segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Casa Pia 0 - Benfica 7

 


Desta vez, em Rio Maior, na segunda jornada do campeonato com o Casa Pia, o Benfica imitou os seus mais directos adversários, marcou nas duas primeiras oportunidades, e na maioria das que teve. O desperdício veio depois, mas com conta, peso e medida, que não pôs em causa um resultado gordo. Candidato ao mais gordo do campeonato. 

Marco Silva recorreu ao onze inicial desta primeira fase da época. Com Samuel Soares definitivamente na baliza, a insistência em Sudakov, aquele meio-campo meio simétrico, de Barrinechea e Barreiro, a criatividade de Rafa, a capacidade de Pavlidis e a super forma de Prestianni. Na defesa é que não tem outros: Bah, Tomás, Lengelet e Dahl.

Foi com uma fantástica exibição que o Benfica acabou com a maldição do Casa Pia. Marcar nas duas primeiras oportunidades também foi importante para isso. Prestianni abriu o marcador logo aos 3 minutos, num slalom para dentro, que contou ainda com o desvio num adversário. E Rafa, aos 14 minutos, fez com classe, o segundo, à segunda oportunidade.

Seguiu-se mais de meia hora, até ao final da primeira parte, de um jogo com relativo equilíbrio na posse de bola - saúda-se a nova postura do Casa Pia, uma equipa muito mais empenhada em jogar futebol - e nas faltas, treze no total. A diferença foi na qualidade de jogo, com o Benfica muito por cima, e nos remates (10-1). André Gomes, a antiga promessa do Benfica na baliza, adiou a goleada para a segunda parte, com boas defesas a remates de Sudakov e Pavlidis. O árbitro, João Pinheiro, também deu uma ajuda. E voltaria a dar na segunda parte.

No regresso do intervalo Pavlidis veio endiabrado. Fez um hat-trick em 7 minutos, e antes de esgotados os primeiros dez minutos da segunda parte já o resultado subia para cinco golos sem resposta, altura em que começaram as substituições. E o resultado ficaria fechado no final do primeiro quarto de hora da segunda parte, o que diz bem da forma como o Casa Pia foi trucidado.

Como diz bem da diferença que faz quando a bola entra. O Benfica marcou sete golos no primeiro quarto de hora, das duas partes. Precisamente nos momentos chave do jogo. Se entra, os jogadores empolgam-se. Se não entra, são os adversários que acreditam, cada vez mais. E lá aparecem erros defensivos. É isto o futebol. Os rivais que o digam!

Este jogo não foi melhor que o da primeira jornada. Foi fora, num relvado miserável. Cortaram uma bancada, que naturalmente reduziu o número de adeptos presentes. Do Benfica, é óbvio que não seriam do Casa Pia. Mas não foi à porta fechada!

Que pensem nisto!

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