sábado, 5 de setembro de 2026

Benfica 3 - Marítimo 0

 


Depois de um interregno de três anos o Benfica voltou aos Barreiros, para uma boa vitória, num jogo difícil e num relvado impróprio.

Numa primeira parte avassaladora, na primeira meia hora, e de controlo nos últimos quinze a vinte minutos, o Benfica desperdiçou, mais uma vez, a oportunidade de resolver o desafio. No melhor período da primeira parte o Benfica marcou, aos sete minutos por Barreiro, na recarga a mais um remate com a chancela de Prestianni, teve mais um remate de Pavlidis no poste, e mais três oportunidades de golo, num total de cinco, em oito remates à baliza. E um panâlti por marcar.

O Marítimo foi acima de tudo muito físico, a roçar a violência, limite muitas vezes ultrapassado. Bah foi uma das vítimas, logo no arranque do jogo, substituído por kaminski, que perdeu mais uma oportunidade de deixar uma boa impressão. Um relvado impróprio para a competição profissional, com risco para os jogadores, juntava-se ao condimentos para um jogo arriscado. E, a espaços, mal jogado. Muito mal, especialmente na parte final da primeira parte, e na inicial da segunda.

Foi uma segunda parte simétrica da primeira. Até o árbitro, um tal Sérgio Guelho, piorou. Até aos 20 minutos, menos tempo que o de domínio avassalador da primeira parte, o Marítimo mandou no jogo. Conseguiu aproveitar aquele futebol de choques, de repelões, com muita bola pelo ar, para, sem qualquer oportunidade, mandar esterilmente na partida.

Logo que o Benfica estancou essa onda de mau futebol, e passou a impor o seu jogo, passou pelos Barreiros o melhor futebol que por ali pode passar. Pelo menos enquanto mantiverem aquele relvado. Para isso muito contribuiu a substituição de Sidakov, que continua sem se afirmar, por Schjelderup. Ou tudo!

É certo que que, em simultâneo, também saiu Rafa, para entrar Circati. Para defesa direito, que não é o seu lugar, mas era kaminski quem lá estava. Mas nem entrou bem, também ele, nem foi por aí que a equipa melhorou. Foi mesmo com Schjelderup na ala esquerda, e com Prestianni no lugar onde estava antes Sudakov.

A equipa mudou. Pavlidis marcou, estava fora de jogo, mas foi o sinal evidente que a equipa tinha acabado com aquele jogo de lotaria do Marítimo. Depois vieram as triangulações de verdadeira classe entre Pestianni e Schjelderup. E o segundo golo, novamente de Barreiros, assistido por Pavlidis. O terceiro é uma obra de arte do miúdo argentino: intercepta a bola de um lançamento lateral, no meio do campo, vai por ali fora, passa por quem se lhe atravessa, e conclui com um remate sensacional.

Foi eleito o homem do jogo. Agarrou nele e entregou-o a Barreiro. Para ele o homem do jogo. Também isto diz o que vai naquela equipa! 

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