e cresce em volume. O RV emagrece e o Salvio cresce. Falta trabalho. Onde param os jogadores da formação? Tirem estes quatro e avancem com os rapazes mais o Jimenes, e o Samaris, pode ser no lugar do Pizzi. O Vitória ou abre os olhos e pensa por e não para agradar ao chefe ou vai pagar, os sócios não vão perdoar. Não sou anónimo. Luís Lopes
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