Mostrar mensagens com a etiqueta pogaçar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pogaçar. Mostrar todas as mensagens

sábado, 29 de agosto de 2026

Vuelta 2026 - III

 



O ciclismo é assim. Nunca nada é definitivo!

Pogaçar, líder incontestável, e incontestado, sofreu hoje uma queda e está fora da competição. A 30 quilómetros do fim da oitava etapa, Pogaçar foi derrotado, à traição, pelo imponderável. 

Enric Mas assumiu a liderança. Num assomo de dignidade, numa dimensão ética que só o ciclismo tem, na cerimónia do final da etapa, não vestiu a camisola vermelha. Ela não lhe pertencia!

No final das três semanas, em Granada, alguém vai chegar em primeiro lugar. Provavelmente o mesmo Enric Mas. E seria a primeira vitória numa grande volta, como é agora primeira vez que veste o símbolo da liderança. Ou Roglic, e seria a ressurreição do esloveno, mas seria, acima de tudo, e contra todas as expectativas, a inédita quinta vitória na Vuelta, deixando de emparceirar com as quatro do espanhol Roberto Heras. Ou Felix Gall, o austríaco que sai bem nos contra-relógios. Mas que, aos 28 anos, não tem qualquer vitória digna de registo.

Mas, e por muito injusto que então pareça, ninguém se sentirá com direito àquela camisola. Ela era de Pogaçar. Que assim ficará sem conseguir juntar a Vuelta ao Giro, e aos cinco Tours.

Haverá maior competitividade. Ninguém duvida. Mas o ciclismo é também um espectáculo!

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Vuelta 2026 - II

 



Pogaçar já arrumou com a Vuelta. Á quarta etapa, porque a terceira, ontem, foi cancelada. Devido à tempestade do sul de França.

Hoje, em Andorra, na primeira montanha a sério, Pogaçar arrancou a mais de 50 quilómetros da meta, abriu vantagem sobre os que o acompanharam, voou sozinho para a meta, ganhou largos minutos, e vestiu todas as camisolas. A vermelha, que vai vestir da primeira à última etapa. Em condições normais. A verde, dos pontos. E a das bolinhas azuis, da montanha.

Por equipas, também está encaminhado.

O belga Jarno Widar, da Lotto/Intremarché, foi surpreendentemente o segundo, e desconfio que vai ser um caso sério. Felix Gali, da Decathlon, a equipa que mais endureceu a corrida, fechou o pódio. Com eles chegaram ainda, a 2 minutos e 39, Oscar Onley (Netcompany), o melhor jovem, Sepp Kuss (Visma), e dois veteranos -  Enric Mas (Movistar), e ... Primoz Roglic (Red Bull). Roglic, segundo na geral, e Mas, terceiro. Na casa dos três minutos e meio de atraso!

É por isto que ... Pogaçar já ganhou a Vuelta, que acabou de começar.

Sabia-se que João Almeida precisava de uma corrida calminha nas quatro primeiras etapas. Foi o que não teve hoje. Furou, fez um esforço e reentrou no pelotão, mas não resistiu ao endurecimento da corrida feito pela Decathlon, acabando por descolar a mais de 80 quilómetros da meta. 

Caiu para 59ª, a mais de 23 minutos. Curiosamente com o mesmo tempo de Ivan Romero, da Movistar, a quem era augurada uma grande Vuelta.

Ivo Oliveira, o outro português em prova, também da UAE, é 141ª, a quase 37 minutos de Pagaçar.


 


domingo, 23 de agosto de 2026

Vuelta 2026 - I

 



Aí está, na Estrada, a Vuelta. Edição de 2026.

Arrancou no glamoroso Mónaco, com 184 ciclistas, de 23 equipas, percorrerá 3.275 quilómetros, e passa por quatro países: Mónaco, França, Andorra e Espanha. Terminará em Granada.

No Mónaco, Pogaçar, a tentar conquistar a única grande volta que lhe falta, e por isso a sua presença este ano, foi igual a ele próprio. O prólogo, um contra-relógio de 10 quilómetros, tinha como melhor tempo os 11 minutos de Joshua Tarling, irmão de Finley Tarling, o jovem falecido na Vota a Portugal, há pouco mais de uma semana. Pogaçar achava que assim estava bem, que era justo que este excelente contra-relogista ganhasse a etapa. Em memória do irmão, que quis homenagear correndo a Vuelta. Perdeu ainda o avô, a quem estava muito ligado, logo a seguir ao irmão. 

Estava a fazer a sua prova quando soube que o tempo de Joshua Tarling (Ineos) já não era o melhor. Tinha sido batido pelo de Ethan Eayter (Quick Step)), também britânico, abaixo dos 11 minutos, 4,19 segundos mais rápido. E fixado a marca de 10 minutos, cinquenta e sete segundos e 23 centésimos. Tinha "roubado" a vitória a quem a merecia. E Pogaçar achou mal. Não podia repor a justiça, mas podia evitar a injustiça. E ainda foi a tempo de bater o tempo do jovem britânico, por 9 centésimos.

Ganhou, quando não queria ganhar, e vestiu a camisola vermelha da liderança. Ele, o canibal, mostrou mais uma vez o que é um campeão!

Os dois portugueses da UAE tiveram um excelente desempenho. Ivo Oliveira fez mais 14 segundos que Pogaçar, o décimo segundo registo. E João Almeida, o regressado "bota lume", cheio de dúvidas, fez mais 4 segundos, no 18º lugar. 

Na segunda etapa, hoje, Pogaçar manteve a liderança. O que não era fácil, face às bonificações. O mesmo Ethan Eayter foi para a fuga. Aguento-a, já sozinho, quase até à meta. O pelotão anulou-a, e perdeu tudo.. A Visma quis ganhar, e ganhou, pelo britânico Brennan.



O aldrabão mor

Sem surpresas. Era esperado! O aldrabão mor do reino juntou-se aos protestos que grassam no país.  Tal e qual como no caso de legislação lab...