Mais de 60 mil na Luz para testemunhar uma grande exibição do Benfica, uma equipa desenvolta, com um futebol alegre e variado que há muito se não via por aquelas bandas.
O Benfica apresentou hoje, frente aos escoceses do Hearts, um onze com algumas novidades. A começar na baliza, com o Samuel em vez do Trubin, e sem uma série de habituais titulares. Sem António Silva, que já lá não está, jogou o Tomás, ao lado de Lengelet. Nas laterais, Bah e Dahl. No meio do meio campo, Enzo, a revelar-se um outro jogador, e Barreiro. Mais á frente, a crescer na alegria de jogar, Sudakov, com Rafa (não há incompatibilidades) não na ala direita, mas partir da dela. Na esquerda Prestiani, a dar a irreverência que a equipa precisa, e o homem do jogo, e na frente Pavlidis.
Fora da equipa, e do onze inicial, Aursnes, Trubin, Schjeldrup, Rios e Dedic, titulares indiscutíveis na época passada. Ainda Lukebakio e as contratações kaminsky e Duran. É qualquer coisa!
Sabemos que as últimas imagens são as que perduram. As últimas, mesmo as últimas, são de festa, compatíveis com o que foi o jogo. Com os quinto e sexto golos no últimos minutos, de Duran e Schjeldrup (de pênalti) a festa regressou às bancadas, e esqueceram-se as outras. Que eram as imagens que tinham então prevalência. Eram da segunda parte. Do golo do Hearts, das substituições, que acrescentaram aos escoceses e diminuíram ao Benfica, que levaram os escoceses dos 28% aos 40% de posse de bola. Apenas interrompido pelo golo mais aplaudido de jogo. O quarto, de Prestiani. Que interceptou, na raça, um passe entre os defesas escoceses, foi por ali fora e desferiu um remate em arco. E como o mereceu!
Seria injusto que do jogo ficassem essas imagens. Para trás ficava uma primeira parte brilhante, verdadeiramente espectacular, como há muito se não via na Luz. Ficavam três golos, de Rafa, logo abrir, de Tomás Araújo, na sequência de um dos muitos cantos, quase todos a levarem grande perigo á baliza do Hearts, e de Pavlidis, de pênalti.
Para trás ficava uma primeira parte em que o Benfica, no mínimo, poderia facilmente ter marcado o dobro dos golos!
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