A selecção nacional de futebol voltou a perder (1-2) com a França. Nada de anormal, é a nona derrota consecutiva com a selecção gaulesa, a quem Portugal não ganha há perto de 40 anos!
Voltou a ser uma derrota que fica atravessada, aqui em cima, como uma espinha… O que também não deixa de ser normal, todos nos lembramos dos europeus de França 84 e da Bélgica/Holanda 2000, ou do mundial da Alemanha 2006…
Deste jogo de hoje – e sem que ache que há vitórias morais, que não há – fica a ideia de uma selecção recuperada, capaz de, se não chegar às grandes vitórias, a que de resto nunca chegou, de recuperar o prestígio perdido no Brasil e voltar a ser respeitada. Bateu-se de igual para igual com uma das melhores quatro selecções mundiais da actualidade – provavelmente a melhor num índice juventude/qualidade – e perdeu o jogo porque, mais que entrar mal, cometeu erros circunstanciais que resultaram em golo!
É pois uma derrota que, para além de não custar pontos, não afectará a equipa nem beliscará a empatia – agora tão em voga – com o seleccionador Fernando Santos. Os jogadores são outros, mesmo os que são os mesmos, nada tendo a ver com os últimos meses!
Dos que são mesmo outros, Cedric teve dificuldades, mas enquanto não houver Sílvio não há grandes alternativas. Eliseu foi igual a ele próprio, com as virtudes e os defeitos que se lhe reconhecem no Benfica, mas o lugar é de Coentrão. O Tiago e o André Gomes estiveram bem quando no mesmo espaço - a posição oito. O lugar seis é não é a casa do Tiago. O Quaresma e o Ricardo Carvalho entraram bem, e confirmou-se o acerto da decisão politica da convocatória de ambos. Não se pode dizer que o Danny não tenha justificado o regresso, mas confirmou a sua história na selecção. Czar na Rússia e plebeu em Portugal!

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