domingo, 11 de outubro de 2026

Benfica 2 - Vitória Sport Club 0

 


Mais 63 729 espectadores no palco da Luz, em mais uma demonstração da força benfiquista, neste regresso ao campeonato, três semanas depois.

A novidade na equipa foi Circati, por castigo de Lenglet, consequência daquele incrível vermelho do Dragão. De resto tudo normal, com Leandro Barreiro no meio-campo, ao lado de Palhinha, e Schjelderup a entrar para um ataque, com Prestianni a apoiar Pavlidis, a 10. 

O Benfica entrou demolidor, com meia hora de luxo, ao nível do que melhor fez esta época, como se não tivesse havido interrupção para as selecções. Logo aos 4 minutos, Rafa Silva atirou ao poste depois de uma defesa incompleta de Zych, o jovem guarda-redes do Vitória, a que se seguiu uma torrente de bom futebol e de oportunidades de golo. 

Não há dados estatísticos para estes 30 minutos, há-os para a primeira parte, que contempla já o último quarto de hora, quando o Vitória tinha já conseguido, à custa também de muita dureza e muitas faltas, muitas delas a passarem ao lado da respectiva acção disciplinar, estancar aquela torrente de futebol vinda do lado esquerdo do ataque do Benfica. Ainda assim, ao intervalo, eram 63% de posse de bola, 15 remates, 9 cantos e cinco oportunidades claras de golo!

O primeiro golo, para aí á terceira oportunidade clara de golo, surgiu apenas aos 24 minutos, com Prestianni a começar uma jogada em que Dahl tabela com Pavlidis e fica na cara de Zych.  Acaba com um chapéu de medidas certas, que faltara em tantos momentos anteriores. Era o primeiro golo de Dahl na Luz!

Pouco depois a exibição de gala do Benfica, com um golo a saber a muito pouco, começou a desvanecer-se. A um adormecimento do Benfica juntava-se um Vitória a acertar a pressão, muito à custa da tal agressividade, muita dela à margem da lei, tolerada pelo árbitro Luís Godinho, bem conhecido por estas paragens.

Mesmo que Pavlidis tenha entrado na segunda parte com mais uma grande oportunidade de golo, com um remate à malha lateral que bem podia ter tido melhor destino, a verdade é que até parece que não houve intervalo. O primeiro quarto de hora da segunda parte foi apenas a continuação último quarto de hora. 

Os jogadores do Benfica falhavam então muitos passes. A equipa perdeu a chama, e o desacerto foi galopante. Rafa desapareceu, e Bah (pelos vistos tinha razões pessoais para isso) parecia ora ingénuo, ora desligado. Se a primeira meia hora fora do melhor que já se viu, também estes 20 minutos foram do pior que se viu esta época.

O Vitória não conseguiu um único remate à baliza de Samu, que não fez uma defesa. Teve uma bola no poste, num cruzamento, em todo acidental, já na fase final da partida. Não teve uma oportunidade. Mas não era por o Benfica jogar bem!

Era imperioso mexer na equipa, e Marco Silva fê-lo. Começou por fazer entrar Aursnes e Echeverri, que na primeira vez que tocou na bola logo surgiu isolado, a rematar para golo – Zych com grande defesa, com os pés  –, após belo passe de Tomás Araújo. Depois entrou Sudakov, que pouco depois faria o golo da tranquilidade, numa jogada em que a bola passou por Prestianni e Echeverri, antes de acabar no ansiado golo do ucraniano.

As substituições resultaram, mesmo que Lukebákio e Duran, os últimos a entrar, tenham acrescentado menos. E mais uma vez se notou o dedo de Marco Silva. Quer nas dinâmicas ofensivas, que permitiram a avalanche ofensiva da primeira parte, quer nas substituições, que permitiram voltar a agarrar nas rédeas da partida. 

E o público voltou a ser muito importante, mesmo com o ressurgimento de uns pirómanos. Pelos vistos desejosos de voltar a ver a Luz de portas fechadas.

Luís Godinho não teve oportunidade para grandes feitos. Mas deixou muitas das 23 faltas (ao Benfica foram assinaladas 9) do Vitória sem o correspondente cartão amarelo. Nalgumas delas o segundo!


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