Anda para aí um jogo em que as pessoas aparecem nas redes sociais à anos 80. O clássico de ontem também teve roupagens desse tempo.
Sabia-se que muita coisa iria acontecer neste Porto - Benfica. A diferença entre o futebol praticado pelas duas equipas é gritante, e nunca se vira uma equipa portista a recear tanto o Benfica. Desconfiava-se do que poderia acontecer, não era difícil de prever.
Conhecia-se o ambiente, de guerra, onde tudo o que conta é o resultado, independentemente de como lá se chega. Presumia-se que pudesse começar pelo Prestianni. Que, depois de tanta "porrada" ele explodisse, e viesse para a rua. Ou que fosse a própria "porrada" a pô-lo fora do jogo.
Reconheço que seja muito difícil antecipar tudo o que possa ser a batota que germina naquelas cabeças. E muito mais, seguramente, contrariar toda aquele ambiente de guerrilha que sabem preparar. É praticamente impossível responder a todas as ciladas.
Reconheço, ainda, que não temos na estrutura do Benfica gente preparada para para responder á letra a tanta provocação. Mas não entendo como não temos ninguém antecipar as ciladas da arbitragem.
Luís Ferreira é um árbitro da A F Braga. Iniciou a carreira em 2002, chegou à primeira categoria em 2012, e nunca foi internacional. Foi o árbitro de um célebre Boavista - Benfica, em Janeiro de 2017, que aos 20 minutos o Boavista vencia por 3-0, com três golos ilegais. Da arbitragem passou para o VAR, o que mais pontos tira ao Benfica, onde tem aparecido sempre em momentos demasiado sensíveis, para serem simples coincidência. É advogado, conhecido por defender um colega no "apito dourado".
No Porto - Benfica da época passada, para a Taça de Portugal, esteve no VAR. Ficaram dois lances por sancionar a favor do Benfica. Um sobre Leandro Barreiro, por falta de Rodrigo Mora, na área portista. Outro por mão na bola, após remate de Lopes Cabral.
No Benfica - Porto, também da última época, que muito decidia sobre o título, voltou a estar no VAR. E voltou a não assinalar um pênalti de Diogo Costa sobre Pavlidis, a que João Pinheiro fizera vista grossa.
Com Luís Ferreira no VAR o Benfica fora, na época passada, eliminado da Taça, afastado da luta pelo campeonato e, posteriormente, afastado do segundo lugar, e da Champions. Sim, porque a estes dois jogos com o Porto, juntaram-se o Estrela - Benfica, o Benfica - Arouca, e o Benfica - Braga, da machadada final na Champions.
Cinco vezes, na época passada. Como se não houvesse mais VAR. Como se houvesse coincidências.
Miguel Nogueira é um árbitro de 32 anos, da A F Lisboa. Militar, mas medroso e vulnerável. Tinha ficado "borrado" com o Porto na época passada, depois de não ter assinalado um pênalti que, treinador e estrutura do Porto, pretendiam fosse marcado, por um ligeiro puxar de camisola de António Silva. Tinha sido claramente condicionado por esse lance, que o Porto fez questão de avivar até à exaustão.
Foi aqui, nestas nomeações que passaram ao lado da estrutura do Benfica, que começaram o pisão de Gabri Veiga sobre Bah, logo aos 5 minutos. As faltas de Alberto Costa, sobre Palhinha e Prestianni, a deixar o argentino a sangrar. A simulação de André Silva, a pôr Langelet na rua. As faltas de William Gomes sobre Prestianni, e o empurrão de Kiwior a Bah. E o pênalti deste sobre Rafa. A provocação de Samu a Bah. A bola na mão, dentro da área, de Borja Sainz.
Que não são apenas as ocasiões de queixa do Benfica. São a consequência de tanta gente impune.
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