Há muito que estava para voltar à Volta Portugal. Tinha aqui dado o "sinal de partida", pensava voltar a ela, mais cedo ou mais tarde, mas, por isto ou por aquilo, não tinha ainda voltado.
Deixei passar a Torre, no domingo. Etapa marcante, que Guerin venceu, chegando à liderança. O francês antecipou-se e lançou o ataque, deixando Artem Nich na obrigação de não atacar o colega de equipa. E obrigado a conformar-se com o segundo ligar. Deixei passar, no dia seguinte, o contra-relógio. Ganho novamente por Johansen, e onde Guerin, não sendo especialista, resistiu muito bem, perdendo apenas 50 segundos, com um oitavo lugar. E onde um jovem galês, de uma família de ciclistas, irmão do especialista Josh Tarling, Finlay Tarling, permaneceu durante longo tempo na cadeira do mais rápido. Deixei passar o dia de descanso. Deixei passar a bonita etapa da Régua e, ontem, a não menos bonita, e espectacular, etapa do Gerês.
Voltei hoje, a caminho de Fafe, no que seria mais uma bela etapa. À entrada para a subida da Penha, a 14 quilómetros da meta, a interrupção da etapa e a notícia da tragédia. A morte chegou à Volta, pela primeira vez.
Um jovem de 19 anos perdeu a vida a correr de bicicleta.
Em Ponte de Lima, o jovem ciclista da NSN, Finlay Tarling - sim, o jovem do contra-relógio, que seguia sozinho, cerca de 10 minutos atrás do pelotão - foi mortalmente colhido por um carro, em contra-mão. Não foi um acidente de corrida, esses fazem parte da competição. Sim, um carro em contra-mão entrou na bolha do pelotão.
Não tem explicação. Mas o inesperado não se explica!
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