domingo, 20 de setembro de 2026

Porto 3 - Benfica 1



Foi um jogo até aos 30 minutos. O Benfica não foi melhor, foi muito melhor. Corajoso, personalizado e afirmativo. Futebol corrido, associativo, e duas oportunidades claras de jogo. Por três vezes, Pavlidis, Prestianni e Bah tiveram o golo à vista. Numa delas, de Bah, Rosário tira o golo certo.

Ao Porto restava o pontapé para a frente. A busca da profundidade, como se diz. À meia hora, num desses lances, à primeira oportunidade, como é costume, e num lance em que Samuel Soares poderia ter feito muito melhor, o Porto marcou. 

Logo a seguir, quase acto contínuo, Langelet, que já tinha um amarelo, por não ter experiência nesta liga da treta, descurou que estava a jogar no Dragão. Não lhe devem ter dito o que ali se passa, sempre. Tocou ao de leve em André Silva, o suficiente para ele se mandar para o chão, a rebolar. O árbitro Miguel Nogueira, que à altura já tinha mostrado ao que vinha, decidiu mostrar-lhe o segundo amarelo. Esperar que o VAR, o dragão  Luís Ferreira, dissesse o que se passou na realidade, era uma impossibilidade. O Benfica, à meia hora, ficava a jogar com dez. 

É esta liga que se quer vender. Não se premeia o futebol, premeia-se a batota. Mente-se todo o jogo. Dirigentes, arbitragens, jogadores, treinadores e ... transmissões televisivas. Vale tudo. Ambientes intimidatórios. No campo e fora. Expulsam-se jogadores. Punem-se uns jogadores, não se punem outros. Uns têm liberdade para fazer tudo. Outros são penalizados por dá cá aquela palha. Prestianni foi advertido com um amarelo por ter mostrado a cara cheia de sangue. Escondem-se da transmissão lances de pênalti. Escondem-se da transmissão agressões.

O jogo acabou ali, à meia hora. O que se seguiu foi uma demonstração de coragem do Benfica. Marco Silva retirou Sudakov - o mais surpreendente dos quatro que repetiram a titularidade de Milão, os outros foram Tomás Araújo, Palhinha e Aursnes - para repor o quarteto defensivo, com a entrada de Circati. Que, acabadinho de entrar, criou a segunda oportunidade ao Porto.

A abrir a segunda parte o Benfica ainda empatou. Prestiani, apesar de massacrado, assiste magistralmente para, com uma desmarcação soberba, Bah marcar de cabeça. Mas nem deu para o Porto tremer. Em cinco minutos, quatro depois, Froholdt e o coreano In-Beom - que Farioli fez entrar para o lugar de Gabi Veiga, que marcara o primeiro golo, e tinha amarelo, que por acaso deveria ter sido vermelho (num lance com Bah, logo aos 5 minutos), assim que Langelet foi expulso - marcaram dois golos bastante consentidos.

O Porto pôde continuar a jogar a bola de Bernarek para Kiwior, antes de, a espaços, a chutarem para a frente. E o árbitro pôde continuar a fazer o que quis, a usar impunemente de toda a dualidade de critérios disciplinares. Samu, regressado à competição, Kiwior, Bernarek, provocaram, agrediram e fizeram trinta por uma linha. Impunemente, os do Benfica lá estavam, para Miguel Nogueira mostrar que tinha trazido cartões.

No fim desta farsa, temos que aplaudir Marco Silva. Pelo que fez, e pelo que disse. Já Rui Costa, se não sabe falar, que esteja calado. Calado seria um poeta!

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