Aí está, na Estrada, a Vuelta. Edição de 2026.
Arrancou no glamoroso Mónaco, com 184 ciclistas, de 23 equipas, percorrerá 3.275 quilómetros, e passa por quatro países: Mónaco, França, Andorra e Espanha. Terminará em Granada.
No Mónaco, Pogaçar, a tentar conquistar a única grande volta que lhe falta, e por isso a sua presença este ano, foi igual a ele próprio. O prólogo, um contra-relógio de 10 quilómetros, tinha como melhor tempo os 11 minutos de Joshua Tarling, irmão de Finley Tarling, o jovem falecido na Vota a Portugal, há pouco mais de uma semana. Pogaçar achava que assim estava bem, que era justo que este excelente contra-relogista ganhasse a etapa. Em memória do irmão, que quis homenagear correndo a Vuelta. Perdeu ainda o avô, a quem estava muito ligado, logo a seguir ao irmão.
Estava a fazer a sua prova quando soube que o tempo de Joshua Tarling (Ineos) já não era o melhor. Tinha sido batido pelo de Ethan Eayter (Quick Step)), também britânico, abaixo dos 11 minutos, 4,19 segundos mais rápido. E fixado a marca de 10 minutos, cinquenta e sete segundos e 23 centésimos. Tinha "roubado" a vitória a quem a merecia. E Pogaçar achou mal. Não podia repor a justiça, mas podia evitar a injustiça. E ainda foi a tempo de bater o tempo do jovem britânico, por 9 centésimos.
Ganhou, quando não queria ganhar, e vestiu a camisola vermelha da liderança. Ele, o canibal, mostrou mais uma vez o que é um campeão!
Os dois portugueses da UAE tiveram um excelente desempenho. Ivo Oliveira fez mais 14 segundos que Pogaçar, o décimo segundo registo. E João Almeida, o regressado "bota lume", cheio de dúvidas, fez mais 4 segundos, no 18º lugar.
Na segunda etapa, hoje, Pogaçar manteve a liderança. O que não era fácil, face às bonificações. O mesmo Ethan Eayter foi para a fuga. Aguento-a, já sozinho, quase até à meta. O pelotão anulou-a, e perdeu tudo.. A Visma quis ganhar, e ganhou, pelo britânico Brennan.
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