O Benfica tinha a eliminatória assegurada, frente aos escoceses do Hearts, graças ao 6-1 da primeira mão. Por isso Marco Silva apresentou muitas alterações na equipa, recorrendo a jogadores menos rodados, que não segundas figuras.
E a verdade é que, em particular na primeira parte, o Benfica fez bom jogo. Não há dúvida nenhuma que a equipa está a crescer. Nem da qualidade do trabalho que Marco Silva está a realizar - joguem uns, ou outros, as ideias estão lá. E o futebol também. Depois, uns têm mais condições que outros para as pôr em prática.
Pavlidis, que hoje não jogou, faz o que Duran, que jogou na sua vez, não sabe fazer. E por aí fora.
O problema não está na qualidade de jogo. O problema está na falta de agressividade, a atacar e a defender. O Benfica cria muitas oportunidades. O problema é concretizá-las. É a eficácia. São as bolas nos ferros. E são os remates que esbarram nos pés, nas pernas, nas costas dos jogadores. E aí, mais agressividade na hora de rematar, na de cruzar, ou na assistência, ajudariam. Sem dúvida nenhuma.
O jogo teve domínio do Benfica, com mais de 60% de posse de bola, 20 remates (contra 5), 11 cantos (contra nenhum). E não contam os remates bloqueados pelos defesas. Mas, à baliza, apenas cinco. Contra três.
É aqui que "a porca torce o rabo". Porque é sempre a mesma coisa: os adversários vêm que o resultado está em aberto e acreditam cada vez mais. O Hearts acreditou três ou quatro vezes. Uma na primeira parte, e três na segunda. Numa dessas três teve um golo anulado. Noutra marcou, aos 77 minutos.
O Benfica até respondeu de imediato, no minuto seguinte. Schjelderup, escapa para linha de fundo, na esquerda, deixa em José Neto, na área, que, de primeira, passa para Lukebákio, à entrada da área, acertar na baliza fazer o golo.
A bola ao poste, três defesas do guarda redes por instinto, e este remate foi, afinal, a produção do Benfica. Eu sei que há quem faça melhor produzindo menos. Mas não é o Benfica!
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