terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Não há volta a dar

Marcelo transmite apoio à PGR na autonomia do Ministério Público e no ...


Duas figuras - melhor, uma figura e um órgão - que deviam permanecer fiéis ao princípio da independência, insistem em interferir sempre que há eleições  em Portugal. Refiro-me ao Presidente Marcelo e ao Ministério Público.


Marcelo, enquanto presidente, não resiste. Arranjou um acaso, num semáforo na Praça de Espanha, para se encontrar com Teresa Leal Coelho durante a campanha eleitoral para numas autárquicas; outro, na Feira do Livro de Lisboa, para se encontrar com Carlos Moedas durante a campanha eleitoral, de novo, nas autárquicas; outro para Sebastião Bugalho, na Ovibeja, desta vez durante a última campanha para o Parlamento Europeu; e outro ainda, na FIL, com Luís Montenegro durante a campanha para as legislativas, este falhado pelo imponderável de uma lata de tinta de um manifestante ter obrigado o candidato a primeiro-ministro a sair para mudar de fato. 


Desta vez, quando mais recato lhe era exigido, por se tratar das eleições que decidirão o seu sucessor, resolveu marcar um Conselho de Estado precisamente para o meio da campanha eleitoral. Um Conselho de Estado remendado, e justamente com dois dos seus membros na disputa eleitoral.


O Ministério Público não é menos certinho. Se não há festa nem festança sem a Dona Constança, não há processos eleitorais sem buscas, inquéritos e outros que tais!


Desta, foi a vez de anunciar que está a investigar ajustes directos aprovados por Gouveia e Melo enquanto comandante Naval da Marinha, entre 2017 e 2020.


Não há mesmo forma de dar a volta a isto!

2 comentários:

  1. Quem é Marcelo: Quem foi que disse ?
    “Marcelo, como o escorpião da lenda, não resiste a matar a rã (…) Algumas pessoas amigas que consultei avisaram-me e tentaram evitar que o convidasse para o Governo: ‘Estás a meter o veneno em casa’ – dizia um. ‘Estás a aproximar-te do escorpião da fábula, e tu serás a rã’ – dizia outro”.

    O comentador Marcelo Rebelo de Sousa (M.R.S.) constitui, pelo seu recente comportamento, uma ameaça à credibilidade da instituição da Presidência da República e ao futuro de Portugal (…) Em vez de um Presidente da República, elegemos um comentador com urgência pessoal e compulsão para se pronunciar, instantaneamente, sobre tudo.”
    :
    “É falso como as cobras. Tem ar de avô bondoso, é beato, não tem vida própria. Mas cospe veneno. Parece que apoia, mas é exímio a puxar tapetes a quem detesta, embora finja apoiar. Olha para as tendências da opinião pública, dia a dia, como oportunidade de negócio (…) Essencialmente, ele não presta (….) Que ninguém confie nele, porque ele é do Antigo e não do Novo. Marcelo comenta de manhã, à tarde, à noite e de madrugada. Comenta à porta do Coliseu, na rua, nos jardins, na escadaria da Gulbenkian, comenta em Portugal e no estrangeiro, comenta no adro e na praia, no palácio e na feira, no café e no congresso, comenta futebol e o tempo, comenta vivos e mortos, acidentes e festivais – e comenta há 50 anos, desde que entrou para o “Expresso”, onde permanece até hoje, por via de corneta alheia, o principal alimentador e protagonista do diz-que-disse político nacional.”

    “Marcelo fala de tudo e, por esse motivo, poucas são as vezes em que fala de alguma coisa
    . Marcelo desfaz-se em muitos e cai no goto do povão! Ele é como o ”Preço Certo”: Não tem ponta por onde se lhe pegue, mas o povão gosta… Que fazer.”
    “Temos um personagem que há cinquenta anos instrumentaliza compulsivamente os média. Com a “criação de factos”. Com pseudoanálises da atualidade política. Com constantes declarações a propósito de tudo e de nada.”

    “Temos um Presidente da República sibilino e sinistro — o agente político mais perigoso para uma sociedade decente, tolerante, progressista e bem sucedida depois de Oliveira Salazar, capaz de driblar todas as instituições democráticas, a começar por uma das suas especialidades, a Constituição.”


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  2. Alguns dão tanto valor à democracia que o 25 de Abril ainda não chegou ao blogue deles. E preocuparam-se tanto com os problemas do país, que só querem saber do que escrevem para os outros lerem. Como se esperava, querem saber deles!
    Tem o direito de ficar calado. E fica!

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